É a Rússia que aponta armas nucleares para a OTAN, ou é a OTAN que aponta armas nucleares para a Rússia?

Tem a história, que ora assistimos, um herói? E um vilão, um daqueles malévolos, comuns em filmes de espionagem exageradamente aventurescas, dispostos a destruir o universo, e exterminar os humanos, para escravizá-los, e colonizá-lo?

Nestes meses que correm desde que se deflagrou a guerra, em Fevereiro, no território ucraniano, e mesmo antes, li artigos, de inúmeros autores, cada qual a dar, dela,observando-a de uma perspectiva, um parecer, alguns sensatos, outros insensatos – todavia não eu não soube dos insensatos distinguir os sensatos, e inclinar-me a ver nestes sensatez, e naqueles insensatez, e muitos dos sensatos, avaliando-os em retrospectiva, aparentemente revelaram-se-me sensatos, e os sensatos insensatos -, todos a entenderem cada qual que era a sua tese a correta e a esculacharem quem defendia uma que dela distinguia-se. E ouvi muitas pessoas, acadêmicos, historiadores, estrategistas militares, todos, em palavras faladas, a externarem muitas idéias que se assemelhavam, e muitas que se identificavam em tipo e grau, com o que estava escrito nos artigos que li.

Não sou correto ao afirmar que toda pessoa que falou da guerra na Ucrânia defendeu com unhas e dentes sua tese, dando-a a correta, e negando-se a ouvir, e atentamente, e respeitosamente, uma que seja, que se lhe opusesse, ou que simplesmente que lhe negasse a correção de certas análises. Ouvi alguns militares, e li alguns textos, de intelectuais, de historiadores, de simples leigos curiosos, a teceram comentários sensatos, deveras sensatos, acerca do que se passa no coração da Europa, pedindo àqueles que do assunto tratam que tenham cautela ao do assunto tratar, pois as infornações que nos chegam não sabemos se correspondem aos eventos, e eventos reais, e não fictícios, sucedidos na área em conflito e nos bastidores dos edifícios dos governos de Moscou, Kiev, Londres, Wasghington, Berlim, e dos de outras nações diretamente envolvidos no arranca-rabo global. Cautela e caldo de galinha nunca são demais, disse, num texto, um dos personagens que trataram do assunto. Sensato. Pediu prudência aos que se ocupam da questão, e recebeu, em troca, ofensas e o desprezo dos que estão certos de que de tudo que a ela se relaciona estão inteirados.

Desde o prefácio, vi gente a defender Putin, e gente a defender Zekenski, e gente a dizer que é a guerra um conflito entre a Rússia e a Ucrânia, e gente a dizer que ela se dá entre a Rússia e a OTAN; e gente a declarar que não passa o entrevero de uma farsa, o discurso belicoso de todos os agentes envolvidos matéria fictícia de um teatro de marionetes de mal gosto; e vi gente a dizer que iria a Rússia dominar, devido a sua superioridade militar, em poucos dias, a Ucrânia, e gente a declarar que a Rússia iria à bancarrota, os russos se sublevariam contra Putin, e os magnatas russos lhe encomendariam o caixão e lhe preparariam as exéquias, as carpideiras a executarem sua tarefa dramática; e gente a afirmar que as sanções econômicas teriam um bom fim, isto é, o fim da Rússia, e gente a declarar que Zelenski seria abandonado pelos que o sustentam em Kiev. E agora estou a ver que pairam sobre as nossas cabeças as armas nucleares, que, se atendessem ao desejo dos cavaleiros do Apocalipse, já teriam se detonado em 2.021.

Li, e ouvi, que o Putin ameaçou a OTAN: vai disparar armas nucleares contra Berlim, Paris, Londres, Kiev, Washington, e outras capitais de países membros da OTAN. Li, e ouvi, que Biden ameaçou a Rússia: vai disparar um bom punhado de armas nucleares contra Moscou e outras metrópoles russas. Quem está com a verdade? Quem está com a mentira? Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe.

Eu só posso lamentar pelas vidas que se perdem nesta guerra entre gente poderosa que em defesa, não apenas de seus interesses mesquinhos, mas de seu sonho em moldar o mundo cada qual à sua imagem e semelhança – e para tanto tem tal gente de assumir o controle absoluto de tudo o que há, da vida de todos os seres vivos.

Li aqui e ali, e aqui e ali ouvi, que de um lado da guerra, e guerra a nível global, estão os metacapitalistas, os donos do Grande Capital, pessoas que têm mais grana do que duzentos Tio Patinhas, seres cujo objetivo primordial é erigir um governo global totalitário, criar a Nova Ordem Mundial, os globalistas financistas ocidentais, e, do outro, as pessoas que lhes resistem ao avanço, pessoas que defendem as soberanias nacionais, o direito dos povos. Para uns, estão Trump, Putin, Xi, e, correndo pelas beiradas, Bolsonaro, unidos, contra os banqueiros internacionais que mandam e desmandam em países inteiros, homens poderosos, herdeiros de fortunas dinásticas, que têm nas suas mãos, nelas comendo migalhas, presidentes de repúblicas e reis e príncipes.

Sigamos a acompanhar os próximos capítulos desta emocionante novela, cientes de que não conhecemos o roteiro, e não sabemos quem são os personagens principais, os coadjuvantes, os figurantes, e tampouco qual é o papel de cada um deles na trama.

Michelle Bolsonaro, a beleza, e as pessoas mal-amadas.

É bela, charmosa, elegante, a senhora primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, esposa do nosso querido presidente Jair Messias Bolsonaro, um ser híbrido o nosso ilustre Capitão Bonoro, misto de ogro dos bem chucros e civilizado estadista.

Em viagem à Inglaterra, para a cerimônia de sepultamento da falecida Rainha Elizabeth, querida de todos, o casal Bolsonaro, o presidente Jair Messias Bolsonaro, acompanhado de sua esposa, a Michelle Bolsonaro, deu um show de elegância – e mais do que o presidente, de todos chamou a atenção a primeira-dama brasileira, cujo look fê-la, na opinião de não poucas pessoas de bom gosto, tão charmosa, tão elegante, tão linda, quanto a lindíssima, uma bonequinha de luxo, Audrey Hepbrun, e a igualmente charmosa e elegante Jacqueline Kennedy Onassis. Todos lhe admiramos o bom gosto, o charme, a beleza, e nos encantamos. Todos, os sensatos, homens e mulheres, de bom-gosto, de bem com a vida. Todavia, há em nosso mundo os imundos, os tipos desavergonhados, de mal com a vida, gente que vê beleza na feiúra, gente que a beleza ofende, gente que tem no grotesco, no arabesco, no hediondo, no horrível, no depravado beleza, gente que tem na desarmonia harmoniosa, gente, enfim, de uma doentia mentalidade, mentalidade deturpada. E estes tipos, que louvam barangas de sovaco peludo, que amam tribufus que impudicamente exibem-se em público o sangue menstrual a escorrer-lhes pelas pernas peludas, estes tipos, enfim, ofenderam-se com a beleza, o charme, a elegância de Michelle Bolsonaro.

Imaginemos o mundo, os horrendos espécimes humanos, aqueles tipos que estão a torcer o nariz para a primeira-dama brasileira, a imporem-se a todos os homo sapiens!

Vida longa à Michelle Bolsonaro.

Biografias de gênios da ciência, em poucos minutos.

Conheci, há poucos dias, no Youtube, um canal com vídeos de temas científicos, Verve Científica, que oferece vídeos curtos, de três, quatro, cinco minutos, cada um deles com uma resumida biografia de um cientista respeitável. Assiste os que os autores dedicaram a Leonhard Euler, Gottfried Leibniz, Nikola Tesla, Niels Bohr, Srinivāsa Rāmānujan, John von Neumann, Henri Poincaré, Georg Cantor, John Nash, Louis de Broglie, Charles Babbage, Stephen Jay Gould, Max Planck, e aos brasileiros Vital Brazil, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, César Lattes, Adolfo Lutz e José Leite Lopes. Trazem, cada um deles, notícias interessantes e curiosidades acerca do personagem biografado.
Àqueles que desejam saber de personagens da ciência algumas notícias, poucas, é o canal Verve Científica um prato cheio. A existência deste e de outros canais obrigam-me a concluir que as pessoas que, tendo acesso à internet, não adquirem conhecimentos porque não querem, não se interessam em adquiri-lo.

Em busca da sabedoria.

Diz a lenda que os filósofos buscam a sabedoria. É o que diz a lenda. Mas sabem os filósofos o que a sabedoria é, sabem identificá-la e sabem onde ela se encontra? Sabem que instrumentos usar para detectá-la? Do pouco que eu li de Filosofia, percebi que os filósofos não se entendem quanto à natureza da sabedoria; e não sabendo de que natureza ela é, não sabem que instrumentos usar para detectá-la. Batem cabeças os filósofos; dão à sabedoria distintas definições e compreendem que para se saber o que ela é têm de usar instrumentos de pensamentos os mais variados, por uns adotados como os apropriados, por outros ignorados porque inúteis. Ou os filósofos não sabem o que a sabedoria é, ou sabem; se não sabem, entende-se a confusão em que eles encontram, hoje como há dois mil e quinhentos anos; se sabem, perguntemos, então, porque se contradizem tanto uns aos outros, e estão sempre a se digladiarem, nem sempre com a compostura de sábios. Mas seja qual for a realidade, agradecemos aos céus pela existência dos filósofos, que, batendo-se entre si, e não se entendendo em praticamente nenhuma questão que eles consideram importante, além de se revelarem em seus menos nobres aspectos humanos, provam aos homens comuns que estes estão em boa companhia; são todos de carne e osso, e ignorantes da explicação correta para as questões essenciais.
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Primeiro, deve-se chegar à sabedoria, e depois se pensar sabiamente as coisas do mundo, ou pode-se pensar sabiamente as coisas do mundo sem que se chegue à sabedoria? Qualquer pessoa pode pensar as coisas do mundo, independentemente do pensamento alheio? Pode-se senti-las, e pensar acerca daquilo que se sente. E como saber se está pensando corretamente?
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As disputas intelectuais entre os filósofos fazem um imenso bem aos humanos: todos os filósofos revelam-se falhos, limitados, e, consequentemente, nenhum deles se impõe a todos, pois todos eles podem ser questionados. Não é a Filosofia de todo inútil. Os filósofos provam que são pessoas que gostam de ocupar o tempo pensando, enquanto outros homens o ocupam construindo casas, preparando as refeições, inventando máquinas, pintando quadros, exercendo outras atividades.

Orquestra Maluca (You’re Darn Tootin’ – 1928) – com O Gordo e o Magro

Em quinze minutos, Ollie (Oliver Hardy) e Stan (Stan Laurel) são capazes de empreender uma série de disparates de deixar de queixo caído o Barão de Münchausen e boquiaberta a Mula-Sem-Cabeça. De estontear todo e qualquer filho de Deus. Num concerto, fora de compasso, a os dois personagens que formam a dupla mais atrapalhada do oeste enervam o maestro, que, furibundo, fisionomia carregada, aborda-os, e chama-lhes a atenção, repreende-os com severidade. E de que adianta reprová-los? Ambos os da dupla mais divertida do cinema não se emendam, seguem com as suas ações amalucadas, e causam confusões do balacobaco. Expulsos da orquestra, desempregados, e despejados do hotel, sem um tostão no bolso, vão ter à rua, onde, no exercício da arte musical, exibem talento invejável, não para a música, mas para a confusão, a ponto de envolverem multidão de homens numa divertida troca de socos e caneladas de constranger Homero, que em seus épicos jamais narrou cenas de luta que contasse com ações tão heróicas e másculas e viris. É Orquestra Maluca um filme divertido.

Coma – A Dimensão do Futuro (2019) – direção: Nikita Argunov

Em uma dimensão cuja realidade é constituída de fragmentos de memórias de pessoas em estado-de-coma, os protagonistas enfrentam os ceifeiros, seres tétricos, pretos, fantasmagóricos, horripilantes, agentes da morte. É tal dimensão caótica; não tem um centro de gravidade, um planeta; tem pedaços de locais da Terra dispostos num espaço a constituir um mundo fantástico cuja configuração lembra a do cérebro – a das representações, muito populares, dos neurônios e suas conexões. Há cenas em que uns personagens estão caminhando por uma rua, fragmento de uma cidade, num tiroteio com pessoas que estão num plano, em terreno paralelo, ambos os planos de cabeça para baixo em relação um para o outro. O visual é fascinante. Os personagens pulam de um terreno para outro, e para outro, os terrenos sem conexões por terra. É um mundo irreal, criado pela reunião de lembranças dos personagens, que, repito, estão em estado-de-coma. E neste mundo é o protagonista Viktor (Rinal Mukhametov), o Arquiteto, que, após um acidente de carro, desperta, a sua mente a aventurar-se pela dimensão criada pela sua memória e pelas memórias de outras pessoas, dentre elas, Fly (Lyubov Aksyonova), Phantom (Anton Pampushnyy), Astro (Miloš Biković), Yan (Konstantin Lavronenko), Spirit (Polina Kuzminskaya), Tank (Vilen Babichev), Gnome (Rostislav Gulbis) e Cable (Leonid Timtsunik), todos eles reunidos, em um grupo de aventureiros, sob o governo de Yan e o comando de Phantom, à procura de um lugar seguro, além do alcance dos ceifeiros.
A história não se resume às façanhas dos protagonistas na dimensão que a mente deles concebeu. Há um mundo real no qual eles vivem, e neste mundo real a Viktor revela-se sua real condição, e a sua relação com Fly e o papel de Yan na trama.
É “Coma – a Dimensão do Futuro” um filme intrigante, e fascinante, uma aventura surrealista agradável.

Medeiros e Albuquerque, Júlio Ribeiro, João Ribeiro e Valdomiro Silveira.

A literatura brasileira tem preciosidades que os brasileiros desconhecemos, e obras que, mesmo de pouco valor, merecem que a existência delas lhes seja do conhecimento.
Nestes dias, de duas semanas até hoje, li quatro livros, cada um de um escritor, que me agradaram. São os livros “Surpresas…”, “Procelárias”, “Fabordão” e “Leréias”, cujos autores são, respecticamente, Medeiros e Albuquerque, Júlio Ribeiro, João Ribeiro e Valdomiro Silveira.
Os quatro livros acima citados, que me chegaram às mãos por vias acidentais, são edições antigas, de há décadas; têm suas folhas amareladas, estão em ortografia outra que não mais se usa – e o de Valdomiro Silveira, escangalhado, e sem a capa posterior, das folhas as bordas desfazendo-se em minúsculos fragmentos – seus antigos donos não lhe haviam zelado pela integridade. O de Medeiros e Albuquerque, uma reunião de contos, não é uma obra de monta; pouco valor literário tem; todavia, dos contos dois agradaram-me imensamente, “O Gatuno” e “Freudismo”, o primeiro a cuidar do quão injusta pode ser uma pessoa que se precipita ao julgar e condenar os atos alheios, o segundo a trazer à tona o que hoje em dia se convencionou chamar mensagem subliminar, oculta nas peças publicitárias. O de Júlio Ribeiro apresenta uma reunião de artigos, que versam, uns, sobre política, outros, armas – e nos primeiros ele se revela um republicano intransigente e feroz em seu sonho de separar do Brasil o estado de São Paulo; e de brinde ao leitor uma ode, em prosa, a Camões. E Camões é, também, o tema de um dos artigos reunidos no livro de João Ribeiro, êmulo de Rui Barbosa; além deste artigo, o autor presenteia o leitor com percucientes comentários acerca de Nietzsche e, com a autoridade que lhe compete, dá-lhe proveitosas aulas de filologia. E é o livro de Valdomiro Silveira, dos quatro dos quais nesta obra breve dediquei atenção, o que mais me agradou; conta os narradores curiosidades do cotidiano de caipiras paulistas; são contos interessantes, recheados de cultura popular, vazados num linguajar típico dos rincões do Brasil, de pessoas que, de pés no chão, vivem com os pés no chão. É Valdomiro Silveira o pioneiro da literatura regionalista brasileira, e no crepúsculo do século XIX. Para mim é o autor uma novidade, uma extraordinária surpresa. Lê-se Leréias com encanto. E não se esquece o editor de oferecer ao leitor um glossário caipira.

É o Joe Biden doido-de-pedra?

Maurício Alves, num artigo de sua autoria, Uma Farsa Chamada Biden, publicado, em sua newsletter da Substack, no dia 7 de Setembro de 2.022, faz ver seus leitores se é Joe Biden (ou Brandon) o louco que quem acompanha as coisas do Tio Sam pensa que ele é, ou se ele está a fingir-se de lelé para humilhar o povo americano. Levantou tal conjectura o autor após assistir a um vídeo no qual o presidente americano (ou seu avatar, vá saber!), num cenário que remete à famosa cena do filme V de Vingança, desempenhar com invejável desenvoltura o papel para ele escrito. Entende o autor do artigo que uma pessoa inegavelmente maluca, senil, jamais representaria, com a perfeição com que o Joe Biden o fez em tal vídeo, o seu personagem.

Ficamos assim, dada correta a tese que Maurício Alves esposou: Joe Biden, o presidente americano, e não o Brandon, encenou suas quedas ao subir em aviões, sua queda de bicicleta, suas saudações a fantasmas, enfim, suas atitudes amalucadas. Tese verossímil?! Tese inverossímil?! Conjectura de um terraplanista teórico de conspiração?! Ora, penso que o que é entendido como inverossímil pode não o ser, e o que é visto como verossímil talvez não o seja.

