É a Rússia que aponta armas nucleares para a OTAN, ou é a OTAN que aponta armas nucleares para a Rússia?

Tem a história, que ora assistimos, um herói? E um vilão, um daqueles malévolos, comuns em filmes de espionagem exageradamente aventurescas, dispostos a destruir o universo, e exterminar os humanos, para escravizá-los, e colonizá-lo?

Nestes meses que correm desde que se deflagrou a guerra, em Fevereiro, no território ucraniano, e mesmo antes, li artigos, de inúmeros autores, cada qual a dar, dela,observando-a de uma perspectiva, um parecer, alguns sensatos, outros insensatos – todavia não eu não soube dos insensatos distinguir os sensatos, e inclinar-me a ver nestes sensatez, e naqueles insensatez, e muitos dos sensatos, avaliando-os em retrospectiva, aparentemente revelaram-se-me sensatos, e os sensatos insensatos -, todos a entenderem cada qual que era a sua tese a correta e a esculacharem quem defendia uma que dela distinguia-se. E ouvi muitas pessoas, acadêmicos, historiadores, estrategistas militares, todos, em palavras faladas, a externarem muitas idéias que se assemelhavam, e muitas que se identificavam em tipo e grau, com o que estava escrito nos artigos que li.

Não sou correto ao afirmar que toda pessoa que falou da guerra na Ucrânia defendeu com unhas e dentes sua tese, dando-a a correta, e negando-se a ouvir, e atentamente, e respeitosamente, uma que seja, que se lhe opusesse, ou que simplesmente que lhe negasse a correção de certas análises. Ouvi alguns militares, e li alguns textos, de intelectuais, de historiadores, de simples leigos curiosos, a teceram comentários sensatos, deveras sensatos, acerca do que se passa no coração da Europa, pedindo àqueles que do assunto tratam que tenham cautela ao do assunto tratar, pois as infornações que nos chegam não sabemos se correspondem aos eventos, e eventos reais, e não fictícios, sucedidos na área em conflito e nos bastidores dos edifícios dos governos de Moscou, Kiev, Londres, Wasghington, Berlim, e dos de outras nações diretamente envolvidos no arranca-rabo global. Cautela e caldo de galinha nunca são demais, disse, num texto, um dos personagens que trataram do assunto. Sensato. Pediu prudência aos que se ocupam da questão, e recebeu, em troca, ofensas e o desprezo dos que estão certos de que de tudo que a ela se relaciona estão inteirados.

Desde o prefácio, vi gente a defender Putin, e gente a defender Zekenski, e gente a dizer que é a guerra um conflito entre a Rússia e a Ucrânia, e gente a dizer que ela se dá entre a Rússia e a OTAN; e gente a declarar que não passa o entrevero de uma farsa, o discurso belicoso de todos os agentes envolvidos matéria fictícia de um teatro de marionetes de mal gosto; e vi gente a dizer que iria a Rússia dominar, devido a sua superioridade militar, em poucos dias, a Ucrânia, e gente a declarar que a Rússia iria à bancarrota, os russos se sublevariam contra Putin, e os magnatas russos lhe encomendariam o caixão e lhe preparariam as exéquias, as carpideiras a executarem sua tarefa dramática; e gente a afirmar que as sanções econômicas teriam um bom fim, isto é, o fim da Rússia, e gente a declarar que Zelenski seria abandonado pelos que o sustentam em Kiev. E agora estou a ver que pairam sobre as nossas cabeças as armas nucleares, que, se atendessem ao desejo dos cavaleiros do Apocalipse, já teriam se detonado em 2.021.

Li, e ouvi, que o Putin ameaçou a OTAN: vai disparar armas nucleares contra Berlim, Paris, Londres, Kiev, Washington, e outras capitais de países membros da OTAN. Li, e ouvi, que Biden ameaçou a Rússia: vai disparar um bom punhado de armas nucleares contra Moscou e outras metrópoles russas. Quem está com a verdade? Quem está com a mentira? Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe.

Eu só posso lamentar pelas vidas que se perdem nesta guerra entre gente poderosa que em defesa, não apenas de seus interesses mesquinhos, mas de seu sonho em moldar o mundo cada qual à sua imagem e semelhança – e para tanto tem tal gente de assumir o controle absoluto de tudo o que há, da vida de todos os seres vivos.

Li aqui e ali, e aqui e ali ouvi, que de um lado da guerra, e guerra a nível global, estão os metacapitalistas, os donos do Grande Capital, pessoas que têm mais grana do que duzentos Tio Patinhas, seres cujo objetivo primordial é erigir um governo global totalitário, criar a Nova Ordem Mundial, os globalistas financistas ocidentais, e, do outro, as pessoas que lhes resistem ao avanço, pessoas que defendem as soberanias nacionais, o direito dos povos. Para uns, estão Trump, Putin, Xi, e, correndo pelas beiradas, Bolsonaro, unidos, contra os banqueiros internacionais que mandam e desmandam em países inteiros, homens poderosos, herdeiros de fortunas dinásticas, que têm nas suas mãos, nelas comendo migalhas, presidentes de repúblicas e reis e príncipes.

Sigamos a acompanhar os próximos capítulos desta emocionante novela, cientes de que não conhecemos o roteiro, e não sabemos quem são os personagens principais, os coadjuvantes, os figurantes, e tampouco qual é o papel de cada um deles na trama.

Michelle Bolsonaro, a beleza, e as pessoas mal-amadas.

É bela, charmosa, elegante, a senhora primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, esposa do nosso querido presidente Jair Messias Bolsonaro, um ser híbrido o nosso ilustre Capitão Bonoro, misto de ogro dos bem chucros e civilizado estadista.

Em viagem à Inglaterra, para a cerimônia de sepultamento da falecida Rainha Elizabeth, querida de todos, o casal Bolsonaro, o presidente Jair Messias Bolsonaro, acompanhado de sua esposa, a Michelle Bolsonaro, deu um show de elegância – e mais do que o presidente, de todos chamou a atenção a primeira-dama brasileira, cujo look fê-la, na opinião de não poucas pessoas de bom gosto, tão charmosa, tão elegante, tão linda, quanto a lindíssima, uma bonequinha de luxo, Audrey Hepbrun, e a igualmente charmosa e elegante Jacqueline Kennedy Onassis. Todos lhe admiramos o bom gosto, o charme, a beleza, e nos encantamos. Todos, os sensatos, homens e mulheres, de bom-gosto, de bem com a vida. Todavia, há em nosso mundo os imundos, os tipos desavergonhados, de mal com a vida, gente que vê beleza na feiúra, gente que a beleza ofende, gente que tem no grotesco, no arabesco, no hediondo, no horrível, no depravado beleza, gente que tem na desarmonia harmoniosa, gente, enfim, de uma doentia mentalidade, mentalidade deturpada. E estes tipos, que louvam barangas de sovaco peludo, que amam tribufus que impudicamente exibem-se em público o sangue menstrual a escorrer-lhes pelas pernas peludas, estes tipos, enfim, ofenderam-se com a beleza, o charme, a elegância de Michelle Bolsonaro.

Imaginemos o mundo, os horrendos espécimes humanos, aqueles tipos que estão a torcer o nariz para a primeira-dama brasileira, a imporem-se a todos os homo sapiens!

Vida longa à Michelle Bolsonaro.

Biografias de gênios da ciência, em poucos minutos.

Conheci, há poucos dias, no Youtube, um canal com vídeos de temas científicos, Verve Científica, que oferece vídeos curtos, de três, quatro, cinco minutos, cada um deles com uma resumida biografia de um cientista respeitável. Assiste os que os autores dedicaram a Leonhard Euler, Gottfried Leibniz, Nikola Tesla, Niels Bohr, Srinivāsa Rāmānujan, John von Neumann, Henri Poincaré, Georg Cantor, John Nash, Louis de Broglie, Charles Babbage, Stephen Jay Gould, Max Planck, e aos brasileiros Vital Brazil, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, César Lattes, Adolfo Lutz e José Leite Lopes. Trazem, cada um deles, notícias interessantes e curiosidades acerca do personagem biografado.
Àqueles que desejam saber de personagens da ciência algumas notícias, poucas, é o canal Verve Científica um prato cheio. A existência deste e de outros canais obrigam-me a concluir que as pessoas que, tendo acesso à internet, não adquirem conhecimentos porque não querem, não se interessam em adquiri-lo.

Medeiros e Albuquerque, Júlio Ribeiro, João Ribeiro e Valdomiro Silveira.

A literatura brasileira tem preciosidades que os brasileiros desconhecemos, e obras que, mesmo de pouco valor, merecem que a existência delas lhes seja do conhecimento.
Nestes dias, de duas semanas até hoje, li quatro livros, cada um de um escritor, que me agradaram. São os livros “Surpresas…”, “Procelárias”, “Fabordão” e “Leréias”, cujos autores são, respecticamente, Medeiros e Albuquerque, Júlio Ribeiro, João Ribeiro e Valdomiro Silveira.
Os quatro livros acima citados, que me chegaram às mãos por vias acidentais, são edições antigas, de há décadas; têm suas folhas amareladas, estão em ortografia outra que não mais se usa – e o de Valdomiro Silveira, escangalhado, e sem a capa posterior, das folhas as bordas desfazendo-se em minúsculos fragmentos – seus antigos donos não lhe haviam zelado pela integridade. O de Medeiros e Albuquerque, uma reunião de contos, não é uma obra de monta; pouco valor literário tem; todavia, dos contos dois agradaram-me imensamente, “O Gatuno” e “Freudismo”, o primeiro a cuidar do quão injusta pode ser uma pessoa que se precipita ao julgar e condenar os atos alheios, o segundo a trazer à tona o que hoje em dia se convencionou chamar mensagem subliminar, oculta nas peças publicitárias. O de Júlio Ribeiro apresenta uma reunião de artigos, que versam, uns, sobre política, outros, armas – e nos primeiros ele se revela um republicano intransigente e feroz em seu sonho de separar do Brasil o estado de São Paulo; e de brinde ao leitor uma ode, em prosa, a Camões. E Camões é, também, o tema de um dos artigos reunidos no livro de João Ribeiro, êmulo de Rui Barbosa; além deste artigo, o autor presenteia o leitor com percucientes comentários acerca de Nietzsche e, com a autoridade que lhe compete, dá-lhe proveitosas aulas de filologia. E é o livro de Valdomiro Silveira, dos quatro dos quais nesta obra breve dediquei atenção, o que mais me agradou; conta os narradores curiosidades do cotidiano de caipiras paulistas; são contos interessantes, recheados de cultura popular, vazados num linguajar típico dos rincões do Brasil, de pessoas que, de pés no chão, vivem com os pés no chão. É Valdomiro Silveira o pioneiro da literatura regionalista brasileira, e no crepúsculo do século XIX. Para mim é o autor uma novidade, uma extraordinária surpresa. Lê-se Leréias com encanto. E não se esquece o editor de oferecer ao leitor um glossário caipira.

É o Joe Biden doido-de-pedra?

Maurício Alves, num artigo de sua autoria, Uma Farsa Chamada Biden, publicado, em sua newsletter da Substack, no dia 7 de Setembro de 2.022, faz ver seus leitores se é Joe Biden (ou Brandon) o louco que quem acompanha as coisas do Tio Sam pensa que ele é, ou se ele está a fingir-se de lelé para humilhar o povo americano. Levantou tal conjectura o autor após assistir a um vídeo no qual o presidente americano (ou seu avatar, vá saber!), num cenário que remete à famosa cena do filme V de Vingança, desempenhar com invejável desenvoltura o papel para ele escrito. Entende o autor do artigo que uma pessoa inegavelmente maluca, senil, jamais representaria, com a perfeição com que o Joe Biden o fez em tal vídeo, o seu personagem.

Ficamos assim, dada correta a tese que Maurício Alves esposou: Joe Biden, o presidente americano, e não o Brandon, encenou suas quedas ao subir em aviões, sua queda de bicicleta, suas saudações a fantasmas, enfim, suas atitudes amalucadas. Tese verossímil?! Tese inverossímil?! Conjectura de um terraplanista teórico de conspiração?! Ora, penso que o que é entendido como inverossímil pode não o ser, e o que é visto como verossímil talvez não o seja.

Lula, fada madrinha dos ricos

Diz a lenda que o Lula é o pai dos pobres, além de o dono do Brasil, o homem sem pecados, herói nacional que luta contra o grande capital neoliberal do mercado financeiro, e dos banqueiros, que lucram bilhões com capital improdutivo e especulativo.
Se é verdade, ou não, o que a lenda ensina, eu não sei; sei, no entanto, que, ao fim do governo dos petistas, souberam os brasileiros que haviam no Brasil cem milhões dos descendentes de Cacambo e Lindóia que não usufruíam dos benefícios de um salutar sistema de saneamento básico, e, também, que os bancos nacionais, que são poucos, colheram durante a era lulista lucro bilionário, enquanto os pobres cidadãos da Terra de Santa Cruz viviam à míngua.
Anteontem, 15 de Janeiro, li notícia de estarrecer… Mentira. Não é de estarrecer. O que a notícia traz não me surpreendeu: Os banqueiros nacionais estão a favor do filho do Brasil, do mais ilustre deles, o Luís Inácio, a Idéia, que, para muitos, é o dono do Brasil, cujas obras, em especial a de transposição de águas do Velho Chico, o Bolsonaro ousou concluir. Compreensível. E tem mais: Os banqueiros odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro. Ora, também é compreensível, afinal ele reduziu os juros do cheque especial, e consideravelmente, tirando dos banqueiros uma formidável fonte de lucro fácil; e implementou o PIX, que afetou, consideravelmente, o setor bancário e o de operadoras de cartão de crédito, assim das mãos dos banqueiros tirando outra fonte de lucro fácil; e criou o Fintech, favorecendo os cidadãos pobres, que, até então à margem do sistema bancário nacional, agora contam com acesso fácil aos serviços financeiros. O presidente Jair Messias Bolsonaro está, juntamente com o seu Posto Ipiranga, a pôr um fim ao oligopólio dos cinco, ou seis, grandes bancos brasileiros, favorecendo, assim, os cidadãos mais pobres das camadas sociais brasileiras mais baixas. E não falei das revogações, assinadas pelo nosso querido Capitão, de milhares de regulamentos que só serviam para infernizar os brasileiros.
Que se conceda ao senhor Luís Inácio o título de fada madrinha dos ricos.

Cuscuz Clã, e Impotência é Morte. Vivendo e aprendendo.

Dá-nos a vida lições edificantes, o tempo todo, desde que estejamos abertos aos ensinamentos que ela tem a nos dar. E sempre que quer nos ilustrar, ensinar-nos valiosas, inestimáveis lições, ela escolhe, dentre os bilhões de seres humanos que habitam a Terra, aqueles que são os mais bem capacitados para no-las ensinar. E hoje, após o espetacular 7 de Setembro deste histórico ano de 2.022, festa cívica que contou com a participação de dezenas de milhões de brasileiros de todos os universos, a vida, por intermédio de duas pessoas extraordinárias, uma jornalista, a outra um político dos mais conhecidos dos brasileiros, ensinou-nos que está na Bandeira Nacional escrito “Independência ou Morte” e que há, no Brasil, um grupo racista chamado Cuscuz Clã, ou Cuscuz Clan, ou Kuskus Klan (desconheço a ortografia correta). O primeiro ensinamento deu-nos a vida pela boca da jornalista em alusão, jornalista que, dizem as más-línguas, quis, ao falar, após a inestimável lição, Impotência é Morte, fazer graça e pisar no presidente Jair Messias Bolsonaro: quis ela, com um trocadilho, Impotência é Morte, que remete a “imbrochável”, ou “imbroxável”, do folclórico e proverbial presidente brasileiro, homem de irrivalizado talento poético nativo que tem apenas um êmulo, Gonçalves Dias, e que com o dom poético que herdou, no berço, dos aedos, dos bardos e dos menestréis, já nos presenteou com imagens poéticas a evocarem jacarés e casamentos e ovos queimados na frigideira, o presidente reprovar, mas em vez de dizer que foram as históricas palavras “Independência ou Morte” saídas da imperial boca do donjuanesco Dom Pedro I, o Rei Cavaleiro de um livro de Pedro Calmon, disse que elas estão impressas na Bandeira Nacional. Ignoremos as más-línguas, e aprendamos a lição que a vida, por meio da premiada jornalista, nos deu.

A segunda lição, que a nós seres ignorantes deu-nos a vida, por via daquele político que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro, faz evocar uns tipos muitos desprezíveis, os racistas, supremacistas brancos da Cuscuz Clã, que ora invadem a terra do povo gentil, miscigenado, povo de caboclos, cafuzos, mamelucos, sertanejos, mulatos, morenos, caipiras, gaúchos, barés, capixabas, e outros tipos humanos que por estas terras em que se plantando tudo dá encontram-se aos punhados.

Oxalá dê-nos a vida outras lições que nos elevem às culminâncias da cultura universal!

Os bolsonaristas, usurpadores dos símbolos nacionais.

Dizem os anti-bolsonaristas, que, antes do advento do Capitão Bonoro na alta política brasileira, eram unicamente esquerdistas, muitos deles petistas, outros tucanófilos, e não raros eram os pisólistas, e alguns de outros tipos facilmente encontráveis na fauna política tupiniquim, que o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus fiéis súditos, os bem-humorados e amáveis bolsominios, estão a usurpar, ou já o fizeram, os símbolos nacionais e as cores da Bandeira Nacional. Ora, sabe todo cidadão nascido em terras pedrocabralinas que a Bandeira do Brasil, criação de Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares, e suas cores, em especial a verde e a amarela, sempre estiveram à disposição dos brasileiros, e de todos os brasileiros, ressalte-se este detalhe, dos brasileiros de todos os sexos, de todas as camadas sociais, de todas as profissões, de todos os credos, de todos os carnavais, de todos os amantes tupis do ludopédio, o mais popular esporte universal, que fez a fama dos talentosos Pelé e Garrincha. Ninguém, e nenhuma lei, neste país uma vez que seja tenha proibido os brasileiros de em público desfraldarem a Bandeira Nacional, e tampouco entoar o Hino Nacional Brasileiro, cuja letra é de Joaquim Osório Duque-Estrada e cuja música é de Francisco Manuel da Silva. Agora, o presidente, e antes do presidente o homem, Jair Messias Bolsonaro, que muito bem quer o Brasil, que é o seu berço, assume, publicamente, uma postura corajosa, destemida, mesmo, de amor pelo seu país, a exibir deste dois de seus símbolos maiores, e os anti-bolsonaristas, a cuspirem perdigotos de enxofre saído da cloaca do inferno, estão a manifestar, não apreço e amor, como assim querem, em vão, dar a entender, pelo Brasil, mas ódio pelo presidente brasileiro e os apoiadores deste. Ora, sabe-se que, nas últimas décadas, na data em que se comemora o 7 de Setembro, a Independência do Brasil, uma data cívica nacional, os esquerdistas, que jamais amaram o Brasil, esgoelavam o Grito dos Excluídos, sempre a condenarem a pátria pelas mazelas cujas origens encontram-se nas políticas nefastas de revolucionários de todos os naipes, e não no Império, na biografia de Dom Pedro I, e menos ainda em Pedro Álvares Cabral. Que a verdade seja dita: os esquerdistas – que hoje em dia também atendem pelo apelido anti-bolsonaristas – têm olhos exclusicamente para a ideologia e odeiam de morte o Brasil e seu povo.

A Bandeira do Brasil e o Hino Nacional Brasileiro sempre estiveram à disposição das gentes que hoje acusam o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus leais bolsominions de os tê-los usurpados. Que elas os usassem, se respeitosamente, com liberdade; todavia, jamais o fizeram. As cores da Bandeira Nacional sempre as envergonharam; preferiram – e ainda preferem – vergar o vermelho, rubro de sangue de milhões de humanos que encontraram a morte nas gulags siberianas e de milhares de humanos atingidos, na nuca, ao paredón, por balas que as cuspiram fuzis empunhados por revolucionários e de milhões de outros, em dezenas de países, desde há cem anos, do que o verde e o amarelo da Bandeira Nacional. Em manifestações esquerdistas, vê-se oceano de bandeiras com logotipos de partidos políticos, sindicatos e organizações não-governamentais, onipresentes – e os símbolos nacionais estão ausentes, sempre. Amassem o Brasil, respeitassem os símbolos brasileiros, e em particular a Bandeira Nacional, reprovariam, e com seriedade e firmeza, a cantora que, em outras terras ocidentais, ao norte do Equador,pisoteou, desrespeitosa, e indecentemente, a Bandeira Nacional. Ouviu-se, no entanto, da boca dos anti-bolsonaristas, o silêncio sepulcral. Compreensível. Eles não quiseram que os confundissem com os bolsonaristas.

“Mas” e “apesar de”, o Bolsonaro, e a má-fé e a má-vontade dos anti-bolsonaristas.

Já é o caso de internação compulsória em casa de Orates, ou, dizendo em vernáculo camoniano, em casa de gente doida de pedra, maluca, biruta, lelé, dodói da cabeça.
Sempre que estão numa situação que não lhes é do agrado, conhecedores de ótimas notícias, sendo obrigados a, infelizmente, dá-las, na inexistência de péssimas notícias, aos brasileiros deste e de outros quadrantes do universo, os anti-bolsonaristas inserem uma conjuncão adversativa, o já proverbial e folclórico Mas, personagem que adquire ares de entidade mágica onipresente na milenar cultura brasílica. E por que o Mas, e não o Porém, o Todavia, e outras figurinhas de igual quilate? Talvez seja restrito o vocabulário dos autores das peças que se convencionou chamar jornalísticas – e talvez eles também não sejam íntimos do Pai dos Burros, de um Dicionário de Sinônimos e de outros monstros mitológicos, lendários em terras tupiniquins. De tanto empregarem o Mas, que este se cansou de fazer papel de bobo. Chega! Basta! Esbravejou o dito cujo, que se recusou a exibir a sua beleza ao mundo e deixar-se usar por azêmolas acéfalas. Ia o jornalista a escrever o título de uma peça jornalística, assim a iniciando: “A economia brasileira cresceu três por cento em relação ao ano anterior (…)”. E detinha-se o profissional das notícias, e após alguns segundos a pensar com os seus botões, prosseguia, recorrendo ao amigo fiel de toda obra: (…), mas ainda não atingiu o patamar de 2.002.”. E tal se viu vezes incontáveis nestes anos de governo Jair Messias Bolsonaro. Já está o senhor Mas desgastado; é ele, hoje, alvo de piada; o povo brasileiro está, ao reconhecê-lo, onde quer que ele esteja, a apontá-lo, e a rir-se dele, a bandeiras despregadas. A reputação do hoje mais popular membro da família Conjunção Adversativa não foi enodoada por ele, mas pelas pessoas que dele fazem mal uso. Agora, parece, e tudo dá a entender, cientes de que Mas não é mais útil, os anti-bolsonaristas foram buscar à família Locução Prepositiva um aliado, e aliciaram o Apesar De, que lhes serve para os mesmos fins, e em algumas peças jornalísticas já se lê: Apesar de seu bom desempenho, o setor de construção civil ainda está abaixo do desempenho de 2.014.
Quem me chamou a atenção para este fenômeno sui generis, um misto de jabuticaba e pororoca brasileiras, foi João Luiz Mauad.
Nota de rodapé: não reproduzi, nesta pequena obra-prima, menhum título de nenhuma reportagem; limitei-me a expor o fenômeno – ou femônemo, assim se diz por aí.

