Os defensores da liberdade, autoritários. Os seguidores da Ciência, anticientíficos. Os sábios que nada sabem. Os idiotas úteis. Arma biológica chinesa. E outras notas breves.

Os heróicos, abnegados defensores da liberdade, lídimos guerreiros da justiça social, neste mais de um ano de fraudemia, revelaram-se tipinhos autoritários, caricaturas da caricatura de Adolf Hitler criada por Charles Chaplin. Em toda família um de seus membros, no mínimo – nas menos desgraçadas pelo vírus do autoritarismo -, revelou-se um patético ditadorzinho de calça apertada; e este era o que mais fazia discursos de amor pela Liberdade, pela Justiça, pela Democracia. Tais criaturas, que se tinham – e ainda se têm – na conta de justiceiras sociais – e justiceiras sociais elas são, mas na sua corrente acepção, a de seres que se atribuem autoridade moral e intelectual, superiores aos reles humanos, dotados do direito, portanto, de massacrar qualquer um com as suas ladainhas moralizantes -, mostraram-se em sua verdadeira mentalidade, que é autoritária, umas explicitamente, mal conseguindo conter seu ímpeto autoritário, outras, esforçando-se para conservar as aparências, emprestando certo respeito pelos próximos, mas não se contendo todo o tempo, deixando transparecer sua animosidade contra quem não lhe segue os passos e suas má-vontade e má-fé.

Nesta era de fraudemia – uma pandemia virtual, que só se viu na mídia e em discursos de médicos e cientistas renomados -, os defensores da liberdade foram os primeiros que perderam – aqueles que a tinham – a capacidade de pensar com racionalidade, ponderar as questões, e a sucumbirem ao bombardeio midiático, que anunciou o apocalipse, e a genuflexionarem-se, reverentes, acovardados e aterrorizados, diante dos micro-ditadores que impuseram as restrições mais severas, mais draconianas, às liberdades do ser humano, como a de ir e vir, a de trabalhar para seu sustento e o da sua família, a de se reunir, livremente, com seus familiares e parentes e amigos.

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Ninguém é tolo para declarar que não há um vírus a matar pessoas, e que não houve um surto epidêmico de mortes por vírus. Mas acreditar, piamente, que tudo o que se diz do vírus é verdade é ato de gente crédula, e não de gente cética, de espírito científico. Num mundo de gente de carne e osso, e não de gente idealizada a viver num mundo imaginário edênico, políticos, empresários, profissionais liberais, inclusive os da área da saúde, defendem, e muitos inescrupulosamente, seus interesses pessoais, indiferentes ao mal que podem vir a causar a outras pessoas, e alguns deles, cá entre nós, o mal aos próximos desejam.

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Nada sabem de Ciência os Seguidores da Ciência. Nada. Mas eles se têm na conta de mestres da Ciência porque curvaram-se, temerosos, à autoridade dos heróis midiáticos, médicos e cientistas renomados que os meios de comunicação (melhor: meios de subversão) elegeram sábios, seres dotados de omnissapiência, infalíveis, criaturas celestiais de poderes divinos materialistas, e do materialismo mais chão, mais cru, mais estreito.

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Aqueles que nestes meses do que se convencionou intitular Pandemia do Coronavírus atribuíram-se dons superiores – e, aqui, falo de pessoas comuns, e não de políticos e cientistas renomados e de presidentes e diretores de organizações mundiais – revelaram-se providos da mais reles paixão pelo mandonismo, de desprezo pela verdade, pelo estudo, de uma arrogância que não encontrou limites, donos de uma auto-imagem doentiamente insensata que lhe satisfaz o ego inflado, inchado. Tais pessoas, acriticamente, acolheram todo o discurso midiático acerca do vírus que tanto nos atormenta. Nada questionaram. E se dizem racionais, pensadores independentes, que ninguém pode manipular. Foram facilmente sugestionados a acolher como verdades, truismos, todo e qualquer discurso que por mais ridículo, esdrúxulo, patético fosse – e talvez por tal razão perderam a razão, aqueles que a possuíam, perdidos num torvelinho de ordens que se anulavam, de narrativas que se contradiziam, desarrazoados insanos de enlouquecer todo e qualquer filho de Deus. E dizem, de peito inflado, pomposos: “Eu sigo a ciência.” e condenam os que eles chamam de negacionistas ao ostracismo. Para eles estes são párias e merecem viver à margem da sociedade porque não acreditam nos médicos e cientistas renomados. Eu ia escrever que os Seguidores da Ciência endeusam os cientistas, mas corrigi-me a tempo. Eles não sabem diferenciar dos cientistas os charlatães, afinal não sabem o que a Ciência é, e não sabendo o que ela é não podem saber quem de fato faz ciência e quem diz fazer ciência mas está apenas a falar em nome dela e não a praticando.