Lula, fada madrinha dos ricos

Diz a lenda que o Lula é o pai dos pobres, além de o dono do Brasil, o homem sem pecados, herói nacional que luta contra o grande capital neoliberal do mercado financeiro, e dos banqueiros, que lucram bilhões com capital improdutivo e especulativo.
Se é verdade, ou não, o que a lenda ensina, eu não sei; sei, no entanto, que, ao fim do governo dos petistas, souberam os brasileiros que haviam no Brasil cem milhões dos descendentes de Cacambo e Lindóia que não usufruíam dos benefícios de um salutar sistema de saneamento básico, e, também, que os bancos nacionais, que são poucos, colheram durante a era lulista lucro bilionário, enquanto os pobres cidadãos da Terra de Santa Cruz viviam à míngua.
Anteontem, 15 de Janeiro, li notícia de estarrecer… Mentira. Não é de estarrecer. O que a notícia traz não me surpreendeu: Os banqueiros nacionais estão a favor do filho do Brasil, do mais ilustre deles, o Luís Inácio, a Idéia, que, para muitos, é o dono do Brasil, cujas obras, em especial a de transposição de águas do Velho Chico, o Bolsonaro ousou concluir. Compreensível. E tem mais: Os banqueiros odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro. Ora, também é compreensível, afinal ele reduziu os juros do cheque especial, e consideravelmente, tirando dos banqueiros uma formidável fonte de lucro fácil; e implementou o PIX, que afetou, consideravelmente, o setor bancário e o de operadoras de cartão de crédito, assim das mãos dos banqueiros tirando outra fonte de lucro fácil; e criou o Fintech, favorecendo os cidadãos pobres, que, até então à margem do sistema bancário nacional, agora contam com acesso fácil aos serviços financeiros. O presidente Jair Messias Bolsonaro está, juntamente com o seu Posto Ipiranga, a pôr um fim ao oligopólio dos cinco, ou seis, grandes bancos brasileiros, favorecendo, assim, os cidadãos mais pobres das camadas sociais brasileiras mais baixas. E não falei das revogações, assinadas pelo nosso querido Capitão, de milhares de regulamentos que só serviam para infernizar os brasileiros.
Que se conceda ao senhor Luís Inácio o título de fada madrinha dos ricos.

As Aventuras de Sherlock Holmes – série de televisão – Os Seis Napoleões (The Adventures of Sherlock Holmes).

Sherlock Holmes (Jeremy Brett) e seu fiel escudeiro, o doutor John Watson (David Burke), investigam o caso de invasões de residências por um homem que furtava bustos de Napoleão Bonaparte e quebrava-os à marteladas.
No início, Pietro Venucci, atrabiliário, verborrágico, escandaloso, discute com sua irmã, Lucrezia, na presença do pai de ambos, desanca-a, ofende-a, humilha-a com insultos impublicáveis, e encara seu pai, que lhe ordena o fim das ofensas à irmã, e vai, passos firmes, até onde se encontra Beppo, o homem que a desonrara, e ameaça-o. E os dois homens lutam, com facas. Beppo esfaqueia Pietro, que sobreviveria, e foge, e adentra um depósito de estatuetas, onde há, dentre muitas, as seis que representam Napoleão Bonaparte. Policiais o capturam, e prendem-lo.
O que havia em tais estatuetas, que despertava o interesse obsessivo de quem as furtava das residências, e, à marteladas, as reduzia à pó? Intrigava o mistério Sherlock Holmes, que se dedica à investigação do caso até seu término. E ao final, dá-se a explicação da trama assim que o morador do número 221B da Baker Street tem às mãos dos seis bustos de Napoleão o único que não havia sido quebrado. O que havia nas estátuas de tão valioso?

Cuscuz Clã, e Impotência é Morte. Vivendo e aprendendo.

Dá-nos a vida lições edificantes, o tempo todo, desde que estejamos abertos aos ensinamentos que ela tem a nos dar. E sempre que quer nos ilustrar, ensinar-nos valiosas, inestimáveis lições, ela escolhe, dentre os bilhões de seres humanos que habitam a Terra, aqueles que são os mais bem capacitados para no-las ensinar. E hoje, após o espetacular 7 de Setembro deste histórico ano de 2.022, festa cívica que contou com a participação de dezenas de milhões de brasileiros de todos os universos, a vida, por intermédio de duas pessoas extraordinárias, uma jornalista, a outra um político dos mais conhecidos dos brasileiros, ensinou-nos que está na Bandeira Nacional escrito “Independência ou Morte” e que há, no Brasil, um grupo racista chamado Cuscuz Clã, ou Cuscuz Clan, ou Kuskus Klan (desconheço a ortografia correta). O primeiro ensinamento deu-nos a vida pela boca da jornalista em alusão, jornalista que, dizem as más-línguas, quis, ao falar, após a inestimável lição, Impotência é Morte, fazer graça e pisar no presidente Jair Messias Bolsonaro: quis ela, com um trocadilho, Impotência é Morte, que remete a “imbrochável”, ou “imbroxável”, do folclórico e proverbial presidente brasileiro, homem de irrivalizado talento poético nativo que tem apenas um êmulo, Gonçalves Dias, e que com o dom poético que herdou, no berço, dos aedos, dos bardos e dos menestréis, já nos presenteou com imagens poéticas a evocarem jacarés e casamentos e ovos queimados na frigideira, o presidente reprovar, mas em vez de dizer que foram as históricas palavras “Independência ou Morte” saídas da imperial boca do donjuanesco Dom Pedro I, o Rei Cavaleiro de um livro de Pedro Calmon, disse que elas estão impressas na Bandeira Nacional. Ignoremos as más-línguas, e aprendamos a lição que a vida, por meio da premiada jornalista, nos deu.

A segunda lição, que a nós seres ignorantes deu-nos a vida, por via daquele político que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro, faz evocar uns tipos muitos desprezíveis, os racistas, supremacistas brancos da Cuscuz Clã, que ora invadem a terra do povo gentil, miscigenado, povo de caboclos, cafuzos, mamelucos, sertanejos, mulatos, morenos, caipiras, gaúchos, barés, capixabas, e outros tipos humanos que por estas terras em que se plantando tudo dá encontram-se aos punhados.

Oxalá dê-nos a vida outras lições que nos elevem às culminâncias da cultura universal!

Eu confio! Eu confio! Eu confio!


– Eu confio no martelo.
– Quê?! Tu confias no martelo?
– Sim. No martelo eu confio. O martelo prega pregos na parede.
– Confiar no martelo! E se uma pessoa empunhar um martelo e dar-te uma boa marretada, marretada não, martelada na cabeça, abrindo-te uma cratera até o cérebro, esmagando-o?!?
– Eu não tinha pensado em tal possibilidade.
– Pense.
– Eu confio no tijolo.
– Quê?! Tu confias no tijolo?
– Sim. No tijolo eu confio. O tijolo constrói casas, muros, prédios.
– Confiar no tijolo! E se uma pessoa pegar um tijolo e dar-te uma boa pedrada, pedrada não, tijolada na testa, esmagando-te nariz e olhos?!?
– Eu não tinha pensado em tal possibilidade.
– Pense.
– Eu confio no espeto-de-churrasco.
– Quê?! Tu confias no espeto-de-churrasco?
– Sim. No espeto-de-churrasco eu confio. O espeto-de-churrasco prepara churrasco de dar água na boca, suculento.
– Confiar no espeto-de-churrasco! E se uma pessoa empunhar um espeto-de-churrasco e dar-te uma boa facada, facada não, espetada no ventre, furar-te, desviscerar-te?!?
– Eu não tinha pensado em tal possibilidade.
– Pense.
– Eu confio no serrote.
– Chega! Chega! Basta! ‘tá doido, moleque!? Confiar em objetos! Em objetos?!? O que tens na cabeça?!

Poirot – série de televisão – A Caixa de Chocolates – episódio 6, temporada 5 (Agatha Christie’s Poirot – The Chocolate Box – 1993)

Está Hercule Poirot (David Suchet), num restaurante, na companhia de um querido amigo, Chantalier (Jonathan Hackett), e do inspetor chefe Japp (Philip Jackson), a reconstituir, nostálgico, um antigo caso, que havia investigado, quando cruza seu caminho o conde Xavier St. Alard (Geoffrey Whitehead), seu desafeto. Hercule Poirot, após evento tão constrangedor, segue a narrar o antigo caso para o inspetor Japp e para Chantalier, e é um dos personagens de tal história Xavier St. Alard, homem sobre o qual o detetive mais famoso da Bélgica havia lançado suspeitas infundadas. Tal episódio da vida de Hercule Poirot se deu quando era ele um aspirante à oficial. Sua intuição o havia impelido a contrariar uma ordem de seu superior, e a dedicar-se a investigar a morte de Paul Deroulard (James Coombes) após testemunhar, em um tribunal, Virginie Mesnard (Anna Chancellor) levantar-se para clamar aos quatros ventos que Paul Deroulard, viúvo de sua prima Marianne Deroulard (Lucy Cohu), não havia morrido devido ao infarto que, concluíra-se, lhe ceifara a vida. E dedica-se Hercule Poirot à investigação, e com sua proverbial perspicácia de investigador, que não se revela infalível, depara-se com detalhes que lhe apontam uma explicação para o caso que não corresponde à conclusão a que chegara a polícia ao fim de suas investigações. Uma caixa de chocolates pôs-se no caminho de Hercule Poirot; e os restos de chocolate reunidos no fundo da caixa ele os levou a um amigo, para que este os examinasse à procura de veneno. Depois de se deparar com alguns contratempos, e saber que se equivocara em certas respostas que dera a algumas perguntas que havia aventado, e manter um relacionamento platônico com Virginie Mesnard, Hercule Poirot conclui as investigações, o caso da morte de Paul Deroulard esclarecendo-se, e, por consequência, o da de Marianne Deroulard. Ao fim, encerrado o relato do antigo caso, o filme prende-se ao tempo presente. E após muitos anos encontra-se Hercule Poirot com Virginie Mesnard, mulher de sorriso deslumbrante, que tanto o havia cativado.

Os bolsonaristas, usurpadores dos símbolos nacionais.

Dizem os anti-bolsonaristas, que, antes do advento do Capitão Bonoro na alta política brasileira, eram unicamente esquerdistas, muitos deles petistas, outros tucanófilos, e não raros eram os pisólistas, e alguns de outros tipos facilmente encontráveis na fauna política tupiniquim, que o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus fiéis súditos, os bem-humorados e amáveis bolsominios, estão a usurpar, ou já o fizeram, os símbolos nacionais e as cores da Bandeira Nacional. Ora, sabe todo cidadão nascido em terras pedrocabralinas que a Bandeira do Brasil, criação de Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares, e suas cores, em especial a verde e a amarela, sempre estiveram à disposição dos brasileiros, e de todos os brasileiros, ressalte-se este detalhe, dos brasileiros de todos os sexos, de todas as camadas sociais, de todas as profissões, de todos os credos, de todos os carnavais, de todos os amantes tupis do ludopédio, o mais popular esporte universal, que fez a fama dos talentosos Pelé e Garrincha. Ninguém, e nenhuma lei, neste país uma vez que seja tenha proibido os brasileiros de em público desfraldarem a Bandeira Nacional, e tampouco entoar o Hino Nacional Brasileiro, cuja letra é de Joaquim Osório Duque-Estrada e cuja música é de Francisco Manuel da Silva. Agora, o presidente, e antes do presidente o homem, Jair Messias Bolsonaro, que muito bem quer o Brasil, que é o seu berço, assume, publicamente, uma postura corajosa, destemida, mesmo, de amor pelo seu país, a exibir deste dois de seus símbolos maiores, e os anti-bolsonaristas, a cuspirem perdigotos de enxofre saído da cloaca do inferno, estão a manifestar, não apreço e amor, como assim querem, em vão, dar a entender, pelo Brasil, mas ódio pelo presidente brasileiro e os apoiadores deste. Ora, sabe-se que, nas últimas décadas, na data em que se comemora o 7 de Setembro, a Independência do Brasil, uma data cívica nacional, os esquerdistas, que jamais amaram o Brasil, esgoelavam o Grito dos Excluídos, sempre a condenarem a pátria pelas mazelas cujas origens encontram-se nas políticas nefastas de revolucionários de todos os naipes, e não no Império, na biografia de Dom Pedro I, e menos ainda em Pedro Álvares Cabral. Que a verdade seja dita: os esquerdistas – que hoje em dia também atendem pelo apelido anti-bolsonaristas – têm olhos exclusicamente para a ideologia e odeiam de morte o Brasil e seu povo.

A Bandeira do Brasil e o Hino Nacional Brasileiro sempre estiveram à disposição das gentes que hoje acusam o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus leais bolsominions de os tê-los usurpados. Que elas os usassem, se respeitosamente, com liberdade; todavia, jamais o fizeram. As cores da Bandeira Nacional sempre as envergonharam; preferiram – e ainda preferem – vergar o vermelho, rubro de sangue de milhões de humanos que encontraram a morte nas gulags siberianas e de milhares de humanos atingidos, na nuca, ao paredón, por balas que as cuspiram fuzis empunhados por revolucionários e de milhões de outros, em dezenas de países, desde há cem anos, do que o verde e o amarelo da Bandeira Nacional. Em manifestações esquerdistas, vê-se oceano de bandeiras com logotipos de partidos políticos, sindicatos e organizações não-governamentais, onipresentes – e os símbolos nacionais estão ausentes, sempre. Amassem o Brasil, respeitassem os símbolos brasileiros, e em particular a Bandeira Nacional, reprovariam, e com seriedade e firmeza, a cantora que, em outras terras ocidentais, ao norte do Equador,pisoteou, desrespeitosa, e indecentemente, a Bandeira Nacional. Ouviu-se, no entanto, da boca dos anti-bolsonaristas, o silêncio sepulcral. Compreensível. Eles não quiseram que os confundissem com os bolsonaristas.

“Mas” e “apesar de”, o Bolsonaro, e a má-fé e a má-vontade dos anti-bolsonaristas.

Já é o caso de internação compulsória em casa de Orates, ou, dizendo em vernáculo camoniano, em casa de gente doida de pedra, maluca, biruta, lelé, dodói da cabeça.
Sempre que estão numa situação que não lhes é do agrado, conhecedores de ótimas notícias, sendo obrigados a, infelizmente, dá-las, na inexistência de péssimas notícias, aos brasileiros deste e de outros quadrantes do universo, os anti-bolsonaristas inserem uma conjuncão adversativa, o já proverbial e folclórico Mas, personagem que adquire ares de entidade mágica onipresente na milenar cultura brasílica. E por que o Mas, e não o Porém, o Todavia, e outras figurinhas de igual quilate? Talvez seja restrito o vocabulário dos autores das peças que se convencionou chamar jornalísticas – e talvez eles também não sejam íntimos do Pai dos Burros, de um Dicionário de Sinônimos e de outros monstros mitológicos, lendários em terras tupiniquins. De tanto empregarem o Mas, que este se cansou de fazer papel de bobo. Chega! Basta! Esbravejou o dito cujo, que se recusou a exibir a sua beleza ao mundo e deixar-se usar por azêmolas acéfalas. Ia o jornalista a escrever o título de uma peça jornalística, assim a iniciando: “A economia brasileira cresceu três por cento em relação ao ano anterior (…)”. E detinha-se o profissional das notícias, e após alguns segundos a pensar com os seus botões, prosseguia, recorrendo ao amigo fiel de toda obra: (…), mas ainda não atingiu o patamar de 2.002.”. E tal se viu vezes incontáveis nestes anos de governo Jair Messias Bolsonaro. Já está o senhor Mas desgastado; é ele, hoje, alvo de piada; o povo brasileiro está, ao reconhecê-lo, onde quer que ele esteja, a apontá-lo, e a rir-se dele, a bandeiras despregadas. A reputação do hoje mais popular membro da família Conjunção Adversativa não foi enodoada por ele, mas pelas pessoas que dele fazem mal uso. Agora, parece, e tudo dá a entender, cientes de que Mas não é mais útil, os anti-bolsonaristas foram buscar à família Locução Prepositiva um aliado, e aliciaram o Apesar De, que lhes serve para os mesmos fins, e em algumas peças jornalísticas já se lê: Apesar de seu bom desempenho, o setor de construção civil ainda está abaixo do desempenho de 2.014.
Quem me chamou a atenção para este fenômeno sui generis, um misto de jabuticaba e pororoca brasileiras, foi João Luiz Mauad.
Nota de rodapé: não reproduzi, nesta pequena obra-prima, menhum título de nenhuma reportagem; limitei-me a expor o fenômeno – ou femônemo, assim se diz por aí.

Fique em casa; o Bolsonaro e o Guedes nós os culparemos depois.

No longínquo ano de 2.020, de triste, e constrangedora, memória, não poucas pessoas, facilmente sugestionáveis, de cabeça baixa, os joelhos dobrados, a suplicar aos órgãos competentes – competentes em sua iniquidade – ordens desarrazoadas que as escravizassem, esmagadas, trituradas em seu ser, no âmago de sua alma, pela mídia televisiva e internética, estribilhou, doentia, e histericamente, o poema, saído de uma cabeça doentiamente má, “Fique em casa; a economia a gente vê depois.”, certas de que “Fique em casa” era sinônimo de paralisação das atividades econômicas, e “a economia a gente vê depois” de crise econômica, e não podem, hoje, tergiversar: sabiam o que pediam, e o que desejavam, dispostos a, para pouparem vidas, que a vacina iria salvar, enfrentar, depois, depois de ficarem, a economia, que se depararia com dificuldades sem conta, que foram previstas quando a história do ano de 2.020 se principiava. Que a economia brasileira sofreu um golpe, e tombou, é fato; e é fato, também, que as previsões, feitas por especialistas, que reproduzem o que as pesquisas indicam, e seguem a ciência, previsões que, tão agourentas, anteviram desastre econômico sem igual na história do Brasil, não se concretizaram, para o bem do Brasil, para a alegria – e alegria agridoce – dos brasileiros, e para tristeza dos que encontraram no episódio codiviano uma oportunidade imperdível de fazer em terras brasileiras o inferno. Organismos internacionais anteviram um tombo de 9% do PIB nacional; e o que se viu foi um de 4%. Tal cenário, não tão ruim quanto o previsto, provocou, ainda assim, imensos males aos brasileiros, que, aos milhões, após perderem o emprego, sob sol e chuva, enfrentaram, humilhados, durante horas a fio, o desgaste, emocional e físico, em filas quilométricas de bancos oficiais, para retirarem, uns, o auxílio governamental, outros as economias acumuladas durante os anos de trabalho. A taxa de desemprego da população economicamente ativa foi à estratosfera, milhões de brasileiros a amargarem vida de desocupados e a viverem de pouco, mas indispensável, dinheiro, durante meses, até atravessarem os dias de vacas-magras, que ninguém sabia quantos seriam, pois eram muitos, uma legião, os políticos dispostos a prolongarem o sofrimento do povo para, ao final da história, amealharem os seus dividendos políticos -tudo indica que eles, e não todos eles, deram com os burros n’água. E tal estado, de, para muitos, desesperança, estendeu-se por meses, que vieram a completar um ano, e prosseguiu além. E não demorou, arrefecendo-se a epidemia – e não estou convencido de que enfrentamos uma epidemia causada por um vírus -, a brotar, de todos os cantos, vozes, saídas das profundezas da Terra, a bradarem, veborrágicas, contra o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, que, amalgamados, constituem um monstro mitológico, lendário, o Bolsoguedes, para alguns espécime terrivelmente devastadora, para outros um ser benfazejo, as críticas mais acerbas, as acusações mais humilhantes, deles fazendo os únicos responsáveis pela crise econômica que o Brasil então enfrentava, o desemprego em níveis insustentáveis, os juros altos, o dragão da inflação, insaciável glutão, a devorar pessoas, e a queimar-lhes o pouco do dinheiro que elas conservavam em mãos, e a moeda corrente nacional, o Real, a adquirir ares de substância tóxica. Esqueceram-se, e, parece-me, convenientemente, que já era esperada a crise econômica, crise, esta, o “depois” do poema que recitavam, todo santo dia, no café-da-manhã, no almoço, no café-da-tarde, na janta, e ao acordar e ao dormir, enfim, em todas as horas do dia, “depois” que, sabiam, seria – e agora era – a consequência inevitável do “fique”. Falhou-lhes a memória, aqui.