Fique em casa; o Bolsonaro e o Guedes nós os culparemos depois.

No longínquo ano de 2.020, de triste, e constrangedora, memória, não poucas pessoas, facilmente sugestionáveis, de cabeça baixa, os joelhos dobrados, a suplicar aos órgãos competentes – competentes em sua iniquidade – ordens desarrazoadas que as escravizassem, esmagadas, trituradas em seu ser, no âmago de sua alma, pela mídia televisiva e internética, estribilhou, doentia, e histericamente, o poema, saído de uma cabeça doentiamente má, “Fique em casa; a economia a gente vê depois.”, certas de que “Fique em casa” era sinônimo de paralisação das atividades econômicas, e “a economia a gente vê depois” de crise econômica, e não podem, hoje, tergiversar: sabiam o que pediam, e o que desejavam, dispostos a, para pouparem vidas, que a vacina iria salvar, enfrentar, depois, depois de ficarem, a economia, que se depararia com dificuldades sem conta, que foram previstas quando a história do ano de 2.020 se principiava. Que a economia brasileira sofreu um golpe, e tombou, é fato; e é fato, também, que as previsões, feitas por especialistas, que reproduzem o que as pesquisas indicam, e seguem a ciência, previsões que, tão agourentas, anteviram desastre econômico sem igual na história do Brasil, não se concretizaram, para o bem do Brasil, para a alegria – e alegria agridoce – dos brasileiros, e para tristeza dos que encontraram no episódio codiviano uma oportunidade imperdível de fazer em terras brasileiras o inferno. Organismos internacionais anteviram um tombo de 9% do PIB nacional; e o que se viu foi um de 4%. Tal cenário, não tão ruim quanto o previsto, provocou, ainda assim, imensos males aos brasileiros, que, aos milhões, após perderem o emprego, sob sol e chuva, enfrentaram, humilhados, durante horas a fio, o desgaste, emocional e físico, em filas quilométricas de bancos oficiais, para retirarem, uns, o auxílio governamental, outros as economias acumuladas durante os anos de trabalho. A taxa de desemprego da população economicamente ativa foi à estratosfera, milhões de brasileiros a amargarem vida de desocupados e a viverem de pouco, mas indispensável, dinheiro, durante meses, até atravessarem os dias de vacas-magras, que ninguém sabia quantos seriam, pois eram muitos, uma legião, os políticos dispostos a prolongarem o sofrimento do povo para, ao final da história, amealharem os seus dividendos políticos -tudo indica que eles, e não todos eles, deram com os burros n’água. E tal estado, de, para muitos, desesperança, estendeu-se por meses, que vieram a completar um ano, e prosseguiu além. E não demorou, arrefecendo-se a epidemia – e não estou convencido de que enfrentamos uma epidemia causada por um vírus -, a brotar, de todos os cantos, vozes, saídas das profundezas da Terra, a bradarem, veborrágicas, contra o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, que, amalgamados, constituem um monstro mitológico, lendário, o Bolsoguedes, para alguns espécime terrivelmente devastadora, para outros um ser benfazejo, as críticas mais acerbas, as acusações mais humilhantes, deles fazendo os únicos responsáveis pela crise econômica que o Brasil então enfrentava, o desemprego em níveis insustentáveis, os juros altos, o dragão da inflação, insaciável glutão, a devorar pessoas, e a queimar-lhes o pouco do dinheiro que elas conservavam em mãos, e a moeda corrente nacional, o Real, a adquirir ares de substância tóxica. Esqueceram-se, e, parece-me, convenientemente, que já era esperada a crise econômica, crise, esta, o “depois” do poema que recitavam, todo santo dia, no café-da-manhã, no almoço, no café-da-tarde, na janta, e ao acordar e ao dormir, enfim, em todas as horas do dia, “depois” que, sabiam, seria – e agora era – a consequência inevitável do “fique”. Falhou-lhes a memória, aqui.

E dá-lhe “Bozo genocida!”, “Guedes incompetente!”, “Bozo destrói economia do Brasil!”, “Guedes vagabundo!” “A economia brasileira está um desastre!” Desandava a economia brasileira. Profetizava-se a bancarrota do Brasil. E não acabou-se a história. Transcorreram-se os meses. O Real, outrora tóxico, valorizou-se, o PIB enriqueceu-se, o mercado de trabalho tangencia a situação de pleno emprego, o dragão da inflação está domado, os juros sob controle. E os Fique em Casa, diante do cenário que não lhes corresponde ao que previram, e, não erro em dizer, desejavam, estão, agora, a, em vez de reconhecer os méritos do Bolsoguedes, a comparar o desempenho econômico do Brasil com os de países que se saíram melhor da crise que a todos os países abateu, para desmerecer o trabalho, e trabalho de peso, valioso, do presidente e seu Posto Ipiranga.

Bolsonaro, a moeda corrente, e o dinheiro vivo. Campanha difamatória.

E vamos nós de novo! Um repeteco de há não sei quantos anos. Canta a musa, e musa helênica, de tempos imemoriais, que o mundo não dá voltas: capota. E capota que é uma beleza. E o Brasil da força de tal movimento revolucionário não escapa.

Está a imprensa, e após o fiasco, com direito à paradinha, diante das câmaras, do principal rival do presidente brasileiro, a noticiar uma história do cão: o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – que, além de milicianos constituem um clã, dizem por aí – compraram, e com dinheiro vivo, com dinheiro em espécie – de qual espécie ainda não se sabe -, segundos algumas versões, cinquenta e sete imóveis, e de acordo com outras,cento e dois, e conforme uma terceira, cinquenta e um. Noticia-se tal, e dissemina-se, os quatro ventos a espalhar, em insinuações maldosas, que a família – ou clã – lavou dinheiro – e provavelmente muito bem lavado – numa lavanderia miliciana. Haja paciência! Foram dezenas de imóveis, talvez uma centena, envolvendo, e em dinheiro vivo, vejam vocês! milhões e milhões da moeda corrente nacional, o Real. Epa! Pausa, para reflexão! Parem a Terra, que eu quero descer! Moeda corrente é o mesmo que dinheiro vivo, vivinho-da-silva?! Real é a moeda corrente no Brasil, país onde não é corrente o iene, nem o renminbi, nem o tugrik, nem o metical, nem o kwanza, nem o kina, nem o dracma. Moeda corrente não é o mesmo que dinheiro vivo, ou dinheiro em espécie. Mas, todavia, no entanto, porém, os detratores do presidente Jair Messias Bolsonaro desconhecem as distinções entre os dois conceitos de moedas. Coitadinhos! Eles são ignorantes. Não usam de má-fé – e quem pensa o contrário é genocida e misógino – para vilipendiar o presidente do Brasil. Longe disso! São almas imaculadas, tadinhos.

Poderíamos exortar aqueles que estão – e devemos presumir que involuntária, e inocentemente – a difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – ou familícia (lembrei-me, agora, desta), segundo seus oponentes – a verificarem quem são os personagens elencados na categoria Família Bolsonaro, a identidade deles e se de fato aos Bolsonaros pertencem,ou se são apenas uns agregados; e durante quantos anos Jair Messias Bolsonaro e os de seu sangue transacionaram os imóveis – sejam eles algumas dezenas ou uma centena -; e se as compras são compatíveis com a renda do Bolsonaro sênior e seus herdeiros; e qual é o conceito de moeda corrente nacional e o de dinheiro vivo; e se o clã – fica elegante assim, não fica? -, se o clã Bolsonaro ainda está de posse de todos os imóveis que afirmam ser dele.

Não sei se penso certo, se errado, se certo e errado, se nem certo nem errado, mas acredito que, durante quarenta anos de atividade parlamentar, o cidadão brasileiro que atende pelo nome Jair Messias Bolsonaro tenha amealhado uma fortuna razoável – e parece-me que é ele um homem de hábitos frugais, parcimonioso. E é provável que os filhos dele, o Zero-Um, o Zero-Dois e o Zero-Três, adultos e bem situados, também tenham renda condizente com o patrimônio registrado. Para sanar quaisquer dúvidas que porventura escoiceia os miolos dos detratores da Família Bolsonaro, à disposição o Leão da Receita.

Má-vontade anti-bolsonarista

É tanta a má-vontade dos anti-bolsonaristas em reconhecer os méritos do presidente Jair Messias Bolsonaro que me pergunto se é o caso clínico, patológico.
Dentre eles, há os que dizem que o presidente Jair Messias Bolsonaro nada fez que beneficia o brasileiro pobre, o pobre povo brasileiro. Em que mundo vivem tais pessoas? Em qual dimensão? Não ouviram elas falar do Auxílio Emergencial, do Pronampe; e da apreensão de drogas e de bens de traficantes; da redução dos casos de assassinatos (que no governo Bolsonaro caíram da casa dos 60.000 ao ano para a dos 40.000 – número ainda elevado, é verdade, para um país de duzentos milhões de habitantes); e do Titula Brasil, programa de reforma agrária que já entregou a quase quatro centenas de milhares de famílias brasileiras o título definitivo de posse de terra na qual elas vivem há décadas, em alguns casos há duas, três gerações? E não ouviram os anti-bolsonaristas falar do trabalho, louvável, admirável, de Sérgio Camargo à frente da Palmares, e do de André Porciuncula na Secretaria da Cultura, e do de Carlos Nadalin na Secretaria de Alfabetização, e do de Rafael Nogueira à frente da Biblioteca Nacional; e do trabalho que se desenvolve na Ceagesp, e na Caixa Econômica Federal, e na Petrobras, e em muitas estatais, ora lucrativas? (Quanto ao Sérgio Camargo, ele chegou a propor a mudança do nome da Palmares. Que nome seria apropriado: Princesa Isabel, ou André Rebouças?).
E o que falar do trabalho da ministra Damares Alves à frente do Ministério da Família e da Mulher e do da ministra Teresa Cristina à frente do Ministério da Agricultura? E quantos elogios merece o ministro Paulo Guedes, o nosso Posto Ipiranga?
Em um dos momentos mais sensíveis da história brasileira – e da história universal -, quando, em nome do combate a um vírus, políticos e metacapitalistas decidiram agir para levar à bancarrota economias nacionais, o governo Jair Messias Bolsonaro, após um tombo em 2.020, ergueu-se, recompôs-se, revigorou-se, encorpou-se, e empurra o Brasil para um futuro alvissareiro, digam o que quiserem os anti-bolsonaristas, que estão, também eles, mesmo que não dêem o braço a torcer, a usufruir do sucesso do governo do homem, o Jair Messias Bolsonaro, que eles tanto odeiam.
Diante do cenário favorável e da perspectiva de significativas melhoras econômicas e sociais nos meses e anos vindouros, os anti-bolsonaristas, ao darem boas notícias, pronunciam, indefectivemente, a conjunção adversativa “mas”, que lhes serve como uma luva para todo discurso. Torcem o nariz para o sucesso do governo Jair Messias Bolsonaro, e, pior, enraivecem-se sempre que têm notícia, que não pode desmentir porque verdadeira, dos bons ares que o governo do Capitão está a mover.
Contra o presidente, além dos traidores, hoje personagens folclóricos que o povo despreza, lutaram presidentes dos poderes legislativos e ministros da alta corte do judiciário e profissionais da mídia, pessoas que agem tais quais sapadores.  E segue adiante Jair Messias Bolsonaro.
É óbvio que nem tudo são flores no governo Jair Messias Bolsonaro. Pesando-se, no entanto, em duas balanças, em uma as políticas boas do governo Bolsonaro, em outra as ruins, chega-se à conclusão de que aquela pesa mais, muito mais, do que esta, principalmente se se contextualizar as políticas do governo federal na realidade vigente, e não em um mundo abstrato, ideal.
E os anti-bolsonaristas não se vexam de cuspir, virulentos, na cara do presidente Jair Messias Bolsonaro: “Nazista! Fascista! Genocida! Matou  seiscentos mil brasileiros!” A ladainha de sempre.

Líderes da CPI Covid

Os três líderes da CPI do Covid-19 deram com os burros n’água. Não emplacaram a narrativa que dá o presidente Jair Messias Bolsonaro o responsável principal, e único, pela morte de mais de seiscentos mil brasileiros pelo Covid. Levaram o caso às cortes internacionais, e deram com o nariz na porta. Acreditaram os três nobres senhores que as suas demandas as cortes internacionais as acolheriam. E um dos três aristocratas tupiniquins quis porque quis outra CPI do Covid. E houve políticos que desejaram outra CPI das Fake News. Destas duas séries televisivas da política brasileira, ambas na primeira temporada, os inimigos do presidente Jair Messias Bolsonaro não conseguiram jogá-lo às cordas, fazê-lo beijar a lona, arremessá-lo no cadafalso; querem eles, agora, uma segunda temporada, e nesta fuzilá-lo ao paredón. Fracassarão, é certo.
Ninguém há de negar: quem acompanha as aventuras da política brasileira não morre de tédio; nelas há de tudo, e mais um pouco: drama, tragédia, humor, e mistério, e suspense, e crimes, muitos crimes. O escritor mais privilegiado pelas musas jamais conceberia tramas que sejam mais intrigantes e emocionantes do que as da política brasileira. Enquanto os políticos se esfalfam, os brasileiros, de boas, emocionam-se com as reviravoltas, algumas rocambolescas, do folhetim político nacional.
Pede-se que as novas temporadas da política nacional não caiam num ramerrão debilitante – o que, parece, está para acontecer dada a falta de imaginação dos inimigos de Jair Messias Bolsonaro, o que os faz previsíveis.

Notícias da terra do Tio Sam.

Contou-me o passarinho que vive de me trazer notícias do arco-da-velha, bizarras pra dedéu, mais uma novidade, que é do balacobaco: a Hillary Clinton, personagem hilária – perdoe-me, querido leitor, o trocadilho ridículo – está em maus lençóis. Envolveu-se a donzela num ato que envolve espionagem; ela participou de um esquema de espionagem que espionou, e espiou, ninguém mais, ninguém menos do que Donald Trump durante o mandato dele. Disseram-me – não sei se procede a informação – que em tal trama envolveram-se James Bond, Jason Bourne, Johnny English, Maxwell Smart e George Smiley.
Espionar o presidente dos Estados Unidos da América não me parece ação de gente decente, e menos ainda um ato sensato. Está correto o passarinho que me deu a boa-nova? A história é tão… tão… como eu direi?! irreal, fabulosa, inimaginável, que parece saída de um livro de ficção.
E aquela história de conluio de Donald Trump com a Rússia era jogo de cena, e nada mais. Falando em Donald Trump (para os americanos, Orange Man; para os brasileiros, Laranjão; para os íntimos de qualquer nacionalidade, Tio Trâmpi), diziam os denodados e aguerridos e bravos e destemidos defensores da humanidade que ele iria destruir a economia americana, e, por consequência, a mundial, e deflagrar a terceira guerra mundial. Tudo indica, no entanto, que durante seu governo a economia americana foi, para surpresa de meio mundo, de vento em popa, de pleno emprego, e sua política internacional pacifista, de acalmar os nervos, inclusive, do norte-coreano que gosta de brincar de arremessar mísseis que passam por sobre a ilha do sol nascente e mergulham no Oceano Pacífico, e que, no governo Brandon (ou Biden, segundo os alienados) está a economia americana a fazer água, a inflação na estratosfera, os índices de homicídios (nos estados sob desgoverno dos burros) aumentando perigosamente, e o presidente americano, que não sabe de onde veio, onde está e aonde vai, a esforçar-se para iniciar uma guerra qualquer, em qualquer lugar – se possível, até em Marte. E o que dizem os hieráticos e heróicos pacifistas? Nada. Eu poderia dizer que eles ignoram o que se passa nos Estados Unidos, mas não posso fazer tal afirmação. Ah! Esquecia-me: era Donald Trump o malvadão que, xenófobo e genocida, deportava milhões de latino-americanos e árabes que adentravam, clandestinamente, as terras do Tio Sam. Que ele tenha deportado muita gente, é fato. Mas por que os seus adoráveis críticos, que se esgoelavam para apodá-lo de tudo quanto é nome feio não concedem ao Brandon igual tratamento, sabendo-se que este senhor, além de saudar seres invisíveis, fantasmas e amigos imaginários, está a promover política migratória e de fronteira ainda mais severa, mais rigorosa, do que a do seu antecessor?

Bolsonaro e Vera Magalhães: a unanimidade é burra?

De início, digo: não assisti, ontem, ao debate, transmitido pela BAND, entre os candidatos a presidente. Tenho a minha opinião formada a respeito dos três principais candidatos, Bolsonaro, Lula e Ciro, e estou decidido a votar no atual presidente do Brasil, cuja obra, à frente do Governo Federal, é, em boa parte, de mim conhecida, e não há discurso que me faça mudar a minha posição, particularmente discurso eivado de mentiras daqueles que almejam alijar o presidente, a qualquer custo, da cadeira presidencial. Preferi, ontem, em vez de assistir ao debate, que nada me acrescentaria, dedicar-me aos dois últimos episódios da primeira temporada da série de televisão Bosch, policial, que tem os seus atrativos.
Embora eu não tenha, ontem, assistido, ao vivo e em cores, ao debate, hoje pela manhã informei-me a respeito, e vim a saber que, segundo um esquerdoso de primeira, o Bolsonaro – Bozo, segundo o esquerdoso – havia atirado no próprio pé ao atacar a jornalista Vera Magalhães. A atiçar-me a curiosidade, e curiosidade mórbida, maldita e indesejada – e eu não aprendo a fazer-me de ouvidos moucos às palavras dos anti-bolsonaristas, ó, inferno! -, decidi, irrefletida, e inconsequentemente, digitar, no Gúgo, ou Gugôu, ou Gulgol, não sei qual é a grafia correta do nome do mais popular site de busca desta e de outras galáxias, a frase “Bolsonaro e Vera Magalhães”, pela segunda vez dando-me provas de minhas insensatez. Eu ainda não aprendi, ó, céus! que tem um robozinho do capeta, dotado de inteligência artificial, manipulando os logaritmos para alavancar notícias negativas àqueles que não seguem a agenda esquerdosa e esconder as favoráveis!?
Digitada a frase, e apertada a tecla enter, apareceram-me aos olhos doentes de hipermetropia e astigmatismo os links de dezenas de matérias jornalísticas, e não me surpreendi com o título delas: “Bolsonaro ataca a jornalista Vera Magalhães.”; e as suas incontáveis variáveis, indicando, todas elas, comum identidade de conteúdo: “Bolsonaro ataca Vera (…).”, “Jair Bolsonaro ataca (…).”, “No debate, Bolsonaro ataca (…).”, “Bolsonaro evita responder sobre vacina e ataca (…).”; e outras variações, alterando-se a disposições do sujeito na frase, e conservando-se igual teor: “Vera sofre ataque de Bolsonaro.”, “Vera Magalhães: quem é a jornalista atacada por Bolsonaro.”, “Vera é atacada (…)”, “Vera se pronuncia sobre ataque (…)”, e outras variáveis. E não faltaram os títulos com os dízeres, referindo-se, sempre negativamente, ao presidente Jair Messias Bolsonaro, e dando a jornalista sua vítima, “famosos demonstram solidariedade”, “famosos se solidarizam”, “mulheres saem em defesa”, “ataque misógino”, “machismo”, “gera indignação”, “foi ofendida”, “com baixaria”, “se descontrola”, “jornalistas mulheres defendem”, e etecétera, e tal. Quanto chororô! ou, como se diz hoje em dia: Quanto mimimi! Vitimismo barato, patético, risível. As manchetes do que supõe-se tratar de reportagens jornalíticas dão a entender que o presidente do Brasil moeu de pancadas a bela donzela. Mas, após acessar umas dez reportagens, e ler-lhes perfunctoriamente as palavras que lhes recheiam o corpo, conclui que a maioria delas não reproduz as palavras agressivas de Jair Messias Bolsonaro, e as que as reproduzem não a contextualizam, não dão as razões que as inspiraram ao presidente. Parece, lendo-se as reportagens, que o presidente expressou-se, gratuitamente, contra a sua arqui-inimiga. Tal qual um Sherlock Holmes, escarafunchei o caso, e descobri – e o que descobri é elementar, caro Watson – que para a jornalista o acusado de misógino e machista disse, com outras palavras, que ela é uma vergonha para o jornalismo e que ela, sempre que está a dormir, sonha com ele, o presidente Jair Messias Bolsonaro. Foram estes os dois tiros que, o presidente os disparando, alvejaram a digna jornalista?! Meu Deus! Que monstro é o presidente Jair Messias Bolsonaro! Ele é um homem crudelíssimo, não há dúvidas! Que sujeitinho desprezível!
O episódio fez o mundo parar. Os famosos, meu Deus! os famosos! saíram, bravos e aguerridos, contra o dragão das profundezas, em defesa da princesa encantada.
Sei não, mas é hoje em dia a imprensa, incluída, aqui, a internética saída no Gúgoul – acho que é assim que se escreve -, um instrumento de causar histeria, o epicentro de um movimento sísmico que devasta inteligências. Altera a imprensa a percepção que têm as pessoas da realidade.
Dei-me à obrigação de assistir ao trecho do debate que exibe o presidente do Brasil a falar as tão terríveis e reprováveis palavras, e conclui que o que ele disse, se saudável a imprensa, choveria no molhado. Mas é risível o objetivo que tem a imprensa de impôr uma narrativa estapafúrdia, a forçar a barra, como se diz por aí, para gerar um bafafá para, assim penso, atingir três objetivos: manter fora do alcance dos brasileiros as verdades que o presidente Jair Messias Bolsonaro disse; difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro para roubar-lhe os votos das mulheres; e, ocultar do povo a vexatória, constrangedora participação no debate do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Diz a lenda que Nelson Rodrigues vivia a estribilhar “Toda unanimidade é burra.” Sabendo-se o que faz a imprensa após o debate entre os candidatos a presidente, deve se perguntar se é a burrice que faz a unanimidade.

