Médicos e cientistas. Redes sociais. Petróleo e fontes renováveis de energia. Mário Novello e Universo Inacabado. E outras notas breves.

– Você não acredita nos médicos e cientistas renomados que estudaram cinco anos em faculdades de Medicina; que dedicaram décadas à profissão médica? E os cientistas não contam com a sua confiança por quê? Eles estudaram em faculdades de boa reputação. Apreenderam inúmeros conhecimentos. E você sabe o que de ciência? Nada. Você se opõem aos médicos e aos cientistas só porque você é a favor do Tratamento Precoce e contra a vacinação e foi contrário às regras sanitárias. Você é contra a vacina? Você se formou em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp?

– Eu poderia poupar você de constrangimento, mas decidi não o fazer. Primeiro, às duas perguntas que você me fez respostas grosseiras, que você merece ouvir: Para a primeira: Você é contra ou a favor da farinha de trigo? Para a segunda: É claro que eu não me formei em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp; formei-me em tais áreas pela Universidade do Telegram. Agora, falando sério: Não há razão de ser a primeira pergunta. Ser contra ou a favor da vacina não é a questão. Deve-se perguntar por que se vacinar contra um vírus que causa gripe, se o ser humano é em sua maioria imune a ele. Quase todas as pessoas infectadas pelo vírus sentem, se muito, um desconforto. E pelo que se sabe até agora, pessoas doentes, de baixa imunidade, velhas ou não, podem adoecer e morrer, se não tratadas adequadamente logo que a doença se manifesta. Ora, o mesmo se dá com qualquer gripe. Não há, portanto, razão para tanto bafafa em torno da vacinação. E tampouco vacinação em massa, que interessa à indústria farmacêutica. E eu sou, sim, e deixo isso bem claro, defensor do Tratamento Precoce, e para todas as doenças. Por que as pessoas infectadas pelo coronavírus não podem ser medicadas logo que se apresentam os sintomas?! E querem muitos política mundial de vacinação obrigatória. Pra quê!? E a sua segunda pergunta é apenas uma demonstração de sua presunção, de sua auto-imagem supervalorizada. Você é da galerinha do Eu Sigo a Ciência, cujos associados jamais leram um texto de ciência; são tipinhos pernósticos, posudos, que adoram alcunhar Negacionista quem não tem opiniões convergentes às dos heróis midiáticos. E para concluir: Faço-me a pergunta: os médicos e os cientistas, todos eles, são honestos? Esta é a pergunta que importa.

*

Toda invenção humana pode ser bem empregada, para o bem de todos, ou mal empregada; uma faca pode ser usada para cortar carne, ou para matar uma pessoa; um tijolo usa-se numa parede de uma casa, ou encaixa-se, com pancada mortal, na cabeça de algum desavisado; a energia nuclear emprega-se em quimioterapia, ou em bombas; e as unhas compridas mulheres as esmaltam, embelezando-as, agradando os olhares de homens, outras, no entanto, as usam com um único propósito: beliscar o consorte sempre que ele desvia o olhar para o saracoteio sedutor de uma jovem de belo patrimônio.

