Para melhor atendê-lo – parte 2 de 6

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Senhor, o Banco vos informa:

Na reunião, em [data], da qual participaram economistas e matemáticos do Governo Federal, após ponderados estudos, revisão de cálculos do investimento para a substituição do sistema de segurança bancária atual para o moderno, desenvolvido por técnicos nacionais altamente capacitados, ficou decidido, para atender às novas exigências de segurança bancária para melhor atender os correntistas:

1, elevação de 20% (vinte por cento) dos custos do investimento.

O Governo Federal tomou medidas apropriadas para proteger os correntistas brasileiros da sanha hedionda dos gananciosos exploradores internacionais, que impingem aos brasileiros custos onerosos associados a serviços de qualidade duvidosa e de má qualidade, certos de concentrarem, nas suas mãos, os recursos naturais, dádivas que os brasileiros herdamos da mãe natureza, generosa e benevolente, benquista por todos. O novo sistema de segurança bancária foi desenvolvido por especialistas nacionais, preparados, em instituições nacionais, por especialistas nacionais, para não assimilarem idéias estrangeiras. Com tal medida, o Governo Federal salvaguarda a riqueza cultural nacional, para cuja dilapidação especuladores estrangeiros trabalham, com o objetivo, sórdido, de dissolver o elo que conserva o Brasil uno e indivisível. Se os estrangeiros triunfarem em sua política colonizadora, transferirão, para paraísos fiscais, as riquezas nacionais, que pertencem, por natureza e destino, ao povo brasileiro. Para impedir que isso se dê, o Governo Federal decidiu:

1, elevar a alíquota de importação de máquinas estrangeiras;

Objetivo: impedir a devastação do parque industrial nacional e a apropriação indevida de capital nacional por estrangeiros.

2, investir na capacitação de profissionais nacionais;

Objetivo: impedir o domínio do mercado nacional por profissionais estrangeiros, que, se dominá-lo, chantagearão o Brasil, e exigirão, extorquindo o Brasil, remuneração excessiva.

3, proibir a contratação de profissionais estrangeiros por empresas nacionais; e,

4, controlar a imigração, que, sabemos, é parte do projeto de dominação estrangeira.

Objetivo: Promover justiça social. Se, no Brasil, maior for o número de trabalhadores estrangeiros, menor será o de trabalhadores brasileiros. As conseqüências são óbvias: O empobrecimento do povo brasileiro; o aumento da desigualdade de renda; e a concentração da riqueza nas mãos dos estrangeiros, que são enviados para o Brasil para eliminar a concorrência nacional, pois, sabem os estrangeiros, os brasileiros são bem treinados, talentosos, produtivos, dotados de peculiaridades únicas, invejadas pelos estrangeiros, que sabem que os brasileiros lhes representam ameaças incontornáveis.

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, vós aprendeste, com a vossa vasta experiência, quais são os perigos que pairam sobre as nossas cabeças e os que nos rondam, ameaçadoramente. Os estrangeiros, vós sabeis, sitiam-nos, e estão na iminência de desfechar um ataque devastador contra o Brasil. Com as medidas acima elencadas, o Governo Federal visa a defesa da riqueza nacional. O Governo Federal, nosso mantenedor e benfeitor, vos põem a par, como a milhões de brasileiros cientes de suas responsabilidades e atribuições de patriotas, das ameaças à segurança nacional.

Certo de que o senhor compreendeste as motivações do Governo Federal na implementação das medidas, justas, favoráveis ao bem-estar dos brasileiros, o Banco passa à parte subseqüente da carta, longa, e para cuja leitura o senhor despenderás, no entanto, poucos minutos do vosso precioso tempo de brasileiro trabalhador.

No seu esforço de construção, no Brasil, de uma indústria de avançada tecnologia de sistema de segurança bancária, melhor do que a existente no exterior, para evitar a bancarrota da incipiente indústria nacional neste setor, que, embora incipiente, avoluma-se, atrai a atenção dos estrangeiros, que admiram os brios e a competência dos profissionais nacionais preparados pelo Governo Federal (daí o desejo, alimentado pelos estrangeiros, de destruírem-na), o Governo Federal estabeleceu as medidas das quais o senhor está a par, e com as quais o senhor, brasileiro patriota que sois, ciente de vossas responsabilidades, concorda. O Governo Federal, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, certo de que o senhor o apoiarás no esforço, incontornável, premente, inadiável, de implantar sistema de segurança bancária de qualidade superior aos que há no exterior, vos solicita, para proteger o Brasil, a contribuição mensal, que será debitada da vossa conta corrente, de R$ 5,00.