Putin e Dugin.

Para quem não sabe, digo: Putin e Dugin não são personagens da Hanna-Barbera. E tampouco são uma dupla caipira, e menos ainda de sertanejo universitário. São dois personagens que estão na ordem do dia, e dos quais se fala, com mais tagarelice, e menos propriedade, nos dias que sucederam à morte de Darya Dugina, filha de Alexandre Dugin, guru de Vladimir Putin, atual tzar da Mãe Rússia,pátria de úbere generoso e braço robusto e mão pesada. Diz-se à boca miúda que do Putin é Dugin consultor de assuntos estratégicos e geopolíticos e outros assuntos correlatos e de outras dimensões – se é verdade, não sei. E também se diz que foi Putin agente da KGB, uma sucursal do inferno, atual FSB – e outra sucursal do inferno é a CIA. Mas é Putin guru… quero dizer, é Dugin guru do Putin? Popularizaram, e corromperam, a palavra “guru”, que assumiu, aos olhos e ouvidos dos brasileiros, desde que a mídia nacional insistiu em vender-lhes a idéia, e idéia errada, de que era Olavo de Carvalho guru do presidente Jair Messias Bolsonaro, que mal lhe dava ouvidos, para desespero do filósofo – e não filósofo auto-nomeado – e de muitos de seus alunos e admirados; e a palavra “guru”, prossigo, assumiu ares de criatura semi-divina, misteriosa, negativamente sapiencial, mentora intelectual, de cabeça repleta de carambolas e caraminholas cabalísticas, esotéricas, de ingredientes mágicos, místicos, inacessíveis ao comum dos homens. Vamos conservar tal título ao Dugin, e deixar explícito que “guru” tem, aqui, o sentido incomum de estrategista político, formulador das diretrizes de quem lhe segue, e sem pestanejar, as orientações, entendendo que é o “guru” Putin, quero dizer, Dugin, quem determina a estratégica geopolítica do Putin.

Pela primeira vez, assim me recordo, eu li o nome de Alexandre Dugin no livro Os EUA e a Nova Ordem Mundial, que dá a público um debate em que se confrontaram Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin. Desde então odeiam-se de morte olavistas e duginistas, aqui no Brasil e em outras terras. Mas quem é Dugin e qual o papel dele na formulação da geopolítica de Putin? Não faço a mínima idéia, e acredito que tudo que se diz a respeito não passa de tagarelice de papagaio-de-pirata. Acompanhei, e antes da trágica morte da herdeira do Dugin, celeumas homéricas acerca de Dugin e de sua ascendência sobre Putin, e cocei-me a cabeça ignorando as razões de meu ato de coçar-me a minha plantação de cabelos. Agora, sucedendo-se à morte de Dugina, leio controvérsias, cujos participantes me parecem irracionais, acerca do papel de Dugin na política de Putin.

Antes de prosseguir, pergunto: Darya Dugina morreu? Ora, estamos falando de coisas da Rússia, a envolver serviços de inteligência, e espionagem, e contra-espionagem, e terrorismo, um jogo bruto entre personagens poderosos.

Prossigo: afirma-se que Dugin é o guru do Putin, que segue as orientações de Dugin. Ora, sabemos que as idéias do Putin… quero dizer, do Dugin, dentre elas a Teoria do Quarto Poder, que desconheço, está, livre para acesso público, impresso em papel. Afirma-se que as idéias de Dugin fazem a cabeça de Putin, que lhas segue à risca. Se é assim, então os inimigos de Putin, depois de lerem os livros do Dugin, e das idéias destes tomarem conhecimento, entenderam quais idéias movem Putin, assim podendo planejar estratégias que se opõem à dele, antecipando-se a ele, e sobrepujando-o. Mas não é isso o que se vê. Parece-me – não sei se estou correto ao fazer tal afirmação, que me inspiraram artigos que li de pessoas que reputo confiáveis – que está Putin a fazer de gato-sapato seus inimigos. Se nos livros de Dugin estão as idéias que movem Putin, das duas uma: ou os inimigos de Putin não as entenderam; ou as entenderam, e as usaram contra si mesmos (na verdade, contra os países da zona do Euro e os Estados Unidos), assim se aliando, conquanto em público digam o contrário, ao inimigo declarado. Ou então, outra conjectura: nos livros de Dugin não há sequer uma idéia que faça a cabeça de Putin e que a fama de Dugin, a de guru, e o principal, ou o único, do Putin é só balela, foi inventada e disseminada por Putin com o o objetivo de induzir seus inimigos a formularem políticas que tenham como sua fonte de conhecimento uma política fictícia dele, assim dele esculpindo uma imagem falsa, distante da verdadeira. O que é verdade e o que é mentira neste teatro de aparências? Não faço a mínima idéia. Penso, apenas, que Putin não seria tolo a ponto de construir uma política estratégica com os ingredientes que os livros de Dugin fornecem, sabendo que os seus inimigos os leram. Ou, não sendo tolo, e suspeitando que seus inimigos acreditam que nos livros de Dugin estão idéias que ele, Putin, jamais, porque públicas, usaria em suas políticas, as usa? Não sei, entende?

O desabafo do presidente Jair Messias Bolsonaro

No pronunciamento que fez, dia 2/8/2021, no Ministério da Cidadania, o presidente Jair Messias Bolsonaro, em tom de desabafo – palavras dele -, falou do uso, nas administrações anteriores ao seu governo, dos recursos do BNDES na compra de jatinhos particulares, e com subsídios camaradas; do empréstimo, por via legal – para espanto do presidente, ele confessa -, de dinheiro brasileiro para nações socialistas, que não irão saldar a dívida contraída com o Brasil – e dá-se como perdidos bilhões de Reais -; das assinaturas de Medidas Provisórias que sustentam políticas de remessa de dinheiro para o exterior; da Argentina, e do Foro de São Paulo, que muita gente acredita que não existe; da fuga, para o Brasil, da Venezuela e da Argentina, da elite destes dois países; de mulheres venezuelanas, que, emigrando, da Venezuela, para o Brasil, no Brasil prostituem-se para que possam ter o que comer; da taxação de grandes fortunas – e cita a França, que aumentou impostos sobre a renda dos mais ricos, e muitos dentre estes registraram residência fiscal na Rússia, escapando, assim, ao fisco francês; de eleições – que, é o seu desejo, têm de ser limpas; do avanço do socialismo na América do Sul – e reforçou o alerta feito em outras ocasiões ao declarar que pode o Brasil ser a bola da vez; do voto impresso, e de um ministro do TSE, ministro que insiste em rejeitar tal proposta; do Exército, que abre poços artesianos na região Nordeste; da Copa América – e da campanha contrária à da sua realização no Brasil (foi a Copa América pela imprensa nacional anunciada com o apelido Copa da Morte, para confrontar o presidente Jair Messias Bolsonaro e manter o estado de pânico alimentado pelas políticas de emergência sanitária que governadores e prefeitos decretaram, sob o beneplácito de organizações internacionais, para, supostamente, enfrentar um vírus – que, já se disse, e já se sabe, provoca uma gripe, cuja taxa de letalidade equivale-se ao da gripe comum -, políticas que se desdobraram em ações de cerceamento da liberdade dos indivíduos e a suspensão de seus direitos básicos, e que são o embrião, se bem nutridas, de um estado totalitário global sob administração de organizações internacionais, que estão sob comando de metacapitalistas e governos); e da Pfizer, que, em 2.020, ao governo brasileiro apresentara contrato que estipulava que ela nenhuma responsabilidade assumiria pelos efeitos colaterais que porventura fossem causados pelas vacinas que traziam rótulos com o seu logotipo.
O presidente Jair Messias Bolsonaro reiterou palavras que pronunciara em inúmeras outras ocasiões. Ao falar da Venezuela e da Argentina, chamou a atenção dos brasileiros para as ameaças que pairam sobre o Brasil. Os últimos eventos políticos, econômicos e sociais, sucedidos numa sequência estonteante, provam que está o presidente Jair Messias Bolsonaro coberto de razão. Infelizmente, suas palavras encontram milhões de pares de ouvidos indiferentes, e muitos hostis, que as rejeitam, terminantemente.

O Agro é fascista.

Que de fascista quem segue a agenda política mais nefasta, e demoníaca, diabólica, jamais concebida pela inteligência humana concebeu xinga, ofende, humilha, difama quem não a subscreve é de domínio público. E agora sabemos que há um candidato à presidência do Brasil que entende ser de fascista todo um grupo social que trabalha dia e noite, faça chuva ou faça sol, para alimentar duzentos milhões de brasileiros e mais não se sabe quantas outras centenas de milhões de pessoas neste e em outros planetas – e admira-me saber que tal criatura,asquerosa, de timbre de voz roufenho, criatura que deseja vir a vergar, no dia primeiro de janeiro de 2.023, a faixa presidencial, conta com a admiração idolátrica de milhões de brasileiros. Bem escreveram a respeito do sórdido personagem Paulo Cursino e Maurício Mülhmann Erthal – e dele em outras ocasiões ouvi e li comentários percucientes de Percival Puggina, sempre elegante e firme em suas palavras.

São fascistas as pessoas que produzem alimentos, segundo o candidato que, conforme o seu vice, quer voltar à cena do crime – e pergunto-me o que fez aquele que tem a nobre alcunha de Picolé associar-se com aquele seu arqui-inimigo de quem ele falava tão mal e que dele ouvia palavras depreciadoras.

Apóiam o ex-presidente, hoje candidato à presidência, pessoas que têm alma igualmente pútrida à dele.

Não conheço, dentre os apoiadores do principal rival de Jair Messias Bolsonaro, quem não seja dono de uma alma carcomida, e não esteja de mal com a vida, e que não odeie tudo o que é bonito, belo, harmonioso; e que não tenha mal-gosto em praticamente tudo que diz admirar; e que não tenha ódio assasassino pelo que, entende, lhe impede a felicidade, lhe impede a realização de seus sonhos, que são para todas as outras pessoas pesadelos; e que não quer ver a caveira de toda pessoa que não o idolatra, diante de si não se curva, de cabeça baixa, humilhando-se, para dele receber cusparada na cara. Não conheço, e não uso força de expressão, dentre os que louvam, amam de paixão, aquele que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro e que representa a própria democracia, aquele que é de todas as almas a mais honesta do Brasil, um que tenha amor à vida – em tais pessoas só vejo ódio, desamor, senso depravado de justiça.

É o Agro – segundo aquele que para muitos é o dono do Brasil e cujas obras deste país seu atual presidente não poderia concluir -, uma parcela representativa da população brasileira, fascista; carrega, portanto, toda uma cultura das mais horrendas que já se conheceu, e tem a sua figura igualada à de personagens que estão entre as mais desprezíveis que a História registra.

Qual, pergunto, grupo social será taxado de fascista nos próximos dias? O dos fãs de Guerra nas Estrelas? o dos torcedores do Corinthians? Eu já ouvi falar que é fascista quem passeia de moto, quem bebe leite, quem ajeita a lapela, quem monta à cavalo. Agora, ouço dizer que é fascista quem produz alimento, e o faz independentemente dos movimentos revolucionários. Amanhã ouviremos, e que ninguém se assuste, que é fascista quem penteia o cabelo a partir da direita, quem bebe água em caneca de plástico, quem coça o nariz com a ponta do mindinho, quem usa chinelo-de-dedo com tiras azuis e sola branca, quem dorme de bruços, quem ensaboa-se com sabonete de flores de laranjeira, quem usa óculos de aros verdes. Asneira? Não. Afinal, àqueles que vivem de rotular de fascista toda pessoa que não lhes subscreve as idéias é fascista toda pessoa que eles assim definem. E que ninguém ouse dizer o contrário.

Fique em casa, se puder.

E não é que já começaram a reescrever a história? Lembro-me que jornalistas (não sei se é correto chamá-los jornalistas), artistas (artistas?), homens da Lei (que lei?), e esportistas, e intelectuais (considero inapropriado defini-los assim), e políticos, desde Março do longínquo ano de 2.020, de triste memória, exortaram, com ares autoritários, e alguns ameaçaram com multa e prisão, os brasileiros a se trancafiarem em casa, a se isolarem, repetindo, ad nauseam (gostou do latim, querido leitor?), o hipnotizando, aterrorizantemente mesmerizante, estribilho “Fique em Casa.”, do qual milhões de brasileiros não conseguiram, depois de por ele capturados, se livrar. Durante vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, que se estenderem por meses sem fim, a sentença a proferiram homens e mulheres dedicados, sabemos, ao bem-estar da humanidade, em programas de auditório, de culinária, de arte, esportivos, durante a transmissão de jogos, nos intervalos e durante programas infantis, enfim, concentraram-se os profissionais da mídia (e muitos da internet) a proferir a sentença, que se assemelhava a um mandamento divino, “Fique em Casa.”. Agora, cientes de que a política “Fique em Casa; a economia a gente vê depois.” causou um estrago danado na economia de países inteiros, já estão os seus defensores a reescreverem a história. E tão cedo. Mal acabou – se é que acabou – tal capítulo da história, e já estão a dizer que não disseram o que todos sabemos que disseram. 

O presidente Jair Messias Bolsonaro comparece a um estúdio de um outrora popular telejorna da outrora mais poderosa emissora de televisão do Brasil, e, diante da crítica que ele faz à política do “Fique em Casa”, a entrevistadora (se é que se pode dizer assim), sem-cerimonisamente afirma que disseram, não “Fique em casa”, mas “Fique em casa, se puder.”. Quem se lembra de, em algum momento ouvir os defensores do “Fique em “Casa” dizerem “Fique em Casa, se puder.”? Dizem que brasileiro tem memória fraca. Se é verdade, não sei. Eu só sei que eu, um brasileiro, devo ter, e tenho certamente, memória fraquíssima, pois não me lembro de, em algum momento desde o ano de 2.020, ouvir alguém, menos ainda um funcionário da tal emissora de televisão, pedir, solicíta, e gentilmente, aos brasileiros “Fique em casa, se puder.”. E tem mais. Tem mais?! Tem. Contou-me um passarinho que já se apresentou, em um desses portais de notícias da internet, uma personalidade que eu nunca tinha visto mais gorda, que afirmou que no Brasil jamais se decretou lockdown e quarentena. Pôxa vida! Essa doeu. Devemos os brasileiros darmos mãos à palmatória, e reconhecermos que não nos lembramos, e jamais entendemos, o que se passou em nosso querido país nos últimos dois anos.

Compreendo a atitude daquelas pessoas que estão, agora, a desconversar, a reescrever a história. Compreendo. Elas defenderam uma política que, sabiam, iria causar uma crise econômica, viram a crise econômica se avizinhando, viram que o povo entendeu a causa da crise (a política do Fique em Casa), tentaram, em vão, jogar a batata quente no colo do presidente Jair Messias Bolsonaro, história, esta, que não colou, história que os brasileiros não a compramos. Diante de tal cenário, sobrou aos defensores do “Fique em Casa” uma alternativa, a única: negar que algum dia defenderam a política do “Fique em casa.”

Por que linhas acima afirmei que os defensores do “Fique em Casa” sabiam que tal política resultaria, infalivelmente, em uma crise econômica? Ora, a resposta encontra-se na sentença “Fique em casa; a economia a gente vê depois.” Aí está uma relação de causa e efeito. “Fique em casa” é sinônimo de “paralisação das atividades econômicas” e “a economia a gente vê depois” de “crise econômica”. Portanto, toda pessoa que defendeu tal política sabia que o “Fique em casa” (paralisação das atividades econômicas) seria a causa de um efeito “a economia a gente vê depois” (crise econômica), o que de fato se deu, em parte. Por que “em parte”, e não em seu todo? Por que o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua equipe ministerial não ficaram morcegando durante estes dois anos; trabalharam, e com inteligência. E os brasileiros temos de lhes dar crédito: eles fizeram do Brasil um dos países que melhor se reergueram do tombo de 2.020. A economia brasileira atinge níveis de quase pleno emprego, o câmbio está razoavelmente bem, a taxa de juros baixas, a inflação controlada, enfim, todos os índices econômicos são positivos, e o futuro próximo alvissareiro.

Educação em casa

Há educadores, políticos e, enfim, pessoas, assim direi, comuns, que defendem uma idéia, para eles muito cara, e para seus opositores uma rematada tolice: a educação em casa. Como sói acontecer em casos tais, tal assunto produz celeuma que, digamos a verdade, tem sua origem mais no campo dos interesses ameaçados daqueles que são contra a proposta, pessoas que caem na sem-razão, na incoerência, na incosistência de seus argumentos, na postura intolerante, do que no dos direitos esposados pelas pessoas que a defendem. Desde que tomei conhecimento da proposta da educação em casa, ou, dito no idioma de Shakespeare, o homeschooling, ouvi e li de pessoas que a defendem argumentos razoáveis, consistentes, justos, corretos, alegando, e com justeza e razão dada a realidade do sistema educacional moderno, agir em prol da liberdade, tendo-se em vista que, além de uma qualidade de baixíssimo nível do sistema educacional, está-se a se fazer das escolas um mecanismo de destruição da inteligência, de manipulação psicológica, de subversão social, de instrumentalização de pessoas para um fim que atende aos interesses dos donos do poder, e não das pessoas que as frequentam, pessoas que  durante os anos de frequência escolar são desumanizadas, têm seus dons arruinados, sua vida destruída, o ser do seu ser humano seviciado. Não ouviu, tampouco li, dos defensores da educação em casa argumentos inválidos; pode-se a eles apresentar-se algumas ressalvas, apontar-se esta e aquela dificuldade à implementação de tal proposta. O mesmo não digo da atitude dos seus mais fervorosos opositores. Estes pecam pela má-fé e pela estupidez.
Dos opositores à proposta da educação em casa, proposta, esta, que admite a liberdade, e não a obrigatoriedade, de os pais optarem por educar seus filhos em casa, os pais a fazerem o papel de professores, ou eles a contratar professores, ouvi e li, até o momento, falácias, desarrazoados sem tamanho, zombarias, chacotas, deboches. Não me surpreenderam. E há um detalhe que, chamando-me a atenção, também não me surpreendeu: os professores que vi a se oporem a proposta do ensino em casa militam no espectro político de esquerda. Percebo que eles agem com certa virulência, que eles esforçam-se, em vão, para ocultarem, sob uma camada de erudição, a mentalidade autoritária, e revelam-se, ao contrário do que desejam, estúpidos, ignorantes, e não conseguem evitar que lhes transpareça a má-vontade, o constrangimento em tocar em tal assunto, em simplesmente aventar a possibilidade de se pôr na mesa, para discussão – e discussão pública, principalmente – tal idéia, para eles, de antemão, e sem qualquer avaliação a respeito, inadmissível. Compreensível, afinal, se implementada a educação em casa, tais professores – e outros profissionais -, muitos pais optando por educar seus filhos à margem do sistema educacional oficial, perdem o monopólio da narrativa, o poder de esculpir a mente das pessoas com os instrumentos do movimento revolucionário.

Dois vídeos de Rodrigo Gurgel, crítico literário.

Em dois vídeos, ambos publicados em seu canal no Youtube, “História da Literatura não é Cronologia” e “Na Literatura Precisamos ir Muito Além dos Chavões”, publicados, ambos em Março de 2.020, o primeiro no dia 4, o segundo, dia 5, o professor de literatura e crítico literário Rodrigo Gurgel, com o seu bom-senso e a sua coragem, revela-se um homem estudioso, que não se dispõe a se curvar aos medalhões da literatura nacional, e tampouco a reverenciá-los, e menos ainda os críticos de renome, e não aceita subscrever, destes, acrítica, e automaticamente, os comentários acerca dos escritores nacionais. Diz ele, escapando ao atual ambiente cultural brasileiro, modorrento, ao ramerrão retórico de críticos literários desprovidos de virtudes e dotados de formação intelectual enviesada que têm olhos apenas para ver beleza na feiúra de obras de autores adeptos de ideologias afins e feiúra nas belas obras de autores talentosos que escrevem com esmero gramatical e superior retórica destituída de ouropéis, que não devem os leitores se intimidarem à presença dos medalhões da literatura nacional e aos críticos literários que só sabem dar à luz lugares-comuns que em sua maior parte não passam de tolices ditas com falsa elegância – em outras palavras, mais chãs: são apenas perfumarias. Segundo o professor Rodrigo Gurgel, devem os leitores, os estudiosos e os críticos da literatura brasileira lê-la com olhos críticos, com independência e coragem, sem se sentirem coagidos a repetirem os pareceres daqueles que se arvoram proprietários do pensamento nacional. Exorta as pessoas a irem aos livros – isto é, aos textos originais -, e não aos críticos, e lê-los com boa vontade, dispostos a ver o que eles têm a oferecer, e não ver o que dizem que eles têm. É sensato o professor Rodrigo Gurgel. Suas lições, simples, sustentadas pelo bom-senso, admitidas corretas por aqueles que não têm a inteligência corrompida pelas pelos despautérios intelectualóides modernos.

Anti-bolsonaristas, tarados pelo Bolsonaro.

