A Terceira Guerra Mundial – escrito por Joaquim Beltrano da Silva Fulano Cicrano de Souza – publicado no Zeca Quinha Nius

O corresponde estrangeiro do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário do orbe terrestre – nos Estados Unidos, residente na cidade americana de Pindamonhangabaiórque, e o corresponde estrangeiro do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre – na Rússia, residente na cidade russa de Pindamonhangabavostóque, são, ambos, aquele e este, a mesma pessoa. Eles vivem no Brasil, e no Brasil lêem notícias em noticiários americanos e russos, e delas extraem as informações mais relevantes, as selecionam, e nô-las transmitem, do exterior, para nós do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre. É de origem russa o nome russo do nosso correspondente na Rússia, e o nome americano do nosso correspondente nos Estados Unidos é de origem americana. Mas ambos os correspondentes são um brasileiro, cujo nome, brasileiro, de origem brasileira, é português, e não americano, tampouco russo.

As informações colhidas e recolhidas, e unidas e reunidas pelos correspondentes estrangeiros do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre – permitem-nos compreender a configuração da geopolítica do orbe terrestre e antever a sua reconfiguração, programada e reprogramada pelos homens mais poderosos, embora tais informações nenhum contato tenham com ela; mesmo assim, todavia, no entanto, porém, entretanto, nós do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre -, jornalistas dotados de inúmeros diplomas universitários, documentos que confirmam a, e dão provas da, nossa inigualavelmente superior intelectualidade, formação cultural e vigor e rigor morais, fornecem-nos os meios e os recursos e os instrumentos teóricos e práticos para detectarmos as informações, dentre as que nos chegam ao conhecimento, que nos permitem elaborarmos do panorama geopolítico do orbe terrestre um desenho exemplarmente bem elaborado, cientes de que todas as informações são inúteis; no entanto, todavia, porém, entretanto, os nossos diplomas universitários são mais do que suficientes para nos persuadir de que podemos entender tudo o que se passa e o que ocorre e o que se sucede na geopolítica mundial do orbe terrestre. E aqui registraremos o que aqui ainda não registramos. Registraremos, neste artigo, cujas palavras contêm informações, que não são desprezíveis, tampouco indispensáveis para a exata e correta compreensão da política do orbe terrestre, nas linhas que sucedem a esta – o leitor e o autor deste artigo não sabem, até este momento preciso e exato, quais informações este artigo contêm porque o autor ainda não as registrou, mas assim que as registrar saberão quais são, o autor assim que as digitar, e o leitor assim que as ler – caso as leia (se não as ler não saberá quais são).

Informam-nos os nossos correspondentes estrangeiros que o governo dos Estados Unidos e o da Rússia pretendem iniciar a terceira guerra mundial porque duas guerras mundiais já ocorreram no orbe terrestre, portanto, a próxima, a que pretendem deflagrar, será, obrigatoriamente, a terceira, e não a quarta, e tampouco a quinta, muito menos a sexta, e que ninguém pense que será a sétima. Estão os governos de ambas as duas nações envolvidas em sofisticadas negociações. Estão os governos de ambas as duas nações envolvidas em sofisticadas negociações. Não sei porque reescrevi esta frase. Seja qual tenha sido a minha razão para reescrevê-la, eu não a suprimirei do artigo, afinal se eu a escrevi e a reescrevi logo na sequência, eu o fiz por alguma razão, e uma razão racional que se encontra, mas que eu não encontrei, no meu subconsciente, que está sob a jurisdição da minha consciência. Negociam o governo dos Estados Unidos e o da Rússia o envolvimento de outras nações na terceira guerra, que pretendem seja mundial. Querem um e outro varrerem-se do mapa, a Rússia varrer os Estados Unidos e os Estados Unidos a Rússia, de modo que outros país do mapa também sejam varridos, e não uma e outra nação, mas todas elas, pois se querem seja mundial a guerra, a terceira, então todas as nações do orbe terrestre têm de nela se envolverem, e, o que é o ideal, todas serem varridas do mapa. Enquanto não convencerem todos os outros chefes-de-Estado a aceitarem tal idéia, não irão iniciar a guerra. Outras informações colhidas e recolhidas, e unidas e reunidas pelos correspondentes estrangeiros do Zeca Quinha Nius, o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre, dão conta de que a Rússia e os Estados Unidos envolver-se-ão numa conflagração particular, e lançarão mísseis contra as outras nações, e desconversarão os governos das duas nações se questionados a respeito; limitar-se-ão a declarar que oocorreram falhas nos sistemas militares; que uma fagulha provocou uma pane nos computadores; que um hacker invadiu o sistema e disparou os mísseis; que alienígenas telepatas invadiram o cérebro dos comandantes militares e os controlaram; que o presidente da Rússia, ao ingerir vodka estragada, alucinado, agiu num repente súbito de insanidade, e apertou, em seu acesso de fúria enlouquecida, botões quaisquer, inconsciente do que fazia, e apenas soube de seus atos após recuperar o governo de sua mente; que o presidente dos Estados Unidos, num acesso de sonambulismo, perambulou pela Casa Branca, foi ao Salão Oval, abriu a maleta que contêm os códigos dos mísseis, e os digitou; que durante a comemoração pela vitória da seleção de basquete dos Estados Unidos o comandante do porta-aviões USS qualquer coisa, involuntariamente, ligeiramente embriagado, premiu, com um dos seus dois cotovelos, um botão de acionamento de mísseis. E assim Rússia e Estados Unidos varreriam do mapa outras nações. E as nações não atingidas pelos mísseis se veriam na contingência de atacar os Estados Unidos e a Rússia antes que fossem por eles atacados, o que redundaria na ampliação do cenário de guerra – e assim Estados Unidos e Rússia, atingindo o objetivo de envolver na guerra todas as nações do orbe terrestre, criariam a terceira guerra mundial. Mas, e a guerra propriamente dita quando começará? Quando se iniciar, se se iniciar, principiando-se, o que se dará, se se der, e quando se der, se uma das duas nações, Estados Unidos e Rússia, atacar a outra; caso tal não se dê, tal não se dando, não se dará a guerra, e assim não assistiremos à guerra mundial, que será a terceira das guerras mundiais porque antes dela ocorreram outras duas, a primeira antes da segunda, e esta depois daquela. Oxalá tal guerra seja deflagrada para que nós do Zeca Quinha Nius – o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre – possamos publicar reportagens acerca da terceira guerra mundial, que entrará para a História e dela jamais irá sair. 

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