Para que os encargos, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, não vos sobrecarreguem, o Governo Federal, ciente do vosso sacrifício espontâneo, cancela a contribuição provisória anteriormente estabelecida, como o Banco vos informou em carta de [data], cumprindo, assim, o compromisso que com o senhor assumiu, dando provas de ser merecedor da confiança que o senhor depositaste no Banco e no Governo Federal.

O Governo Federal, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco enfatiza, numa elevada postura moral admirável, não vos pedirá que participes deste esforço com duas contribuições, a atual, de R$ 2,00, e a de R$ 5,00 estabelecida na reunião, em [data], dos economistas e matemáticos do Governo Federal e de institutos de estudos econométricos financiados pelo Governo Federal. Assim, para não sobrecarregar-vos, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Governo Federal, que bem vos quer, a partir de [data], encerrará o débito, da vossa conta corrente, da contribuição de R$ 2,00, e a partir de então debitará, de vossa conta, R$ 5,00, todo início de mês.

O Governo Federal está seguro de que o senhor participarás deste esforço, pois o senhor, sob a guarda protetora do Governo Federal, serás um dos beneficiados. Os resultados, positivos, favoráveis, serão do vosso conhecimento antes do que imaginais.

O Banco e o Governo Federal contam com a vossa colaboração.

O Banco despede-se com sinceros votos de felicidade e bem-estar.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Senhor, o Banco vos informa:

Conquanto eficientes as últimas medidas tomadas pelo Governo Federal instituídas em [data], como o Banco vos informou na carta precedente, o Banco não alcançou o seu propósito: proteger os seus correntistas, evitando-lhes dissabores. O novo sistema de segurança bancária implementado pelo Banco, sob orientações do Governo Federal, melhor do que o antecedente, mostrou-se, todavia, aquém das expectativas.

Com o aumento do número de casos de violações de contas correntes e de clonagens de cartões, o Banco solicitou ao Governo Federal permissão, para melhorar o sistema de segurança bancária, e melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, para solicitar-vos, senhor, e a todos os seus correntistas, informações que coibirão a ação dos meliantes, e a obteve. Tais informações os correntistas terão de fornecer, para que o Banco melhor possa atendê-los. O senhor, a partir de [data], além de digitardes, para a efetivação de quaisquer operações bancárias, a senha, o número do vosso CPF, o número correspondente ao mês do vosso nascimento, o ano do vosso nascimento e o número do vosso RG, digitarás, na sequência:

1, o número do vosso Título de Eleitor;

2, o número do vosso Certificado de Reservista; e,

3, o número da vossa Carteira de Habilitação de Motorista.

Se o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, não sois detentor de Certificado de Reservista e Carteira de Habilitação de Motorista, redijas uma declaração, de próprio punho, em duas vias, reconheças firma num cartório de registro civil, autentiques as vias, e envie-as ao Banco.

Com tal providência, o Banco melhor irá atendê-lo sempre que o senhor efetuares operações bancárias de quaisquer espécies, não vindo o senhor a ser, portanto, constrangido a vos retirardes do Banco sem efetuares as operações bancárias que sejam do vosso desejo. Evitai transtornos, dissabores, constrangimentos.

Procurai-me – estarei à vossa disposição, para orientar-vos, caso necessário, se for do vosso agrado.

Não tardes a tomar as providências nesta carta elencadas.

Ajudes o Banco a melhor atendê-lo.

Vós sabeis que, nos vinte meses anteriores à esta carta, atuando em parceria com o Governo Federal, o Banco concentrou os seus esforços no exaustivo trabalho de implementação do grandioso sistema de segurança bancária que vos oferece segurança e comodidade, para melhor atendê-lo, oferecendo-vos tranquilidade.