E dá-lhe “Bozo genocida!”, “Guedes incompetente!”, “Bozo destrói economia do Brasil!”, “Guedes vagabundo!” “A economia brasileira está um desastre!” Desandava a economia brasileira. Profetizava-se a bancarrota do Brasil. E não acabou-se a história. Transcorreram-se os meses. O Real, outrora tóxico, valorizou-se, o PIB enriqueceu-se, o mercado de trabalho tangencia a situação de pleno emprego, o dragão da inflação está domado, os juros sob controle. E os Fique em Casa, diante do cenário que não lhes corresponde ao que previram, e, não erro em dizer, desejavam, estão, agora, a, em vez de reconhecer os méritos do Bolsoguedes, a comparar o desempenho econômico do Brasil com os de países que se saíram melhor da crise que a todos os países abateu, para desmerecer o trabalho, e trabalho de peso, valioso, do presidente e seu Posto Ipiranga.

Bolsonaro, a moeda corrente, e o dinheiro vivo. Campanha difamatória.

E vamos nós de novo! Um repeteco de há não sei quantos anos. Canta a musa, e musa helênica, de tempos imemoriais, que o mundo não dá voltas: capota. E capota que é uma beleza. E o Brasil da força de tal movimento revolucionário não escapa.

Está a imprensa, e após o fiasco, com direito à paradinha, diante das câmaras, do principal rival do presidente brasileiro, a noticiar uma história do cão: o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – que, além de milicianos constituem um clã, dizem por aí – compraram, e com dinheiro vivo, com dinheiro em espécie – de qual espécie ainda não se sabe -, segundos algumas versões, cinquenta e sete imóveis, e de acordo com outras,cento e dois, e conforme uma terceira, cinquenta e um. Noticia-se tal, e dissemina-se, os quatro ventos a espalhar, em insinuações maldosas, que a família – ou clã – lavou dinheiro – e provavelmente muito bem lavado – numa lavanderia miliciana. Haja paciência! Foram dezenas de imóveis, talvez uma centena, envolvendo, e em dinheiro vivo, vejam vocês! milhões e milhões da moeda corrente nacional, o Real. Epa! Pausa, para reflexão! Parem a Terra, que eu quero descer! Moeda corrente é o mesmo que dinheiro vivo, vivinho-da-silva?! Real é a moeda corrente no Brasil, país onde não é corrente o iene, nem o renminbi, nem o tugrik, nem o metical, nem o kwanza, nem o kina, nem o dracma. Moeda corrente não é o mesmo que dinheiro vivo, ou dinheiro em espécie. Mas, todavia, no entanto, porém, os detratores do presidente Jair Messias Bolsonaro desconhecem as distinções entre os dois conceitos de moedas. Coitadinhos! Eles são ignorantes. Não usam de má-fé – e quem pensa o contrário é genocida e misógino – para vilipendiar o presidente do Brasil. Longe disso! São almas imaculadas, tadinhos.

Poderíamos exortar aqueles que estão – e devemos presumir que involuntária, e inocentemente – a difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – ou familícia (lembrei-me, agora, desta), segundo seus oponentes – a verificarem quem são os personagens elencados na categoria Família Bolsonaro, a identidade deles e se de fato aos Bolsonaros pertencem,ou se são apenas uns agregados; e durante quantos anos Jair Messias Bolsonaro e os de seu sangue transacionaram os imóveis – sejam eles algumas dezenas ou uma centena -; e se as compras são compatíveis com a renda do Bolsonaro sênior e seus herdeiros; e qual é o conceito de moeda corrente nacional e o de dinheiro vivo; e se o clã – fica elegante assim, não fica? -, se o clã Bolsonaro ainda está de posse de todos os imóveis que afirmam ser dele.

Não sei se penso certo, se errado, se certo e errado, se nem certo nem errado, mas acredito que, durante quarenta anos de atividade parlamentar, o cidadão brasileiro que atende pelo nome Jair Messias Bolsonaro tenha amealhado uma fortuna razoável – e parece-me que é ele um homem de hábitos frugais, parcimonioso. E é provável que os filhos dele, o Zero-Um, o Zero-Dois e o Zero-Três, adultos e bem situados, também tenham renda condizente com o patrimônio registrado. Para sanar quaisquer dúvidas que porventura escoiceia os miolos dos detratores da Família Bolsonaro, à disposição o Leão da Receita.

Má-vontade anti-bolsonarista

É tanta a má-vontade dos anti-bolsonaristas em reconhecer os méritos do presidente Jair Messias Bolsonaro que me pergunto se é o caso clínico, patológico.
Dentre eles, há os que dizem que o presidente Jair Messias Bolsonaro nada fez que beneficia o brasileiro pobre, o pobre povo brasileiro. Em que mundo vivem tais pessoas? Em qual dimensão? Não ouviram elas falar do Auxílio Emergencial, do Pronampe; e da apreensão de drogas e de bens de traficantes; da redução dos casos de assassinatos (que no governo Bolsonaro caíram da casa dos 60.000 ao ano para a dos 40.000 – número ainda elevado, é verdade, para um país de duzentos milhões de habitantes); e do Titula Brasil, programa de reforma agrária que já entregou a quase quatro centenas de milhares de famílias brasileiras o título definitivo de posse de terra na qual elas vivem há décadas, em alguns casos há duas, três gerações? E não ouviram os anti-bolsonaristas falar do trabalho, louvável, admirável, de Sérgio Camargo à frente da Palmares, e do de André Porciuncula na Secretaria da Cultura, e do de Carlos Nadalin na Secretaria de Alfabetização, e do de Rafael Nogueira à frente da Biblioteca Nacional; e do trabalho que se desenvolve na Ceagesp, e na Caixa Econômica Federal, e na Petrobras, e em muitas estatais, ora lucrativas? (Quanto ao Sérgio Camargo, ele chegou a propor a mudança do nome da Palmares. Que nome seria apropriado: Princesa Isabel, ou André Rebouças?).
E o que falar do trabalho da ministra Damares Alves à frente do Ministério da Família e da Mulher e do da ministra Teresa Cristina à frente do Ministério da Agricultura? E quantos elogios merece o ministro Paulo Guedes, o nosso Posto Ipiranga?
Em um dos momentos mais sensíveis da história brasileira – e da história universal -, quando, em nome do combate a um vírus, políticos e metacapitalistas decidiram agir para levar à bancarrota economias nacionais, o governo Jair Messias Bolsonaro, após um tombo em 2.020, ergueu-se, recompôs-se, revigorou-se, encorpou-se, e empurra o Brasil para um futuro alvissareiro, digam o que quiserem os anti-bolsonaristas, que estão, também eles, mesmo que não dêem o braço a torcer, a usufruir do sucesso do governo do homem, o Jair Messias Bolsonaro, que eles tanto odeiam.
Diante do cenário favorável e da perspectiva de significativas melhoras econômicas e sociais nos meses e anos vindouros, os anti-bolsonaristas, ao darem boas notícias, pronunciam, indefectivemente, a conjunção adversativa “mas”, que lhes serve como uma luva para todo discurso. Torcem o nariz para o sucesso do governo Jair Messias Bolsonaro, e, pior, enraivecem-se sempre que têm notícia, que não pode desmentir porque verdadeira, dos bons ares que o governo do Capitão está a mover.
Contra o presidente, além dos traidores, hoje personagens folclóricos que o povo despreza, lutaram presidentes dos poderes legislativos e ministros da alta corte do judiciário e profissionais da mídia, pessoas que agem tais quais sapadores.  E segue adiante Jair Messias Bolsonaro.
É óbvio que nem tudo são flores no governo Jair Messias Bolsonaro. Pesando-se, no entanto, em duas balanças, em uma as políticas boas do governo Bolsonaro, em outra as ruins, chega-se à conclusão de que aquela pesa mais, muito mais, do que esta, principalmente se se contextualizar as políticas do governo federal na realidade vigente, e não em um mundo abstrato, ideal.
E os anti-bolsonaristas não se vexam de cuspir, virulentos, na cara do presidente Jair Messias Bolsonaro: “Nazista! Fascista! Genocida! Matou  seiscentos mil brasileiros!” A ladainha de sempre.

O Homem-Morcego (The Bat – 1959) – com Vincent Price

Em uma antiga mansão ocorrem crimes inusitados. É a mansão propriedade de John Flemming (Harvey Stephens), cujo sobrinho, Mark Flemming (John Bryant), aluga-a para Cornelia van Gorder (Agnes Moorehead), escritora de tramas policiais, famosa e popular e admirada, que na mansão vive com Lizzie (Lenita Lane), sua governanta, e Warner (John Sutton), seu mordomo. Espalha-se que nos arredores comete crimes horrendos um homem vilanesco e crudelíssimo que atende pelo codnome Morcego.
Estão numa casa, num campo, John Flemming e o doutor Malcolm Wells (Vincent Price), e aquele a este revela um segredo: roubara, de seu próprio banco, um milhão de dólares, em títulos bancário, e escondera-os na mansão. O doutor Wells, a excitá-lo a ganância, mata John Flemming, e faz queimar a casa com fogueira que pode ser vista à distância. Espalha-se a notícia. E não demora muito tempo, o Morcego invade a mansão do Flemming, onde estão a escritora, sua governanta e seu mordomo, e os ameaça. É chamado para investigar o caso o tenente Andy Anderson (Gavin Gordon), que decide permanecer na mansão para proteger os inquilinos. No desenrolar da aventura, os olhares de suspeitas entre o tenente e o doutor Malcolm Wells, e os diálogos entre eles, dão a entender que o tenente dele desconfia, e recai sobre o doutor todas as suspeitas, afinal, ele, ciente do ato criminoso de John Flemming, matara-o. E as descobertas que faz o tenente das pesquisas do doutor Wells com morcegos e das desconfianças que o mordomo lhe inspira, e as atitudes e insinuações entre os personagens revela-se que são três os suspeitos de envergarem a vestimenta do Morcego e usarem, na mão esquerda, uma luva preta com garras de aço: Warner, o mordomo; Andy Anderson, o tenente; e, Malcolm Wells, o médico. Quem dentre eles é o temido Morcego, vilão cruel e sanguinário? Ou é o Morcego personagem que habita os pesadelos da escritora e de sua governanta? E onde estão os títulos bancários que John Flemming dissera haver roubado de seu banco? Existem?

Líderes da CPI Covid

Os três líderes da CPI do Covid-19 deram com os burros n’água. Não emplacaram a narrativa que dá o presidente Jair Messias Bolsonaro o responsável principal, e único, pela morte de mais de seiscentos mil brasileiros pelo Covid. Levaram o caso às cortes internacionais, e deram com o nariz na porta. Acreditaram os três nobres senhores que as suas demandas as cortes internacionais as acolheriam. E um dos três aristocratas tupiniquins quis porque quis outra CPI do Covid. E houve políticos que desejaram outra CPI das Fake News. Destas duas séries televisivas da política brasileira, ambas na primeira temporada, os inimigos do presidente Jair Messias Bolsonaro não conseguiram jogá-lo às cordas, fazê-lo beijar a lona, arremessá-lo no cadafalso; querem eles, agora, uma segunda temporada, e nesta fuzilá-lo ao paredón. Fracassarão, é certo.
Ninguém há de negar: quem acompanha as aventuras da política brasileira não morre de tédio; nelas há de tudo, e mais um pouco: drama, tragédia, humor, e mistério, e suspense, e crimes, muitos crimes. O escritor mais privilegiado pelas musas jamais conceberia tramas que sejam mais intrigantes e emocionantes do que as da política brasileira. Enquanto os políticos se esfalfam, os brasileiros, de boas, emocionam-se com as reviravoltas, algumas rocambolescas, do folhetim político nacional.
Pede-se que as novas temporadas da política nacional não caiam num ramerrão debilitante – o que, parece, está para acontecer dada a falta de imaginação dos inimigos de Jair Messias Bolsonaro, o que os faz previsíveis.

Notícias da terra do Tio Sam.

Contou-me o passarinho que vive de me trazer notícias do arco-da-velha, bizarras pra dedéu, mais uma novidade, que é do balacobaco: a Hillary Clinton, personagem hilária – perdoe-me, querido leitor, o trocadilho ridículo – está em maus lençóis. Envolveu-se a donzela num ato que envolve espionagem; ela participou de um esquema de espionagem que espionou, e espiou, ninguém mais, ninguém menos do que Donald Trump durante o mandato dele. Disseram-me – não sei se procede a informação – que em tal trama envolveram-se James Bond, Jason Bourne, Johnny English, Maxwell Smart e George Smiley.
Espionar o presidente dos Estados Unidos da América não me parece ação de gente decente, e menos ainda um ato sensato. Está correto o passarinho que me deu a boa-nova? A história é tão… tão… como eu direi?! irreal, fabulosa, inimaginável, que parece saída de um livro de ficção.
E aquela história de conluio de Donald Trump com a Rússia era jogo de cena, e nada mais. Falando em Donald Trump (para os americanos, Orange Man; para os brasileiros, Laranjão; para os íntimos de qualquer nacionalidade, Tio Trâmpi), diziam os denodados e aguerridos e bravos e destemidos defensores da humanidade que ele iria destruir a economia americana, e, por consequência, a mundial, e deflagrar a terceira guerra mundial. Tudo indica, no entanto, que durante seu governo a economia americana foi, para surpresa de meio mundo, de vento em popa, de pleno emprego, e sua política internacional pacifista, de acalmar os nervos, inclusive, do norte-coreano que gosta de brincar de arremessar mísseis que passam por sobre a ilha do sol nascente e mergulham no Oceano Pacífico, e que, no governo Brandon (ou Biden, segundo os alienados) está a economia americana a fazer água, a inflação na estratosfera, os índices de homicídios (nos estados sob desgoverno dos burros) aumentando perigosamente, e o presidente americano, que não sabe de onde veio, onde está e aonde vai, a esforçar-se para iniciar uma guerra qualquer, em qualquer lugar – se possível, até em Marte. E o que dizem os hieráticos e heróicos pacifistas? Nada. Eu poderia dizer que eles ignoram o que se passa nos Estados Unidos, mas não posso fazer tal afirmação. Ah! Esquecia-me: era Donald Trump o malvadão que, xenófobo e genocida, deportava milhões de latino-americanos e árabes que adentravam, clandestinamente, as terras do Tio Sam. Que ele tenha deportado muita gente, é fato. Mas por que os seus adoráveis críticos, que se esgoelavam para apodá-lo de tudo quanto é nome feio não concedem ao Brandon igual tratamento, sabendo-se que este senhor, além de saudar seres invisíveis, fantasmas e amigos imaginários, está a promover política migratória e de fronteira ainda mais severa, mais rigorosa, do que a do seu antecessor?

Bolsonaro e Vera Magalhães: a unanimidade é burra?

