Anti-bolsonaristas, criaturas vingativas.

Incluo na turma dos anti-bolsonaristas aqueles indivíduos que odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro (e entre eles há eleitores do Fernando Haddad, do Ciro Gomes, do Geraldo Alckmin, do João Amoêdo, políticos derrotados, nas eleições de 2.018, pelo Jair Messias Bolsonaro, e outros tipos humanos, alienados da política nacional, a ela indiferentes, mas que, pela mídia seduzidos, converteram-se em anti-bolsonaristas fanáticos, dentre estes alguns outrora apoiadores do presidente) e os apoiadores dele, e querem-lhe a morte, e o extermínio dos bolsonaristas, cientes de que o que ele é, o que ele representa, os valores que ele personifica, que são, também, os de dezenas de milhões de brasileiros, que, unidos, superam os cem milhões, não é o que dizem que ele é, representa e personifica. Eles estão a rilhar, de raiva, os dentes, afiando-os, preparados para avançar, assim que a oportunidade se lhes oferecer, à jugular dos bolsonaristas. E não estou a me referir a famosos e renomados jornalistas, cientistas, médicos, juízes, intelectuais e artistas midiáticos, unicamente; entram no pacote cidadãos comuns, com os quais se tromba nas ruas, e familiares e parentes, e amigos de longa data, e colegas de trabalho, e conhecidos em geral. Tais pessoas, os anti-bolsonaristas (excluo, aqui, os outrora bolsonaristas – se um bolsonarista xiita, eu diria que são estes apóstatas, e hereges os outros), não engoliram a derrota cada qual de seu herói, de seu deus, de seu político de estimação, para o então candidato, hoje presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, o homem que eles, não podendo ignorá-lo, desprezam (e os anti-bolsonaristas ex-bolsonaristas também sempre o desprezaram – hoje não alimento dúvidas a respeito – e tinham nele um instrumento útil para a execução de tarefas do interesse deles, e eles, assim que perceberam que ele não as contemplaria, umas porque absurdas, irrealistas, outras porque inexequíveis dado os contextos políticos nacional e internacional, contra ele se voltaram com furor que se equivale, e em muitos supera, o dos anti-bolsonaristas originais, clássicos – vou assim dizer – e converteram-se, alguns dentre os conhecidos do grande público, e não apenas estes, em folclóricos personagens da moderna mitologia nacional). Compreensível, afinal Jair Messias Bolsonaro, vitorioso na disputa eleitoral, frustrou-lhes o sonho de ver cada um deles seu herói na cadeira presidencial, e, mais do que isso, no caso dos eleitores da esquerda militante, gente que sonha com o socialismo a dominar o Brasil, impediu-os de assistir à ereção, em terras brasileiras, do edifício do outro mundo possível, do paraíso socialista, cujas engenharia e arquitetura inspiram-se nos modelos cubanos e venezuelanos. Agora, dizem eles, o presidente Jair Messias Bolsonaro, com Luis Inácio Lula da Silva eleito presidente, será preso, e já em 2.023, e no dia 1 de Janeiro. Dão como certa a vitória, e esmagadora, e no primeiro turno, de Luís Inácio Lula da Silva (e por que têm eles tanta certeza de que ele será eleito presidente do Brasil?). Estão a lamber os beiços de prazer, com água na boca, a vislumbrarem a cena: Jair Messias Bolsonaro de frente para o paredón, e às suas costas uma criatura de espírito cheguevarista, carcomido, imundo tal qual o do revolucionário argentino, por antonomásia Porco Fedorento, fuzil à mão, a premir o gatilho, e a alvejá-lo, com um tiro certeiro, letal, na nuca; e o corpo sem vida a cair, pesadamente, no chão; e a malta revolucionária, sanguinolenta, a profaná-lo. É este o sonho acalentado pelos anti-bolsonaristas mais empedernidos, que contam com o silencioso apoio moral dos outros, os, direi, antibolsonaristas moderados. Eles sonham ver todos os bolsonaristas escorraçados da vida pública, trancafiados em gulags tropicais, humilhados, e exterminados; e de todos os documentos históricos, suprimidos os sinais da existência deles. Para tornar tal sonho realidade, revogarão a Constituição, o Código Penal, o Código Civil, enfim, toda a legislação brasileira. É o que ouço saído da boca deles. Não têm eles apreço pela liberdade; ao contrário do que se diz por aí, que é o Lula aquele que melhor reflete e interpreta o sentimento de esperança dos brasileiros e que é ele a própria democracia, o que se vê é o oposto: é ele o símbolo de um grupelho de revolucionários fanáticos, doentios – tanto os que são explícitos em sua maldade, quanto os que a conservam consigo -, todos inimigos da liberdade. Sempre que eu escuto o que sai da boca dos anti-bolsonaristas, percebo que eles não estão a favor do Lula porque acreditam que ele governará, e com sabedoria, o Brasil, assim beneficiando, com políticas louváveis, o povo brasileiro. O que vejo neles é ódio, o mais puro, insano, ódio. Vejo, neles, a corroê-los, o desejo de vingança, desejo que estão a nutrir com venenos – não direi ideológicos, pois a ideologia, aqui, entendo, não entra – que lhes são em si mesmos produzidos a partir de suas frustrações e desilusões, que os fazem se sentirem impotentes diante das adversidades que a vida lhes apresentam, certos de que a natureza, ou Deus (e frequentemente eles culpam Deus, pois a natureza lhes é perfeita), não os privilegiaram com talentos e virtudes que admiram em outras pessoas, e estas por esta razão eles as invejam (mas sem dar o braço a torcer) – sem possuírem o dom que acreditam ter o direito de possuir, seja o da inteligência, seja o da beleza, seja o da simpatia, seja o do charme, seja o para a pintura, o para o comércio, o para a engenharia, qualquer, enfim, dom que faz com que a pessoa que o possua se sobressaía dentre os seus iguais, eles se revoltam contra aqueles que eles acreditam que imerecidamente os receberam. É o que vejo. É o que escuto. É o que leio. Conquanto queiram ocultar de todos os seus sentimentos inconfessados, maus, e declarem estar a combater o fascismo, o nazismo, o machismo, o racismo, há quem, perspicaz, não se deixa enganar pelas aparências, pelas palavras que eles põem para fora da boca. É vingança o que os anti-bolsonaristas querem. Sofreram um revés em 2.018, o que para eles é inadmissível, pois eles se acreditam almas imaculadas, e tem o direito, portanto, de serem por todos respeitados, e obedecidos; e acreditam-se injustiçados. A vitória, em 2.018, de Jair Messias Bolsonaro, fá-los sentirem-se desprestigiados, desprezados, desrespeitados, humilhados, roubados em um direito que acreditam ser naturalmente deles: o de governar o mundo com a foice e o martelo, tendo, nas mãos, o poder de vida e morte sobre todos os humanos. Impediram-los Jair Messias Bolsonaro e os bolsonaristas de realizarem tal sonho. Agora, os anti-bolsonaristas buscam a vingança, que se dará com o derramamento de sangue dos seus inimigos.

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