O homem que valoriza os índios – entrevista publicada no Zeca Quinha Nius

Pindamonhangaba, a quinta maior metrópole do Vale do Paraíba, a quarta maior metrópole do Estado de São Paulo, a terceira maior metrópole do Brasil, a segunda maior metrópole das Américas, a maior metrópole do orbe terrestre, sendo uma metrópole, e não cinco, foi o palco de uma entrevista fértil e enriquecedora, que muitos bens imateriais, que redundarão na produção de bens materiais, fornece ao Brasil, enriquecendo o universo intelectual nacional, e, quiçá, o internacional, e, ainda mais quiçá, o interplanetário, ao se disseminar, de geração após geração, uma geração após a outra, até o final dos tempos, que se dará quando, e se, todos os tempos, os pretéritos, os presentes e os futuros, convergirem para um mesmo tempo, que será o tempo derradeiro dos tempos que, existentes até então, não mais existirão.

No desejo de não nos prolongarmos neste intróito, que, servindo de prolegômeno, introduz o leitor na leitura da entrevista que ora publicamos no Zeca Quinha Nius, o nosso renomado hebdomadário digital, cujos jornalistas, todos providos de diplomas universitários, provas da alta qualidade intelectual e mental de sua equipe, que o equipa com recursos jornalísticos de monta e imensuráveis, abreviamos o prefácio. Para não adiar o prazer da leitura, que será imensuravelmente prazerosa, encerramos, por ora, os prolegômenos, e, nesta introdução, apresentamos aos nossos leitores, inúmeros, existentes em todo o orbe terrestre, a personalidade cativante e superior, e sui generis, do doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha, estudioso, dono de muitos títulos, reconhecido internacionalmente e nacionalmente, aqui no Brasil e em outros países, como um dos melhores e mais bem preparados intelectuais modernos – e os diplomas universitários, de valor incalculável, que ele possui, e os quais ostenta com o devido e justo orgulho são as provas de sua inigualável e incomparável força e qualidade intelectuais, cognitivas e mnemônicas que não têm igual, e nenhuma que se lhe compare, em todo o orbe terretre. Sem mais delongas, oferecemos aos leitores do Zeca Quinha Nius, hebdomadário digital cujos artigos são de autoria de autores dotados de diplomas universitários e cujas entrevistas são conduzidas por seus jornalistas, os mesmos que escrevem os artigos que neste hebdomadário digital se publica, um bosquejo biográfico do valoroso, requintado, sofisticado, nobre e estimado entrevistado.

O doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha é brasileiro nato, nascido, há quarenta anos, num hospital situado no município de Pindamonhangaba do Oeste, cidade situada no noroeste do Estado de Pindamonhangaba do Norte, localizado no sul do país. É filho de pais putativos, cujas reputações são as de lendários nobiliarcas herdeiros de dinastias dinásticas oriundas de nações estrangeiras. A sua formação intelectual inicial foi primorosa. Estudou nas melhores entidades de ensino de seu tempo. Recebeu o fluxo e o refluxo do sabor adocicado do saber agridoce de seus mestres, todos estes donos de inúmeros diplomas universitários e intelectuais renomados. Na fase adulta de sua vida de sucessos, conquistou o título de Graduação, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Sul, em Astrologia Piramidal, e, dois anos depois, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Nordeste, o título de Doutor em Psicologia Quântica Aeroespacial, e o de Mestre, em Parapsicologia Antropológica Automobilística, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba. Todos os seus títulos o engrandecem, e agigantam o nosso país, que, agigantado e engrandecido, assume a figura, ao ter o doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha na lista de seus heróis nacionais, de um gigante gigantesco.

É o doutorJurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha o nosso entrevistado desta edição, que ora publicamos, do nosso mundialmente famoso hebdomadário digital Zeca Quinha Nius.

O tema da entrevista é: “O índio, sua origem, sua história, sua cultura, sua religião.”

Desejamos aos nossos leitores, fiéis e assíduos leitores, uma leitura proveitosa. Fiquem, a partir de agora, com o nosso querido e renomado doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha.

– Doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha, por que o senhor decidiu se dedicar ao estudo dos índios?