De início, digo: não assisti, ontem, ao debate, transmitido pela BAND, entre os candidatos a presidente. Tenho a minha opinião formada a respeito dos três principais candidatos, Bolsonaro, Lula e Ciro, e estou decidido a votar no atual presidente do Brasil, cuja obra, à frente do Governo Federal, é, em boa parte, de mim conhecida, e não há discurso que me faça mudar a minha posição, particularmente discurso eivado de mentiras daqueles que almejam alijar o presidente, a qualquer custo, da cadeira presidencial. Preferi, ontem, em vez de assistir ao debate, que nada me acrescentaria, dedicar-me aos dois últimos episódios da primeira temporada da série de televisão Bosch, policial, que tem os seus atrativos.
Embora eu não tenha, ontem, assistido, ao vivo e em cores, ao debate, hoje pela manhã informei-me a respeito, e vim a saber que, segundo um esquerdoso de primeira, o Bolsonaro – Bozo, segundo o esquerdoso – havia atirado no próprio pé ao atacar a jornalista Vera Magalhães. A atiçar-me a curiosidade, e curiosidade mórbida, maldita e indesejada – e eu não aprendo a fazer-me de ouvidos moucos às palavras dos anti-bolsonaristas, ó, inferno! -, decidi, irrefletida, e inconsequentemente, digitar, no Gúgo, ou Gugôu, ou Gulgol, não sei qual é a grafia correta do nome do mais popular site de busca desta e de outras galáxias, a frase “Bolsonaro e Vera Magalhães”, pela segunda vez dando-me provas de minhas insensatez. Eu ainda não aprendi, ó, céus! que tem um robozinho do capeta, dotado de inteligência artificial, manipulando os logaritmos para alavancar notícias negativas àqueles que não seguem a agenda esquerdosa e esconder as favoráveis!?
Digitada a frase, e apertada a tecla enter, apareceram-me aos olhos doentes de hipermetropia e astigmatismo os links de dezenas de matérias jornalísticas, e não me surpreendi com o título delas: “Bolsonaro ataca a jornalista Vera Magalhães.”; e as suas incontáveis variáveis, indicando, todas elas, comum identidade de conteúdo: “Bolsonaro ataca Vera (…).”, “Jair Bolsonaro ataca (…).”, “No debate, Bolsonaro ataca (…).”, “Bolsonaro evita responder sobre vacina e ataca (…).”; e outras variações, alterando-se a disposições do sujeito na frase, e conservando-se igual teor: “Vera sofre ataque de Bolsonaro.”, “Vera Magalhães: quem é a jornalista atacada por Bolsonaro.”, “Vera é atacada (…)”, “Vera se pronuncia sobre ataque (…)”, e outras variáveis. E não faltaram os títulos com os dízeres, referindo-se, sempre negativamente, ao presidente Jair Messias Bolsonaro, e dando a jornalista sua vítima, “famosos demonstram solidariedade”, “famosos se solidarizam”, “mulheres saem em defesa”, “ataque misógino”, “machismo”, “gera indignação”, “foi ofendida”, “com baixaria”, “se descontrola”, “jornalistas mulheres defendem”, e etecétera, e tal. Quanto chororô! ou, como se diz hoje em dia: Quanto mimimi! Vitimismo barato, patético, risível. As manchetes do que supõe-se tratar de reportagens jornalíticas dão a entender que o presidente do Brasil moeu de pancadas a bela donzela. Mas, após acessar umas dez reportagens, e ler-lhes perfunctoriamente as palavras que lhes recheiam o corpo, conclui que a maioria delas não reproduz as palavras agressivas de Jair Messias Bolsonaro, e as que as reproduzem não a contextualizam, não dão as razões que as inspiraram ao presidente. Parece, lendo-se as reportagens, que o presidente expressou-se, gratuitamente, contra a sua arqui-inimiga. Tal qual um Sherlock Holmes, escarafunchei o caso, e descobri – e o que descobri é elementar, caro Watson – que para a jornalista o acusado de misógino e machista disse, com outras palavras, que ela é uma vergonha para o jornalismo e que ela, sempre que está a dormir, sonha com ele, o presidente Jair Messias Bolsonaro. Foram estes os dois tiros que, o presidente os disparando, alvejaram a digna jornalista?! Meu Deus! Que monstro é o presidente Jair Messias Bolsonaro! Ele é um homem crudelíssimo, não há dúvidas! Que sujeitinho desprezível!
O episódio fez o mundo parar. Os famosos, meu Deus! os famosos! saíram, bravos e aguerridos, contra o dragão das profundezas, em defesa da princesa encantada.
Sei não, mas é hoje em dia a imprensa, incluída, aqui, a internética saída no Gúgoul – acho que é assim que se escreve -, um instrumento de causar histeria, o epicentro de um movimento sísmico que devasta inteligências. Altera a imprensa a percepção que têm as pessoas da realidade.
Dei-me à obrigação de assistir ao trecho do debate que exibe o presidente do Brasil a falar as tão terríveis e reprováveis palavras, e conclui que o que ele disse, se saudável a imprensa, choveria no molhado. Mas é risível o objetivo que tem a imprensa de impôr uma narrativa estapafúrdia, a forçar a barra, como se diz por aí, para gerar um bafafá para, assim penso, atingir três objetivos: manter fora do alcance dos brasileiros as verdades que o presidente Jair Messias Bolsonaro disse; difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro para roubar-lhe os votos das mulheres; e, ocultar do povo a vexatória, constrangedora participação no debate do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Diz a lenda que Nelson Rodrigues vivia a estribilhar “Toda unanimidade é burra.” Sabendo-se o que faz a imprensa após o debate entre os candidatos a presidente, deve se perguntar se é a burrice que faz a unanimidade.

Putin e Dugin.

Para quem não sabe, digo: Putin e Dugin não são personagens da Hanna-Barbera. E tampouco são uma dupla caipira, e menos ainda de sertanejo universitário. São dois personagens que estão na ordem do dia, e dos quais se fala, com mais tagarelice, e menos propriedade, nos dias que sucederam à morte de Darya Dugina, filha de Alexandre Dugin, guru de Vladimir Putin, atual tzar da Mãe Rússia,pátria de úbere generoso e braço robusto e mão pesada. Diz-se à boca miúda que do Putin é Dugin consultor de assuntos estratégicos e geopolíticos e outros assuntos correlatos e de outras dimensões – se é verdade, não sei. E também se diz que foi Putin agente da KGB, uma sucursal do inferno, atual FSB – e outra sucursal do inferno é a CIA. Mas é Putin guru… quero dizer, é Dugin guru do Putin? Popularizaram, e corromperam, a palavra “guru”, que assumiu, aos olhos e ouvidos dos brasileiros, desde que a mídia nacional insistiu em vender-lhes a idéia, e idéia errada, de que era Olavo de Carvalho guru do presidente Jair Messias Bolsonaro, que mal lhe dava ouvidos, para desespero do filósofo – e não filósofo auto-nomeado – e de muitos de seus alunos e admirados; e a palavra “guru”, prossigo, assumiu ares de criatura semi-divina, misteriosa, negativamente sapiencial, mentora intelectual, de cabeça repleta de carambolas e caraminholas cabalísticas, esotéricas, de ingredientes mágicos, místicos, inacessíveis ao comum dos homens. Vamos conservar tal título ao Dugin, e deixar explícito que “guru” tem, aqui, o sentido incomum de estrategista político, formulador das diretrizes de quem lhe segue, e sem pestanejar, as orientações, entendendo que é o “guru” Putin, quero dizer, Dugin, quem determina a estratégica geopolítica do Putin.

Pela primeira vez, assim me recordo, eu li o nome de Alexandre Dugin no livro Os EUA e a Nova Ordem Mundial, que dá a público um debate em que se confrontaram Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin. Desde então odeiam-se de morte olavistas e duginistas, aqui no Brasil e em outras terras. Mas quem é Dugin e qual o papel dele na formulação da geopolítica de Putin? Não faço a mínima idéia, e acredito que tudo que se diz a respeito não passa de tagarelice de papagaio-de-pirata. Acompanhei, e antes da trágica morte da herdeira do Dugin, celeumas homéricas acerca de Dugin e de sua ascendência sobre Putin, e cocei-me a cabeça ignorando as razões de meu ato de coçar-me a minha plantação de cabelos. Agora, sucedendo-se à morte de Dugina, leio controvérsias, cujos participantes me parecem irracionais, acerca do papel de Dugin na política de Putin.

Antes de prosseguir, pergunto: Darya Dugina morreu? Ora, estamos falando de coisas da Rússia, a envolver serviços de inteligência, e espionagem, e contra-espionagem, e terrorismo, um jogo bruto entre personagens poderosos.

Prossigo: afirma-se que Dugin é o guru do Putin, que segue as orientações de Dugin. Ora, sabemos que as idéias do Putin… quero dizer, do Dugin, dentre elas a Teoria do Quarto Poder, que desconheço, está, livre para acesso público, impresso em papel. Afirma-se que as idéias de Dugin fazem a cabeça de Putin, que lhas segue à risca. Se é assim, então os inimigos de Putin, depois de lerem os livros do Dugin, e das idéias destes tomarem conhecimento, entenderam quais idéias movem Putin, assim podendo planejar estratégias que se opõem à dele, antecipando-se a ele, e sobrepujando-o. Mas não é isso o que se vê. Parece-me – não sei se estou correto ao fazer tal afirmação, que me inspiraram artigos que li de pessoas que reputo confiáveis – que está Putin a fazer de gato-sapato seus inimigos. Se nos livros de Dugin estão as idéias que movem Putin, das duas uma: ou os inimigos de Putin não as entenderam; ou as entenderam, e as usaram contra si mesmos (na verdade, contra os países da zona do Euro e os Estados Unidos), assim se aliando, conquanto em público digam o contrário, ao inimigo declarado. Ou então, outra conjectura: nos livros de Dugin não há sequer uma idéia que faça a cabeça de Putin e que a fama de Dugin, a de guru, e o principal, ou o único, do Putin é só balela, foi inventada e disseminada por Putin com o o objetivo de induzir seus inimigos a formularem políticas que tenham como sua fonte de conhecimento uma política fictícia dele, assim dele esculpindo uma imagem falsa, distante da verdadeira. O que é verdade e o que é mentira neste teatro de aparências? Não faço a mínima idéia. Penso, apenas, que Putin não seria tolo a ponto de construir uma política estratégica com os ingredientes que os livros de Dugin fornecem, sabendo que os seus inimigos os leram. Ou, não sendo tolo, e suspeitando que seus inimigos acreditam que nos livros de Dugin estão idéias que ele, Putin, jamais, porque públicas, usaria em suas políticas, as usa? Não sei, entende?

O desabafo do presidente Jair Messias Bolsonaro

No pronunciamento que fez, dia 2/8/2021, no Ministério da Cidadania, o presidente Jair Messias Bolsonaro, em tom de desabafo – palavras dele -, falou do uso, nas administrações anteriores ao seu governo, dos recursos do BNDES na compra de jatinhos particulares, e com subsídios camaradas; do empréstimo, por via legal – para espanto do presidente, ele confessa -, de dinheiro brasileiro para nações socialistas, que não irão saldar a dívida contraída com o Brasil – e dá-se como perdidos bilhões de Reais -; das assinaturas de Medidas Provisórias que sustentam políticas de remessa de dinheiro para o exterior; da Argentina, e do Foro de São Paulo, que muita gente acredita que não existe; da fuga, para o Brasil, da Venezuela e da Argentina, da elite destes dois países; de mulheres venezuelanas, que, emigrando, da Venezuela, para o Brasil, no Brasil prostituem-se para que possam ter o que comer; da taxação de grandes fortunas – e cita a França, que aumentou impostos sobre a renda dos mais ricos, e muitos dentre estes registraram residência fiscal na Rússia, escapando, assim, ao fisco francês; de eleições – que, é o seu desejo, têm de ser limpas; do avanço do socialismo na América do Sul – e reforçou o alerta feito em outras ocasiões ao declarar que pode o Brasil ser a bola da vez; do voto impresso, e de um ministro do TSE, ministro que insiste em rejeitar tal proposta; do Exército, que abre poços artesianos na região Nordeste; da Copa América – e da campanha contrária à da sua realização no Brasil (foi a Copa América pela imprensa nacional anunciada com o apelido Copa da Morte, para confrontar o presidente Jair Messias Bolsonaro e manter o estado de pânico alimentado pelas políticas de emergência sanitária que governadores e prefeitos decretaram, sob o beneplácito de organizações internacionais, para, supostamente, enfrentar um vírus – que, já se disse, e já se sabe, provoca uma gripe, cuja taxa de letalidade equivale-se ao da gripe comum -, políticas que se desdobraram em ações de cerceamento da liberdade dos indivíduos e a suspensão de seus direitos básicos, e que são o embrião, se bem nutridas, de um estado totalitário global sob administração de organizações internacionais, que estão sob comando de metacapitalistas e governos); e da Pfizer, que, em 2.020, ao governo brasileiro apresentara contrato que estipulava que ela nenhuma responsabilidade assumiria pelos efeitos colaterais que porventura fossem causados pelas vacinas que traziam rótulos com o seu logotipo.
O presidente Jair Messias Bolsonaro reiterou palavras que pronunciara em inúmeras outras ocasiões. Ao falar da Venezuela e da Argentina, chamou a atenção dos brasileiros para as ameaças que pairam sobre o Brasil. Os últimos eventos políticos, econômicos e sociais, sucedidos numa sequência estonteante, provam que está o presidente Jair Messias Bolsonaro coberto de razão. Infelizmente, suas palavras encontram milhões de pares de ouvidos indiferentes, e muitos hostis, que as rejeitam, terminantemente.

O Agro é fascista.

Que de fascista quem segue a agenda política mais nefasta, e demoníaca, diabólica, jamais concebida pela inteligência humana concebeu xinga, ofende, humilha, difama quem não a subscreve é de domínio público. E agora sabemos que há um candidato à presidência do Brasil que entende ser de fascista todo um grupo social que trabalha dia e noite, faça chuva ou faça sol, para alimentar duzentos milhões de brasileiros e mais não se sabe quantas outras centenas de milhões de pessoas neste e em outros planetas – e admira-me saber que tal criatura,asquerosa, de timbre de voz roufenho, criatura que deseja vir a vergar, no dia primeiro de janeiro de 2.023, a faixa presidencial, conta com a admiração idolátrica de milhões de brasileiros. Bem escreveram a respeito do sórdido personagem Paulo Cursino e Maurício Mülhmann Erthal – e dele em outras ocasiões ouvi e li comentários percucientes de Percival Puggina, sempre elegante e firme em suas palavras.

São fascistas as pessoas que produzem alimentos, segundo o candidato que, conforme o seu vice, quer voltar à cena do crime – e pergunto-me o que fez aquele que tem a nobre alcunha de Picolé associar-se com aquele seu arqui-inimigo de quem ele falava tão mal e que dele ouvia palavras depreciadoras.

Apóiam o ex-presidente, hoje candidato à presidência, pessoas que têm alma igualmente pútrida à dele.

Não conheço, dentre os apoiadores do principal rival de Jair Messias Bolsonaro, quem não seja dono de uma alma carcomida, e não esteja de mal com a vida, e que não odeie tudo o que é bonito, belo, harmonioso; e que não tenha mal-gosto em praticamente tudo que diz admirar; e que não tenha ódio assasassino pelo que, entende, lhe impede a felicidade, lhe impede a realização de seus sonhos, que são para todas as outras pessoas pesadelos; e que não quer ver a caveira de toda pessoa que não o idolatra, diante de si não se curva, de cabeça baixa, humilhando-se, para dele receber cusparada na cara. Não conheço, e não uso força de expressão, dentre os que louvam, amam de paixão, aquele que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro e que representa a própria democracia, aquele que é de todas as almas a mais honesta do Brasil, um que tenha amor à vida – em tais pessoas só vejo ódio, desamor, senso depravado de justiça.

É o Agro – segundo aquele que para muitos é o dono do Brasil e cujas obras deste país seu atual presidente não poderia concluir -, uma parcela representativa da população brasileira, fascista; carrega, portanto, toda uma cultura das mais horrendas que já se conheceu, e tem a sua figura igualada à de personagens que estão entre as mais desprezíveis que a História registra.

Qual, pergunto, grupo social será taxado de fascista nos próximos dias? O dos fãs de Guerra nas Estrelas? o dos torcedores do Corinthians? Eu já ouvi falar que é fascista quem passeia de moto, quem bebe leite, quem ajeita a lapela, quem monta à cavalo. Agora, ouço dizer que é fascista quem produz alimento, e o faz independentemente dos movimentos revolucionários. Amanhã ouviremos, e que ninguém se assuste, que é fascista quem penteia o cabelo a partir da direita, quem bebe água em caneca de plástico, quem coça o nariz com a ponta do mindinho, quem usa chinelo-de-dedo com tiras azuis e sola branca, quem dorme de bruços, quem ensaboa-se com sabonete de flores de laranjeira, quem usa óculos de aros verdes. Asneira? Não. Afinal, àqueles que vivem de rotular de fascista toda pessoa que não lhes subscreve as idéias é fascista toda pessoa que eles assim definem. E que ninguém ouse dizer o contrário.

Ragnarok (Ragnarok – 2013) – direção: Mikkel Brænne Sandemoso

O arqueólogo Sigurd Svendsen (Pål Sverre Hagen), nostálgico de uma era que ele não viveu, a de remotos antepassados vikings, após decifrar uma antiga inscrição, em pedra, nórdica, que seu amigo Allan (Nicolai Cleve Broch) encontrara e entregara-lhe, segue, o amigo Allan a secundá-lo, e acompanhado do filho Brage (Julian Podolski) e da filha Ragnhild (Maria Annette Tanderø Berglyd), e de Elisabeth (Sofia Margareta Götschenhjelm Helin) e de Leif (Bjørn Sundquist), até o Olho de Odin, uma ilha isolada, no norte da Noruega, numa região distante da civilização. Descobrem os aventureiros que na Segunda Guerra Mundial os soviéticos haviam chegado àquela ilha e às suas vizinhanças, regiões inóspitas, praticamente inacessíveis, que havia muito tempo não via humanos. Desde que se embrenharam pela densa floresta, surpreenderam-los fenômenos misteriosos. São muitos os veículos soviéticos abandonados, corroídos pelo tempo e pelas intempéries. E encontraram Sigurd e os que o acompanhavam um bunker abandonado às aranhas. A presença de tal prédio suscitou-lhes a curiosidade, que foi-lhes estimulada pela presença, numa caverna, que eles adentraram, de esqueletos humanos e armaduras antigas, de mil anos antes, dos vikings. Qual havia sido a causa da morte das pessoas cujos esqueletos eles encotraram? Qual criatura se manifesta durante o Ragnarok? E ao depararem-se com uma criatura colossal, lendária, sentiram-se obrigados a abandonarem a ilha e irem-se embora, e imediatamente.
É Ragnarok uma aventura despretensiosa, com ingredientes comuns em número sem conta de filmes do gênero. Há mistério, que não é muito misterioso, tensão, que não é tensa, não excita os nervos, obrigando o expectador a suspender a respiração, e personagens que se encontram em onze de cada dez filmes do gênero: o pai viúvo; a filha adolescente rebelde; o amigo traiçoeiro; o ajudante inescrupuloso; a mulher que se apaixona pelo herói, que por ela se apaixona; o monstro; o filho do monstro. E a aventura se passa numa região distante da civilização, misteriosa, a guardar segredos milenares. Tem o filme algumas mortes e um pouco de emoção. E só. É Ragnarok um passatempo apenas.

Ração boa pra cachorro

Dirigiu-se Antonio Roberto, às dez horas da manhã, à loja de vendas de artigos para animais; assim que lá chegou, atendeu-o uma funcionária, moça de uns vinte anos, baixa, de, se muito, um metro e sessenta de altura, esbelta, que então ajeitava, com uma maria-chiquinha, os cabelos pretos, lisos, volumosos. Sorridente, ela saudou-o, exibindo-lhe sua fileira de dentes brancos: “Bom dia, senhor. O que o senhor deseja?” E Antonio Roberto respondeu: “Ração para um cachorro velho, de dentes bem fracos.” “Cachorro pequeno, ou grande?” “Médio. Um vira-lata. Ele tem, acho, uns quinze quilos.” “Temos estas duas rações.” – e mostrou-lhe os dois pacotes. “São boas para cachorros velhos de dentes fracos?”, perguntou-lhe Antonio Roberto. “Sim, senhor. São macios. Veja.” – e apertou a moça dois pacotes, um de cada tipo de ração que indicara a Antonio Roberto, sentindo a ração entre os dedos. E Antonio Roberto repetiu-lhe o gesto. “É verdade. São macios, bem macios. Vendem à granel?” “Sim, senhor. De quanto o senhor precisa?” “Das duas rações, meio quilo de cada. Darei das duas para o meu velho amigo, e verei qual delas ele come, qual não.” “É melhor, né? Assim não desperdiça ração.” E a moça pesou meio quilo de cada uma das duas rações escolhidas, e entregou a Antonio Roberto um pequeno pedaço de papel com o logotipo da empresa, no qual escrevera o preço a pagar pelas rações, e disse-lhe que pagasse no caixa e retirasse a compra no balcão. E ele seguiu-lhe as orientações. Aproximava-se Antonio Roberto do balcão, quando a moça que o atendera afastou-se para falar com outra funcionária; e chegou-se ao balcão um funcionário, que, vendo a sacola com as rações empacotadas, perguntou para Antonio Roberto: “Esta ração é para o senhor?”, e ele lhe respondeu: “Para mim, não; é para o meu cachorro.” O funcionário riu, a moça riu e pegou a sacola e entregou-a a Antonio Roberto, e agradeceu-lhe a visita à loja no mesmo instante em que ele, rindo, dizia: “Esta ração é boa pra cachorro.”