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Os carinhas se dizem anticapitalistas, defensores da justiça social, pedem o fim da desigualdade de renda, e apóiam medidas restritivas ao comércio, que favorecem, ainda não entenderam os pascácios, as grandes empresas, que têm poder econômico para sustentar prejuízos durantes anos. E as empresas que faliram durante a fraudemia foram as pequenas e as médias. Assim, as grandes empresas conquistaram mercados, monopolizaram muitos deles, sem precisarem provar que são os mais competentes. Ora, no ano passado reportagens indicaram que os homens mais ricos do mundo, bilionários, enriqueceram-se, enquanto os mais pobres empobreceram. E sabem disso os anticapitalistas defensores do fim da desigualdade de renda. Mas tais néscios não atinam com a relação entre medidas restritiva ao comércio e o empobrecimento dos mais pobres e o enriquecimento dos mais ricos. São, ou não são, úteis aos metacapitalistas os idiotas que dizem combater o Grande Capital?!

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De algumas semanas para cá, pululam na mídia americana notícias que informam que é o coronavírus uma arma biológica desenvolvida pela China. Se é, não sei. Parece-me muito grosseira a história que narram. Dar à China, exclusivemente à China, a culpa pelo flagelo que oito bilhões de humanos enfrentam é, assim vejo, um atentado contra a inteligência humana. Penso que há muita gente poderosa, no Ocidente, esquivando-se de suas responsabilidades, melhor, irresponsabilidades, pelo que promoveram neste ano e meio de recrudescimento de políticas autoritárias subjacentes e justapostas às políticas ditas sanitárias que em nada melhorou a situação. Não tenho, é óbvio, e eu nem precisaria tocar neste ponto, conhecimento do que se passa nos suntuosos escritórios de chefes de Estado, de diretores de organizações mundiais, de presidentes das farmacêuticas e das Big Techs, e das mansões dos patriarcas das famílias dinásticas que mandam e desmandam em nosso mundo; mas nada me impede de imaginar que no Ocidente há muita gente poderosa com insônia temendo ver seu busto exposto em praça pública, cuspida e coberta de sujidades. Apontam o dedo acusador para o Partido Comunista Chinês, o bode expiatório, pessoas que até ontem foram, dele, seus mais fiéis aliados. É o Partido Comunista Chinês o boi de piranha. Muita gente poderosa que compartilha com os comunistas chineses de sua visão de mundo materialista, anti-religiosa, e que ambiciona criar um governo totalitário global seguem na promoção de suas políticas anti-humanas enquanto o mundo concentra seus olhos na China.

Eu disse, linhas acima, que entendo grosseira a narrativa que dá a China protagonista – antagonista do Ocidente – de uma história de ingredientes bélicos a preparar-se para a Terceira Guerra Mundial, que seria uma guerra biológica, e não química, como a primeira, e tampouco atômica, como a segunda. E seria o coronavírus a arma que ela empregaria contra o Ocidente. A intenção da China, dizem, era lançar nos países ocidentais o vírus para colapsar-lhes o sistema de saúde. Ora, parece-me muito grosseira tal artimanha, pois os países ocidentais rastreariam a origem do vírus até a sua origem – como dizem estar fazendo neste momento com o chinavírus, que se originou num laboratório de virologia de Wuhan – e contra-atacariam com um vírus de equivalente poder, ou superior. Penso que a guerra que se faz hoje é mais sutil, e os povos ocidentais têm em seus próprios governos seus inimigos, e também nas organizações mundiais que sustentam com impostos escorchantes. O vírus é a arma biológica que o governo chinês pretendia lançar contra os países ocidentais, ou os governos dos países ocidentais declaram que é o vírus chinês uma arma biológica chinesa contra a qual eles têm o antídoto, este a verdadeira arma biológica? Não podemos ignorar que os governos ocidentais oprimem seus povos, e muitos deles – aqui no Brasil, prefeitos e governadores, e vereadores e deputados, estaduais e federais, e senadores, e juízes – comem nas palmas das mãos, dos comunistas chineses, uns, dos metacapitalistas ocidentais, outros, metacapitalistas ocidentais e comunistas chineses, cada um ao seu modo, a arquitetarem um edifício totalitário global.