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco conta com a vossa inestimável e imprescindível contribuição.

Certo da vossa compreensão, o Banco despede-se sob votos de amizade.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Mais uma vez, para melhor atendê-lo, o Banco vos solícita, encarecidamente, a vossa contribuição, certo de que o senhor participarás do projeto do Governo Federal. Na reunião, em [data], o Governo Federal, para vosso benefício, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, deliberou, certo de vossa anuência, erigir uma organização de segurança que visa o vosso bem-estar, para melhor atendê-lo.

À guisa de esclarecimentos, o Banco vos informa:

Para a ereção da organização de segurança, imprescindível para o correto e eficiente funcionamento do sistema de segurança bancária, para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Governo Federal teria de transferir recursos de projetos sociais, educacionais, culturais e ambientais para o de segurança bancária, mas não o fará, pois os brasileiros, gentis e patriotas, o apoiarão na implementação do sistema de segurança bancária. Se o Governo Federal reduzisse os recursos destinados às áreas educacional, social, cultural e ambiental, e elevasse o de segurança bancária, prejudicaria, o senhor estás ciente, cidadão responsável que sois, milhões de brasileiros das classes sociais desprivilegiadas, que mal adquirem, todo mês, o salário adequado para a aquisição de provimentos indispensáveis para uma vida saudável.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, sois um brasileiro patriota exemplar. Não desejas, sabe o Governo Federal, ver os vossos patrícios espojando-se na imundície para obter o feijão e o arroz diários. O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, referenderás, como milhões de brasileiros patriotas conscientes de suas responsabilidades, na íntegra, a decisão do Governo Federal. O senhor apoiarás o Governo Federal nesta política, que redundará em vosso benefício, e o Banco melhor irá atendê-lo.

A criação do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional exigirá esforços inauditos do Governo Federal e dos bancos. A contratação de trabalhadores – todos de nacionalidade brasileira – é uma das medidas tomadas pelo Governo Federal. O projeto, gigantesco – como o Brasil, gigante pela própria natureza -, para sustentar o país do futuro, será concebido e desenvolvido por brasileiros treinados pelo Governo Federal, que valoriza, enormemente, como é do vosso conhecimento, o talento irrivalizado dos brasileiros. O projeto, de dimensões gigantes, é essencial para atender o gigante adormecido, que desperta, e atrai o mundo, após o sono prolongado de décadas perdidas em decorrência da entrega das riquezas pátrias para os estrangeiros, que há quinhentos anos exploram o Brasil e mantêm os brasileiros na miséria.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, contribuirás, para tão inaudito esforço, com módicos R$ 10,00 mensais, que serão, automaticamente, debitados da vossa conta corrente. Essa contribuição, que será cobrada de todo brasileiro patriota, permitirá ao Governo Federal conservar os programas sociais, educacionais, culturais e ambientais, para benefício de centenas de milhões de brasileiros, que viveriam à míngua sem o auxílio do Governo Federal.

Certo de contar com a vossa colaboração e compreensão, e certo de que o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, participarás, com o senso de dignidade patriótica que vos anima, entusiasmado, deste projeto, o Banco despede-se sob votos de felicidade e alegria.

Viva o Brasil Grande.

De

Gerente Personalizado

PS.: A contribuição de R$ 5,00 mensais estabelecida, pelo Governo Federal, em [data], será mantida. O senhor compreendes que o Governo Federal não pode prescindir deste recurso, que o senhor tão gentil e generosamente lhe entregas, para não onerar os cofres públicos e não prejudicar centenas de milhões de brasileiros explorados, há quinhentos anos, por estrangeiros gananciosos.

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

O Banco, por meio desta, vos dá notícias, para vossa alegria e felicidade, concernentes ao bem-sucedido Sistema de Segurança Bancária criado pelo Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional. O trabalho vai, de vento em popa, a todo o vapor. O cronograma prossegue como o planejado. O Governo Federal contratou cinco mil trabalhadores nacionais. Todos os trabalhadores, treinados pelo Governo Federal, têm carteira assinada. Com a contratação deles, o Governo Federal melhorou os índices sociais nacionais, que agora equiparam-se aos dos países ricos.