Registradas as primeiras palavras desta minha nota breve, trato, agora, das Redes Sociais, este instrumento, esta invenção, bem explorada por uns, mal explorada por outros; aqueles que a usam sem dela extrair todo o seu potencial perdem-se em futilidades, mexericos, coisas, enfim, de nenhum valor, ou, o que é pior, de valor negativo. Acerca deles me calo. E também não falo daqueles que a usam bem. Trato do bem que elas proporcionam àqueles que bem a usam. Que toda pessoa, inclusive as mais sensatas, percam preciosos minutos em futilidades – nada que surpreenda, afinal também são eles seres de carne e osso – não é de surprender. Há pessoas que sabem melhor ocupar o tempo que usam viajando pela Redes Sociais. E tais pessoas nelas encontram muita coisa de valor publicada por muita gente de valor. Há assuntos para todos os gostos, Economia, Política, Teologia, Filosofia, Arte, História, Revistas em Quadrinhos, Ciência, todos os temas, enfim. No Facebook, por exemplo, encontram-se página de arte; em uma delas, Ars Europe, pode-se admirar pinturas de Giacomo Francesco Cipper, Rembrant, Charles Lemire (Lemire, the Elder), Neri di Bicci, Antonio del Castilho Saavedra e Charles-Antoine Coypel. Cito apenas estes seis nomes, que vi hoje – de cada um deles, uma pintura. Quem aprecia a História do Brasil, pode muito aprender com a página A Terra de Santa Cruz, na qual, hoje, vi uma pintura, Gato com Papagaio, de Nicolas-Antoine Taunay. E quem aprecia Política, Filosofia, Teologia, Educação, conta com incontáveis escritores, de altíssimo nível, todos a publicarem textos muito bem escritos. Dentre os muitos, inteligentes e cultos, que publicam seus textos no Facebook, elenco alguns: Rodrigo Micelli, Maurício Mühlmann Erthal, Victor Vonn Serran, Maurício Alves, Aldo Lebed, Kleber Sernik, Guillermo F. Piacesi Ramos, Elisa Robson, Rodrigo Gurgel, Filipe G. Martins, Wagner Malheiros, Ricardo Santi, Sidney Silveira, Fabio Blanco e Ana Caroline Campagnolo. E chamo a atenção, sem desmerecer os outros acima elencados, para os nomes de Rodrigo Gurgel, Sidney Silveira e Fabio Blanco. O primeiro, professor e crítico literário de mão cheia; os outros dois, filósofos respeitáveis.

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Há quem acredita que a civilização só escapará da ruína se se substituir a matriz energética mundial de origem fóssil, chamada energia não-renovável, pelas chamadas fontes de energia renováveis. Mas as fontes de origem não renováveis não são renováveis? Li, ontem, um artigo (Teoria do Petróleo Abiótico, de Erica Airosa Figueredo, publicado no site InfoEscola), que traz as seguintes informações: Há duas teorias científicas que tratam da origem do petróleo, a de Mikhail Lomonossov, a Teoria da Biogênese, que dá o petróleo como produto cuja origem está na matéria de animais e vegetais mortos; e a Teoria da Abiogênese, de Marcellin Berthelot e Dmitri Mendeleev, ambos a apontaram a origem inorgânica do ouro preto – isto é, é o petróleo formado de minerais. Mas é renovável, o petróleo? Diz a lenda que não. Se acabar, acabou. Lembro que li, há muito, muito tempo, reportagem que fala de um geólogo que concluiu que é o petróleo renovável; que um poço de petróleo, esgotado, deixado ao deus-dará durante umas poucas décadas, renova-se – infelizmente, não anotei, na ocasião o nome de batismo do dito geólogo, que, se não me falha a memória, é americano (e sei que não posso confiar na minha memória).

Para encerrar, dois adendos: 1) Diz-se que a Energia Eólica, a Energia Elétrica, e outras energias ditas renováveis, alternativas, são energias limpas. Limpas, por quê?! Na cadeia de produção de todas elas não há sujeira?; e, 2) Li (o meu hábito de quase nunca anotar o que leio constrange-me não poucas vezes a escrever que “li, não sei onde, um texto, não sei de quem, que…”) que os Senhores do Universo planejam substituir, até 2.030 (ONU 2030), a matriz energética convencional – entenda-se, baseada no petróleo – pela elétrica e outras ditas alternativas, mas como o custo destas é alto comparado com o do petróleo, estão a dar um jeito de torná-las aceitáveis, comparadas ao seu concorrente, e para tanto forçam a subida do preço do petróleo mediante explosões de gasodutos em países árabes e a redução da produção de petróleo e gás natural em solo americano – assim, com a redução da oferta, e o consequente aumento do consumo, aumenta-se o preço.