É impressionante, embora não me impressione, a tara dos anti-bolsonaristas por Jair Messias Bolsonaro, homem ao qual eles atribuem todos os crimes cometidos na Via-Láctea e, não sei se procede a informação, que um passarinho me contou, na galáxia de Andrômeda, e não havendo crime ao qual apontá-lo como o seu autor, o condenam por algum ato, que, segundo eles, é reprovável, mais do que reprovável, indecente, mais do que indecente, imoral, mais do que imoral, criminoso, e pedem-lhe a prisão perpétua, e a sua posterior morte, se possível ao paredón, por um fuzil empunhado por um novo homem, o revolucionário comunista.
Um dos desarrazoados que eles, verborrágicos, os olhos negros de ódio, a fisionomia carcomida pelo instinto assassino, num galimatias de imprimir em rosto de defunto ar de surpresa, refere-se ao respeito do presidente brasileiro pelos símbolos nacionais, dentre eles, principalmente, a Bandeira Nacional, e pelas datas cívicas, em especial o 7 de Setembro. O presidente Jair Messias Bolsonaro sempre deu provas, e provas sinceras, de seu amor pelo Brasil, e sempre demonstrou o devido, e merecido, respeito pelos símbolos pátrios mais caros aos brasileiros, símbolos os quais os esquerdistas e outros que se lhes assemelham sempre vilipendiaram, sempre desprezaram, símbolos pelos quais eles sempre mostraram ódio, e desamor, símbolos os quais sempre rasgaram, publicamente, enraivecidos, símbolos nos quais sempre cuspiram, sempre defecaram, símbolos que, agora dizem os anti-bolsonaristas, como que indignados, o presidente Jair Messias Bolsonaro usurpou – assim eles dizem -, convertendo-os em símbolos do bolsonarismo, que é, para eles, um movimento fascista, nazista, machista, racista, negacionista, terraplanista, genocida, e etecétera e tal, e agora estão eles a declamarem às musas poemas heróico-patrióticos convocando o povo, o verdadeiro povo brasileiro, e não o que o Bolsonaro cooptou, para resgatar o valor, valor inestimável, dos símbolos nacionais, tão conspurcados pelos bolsonaristas e por seu líder, o tal de Bozonazi, no jargão antibolsonarista. E qual foi a demonstração que os anti-bolsonaristas deram, ultimamente, de amor pela Bandeira Nacional? Num país distante, ao norte do Brasil, uma certa senhora, cantora, desconhecida de trezentos milhões de brasileiros, pisoteia a Bandeira, orgulhosa de seu ato, e os antibolsonaristas não a reprovam. É com atos de tal grosseria e desrespeito que os antibolsonaristas pretendem resgatar os símbolos nacionais.

Não há justiça no Brasil – um exemplo da mentalidade anti-bolsonarista.

Que no Brasil a justiça tarda e falha é do conhecimento de todos. E não é raro os brasileiros ouvirmos histórias, e das mais bizarras, umas, grotescas e arabescas, saídas da cabeça de um Edgar Allan Poe, outras, obras de um Franz Kafka. E quando a justiça, mesmo tardando, não falha, os brasileiros, ao tomarmos conhecimento de tal feito, inusitado, coçamos a cabeça, desconfiados, a nos perguntarmos onde está a armadilha.
Há um elemento interessante na relação de certas pessoas com a Justiça, ou o que elas entendem por Justiça: o desejo pessoal. Não sei se me faço compreender. Usarei outras palavras para explicar o que pretendo dizer: há pessoas para as quais só há Justiça se o veredicto do juiz corresponder ao que elas desejam, ao que elas querem. Neste ano, dois casos são, para mim, emblemas da presunção, arrogância, estupidez, de certas gentes que entenderam equivocadas, melhor, criminosas, a ação de juízes, que não lhes atenderam à vontade, a de anti-bolsonaristas radicais, gentes que, por si mesmas, já haviam posto o presidente Jair Messias Bolsonaro no banco dos réus, e o condenado ao cano de um fuzil – o fuzilador a obrigá-lo a ficar de frente para um paredón, e, ao premir o gatilho, tal qual Che Guevara, um dos carniceiros de Sierra Maestra, bostejar, com o seu olhar vulturino, e seu espírito assassino: “Viva la revolución. Hay que endurecerse pero sin perder la ternura.” -, e que, vindo a saber do veredicto, enraivecidas, descarregaram todo o ódio que as alimenta, esbravejaram, e xingaram os juízes e o réu com os mais carinhosos e simpáticos apodos. Não posso deixar de dizer que no auto dos processos o nome do presidente não estava presente, o que é compreensível, afinal ele não era uma personagem envolvida nos dois casos, mas, entretanto, todavia, porém, no entanto, os seus detratores, que o apontaram como um dos envolvidos, ferindo-o, verborrágicos e boquirrotos, com o dedo acusador, queriam porque queriam que ele fosse condenado à prisão. Na cabeça de tal gente, Jair Messias Bolsonaro já estava condenado – e toda decisão judicial que não chegasse a tal termo estava corrompida em todo o seu processo. Não estou, aqui, a me referir a políticos, artistas, jornalistas, figurinhas carimbadas da vida pública, cujas faces estampam famosos programas de emissoras de televisão, e capas de revistas, e a primeira página de jornais e sites de notícias. Estou a falar de pessoas com as quais nos esbarramos no dia-a-dia.
São os casos aos quais até o momento fiz alusão o da morte, por um bolsonarista, de um lulista, e o das mortes de dois aventureiros que se embrenharam na floresta amazônica (eles se tinham na conta de desbravadores da estirpe dos Bandeirantes?). Em nenhum dos casos, tinha o presidente do Brasil participação – não era ele o protagonista, nem um coadjuvante, nem sequer um figurante, daqueles que nem fala possui e resumindo a sua participação na história a andar, ao fundo, misturado com dezenas de outros figurantes, que, iguais a ele, estão irreconhecíveis. Os auto-intitulados juízes não apreciaram o epílogo da história. Queriam, e querem, que o presidente Jair Messias Bolsonaro seja sumariamente condenado, senão à morte, à prisão perpétua numa fétida enxovia, vivendo de comer de suas fezes e beber de sua urina. Segundo os anti-bolsonaristas este é o destino que está reservado ao objeto do ódio deles. Para eles, há Justiça apenas quando a vontade deles é atendida. Não há, no mundo, almas tão justas.

Anti-bolsonaristas, criaturas vingativas.

Incluo na turma dos anti-bolsonaristas aqueles indivíduos que odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro (e entre eles há eleitores do Fernando Haddad, do Ciro Gomes, do Geraldo Alckmin, do João Amoêdo, políticos derrotados, nas eleições de 2.018, pelo Jair Messias Bolsonaro, e outros tipos humanos, alienados da política nacional, a ela indiferentes, mas que, pela mídia seduzidos, converteram-se em anti-bolsonaristas fanáticos, dentre estes alguns outrora apoiadores do presidente) e os apoiadores dele, e querem-lhe a morte, e o extermínio dos bolsonaristas, cientes de que o que ele é, o que ele representa, os valores que ele personifica, que são, também, os de dezenas de milhões de brasileiros, que, unidos, superam os cem milhões, não é o que dizem que ele é, representa e personifica. Eles estão a rilhar, de raiva, os dentes, afiando-os, preparados para avançar, assim que a oportunidade se lhes oferecer, à jugular dos bolsonaristas. E não estou a me referir a famosos e renomados jornalistas, cientistas, médicos, juízes, intelectuais e artistas midiáticos, unicamente; entram no pacote cidadãos comuns, com os quais se tromba nas ruas, e familiares e parentes, e amigos de longa data, e colegas de trabalho, e conhecidos em geral. Tais pessoas, os anti-bolsonaristas (excluo, aqui, os outrora bolsonaristas – se um bolsonarista xiita, eu diria que são estes apóstatas, e hereges os outros), não engoliram a derrota cada qual de seu herói, de seu deus, de seu político de estimação, para o então candidato, hoje presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, o homem que eles, não podendo ignorá-lo, desprezam (e os anti-bolsonaristas ex-bolsonaristas também sempre o desprezaram – hoje não alimento dúvidas a respeito – e tinham nele um instrumento útil para a execução de tarefas do interesse deles, e eles, assim que perceberam que ele não as contemplaria, umas porque absurdas, irrealistas, outras porque inexequíveis dado os contextos políticos nacional e internacional, contra ele se voltaram com furor que se equivale, e em muitos supera, o dos anti-bolsonaristas originais, clássicos – vou assim dizer – e converteram-se, alguns dentre os conhecidos do grande público, e não apenas estes, em folclóricos personagens da moderna mitologia nacional). Compreensível, afinal Jair Messias Bolsonaro, vitorioso na disputa eleitoral, frustrou-lhes o sonho de ver cada um deles seu herói na cadeira presidencial, e, mais do que isso, no caso dos eleitores da esquerda militante, gente que sonha com o socialismo a dominar o Brasil, impediu-os de assistir à ereção, em terras brasileiras, do edifício do outro mundo possível, do paraíso socialista, cujas engenharia e arquitetura inspiram-se nos modelos cubanos e venezuelanos. Agora, dizem eles, o presidente Jair Messias Bolsonaro, com Luis Inácio Lula da Silva eleito presidente, será preso, e já em 2.023, e no dia 1 de Janeiro. Dão como certa a vitória, e esmagadora, e no primeiro turno, de Luís Inácio Lula da Silva (e por que têm eles tanta certeza de que ele será eleito presidente do Brasil?). Estão a lamber os beiços de prazer, com água na boca, a vislumbrarem a cena: Jair Messias Bolsonaro de frente para o paredón, e às suas costas uma criatura de espírito cheguevarista, carcomido, imundo tal qual o do revolucionário argentino, por antonomásia Porco Fedorento, fuzil à mão, a premir o gatilho, e a alvejá-lo, com um tiro certeiro, letal, na nuca; e o corpo sem vida a cair, pesadamente, no chão; e a malta revolucionária, sanguinolenta, a profaná-lo. É este o sonho acalentado pelos anti-bolsonaristas mais empedernidos, que contam com o silencioso apoio moral dos outros, os, direi, antibolsonaristas moderados. Eles sonham ver todos os bolsonaristas escorraçados da vida pública, trancafiados em gulags tropicais, humilhados, e exterminados; e de todos os documentos históricos, suprimidos os sinais da existência deles. Para tornar tal sonho realidade, revogarão a Constituição, o Código Penal, o Código Civil, enfim, toda a legislação brasileira. É o que ouço saído da boca deles. Não têm eles apreço pela liberdade; ao contrário do que se diz por aí, que é o Lula aquele que melhor reflete e interpreta o sentimento de esperança dos brasileiros e que é ele a própria democracia, o que se vê é o oposto: é ele o símbolo de um grupelho de revolucionários fanáticos, doentios – tanto os que são explícitos em sua maldade, quanto os que a conservam consigo -, todos inimigos da liberdade. Sempre que eu escuto o que sai da boca dos anti-bolsonaristas, percebo que eles não estão a favor do Lula porque acreditam que ele governará, e com sabedoria, o Brasil, assim beneficiando, com políticas louváveis, o povo brasileiro. O que vejo neles é ódio, o mais puro, insano, ódio. Vejo, neles, a corroê-los, o desejo de vingança, desejo que estão a nutrir com venenos – não direi ideológicos, pois a ideologia, aqui, entendo, não entra – que lhes são em si mesmos produzidos a partir de suas frustrações e desilusões, que os fazem se sentirem impotentes diante das adversidades que a vida lhes apresentam, certos de que a natureza, ou Deus (e frequentemente eles culpam Deus, pois a natureza lhes é perfeita), não os privilegiaram com talentos e virtudes que admiram em outras pessoas, e estas por esta razão eles as invejam (mas sem dar o braço a torcer) – sem possuírem o dom que acreditam ter o direito de possuir, seja o da inteligência, seja o da beleza, seja o da simpatia, seja o do charme, seja o para a pintura, o para o comércio, o para a engenharia, qualquer, enfim, dom que faz com que a pessoa que o possua se sobressaía dentre os seus iguais, eles se revoltam contra aqueles que eles acreditam que imerecidamente os receberam. É o que vejo. É o que escuto. É o que leio. Conquanto queiram ocultar de todos os seus sentimentos inconfessados, maus, e declarem estar a combater o fascismo, o nazismo, o machismo, o racismo, há quem, perspicaz, não se deixa enganar pelas aparências, pelas palavras que eles põem para fora da boca. É vingança o que os anti-bolsonaristas querem. Sofreram um revés em 2.018, o que para eles é inadmissível, pois eles se acreditam almas imaculadas, e tem o direito, portanto, de serem por todos respeitados, e obedecidos; e acreditam-se injustiçados. A vitória, em 2.018, de Jair Messias Bolsonaro, fá-los sentirem-se desprestigiados, desprezados, desrespeitados, humilhados, roubados em um direito que acreditam ser naturalmente deles: o de governar o mundo com a foice e o martelo, tendo, nas mãos, o poder de vida e morte sobre todos os humanos. Impediram-los Jair Messias Bolsonaro e os bolsonaristas de realizarem tal sonho. Agora, os anti-bolsonaristas buscam a vingança, que se dará com o derramamento de sangue dos seus inimigos.

Livros que não terminei de ler. Livros que me desagradaram. Livros que me surpreenderam. E outras notas breves.

De todos os livros que li, de quatro deles não concluí a leitura, dois, embora tenham me desagradado, li até o ponto final, e muitos me surpreenderam, e destes digo algumas palavras antes de tratar dos outros seis. Surpreenderam-me, e agradaram-me, não poucos livros; foram muitos os que me prenderam a atenção, ocuparam-me horas e horas de dias e dias, a leitura indo de vento em popa. O primeiro livro que me deu, assim digo, um soco na cabeça, fazendo-me, deslumbrado, pensar acerca da literatura, de suas dimensões, amplas, e da nossa condição humana, foi Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévksi, de quem li, depois, Irmãos Karamazóvi e outros livros. Foi o meu primeiro contato com a literatura russa, da qual sou admirador. A história de Rasputin Raskolnikóv é extraordinária. Depois, li Moby Dick, de Herman Melville, que me fez viajar pelos mares; e Ana Karenina, de Leon Tolstói; e Dom Quixote, de Miguel de Cervantes Saavedra. E mais recentemente, surpreenderam-me, de Josué Montello, O Silêncio da Confissão, de José Cândido de Carvalho, O Coronel e o Lobisomem, e A Mulher que Fugiu de Sodoma, de José Geraldo Vieira. Citei apenas estes poucos livros, uma amostra da literatura que muito me surpreendeu. E até hoje me fazem pensar acerca da condição humana, tais livros inspirando-me muitos, e contraditórios, pensamentos. Agora, cito os dois livros que li de má vontade, não inteiramente, da primeira à última página, e por último os que abandonei de tanto me desagradaram. Quo Vadis?, de Henryk Sienkiewicz, de quem eu já havia lido, com muito agrado, O Campo da Glória; Quo Vadis?, no entanto, desagradou-me até a metade de suas páginas, e a partir deste ponto, seguindo a leitura, li com interesse, a leitura seguindo com agrado. O outro livro, dos dois que li, embora tenham me desagradado, foi Avalovara, de Osman Lins; de início, li, e li com vontade, até um certo ponto do livro, a partir do qual a leitura arrastou-se, para meu desconforto. Os quatro livros que não li até a página derradeira foram: Ulisses, de James Joyce; Macunaíma, de Mário de Andrade; Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa; e O Egípcio, de Mika Waltari. Li, de cada um deles, se muito, cem páginas, e os abandonei, irritado, desgostoso, deles esperando mais do que eles me ofereceram. O primeiro deles está incluído no cânone da Literatura ocidental, o segundo e o terceiro no da literatura brasileira, e o último é popular, ou foi durante algum tempo. Aqui fica o registro. Não está este texto um estudo de literatura, nem um ensaio; é apenas uma declaração, curta, simples, de um leitor.

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Um livro, que li, sem vontade, a leitura arrastando-se, é de um dos maiores escritores do mundo: Aventuras de Pickwick, de Charles Dickens, de quem também li A Casa Soturna, e com muito gosto, apaixonadamente, posso dizer.

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Um livro, bem pequeno, fez-me rir, e muito: Diário de um Louco, de Nikolai Gogol.

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A literatura russa tem uma galeria de escritores extraordinários, geniais. Após ler Dostoiévski e Tolstói, o Leon, e não o Alexei, procurei por outros escritores da terra do Gagárin, e vim a conhecer Nikolai Gogol, Anton Tchekov, Ivan Turgueniev, Saltykov-Shchedrin, Alexei Tolstói, Evgueni Ievtuchenko e Voinovich são alguns deles.

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Livros de pouco, ou nenhum, valor literário que li com muita vontade foram, de Patrícia Wentworth, O Punhal de Marfim, um americano, e Medo e Delírio em Las Vegas, de Hunter S. Thompson.

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História Extraordinárias, de Edgar Allan Poe agarrou-me pela jugular.

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Pode uma pessoa gostar de todos os gêneros literários existentes, sejam quantos forem, e de livros escritos pelos gênios e de escritos por escritores menores. Pode-se gostar de aventura, policial, romance histórico, espionagem, ficção científica, e todos os outros já criados. Robinson Crusoé, O Assassinato no Expresso do Oriente, Juliano, A Alternativa do Diabo e A Guerra das Salamandras estão entre as minhas leituras mais queridas. E Shakespeare e Dostoiévski e Thomas Mann e Proust e Machado e Camões, e Júlio Diniz e Joaquim Manuel de Almeida e Júlio Verne.

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Fizeram da obra-prima do Giovanni Boccaccio, Decamerão, um livro proibido, fescenino, de má fama. É uma injustiça à obra do gênio literário italiano, um dos melhores livros que li. Dentre as cem histórias que Boccaccio narrou as de substância erótica correspondem a uma parcela ínfima, insignificante; infelizmente, foram elas que fizeram a fama do autor.

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O meu primeiro contato com a obra de Dante Alighieri foi a leitura de O Inferno, o primeiro livro da Divina Comédia, numa edição, recheada de ilustrações de Gustave Doré, publicada pela Ediouro. Chamou-me a atenção, então, mais do que o texto, as ilustrações, impactantes, assustadoras.

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Livros que me fizeram viajar para bem longe: Solaris, de Stanisław Lem, Contato, de Carl Sagan, Viagem aos Império do Sol e da Lua (Edição do Clube do Livro), de Cyrano de Bergerac, um narigudo bem engraçado, que Edmond Rostand retratou numa peça primorosa.

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Livros que me causaram estranheza: Esperando Godot, de Samuel Beckett, e O Rinoceronte, de Eugène Ionesco.

É sensato proibir o ensino do comunismo?

Em primeiro lugar, deve-se definir comunismo, e a definição tem de vir sem dubiedades, e jamais permitir objeções, pois em não havendo consenso acerca do que o comunismo é eterniza-se as controvérsias em torno do seu estatuto, o que impede a concretização de políticas de proibição, se assim se deseja, de seu ensino, afinal, vai-se proibir não se sabe o quê. Além disso, se se proíbe o ensino do comunismo, há de se proibir o ensino das idéias dos intelectuais cujos nomes estão umbilicalmente presos ao movimento comunista, e apagar tais nomes dos livros de história? Que não se faça a apologia do comunismo, concordo; e que não se reverencie os seus líderes intelectuais e políticos, também concordo. Que se apresente o comunismo e correntes de pensamento que se lhe opõem, é o correto. Que se apresente o comunismo em confronto com pensamentos adversários, e muitos que sequer lhe tomam conhecimento, e se permita que cada pessoa pense a respeito das idéias políticas, e se decida, em respeito à sua consciência, se vai em favor desta ou daquela, comunista, ou não, ou se se isenta de tecer comentários a respeito, porque se reconhece ignorante do assunto, ou, se indiferente ao, e desinteressado do, assunto, que fique à margem do embate político público.
Para se ensinar o comunismo, se faz indispensável a quem está no papel de quem ensina saber o que o comunismo é, e conhecer os pensamentos políticos que se lhe opõem, e ter boa bagagem literária, intelectual, e conhecimento da história da civilização e da das idêias políticas, e, principalmente, ser dono de mente aberta, não um espírito sectário, e demonstrar disposição para se manter equidistante das ideologias para fazer o confronto correto entre elas. Mas quantos professores têm consciência de suas responsabilidades, e o temperamento que se pede para exercer com propriedade o magistério?
Os intelectuais não se entendem. Cada qual defende – com unhas e dentes, não poucos – a idéia que faz do comunismo. Para uns, é o comunismo um sistema econômico; para outros, uma ideologia (ideologia, para uns, materialista, para outros, de inspiração satanista); para outros, é um movimento político cujos adeptos visam a conquista do poder absoluto, que pode ser obtido por todo e quaisquer meios, pois o fim justifica os meios; e para outros, é uma cultura, que abrange todos os aspectos da sociedade e do comportamento humano; para outros, é uma religião política, civil, que prescinde da idéia de transcendência. O que é o comunismo, afinal? Não se sabendo o que ele é, e menos ainda como ele se manifesta, como se pode proibir que os professores o ensinem? E como podem os professores ensiná-lo?
Recebe o comunismo inúmeros, infinitos nomes. Os comunistas ressignificam as palavras, e fazem uso da retórica para vender gato por lebre. O comunismo atende pelo nome de social-democracia, socialismo cristão, democracia, liberalismo, neoliberalismo, capitalismo, maradonismo, fã-clube de Guerra nas Estrelas; enfim, qualquer nome que sirva para apresentá-lo com uma figura carismática, adorável, amável, ao povo (ou grupo, ou classe) que se deseja manipular e usar como bucha-de-canhão. Além do mais, muitos comunistas não se dizem comunistas; muitos dentre eles se dizem democratas, cristãos, defensores da liberdade. Há quantos comunistas dentro da Igreja, a pregar o Evangelho, deturpando-o, e corroendo-a, e destruindo-a, e, ludibriando os simplórios fiéis, cooptando-os para um movimento revolucionário que tem em seu fim a eliminação de tudo o que eles amam?
É o comunismo proteiforme, ser mimético; assume infinitas formas, inclusive as dos seus inimigos; e por estes se fazendo passar, enganam, e destróem, até o mais perspicaz dos homens.
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Proibir-se a apologia do comunismo, sim. Do mesmo modo que se deve proibir a do nazismo e a do fascismo, e a de qualquer outra ideologia. Deve-se proibir a apologia de todo sistema de pensamento, ideologia, socialismo, comunismo, nazismo, capitalismo, liberalismo. E não se faz aceitável que, nas salas-de-aula, professores ensinem seus alunos a idolatrar personagens caros aos revolucionários comunistas, e a se prosternar diante de símbolos de movimentos políticos, seja a suástica, seja a foice-e-o-martelo.
Professores têm de expor, com imparcialidade, as idéias fundamentais, elementares, das principais correntes de pensamento político-ideológico, e a história delas, o que só podem fazer se dotados de boa formação intelectual; infelizmente, muitos deles, desconhecendo-as, se de boa vontade, e bem intencionados, resumem seu papel na sala-de-aula a repetir lugares-comuns, platitudes, nem sempre com a postura apropriada. Se diz o professor “No socialismo, um órgão central, o Estado, planeja e controla as atividades econômicas, e no capitalismo são as atividades econômicas livres de planejamento e controle centrais.”, ele não faz juízo de valor. Mas se ele diz “O socialismo produz justiça social e igualdade entre homens e mulheres, e o capitalismo, injustiça social e desigualdade.”, ele faz, sem o saber – se bem-intencionado, mas destituído da formação intelectual que lhe permitiria fazer uma exposição correta -, juízo de valor entre os dois, vou assim dizer, sistemas, favorável ao primeiro, certo de que apresentou-os com imparcialidade; mas, se mal-intencionado, ciente de que tomou posição favorável ao primeiro, jamais adota a postura de quem se dispõe a ouvir voz destoante, e nunca apresenta exemplos das obras meritórias dos socialistas, e se diz imparcial porque falou dos dois sistemas, e não apenas de um, o socialismo.
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É o comunismo movimento revolucionário. E o anticomunismo, cujos agentes, usando dos artifícios dos comunistas, e alegando combater o comunismo, manipulam as massas, para cooptá-las, alimenta o movimento revolucionário, pois equivalem-se a mentalidade revolucionária dos comunistas e a dos anti-comunistas.
Retroalimenta-se o movimento comunista durante o embate entre comunistas e anti-comunistas, estes a usarem dos expedientes políticos daqueles.
Os conservadores revolucionários, seres que se reproduziram exponencialmente, no Brasil, nos quatro lustros que abrem o século XXI, adotam políticas contraproducentes, pois, de mentalidade revolucionária, estão a alimentar o monstro contra o qual dizem lutar. Usam das armas, reprováveis, muitas delas criminosas, que os comunistas usam, para manipular, e não instruir, o povo, as massas, as classes, as minorias.
Comunistas e anti-comunistas participam de um aparelho de moto-contínuo.