Hayek, brilhante.

Brilhante! Linda! Bela! Um colírio! Encantadora! Uma sereia! Uma sílfide! Uma ninfa! Um avião! Que mulher! Não tenho, infelizmente, o dom dos aedos, dos bardos, dos menestréis, para cantar-lhe a beleza. É Salma Hayek um avião!

Fique em casa, se puder.

E não é que já começaram a reescrever a história? Lembro-me que jornalistas (não sei se é correto chamá-los jornalistas), artistas (artistas?), homens da Lei (que lei?), e esportistas, e intelectuais (considero inapropriado defini-los assim), e políticos, desde Março do longínquo ano de 2.020, de triste memória, exortaram, com ares autoritários, e alguns ameaçaram com multa e prisão, os brasileiros a se trancafiarem em casa, a se isolarem, repetindo, ad nauseam (gostou do latim, querido leitor?), o hipnotizando, aterrorizantemente mesmerizante, estribilho “Fique em Casa.”, do qual milhões de brasileiros não conseguiram, depois de por ele capturados, se livrar. Durante vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, que se estenderem por meses sem fim, a sentença a proferiram homens e mulheres dedicados, sabemos, ao bem-estar da humanidade, em programas de auditório, de culinária, de arte, esportivos, durante a transmissão de jogos, nos intervalos e durante programas infantis, enfim, concentraram-se os profissionais da mídia (e muitos da internet) a proferir a sentença, que se assemelhava a um mandamento divino, “Fique em Casa.”. Agora, cientes de que a política “Fique em Casa; a economia a gente vê depois.” causou um estrago danado na economia de países inteiros, já estão os seus defensores a reescreverem a história. E tão cedo. Mal acabou – se é que acabou – tal capítulo da história, e já estão a dizer que não disseram o que todos sabemos que disseram. 

O presidente Jair Messias Bolsonaro comparece a um estúdio de um outrora popular telejorna da outrora mais poderosa emissora de televisão do Brasil, e, diante da crítica que ele faz à política do “Fique em Casa”, a entrevistadora (se é que se pode dizer assim), sem-cerimonisamente afirma que disseram, não “Fique em casa”, mas “Fique em casa, se puder.”. Quem se lembra de, em algum momento ouvir os defensores do “Fique em “Casa” dizerem “Fique em Casa, se puder.”? Dizem que brasileiro tem memória fraca. Se é verdade, não sei. Eu só sei que eu, um brasileiro, devo ter, e tenho certamente, memória fraquíssima, pois não me lembro de, em algum momento desde o ano de 2.020, ouvir alguém, menos ainda um funcionário da tal emissora de televisão, pedir, solicíta, e gentilmente, aos brasileiros “Fique em casa, se puder.”. E tem mais. Tem mais?! Tem. Contou-me um passarinho que já se apresentou, em um desses portais de notícias da internet, uma personalidade que eu nunca tinha visto mais gorda, que afirmou que no Brasil jamais se decretou lockdown e quarentena. Pôxa vida! Essa doeu. Devemos os brasileiros darmos mãos à palmatória, e reconhecermos que não nos lembramos, e jamais entendemos, o que se passou em nosso querido país nos últimos dois anos.

Compreendo a atitude daquelas pessoas que estão, agora, a desconversar, a reescrever a história. Compreendo. Elas defenderam uma política que, sabiam, iria causar uma crise econômica, viram a crise econômica se avizinhando, viram que o povo entendeu a causa da crise (a política do Fique em Casa), tentaram, em vão, jogar a batata quente no colo do presidente Jair Messias Bolsonaro, história, esta, que não colou, história que os brasileiros não a compramos. Diante de tal cenário, sobrou aos defensores do “Fique em Casa” uma alternativa, a única: negar que algum dia defenderam a política do “Fique em casa.”

Por que linhas acima afirmei que os defensores do “Fique em Casa” sabiam que tal política resultaria, infalivelmente, em uma crise econômica? Ora, a resposta encontra-se na sentença “Fique em casa; a economia a gente vê depois.” Aí está uma relação de causa e efeito. “Fique em casa” é sinônimo de “paralisação das atividades econômicas” e “a economia a gente vê depois” de “crise econômica”. Portanto, toda pessoa que defendeu tal política sabia que o “Fique em casa” (paralisação das atividades econômicas) seria a causa de um efeito “a economia a gente vê depois” (crise econômica), o que de fato se deu, em parte. Por que “em parte”, e não em seu todo? Por que o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua equipe ministerial não ficaram morcegando durante estes dois anos; trabalharam, e com inteligência. E os brasileiros temos de lhes dar crédito: eles fizeram do Brasil um dos países que melhor se reergueram do tombo de 2.020. A economia brasileira atinge níveis de quase pleno emprego, o câmbio está razoavelmente bem, a taxa de juros baixas, a inflação controlada, enfim, todos os índices econômicos são positivos, e o futuro próximo alvissareiro.

Bolsonaro, a inflação e a deflação. E os antibolsonaristas.

Cena 1: passado – a inflação está corroendo o poder de compra dos brasileiros.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!
Cena 2: presente – a deflação forçará, por tempo indefinido, os brasileiros a adiarem as compras, o que provocará uma depressão econômica.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!
Cena 3: futuro – a estabilidade dos índices de preços ao consumidor representa falta de dinamismo da economia brasileira.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!

Bons Amigos

Edson e Renato são dois bons amigos. Jovens, ambos de dezessete anos, são, dizem seus pais, unha e carne. A Dupla, referem-se a eles, assim, familiares, parentes e amigos. Edson, extrovertido, brincalhão, expansivo, de rosto rechonchudo, carrega consigo, desde que veio à luz, nariz empinado de ventas largas, queixo pontudo e sobrancelhas espessas. Não é feio; bonito também não é. É excêntrico. Renato, de um metro e setenta e cinco de altura, atlético, de boa estampa, é dono de olhos azuis que encantam as mulheres. É tímido, introvertido. Ninguém entende como os dois jovens se entendem tão bem. Saídos da escola, à hora do almoço, passaram pela frente de uma lanchonete. Ao ver, à mesa, na calçada, cinco mulheres, todas bonitas, quatro, sentadas, uma, em pé, duas, morenas, duas, loiras, uma, branca de cabelos pretos, Edson perguntou-lhes assim que delas se aproximou:

– Bom dia, princesas – e elas interromperam a conversa, e voltaram-se para ele. – Alguma de vocês deseja se casar com um homem pobre, burro e feio?

– Não – responderam, em uníssono, sérias, as cinco mulheres.


E Edson voltou-se para Renato, e disse-lhe:

– Danou-se, Natão. Você ficará pra titio.


Renato meneou, encabulado, a cabeça, e seguiu caminho. Edson, a gargalhar, ia-lhe logo atrás.

– Natão, você é bobo, mesmo. ‘tá vermelho igual pimentão!

Eu fui para Ratanabá

Fez-se um auê dos infernos em torno da misteriosa Ratanabá, cidade mística incrustada, há trezentos milhões de anos, na floresta Amazônica. Está Ratanabá no centro de uma discussão que peca pela ignorância e descompromisso com a verdade, muitos que dela participam a fazerem-se de engraçados, sem que o sejam, unicamente para ridicularizar e difamar os oponentes políticos e religiosos. É deveras frustrante ver seres supostamente inteligentes envolvendo-se em deselegantes palestras que invariavelmente culminam em palavras ofensivas e, não raro, agressões físicas. Desejassem as pessoas, se dotadas de educação que o tema exige, ir ao encontro da, e não de encontro à, verdade, demonstrariam disposição, não apenas para ouvir as anotações divergentes, mas para executar estudos sérios e, principalmente, empreender uma expedição, à Amazônia, até a região em que, numa era remota, antediluviana, uma raça superior erigiu uma cidade gigantesca.
Aqui, nestas folhas de sulfite, escrevo, com uma caneta esferográfica de ponta fina que eu comprei, ontem, na papelaria perto de casa, o testemunho de uma aventura que protagonizei, há uns três anos. Uma aventura inesquecível.
Assim começou a minha história: em um domingo, ao verificar no extrato bancário a minha caderneta de poupança, vi, para a minha alegria, que eu tinha um saldo razoavelmente elevado, que me propiciaria realizar a viagem dos meus sonhos: ir à floresta amazônica, que sempre me despertou os instintos selvagens. Os olhos brilhando tamanha era a minha emoção, agradeci aos céus a educação que de meus pais e avós recebi, educação que me fez um homem parcimonioso, de hábitos simples, de refeições frugais. À noite, dormi, com os anjos, digo, tal qual uma pedra. Tratei, no dia seguinte, de agendar a viagem para dali uma semana. E no dia anotado para embarcar no avião, compareci ao aeroporto, entrei na nave espacial, e rumei à maior floresta da Terra. Estabeleci-me, na capital baré, em um hotel simples e aconchegante. Passeei por Manaus, durante os cinco dias seguintes. E neste quinto dia de viagem, ouvi, no mercado, três homens a conversarem, reservadamente, despertando-me a curiosidade. Falavam de Ratanabá, discretamente, perceptivelmente constrangidos, esforçando-se os três para não se fazerem ouvir por nenhuma outra pessoa. Foi em vão o esforço deles, afinal eu os ouvi. Intrigado com a história que acidentalmente me chegara aos ouvidos, acheguei-me, respeitosa, e prudentemente, dos três palestrantes, receando deles receber tratamento hostil, e perguntei-lhes, minha voz a transmitir seriedade, onde se situava a cidade misteriosa de que eles falavam tão apaixonadamente. De início, entreolharam-se, desconfiados, mas a minha postura, a minha fisionomia, o meu tom de voz, as palavras que usei para expressar-me, fê-los entender que comigo poderiam falar aberta e livremente a respeito de Ratanabá.
A tertúlia, animada, franca. Deram-me aqueles homens a localização da antiga cidade, há muito tempo perdida na floresta amazônica, misteriosa e selvagem floresta. Despediram-se de mim os três homens, e eles eu nenhuma outra vez os encontrei.
Duas semanas deles, apropriadamente vestido e apetrechado e munido com um bom sortimento de alimento enlatado, embrenhei-me na floresta, sem que pelas suas entranhas me ciceroneasse um poeta, e, enveredando-lhe pelo labirinto de árvores, a avistar animais sem conta, deparei-me com mistérios insondáveis. Eu me incursionava por uma região de mata densa, quase intransponível; feri-me, não poucas vezes, em espinhos pontiagudos de arbustos cujas folhas, verde-amarelo-alaranjadas rescendiam olor para mim até então desconnecido. E as feridas que os espinhos me abriram nos braços e mãos e rosto atormentaram-me durante algumas horas, poucas. Passaram-se os dias. Um dia, não sei eu quantos dias após o início da minha expedição, vislumbrei um objeto, que me pareceu uma cabeça, a uns quatro metros de altura. Cuidadoso, lentamente, circunvagando o olhar à procura de qualquer animal e coisa que pudesse me prejudicar, fui até ele. Era, reconheci de uma certa distância, ser uma cabeça aquele objeto, uma cabeça semicoberta pela exuberante vegetação, e cuja figura encontrava-se inscrustrada de residências de insetos e de cujo olho direito escapou uma serpente fina e compridíssima, que deslizou pelos interstícios da estátua, seu ombro direito, até desaparecer sob uma espessa camada de galhos, folhas, cipós e raízes. Tinha a cabeça, que era rochosa, o triplo do tamanho da cabeça de um homem adulto; estava seu nariz desgastado; seu queixo, com dois furos, um distante do outro um centímetro, o inferior um pouco maior do que o superior. Fitei-o ao ouvir, dele originado, assobios roucos, que se me assemelharam aos ouvidos vozes humanas. Intrigado, detive-me. Não movi nem sequer um dedo; suspendi a respiração. Assim que me senti seguro, após alguns segundos – não sei quantos, pois o tempo, assim me parecia, havia cessado -, movi-me, e foi então que notei que nenhuma folha, nenhum galho, nenhum cipó de nenhuma árvore se movia e que nenhum som ecoava na floresta em cujo interior eu me encontrava. Aterrorizei-me com o silêncio reinante, agourento, tétrico. Não era o silêncio um bom sinal. Era a bonança antes da tempestade (não é a imagem a melhor que eu poderia usar neste momento, todavia, embora incorreta, ela é, entendo, apropriada – além disso, eu sei que os meus leitores, que estão dispostos a acompanhar o desenrolar desta narrativa, compreenderam o que eu quis expressar, mesmo que façam ressalvas à figura que usei).
Não era, pensei, o silêncio símbolo de um ambiente hospitaleiro. Assim que movi um dedo, o indicador da mão esquerda, para levá-lo ao nariz, e coçá-lo, a cabeça rochosa moveu-se, petrificando-me – e aqui não uso força de expressão; é a imagem literal: eu estava petrificado, transformado em pedra. Creio que Fídias não apreciaria a escultura – compreensível: não fui agraciado com a beleza de Apolo. A cabeça de pedra moveu-se em minha direção, trazendo consigo folhas, raízes, cipós, galhos, e animas peçonhentos, e insetos, e serpentes, e roedores, e um corpo de pedra, que se destacou do que me pareceu uma vetusta muralha, e deu poucos passos em minha direção, revelando-se-me por inteiro: tinha uns cinco metros de altura e estava desgastada em inúmeros pontos, todavia conservava o seu esplendor, penso, original, de dimensões majestática. Assim que se deteve a um passo de mim, ordenou-me: “Entre.” E abriu-se à direita dele um portão. Obedeci-lhe. Ao umbral, vi, diante de meus olhos, a escuridão absoluta, que me encegueceu. Iniciei jornada pelo amplo corredor, e às minhas costas fechou-se o portão. E desfez-se a escuridão que me havia envolvido. Apresentou-se-me a imensa cidadela, reluzente, aos olhos maravilhados. Prendi-me a admirá-la até o momento que senti, tocando-me a mão, uma pele fria e macia, que me chamou a atenção. Uma criatura pequena, de, se muito, meio metro de altura, de três olhos, quatro pés e seis braços, de doze mãos, dois em cada braço, e com oito dedos, de trinta centímetros cada, em cada mão, fitava-me, sorridente, a irradiar felicidade, como se esperasse por mim. Falou-me; não lhe entendi uma palavra sequer; entendi-lhe o gesto: pediu-me que lhe seguisse os passos. De todas as palavras que ela pronunciou, identifiquei apenas uma: Ratanabá. Eu estava na cidadela misteriosa, da qual há muito tempo se fala, e da qual nada se sabia a não ser lendas e mitos saídos da cachola de pessoas que não são conhecidas pela sensatez e pelo compromisso com a verdade – em outras palavras, da cabeça de pescadores.
Não me atiçou suspeitas aquela escalafobética criatura, cuja aparência, estranhamente me inspirava simpatia.
Ciceroneou-me a criatura pelas amplas avenidas de Ratanabá. Deslumbrado com a magnífica e esplendorosa arquitetura de seus grandiosos edifícios, não ocupei-me em ouvir o que o meu guia me falava – e se o ouvisse, eu nada compreenderia, pois não lhe conhecia a língua, que não sabia eu se era da Terra, de outro planeta da Via-Láctea, de outra galáxia, de outro universo, de outra dimensão. Apresentou-me o meu guia uma das maravilhas da cidadela, uma biblioteca esplendorosa, repleta de livros grandiosos, de um, dois, três metros de altura, em pé, inclinados, abertos, e ratanabenses a compulsá-los com uma vareta flexível dourada. Eram os símbolos alfabéticos maravilhosamente desenhados, com esmero. Reinava o silêncio, silêncio hierático, e de ares hieráticos era, também, a conduta de todos os indivíduos presentes. Maravilhei-me com o que vi. Saímos da magnífica biblioteca, e caminhamos por uma ampla avenida; milhares de ratanabenses iam e vinham de todas as direções e para todas as direções, numa tagarelice contagiante – embora eu nada entendia do que falavam, senti que eles falavam de temas alegres. Eu me sentia feliz, estranhamente feliz, entre eles. Visitei museus, parques de diversões, palácios reluzentes, estádios esportivos; fui ao topo de um edifício grandioso, e, circunvagando o olhar, revelou-se-me toda a extensão da cidadela.
Caminhamos meu guia e eu durante não sei quanto tempo, e chegamos a um prédio que destoava do ambiente: era tétrico, agourento, inspirava repulsa, medo, terror. A criatura que era meu guia – e nomeio-a, a partir de agora, Dédalo -, alterou sua fisionomia, que assumiu aspectos sobranceiros, indicando que aquele prédio era uma chaga da cidadela. Não precisei de muito tempo para saber da explicação para a mudança de humor de meu guia, que me pediu que eu o acompanhasse para o interior do edifício, tão tenebroso! tão assustador! que fez-me engolir em seco e suspender a respiração. Se temia tanto aquele prédio e o que, eu presumia, no interior dele havia, por que Dédalo nele iria adentrar? Eu soube, ao ver o que ele pretendia me mostrar. À porta, bafejou-me o rosto, empalicedendo-me, ar gélido. Notei, acredito, tremores percorrerem o pequeno, estranho, corpo do meu guia. Seguimos a adentrar o prédio. Entramos em um corredor, de cujos domínios exalava odor putrefato, corrosivo. Metros adiante, deteve-se Dédalo diante de uma porta. Foi então que entendi: estávamos em uma prisão, em cujas entranhas, encarcerados, os mais asquerosos e repulsivos monstros de Ratanabá. Detive-me à direita do estranho Dédalo, e voltei-me para a porta diante da qual ele se encontrava. A porta deslizou-se para a nossa esquerda, e atrás dela havia uma parede transparente de não sei quantos centímetros de espessura, a revelar-nos uma cela de não mais do que vinte metros cúbicos,e ao fundo da cela via-se uma criatura teratológica, encolhida, de uns três metros de altura e dotada de nove tentáculos; cobria-lhe a cabeça pêlame espesso, ondulado, de um tom preto-fosco cadavérico; abriu a criatura a boca, e emitiu um grunhido, roufenho, desgracioso, grotesco. Um espetáculo horripilante. Fechou-se a porta. Caminhou Dédalo mais uns vinte metros, e deteve-se diante de outra porta; eu o segui, e conservei-me à direita dele. Tão logo a porta se abriu, tal qual a da primeira cela, vimos, no interior do cubículo, uma criatura esquálida de uns dois metros de altura dotada de caixa craniana transparente em cujo interior estava o cérebro, que mais parecia uma hortaliça verde-clara de aparência inconsistente coberto de minúsculas protuberâncias pontudas. Tinha entre os olhos um apêndice rígido, desmesuradamente desproporcional à cabeça, que lhe servia de nariz e boca – assemelhava-se a um bico de pássaro. Não tinha tal criatura mãos, e eram suas pernas, duas, finas. Não me pareceu um personagem antipático, e tampouco asqueroso como o da primeira cela, o de nove tentáculos – parecia, ao contrário daquele, bem asseado. Assim que foi a porta fechada, seguido por mim, Dédalo foi até a terceira cela, cuja porta abriu-se a um comando dele. No interior de tal cela, uma criatura de aspecto desgracioso – eu não sabia dizer se macho, se fêmea. Eram seus movimentos mecânicos, robóticos; sua voz, irritantemente metálica. Despertou-me sua estrambótica figura risos silenciosos. Fechada a porta desta cela, tocou-me Dédalo, com sua testa, que, distendendo-se, assumiu a silhueta de um, assim direi, funil, a testa, e invadiram-me a mente, numa velocidade estonteante, imagens que apresentavam a ação das três criaturas que eu vi encarceradas, e então vim a saber que era a de nove tentáculos ilusionista crudelíssimo, a de caixa craniana transparente transmorfa e a terceira uma entidade cujo maior talento era controlar os fenômenos naturais, em maior escala os ventos. Eram as três, todas elas malfazejas, oriundas de outras galáxias. Na Terra, há milhões de anos, aportaram em Ratanabá, e seduziram os seus habitantes, que,encantados com elas, as idolatraram, delas fazendo entidades celestiais. Aos olhos de minha mente, vi uma cena emblemática: as três criaturas extra-terrenas a palestrarem livremente, e uma barulhenta multidão a louvá-las em alto brado, mesmerizadas, a prosternarem-se diante delas. Transmitiu-me Dédalo, em nossa conexão mental, imagens do interior do cérebro dos indivíduos ajoelhados à frente dos três extra-terrestres: o cérebro deles desfazia-se em inconsistente massa pastosa preta-amarronzada. E sempre que abriam a boca, tais indivíduos, ao pronunciarem ou não qualquer palavra, exalavam odor mefítico que empesteava o ar num raio de duzentos metros, corroendo, assim, o corpo e apodrecendo o espírito de todo indivíduo que porventura se encontrasse em tal área. Mostrou-me Dédalo que, diante dos males que aquelas três criaturas causavam aos ratanabenses, o imperador de Ratanabá decidiu trancafiá-las e conservá-las encarceradas durante todos os anos que lhes restassem de vida.
Retiramo-nos Dédalo e eu dos domínios da tétrica prisão, de dar calafrios em todo homem, de enregelar o sangue de todo homo sapiens, e passeamos pelos parques e praças, e museus e bibliotecas. Saudamos centenas, talvez milhares, de moradores de Ratanabá. E não me cansei. E em nenhum momento senti-me desconfortável, constrangido, intimidado, à presença dos ratanabenses. Quantas horas – dias, talvez – cobri toda a extensão da misteriosa cidadela perdida em algum lugar da Amazônia, não sei. Sei, apenas, que foi tal expedição, uma viagem inesquecível, o melhor capítulo da história da minha vida.
Enfim, despedi-me de meu novo amigo, Dédalo, e retirei-me de Ratanabá.
Um ano depois, consultando as minhas anotações, seguindo as coordenadas que eu havia registrado em meu bloco de anotações, empreendi segunda jornada à Ratanabá – mas, para a minha surpresa, desagradável surpresa, e para o meu desgosto, eu não a encontrei. Ratanabá não estava onde ela devia estar. Tenho certeza de que fui ao mesmo local onde um ano antes eu encontrara Ratanabá. Sei que não me perdi, que eu não me confundi. Fui, eu sei, para o local, e o local exato, respeitando as minhas anotações, onde estava Ratanabá. Todavia, lá Ratanabá não estava. Estou certo de que a minha presença na cidadela misteriosa tenha convencido os seres que a habitam a de lá se retirarem, transferirem-se para outro ponto da floresta, ou para outra região da Terra, região que os humanos jamais pisamos. Assim pensando, cientes de que eu poderia vir a divulgar as minhas descobertas – o que, ao contrário do que, acredito, tenham pensado, não fiz -, os ratanabenses decidiram, não apenas emigrarem, mas moverem toda Ratanabá para um local que os humanos ignoramos.
Este é o meu testemunho, que ora publico, que irá servir de fonte para estudos sérios, e não para os néscios fazerem um fuzuê danado acerca da misteriosa Ratanabá.

