Nomes proibidos. Profetas modernos. Já se vacinou? Médicos? O Dia do Pico ressurge. Imunidade natural, ou vacina? Carnaval. Notas breves.

Nomes proibidos.

Nestes tempos de Seguidores da Ciência, tempos que correm pelas auto-estradas da internet, há nomes que não podem ser escritos em tipos gráficos, tampouco pronunciados nas altas esferas midiáticas, acadêmicas, e nas instituições oficiais, nacionais e internacionais, e nas ditas científicas, nomes que devem ser mantidos longe dos olhos e ouvidos do homem comum, sob pena de exílio, execração pública, a viver os dias que restam da vida no ostracismo, comendo o pão que o diabo amassou, quem ousar citá-los. Aqui estão os nomes de alguns homens que os poderosos têm na conta de inimigos públicos (na verdade, inimigos deles, e não do público): Dr. Didier Raoult, Dr. William Campbell, Dr. Satoshi Ohmura, Dr. Luc Montagnier, Dr. Geer V. Bossche, Dr. Michael Yeadon, Dr. Robert W. Malone; e Bruno Graf, filho de Arlene Ferrari Graf.

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Palavras dos profetas modernos: “Quinze dias, para achatar a curva, e dar tempo para prefeitos e governadores prepararem os hospitais para acolherem os infectados pelo coronavírus, que seguirá o seu curso natural – e com ele teremos de aprender a conviver, e para sempre – até se atingir a imunidade de rebanho, que se dará assim que sessenta por cento da população estiver infectada. E tão logo se crie, e se produza, a vacina, que ficará à disposição de todos, as pessoas que se vacinarem, imunizadas, poderão retomar a sua vida normal, pois estarão protegidas, livres de perigos.”

Transcorridos dois anos, a curva achatou-se e desachatou-se em diversas ocasiões, e milhões de pessoas vacinadas não podem retomar a vida de antes do prefácio do dramático, de ares trágicos, apocalípticos, volume da história universal identificado com o título Epidemia do Covid-19, e esqueceram-se que existe uma tal de Imunidade Natural, velha amiga dos humanos, que os acompanha desde o tempo das cavernas, imemorial. Proféticos, os infalíveis Seguidores da Ciência.

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“Você já se vacinou contra o covid?” “Não.” “Você vai se vacinar?” “Não.” “Por quê?! Você tem medo de agulhas?” “Não.” “Por que, então?!” “Porque não tenho porquê me vacinar. Minha imunidade natural é de primeira linha, fora de série. Nela eu confio. O vírus aproxima-se de mim, eu o engulo; e cuspo-o embrulhado em catarro, enviando-o para o inferno.”

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Médicos?

No início do que se convencionou chamar de Epidemia do Covid, em 2.020, uma pessoa, a doer-lhe o corpo, sinais de gripe, e sintomas que até então desconhecia, todos a atormentarem-lo, recorre ao médico, que, após diagnosticá-la, suspeita tratar-se o caso de infecção por covid-19, vírus que, sabe o médico, é letal, e pode levar o paciente a partir desta para a melhor, a domir, num leito confortável, sete palmos abaixo da terra, a bater as botas, a abotoar o paletó, enfim, sendo-se curto e grosso, nu e cru, sem tergiversações e circunlóquios, à morte, e pede-lhe que se submeta ao teste, que definirá se ele está, ou não, com o malquisto e assustadoramente letal vírus, e, ao ter em mãos o resultado do teste confirma suas suspeitas, e avia ao paciente receita, que se resume a vinte gotas, se estiver o paciente a ferver de febre e a dobrar-se de dor, de um popular anti-térmico e analgésico. Ora bolas, sabe o discípulo de Hipócrates que é o vírus letal, ceifador de vidas, um arauto da Morte, a anunciar o apocalipse; que pode o paciente infectado por tão mortífero vírus, que irá causar um morticínio sem precedente na história da humanidade, vir à óbito dentro de poucos dias se não tratado imediatamente, e o único remédio que lhe oferece é um anti-térmico e analgésico?! E o homem de jaleco branco, com a sem-cerimônia de um respeitável doutor exorta seu paciente a isolar-se, na própria residência, do mundo, e viver como um anacoreta, e só recorrer ao hospital se lhe estiverem quase que completamente obstruídos os pulmões e em frangalhos o cérebro, às portas da morte, com um pé na cova, a vislumbrar, no horizonte, a aproximar-se de si a passos acelerados, a ceifadora de vidas!? Que belo médico saiu tal homem!

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O Dia do Pico ressurge.

Para a felicidade dos pandeminions, tornou ao mundo dos vivos, repaginado, o Dia do Pico. E é, agora, do Ômicron. É o Dia do Pico 2.0, versão 2.022. Foi o Dia do Pico o dia 15 de Janeiro de 2.022. Dia que já passou. E os especialistas, revendo seus estudos, prorrogaram o Dia do Pico para o dia 31 do corrente mês; e outros, mais prudentes e sofisticados, prorrogam-lo para o dia 15 de Fevereiro.

Vivas ao Dia do Pico!

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Imunidade natural, ou vacina?

A queda de mortes por covid é atribuída às vacinas. Se está correta a associação de causa e efeito entre “vacinas” e “queda de mortes”, não sei; suspeito, apenas que, após quase dois anos do início da história que se convencionou chamar de epidemia do coronavírus a imunidade natural deve ter tido um papel, e relevante, na imunização, e natural, de boa parte da população – ou decretaram a extinção da Imunidade Natural com uma canetada, e não me contaram?! -, atingindo-se o que chamam de imunidade de rebanho. Ora, sabe-se que os casos registrados de infecção pelo coronavírus estão subnotificados. Fala-se que para cada registro oficial há cinco não notificados, afinal os assintomáticos não procuram hospitais, pois não manifestam sintomas – e um passarinho contou-me que estes humanos, privilegiados com um organismo resistente, correspondem à 90% da população. Não sei se erro em afirmar que a imunidade de rebanho foi alcançada há muito tempo. Infelizmente, a Imunidade de Rebanho, coitada! há dois anos tão querida e amada, e nela os humanos depositávamos todas as nossas esperanças para sairmos da situação catastrófica que nos envolveu, está, hoje, tão desacreditada, e pior! tão desdenhada, tão desprezada, e pior! mil vezes pior! é alvo de chacota, de campanha difamatória inédita em toda da história da Terra.

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Em 2.020, os foliões pularam carnaval; em 2.021, não. Nos meses de Março, Abril e Maio de 2.021 morreram, de covid, mais pessoas do que nos meses correspondentes de 2.020.

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