Bolsonaro e Trump, e Biden, e Putin. ICMS, e programas sociais, e carga tributária, e arrecadação de impostos. Notas breves.

Ouvi, de anti-bolsonaristas, durante o governo Trump, que o presidente Jair Messias Bolsonaro, servil ao seu congênere americano, estava a entregar o Brasil aos Estados Unidos. Agora, ouço aqueles mesmos anti-bolsonaristas, num momento em que ocupa a cadeira presidencial americana o Joe Biden, que já se revelou hostil ao presidente Jair Messias Bolsonaro, e diante do estreitamento das relações diplomáticas e comerciais entre o governo brasileiro, resumido, este, na pessoa do presidente Jair Messias Bolsonaro, e o governo russo, sintetizado na figura de Vladimir Putin, afirmarem que o presidente Jair Messias Bolsonaro é irresponsável e inconsequente ao manter boas relações com o seu colega russo, a ponto de, inclusive, estando Rússia e Ucrânia, em Fevereiro deste ano, na iminência da detonação de um confronto bélico direto, empreender uma viagem ao país dos tzares, ignorando exortações, que mais parecem ameaças, da Casa Branca, para assinar contrato de importação, pelo Brasil, da Rússia, de ingredientes de fertilizantes, produtos indispensáveis à saúde do agronegócio brasileiro, e, mais recentemente, insistindo em ignorar exortações, que aos ouvidos de quem sabe ouvir soam como ameaças, do governo americano, assinar com o Kremlin contratos de importação, pelo Brasil, da Rússia, de óleo diesel. Alegam os anti-bolsonaristas que a postura do presidente brasileiro pode redundar em aplicação, pelo governo americano, contra o Brasil, de sanções econômicas, o que viria em desfavor do Brasil, prejudicando, consequentemente, os brasileiros. Ora, por que o governo americano iria aplicar sanções econômicas contra o Brasil? Porque está, na ótica dos críticos do presidente brasileiro, o Brasil a ignorar as orientações do governo americano. E o que teria de fazer o governo brasileiro, então, para evitar que o governo americano imponha sanções ao Brasil? Teria de agir em consonância com os conselhos que tão amigavelmente lhe oferece o governo americano. Em outras palavras, que o governo brasileiro seja servil ao governo americano. Mas é claro que os anti-bolsonaristas simulam ignorar – e muitos, penso, de fato o ignoram – o real significado do que estão a dizer. Compreensível. Estão a torcer e torcer o discurso para praticar seu esporte predileto: difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro.
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Abaixa o governo federal o valor da alíquota de ICMS que incide sobre os combustíveis, objetivando impedir que o dragão da inflação destrua o poder de compra da moeda brasileira. Não entro no mérito de tal política – desconheço-a em seus detalhes. É minha intenção, nesta nota breve, chamar a atenção para uma das razões aventadas pela oposição ao governo Jair Messias Bolsonaro: a redução da alíquota de ICMS sobre combustíveis irá redundar na redução de investimentos públicos em programas sociais, principalmente saúde e educação. Procede tal crítica? Não estou na minha praia, mas digo que, considerando o pouco que sei a respeito, investimentos em saúde e educação estão garantidos no orçamento, correspondem à certa porcentagem do montante de arrecadação de impostos, que depende da situação econômica, e não da carga tributária, que, ensina a experiência, se extorsiva, a prejudicar a economia, redunda em arrecadação de impostos inferior à que se obtêm com uma carga tributária que não onera os cofres das empresas. Podemos dizer, então, que o dedo que acusa o presidente Jair Messias Bolsonaro de irresponsável e inimigo dos mais pobres está a fazer, única e exclusivamente, demagogia barata.

Venezualiza-se a Argentina. E o Brasil do Bolsonaro. Ou: Uma vez mais, a história dá-nos prova de que os socialistas sabem, melhor do que ninguém, destruir um país.

Que a Argentina vai de mal a pior, e há umas quatro décadas, não há cristão que ignore. Que se degringola a Argentina, país do tango, embora há quem diga que não seja do tango a Argentina o berço, agora com a tal ministra da economia, mulher cujo nome é a onomatopéia de tapa bem dado em instrumento de percussão, em ritmo aceleradamente mais ameaçador, sabe toda pessoa que se informa por mídias independentes, livres, ao invés de pelos meios de comunicação oficiais, os quais todo mundo conhece e nos quais há gente que insiste em confiar. Não era a Argentina, sob o governo do tal de Fernandez, a terra da promissão?! Não era dos argentinos, nossos queridos hermanos, que para o presidente Jair Messias Bolsonaro são rivais dos brasileiros apenas no futebol – e dizem as criaturas de má-vontade que não tem o presidente, nosso querido Capitão, para alguns compatrícios o admirável, heróico, mitológico Bomnosares, talento diplomático -, que os anti-bolsonaristas tupiniquins diziam ser sortudos porque contavam com um presidente que, num momento histórico inédito, o país ameaçado por uma epidemia cataclísmica, soube como proceder, e proceder com responsabilidade, para enfrentar a ameaça que poderia, se não debelada, vir a dizimar o povo argentino, e, ciente de suas responsabilidades de legítimo representante do seu povo, do povo que nele depositou um voto de confiança, decretou um lockdown de um mês, para cortar pela raiz o mal que atingia o país de Jorge Luis Borges, enquanto seu homólogo do país de Graciliano Ramos assumia postura inconsequente, irresponsável, genocida? E enquanto enalteciam o tal Fernandez, amigo-do-peito da tal Kirchner (um substantivo composto, aqui, e hifenizado, é o apropriado – ou alguém queria que eu o desifenizasse, o que poderia convertê-lo numa locução substantiva? Que se desifenize amigo-do-peito, para ver no que dá), apodavam o nosso querido Capitão Bonoro, que insistia, contra tudo e contra todos, turrão como ele só, chucro como um burro-de-carga, um besta-quadrada, azêmola de duas patas, em não decretar, em todo o território que outrora pertenceu aos familiares de Cunhambebe, um lockdown tão rigoroso quanto o que o seu colega argentino decretou. E descarregaram na cabeça do presidente Jair Messias Bolsonaro trilhões de toneladas de xingamentos e acusações de todo tipo. E hoje assistem ao avanço do Brasil, que, apesar dos pesares, ruma ao progresso, a enfrentar percalços – muitos dos quais lho impõem os esquerdistas – sem conta, e a superá-los, para desgosto da turminha do quanto pior melhor, que orquestram, em vão, a derrocada econômica do Brasil, para alijar, à força, da cadeira de presidente, Jair Messias Bolsonaro, enquanto vêem, e fingem não ver, a queda, no precipício, da Argentina. No Brasil, está a inflação na casa dos 7% anuais; na Argentina, na dos 60%. E no Brasil a taxa de desemprego caiu para menos de 10%; e na Argentina, que o digam os detratores do presidente Jair Messias Bolsonaro. E a moeda brasileira vai bem, obrigado. E a argentina? Que o digam os que difamam o presidente Jair Messias Bolsonaro.
No início deste ano de 2022, declaravam, agourentos, os especialistas, que seguem a ciência econômica e respeitam o que as pesquisas indicam, que era o Real moeda tóxica. E hoje o que eles dizem?! Que eles invistam em Pesos! E está a economia brasileira, no jargão anti-bolsonarista, a despiorar,  a não dar provas de melhoria, pois é o mundo, e não o Brasil, que está a melhorar. E a economia da Argentina a quantas anda? Contou-me um passarinho que ela vai de mal a pior. Não sei se procede a notícia. Que os anti-bolsonaristas nos respondam à pergunta.

Sob o governo Bolsonaro, o preço dos alimentos, o da gasolina e o do botijão de gás.

Ouvi, e li, afirmações anti-bolsonaristas de fazer cair o queijo – quero dizer, o queixo – de todo filho-de-Deus que conserva, íntegro, no mínimo um neurônio. E o pior: os autores delas as fizeram os antibolsonaristas em tom de superioridade intelectual, e cultural, e, acima de tudo, moral, dando-se ares de autênticas entidades benfazejas que incorporam em seu ser a sabedoria universal, a exibirem aquele proverbial olhar de juiz majestático – confortavelmente sentado num esplendoroso trono dourado – diante do qual todos os seus suditos genuflexionam-se, pusilanimemente, temerosos de terem a cabeça do corpo arrancada por um verdugo a manusear um machado afiadíssimo.
Dentre as falas dos anti-bolsonaristas, às quais fiz alusão, comento, aqui, citando um exemplo, o teor das que apresentam comparações entre os preços de alimentos, gás de cozinha e gasolina vigentes no governo do presidente Jair Messias Bolsonaro e no governo de Luís Inácio Lula da Silva. É de ruborizar Nero e Messalina a desfaçatez, em alguns casos, a estupidez, em outros, daqueles que as deram a público, de viva voz, ou com memes e textos.
Em uma comparação, e não reproduzo, aqui, os preços, expostos, num quadro, em duas colunas, uma a representar o governo do Bolsonaro e a outra a representar o do Lula, pois tais detalhes são irrelevantes para o exercício do meu argumento, dá-se o preço de um botijão de gás de cozinha, e o de um quilo de arroz e o de um de feijão, e o de um quilo de carne, e o de um litro de gasolina. Até aqui, nada que mereça atenção. Agora, o detalhe que me franzir o cenho: na coluna que representa o governo Bolsonaro os preços dos produtos citados acima são os atuais, e na que representa o governo Lula há uma nota: preços médios. Cocei a cabeça. Remoí os pensamentos. O que o autor de tal peça quis dizer com ‘preços médios’? Algum brasileiro, em algum momento da era que se iniciou no dia 1 de Janeiro de 2.003 e se encerrou no dia 31 de Dezembro de 2.010, foi ao açougue e perguntou ao açougueiro “Qual é o preço médio de um quilo de acém (ou de patinho, ou de alcatra, ou de filemignon)?”, e alguém, em qualquer uma das cinco regiões geográficas que constituem o território nacional, em um posto de combustível, perguntou ao frentista, antes de decidir quantos litros de gasolina iria comprar, “Qual é o preço médio de um litro de gasolina?”, e quem perguntou, numa empresa de venda de gás “Qual é o preço médio do botijão?”? Acredito que ninguém tenha feito, durante aquela era de triste memória, nenhuma destas três perguntas.  Então, por que cargas-d’água compara-se os atuais preços de produtos com os seus preços médios durante o governo lulista? Qual o porquê de tal comparação, que é sem pé e sem cabeça?
Dá-se a impressão, devido às diferenças de preços percebidas entre os atuais e os médios do período compreendido entre 2.003 e 2.010, que inflação houve, e exclusivamente, no governo Bolsonaro. Não sei se é correta esta leitura que faço de tal quadro comparativo. Independentemente de qual seja, é de causar estranheza.
Qual seria então, ô, sabichão, o certo a se fazer?! Não sei. Mas acredito que deveria se informar, no quadro, dos produtos listados, os preços vigentes no mês de Janeiro de 2.003 e no mês de Dezembro de 2.010, e a inflação neste período, e os valores do salário mínimo então em vigor. Assim, sim. Oferecer-se-ia às pessoas que tomaram conhecimento de tal quadro comparativo, que estava acompanhado, digo agora, de um pequeno texto, no qual se lia apenas lugares-comuns anti-bolsonaristas e nenhuma explicação econômica, elementos que lhes permitiriam avaliar, com realismo, se assim posso dizer, o desempenho econômico dos dois governos – desconsiderando-se, é claro, o contexto econômico, e o político, nacional e internacional -, o que daria uma idéia, mesmo que pálida, do trabalho dos dois governos. Mas suspeito que tenha sido a intenção das pessoas que o elaboraram afastar da verdade quem o viu e se deu ao trabalho de ler o texto, que o acompanha, de poucas palavras.
Além disso, tinham de lembrar os leitores que entre o governo de Luís Inácio Lula da Silva e o de Jair Messias Bolsonaro existiram o de Dilma Rousseff e o de Michel Temer.

Fake News, Discurso de Ódio, Democracia, Liberdade de Expressão…

Fake News: toda notícia que não me agrada.
Discurso de Ódio: toda idéia que não me agrada.
Democracia: sistema político que não admite a disseminação de fake news e discurso de ódio.
Liberdade de expressão: expressar publicamente idéias que não sejam discurso de ódio e publicar notícias que não sejam fake News.
Justiça: eu e meus aliados somos inocentes de todos os crimes que nos imputam; e meus inimigos são culpados de todos os crimes que lhes são atribuídos.
Ato violento: toda ação humana física e verbal que fere meu corpo e meus sentimentos.
Ato pacífico: todas as minhas ações.
Negacionista: toda pessoa que não admite que eu, um seguidor da ciência, sei o que é cientificamente válido.
Terraplanista: toda pessoa que não reconhece a minha superior formação científica.
Racista: toda pessoa que não concorda com as minhas idéias acerca do que é e não é racismo.
Fascista: toda pessoa que não concorda com a minha ideologia.
Extrema-direita: toda pessoa que não concorda com as minhas idéias políticas.
Nazista: toda pessoa que não se prosterna, humildemente, diante de mim.
Genocida: toda pessoa que eu digo que é genocida.
Masculinidade tóxica: tudo o que se refere ao masculino.
Estado democrático de direito: a estrutura estatal, desde que atenda aos meus interesses.
Demagogia: toda ação política que favorece os meus inimigos.
Intolerante: toda pessoa que, além de não concordar comigo, ousa defender as próprias idéias.
Ditadura: todo governo que não permite que eu imponha à sociedade a minha ideologia.
República democrática: todo estado que impõe ao povo a sua ideologia, desde que seja esta a que eu defendo.

Macron, Shinzo Abe, Elon Musk, Bolsonaro. Disney. E outras notas breves.

Dizem por aí que está o Emmanuel Macron em maus lençóis devido ao seu envolvimento, que não está bem explicado, com uma empresa de aplicativo de condução de passageiros – não sei se é assim que se diz -, o UBER. E em maus lençóis também estariam, e por outras razões, o Justin Trudeau e o primeiro-ministro da Itália. Ouvi dizer, também, que o primeiro-ministro da Itália estava para renunciar, ou renunciou, não sei, ao seu cargo, mas o presidente recusou atender-lhe ao pedido.
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Assassinaram o ex-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aliado do Donald Trump, crítico feroz da China e apoiador de Taiwan. É tal crime um dos mais importantes, senão o mais importante, deste ano de 2.022. Infelizmente, à tragédia a mídia em peso dedicou, se muito, uma nota de rodapé, e bem discreta, tímida e envergonhadamente. Compreensível, afinal não é ele um pascácio da patota esquerdizóide que está a pôr a civilização de pernas para o ar.
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É Elon Musk um guardião da liberdade, inimigo visceral daqueles metacapitalistas ocidentais que mandam e desmandam em todo o mundo, ou é ele um salafrário de marca maior fazendo-se de paladino da liberdade, sendo, na verdade, um amigo, ou apenas um aliado, ou então um humilde serviçal, daqueles metacapitalistas que, dizem os admiradores do homem mais rico do mundo, ele jurou combater?
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No governo Bolsonaro reduziu-se, consideravelmente, e admiravelmente, os índices de homicídios, e os espíritos-de-porco declaram de viva voz, desavergonhadamente, que o Brasil nunca viu tanta violência quanto à que se existe após o nosso querido Capitão Bonoro envergar a faixa presidencial.
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Contou-me um passarinho que a Disney, outrora (ou ainda é?) a mais amada, a mais querida, a mais admirada empresa de animação do mundo, está indo de mal a pior porque as pessoas que decidem o teor de suas obras cinematográficas encamparam, doentiamente apaixonados, ou apaixonadamente doentios, em sua integridade, o teor do manual politicamente correto, das políticas identitárias, a ponto de não medir as consequências de suas decisões.
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… e no Sri Lanka o povo se revolta. E não foi por falta de a aviso. Assim que o governo daquele pequeno país asiático implementou insanas políticas ditas ambientalistas, observadores perspicazes previram elevação da inflação de preços de gêneros alimentícios e destes a escassez, e revoltas populares, e crise energética.
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Emmanuel Macron, em tom que não deve ter agradado aos franceses, anuncia o racionamento de fornecimento público de energia, política que é consequência direta do corte abrupto de fornecimento de energia produzida pelos russos ao país de Asterix.
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Noticia-se a melhora de índices econômicos brasileiros: aumento do emprego da população economicamente ativa, controle da inflação de preços, Real valorizado frente ao Dólar, previsão de crescimento do PIB na ordem dos dois por cento neste ano de 2.022. E reconhecem os anti-bolsonaristas o sucesso do governo Bolsonaro na área econômica? Não. Eles declaram, enojados, mal-humorados, que o Brasil não melhorou; que foi o mundo que piorou. Primeiro, tal afirmação é uma inverdade. Segundo, dando-se mão à palmatória, e reconhecendo-se a validade da afirmação dos anti-bolsonaristas, obrigamo-nos a reconhecer que é o governo Bolsonaro competente, afinal, comparando-se o desempenho econômico brasileiro nestes tempos de caos que políticos e empresários produziram em nome de combate a um vírus que veio sabe-se lá de onde com o das outras nações, sobressai-se, com honras, o Brasil.

Bolsonarismo X petismo. Argentina. Holanda. Rússia X Ucrânia. Bandeira do Brasil. Notas breves.