– Eu não decidi, e não me decidi, a estudar os índios; os índios, decididos a se deixarem estudar, atraíram-me a atenção, obrigando-me, logicamente, a estudá-los, e eu, então, movido por tal força, a de estudá-los, irresistível, os estudei, e, estudando-os, aprendi a valorizá-los.

– E quando e como se deu o seu primeiro contato com eles?

– Eu nunca os contatei. E jamais vi um índio; e tampouco li um livro de autoria de índios. O que sei dos índios é matéria infusa. Veio-me, naturalmente, por meios artificiais, assim que, nas aulas de Parapsicologia Antropológica Automobilística, entendi, ao absorver, sem grandes esforços, e consumindo quase nenhuma energia, a sabedoria milenar da natureza, que o conhecimento chega-nos por si só, dispensando-nos o dispêndio de tempo com leituras de livros tediosos e enervantes. O máximo que se deve fazer de esforço, para se acumular conhecimento, é ingerir algum inebriante, que nos abre a mente para as coisas essenciais da existência; um estupefaciente que alarga a consciência humana, que, amplificada, tem o poder de assumir a condução da ação de obtenção e acúmulo de conhecimento independentemente de o ser que a possua ter, ou não, consciência dos fenômenos que naturalmente lhe governam a existência.

– O que o senhor aprendeu, por este admirável e infalível processo de estudos, acerca da cosmogonia e cosmologia dos índios?

– Para se aprender seja o que for é indispensável que a pessoa deseje aprender o que quer aprender e ame o seu objeto de aprendizado. Esta foi a primeira lição que assimilei durante os anos que me dediquei, na Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Nordeste, ao estudo de Psicologia Quântica Aeroespacial. Dito isso, aprendi, ao estudar os índios, a valorizá-lo, e só após aprender a valorizá-los, eu pude apreender o valor deles, em especial o das suas cosmogonia e cosmologia, que se fundem, e se confundem, de tal maneira, e de muitos modos, que é impossível separá-las. Conquanto vão o esforço de separar da cosmogonia indígena a sua cosmologia, e desta aquela, pude, todavia, entender que, se humilde, eu entenderia o que eu poderia entender, e nada mais eu entenderia. Sem a pretensão, portanto, de querer entender o que eu sabia que eu não entenderia, executei rituais, no interior das salas-de-aulas e nos campus universitários, que me foram inspirados por entidades, que se corporificaram dentro de meu cérebro assim que ingeri a dose apropriada de estupefaciente, que me estimulou o poder mental, e grandemente, e consideravelmente, e enormemente. E vim, então, a saber que Kuala Lumpur, o deus dos deuses indígenas, tem poderes celestiais; é onipresente, omnissapiente; é o Alfa e o Ômega do Cosmos Celestial. Está num confronto eterno com Zânzibar, seu irmão siamês, o Ômega e o Alfa do Cosmos Celestial, o oposto do oposto, o negativo do positivo, o parasita do universo. Do embate sempiterno entre os dois deuses gêmeos siameses, romperam-se as portas do reino da natureza transcendente da floresta amazônica, o das profundezas das culminâncias da Epistemologia, realidade quântica da metafísica fenomenológica existencialista, onde vivem, em espírito fantasmagórico e quimérico, a Mãe Gaia e o Pai Gaio; e de tal reino emergiram à realidade Telêmaco, Poincaré e Pancha Tantra, criaturas demoníacas bestiais, que estimulam a luxúria, a comilança e o pecado da gula espiritual. Kuala Lumpur é identificado com um objeto que tem sempre às mãos e com o qual penteia os cabelos, infalivelmente, e sempre, ao amanhecer e ao entardecer, para conservar o universo em constante, uniforme e ininterrupto equilíbrio, impedindo que Zânzibar, seu irmão siamês, destrua o Cosmos Celestial: um pente cujo eixo principal, grosso, é confeccionado de talo de penas de orangotango, e cujos dentes, perpendiculares ao eixo grosso, finos, são afiadas espinhas de espinafre, uma espécie de batráquio que vive nas águas cristalinas do Rio São Francisco. Esta é a síntese da cosmogonia, que se confunde com a cosmologia, e esta com aquela, dos índios. O assunto, demasiadamente complexo, mal se pode resumir em uma entrevista.