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Mário Novello, cosmólogo brasileiro, impar entre os seus pares, no artigo O Universo Solidário, do dia 12/04/2018, publicado no seu site, fala, rapidamente – o artigo é curto – de Albert Einstein e de Alexandre Friedman; e do microcosmo e do macrocosmo, e das partículas elementares dos corpos e os aspectos topológicos do universo – estes e aquelas em perfeita união, sendo que aquelas não funcionam bem sem estes e tampouco estes sem aquelas – que está em expansão, pois é dinâmico.E no texto Sobre o Infinito (trecho do livro O Universo Inacabado), publicado, dia 25/05/2021, no site Cosmos & Contexto, fala o extraordinário cosmólogo brasileiro, evocando o mito de Sisifo, de Giordano Bruno, Georg Cantor; e da finitude humana e da infinitude de Deus; e de múltiplos, distintos, número ilimitado, infinitos universos infinitos. Pôxa vida! Se já é impossível se conceber em imaginação um, um só, só um, universo infinito, o que pensar de se imaginar infinitos universos infinitos!?

E mais um pouco de Mário Novello. No vídeo, de uns dez minutos, publicado, dia 06/04/2021, no Youtube, no canal History of Science, Universo Inacabado, Mário Novello, em bom português, simples, acessível ao leigo, fala de Gödel, Sakarov; de matéria e anti-matéria – e porque (Graças a Deus) é o nosso universo composto, em sua maior parte (ou ele disse em sua totalidade? – este detalhe é relevante), de matéria; e da força gravitacional, e do mundo quântico; e da luz, que se curva à força gravitacional. Afirma ele que é o universo inacabado; que o Big Bang é um fenômeno que não indica a origem do universo, mas uma passagem de uma fase do universo em colapso para uma do universo em expansão – o universo, portanto, passa por ciclos, indefinidamente, de contração e expansão, com uma explosão universal de entremeio entre estas duas fases. O universo não é estacionário; está em constante formação; é inacabado, conclui o cientista brasileiro.

Ao ouvir Mário Novello dizer que o Big Bang não está na origem do universo, mas é apenas uma singularidade, que aponta o fim de uma era e o começo de outra, eu abri – em imaginação, claro – um largo sorriso de uma orelha à outra. Ora, eu sempre me perguntava o que, ó raios! explodiu no Big Bang. Se houve uma grande explosão, alguma coisa explodiu. Mas o quê!? Li que foi um tal de Ovo Cósmico. Mas quem botou tal ovo!? Não sou cientista. Não sou cosmólogo. Sou apenas um sujeito curioso que lê de tudo um pouco, de algumas coisas mais do que de outras. Mas que o tal de Big Bang sempre me cheirou a disparate, cheirou. Nunca fez sentido para a minha cabeça, que não é a de um cientista, repito.

E para encerrar: Usei de um pouco de liberdade literária na redação desta nota breve. Se incorri em algum pecado, perdoem-me.


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No Youtube, há ótimos canais que tratam de literatura. Dois: O de Rodrigo Gurgel; e, o de Tatiana Feltrin. Ambos os dois estudiosos comentam livros, resenham-los, com muita agudeza de inteligência. Aprende-se muito com eles. As aulas – não há exagero em dizer que se trata de aulas – são inestimáveis.


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E eu não poderia deixar de falar do presidente Jair Messias Bolsonaro, que uma vez mais vai ao hospital para tratamento. Ele, e desde as eleições, fala de nióbio e de grafeno, dois produtos que poderão – e irão – revolucionar a indústria mundial. E sempre foi o presidente brasileiro alvo de chacota. Os anti-bolsonaristas, que são contra, mas não sabem dizer porque, tudo o que ele defende, o apelidaram com as alcunhas mais torpes que se possa imaginar. E não é que ele está antenado nos rumos que a sociedade toma? que nióbio e grafeno são produtos revolucionários na sociedade tecnológica atual?!

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