Noticia-se a morte, por um bolsonarista, de um petista. Desde o princípio desta tétrica história a envolver dois inimigos figadais, não foram poucas as pessoas que, com uma pulga atrás da orelha, e perspicazes, estranharam a celeridade com que a imprensa, ao noticiar o caso, apontou, desavergonhadamente, e sem hesitar, o dedo acusador contra o que se convencionou chamar bolsonarismo e condenou os bolsonaristas pelo crime cometido. Em outras palavras, coletivizou-se o crime. Bastou, no entanto, que, horas depois, os meios de subversão – erradamente denominados meios de comunicação – a fazer uso político inescrupuloso da tragédia, vir a público um caso escabroso a envolver um médico anestesista, que estuprou uma de suas pacientes, grávida, na sala de atendimento, vindo a se saber que tal homem é um petista, e algumas pessoas a destacarem tal detalhe, que aqueles que estavam a cuspir na cara de todo bolsonarista a pecha de culpado pelo assassinato cometido por um delinquente repreenderam, com nenhuma civilidade, quem apontava a identidade política do estuprador, acrescentando que era imoral e desonesto se fazer tal associação. Usou-se, ao se comentar os dois casos, ambos criminosos, de um peso e duas medidas. Ora, se é, no caso mencionado, reprovável atribuir o crime de estupro a todos os petistas, o mesmo se deve  dizer do caso que envolveu o assassinato citado linhas acima. Nos dois casos, indivíduos, e não coletivos, grupos, movimentos, ideologias, partidos, cometeram crimes. Infelizmente, está a se fazer uso político, eleitoral, de tragédias.
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Em 2.020, assim que souberam que o presidente da Argentina, Álberto Fernandez, decretou um lockdown de um mês os anti-bolsonaristas declaram, em tom acusatório, de reprovação, que eram os argentinos sortudos, pois contavam eles com um presidente que deles cuidava, e éramos os brasileiros azarados porque tínhamos um presidente que de nós, de nossa saúde, não se ocupava, tínhamos, dizia-se, e insiste-se em dizer ainda hoje, um presidente que era um genocida. E chegamos aos meados do ano de 2.022. E hoje sabemos que vai o Brasil, sob o comando do tão odiado Jair Messias Bolsonaro, nós a enfrentarmos os nossos problemas, e a superar muitos deles, os brasileiros a usufruírem de bens e serviços melhores – apesar das dificuldades que enfrentamos com a inflação de preços de gêneros alimentícios. E a quantos anda a Argentina? Estão os argentinos a sofrer a escassez de inúmeros produtos, a inflação a bater na casa dos 70% ao ano, o desemprego a bater recordes históricos, e as condições de vida deles a degringolaram a olhos vistos, venezuelando-se.
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Desconheço os detalhes da história que ora se escreve na Holanda a envolver, em papéis antagônicos, o governo holandês e o povo holandês, este a se revoltar contra políticas daquele, decretadas, alega-se, para salvar a natureza, mas que, prevê-se, irá redundar no empobrecimento do holandeses.
O que está a se passar nos países ocidentais? Estão os governos ocidentais a promoverem políticas de extrema violência, a prejudicar, imensa e consideravelmente, os povos cujos interesses e cujo bem-estar, na teoria representando-os, estão a, lutando, defender. E quem se revolta contra os desmandos dos governantes são tachados de extrema-direita nazifascista.
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Parece que as previsões agourentas – para a Rússia, como um todo, e para o Vladimir Putin, em particular – não estão se concretizando. Está a Rússia a avançar território ucraniano a dentro, cada vez mais para o oeste, e a destruir as forças armadas da Ucrânia, e a exterminar a resistência ucraniana, e a exibir resiliência admirável e invejável, e a prejudicar os países que lhe, à Rússia, impuseram sanções econômicas que se previam devastadoras para a economia russa. Parece que os EUA e vários países europeus deram tiros nos próprios pés, deram com os burros n’água, pois, vê-se, os europeus e os americanos os é que estão a colher a desgraça advinda da guerra que se desenrola, há mais de quatro meses, no coração da Europa.
Há um ponto – que quase ninguém aponta, dando a entender que é ele irrelevante -, mas que é esclarecedor do espírito hipócrita, malandro, dos governantes europeus que almejam impôr a agenda verde: os europeus, enquanto discursavam contra os combustíveis de origem fóssil, compravam, da Rússia, gás e petróleo. E agora, outro ponto interessante, estão alguns países europeus, para muitos ecologicamente responsáveis, a aumentarem investimentos na produção de energia a partir de carvão, que é extraordinariamente poluente, e na de energia nuclear. Nada como um golpe de realidade para as pessoas abandonarem as suas ilusões, os seus ideais.
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Li, hoje, uma notícia do balacobaco. Em um estado da federação, uma certa juíza aventou a idéia que consiste em se proibir, durante os dias de campanha eleitoral, a exibição, em certos contextos, da bandeira nacional, pois, assim pensa a digníssima magistrada, a bandeira, ao tornar-se o símbolo de um grupo de pessoas que estão a favor de um certo candidato a presidente, deixou de ser um símbolo pátrio – a sua exibição, portanto, configurar-se-á, se tal idéia de jerico, ganhando corpo, vir a se concretizar, propaganda política irregular, ilegal. É de fazer cair o ‘b’ da boca (Entenda-se o eufemismo).
Há não muito tempo, eu ouvi um absurdo: acusaram anti-bolsonaristas o Jair Messias Bolsonaro de haver usurpado os símbolos nacionais. É uma tolice, sabemos, de quem só sabe brandir bandeiras de partidos políticos e cantar hinos ideológicos. E agora, vê-se, eleva-se o absurdo à enésima potência.

O Nome da filha de Cristiano Ronaldo. Linguagem. Filmes. Guerra na Ucrânia. Notas breves.

O nome da filha caçula do futebolista português Cristiano Ronaldo, Esmeralda, inspirou ao escritor Deonísio da Silva comentários curiosos, tratando da origem persa do nome e evocando o poeta brasileiro Olavo Bilac.

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Sob o título “Existem Níveis no Uso da Língua?”, publicado, no Facebook, dia 8 de Maio de 2.022, na página Língua e Tradição, Fernando Pestana resume um pensamento de Eugenio Coseriu, que entende que é a linguagem literária, e não a científica, a linguagem por excelência, pois ela explora em sua plenitude a jazida que é a linguagem humana, tão rica, tão vasta.

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Li, recentemente, sete textos, não sei se devo dizer resenhas, ou simplesmente comentários despretensiosos, acerca de filmes, um de autoria de Neto Curvina, um de Paulo Cursino, e cinco de Vincent Sesering. Considerarei o dos dois primeiros, textos, e não artigos, e tampouco resenhas, e ambos os textos publicados, no Facebook, nas páginas de seus respectivos autores, e os do terceiro, resenhas, publicadas, todas as cinco, no site Coquetel Kuleshov. Todos os sete textos são excelentes, e revelam de seus autores fina sensibilidade, e argúcia, para captar detalhes que de quase todos passam despercebidos. O de Neto Curvina é o tema o novo filme que tem seu personagem o mais famoso herói do escritor Ian Fleming, “007 – Sem Tempo para Morrer.”; o de Paulo Cursino comenta um filme nórdico, O Homem do Norte, do qual vi um trailer, que me prendeu a atenção e despertou-me a curiosidade e inspirou-me o desejo de assisti-lo. Diz o autor que representa o filme a figura bárbara, selvagem do herói, não se inibindo em apresentá-lo sujo, em aspecto repulsivo. E as cinco resenhas de autoria de Vincent Sesering, todas publicadas neste ano de 2.022, todas ótimas, são: do mês de Março, “Batman, Matt Reeves, 2022.”, publicado no dia 8; “A Trilogia Bourne, Doug Liman, Paul Geengrass, 2002, 2004, 2007.”, no dia 16; “Batman vs Superman: a origem da Justiça, Zack Snyder, 2016.”, no dia 3; de Abril, “Medida Provisória, Lázaro Ramos, 2022.”, publicado no dia 27; e, de Maio, “Narciso Negro, Michael Powell & Emeric Pressburger, 1947.”, publicado no dia 2.

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Emmanuel Macron, presidente francês, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, pedem cessar-fogo na Ucrânia. E Lloyd Austin, secretário de defesa dos Estados Unidos da América, e o ministro da defesa da Rússia, Sergey Shoigu, reúnem-se, e o representante americano pediu o imediato cessar-fogo.
Aqui, detenho-me para escrever algumas, poucas, observações, acerca das notícias que me chegam aos olhos. Desde o início da conflagração deflagrada pela Rússia há um pouco mais de dois meses que a OTAN planejou, milimetricamente, nos mínimos detalhes, a guerra na Ucrânia, guerra por procuração, e de longa duração, atraindo Vladimir Putin para uma armadilha, na qual ele caiu como um patinho, uma armadilha primorosamente orquestrada, para desgastá-lo, enfraquecer a economia russa e gerar descontentamento nos oligarcas russos, que cortariam a cabeça do ex-espião da KGB. E agora vêm o presidente da França e o secretário de defesa dos Estados Unidos, num curto intervalo de tempo, pedirem pelo fim das hostilidades. Algo não me cheira bem. É só jogo de cena, ou a OTAN deu um tiro no próprio pé, perdeu o controle da situação, as coisas, degringolando-se, estão indo de mal a pior? O que a imprensa não nos conta? O Vladimir Putin já pode dizer: “Não contaram com a minha astúcia.”, ou ainda é cedo? Há dois meses os ocidentais – entenda-se: OTAN – precipitaram-se, e não foram tão astuciosos, como a mídia dava a entender? Presumia-se, então, que a Europa (melhor, Estados Unidos, França e Inglaterra, e seus satélites servis) tinham deixado a Rússia de joelhos.

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Talvez Xi Jinping visite a Arábia Saudita, para tratar da venda de petróleo saudita à China, que pagaria em Yuan, e não em Dólares, as transações financeiras por um meio que não o SWIFT, do qual a Rússia foi excluída logo no primeiro capítulo da novela das sanções otânicas ao país dos Romanofs. Estariam Rússia e China unidos para desbancar o Dólar como moeda hegemônica do comércio internacional, e secundados por Irã, Venezuela e países da antiga União Soviética? É a guerra que ora se desenrola na Ucrânia os prolegômenos de uma guerra que pedirá um Homero para cantá-la, invocando as musas?

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Os países do chamado Ocidente, inclusive os que geograficamente se situam no Oriente estão, inegavelmente, a revelarem-se, não os paladinos da Liberdade, como assim ensina a propaganda, e desde tempos imemoriais, mas autoritários, daí muitos ocidentais indiferentes aos destinos de seus países, vistos, infelizmente, como infernos na Terra, o povo, confuso, desnorteado, a confundir os seus supostos representantes com a terra em que pisam. O governo da Austrália quer vir a proibir o cultivo de alimentos em propriedades particulares, seus donos a labutarem para garantir o próprio sustento, e não para comercializarem os produtos comestíveis que extraírem de suas terras. E mesmo que os comercializassem, que mal haveria? A quem interessa a proibição do cultivo caseiro de alimentos? Os grandes empresários do ramo alimentício, que veriam os australianos comendo-lhes nas palmas das mãos, cabisbaixos, constrangidos, humilhados, a delas tirarem migalhas, que lhes são postas diante dos olhos, para emasculá-los. Tal notícia me fez evocar duas reportagens, que há um bom par de anos eu li, que traziam notícia, uma, dos Estados Unidos, outra, do Brasil, aquela a informar que uma família americana foi proibida de cultivar, no jardim de sua casa, para consumo próprio, tomates, esta a falar da proposta de um político brasileiro que sugeria algo similar ao que o governo da terra dos cangurus e dos ornitorrincos ora propõe – se não me falha a memória, em um dos entes estaduais da região sul, lá pelas bandas da terra do Érico Veríssimo. E vem-me à mente o filme O Vingador do Futuro, de Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger a interpretar o protagonista. Neste filme, os marcianos, que são humanos, vivem à mercê da boa vontade de empresários cujas empresas monopolizam a distribuição de oxigênio.
Não sei se é a vida que imita a arte, se a arte que imita a vida.

Alarmismo ambiental. Fome. Autoritários. Transhumanismo. Guerra na Ucrânia. Soberania Brasileira. Notas breves.

O alarmismo ambiental é mentiroso, criminoso, nefasto. Os ambientalistas alarmistas assopraram as trombetas do apocalipse, que já ocorreu, e ontem, e os humanos, indiferentes ao destino da Terra, não perceberam. É um fenômeno eterno o fim-do-mundo que os ambientalistas xiitas anunciam, diuturnamente, a conservar suspensa a respiração de quem lhes dá ouvidos. O mundo já acabou, conclui quem se dispõe a fazer de seus ouvidos penicos dos salvadores da Terra.
Em defesa das políticas ambientais suicidas, que redundarão, sabem os sensatos – e a voz destes não sensibiliza os donos-do-mundo -, no fim da Terra, os financiadores das políticas ambientalistas mundiais ocultam de todos as notícias alvissareiras, que, além de lhes contestarem a narrativa, ao mundo mostram que as coisas não estão a ir de mal a pior, os humanos a chegarem ao ponto de dizimar a vida na Terra.
Uma reportagem, de autoria de Luis Dufaur, publicada no site ‘Verde: A Cor Nova do Comunismo’, publicada, no dia 20 de Março deste ano de 2.022, “Mais de 550 Novas Espécies Descobertas em 2.021.”, dá a conhecer notícia que anima quem não se dobrou às mentiras reinantes. Para espanto de muita gente, que, boquiaberta, passeia seus olhos pelas palavras que recheiam o artigo, sabe-se que ainda há muito a se conhecer: não estão catalogadas todas as espécies de seres vivos existentes na Terra. Fala-se na reportagem da descoberta de crustáceos – cuja figura lembra a dos camarões -, criaturas que vivem em lagos, em fossas oceânicas e em outros locais, e da de vespas, e caranguejos, e mariposas, e moscas, e besouros, e anfíbios, e répteis, e plantas. Ao fim da leitura, conclui-se que a ignorância dos humanos acerca da vida na Terra, de sua diversidade, é maior do que se pensa, do que querem dar a entender que é. Que imagine quem tem o dom da imaginação o que há para se conhecer nos oceanos e na floresta amazônica, regiões quase que inteiramente inexploradas pelos seres humanos. Há quem diga que os humanos sabemos mais da Lua do que do fundo dos mares.

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A crise econômica provocada, não pelo coronavírus, mas pelas políticas sanitárias insanas decretadas em escala global, aumenta a escassez de gêneros alimentícios em muitos países e provoca a elevação do preço de alimentos em praticamente todos os países. E em algumas nações, Madagascar, Etiópia, Sudão do Sul e Iêmen, o que já era ruim piora, e a olhos vistos.

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São impressionantes, e assustadoras, a desfaçatez e a violência – verbal, que pode se traduzir em violência física – daqueles que pretendem impor sua visão-de-mundo a todo o mundo; movem eles montanhas para removerem da frente toda e qualquer pessoa que não se prosterna, pusilanimemente, diante deles.

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Klaus Schwab, em um curto vídeo, no Fórum Econômico Mundial, fala do Great Reset e da Quarta Revolução Cultural. E muita gente diz que o Great Reset – da mesma forma que a agenda ONU 2030 – é teoria da conspiração. E é teoria da conspiração, também, a ideologia transhumanista, a interface humano-máquina (cérebro humano e computador interconetados), um trambolho apelidado de Neurolink – alô, Elon Musk! -, idéia, esta, que está no livro “Muito Além do Nosso Eu.”, de Miguel Nicolelis, e a ereção de um Estado Global onipotente, onipresente, omnissapiente. São teorias da conspiração mesmo depois de elas saírem do papel, e concretizarem-se.

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Kassandra Marr informa que o Conselho de Segurança da ONU publica uma declaração, que conta com a assinatura da Rússia, a considerar, num vocabulário de quem pisa em ovos, para não ferir brios do governo russo, um conflito, um conflito, unicamente, a guerra que ora se desenrola aos olhos de meio mundo.

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É a Ucrânia prostituta da OTAN; e a OTAN dos Estados Unidos, declaram alguns dissidentes, seres que se negam a papaguear a narrativa da mídia ocidental. E pergunto: Os Estados Unidos são a prostituta de quem? Os atuais passos do Tio Sam são de estranhar toda pessoa que tem nele um modelo perfeito de defensor da Liberdade, da Justiça e da Democracia, valores universais dos quais, pensa-se, ele não abre mão e em defesa dos quais não titubeia.

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Chamaram a atenção alguns comentaristas de política tupiniquim a uma fala, ou a uma postagem em rede social, não sei, de Luís Inácio Lula da Silva, candidato a presidente do Brasil: a que trazia a informação de que ele, se eleito presidente, irá valorizar a soberania brasileira, e para tanto fortalecerá instituições supranacionais, o Mercosul, a Unasul, a Celac e o BRICS. Viram em tal afirmação asneiras das grossas, a mais rematada tolice. Mas desapaixonadamente, e sem se impelir pelo ódio visceral ao personagem indigitado acima, deve-se perguntar, considerando o contexto político internacional, se ele disse alguma asnice monumental e se pode o Brasil prescindir de alianças com outras nações, com algumas dentre elas agrupadas sob esta ou aquela sigla. Reprovar a opção dele pelo Mercosul, que nenhum bem trouxe ao Brasil – aliás, ao Brasil só trouxe dissabores e aborrecimentos – e à Unasul e à Celac, entendo; são escolhas decididas por identidade ideológica. Mas, e a presença do Brasil no BRICS? A filiação do Brasil ao BRICS favorece, ou não, a soberania brasileira? Não nos esqueçamos que três dos outros quatro países – Rússia, na atualidade a segunda maior potência militar, Índia, potência econômica, militar, cultural e política em ascensão, e China, a maior economia nacional, se se considerar a paridade do poder de compra da sua moeda – são ciosas cada qual da sua soberania nacional, mas não dispensam a aliança, para fazer frente à UE e à OTAN, com os outros membros do BRICS. O Brasil tem recursos para levantar, em nome de sua soberania, vôo solo, dispensar toda e qualquer aliança estratégica, agir tal qual um lobo solitário, orgulhoso de seu poder – que é, sabemos, fruto da imaginação, irrealista, vou assim dizer, de nacionalistas fervorosos, que estufam o peito para cacarejar suas patriotadas impotentes -, e encarar, de peito aberto, as outras nações, principalmente as mais poderosas? Que o Brasil participe, sem abrir mão de sua soberania, de grupos supranacionais, mas que sejam estes os que o fortaleçam, e não os que o enfraquecem. E não se pode deixar de apontar: o presidente Jair Messias Bolsonaro, assim me parece, não é hostil ao BRICS.

Escrever bem. Tensão nos Balcãs. 2.000 Mules. Guerra na Ucrânia. Notas breves.

No texto, publicado, no Facebook, “Como Escrever com Clareza.”, na página “Língua e Tradição”, Lara Brenner fala da importância do ato de escrever, mas não escrever sem um propósito definido, e, sim, tendo em mente um tema importante, que toca fundo no espírito de quem se põe a escrever, a ponderar as argumentações apresentadas, com sinceridade e coragem autênticas, e pensamentos ordenados numa sequência lógica, buscando-se o conhecimento de si, enfrentando os seus demônios – e para tanto tem de se conhecer as regras básicas da gramática, para que se possa expor os pensamentos com segurança, o que se alcança, com certo esforço e dificuldade, é verdade, se, e apenas se, se é franco para consigo mesmo quem se dedica a escrever. E menciona um estudioso, James Pennebacker, que, nos anos 1990, persuadiu doentes a participar de um teste de escrita, que se conhece pelo nome de psiconeuroimunologia, importante remédio anímico, e obteve resultados satisfatórios. Ao ler tal texto, evoquei a figura de Olavo de Carvalho, escritor, filósofo e professor de extraordinária formação literária, que exortava alunos seus e seus leitores, e seus admiradores, enfim, qualquer pessoa a, de tempo em tempos, escrever um necrológio, cada um o seu, a refletir sobre sua vida, um exercício poderoso para o autoconhecimento, uma atividade salutar. E lembrei-me de Rodrigo Gurgel, professor, escritor e crítico literário fora-de-série, que não se nega a, e tampouco se cansa de, falar da importância de se escrever diários e memórias.

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Está a aumentar, li em algum lugar, as tensões nos Balcãs. As Forças Armadas sérvias estão a realizar exercícios militares.

Não foi há muito tempo que o povo daquela região, um caldeirão étnico e cultural, viveu um mortícinio durante conflitos sangrentos insuflados, li, por nações ocidentais, Estados Unidos em particular. E esfacelou-se a Iugoslávia. Desentranhou-se. E as nações que de tal esfacelamento resultaram estão sempre na iminência de se auto-destruírem. Para irem às vias de fato, basta uma fagulha; e qualquer coisa, um piscar de olhos mal interpretado, pode vir a detonar novo conflito sangrento entre os povos balcânicos.

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O documentário 2.000 Mules, de Dinesh D’Souza, que não assisti, mas do qual já li comentários, está a dar o que falar, e a pôr em pé os cabelos de muita gente, até os de carecas, e a roubar o sono de gente que, conquanto diabólica, até outro dia, enquanto dormia, sonhava com os anjos. Dá notícia o documentário – foi o que eu li – da ocorrência de fraudes nas eleições americanas de 2.020. Exibe os “mulas” do Partido Democrata a executarem atos indignos de pessoas que respeitam as regras democráticas.

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Ao contrário do que muitos comentadores, estudiosos e especialistas afirmaram, na antevéspera, na véspera, e durante os preparativos militares, da eclosão da guerra que ora varre a Ucrânia, Vladimir Putin, assim pensam alguns observadores, jamais pretendeu tomar de assalto a Ucrânia, e conquistar Kiev em no máximo uma semana, e tampouco reconstruir, nos anos subsequentes, a União Soviética. Todos os blogueiros, jornalistas e youtubers e similares que defenderam tal tese limitaram-se a ecoar a narrativa da imprensa ocidental, que está nas mãos de multibilionários ocidentais, os mesmos que têm na Rússia, e não em Vladimir Putin, independentemente de quem ocupa a cadeira principal do Kremlin, um inimigo a ser abatido; e foi com a unanimidade midiática que Volodymyr Zelensky se converteu em um herói da estirpe de Winston Churchill, mas que, já se percebe, não passa de um capacho dos globalistas ocidentais, dos metacapitalistas, que ambicionam pôr todas as nações sob o garrote de um Estado Global, e que não medem esforços para atingir os seus objetivos.

Pretende Vladimir Putin, dizem alguns comentadores, unicamente, avançar, aos poucos, lenta, e constantemente, e inexoravelmente, para dentro do território ucraniano, a partir do leste, fronteira da mãe da Rússia com a Mãe Rússia, e com seus meios ir eliminando, durante o avanço, os militares ucranianos, os mercenários estrangeiros e os neonazistas – que, parece, não são personagens fictícios de uma trama russa diabólica, conspiracionista, mas pessoas de carne e osso que há um bom tempo estão a aterrorizar os ucranianos, principalmente os do leste, em Donbass e Donetsk -, deixando, assim, segura, a retaguarda, evitando, consequentemente, surpresas desagradáveis – se dominasse toda a Ucrânia antes de eliminar a resistência militar ucraniana e os combatentes estrangeiros, o exército russo enfrentaria, posteriormente, dificuldades insuperáveis para conservar o controle do território ucraniano, e manter a ordem social, e teria problemas maiores, infinitamente maiores, do que o que enfrentou ao pôr os pés na Ucrânia. Os que declararam que a OTAN armou uma arapuca para Vladimir Putin, e ele nela caiu como um patinho, equivocaram-se, presume-se, redondamente, pois partiram do princípio que era intenção dele conquistar a Ucrânia da noite para o dia, começar a guerra na segunda-feira à noite e dá-la, vitorioso, por encerrada, na terça-feira de manhã. Se não foi essa a intenção primordial de Vladimir Putin, por que, então, o exército russo avançou, pelo norte, território ucraniano adentro, contra Kiev? Entendem alguns estudiosos de estratégia militar que os militares russos que participaram de tal manobra, seguindo à risca um plano desenhado no Kremlin, tinham a função de obrigar as Forças Armadas ucranianas a manter em Kiev batalhões ucranianos, que, para bloquear o avanço russo, não poderiam auxiliar os batalhões ucranianos que combatiam no leste – e estes não recebendo reforços, as duas posições militares ucranianas, a do leste e a de Kiev, ficaram em desvantagem frente ao exército russo.

