Bolsonarismo X petismo. Argentina. Holanda. Rússia X Ucrânia. Bandeira do Brasil. Notas breves.


Noticia-se a morte, por um bolsonarista, de um petista. Desde o princípio desta tétrica história a envolver dois inimigos figadais, não foram poucas as pessoas que, com uma pulga atrás da orelha, e perspicazes, estranharam a celeridade com que a imprensa, ao noticiar o caso, apontou, desavergonhadamente, e sem hesitar, o dedo acusador contra o que se convencionou chamar bolsonarismo e condenou os bolsonaristas pelo crime cometido. Em outras palavras, coletivizou-se o crime. Bastou, no entanto, que, horas depois, os meios de subversão – erradamente denominados meios de comunicação – a fazer uso político inescrupuloso da tragédia, vir a público um caso escabroso a envolver um médico anestesista, que estuprou uma de suas pacientes, grávida, na sala de atendimento, vindo a se saber que tal homem é um petista, e algumas pessoas a destacarem tal detalhe, que aqueles que estavam a cuspir na cara de todo bolsonarista a pecha de culpado pelo assassinato cometido por um delinquente repreenderam, com nenhuma civilidade, quem apontava a identidade política do estuprador, acrescentando que era imoral e desonesto se fazer tal associação. Usou-se, ao se comentar os dois casos, ambos criminosos, de um peso e duas medidas. Ora, se é, no caso mencionado, reprovável atribuir o crime de estupro a todos os petistas, o mesmo se deve  dizer do caso que envolveu o assassinato citado linhas acima. Nos dois casos, indivíduos, e não coletivos, grupos, movimentos, ideologias, partidos, cometeram crimes. Infelizmente, está a se fazer uso político, eleitoral, de tragédias.
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Em 2.020, assim que souberam que o presidente da Argentina, Álberto Fernandez, decretou um lockdown de um mês os anti-bolsonaristas declaram, em tom acusatório, de reprovação, que eram os argentinos sortudos, pois contavam eles com um presidente que deles cuidava, e éramos os brasileiros azarados porque tínhamos um presidente que de nós, de nossa saúde, não se ocupava, tínhamos, dizia-se, e insiste-se em dizer ainda hoje, um presidente que era um genocida. E chegamos aos meados do ano de 2.022. E hoje sabemos que vai o Brasil, sob o comando do tão odiado Jair Messias Bolsonaro, nós a enfrentarmos os nossos problemas, e a superar muitos deles, os brasileiros a usufruírem de bens e serviços melhores – apesar das dificuldades que enfrentamos com a inflação de preços de gêneros alimentícios. E a quantos anda a Argentina? Estão os argentinos a sofrer a escassez de inúmeros produtos, a inflação a bater na casa dos 70% ao ano, o desemprego a bater recordes históricos, e as condições de vida deles a degringolaram a olhos vistos, venezuelando-se.
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Desconheço os detalhes da história que ora se escreve na Holanda a envolver, em papéis antagônicos, o governo holandês e o povo holandês, este a se revoltar contra políticas daquele, decretadas, alega-se, para salvar a natureza, mas que, prevê-se, irá redundar no empobrecimento do holandeses.
O que está a se passar nos países ocidentais? Estão os governos ocidentais a promoverem políticas de extrema violência, a prejudicar, imensa e consideravelmente, os povos cujos interesses e cujo bem-estar, na teoria representando-os, estão a, lutando, defender. E quem se revolta contra os desmandos dos governantes são tachados de extrema-direita nazifascista.
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Parece que as previsões agourentas – para a Rússia, como um todo, e para o Vladimir Putin, em particular – não estão se concretizando. Está a Rússia a avançar território ucraniano a dentro, cada vez mais para o oeste, e a destruir as forças armadas da Ucrânia, e a exterminar a resistência ucraniana, e a exibir resiliência admirável e invejável, e a prejudicar os países que lhe, à Rússia, impuseram sanções econômicas que se previam devastadoras para a economia russa. Parece que os EUA e vários países europeus deram tiros nos próprios pés, deram com os burros n’água, pois, vê-se, os europeus e os americanos os é que estão a colher a desgraça advinda da guerra que se desenrola, há mais de quatro meses, no coração da Europa.
Há um ponto – que quase ninguém aponta, dando a entender que é ele irrelevante -, mas que é esclarecedor do espírito hipócrita, malandro, dos governantes europeus que almejam impôr a agenda verde: os europeus, enquanto discursavam contra os combustíveis de origem fóssil, compravam, da Rússia, gás e petróleo. E agora, outro ponto interessante, estão alguns países europeus, para muitos ecologicamente responsáveis, a aumentarem investimentos na produção de energia a partir de carvão, que é extraordinariamente poluente, e na de energia nuclear. Nada como um golpe de realidade para as pessoas abandonarem as suas ilusões, os seus ideais.
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Li, hoje, uma notícia do balacobaco. Em um estado da federação, uma certa juíza aventou a idéia que consiste em se proibir, durante os dias de campanha eleitoral, a exibição, em certos contextos, da bandeira nacional, pois, assim pensa a digníssima magistrada, a bandeira, ao tornar-se o símbolo de um grupo de pessoas que estão a favor de um certo candidato a presidente, deixou de ser um símbolo pátrio – a sua exibição, portanto, configurar-se-á, se tal idéia de jerico, ganhando corpo, vir a se concretizar, propaganda política irregular, ilegal. É de fazer cair o ‘b’ da boca (Entenda-se o eufemismo).
Há não muito tempo, eu ouvi um absurdo: acusaram anti-bolsonaristas o Jair Messias Bolsonaro de haver usurpado os símbolos nacionais. É uma tolice, sabemos, de quem só sabe brandir bandeiras de partidos políticos e cantar hinos ideológicos. E agora, vê-se, eleva-se o absurdo à enésima potência.

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