A Estrela-salame

Têm os cientistas fama de gente sisuda, carrancuda, e maluca. Que de maluquice, ou, melhor, de loucura, todo cientista tenha um pouco, ninguém ignora. Conhecemos o Einstein, que era um doido-de-pedra; e o Newton, que, dizem por aí, também não batia bem dos pinos. E o tal de Nash, que gostava de brincar com a Teoria dos Jogos e com outros instrumentos lúdicos que os meio gênios e meio malucos apreciam manusear. Que haja um quê de louco nos gênios científicos, sabemos; todavia, em muitos casos são as esquisitices deles manias estranhas apenas – de espantar todo filho-de-Deus, não podemos negar. E há cientistas que são espirituosos; sabem tirar das horas dedicadas à ciência momentos, mesmo que raros, para brincar, divertir-se, e alegrar muitas outras pessoas, e desgostar um bom punhado delas. Conheci, há poucos dias, um caso, tão hilário! tão engraçado! que eu só não digo de dobrei-me de tanto rir porque o fiz, isto é, dobrei-me de tanto rir, em pensamento apenas. Diverti-me à beça com o episódio.
Quem é o protagonista do capítulo ao qual faço alusão? É ele um cientista francês, cujo nome de batismo é Étienne Klein, homem que ocupa o cargo de chefe da Comissão Francesa de Energia Atômica. É um homem de grande responsável. E espirituoso.
Nestes dias, soubemos os homens comuns que o telescópio James Webb fotografou o universo, não sei de qual perspectiva e qual território dele. Mas fotografou, é certo. Por estes mesmos dias, o conterrâneo de Asterix publicou, em sua conta no Twitter, uma foto com o que ele afirmava ser um retrato, sobre fundo preto, da estrela mais próxima do Sol (e que dele está muito longe, a 4,2 anos-luz de distância – mediram com uma trena interestelar), a Proxima Centauri – que é próxima só no seu nome, pois está longe pra dedéu. Nos dias subsequentes, a publicação recebeu dezessete mil curtidas. Até aqui, nenhum porém.
Qual é a graça nesta história? O que se deu após a repercussão da foto da estrela. Étienne Klein, o cientista que publicou a foto revelou a verdadeira natureza da Proxima Centauri: era uma fatia de salame. Sim! Que danadinho o descendente de Napoleão, não?! A estrela fotografada era, na verdade, apenas uma rodela de salame. Que peça – a Emília, do Lobato, diria pêta – o Panoramix aplicou em meio mundo! E foi o próprio monsieur Étienne quem revelou o teor de sua brincadeira, adicionando um comentário, em outras palavras: que as pessoas não confiem acriticamente nos especialistas (pode-se dizer, também, cientistas). Sensato, e jocoso, é o francês. Sua exortação, engraçada, e educativa. Se pensarmos que cientistas já criaram o tal Homem de Piltdown, suposto elo perdido, temos de reconhecer que o cientista francês traquinas deu-nos uma lição edificante.

Educação em casa

Há educadores, políticos e, enfim, pessoas, assim direi, comuns, que defendem uma idéia, para eles muito cara, e para seus opositores uma rematada tolice: a educação em casa. Como sói acontecer em casos tais, tal assunto produz celeuma que, digamos a verdade, tem sua origem mais no campo dos interesses ameaçados daqueles que são contra a proposta, pessoas que caem na sem-razão, na incoerência, na incosistência de seus argumentos, na postura intolerante, do que no dos direitos esposados pelas pessoas que a defendem. Desde que tomei conhecimento da proposta da educação em casa, ou, dito no idioma de Shakespeare, o homeschooling, ouvi e li de pessoas que a defendem argumentos razoáveis, consistentes, justos, corretos, alegando, e com justeza e razão dada a realidade do sistema educacional moderno, agir em prol da liberdade, tendo-se em vista que, além de uma qualidade de baixíssimo nível do sistema educacional, está-se a se fazer das escolas um mecanismo de destruição da inteligência, de manipulação psicológica, de subversão social, de instrumentalização de pessoas para um fim que atende aos interesses dos donos do poder, e não das pessoas que as frequentam, pessoas que  durante os anos de frequência escolar são desumanizadas, têm seus dons arruinados, sua vida destruída, o ser do seu ser humano seviciado. Não ouviu, tampouco li, dos defensores da educação em casa argumentos inválidos; pode-se a eles apresentar-se algumas ressalvas, apontar-se esta e aquela dificuldade à implementação de tal proposta. O mesmo não digo da atitude dos seus mais fervorosos opositores. Estes pecam pela má-fé e pela estupidez.
Dos opositores à proposta da educação em casa, proposta, esta, que admite a liberdade, e não a obrigatoriedade, de os pais optarem por educar seus filhos em casa, os pais a fazerem o papel de professores, ou eles a contratar professores, ouvi e li, até o momento, falácias, desarrazoados sem tamanho, zombarias, chacotas, deboches. Não me surpreenderam. E há um detalhe que, chamando-me a atenção, também não me surpreendeu: os professores que vi a se oporem a proposta do ensino em casa militam no espectro político de esquerda. Percebo que eles agem com certa virulência, que eles esforçam-se, em vão, para ocultarem, sob uma camada de erudição, a mentalidade autoritária, e revelam-se, ao contrário do que desejam, estúpidos, ignorantes, e não conseguem evitar que lhes transpareça a má-vontade, o constrangimento em tocar em tal assunto, em simplesmente aventar a possibilidade de se pôr na mesa, para discussão – e discussão pública, principalmente – tal idéia, para eles, de antemão, e sem qualquer avaliação a respeito, inadmissível. Compreensível, afinal, se implementada a educação em casa, tais professores – e outros profissionais -, muitos pais optando por educar seus filhos à margem do sistema educacional oficial, perdem o monopólio da narrativa, o poder de esculpir a mente das pessoas com os instrumentos do movimento revolucionário.

Dois vídeos de Rodrigo Gurgel, crítico literário.

Em dois vídeos, ambos publicados em seu canal no Youtube, “História da Literatura não é Cronologia” e “Na Literatura Precisamos ir Muito Além dos Chavões”, publicados, ambos em Março de 2.020, o primeiro no dia 4, o segundo, dia 5, o professor de literatura e crítico literário Rodrigo Gurgel, com o seu bom-senso e a sua coragem, revela-se um homem estudioso, que não se dispõe a se curvar aos medalhões da literatura nacional, e tampouco a reverenciá-los, e menos ainda os críticos de renome, e não aceita subscrever, destes, acrítica, e automaticamente, os comentários acerca dos escritores nacionais. Diz ele, escapando ao atual ambiente cultural brasileiro, modorrento, ao ramerrão retórico de críticos literários desprovidos de virtudes e dotados de formação intelectual enviesada que têm olhos apenas para ver beleza na feiúra de obras de autores adeptos de ideologias afins e feiúra nas belas obras de autores talentosos que escrevem com esmero gramatical e superior retórica destituída de ouropéis, que não devem os leitores se intimidarem à presença dos medalhões da literatura nacional e aos críticos literários que só sabem dar à luz lugares-comuns que em sua maior parte não passam de tolices ditas com falsa elegância – em outras palavras, mais chãs: são apenas perfumarias. Segundo o professor Rodrigo Gurgel, devem os leitores, os estudiosos e os críticos da literatura brasileira lê-la com olhos críticos, com independência e coragem, sem se sentirem coagidos a repetirem os pareceres daqueles que se arvoram proprietários do pensamento nacional. Exorta as pessoas a irem aos livros – isto é, aos textos originais -, e não aos críticos, e lê-los com boa vontade, dispostos a ver o que eles têm a oferecer, e não ver o que dizem que eles têm. É sensato o professor Rodrigo Gurgel. Suas lições, simples, sustentadas pelo bom-senso, admitidas corretas por aqueles que não têm a inteligência corrompida pelas pelos despautérios intelectualóides modernos.

Músicas que ouvi neste final de semana.

Não sou uma pessoa que está sempre a ouvir músicas, todavia, se com vontade de aproveitar o tempo a ouvir algumas canções dedico-me àquelas que me soam bem aos ouvidos, e cujo ritmo agrada-me – e não me ocupo da letra, que em muitos casos estão em idioma que desconheço. E agrada-me, mais do que tudo, nas músicas, a voz do cantor. Se a voz dele me cativa, deixo-me encantar por ela, sem impôr-lhe nenhuma resistência; digo que a ela me entrego; e que ela me absorve, me domina, me escraviza – e eu jamais penso em me alforriar. Dentre as vozes que me aprisionaram estão a de Luciano Pavarotti, a de Louis Armstrong e a de Edith Piaf. São irresistíveis.
O que eu entendo de música? Nada. Dou-me ao direito, e poucas vezes, de ouvir músicas, e sempre que ouço as do meu agrado esqueço onde estou, e quem sou; e o tempo – não digo que voa, que se esvai -, digo, e digo mal, é o tempo, e eu dele não tomo conhecimento.
Aqui, nesta nota breve, sem comentários outros além dos que estão nas linhas acima, a lista das músicas (título da música seguido do nome do cantor) que, neste final de semana, de olhos fechados, ouvi: Bongo Cha Cha Cha, Caterina Valente; Volare (Nel blu dipinto di blu), Domenico Modugno; Funiculi, Funiculà, Luciano Pavarotti; Somewhere Over The Rainbow, Israel Kamakowiwo’ole; La Bohème, Charles Aznavour; Fly Me To The Moon, Frank Sinatra; Pepino, The Italian Mouse, Lou Monte; I Say a Little Prayer, Aretha Franklin; e duas versões de La vien en rose, uma na voz de Louis Armstrong e uma na de Edith Piaf.

Em um Reino Encantado, o desencanto.

Era uma vez, em um reino maravilhoso, de jóias mil, e povo gentil, um herói portentoso que, vindo à luz, espargiu-lhe o deus dos deuses, no belo e formoso corpo infantil, de textura sedosa, o elixir da sabedoria e o dom da santidade, que lhe ficariam marcados, e para todo o sempre, até ele exalar o derradeiro suspiro de sua heróica e imaculada existência, na ausência, em uma de suas mãos, do dedo mindinho. Era este o emblema, o símbolo inconfundível, de tão poderoso ser, que era um amálgama de santo e herói, uma entidade semi-divina, a alma sem pecados, cujo avatar, a idéia, a idéia por si mesma, de maravilhar todo homem e toda mulher, fez de uma cativante mulher uma sílfide com o poder de armazenar e controlar os ventos sempre que saudava, alegre, e religiosamente, a mandioca, em rituais mágicos que a conectavam com os espíritos da natureza. Foi neste Reino Encantado, que o mais heróico e divino dos seres governou durante uma era grandiosa, que o povo, mesmo com o encanto que lhe inspiravam o divino herói de nove dedos e a divina mulher que tinha o poder de pôr sob seu comando os ventos, suspeitou que as maravilhas que presenciava eram obras de um inigualável prestidigitador, de um ilusionista sem rival, de um feiticeiro poderosíssimo, que, com seu tangolomango escalafobético, mesmerizava-o, ludibriava-o. Vozes dentre os homens do povo elevaram-se acima do vulgo, e fizeram-se ouvir por todos. E os heróis divinos e seus devotos crentes, não podendo ignorar as vozes que se elevavam poderosas, e tampouco o povo, que, as ouvindo, e a concordar com a essência delas, as ecoavam, e fitavam, cada vez com mais firmeza e segurança, desconfiados e desiludidos, o homem que era a mais imaculada das almas, e sua criatura, que fazia saudações à mandioca, e todos os seus mais fiéis seguidores, decidiram, em vão, aterrorizá-lo com todas as armas que tinham à disposição. Estava desfeita a ilusão. Sabia, agora, o povo, que eram as lendas histórias do arco-da-velha. Aos olhos do povo, a verdadeira silhueta daqueles seres aos quais dedicava ele sincera admiração. Desfeita a ilusão, no Reino Encantado admirou-se o povo, que, a movê-lo vontade férrea, avançou, corajoso, contra as criaturas que, enganando-o, o seviciavam, e as despojou de suas vestes esplendorosas, delas revelando-se a nudeza repugnante.
Decidido a jamais se deixar maltratar por tipos tão reles, tão sórdidos, o povo principiou um novo capítulo de sua história, alvissareiro.

Anti-bolsonaristas, tarados pelo Bolsonaro.