– O senhor disse que o pente, que identifica Kuala Lumpur, o deus dos deuses indígenas, é composto de penas e espinhas. Os índios confeccionam muitos objetos com penas e espinhas. Seguem o modelo do adorno principal de Kuala Lumpur, não?

– Sim. E é interessante tal questão. Interessantíssima. Mais interessante do que as questões que lhe são menos interessantes, questões, estas, que porventura despertem nos interessados algum interesse, ou nenhum. Os índios, sob o exemplo do deus de seus deuses, usam penas, nos seus adornos, de animais de diversas espécies, penas que vão desde as de aves até as de pássaros, passando pelas de répteis, de mamíferos e de anfíbios.

– Quais tribos indígenas o senhor, em suas viagens sob influencia de estupefacientes, contatou?

– Inúmeras. Muitas. Várias. Inumeráveis. Empreendi expedições transcendentais ao âmago do núcleo da essência do espírito da alma dos índios e deles apreendi as sabedoria e sapiência milenares cujas origens se perdem na gênese criadora dos tempos. Com os índios tupinambás, itaquaquecetubas, estadunidenses, caiapós e amendoins, aprendi a valorizar a essência do essencial da existência natural panteísta sob a égide da sapiência oracular do deus Krakatoa, ser abismal e abissal, insaciável devorador de maquinismos construídos pelos seres humanos, que devastam as florestas derrubando-lhes as árvores. E com os índios tupiniquins, urucubacas, pindamonhangabas e moçambiques, aprendi a valorizar os artefatos ecologicamente sustentáveis feitos de madeira e plástico reciclados, e não de penas de urubus, canários, lhamas, abutres, equidnas, araras, flamingos e salamandras – ao não se arrancar as penas de tais animais, isto é, ao não se os depenar, evita-se que eles involuam, e, consequentemente, não se lhes promove o genocídio, impedindo-os de se transformarem em aracnídeos, répteis e anfíbios. E com os índios aimorés, anhangabaús, periquitos, araras, itamaracás, tucunarés e salamaleques, adquiri a consciência da importância dos rituais de iniciação, integração e comunicação para a constituição das constituições indígenas e a consequente formulação de leis consuetudinárias da constituição da identidade comum que aos índios propiciam a harmonia ingênita, que lhes é inata. E com os índios pangarés, cupins, cateretês e rebimbocas, aprendi um ritual que consiste em andar em círculos, bater os pés, firmemente, em terra batida, e gritar, ininterruptamente, “Hu-hu! Hu-hu! Hu-hu!”, tendo, na cabeça, cobrindo-a, uma cuia de casca de côco. Após estas minhas valiosas experências, aprendi a valorizar os índios. E de tão alto valor eu lhes concedo, que toda minha ação contempla, como fim único, o bem-estar deles, pois se assenhoreou de meu espírito o amor por eles. E sou, hoje, um diligente estudioso das coisas dos índios. Eu valorizo os índios e tudo o que eles criam. Tenho, nos meus braços, duas tatuagens, uma em cada um, no esquerdo os dízeres “Viva o índio” e no direito “Morte ao invasor!” E uso, para prender meus longos cabelos, uma tiara de penas de plástico, multicoloridas, que imitam penas de pássaros e aves nativas da Amazônia, e estou, quase que todo dia, com o tronco coberto com uma camisa em cuja estampa frontal se lê: “O índio é o verdadeiro dono destas terras sem dono.” Eu valorizo os índios, e muito. E tanto os valorizo que alterei meu nome ao adicionar-lhe três nomes de guerreiros indígenas, Iracemo, Lindóyo e Paraguaçu, cada um destes nomes pertencente a um índio nobre, valente e destemido.

– Fale-nos, para encerrarmos a entrevista, proveitosa e fértil, e muito ilustrativa, da importância dos índios para o Brasil.

– A importância dos índios para o Brasil é muito importante, daí falarmos, sempre, ao nos referirmos aos índios, da importância deles para o Brasil, e não apenas à sua formação, mas, também, e principalmente, à constituição de sua gênese e à gênese de sua constituição culturais, religiosas, intelectuais, artísticas, étnicas e científicas. A inserção dos índios no espectro mental brasileiro é de suma importância e tem de ser devidamente registrada para que não suma dos registros que não a registram. Eu valorizo os índios, e espero que todos os meus compatriotas, para o bem do Brasil, também os valorizem.

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