Os empreendimentos patrocinados pelo Governo Federal exigiram recursos inimagináveis.

Um prédio gigantesco, do tamanho do Brasil, está sendo erguido, em Brasília, Capital Federal, que foi sonhada por Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente que presenteou o Brasil com a magistral obra concebida por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, gênios nacionais visionários, irrivalizados.

O Governo Federal treinou centenas de milhares de trabalhadores nacionais, que empreenderão o trabalho que obra tão vasta exige.

Todos os trabalhadores, registrados com carteira assinada, salientamos, são brasileiros, e recebem rendimentos superiores aos oferecidos pelas empresas capitalistas, e escalam as camadas sociais, e integram, agora, a classe média nacional – mas conserva a sua cultura impoluta de brasileiros patriotas -, que, antes da concepção do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional, era de acesso restrito aos privilegiados descendentes de estrangeiros, que, há quinhentos anos, usufruem das riquezas proporcionadas pela sua aliança com os capitalistas estrangeiros, os quais, agora, com a atitude altiva do Governo Federal, esbravejam tendo em mira a conservação dos privilégios dos quais gozavam com exclusividade e os quais não desejam perder. Todos os ataques que os privilegiados desfecham – em associação com os estrangeiros – contra as medidas do Governo Federal, que protege o trabalhador nacional, não surtiram o efeito por eles desejado porque se depararam com um governo altivo, poderoso, que não se curva aos exploradores estrangeiros inescrupulosos, arrogantes, soberbos, insensíveis capitalistas multibilionários, e não é servil às multinacionais e aos governos que as sustentam. O Governo Federal resistiu, heroicamente, ao assédio dos capitalistas estrangeiros, colonizadores e imperialistas gananciosos.

O Governo Federal vos informa:

Com os seus projetos grandiosos (o Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional é um deles), o Governo Federal erigirá o Brasil grande – o país do futuro, gigante pela própria natureza, terra em que se plantando tudo dá, e onde canta o sabiá -, que foi negligenciado pelos governantes brasileiros (todos eles servis aos capitalistas estrangeiros) antecessores ao Governo Federal. Os projetos nacionais, tão grandiosos, foram erguidos a partir do nada, exclusivamente com o talento nacional, que põem aos estrangeiros admirados, invejosos do vigor intelectual e físico irrivalizados do Governo Federal e do patriótico povo brasileiro.

O Governo Federal encarrega-se de tarefas de alcance inédito na história da civilização: o do pleno emprego e o da eliminação das desigualdades sociais. Em nenhum outro país e em nenhuma outra época empreenderam-se projetos tão grandiosos, nem sequer conceberam-se projetos similares.

Os dados reunidos até o presente momento apontam para o progresso irreversível dos projetos do Governo Federal e a necessidade de alocação de recursos para a execução de tão grandioso empreendimento (o Banco refere-se, aqui, ao Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional). O encerramento da construção se dará antes da data aprazada. Não é do desejo do Governo Federal o adiamento indefinido da data de encerramento das obras. Se o Governo Federal não cumprisse com a sua obrigação, concluir o projeto até a data aprazada, escancararia, aos olhos dos brasileiros, a incompetência de um governo descompromissado com o dinheiro público. Não é este o caso do Governo Federal, que nunca tolerará, como nunca admitirá, a elevação de tarifas de impostos, já demasiadamente altos, como o senhor tão bem sabes.

Comunicadas estas notícias, todas do vosso agrado, o Banco, agora, trata de questões de vosso interesse.