É impressionante, embora não me impressione, a tara dos anti-bolsonaristas por Jair Messias Bolsonaro, homem ao qual eles atribuem todos os crimes cometidos na Via-Láctea e, não sei se procede a informação, que um passarinho me contou, na galáxia de Andrômeda, e não havendo crime ao qual apontá-lo como o seu autor, o condenam por algum ato, que, segundo eles, é reprovável, mais do que reprovável, indecente, mais do que indecente, imoral, mais do que imoral, criminoso, e pedem-lhe a prisão perpétua, e a sua posterior morte, se possível ao paredón, por um fuzil empunhado por um novo homem, o revolucionário comunista.
Um dos desarrazoados que eles, verborrágicos, os olhos negros de ódio, a fisionomia carcomida pelo instinto assassino, num galimatias de imprimir em rosto de defunto ar de surpresa, refere-se ao respeito do presidente brasileiro pelos símbolos nacionais, dentre eles, principalmente, a Bandeira Nacional, e pelas datas cívicas, em especial o 7 de Setembro. O presidente Jair Messias Bolsonaro sempre deu provas, e provas sinceras, de seu amor pelo Brasil, e sempre demonstrou o devido, e merecido, respeito pelos símbolos pátrios mais caros aos brasileiros, símbolos os quais os esquerdistas e outros que se lhes assemelham sempre vilipendiaram, sempre desprezaram, símbolos pelos quais eles sempre mostraram ódio, e desamor, símbolos os quais sempre rasgaram, publicamente, enraivecidos, símbolos nos quais sempre cuspiram, sempre defecaram, símbolos que, agora dizem os anti-bolsonaristas, como que indignados, o presidente Jair Messias Bolsonaro usurpou – assim eles dizem -, convertendo-os em símbolos do bolsonarismo, que é, para eles, um movimento fascista, nazista, machista, racista, negacionista, terraplanista, genocida, e etecétera e tal, e agora estão eles a declamarem às musas poemas heróico-patrióticos convocando o povo, o verdadeiro povo brasileiro, e não o que o Bolsonaro cooptou, para resgatar o valor, valor inestimável, dos símbolos nacionais, tão conspurcados pelos bolsonaristas e por seu líder, o tal de Bozonazi, no jargão antibolsonarista. E qual foi a demonstração que os anti-bolsonaristas deram, ultimamente, de amor pela Bandeira Nacional? Num país distante, ao norte do Brasil, uma certa senhora, cantora, desconhecida de trezentos milhões de brasileiros, pisoteia a Bandeira, orgulhosa de seu ato, e os antibolsonaristas não a reprovam. É com atos de tal grosseria e desrespeito que os antibolsonaristas pretendem resgatar os símbolos nacionais.

Porcos e porcarias

Renato saiu da sua casa, e rumou, em linha reta, até o açougue, distante uns trezentos metros, e nem bem havia posto um pé dentro do estabelecimento, anunciou-se, em alto brado, chamando para si a atenção de Rafael, o açougueiro:

– Ô, corinthiano, hoje tem você porcaria para me vender?

– Não me falte com o respeito, palmeirense. Aqui não é a casa-da-mãe-joana. Vendemos carne de primeira, suína, de porco engordado com filé mignon e caviar.

Não há justiça no Brasil – um exemplo da mentalidade anti-bolsonarista.

Que no Brasil a justiça tarda e falha é do conhecimento de todos. E não é raro os brasileiros ouvirmos histórias, e das mais bizarras, umas, grotescas e arabescas, saídas da cabeça de um Edgar Allan Poe, outras, obras de um Franz Kafka. E quando a justiça, mesmo tardando, não falha, os brasileiros, ao tomarmos conhecimento de tal feito, inusitado, coçamos a cabeça, desconfiados, a nos perguntarmos onde está a armadilha.
Há um elemento interessante na relação de certas pessoas com a Justiça, ou o que elas entendem por Justiça: o desejo pessoal. Não sei se me faço compreender. Usarei outras palavras para explicar o que pretendo dizer: há pessoas para as quais só há Justiça se o veredicto do juiz corresponder ao que elas desejam, ao que elas querem. Neste ano, dois casos são, para mim, emblemas da presunção, arrogância, estupidez, de certas gentes que entenderam equivocadas, melhor, criminosas, a ação de juízes, que não lhes atenderam à vontade, a de anti-bolsonaristas radicais, gentes que, por si mesmas, já haviam posto o presidente Jair Messias Bolsonaro no banco dos réus, e o condenado ao cano de um fuzil – o fuzilador a obrigá-lo a ficar de frente para um paredón, e, ao premir o gatilho, tal qual Che Guevara, um dos carniceiros de Sierra Maestra, bostejar, com o seu olhar vulturino, e seu espírito assassino: “Viva la revolución. Hay que endurecerse pero sin perder la ternura.” -, e que, vindo a saber do veredicto, enraivecidas, descarregaram todo o ódio que as alimenta, esbravejaram, e xingaram os juízes e o réu com os mais carinhosos e simpáticos apodos. Não posso deixar de dizer que no auto dos processos o nome do presidente não estava presente, o que é compreensível, afinal ele não era uma personagem envolvida nos dois casos, mas, entretanto, todavia, porém, no entanto, os seus detratores, que o apontaram como um dos envolvidos, ferindo-o, verborrágicos e boquirrotos, com o dedo acusador, queriam porque queriam que ele fosse condenado à prisão. Na cabeça de tal gente, Jair Messias Bolsonaro já estava condenado – e toda decisão judicial que não chegasse a tal termo estava corrompida em todo o seu processo. Não estou, aqui, a me referir a políticos, artistas, jornalistas, figurinhas carimbadas da vida pública, cujas faces estampam famosos programas de emissoras de televisão, e capas de revistas, e a primeira página de jornais e sites de notícias. Estou a falar de pessoas com as quais nos esbarramos no dia-a-dia.
São os casos aos quais até o momento fiz alusão o da morte, por um bolsonarista, de um lulista, e o das mortes de dois aventureiros que se embrenharam na floresta amazônica (eles se tinham na conta de desbravadores da estirpe dos Bandeirantes?). Em nenhum dos casos, tinha o presidente do Brasil participação – não era ele o protagonista, nem um coadjuvante, nem sequer um figurante, daqueles que nem fala possui e resumindo a sua participação na história a andar, ao fundo, misturado com dezenas de outros figurantes, que, iguais a ele, estão irreconhecíveis. Os auto-intitulados juízes não apreciaram o epílogo da história. Queriam, e querem, que o presidente Jair Messias Bolsonaro seja sumariamente condenado, senão à morte, à prisão perpétua numa fétida enxovia, vivendo de comer de suas fezes e beber de sua urina. Segundo os anti-bolsonaristas este é o destino que está reservado ao objeto do ódio deles. Para eles, há Justiça apenas quando a vontade deles é atendida. Não há, no mundo, almas tão justas.

Silêncio, hospital! (County, hospital – 1932) – com O Gordo e o Magro

Neste filme da dupla mais atrapalhada do universo, um hospital é o cenário animado, e divertidamente animado, por Stan Laurel e Oliver Hardy. Stan visita seu amigo Oliver, que está acamado, e tem a perna direita engessada, num quarto, quarto que ele compartilha com outro paciente, um homem histriônico, expansivo, de gargalhada fácil. Ollie não transparece ânimo à chegada do seu amigo de aventuras, que lhe leva de presente ovos cozidos e nozes; transparece contrariedade, já antevendo dores de cabeça. Stan põe-se a degustar os ovos cozidos. E não demora muito tempo, emborca uma jarra, despejando água no leito em que está Ollie deitado. E logo sucedem-se cenas tipicamente burlescas, Stan a socorrer um médico que ele mesmo pusera em apuros e a oferecer ajuda a Ollie. Dividida a sua atenção entre os dois outros personagens, enrosca-se em suas trapalhadas. A cena encerra-se com o desmantelamento da cama em que estava Ollie deitado e a entrada, no quarto, de enfermeiros. E Stan incorre em outras hilárias insanidades, até que, enfim, retiram-se do hospital os dois toleirões, Stan sob efeito de sonífero. E entram em um carro. E põe-se Stan ao volante. Se Stan em seu estado natural de consciência comete os atos mais absurdamente atrapalhados que se possa imaginar, que tolices ele irá cometer, ao volante de um carro, sob efeito de sonífero?

O neto

Na Prefeitura, sentou-se José Roberto Vasconcelos Liechchenstein Neto, à mesa, diante da funcionária, que lhe perguntou, após saudá-lo com um amigável bom-dia e dele receber resposta e ouvir o nome completo:

– Senhor José Roberto, o senhor é neto do seu avô?

– Sou.

– Ah! Foi o que conclui ao ouvir o senhor dizer-me o seu nome.

Vacinados e não-vacinados. E esquema vacinal completo.

No parágrafo abaixo deste, entre as aspas, um trecho de uma publicação da Prefeitura do Município de Pindamonhangaba, na página desta no Facebook, publicação na qual se dá notícias concernentes aos casos de infecções e mortes por covid-19, em Pindamonhangaba, no período que se iniciou no dia 21 de Julho e se encerrou no dia 27 do mesmo mês, seguido de comentários meus, que publiquei na caixa de comentários da mesma publicação.
“Vale destacar que 100% dos óbitos ou não foram vacinados ou não completaram esquema vacinal.” Nesta frase, põe-se juntas as pessoas que não se vacinaram e as que, mesmo vacinadas, não o estavam com todas as doses que se convenciou considerar obrigatórias para se respeitar o esquema vacinal completo. Mas quantas doses são exigidas, hoje, para se completar o esquema vacinal? Quatro? E assim que lançaram no mercado a quinta dose, as pessoas vacinadas, então, com quatro doses estarão incluídas no grupo das pessoas que não estão com o esquema vacinal completo? E quando lançarem a sexta dose? Não sei se entendi a questão. Corrijam-me, por gentileza, se eu estiver errado: ao se aglomerar as pessoas não-vacinadas e as que não completaram o esquema vacinal no mesmo grupo, está-se a se considerar as que não completaram o esquema vacinal pessoas não-vacinadas. Seria o correto a prefeitura separar em grupos distintos as pessoas não-vacinadas das pessoas vacinadas com uma dose, e das vacinadas com duas doses, e das vacinadas com três doses.

Bolsonaro, o presidente que o Brasil precisa.

Era no tempo do rei.
Assim começa Manuel Antônio de Almeida a aventura de Leonardo Pataca, seu herói, no admirável Memórias de um Sargento de Milícias.
Mas a história que hoje contarei nesta crônica não se passou no tempo do rei; deu-se há três anos, na república, sob o governo Bolsonaro, e dela só ontem eu tomei conhecimento. Por que, então, ó, autor – pergunta-me, curioso, o leitor -, vós falais do Almeida e do Pataca? Por nada, não – respondo -, querido eleitor. Eu apenas gosto de tal frase; acho-a simplória e sofisticada, plebéia e aristocrática.
Encerrado o intróito desta crônica, que é curta, digo para o que vim.
É esta a história que o nosso querido Capitão Bonoro – Bomnosares, para os íntimos – protagonizou:
Estava o presidente Jair Messias Bolsonaro montado na sua motoca, tal qual um nobre cavaleiro de antanho, agaloado com exuberante indumentária, montado em seu alazão ricamente ajaezado, a parlamentar com seus eleitores, quando, de repente, surpreendo-o, chega aos seus ouvidos presidenciais, saída da boca de um seu inimigo, a pergunta: “E o Queiroz?” E o presidente, com a fleuma de um gentleman, para orgulho da Rainha Elizabeth, responde-lhe: “Ele ‘tá com a sua mãe.”

Anti-bolsonaristas, criaturas vingativas.

Incluo na turma dos anti-bolsonaristas aqueles indivíduos que odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro (e entre eles há eleitores do Fernando Haddad, do Ciro Gomes, do Geraldo Alckmin, do João Amoêdo, políticos derrotados, nas eleições de 2.018, pelo Jair Messias Bolsonaro, e outros tipos humanos, alienados da política nacional, a ela indiferentes, mas que, pela mídia seduzidos, converteram-se em anti-bolsonaristas fanáticos, dentre estes alguns outrora apoiadores do presidente) e os apoiadores dele, e querem-lhe a morte, e o extermínio dos bolsonaristas, cientes de que o que ele é, o que ele representa, os valores que ele personifica, que são, também, os de dezenas de milhões de brasileiros, que, unidos, superam os cem milhões, não é o que dizem que ele é, representa e personifica. Eles estão a rilhar, de raiva, os dentes, afiando-os, preparados para avançar, assim que a oportunidade se lhes oferecer, à jugular dos bolsonaristas. E não estou a me referir a famosos e renomados jornalistas, cientistas, médicos, juízes, intelectuais e artistas midiáticos, unicamente; entram no pacote cidadãos comuns, com os quais se tromba nas ruas, e familiares e parentes, e amigos de longa data, e colegas de trabalho, e conhecidos em geral. Tais pessoas, os anti-bolsonaristas (excluo, aqui, os outrora bolsonaristas – se um bolsonarista xiita, eu diria que são estes apóstatas, e hereges os outros), não engoliram a derrota cada qual de seu herói, de seu deus, de seu político de estimação, para o então candidato, hoje presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, o homem que eles, não podendo ignorá-lo, desprezam (e os anti-bolsonaristas ex-bolsonaristas também sempre o desprezaram – hoje não alimento dúvidas a respeito – e tinham nele um instrumento útil para a execução de tarefas do interesse deles, e eles, assim que perceberam que ele não as contemplaria, umas porque absurdas, irrealistas, outras porque inexequíveis dado os contextos políticos nacional e internacional, contra ele se voltaram com furor que se equivale, e em muitos supera, o dos anti-bolsonaristas originais, clássicos – vou assim dizer – e converteram-se, alguns dentre os conhecidos do grande público, e não apenas estes, em folclóricos personagens da moderna mitologia nacional). Compreensível, afinal Jair Messias Bolsonaro, vitorioso na disputa eleitoral, frustrou-lhes o sonho de ver cada um deles seu herói na cadeira presidencial, e, mais do que isso, no caso dos eleitores da esquerda militante, gente que sonha com o socialismo a dominar o Brasil, impediu-os de assistir à ereção, em terras brasileiras, do edifício do outro mundo possível, do paraíso socialista, cujas engenharia e arquitetura inspiram-se nos modelos cubanos e venezuelanos. Agora, dizem eles, o presidente Jair Messias Bolsonaro, com Luis Inácio Lula da Silva eleito presidente, será preso, e já em 2.023, e no dia 1 de Janeiro. Dão como certa a vitória, e esmagadora, e no primeiro turno, de Luís Inácio Lula da Silva (e por que têm eles tanta certeza de que ele será eleito presidente do Brasil?). Estão a lamber os beiços de prazer, com água na boca, a vislumbrarem a cena: Jair Messias Bolsonaro de frente para o paredón, e às suas costas uma criatura de espírito cheguevarista, carcomido, imundo tal qual o do revolucionário argentino, por antonomásia Porco Fedorento, fuzil à mão, a premir o gatilho, e a alvejá-lo, com um tiro certeiro, letal, na nuca; e o corpo sem vida a cair, pesadamente, no chão; e a malta revolucionária, sanguinolenta, a profaná-lo. É este o sonho acalentado pelos anti-bolsonaristas mais empedernidos, que contam com o silencioso apoio moral dos outros, os, direi, antibolsonaristas moderados. Eles sonham ver todos os bolsonaristas escorraçados da vida pública, trancafiados em gulags tropicais, humilhados, e exterminados; e de todos os documentos históricos, suprimidos os sinais da existência deles. Para tornar tal sonho realidade, revogarão a Constituição, o Código Penal, o Código Civil, enfim, toda a legislação brasileira. É o que ouço saído da boca deles. Não têm eles apreço pela liberdade; ao contrário do que se diz por aí, que é o Lula aquele que melhor reflete e interpreta o sentimento de esperança dos brasileiros e que é ele a própria democracia, o que se vê é o oposto: é ele o símbolo de um grupelho de revolucionários fanáticos, doentios – tanto os que são explícitos em sua maldade, quanto os que a conservam consigo -, todos inimigos da liberdade. Sempre que eu escuto o que sai da boca dos anti-bolsonaristas, percebo que eles não estão a favor do Lula porque acreditam que ele governará, e com sabedoria, o Brasil, assim beneficiando, com políticas louváveis, o povo brasileiro. O que vejo neles é ódio, o mais puro, insano, ódio. Vejo, neles, a corroê-los, o desejo de vingança, desejo que estão a nutrir com venenos – não direi ideológicos, pois a ideologia, aqui, entendo, não entra – que lhes são em si mesmos produzidos a partir de suas frustrações e desilusões, que os fazem se sentirem impotentes diante das adversidades que a vida lhes apresentam, certos de que a natureza, ou Deus (e frequentemente eles culpam Deus, pois a natureza lhes é perfeita), não os privilegiaram com talentos e virtudes que admiram em outras pessoas, e estas por esta razão eles as invejam (mas sem dar o braço a torcer) – sem possuírem o dom que acreditam ter o direito de possuir, seja o da inteligência, seja o da beleza, seja o da simpatia, seja o do charme, seja o para a pintura, o para o comércio, o para a engenharia, qualquer, enfim, dom que faz com que a pessoa que o possua se sobressaía dentre os seus iguais, eles se revoltam contra aqueles que eles acreditam que imerecidamente os receberam. É o que vejo. É o que escuto. É o que leio. Conquanto queiram ocultar de todos os seus sentimentos inconfessados, maus, e declarem estar a combater o fascismo, o nazismo, o machismo, o racismo, há quem, perspicaz, não se deixa enganar pelas aparências, pelas palavras que eles põem para fora da boca. É vingança o que os anti-bolsonaristas querem. Sofreram um revés em 2.018, o que para eles é inadmissível, pois eles se acreditam almas imaculadas, e tem o direito, portanto, de serem por todos respeitados, e obedecidos; e acreditam-se injustiçados. A vitória, em 2.018, de Jair Messias Bolsonaro, fá-los sentirem-se desprestigiados, desprezados, desrespeitados, humilhados, roubados em um direito que acreditam ser naturalmente deles: o de governar o mundo com a foice e o martelo, tendo, nas mãos, o poder de vida e morte sobre todos os humanos. Impediram-los Jair Messias Bolsonaro e os bolsonaristas de realizarem tal sonho. Agora, os anti-bolsonaristas buscam a vingança, que se dará com o derramamento de sangue dos seus inimigos.

Chicago Fire: Heróis Contra o Fogo – temporada 5, episódio 6: Aquele Dia – 2.016.

