Mensagem do Barnabé Varejeira – Ô povo fraco!

Bão dia, Cérjim. Já é seis hora. O galo já cantô o sór raiá. E o sór raiô. E eu já ordeei as vaca, e já recoí os ovo das galinha, ovos bão, batuta de nutritivo, de deixá todos os meu fio forte inguar tôro, e já peguei do pomar frutas, e, com a graça de Deus, que espaventô a desgraça do diabo, na compania da muié que me acompanha desde o casório na Igreja de Nosso Senhor e dos fio meus querido, bebi café-com-leite, comi pão com mantêga que nóis preparâmo, e muintas, muintas fruta. Agorinha, mermo, me adespedi da muié e dos fio, pa í trabaiá. Finquei pé, aqui, uns minuto, pa dá um bão dia pa famia, pôs parente e pôs amigo. E pa enviá esta mensage po cê, Cérjim, mensage importante. Sei que as coisa não tão nada bem, e pá muita gente vai de mal a pió, e não sobra pão pá ninguém, mas querditando em Deus fica mió. Rimô, inté. Bem, ninguém; pió, mió. Não é de poesia que eu quero falá po cê. Quero dá po cê mensage de animação. Tô veno muintos ómi e muintas muié preocupado demais. Tá certo! Os político tão abusano da sorte. Inventáro esta instória de mocorongovírus só pá martratá as pessoa. Eu não sô bobo. Não naci ônti. Cê acha, Cérjim, que o mocorongovírus matô todo esse mundaréu de gente que dizem por aí que ele matô? Matô, nada. É instória da carochinha, da mamãe gansa, do arco-da-véia, conversa pa boi dormí. Mas, pensa, aqui, comigo, Cérjim, ca sua cabeça, e não ca mia: Se o mocorongovírus matô muinta tanta gente, que sóbe pa mais de um mião, o pobrema não tá no mocorongovírus; tá nas pessoa, que tão muinto fraca. Não engulo, e de jeito maneira, a instória do pãodemônio do mocorongovírus. É instória do arco-da-véia mais véia do que o arco, que é do tempo do Matusalém. Pior, inté, pruque as instória do arco-véia têm, lá, a sua graça, e a do mocorongovírus é bestice de gente da cidade grande. E aí em Piamoangaba tá cheio de bobão que querdita no que político e cientista e médico, todos mentiroso, conta. Não todos, é vredade que se diga. A vida de ôceis da cidade tá difícil, sei eu. Mas a curpa é dos ómi dipromado, bando de gente besta, fiótinhos de cruz-credo. E digo uma coisa, Cérjim: Não se percupe muinto, não, com os pobrema atuar, pois vai piorá; dêxe pa se percupar mais tarde; se o cê esquentá, em demasiado, a cabeça, o cê vai fritá o seu cérbero, o se vai torrá o seu cérbero, e quando vié os maior pobrema, o cê não vai tê força pá agi. Percupe-se só o necessário, e guarde energia pá quano vié coisa mais séria. Ou o cê acha que os político vão dá sossego pa os ómi de bem!? Não vão, não. Eles quer dominá toda as gente do universo. Então, Cérjim, esta é a mensage que eu queria enviá po cê; já enviei, então posso terminá a mensage. Por hoje são esta as palavra que tenho pa dizê. Que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, fio de José e Maria, abençoe o cê, e não dêxe o cê caí nas lábia do demônio. Inté.

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