Faz-se urgente, como vós sabeis, para a efetiva realização do projeto do Governo Federal, alocação de recursos de montante elevado, muito além do que se previu inicialmente. O Governo Federal, como informado, nesta carta, no parágrafo anterior ao anterior, é categórico na rejeição de elevação de tarifas de impostos e, mais ainda, na da criação de tarifas de impostos, as quais, se criadas, encareceriam o padrão de vida dos trabalhadores nacionais, e, como conseqüência imediata e lógica, reduziriam o seu padrão de vida à miséria. O Governo Federal, para cumprir os contratos assinados com inúmeras empresas nacionais de capital nacional, nos meses anteriores à esta data, para fazer jus à confiança dos trabalhadores nacionais, imprimiu dinheiro para honrar com os seus compromissos, pois, para o Governo Federal, é inadmissível o descumprimento dos contratos, algo que jamais irá fazer, nem mesmo quando estiver acuado pelos megacapitalistas estrangeiros; mesmo em circunstância tão desvantajosa, o Governo Federal lutará, com todas as suas forças – e as suas forças são do tamanho do Brasil, gigante pela própria natureza -, para impedir os trabalhadores nacionais e as suas famílias de carecerem de víveres indispensáveis à vida saudável e tranquila e terem desrespeitados os seus direitos fundamentais inegociáveis. O Governo Federal defenderá os trabalhadores nacionais e as suas famílias da ganância e da frieza dos insensíveis, descompromissados e egoístas capitalistas estrangeiros e dos seus cúmplices brasileiros apátridas e antipatriotas burgueses inescrupulosos.

Para evitar estado de coisas indesejado, tanto pelo Governo Federal, quanto pelos trabalhadores nacionais, o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, com a boa vontade que vos é peculiar, a partir do próximo mês, contribuirás, para a ereção e manutenção do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional, mensalmente, com R$ 20,00, que serão, automaticamente, debitados da vossa conta corrente, e transferidos para as organizações contratadas pelo Governo Federal – o débito se dará no dia subseqüente ao crédito de vosso salário na vossa conta corrente. Com tal providência, o Governo Federal evitará que o saldo da vossa conta corrente fique no vermelho. O débito de R$ 20,00 após o crédito de vosso salário é uma providência de responsabilidade e justiça social implementada pelo Governo Federal, uma prova da consciência social dos governantes nacionais, que lutam, arduamente, para fazer do Brasil um país grande, uma potência mundial, que, sabe o visionário Governo Federal, desbancará, dentro de dez anos, os Estados Unidos – o império romano extemporâneo que personifica a hedionda inescrupulosidade capitalista burguesa -, o Japão – o império oriental em franca decadência – e a Europa – a vilã milenar que explorou as Américas, a África e a Ásia, promoveu a extinção de espécies da flora e da fauna, devastou continentes inteiros, dizimou povos silvícolas nativos, e produziu miséria em todo lugar, e inculcou, na mente dos inocentes nativos, que viviam sob a eterna lei da mãe Gaia, lei irrevogável (mas os europeus, arrogantes, sob a égide da sordidez capitalista, quiseram revogá-la), as idéias nefastas, religiosas e filosóficas oriundas do lamaçal judeu israelita e cristão, as quais os povos europeus, decadentes, herdaram dos antigos hebreus obscurantistas e fundamentalistas supersticiosos, e com as quais querem fazer lavagem cerebral nos brasileiros, induzindo-os a renegar a valiosa cultura que herdaram dos povos nativos da África e da América. O Brasil, sabe o Governo Federal, ao desancar os promotores de misérias e injustiças, dá início à uma nova era, sob os auspícios do Governo Federal, que, com a sua autoridade moral, irá se impor ao mundo, e todos os povos atualmente explorados pelos capitalistas estrangeiros do primeiro mundo se irmanarão, sob a liderança do Governo Federal, e rumarão, de braços dados, para o futuro, brilhante, reservado ao Brasil e aos países cujos povos são puros como o povo brasileiro.

Dito isso, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco vos informa que, para melhor atendê-lo, o senhor, a partir de [data], além de digitar, no caixa e no terminal eletrônico, no momento da efetivação de quaisquer operações bancárias, os dados os quais o senhor já estás habituado a digitar, apresentarás, no caixa de quaisquer de nossas agências, o vosso RG e o vosso CPF, e, no terminal eletrônico, exibi-los-ás para um dispositivo de vídeo instalado na sua parte superior.

Sem mais para o momento, o Banco despede-se com abraços fraternais.

De

Gerente Personalizado

PS.: O Governo Federal suspende a exigência de contribuição de R$ 5,00 e de R$ 10,00 a partir do mês subseqüente ao envio desta carta. Com tal providência, o Governo Federal demonstra respeito pelos brasileiros e reconhece o seu esforço e a sua boa-vontade.

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