O evento que marcou a história recente, o ataque terrorista aos dois prédios do World Trade Center – as chamadas Duas Torres, ou Torres Gêmeas -, então os prédios mais altos do mundo, em Nova Iorque. De triste e aterrorizante lembrança, é o tema central deste episódio, conquanto a ele se faça menção apenas nas cenas finais.
Narra o episódio, aventuras envolvendo bombeiros e paramédicos do Batalhão 51 do Corpo de Bombeiros de Chicago. Em uma delas, envolvem-se as paramédicas Gabriella Dawson (Monica Raymund) e Sylvie Brett (Kara Killmer); em outra, estão envolvidos os bombeiros Matthew Casey (Jesse Spencer) e Kelly Severide (Taylor Kinney). E há tramas secundárias. As paramédicas envolvem-se em um acidente, enquanto rumavam, de ambulância, Gabriella Dawson ao volante, para o local em que uma jovem, ferida, pedia por socorro. Gabriella Dawson atropela um idoso; é investigada; e um rábula pode vir a processá-la; atormenta-a a culpa, mesmo ciente de sua inocência. E os bombeiros Casey e Severide investigam um incêndio, aquele, certo de que fôra o incêndio criminoso, bate-se com seu amigo e colega. Ao final, estas duas aventuras chegam a bom termo.
Repetindo o que eu disse no primeiro parágrafo, é o tema principal deste episódio o ataque terrorista que pôs o mundo em suspenso há vinte anos. Walter Boden (Eamon Walker), o chefe do Batalhão 51, é abordado por um seu colega, que o convida para um evento na cidade de Nova Iorque, mas ele resiste: não quer ir lá, pois as lembranças o atormentam, a ele, Walter Boden, um dos bombeiros que lá estiveram logo após a derrubada das Torres Gêmeas. Enfim, ele decide, acompanhado de Matthew Casey e Kelly Severide, ir a Nova Iorque, onde encontra amigos seus, bombeiros que, tal qual ele, estiveram naquela cidade logo após a tragédia. E visitam o memorial às vítimas do atentado terrorista.
A cena em Nova Iorque, as atitudes das personagens, suas expressões, deixam transparecer a amargura, a tristeza, que o arrasador ataque terrorista inspirou aos americanos, traumatizados ainda hoje com o apocalíptico episódio. E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Maldita Aranha Assassina (Big Ass Spider – 2013)

Neste filme – um filme trash, um filme B – de Mike Mendez há todos os ingredientes do gênero: o herói solteirão, que não é benquisto pelas mulheres, tolo e desajeitado, o aliado dele, tão ou mais tolo e desajeitado do que ele, um oponente, militar, um cientista, a mocinha, uma velhinha tarada, donzelas seminuas, inúmeras mortes, muito sangue derramado e espirrado, cenas de ação grotescas, efeitos especiais fajutos, diálogos ridículos. E no final o herói beija a mocinha. E o prefácio de outra aventura, para outro filme.
Alex Mathis (Greg Grunberg), dedetizador, é o herói desta bizarra aventura. Em um hospital, após atacado por uma velhinha insinuante e mordido por uma aranha, sai à caça de uma criatura, que ninguém sabe de qual espécie se trata, e o auxilia Jose Ramos (Lombardo Boyar), segurança do hospital. Enquanto os dois heróis, que se envolvem em diálogos ridículos, caçam o bicho peçonhento, que já fez vítimas humanas, ao hospital chegam os militares, comandados pelo major Braxton (Raymond Herbert “Ray” Wise), que é auxiliado pela tenente Karly Brant (Clare Kramer). Não demora muito tempo, Alex Mathis encontra a aranha e a mocinha, tenente Karly Brant. E logo tem o herói conhecimento de que é a aranha que ele caçava uma criatura fruto de uma experiência científica cujo fim era a amálgama de genes de criatura marciana com um tomate, e dentre do tomate, ignoravam os cientistas, havia um aranha. E este foi o início do desastre. A aranha cresce, assume dimensões gigantescas, e aterroriza os cidadãos de Los Angeles, até que, enfim – e não estou a revelar o final, pois todos sabem como filmes de tal gênero terminam -, matam o monstro.
Não é o filme uma obra-prima da sétima arte; diverte de tão absurdo, ridículo.

… e tem início a Terceira Guerra Mundial. Finalmente.

Agora vai!
Após adiarem vezes sem conta o início da Terceira Guerra Mundial, os Estados Unidos da América, terra sagrada do Tio Sam, e a China, terra sagrada do Confúcio, que, dizem por aí, era indiano – e eu não meto o bedelho em tal história -, e a Rússia, terra sagrada do Pushkin, bombardear-se-ão, e não com bolinhas-de-gude, mas com devastadores artefatos nucleares.
Agora vai!
Encerraram, se é que algum dia existiram, os encontros diplomáticos entre os representantes oficiais do alto escalão do governo dos três países, todos a parlamentarem, animadamente, intercalando suas falas com deliciosos e suculentos comes-e-bebes de dar água na boca e fazer todo católico lamber o beiços.
Agora vai!
É guerra! A guerra será pra valer, anunciam as vozes midiáticas, apocalípticas. Agora não há mais retorno! Ou vai, ou racha!
O admirável Putin – Putinho, para os íntimos -, para decepção dos profetas do Apocalipse (ou do Ragnarok, querem os fãs da mitologia nórdica – Morte a Balder! Que venha a Serpente de Midgard!), não bombardeou, com o seu mefistofélico Satã, Washington, e com os filhos de tal demônio, Londres, Paris, Berlim, Roma, e as outras capitais das nações européias. Mas Xi Jinping, ao contrário do seu colega eslavo, não irá decepcioná-los.
A querida e amada dona Nanci, saída de Washington, rumou, de avião, para a Ásia, e declarou, para contrariedade dos chineses, que iria, depois de passear por Singapura e Tailândia, descer em Taiwan. Xi Jinping torceu o nariz, e ameaçou rachar a cabeça da dona Nanci com uma bomba, e daquelas bem grandes. Será a visita da americana à ilha formosa o estopim da Terceira Guerra Mundial.
Agora vai!
Cá entre nós, o casus belli da guerra que irá dizimar a espécie humana e, provavelmente, exterminar toda vida que há na Terra, é de um mal gosto de dar engulhos em todo bastardo. Bons tempos aqueles em que era a razão de ser das guerras o rapto de mulheres divinas. Que o digam os gregos e os troianos.
*
Nota: Agora vai! Agora vai! Não foi. Não foi desta vez que o mundo assistiu a um espetáculo feérico, bombas atômicas a explodirem nos ares de todo o globo terrestre, tais quais fogos-de-artíficio em noite de reveilão. Que tristeza…

Livros que não terminei de ler. Livros que me desagradaram. Livros que me surpreenderam. E outras notas breves.

De todos os livros que li, de quatro deles não concluí a leitura, dois, embora tenham me desagradado, li até o ponto final, e muitos me surpreenderam, e destes digo algumas palavras antes de tratar dos outros seis. Surpreenderam-me, e agradaram-me, não poucos livros; foram muitos os que me prenderam a atenção, ocuparam-me horas e horas de dias e dias, a leitura indo de vento em popa. O primeiro livro que me deu, assim digo, um soco na cabeça, fazendo-me, deslumbrado, pensar acerca da literatura, de suas dimensões, amplas, e da nossa condição humana, foi Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévksi, de quem li, depois, Irmãos Karamazóvi e outros livros. Foi o meu primeiro contato com a literatura russa, da qual sou admirador. A história de Rasputin Raskolnikóv é extraordinária. Depois, li Moby Dick, de Herman Melville, que me fez viajar pelos mares; e Ana Karenina, de Leon Tolstói; e Dom Quixote, de Miguel de Cervantes Saavedra. E mais recentemente, surpreenderam-me, de Josué Montello, O Silêncio da Confissão, de José Cândido de Carvalho, O Coronel e o Lobisomem, e A Mulher que Fugiu de Sodoma, de José Geraldo Vieira. Citei apenas estes poucos livros, uma amostra da literatura que muito me surpreendeu. E até hoje me fazem pensar acerca da condição humana, tais livros inspirando-me muitos, e contraditórios, pensamentos. Agora, cito os dois livros que li de má vontade, não inteiramente, da primeira à última página, e por último os que abandonei de tanto me desagradaram. Quo Vadis?, de Henryk Sienkiewicz, de quem eu já havia lido, com muito agrado, O Campo da Glória; Quo Vadis?, no entanto, desagradou-me até a metade de suas páginas, e a partir deste ponto, seguindo a leitura, li com interesse, a leitura seguindo com agrado. O outro livro, dos dois que li, embora tenham me desagradado, foi Avalovara, de Osman Lins; de início, li, e li com vontade, até um certo ponto do livro, a partir do qual a leitura arrastou-se, para meu desconforto. Os quatro livros que não li até a página derradeira foram: Ulisses, de James Joyce; Macunaíma, de Mário de Andrade; Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa; e O Egípcio, de Mika Waltari. Li, de cada um deles, se muito, cem páginas, e os abandonei, irritado, desgostoso, deles esperando mais do que eles me ofereceram. O primeiro deles está incluído no cânone da Literatura ocidental, o segundo e o terceiro no da literatura brasileira, e o último é popular, ou foi durante algum tempo. Aqui fica o registro. Não está este texto um estudo de literatura, nem um ensaio; é apenas uma declaração, curta, simples, de um leitor.

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Um livro, que li, sem vontade, a leitura arrastando-se, é de um dos maiores escritores do mundo: Aventuras de Pickwick, de Charles Dickens, de quem também li A Casa Soturna, e com muito gosto, apaixonadamente, posso dizer.

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Um livro, bem pequeno, fez-me rir, e muito: Diário de um Louco, de Nikolai Gogol.

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A literatura russa tem uma galeria de escritores extraordinários, geniais. Após ler Dostoiévski e Tolstói, o Leon, e não o Alexei, procurei por outros escritores da terra do Gagárin, e vim a conhecer Nikolai Gogol, Anton Tchekov, Ivan Turgueniev, Saltykov-Shchedrin, Alexei Tolstói, Evgueni Ievtuchenko e Voinovich são alguns deles.

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Livros de pouco, ou nenhum, valor literário que li com muita vontade foram, de Patrícia Wentworth, O Punhal de Marfim, um americano, e Medo e Delírio em Las Vegas, de Hunter S. Thompson.

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História Extraordinárias, de Edgar Allan Poe agarrou-me pela jugular.

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Pode uma pessoa gostar de todos os gêneros literários existentes, sejam quantos forem, e de livros escritos pelos gênios e de escritos por escritores menores. Pode-se gostar de aventura, policial, romance histórico, espionagem, ficção científica, e todos os outros já criados. Robinson Crusoé, O Assassinato no Expresso do Oriente, Juliano, A Alternativa do Diabo e A Guerra das Salamandras estão entre as minhas leituras mais queridas. E Shakespeare e Dostoiévski e Thomas Mann e Proust e Machado e Camões, e Júlio Diniz e Joaquim Manuel de Almeida e Júlio Verne.

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Fizeram da obra-prima do Giovanni Boccaccio, Decamerão, um livro proibido, fescenino, de má fama. É uma injustiça à obra do gênio literário italiano, um dos melhores livros que li. Dentre as cem histórias que Boccaccio narrou as de substância erótica correspondem a uma parcela ínfima, insignificante; infelizmente, foram elas que fizeram a fama do autor.

*

O meu primeiro contato com a obra de Dante Alighieri foi a leitura de O Inferno, o primeiro livro da Divina Comédia, numa edição, recheada de ilustrações de Gustave Doré, publicada pela Ediouro. Chamou-me a atenção, então, mais do que o texto, as ilustrações, impactantes, assustadoras.

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Livros que me fizeram viajar para bem longe: Solaris, de Stanisław Lem, Contato, de Carl Sagan, Viagem aos Império do Sol e da Lua (Edição do Clube do Livro), de Cyrano de Bergerac, um narigudo bem engraçado, que Edmond Rostand retratou numa peça primorosa.

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Livros que me causaram estranheza: Esperando Godot, de Samuel Beckett, e O Rinoceronte, de Eugène Ionesco.

É sensato proibir o ensino do comunismo?

Em primeiro lugar, deve-se definir comunismo, e a definição tem de vir sem dubiedades, e jamais permitir objeções, pois em não havendo consenso acerca do que o comunismo é eterniza-se as controvérsias em torno do seu estatuto, o que impede a concretização de políticas de proibição, se assim se deseja, de seu ensino, afinal, vai-se proibir não se sabe o quê. Além disso, se se proíbe o ensino do comunismo, há de se proibir o ensino das idéias dos intelectuais cujos nomes estão umbilicalmente presos ao movimento comunista, e apagar tais nomes dos livros de história? Que não se faça a apologia do comunismo, concordo; e que não se reverencie os seus líderes intelectuais e políticos, também concordo. Que se apresente o comunismo e correntes de pensamento que se lhe opõem, é o correto. Que se apresente o comunismo em confronto com pensamentos adversários, e muitos que sequer lhe tomam conhecimento, e se permita que cada pessoa pense a respeito das idéias políticas, e se decida, em respeito à sua consciência, se vai em favor desta ou daquela, comunista, ou não, ou se se isenta de tecer comentários a respeito, porque se reconhece ignorante do assunto, ou, se indiferente ao, e desinteressado do, assunto, que fique à margem do embate político público.
Para se ensinar o comunismo, se faz indispensável a quem está no papel de quem ensina saber o que o comunismo é, e conhecer os pensamentos políticos que se lhe opõem, e ter boa bagagem literária, intelectual, e conhecimento da história da civilização e da das idêias políticas, e, principalmente, ser dono de mente aberta, não um espírito sectário, e demonstrar disposição para se manter equidistante das ideologias para fazer o confronto correto entre elas. Mas quantos professores têm consciência de suas responsabilidades, e o temperamento que se pede para exercer com propriedade o magistério?
Os intelectuais não se entendem. Cada qual defende – com unhas e dentes, não poucos – a idéia que faz do comunismo. Para uns, é o comunismo um sistema econômico; para outros, uma ideologia (ideologia, para uns, materialista, para outros, de inspiração satanista); para outros, é um movimento político cujos adeptos visam a conquista do poder absoluto, que pode ser obtido por todo e quaisquer meios, pois o fim justifica os meios; e para outros, é uma cultura, que abrange todos os aspectos da sociedade e do comportamento humano; para outros, é uma religião política, civil, que prescinde da idéia de transcendência. O que é o comunismo, afinal? Não se sabendo o que ele é, e menos ainda como ele se manifesta, como se pode proibir que os professores o ensinem? E como podem os professores ensiná-lo?
Recebe o comunismo inúmeros, infinitos nomes. Os comunistas ressignificam as palavras, e fazem uso da retórica para vender gato por lebre. O comunismo atende pelo nome de social-democracia, socialismo cristão, democracia, liberalismo, neoliberalismo, capitalismo, maradonismo, fã-clube de Guerra nas Estrelas; enfim, qualquer nome que sirva para apresentá-lo com uma figura carismática, adorável, amável, ao povo (ou grupo, ou classe) que se deseja manipular e usar como bucha-de-canhão. Além do mais, muitos comunistas não se dizem comunistas; muitos dentre eles se dizem democratas, cristãos, defensores da liberdade. Há quantos comunistas dentro da Igreja, a pregar o Evangelho, deturpando-o, e corroendo-a, e destruindo-a, e, ludibriando os simplórios fiéis, cooptando-os para um movimento revolucionário que tem em seu fim a eliminação de tudo o que eles amam?
É o comunismo proteiforme, ser mimético; assume infinitas formas, inclusive as dos seus inimigos; e por estes se fazendo passar, enganam, e destróem, até o mais perspicaz dos homens.
*
Proibir-se a apologia do comunismo, sim. Do mesmo modo que se deve proibir a do nazismo e a do fascismo, e a de qualquer outra ideologia. Deve-se proibir a apologia de todo sistema de pensamento, ideologia, socialismo, comunismo, nazismo, capitalismo, liberalismo. E não se faz aceitável que, nas salas-de-aula, professores ensinem seus alunos a idolatrar personagens caros aos revolucionários comunistas, e a se prosternar diante de símbolos de movimentos políticos, seja a suástica, seja a foice-e-o-martelo.
Professores têm de expor, com imparcialidade, as idéias fundamentais, elementares, das principais correntes de pensamento político-ideológico, e a história delas, o que só podem fazer se dotados de boa formação intelectual; infelizmente, muitos deles, desconhecendo-as, se de boa vontade, e bem intencionados, resumem seu papel na sala-de-aula a repetir lugares-comuns, platitudes, nem sempre com a postura apropriada. Se diz o professor “No socialismo, um órgão central, o Estado, planeja e controla as atividades econômicas, e no capitalismo são as atividades econômicas livres de planejamento e controle centrais.”, ele não faz juízo de valor. Mas se ele diz “O socialismo produz justiça social e igualdade entre homens e mulheres, e o capitalismo, injustiça social e desigualdade.”, ele faz, sem o saber – se bem-intencionado, mas destituído da formação intelectual que lhe permitiria fazer uma exposição correta -, juízo de valor entre os dois, vou assim dizer, sistemas, favorável ao primeiro, certo de que apresentou-os com imparcialidade; mas, se mal-intencionado, ciente de que tomou posição favorável ao primeiro, jamais adota a postura de quem se dispõe a ouvir voz destoante, e nunca apresenta exemplos das obras meritórias dos socialistas, e se diz imparcial porque falou dos dois sistemas, e não apenas de um, o socialismo.
*
É o comunismo movimento revolucionário. E o anticomunismo, cujos agentes, usando dos artifícios dos comunistas, e alegando combater o comunismo, manipulam as massas, para cooptá-las, alimenta o movimento revolucionário, pois equivalem-se a mentalidade revolucionária dos comunistas e a dos anti-comunistas.
Retroalimenta-se o movimento comunista durante o embate entre comunistas e anti-comunistas, estes a usarem dos expedientes políticos daqueles.
Os conservadores revolucionários, seres que se reproduziram exponencialmente, no Brasil, nos quatro lustros que abrem o século XXI, adotam políticas contraproducentes, pois, de mentalidade revolucionária, estão a alimentar o monstro contra o qual dizem lutar. Usam das armas, reprováveis, muitas delas criminosas, que os comunistas usam, para manipular, e não instruir, o povo, as massas, as classes, as minorias.
Comunistas e anti-comunistas participam de um aparelho de moto-contínuo.

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