O socialismo dos socialistas e o socialismo real. Profissão: bandido. Multiculturalismo e politicamente correto. Notas breves.

Diz, melhor, dizia a lenda que Hugo Chavez, e, após ele, Nicolás Maduro, implantaram, na Venezuela, políticas econômicas, de inspiração socialista, anti-capitalista, de distribuição gratuíta de petróleo e alimentos aos venezuelanos, a favorecer o Estado, em detrimento dos capitalistas e empresários, políticas que fariam da Venezuela um paraíso, país, a Venezuela, onde não mais existiriam injustiça social e desigualdade de renda. E o povo venezuelano acreditou no canto da sereia socialista e embebedou-se com as facilidades que os esquerdistas, de bom grado, amáveis, ofereceram-lhe, e vislumbrou, no horizonte imaginativo, fantástico, que a oratória de Chavez e companheiros de jornada inspiraram-lhe, o paraíso; e cuspiu na cara de todo aquele que lhe chamou a atenção para o perigo que as políticas de Chavez e Maduro representavam, expondo-as à razão, projetando luz sobre seu núcleo demagógico, populista, trazendo-lhe para diante dos olhos cenas de um futuro negro, tétrico, o povo venezuelano a comer o pão que o diabo amassou. Dos alertas o povo venezuelano fez pouco caso; preferiu acreditar nos políticos que lhe prometiam o céu. E mal sabia que teria o inferno. Entregou aos seus carrascos a corda com que eles o enforcaram. Foi tiro, e queda; e não foram necessárias décadas, ou uma centúria, para que a miséria decorrente da política socialista chavista e madurista se tornasse do conhecimento do mundo. Mas enquanto tal não se deu; enquanto puderam do mundo ocultar os horrores, que se multiplicavam, na Venezuela, a miséria, que se encorpava, a tirania, que, se fortalecendo, massacrava o povo, e o êxodo de venezuelanos para a Colômbia e o Brasil, os socialistas declaravam, orgulhosamente, de peito cheio, que o socialismo trouxe paz, riqueza, justiça, igualdade e democracia aos venezuelanos ao eliminar os capitalistas, mas bastou perderam o controle da narrativa, o mundo vindo a conhecer o inferno em que a Venezuela se transformou, que mudaram o discurso; agora, dizem que na Venezuela não há socialismo; que os postulados socialistas não estão, e nunca estiveram, contemplados nas políticas de Hugo Chavez e Nicolás Maduro. E os socialistas, então, decidiram apostar todas as suas fichas na Argentina, que ia desgovernada, diziam, nas mãos de Maurício Macri, amigo dos capitalistas gringos. Tinham os socialistas, para o bem do povo argentino, de remover da Casa Rosada o desumano capitalista, e no seu lugar pôr um socialista. E assim foi feito: Alberto Fernández foi eleito o representante, democraticamente eleito presidente da Argentina, do povo argentino. E tem ele a graciosa Cristina Kirchner sua vice. E a Argentina rumou, a passos largos, e seguros, ao paraíso, agora a viver sob regime socialista; e os socialistas clamaram vitória, e os argentinos felicidade inédita. Só que não, como se diz por aí. A Argentina vai de mal a pior. Os heróis dos antibolsonaristas, Alberto Fernández e Cristina Kirchner, traíram, dizem, agora, os socialistas, os ideais nobres do socialismo e, ao invés de produzirem riqueza, igualdade e justiça, produziram miséria, desigualdade e injustiça. Traidores miseráveis! E os socialistas, heróicos e destemidos combatentes do mal capitalista, persistem; não desistem; são resilientes; não esmorecem. Estão decididos a erguer, agora no Chile, o paraíso socialista, com o tal Gabriel Bóric, personagem lendário, herói impoluto, que está a pedir um Homero para lhe registrar, em hexâmetros dactílicos,seus feitos memoráveis, para conhecimento da posteridade.

*

Não li, com atenção, uma certa notícia, cujo teor passou-me, diante dos olhos, na velocidade da luz: um governador qualquer de não sei qual estado da federação brasílica, ou um prefeito qualquer de sei lá eu qual município, disse que temos os brasileiros de atentar para a importância da indústria do tráfico de drogas, que está a contribuir para atenuar os efeitos nefastos do desemprego causado pela epidemia, pois o tráfico está a empregar muitos, muitos jovens, que, sem a oportunidade, imperdível oportunidade, que os traficantes lhes oferecem, estariam, perdidos, na rua, sujeitos a serem aliciados por criminosos, e a integrarem a legião de marginais que estão a flagelar a sociedade brasileira, e a virem a perpetrar crimes, e crimes horrendos, hediondos. Quase me vieram lágrimas aos olhos, confesso, ao conhecer a dedicação do político pelo bem comum, mesmo que eu tenha passado por cima os olhos em tal reportagem. É consolador saber que há políticos brasileiros que pensam no bem-estar dos brasileiros.

*

Está a Suécia em maus lençóis. Marco Frenette informa que, durante o regime militar, muitos comunoterroristas fugidos do Brasil, expatriaram-se para a Suécia; e com a imigração desordenada de adeptos do islamismo, enfrenta o país de Selma Lagerlof o domínio dos maometanos, que, em algumas áreas do país, impõem a sharia, e ninguém lhes faz objeção. E ai de quem se opõe às políticas multiculturalistas e progressistas que estão a rasgar o tecido social sueco! Quem ousa questionar, esboçar, que seja! uma crítica a tal política, é tachado de fascista, de extremista de direita, de islamofóbico. O mesmo fenômeno, já chegou ao meu conhecimento, e não foi hoje, nem ontem, se dá em outros países europeus, principalmente na Alemanha, na Grã-Bretanha, na Noruega e na Holanda. Não sei se procede a notícia, ou se é teoria da conspiração: ocorreu, há não muito tempo, na Alemanha, estupro coletivo, na véspera de comemorações natalinas; centenas de mulheres foram estupradas por muçulmanos. E dá-se a conhecer que é a Suécia a capital mundial dos estupros. E não podem os suecos esboçar uma queixa que o mundo lhes desaba sobre a cabeça e soterra-os sob toneladas de impropérios.
O multiculturalismo, e todo o pacote politicamente correto, está a fazer um estrago danado em todas as nações, mas, parece, mais nos países da Europa ocidental e nos Estados Unidos do que em qualquer outra parte do mundo. Algumas nações rejeitam terminantemente o manual de instruções do instrumento politicamente correto, em seu todo, e nem sequer desejam pô-lo sobre a mesa para discussão; sabem do poder corrosivo de tal obra malfazeja, e não pretendem perder tempo simulando urbanidade, civilidade, como o fazem os povos europeus, que, para se diferenciarem do restante do mundo, e se darem ares de sofisticados, culturalmente superiores, e não se misturarem com os bárbaros de outras praças, adotam o figurino que os engenheiros sociais lhes oferecem, e o fazem orgulhosos, gostosamente. São os gostosões do planeta, e muitos, tais quais avestruzes, estão, com a cabeça enfiada no chão, a estapearem e escoicearem toda pessoa que lhes exorta a olhar em volta para se conscientizarem do inferno que a pusilanimidade deles criou. Pisaram na jaca, e pisaram feio, e agora choram as pitangas. E pergunto-me se são de crocodilo as lágrimas que lhes escorre pelo rosto.

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