Após os mais de dois meses de conflito, a Rússia segue, lenta, e gradativamente, o seu avanço por terras ucranianas, com segurança, e destrói aeroportos e ferrovias, impedindo que o carregamento de armas enviadas por Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e alguns poucos outros países chegue às tropas ucranianas.

E é resultado visível, e preocupante, e direto, do conflito, a elevação dos preços das commodities russas, gás, petróleo, matérias-primas e produtos alimentícios, pelos quais agora a Europa paga mais caro do que pagava há poucos meses. E é preocupante a redução da produção de alimentos da safra ucraniana; e já se avizinha crise de abastecimento de produtos alimentícios nos países mais pobres – escassez e encarecimento de alimentos.

E para encerrar esta nota breve, notas brevíssimas: Militares ucranianos, em Azovstal, usam a população de escudo humano; a Ucrânia perde, todo santo dia, uns quinhentos soldados; mães e esposas de ucranianos revoltam-se contra o governo ucraniano, que está a recrutar seus filhos e maridos, e a enviá-los para a frente de batalha, para a morte certa, pois eles, antes, não recebem apropriados treinamento e armamentos – são apenas buchas-de-canhão, homens descartáveis; as sanções que alguns países europeus impuseram à Rússia afetam mais eles mesmos do que a Rússia; mercenários estrangeiros, que acreditaram que teriam vida fácil na Ucrânia, e que passeariam por lá, regressam, com o rabo entre as pernas, aos seus países de origem.

Muitas das informações que registrei, nesta nota breve, eu as tirei de textos de Kleber Sernik, e de outras fontes.

Para me informar acerca do que se passa na Ucrânia, não necessariamente em terras ucranianas, mas ao conflito que envolve Rússia e OTAN, que tem na Ucrânia seu principal, em termos bélicos, campo de batalha, leio textos do já citado Kleber Sernik, e de Kassandra Marr, Karina Michelin, Naomi Yamaguchi, Maurício Alves, e outros.

O socialismo dos socialistas e o socialismo real. Profissão: bandido. Multiculturalismo e politicamente correto. Notas breves.

Diz, melhor, dizia a lenda que Hugo Chavez, e, após ele, Nicolás Maduro, implantaram, na Venezuela, políticas econômicas, de inspiração socialista, anti-capitalista, de distribuição gratuíta de petróleo e alimentos aos venezuelanos, a favorecer o Estado, em detrimento dos capitalistas e empresários, políticas que fariam da Venezuela um paraíso, país, a Venezuela, onde não mais existiriam injustiça social e desigualdade de renda. E o povo venezuelano acreditou no canto da sereia socialista e embebedou-se com as facilidades que os esquerdistas, de bom grado, amáveis, ofereceram-lhe, e vislumbrou, no horizonte imaginativo, fantástico, que a oratória de Chavez e companheiros de jornada inspiraram-lhe, o paraíso; e cuspiu na cara de todo aquele que lhe chamou a atenção para o perigo que as políticas de Chavez e Maduro representavam, expondo-as à razão, projetando luz sobre seu núcleo demagógico, populista, trazendo-lhe para diante dos olhos cenas de um futuro negro, tétrico, o povo venezuelano a comer o pão que o diabo amassou. Dos alertas o povo venezuelano fez pouco caso; preferiu acreditar nos políticos que lhe prometiam o céu. E mal sabia que teria o inferno. Entregou aos seus carrascos a corda com que eles o enforcaram. Foi tiro, e queda; e não foram necessárias décadas, ou uma centúria, para que a miséria decorrente da política socialista chavista e madurista se tornasse do conhecimento do mundo. Mas enquanto tal não se deu; enquanto puderam do mundo ocultar os horrores, que se multiplicavam, na Venezuela, a miséria, que se encorpava, a tirania, que, se fortalecendo, massacrava o povo, e o êxodo de venezuelanos para a Colômbia e o Brasil, os socialistas declaravam, orgulhosamente, de peito cheio, que o socialismo trouxe paz, riqueza, justiça, igualdade e democracia aos venezuelanos ao eliminar os capitalistas, mas bastou perderam o controle da narrativa, o mundo vindo a conhecer o inferno em que a Venezuela se transformou, que mudaram o discurso; agora, dizem que na Venezuela não há socialismo; que os postulados socialistas não estão, e nunca estiveram, contemplados nas políticas de Hugo Chavez e Nicolás Maduro. E os socialistas, então, decidiram apostar todas as suas fichas na Argentina, que ia desgovernada, diziam, nas mãos de Maurício Macri, amigo dos capitalistas gringos. Tinham os socialistas, para o bem do povo argentino, de remover da Casa Rosada o desumano capitalista, e no seu lugar pôr um socialista. E assim foi feito: Alberto Fernández foi eleito o representante, democraticamente eleito presidente da Argentina, do povo argentino. E tem ele a graciosa Cristina Kirchner sua vice. E a Argentina rumou, a passos largos, e seguros, ao paraíso, agora a viver sob regime socialista; e os socialistas clamaram vitória, e os argentinos felicidade inédita. Só que não, como se diz por aí. A Argentina vai de mal a pior. Os heróis dos antibolsonaristas, Alberto Fernández e Cristina Kirchner, traíram, dizem, agora, os socialistas, os ideais nobres do socialismo e, ao invés de produzirem riqueza, igualdade e justiça, produziram miséria, desigualdade e injustiça. Traidores miseráveis! E os socialistas, heróicos e destemidos combatentes do mal capitalista, persistem; não desistem; são resilientes; não esmorecem. Estão decididos a erguer, agora no Chile, o paraíso socialista, com o tal Gabriel Bóric, personagem lendário, herói impoluto, que está a pedir um Homero para lhe registrar, em hexâmetros dactílicos,seus feitos memoráveis, para conhecimento da posteridade.

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Não li, com atenção, uma certa notícia, cujo teor passou-me, diante dos olhos, na velocidade da luz: um governador qualquer de não sei qual estado da federação brasílica, ou um prefeito qualquer de sei lá eu qual município, disse que temos os brasileiros de atentar para a importância da indústria do tráfico de drogas, que está a contribuir para atenuar os efeitos nefastos do desemprego causado pela epidemia, pois o tráfico está a empregar muitos, muitos jovens, que, sem a oportunidade, imperdível oportunidade, que os traficantes lhes oferecem, estariam, perdidos, na rua, sujeitos a serem aliciados por criminosos, e a integrarem a legião de marginais que estão a flagelar a sociedade brasileira, e a virem a perpetrar crimes, e crimes horrendos, hediondos. Quase me vieram lágrimas aos olhos, confesso, ao conhecer a dedicação do político pelo bem comum, mesmo que eu tenha passado por cima os olhos em tal reportagem. É consolador saber que há políticos brasileiros que pensam no bem-estar dos brasileiros.

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Está a Suécia em maus lençóis. Marco Frenette informa que, durante o regime militar, muitos comunoterroristas fugidos do Brasil, expatriaram-se para a Suécia; e com a imigração desordenada de adeptos do islamismo, enfrenta o país de Selma Lagerlof o domínio dos maometanos, que, em algumas áreas do país, impõem a sharia, e ninguém lhes faz objeção. E ai de quem se opõe às políticas multiculturalistas e progressistas que estão a rasgar o tecido social sueco! Quem ousa questionar, esboçar, que seja! uma crítica a tal política, é tachado de fascista, de extremista de direita, de islamofóbico. O mesmo fenômeno, já chegou ao meu conhecimento, e não foi hoje, nem ontem, se dá em outros países europeus, principalmente na Alemanha, na Grã-Bretanha, na Noruega e na Holanda. Não sei se procede a notícia, ou se é teoria da conspiração: ocorreu, há não muito tempo, na Alemanha, estupro coletivo, na véspera de comemorações natalinas; centenas de mulheres foram estupradas por muçulmanos. E dá-se a conhecer que é a Suécia a capital mundial dos estupros. E não podem os suecos esboçar uma queixa que o mundo lhes desaba sobre a cabeça e soterra-os sob toneladas de impropérios.
O multiculturalismo, e todo o pacote politicamente correto, está a fazer um estrago danado em todas as nações, mas, parece, mais nos países da Europa ocidental e nos Estados Unidos do que em qualquer outra parte do mundo. Algumas nações rejeitam terminantemente o manual de instruções do instrumento politicamente correto, em seu todo, e nem sequer desejam pô-lo sobre a mesa para discussão; sabem do poder corrosivo de tal obra malfazeja, e não pretendem perder tempo simulando urbanidade, civilidade, como o fazem os povos europeus, que, para se diferenciarem do restante do mundo, e se darem ares de sofisticados, culturalmente superiores, e não se misturarem com os bárbaros de outras praças, adotam o figurino que os engenheiros sociais lhes oferecem, e o fazem orgulhosos, gostosamente. São os gostosões do planeta, e muitos, tais quais avestruzes, estão, com a cabeça enfiada no chão, a estapearem e escoicearem toda pessoa que lhes exorta a olhar em volta para se conscientizarem do inferno que a pusilanimidade deles criou. Pisaram na jaca, e pisaram feio, e agora choram as pitangas. E pergunto-me se são de crocodilo as lágrimas que lhes escorre pelo rosto.

Admirável mundo novo. Rússia x OTAN. E outras notas breves.

Durante os anos de epidemia, além de crescerem exponencialmente as transações financeiras e comerciais via meios digitais, o que para muitos é contraproducente, elevaram-se as vozes favoráveis ao famigerado passaporte vacinal, o que se configura para não poucas pessoas um instrumento de vigilância, de controle populacional, um exercício, em estágio embrionário, de monitoramento de pessoas, exercício que irá integrar as estruturas constritoras de um estado global autoritário, o que, é questão de tempo, será erguido, doa a quem doer. E a facilidade com que centenas de milhões de pessoas, flageladas pelo terror midiático, que promoveu histeria coletiva, submeteram-se aos mandos e desmandos de políticos secundados por renomados médicos e cientistas alçados, da noite para o dia, à condição de heróis, é, inequivocamente, um sinal agourento para os autênticos defensores da liberdade, e alvissareiro para os propugnadores do estado autoritário tecnocrata transhumanista, sob cujo jugo todo indivíduo despersonalizado, roubada de si a consciência individual, viverá, pusilanimemente, respondendo a estímulos pavlovianos. É esta uma visão fatalista, determinista, da história da espécie humana. Está o ser humano fadado a perder a sua essência humana, os dons que o fazem humano, ou é tal futurismo abstração fantasiosa, quimérica, que vai às raias do absurdo, do surrealista, fruto de cérebros imaginosos?

As transações financeiras por meios digitais acenderam o sinal de alerta na cabeça de muita gente, que prevê, e para um tempo não muito distante, a extinção do dinheiro em papel, o que será uma catástrofe, pois todas as informações referentes às finanças de todos os cidadãos da aldeia global estarão armazenadas em supercomputadores dotados de inteligência artificial, propriedades de gente extraordinariamente ricas, que, na comparação com o Tio Patinhas, o muquirana mais amado da história, dono de quaquilhões que transbordam de sua caixa forte, alvo preferencial dos Irmãos Metralha, são faraós, e tão podres de ricos, que governam, por meio de chefes-de-estado, seus testas-de-ferro, o destino de nações e povos. E se um cidadão cair em desgraça ao contrariar os interesses de algum potentado, o dinheiro, em meios virtuais, desaparece, como se nunca tivesse existido, num estalar de dedos, num piscar de olhos, num passe de mágica. Seria o fim da liberdade. Todo o cidadão estaria à mercê de tiranos. E qual é a outra alternativa? Virar as costas para o futuro que se esboça, hoje? Ou dar-se um jeito de se adaptar ao meio que está a se criar, sem por ele se deixar subjugar, oprimir, massacrar? Ou erigir outra civilização que dispensa os recursos tecnológicos do admirável mundo novo no qual muita gente sonha viver. Quem nunca sonhou com as comodidades que a civilização da era dos Jetsons oferece? E quantos são os que preferem viver na era dos Flinstones?

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Aumenta a Gazprom, empresa petrolífera russa, consideravelmente, desde o início da conflagração que varre o território ucraniano, a venda de gás à China, que está a substituir os europeus na condição de clientes dos russos, o que, para muitos, irá pôr a Rússia na dependência da China, desta vindo a se tornar um mero satélite. E há uns meses, e antes do início do conflito russo-ucraniano, alguns estudiosos ocidentais alertaram para a política temerária do ocidente, a de ameaçar a onça com vara curta, e encurralá-la, melhor, ameaçar o urso russo, pois o obrigaria a jogar-se no colo dos chineses, ou, o que era mais provável, Moscou estreitar laços estratégicos com Pequim, constituindo um bloco anti-ocidental poderoso – e parece que é este o cenário que está se desenhando.

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O governo da Bulgária, e o da Hungria, e o da Eslováquia, e o da República Tcheca – quatro países que, além de dependerem do gás russo, estão no caminho pelo qual o gás russo é transportado, da Rússia, para a Europa ocidental, estão em uma posição desconfortável. São tais países a chave para expôr a maracutaia européia, inconfessada, que a mídia esforça-se por ocultar. Noticia-se que a Europa não abre mão da política de sanções contra o gás e o petróleo russos e que os governos dos quatro países citados acima são refratários, os desavergonhados, à política de sanções, porque tais países dependem do gás russo. Mas a verdade, a verdade verdadeira, ensina que tal narrativa é jogo-de-cena, e que a Europa dispensou da aplicação de sanções ao gás russo os governos da Bulgária, da Hungria, da Eslováquia e da República Tcheca, para que ela possa destes países comprá-lo – para todos os efeitos, compra a Europa dos quatro países, não o gás russo, mas, respectivamente, o gás búlgaro, o gás húngaro, o gás eslovaco e o gás tcheko. Meninos espertinhos os europeus ocidentais, ninguém há de negar. Conquistar a fama de heróis a lutarem contra o poderoso urso russo, ao mesmo tempo que se conservam aquecidos com o gás russo. Há um porém, todavia: agora, pagam os europeus uma nota preta pelo gás que antes compravam por uma pechincha. Não são tão espertinhos os espertalhões.

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Grupos pró-Rússia, que têm, na mãe Rússia, a salvação da civilização humana, e no Ocidente, resumindo-o aos Estados Unidos da América, o demônio a ser vencido, e em Israel uma terra amaldiçoada, e seu governo maldito, e seu povo desprezível, estão a ver com bons olhos o estreitamento dos laços diplomáticos e estratégicos do governo da Rússia com os da Síria e do Irã, e o apoio dos russos ao Hezbollah e à resistência palestina, sabidamente governos e grupos que almejam concretizar o sonho, há muito acalentado, de varrer Israel do mapa. E elogiaram tais russófilos a ida de uma delegação do Hamas a Moscou e a recepção amigável, para uns calorosas, que o representante especial do presidente russo para o Oriente Médio e África, Mikhail Bogdanov, dipensou-lhe. E justificaram a ação do governo russo: o governo israelense oferece apoio militar a grupos ucranianos nazistas que se batem com a Rússia, então, não há razão para se reprovar o governo russo, que acolhe em seu seio os inimigos de Israel. E há poucos dias causou desconforto em autoridades israelenses uma declaração de Sergey Lavrov, a de que era Adolf Hitler judeu.

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Denunciam grupos pró-russos atrocidades cometidas pelo exército ucraniano, na aldeia de Terny, no distrito de Limansky, em Donetsk. Procedem as denúncias? Sabe quem lá está.

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Estão a bombardear, com drones, território da Transnístria. Dizem, uns, que são os russos que o bombardeiam; outros, os ucranianos. Quem diz a verdade? O que deseja quem ataca o território oeste da Ucrânia, na fronteira com a Moldávia (ou é território leste da Moldávia a Transnístria, na fronteira com a Ucrânia? Tão confusas estão as coisas por aquelas bandas que já não se sabe qual território pertence a qual país). A quem interessa a escalada do conflito? Aos russos, aos ucranianos, aos alemães, aos ingleses, aos americanos, aos gregos, aos troianos?

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Ataca um vilarejo armênio o exército do Azerbaijão.

Há ouro no subsolo da região fronteiriça entre Azerbaijão e Armênia – ouro em boa quantidade, presumo, quantidade imensurável de ouro, toneladas e mais toneladas, o que valeria uma guerra entre as duas nações que querem assumir total controle sobre a região. Entre as duas nações, ou entre as pessoas que pretendem retirar de sob a terra o diamante dourado, um russo, que tem o direito de explorar a região do lado armênio da fronteira, e um iraniano, que da fronteira explora o lado azerbaijão – e os governos dos dois países limitam-se a satisfazer-lhes os desejos.

As guerras acompanham os humanos desde Caim e Abel, e suas causas são as mais variadas, e vão desde a inveja entre irmãos até as ambição e ganância desmedidas de homens e mulheres de todas as raças, credos e ideologias. O ouro é só um dos objetos que faz com que os homens, de tanto cobiçá-lo, matem-se.

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A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Ibama executaram, no estado do Pará, a bem-sucedida Operação Madeira do Norte II, contra desmatamento ilegal, e prenderam, em flagrante, uma pessoa envolvida no esquema, e apreenderam boa quantidade de madeira da floresta extraída ilegalmente.

Ministro Tarcísio e a jornalista. Colégio católico processado. Rússia x OTAN. Notas breves.

Uma jornalista – não lhe sei o nome, e não quero sabê-lo, e tenho raiva de quem o sabe – perguntou para Tarcísio Gomes de Freitas, homem que, na condição de ministro da infraestrutura do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, ergueu obras que muitos benefícios estão a oferecer aos brasileiros, o que um policial tem de fazer em um tiroteiro, num embate contra criminosos, se tem o policial de atirar para matar o criminoso, e ele lhe respondeu que tem o policial de atirar para se defender, se defender do criminoso; e aqui Tarcísio Gomes de Freitas inteligentemente inverteu os papéis, para contrariedade da jornalista, e dos bandidólatras anti-polícia, que esperavam que ele – e eu não fui a única pessoa a aventar tal hipótese – dissesse que tem o policial de atirar para matar o bandido. A pergunta, claro, foi capciosa; feita para gerar manchetes bombásticas, e rotular Tarcísio Gomes de Freitas um homem truculento, incivil, que quer resolver tudo à bala – para repetir um slogan, usado em campanha de 2018, por um dos oponentes de Jair Messias Bolsonaro -, um homem de mentalidade assassina, e genocida, que se eleito governador do Estado de São Paulo, irá implementar uma política má-vista pelos que se dizem defensores da justiça social, política que redundará no aumento exponencial da letalidade da polícia estadual, a converter o Estado de São Paulo num território sem lei, tal qual o Velho Oeste americano tão popularizado pelas películas de Hollywood, e serão seus heróis brasileríssimos êmulos de John Wayne e Clint Eastwood.
Saiu-se bem o capitão Tarcísio Gomes de Freitas, para frustração daqueles que lhe querem mal.
Não houvesse tanta militância bandidólatra na mídia, na intelectualidade, e entre artistas e políticos e homens-da-lei, o popular Tarcísio do Asfalto não precisaria usar de uma sutileza retórica para expressar o seu pensamento. Mas sabe ele com que tipo de gente está tratando.

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Organizações representativas dos LGBT (e não sei quantas outras iniciais, todas em maiúsculas), informa Ludmila Lins Grilo, processaram um colégio confessional católico, que, ao contrário de muitos colégios católicos que se prosternaram, pusilanimemente, diante dos bezerros de ouro politicamente corretos, defende os valores cristãos e reprova a agenda identitária das chamadas minorias.

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Notícias da Guerra Rússia x OTAN.
Pensei em escrever “Notícias da Guerra entre Rússia e Ucrânia.”, e recuei em meu intento: elevei a caneta esferográfica logo ao escrever “Guerra”, e reconsiderei o que eu pensava, e substitui Ucrânia por OTAN. Presumo que toda pessoa que se informa a respeito do conflito que ocorre em terras ucranianas já entendeu que é o território ucraniano o campo de batalha, e os beligerantes agrupados em dois exércitos hostis, o russo e o, direi, ocidental (ou, melhor, otaniano), sendo os ucranianos nada mais do que buchas de canhão, e que quem dá as cartas nas estepes eslavas é um ex-agente da KGB que atende pelo nome de batismo Vladimir Putin, e no lado ocidental alguém, que os pobres homens comuns que habitam a face da Terra jamais viram mais gordo, e não o atual ocupante da Casa Branca, criatura que mais parece um espantalho morto-vivo do que o presidente dos Estados Unidos da América.
E hoje li uma notícia interessante a respeito do que se passa em território dos compatrícios de Gogol. A OTAN enviou para a Ucrânia, para renovar o estoque de munições das tropas ucranianas, munições suficientes para uma semana, e elas desapareceram em um dia, viraram pó, literalmente, escafederam-se para não terem de enfrentar os chechenos, os terríveis chechenos. Suspeita-se que dispararam os ucranianos a esmo, aterrorizados frente ao inimigo mais poderoso, e inabalável, ou desviaram os projéteis para o mercado negro os espertalhões, ou os russos as tomaram para si ao sobrepujarem as tropas ucranianas e assumirem o controle das regiões onde elas se encontravam. Não se sabe qual é a explicação correta para o caso, às mãos de quem as munições foram parar; sabe-se apenas que desperdiçaram-se as munições.
E dois brasileiros já fizeram história na Ucrânia, dois heróis tupiniquins, homens de bravura indômita invejável, e das façanhas que eles realizaram, de seus feitos heróicos, os brasileiros nos orgulhamos. Um deles é um deputado estadual paulista, que à Ucrânia foi, num esforço de guerra louvável, produzir artefatos bélicos primitivos – mas estranha é a sua decisão de regressar à sua pátria amada, tão querida, poucos dias após a sua ida em auxílio aos ucranianos às voltas com o gigante russo. Que ele permanecesse por lá, nas terras ucranianas, pois os ucranianos pedem, ainda hoje, por apoio de humanistas abnegados, gente aguerrida, e destemida, e brava, muito brava, da estirpe do nobre deputado paulista que carrega nas suas veias o sangue dos bandeirantes. Outro brasileiro que tem seu nome inscrito nos anais da guerra é um praticante de paintball, homem que, disposto a ajudar o lado certo do combate, homem de coragem templária inexcedível, logo que ouviu o zunido de projéteis aos ouvidos, tratou de arrumar as trouxas, e passar sebo nas canelas, e, às pernas que te quero-as! disparar como um condenado, mais branco do que burro quando foge, às terras que Pedro Álvarez Cabral conquistou para a coroa lusitana há um pouco mais cinco centúrias e que tem entre seus mais famosos filhos Pelé e Garrincha.
E é da Ucrânia que nos chega, acredita-se, quatro notícias que dá a entender que é Kiev, não uma terra sob tensão, com mísseis escarrados para todos os lados, de todos os lados, mas um parque de diversões: toda pessoa ilustre vai à Ucrânia a passeio: ora é um ator e diretor de cinema que diz ter o fim de registrar cenas de guerra para a produção de um documentário; ora a primeira-dama de uma das nações envolvidas no conflito, mulher que atravessou o Atlântico para se deixar filmar, e aparecer bem na foto; ora é uma atriz, que foi ver não se sabe o que, mas para lá ela foi, e recebeu a atenção de quem manuseava os holofotes; ora um cantor, que usava óculos, para cantar, nos subterrâneos do metrô, algumas criações artísticas não sei se dele, ou de outro músico, ou cantor, ou letrista, sei lá. Que farra! Parece que a guerra não é assim tão belicosa; não tem o tom fúnebre que a mídia dá a entender que tem. E uma pulga atrás da minha orelha, a casquinar, pergunta-me, a ladina, se todos os personagens ocidentais, famosíssimos todos eles, que visitam Kiev foram a Kiev, ou à outra localidade ucraniana, ou para outro país, ou para um estúdio de cinema, e lá permaneceram, que seja por algumas horas, e de lá transmitiram as imagens, que correram mundo, da visita deles a Kiev, os nomes deles a estamparem o título de incontáveis reportagens.