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No ano passado, Sérgio Moro, na condição de herói nacional, de patrimônio brasileiro, homem de quem todo brasileiro se orgulhava, revelou-se um vilão, o Marreco de Maringá – assim o indigitavam alguns daqueles que não o viam com bons olhos -, derrubando o queixo de muitos milhões de brasileiros. Lembro-me que tão logo ele se revelara em sua inteireza, para desilusão e tristeza de muitos, profissionais da área jurídica cerraram fileiras ao seu lado, enalteceram-lhe a biografia, da qual o então Ministro da Justiça era cioso, e pediram, melhor, exigiram, uns, o impeachment do presidente Jair Messias Bolsonaro, e outros, o caluniaram com nomes que simulavam educação e vocabulário aparentemente sofisticado. Não hesitaram em condenar o presidente Jair Messias Bolsonaro. Para homens das Leis, representantes da Justiça, eles se revelaram desprovidos de senso de Justiça, afinal, tinham ouvido até então uma lado da história, a contada por um dos seus, o acusador Sérgio Moro, e ignoraram o acusado, o presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja voz não tinham ouvido e não pretendiam ouvir, e a rejeitaram antes mesmo de ouvi-las. E a ouviram, e no mesmo dia em que ouviram a de Sérgio Moro, e a rejeitaram. E anteviram a revelação aos olhos de todos da má conduta que ao presidente Jair Messias Bolsonaro o Sérgio Moro imputara. E até hoje, decorridos quatorze meses daquele fatídico dia, nada de o Sérgio Moro revelar os podres que ele atribuíra ao presisente Jair Messias Bolsonaro. E muitos profissionais de justiça ainda têm Sérgio Moro na conta de herói e rejeitam, terminamtemente, de antemão, toda réplica, com intransigência. Mas nada se provou contra o presidente Jair Messias Bolsonaro nestes meses todos. Mas Sérgio Moro revelou-se um homem inculto, imerecedor de confiança, homem que, nos meses que se seguiram, aproximou-se dos tipos mais desprezíveis da política brasileira. E penso na conduta dos profissionais da classe jurídica que ainda o enaltecem. Conduta corporativista, entendo eu, e de auto-proteção. Tais personagens têm auto-imagem favorável, entendem-se membros de uma casta social superior, culta e sofisticada, seres divinos. Mas eles sabem que a imagem pública deles é uma farsa, maquiagem apenas, à qual se agarram com unhas e dentes, cientes de que não são os seres superiores que dizem ser; daí um dos seus, Sérgio Moro, revela-se, e por seus recursos intelectuais superiores aos dos seres humanos, um tipo incomum em sua ignorância, incultura e ausência de valores elevados, e eles correm, constrangidos, não erro em dizer que aterrorizados, para blindá-lo, pois se ele se revela um tipo abaixo da média do comum dos homens, reles, eles se sentem atingidos, expostos em sua verdadeira estatura, membros de uma classe que vive de aparências.

Os homens – e as mulheres também, óbvio – que, trabalhando para a Justiça com seriedade e sinceridade e humildade, talentosos e inteligentes, donos de integridade moral, não mediram palavras nas críticas ao Sérgio Moro, diga-se de passagem; os que eu vi a brindá-lo foram os pernósticos, os presunçosos, os que se arvoram, porque ostentam um título, seres superiores.

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