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A Alemanha envia para a Ucrânia armas autopropulsionadas, de fabricação, umas, alemãs, outras, americanas. Para a Ucrânia, a OTAN envia sucata; bons – ou maus, exemplos são os javelins, que se popularizaram nestes dias, a imprensa a louvá-los. E à Ucrânia também envia a OTAN armamento pesado, o obuseiro M-777, que exigirá manutenção constante e dos seus operadores conhecimento especializado, e o seu uso pelos ucranianos lhes redundará em dificuldades, e eles serão vítimas da ignorância no manuseio de tais equipamentos, autênticos presentes de grego.

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O presidente americano Joe Biden reativou uma política americana dos tempos da Segunda Guerra Mundial, a do Lend-Lease, para facilitar a venda de maquinário bélico à Ucrânia, política que o Tio Sam implementou, na última grande guerra, para vender armas aos aliados e à União Soviética.

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Li reportagem que vende a seguinte informação: Não interessa ao Vladimir Putin uma guerra rápida; para ele é vantajosa uma guerra de longa duração. Para ele, e apenas para ele? E para as indústrias bélicas americana e européia não é vantajosa a guerra duradoura, e o envolvimento, nela, e indefinidamente, de inúmeras nações, melhor, de todas as nações? A guerra é um grande negócio.

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Diz-se por aí que há, na Ucrânia, biolaboratórios, financiados pelos países membros da OTAN, a produzirem armas que afetam pessoas de certas etnia. Serão usadas, algum dia? Ou já estão em pleno uso, mas ninguém avisou os bípedes implumes filhos-de-Deus, ou esqueceram, os desmemoriados patrocinadores de tais pesquisas, de avisá-los. E um passarinho espalhou pelo mundo uma notícia do grotesco e do arabesco: a Rússia encontrou, em território ucraniano, tais laboratórios, o que pôs os líderes ocidentais, isto é, os dos países membros da OTAN, de cabelos em pé, a ponto de se descabelarem; e até Vladimir Putin tratou do assunto, é o que dizem reportagens, em público. Se procede tal notícia, o Vladimir Putin pôs os líderes do Ocidente contra a parede, sob ameaça de trazer a público fotos, documentos e vídeos de tais laboratórios, e chantageou-os, e eles, temendo a exposição pública, cederam-lhe à chantagem e fizeram alguns favores?! Não há mal em se fazer tal pergunta.

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Na Alemanha, há inflação de preços de alimentos, dos quais, de alguns, já atinge a casa dos dois dígitos, o que preocupa autoridades, que estão a vislumbrar nuvens escuras a acumularem-se no horizonte, agourentas, ameaçadoras, e aproximarem-se rapidamente. É a inflação consequência da política do, como se diz em terras de José de Alencar, tranca-rua, e das sanções econômicas que os principais países europeus estão a impôr à Rússia, sanções que, declaram alguns estudiosos, estão a afetar negativamente mais a economia dos país que impõem as sanções do que a do país alvo delas.

Cartórios no Brasil. A imprensa ataca Bolsonaro. Adélio Bispo. Notas breves.

O Governo Federal publicou a Medida Provisória dos Serviços Públicos, para modernização dos cartórios brasileiros. Já não era sem tempo! Por que os cartórios insistem em usar tecnologia do tempo da pedra polida, pior! do tempo da pedra lascada, mais pior ainda! do tempo de antes de o homem aprender a usar a pedra em seu benefício, e não adotam as tecnologias modernas que estão à mão de todos? E por que aceitam pagamentos em, como se diz, dinheiro em espécie, em dinheiro vivo, em cascalho, em din-din, e não em cartão de crédito, via aplicativos, e PIX?

Há um mês, a pedido de uma de minhas tias, e as minhas tias são muitas, mais de uma dezena, fui ao cartório solicitar a impressão de uma segunda via do seu atestado de nascimento. Paguei pela folha de papel, uma folha só, míseros R$ 80,00. Que papel caro! Foi uns centavos menos, na verdade, o que faz uma grande diferença. Entreguei, em dinheiro vivo, ao funcionário do cartório, três notas, uma de R$ 50,00, uma de R$ 20,00 e uma de R$ 10,00, e ele me entregou algumas moedas, o troco. Que rapaz generoso! Quero dizer: O cartório, generoso, restituiu-me uma parcela do dinheiro que eu lhe entregara. E há duas semanas, pediu-me uma amiga que ao cartório eu fosse solicitar uma impressão de segunda via do atestado de óbito da mãe dela, e não me fiz de rogado; fui, e paguei, pelo documento solicitado, míseros R$ 40,00. Na verdade, não entreguei, à moça que me atendera, R$ 40,00, assim, redondos, perfeitamente redondos, não. Paguei-lhe, em dinheiro vivo, duas notas de R$ 20,00. E ela restituiu-me três moedas – uma delas a brilhar de tão nova! – que, somadas, não chegavam a R$ 1,00. É banhado a ouro o documento!

Até aqui falei dos preços das segundas vias impressas dos documentos, uma de um atestado de nascimento, uma de um atestado de óbito, e nenhuma palavra eu proferi acerca do tempo que eu gastei, no cartório, na fila de espera, em cinco ocasiões: na primeira, para solicitar o atestado de nascimento de uma de minhas tias, uns quarenta minutos; na segunda, uma semana depois, para retirar o documento que eu solicitara uma semana antes, uns trinta minutos; na terceira, dias depois, para solicitar o atestado de óbito da mãe, falecida não muito tempo antes, de uma de minhas amigas, que, encarecidamente, me pedira lhe fizesse tal favor, uns trinta minutos – e do cartório retirei-me antes de fazer a solicitação, pois vi que havia a atender aos pacientes visitantes uma, e apenas uma, funcionária, e testemunhei a lentidão enervante de cada atendimento, e calculei no relógio… (reflexão sem pé, nem cabeça: no relógio, a calcular o tempo? ora, calcula-se usando-se calculadora; mas, não se usa calculadora para se calcular o tempo; usa-se relógio), e ao calcular o tempo, melhor, ao medir o tempo enquanto verificava que cada um dos que, precedendo-me na fila, já haviam sido atendidos pela funcionária, usaram oito minutos para empreender a aventura emocionante de ser contemplado pela atenção da dedicada funcionária do cartório, e vendo, na fila, à minha frente, oito pessoas, decidi retirar-me do cartório, para ir ao banco e à lotérica, compromissos, estes, inadiáveis; na quarta, no dia subsequente, para fazer a solicitação que eu não fizera no dia anterior, não gastei, para a minha felicidade, cinco minutos; e, na quinta, e última, uma semana depois, para buscar o documento que eu solicitara, uns trinta minutos.

Cá entre nós, os cartórios são locais onde os homens – e as mulheres também – podem empreender as mais inusitadas e emocionantes e fascinantes aventuras, inesquecíveis, similares às de Odisseu, heróicas, e com dose cavalar de ingredientes kafkianos.

Se há tecnologias que podem vir a favorecer os brasileiros, por que os cartórios não as usam? Eu sei porquê. Sei qual é a razão de ser da obsolescência dos cartórios: os que os mantêm regozijam-se ao verem que os que os visitam encontram, nos domínios cartorianos, emoções fortes, e estão sempre com o coração a pinotear, e a inteligência a cambalhotear, todos a viverem com a adrenalina ativada ao extremo.

Que se grave, à entrada dos cartórios, em letras poéticas: “Deixai, ó vos que entrais, toda a esperança.”

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Para surpresa de todos, ou de ninguém, sei lá eu, os meios de comunicação, melhor, de subversão, redobram os ataques ao presidente Jair Messias Bolsonaro. Executam os profissionais da imprensa o que tinha ares de coisa impossível.

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Li que aventa-se a hipótese de se pôr na rua, e antes do pleito eleitoral desde ano de 2.022, leve, livre e solto, o Adélio Bispo, o esfaqueador do então candidato a presidente do Brasil, em 2.018, Jair Messias Bolsonaro. É um acinte; provocação de gente de espírito-de-porco. O Adélio Bispo está trancado a sete chaves, e é dado como louco; e agora estão a dá-lo como um homem que pode regressar ao convívio social. Se procede tal notícia, que se conclua que os inimigos do presidente Jair Messias Bolsonaro não encontram limites em suas ações funestas.

BOPE, e sublevações. ONGS no Brasil. Controle mundial. Meio-ambiente e agressões ao Brasil. Brasil: ruptura institucional. Notas breves.

No Rio de Janeiro, informa, num texto curto, Maurício Mühlmann Erthal, o BOPE encontrou muitas cápsulas – de fabricação norte-coreanas – de fuzis, e são tantas que tem deixado de cabelos e orelhas em pé autoridades de segurança federais. O submundo do crime, e do crime internacional, e não apenas do nacional, está a preparar – e tal alerta, eu li, há uns dois anos, em um site, que não digo qual é, e tampouco o nome do autor da matéria, porque, na ocasião, não os anotei – uma sublevação popular, não com a participação do povo, mas com a de militantes e criminosos armados até os dentes, a financiá-la os inimigos viscerais, os daqui e os do exterior, do atual presidente brasileiro. Não é correto, tampouco justo, falar em sublevação popular, neste caso, afinal o povo dela não participará; o correto é falar que se trata de uma ação, orquestrada nos esgotos da política mundial, de desestabilização do atual governo, e antes do pleito presidencial deste ano, ou depois, caso Jair Messias Bolsonaro se reeleja, ou que se eleja presidente o seu principal oponente, para que este, objetivando, em tese, restebelecer a paz e a ordem, decrete políticas de cunho autoritário, aproveitando a oportunidade, que os agitadores seus aliados criaram, para eliminar o resquício de liberdade que o povo brasileiro ainda goza. Ou pertence o contrabando de munições à renovação do estoque bélico de criminosos, que não participam de um plano maior, de tomada de poder, que é do agrado de políticos que não estam contentes com o atual governo.

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E do Maurício M. Erthal, li outro texto, curto também, que dá notícia de informações publicadas pelo IBGE. Estima tal instituto de pesquisas que haja no Brasil mais de duzentas mil organizações não-governamentais (sendo o número real delas é desconhecido) – e mais de cinquenta por cento delas atuam na chamada Amazônia Legal. Quem financia tantas organizações não-governamentais? Gente de bem, que acredita que, de fato, elas trabalham em benefício dos povos, e muita, muita gente indiferente aos povos, interessada nas riquezas minerais e naturais que há na floresta amazônica, e em manipular as pessoas, injetando-lhes pensamentos de ódio pelo Brasil, pelo comércio livre de grilhões estatais, pela Igreja, pela família, e em insuflar descontentamentos, rancores e ressentimentos, e canalizar de todos que estão sob sua sugestão a raiva para um fim, que atende aos interesses de gente poderosa, que conta com agentes subversivos regiamente pagos, contratados para causar confrontos – e os mais desejados são os sangrentos.

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E do Maurício M. Erthal, li um terceiro texto, também curto, que não trata, como é o caso dos outros dois dos quais acima faço uma síntese e aos quais adiciono comentários breves, mas pode ao Brasil ser apontado: o uso da cibernética para dominar o mundo, controlar as pessoas, oprimir os povos. Tal tecnologia, que escapa ao controle dos estados nacionais, está, em boa parte, se não em seu todo, nas mãos de megacorporações transnacionais, que, desconfia-se, financiam os estados nacionais, ditam as regras das políticas nacionais, e também das internacionais, e têm políticos na sua folha de pagamentos, comendo-lhes, servilmente, nas palmas das mãos, e conservam em pé instituições internacionais criadas unicamente para destruir as soberanias nacionais e pôr o pescoço de todos os indivíduos humanos sob a guilhotina de um governo global pantagruélico.

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Organizações transnacionais podem usar as questões ambientais de pretexto para atacarem o Brasil sem que lhe apontem o dedo acusador, concentrando-o na figura querida – querida pelo povo brasileiro – do presidente Jair Messias Bolsonaro, homem que, por razões óbvias, que são as reais, e não as alegadas, que ilustram as narrativas dos meios de comunicação (melhor, de subversão) tradicionais, políticos e capitalistas, nacionais e internacionais, amam odiar, assim se diz, homem que, declara-se, representa tudo o que há de pior no espírito humano e que incorpora as mais desumanas, nefastas, ideologias – com exclusão, claro, do comunismo, que é, para os bem-pensantes, a ideologia cujos postulados, se implementados em todo o mundo, irá fazer da Terra um paraíso, o que os comunistas jamais promovem, afinal eles deturpam o divino Marx, infalivelmente. Mas o verdadeiro comunismo há de ser praticado. “Oxalá durante a minha existência.”, sonha, esperançoso, o esquerdista.

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Não são poucos os que, a observarem a política brasileira, chegaram à conclusão de que a tão malfadada, indesejada, malfalada, ruptura institucional já se deu, e há um bom tempo, e que a harmonia entre os três poderes talvez nunca tenha existido, sendo apenas uma quimera fantasmagórica, e que o tão badalado estado democrático de direito seja unicamente uma falácia, e o espetáculo ao qual os brasileiros assistimos seja apenas um teatro de marionetes. Pessimistas são os que assim pensam? Ou eles são realistas, e sabem ver o que as palavras não dizem, o que elas querem esconder?

Da terra do Tio Sam, novidades. Hepatite. Doutor Estranho. E outras notas breves, e brevíssimas.

O que se passa na terra do Tio Sam? De lá recebemos notícias agourentas. Uma: Hilary Clinton responde a processos que a implicam em um esquema daqueles – daqueles, entendem, daqueles bem sinistros. Agora, vem de lá 2.000 mulas, que participaram de fraude nas eleições de 2.020, o que pode complicar a vida já deveras complicada de Joe Biden, um tipo caricato, político veterano de uma biografia da qual qualquer outra pessoa – pessoa que não tenha nenhuma espécie de afinidade com tal criatura – se envergonharia, e que, é visível, ‘tá mais perdido do que bêbado no Saara, e, pior! não ‘tá batendo bem dos pinos – e até fantasmas (ou amigos imaginários) ele está a saudar após encerrar seus discursos homéricos.
E mais uma bizarrice, esta de inspiração orwelliana, chega-nos da outrora terra da liberdade – melhor, ainda é os Estados Unidos a terra da liberdade (não serei pessimista, de espírito apocalíptico) -, e diz respeito à criação, pelo Joe Biden, de um Conselho de Governça da Desinformação, imediatamente após o anúncio de sua criação apelidado Ministério da Verdade.
Para encerrar esta nota breve, uma nota ainda mais breve: O governo Biden ‘tá de olho no descaso – assim diz a mídia militante – do governo Bolsonaro na Amazônia. Vem por aí chumbo grosso da terra dos ianques!
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Primeira nota brevíssima: Multiplicam-se, nos Estados Unidos e na Europa, os casos de hepatite em crianças.
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Segunda nota brevíssima: teme o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, a invasão, pela China, das Ilhas Salomão. Para tranquilizar a todos, afirma-se que é a notícia da invasão um boato. Vá saber! Em tempos tão agourentos…
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Terceira nota brevíssima: Em um curto texto, em sua página na rede social Facebook, Ricardo Santi chama na chincha os da direita floquinhos-de-neve, que vivem se cuspir seus perdigotos histéricos contra o ministro André Mendonça.
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Quarta nota brevíssima: Paulo Cursino publicou comentários seus ao filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ótimo texto; de quem entende de cinema.
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Li, não me lembro onde, há poucos dias, uma tese, que me fez pensar, mas não sei se a respeito dela pensei bem, de um estudioso de geopolítica: metacapitalistas ocidentais, os mal-falados globalistas, apóiam Rússia e China numa guerra global contra os Estados Unidos, com o objetivo de pôr a terra de Washington e Lincoln de joelhos diante do mundo; e para tanto, destronar o Dólar é essencial; e a guerra que ora se desenrola na terra de Gogol é apenas um jogo-de-cena para dar poder aos inimigos do Ocidente, em particular dos Estados Unidos da América, país que os globalitas odeiam. E a China, país que os metacapitalistas tiraram na miséria, é apenas um laboratório social onde se experimenta técnicas de controle social draconiano, que pretendem os donos do poder, num futuro não muito distante, implementar em todo o mundo, assim realizando o sonho, que tão apaixonadamente acalentam, de erigir um governo global totalitário. É a China a gestante, a mãe-de-aluguel – não sei se digo bem com tal imagem – de um embrião, que em seu útero, a crescer livremente, dará forma a um monstro devorador de carne e alma humanas, pantagruélico, insaciável.
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Quinta, e última, nota brevíssima: Jonas Fagá Jr. afirma que foi a epidemia do Covid e é a guerra na Ucrânia artimanhas que aqueles que controlam os bancos centrais executaram para ocultar de todos os prejuízos que eles causaram às nações.

Rodrigo Gurgel e três escritores brasileiros fundamentais. Lula, e a aula magna. Bandidos, e bandidos. Rússia x OTAN. Digitalização do mundo. Notas breves.

Diz, em um vídeo de, aproximadamente, uma hora e meia de duração, o professor e escritor e crítico literário Rodrigo Gurgel, respeitável, e de excelente e admirável cultura literária, que são três os escritores fundamentais da literatura brasileira, e deles ele apresenta breve biografia e acerca das obras deles dá comentários percucientes, com simplicidade, e autoridade: Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis e Graciliano Ramos. Fala, com propriedade, de Memórias de Um Sargento de Milícias, obra do primeiro, e de sua importância na formação literária de Machado de Assis, e do apoio que este recebeu de Manuel Antonio de Almeida, que foi, dir-se-ia, seu patrinho no mundo das letras. Além de outras observações que ele fez dos três mestres da literatura nacional, esta é a que mais me chamou a atenção.
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Uma notícia do balacobaco: Lula, ex-presidente e candidato a presidente – e não presidente como a ele não poucos intelectuais e jornalistas se referem -, apresentou, na Unicamp, à convite de entidades estudantis, e de servidores da universidade, e de associações de alunos e professores, e de sindicatos, uma aula magna; e seus fãs, os universitários, aplaudiram-lo efusivamente, apaixonadamente. O que ele ensinou aos que o ouviram, não sei o que foi, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe; sei, apenas, que, em ambientes universitários, políticos e intelectuais e artistas renomados, sendo de esquerda, socialistas, progressistas, politicamente corretos, desarmamentistas, seguidores da ciência, da turma dos antifas e dos vidas negras importam, sempre são bem acolhidos, com amor e carinho incomuns; já aos dissidentes, os que não comungam as mesmas ideologias, os universitários dedicam ódio visceral, e atiram-lhes pedras e facas, impelidas por ofensas impublicáveis, numa exibição, e há quem pense diferente, de tolerância e respeito invejáveis, afinal são justiceiros sociais a lutarem pela ereção de um mundo melhor, sem desigualdade de renda, sem preconceitos. Tal episódio fez-me evocar o tratamento nobre que universitários dedicaram, em uma universidade, se não me falha a memória, de Pernambuco, àqueles que iriam exibir o, e assistir ao, filme O Jardim das Aflições, que fala do pensamento e da obra de Olavo de Carvalho. De fato, são as universidades guardiãs do conhecimento e o paraíso da inteligência, ambientes onde os sábios sentem-se bem.
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É ou não é o mundo dos justiceiros sociais uma coisa de louco?! Parece mentira, mas não é: em algum canto deste imenso Brasil, em um dos estados do Sul, me parece, um distinto personagem, ao vislumbrar um sinal dos deuses, a mente iluminada, pensou uma idéia brilhante, que ele deu um jeito de apresentar com a seriedade que lhe faz a susbtância: em um tiroteiro entre bandido e policial, o bandido, ao manusear a arma-de-fogo, e disparar a esmo, sem mirar o policial, e vir a alvejá-lo e matá-lo, não será tratado, pelos órgãos competentes, cuja competência é proverbial, como um assassino, pois não será o seu ato, que resultou na morte do policial, considerado um homicídio, pois ele, ao não mirá-lo, não tinha o fim de matá-lo; pretende o bandido, em tal caso, apenas resistir à ação do policial, cuja morte é um acidente de percurso, um efeito colateral da ação de resistência do bandido, eterna vítima da sociedade cristã e patriarcal.
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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, informa que sanções européias ao petróleo russo redundará em prejuízo para a Hungria, que não tem meios de aguentar o impacto que tal medida trará a sociedade húngara. Mas a OTAN parece disposta a insistir em suspender compra de petróleo russo, e a arrastar a Hungria para o conflito. E não é de hoje que a Europa ocidental, corroída pelo anti-cristianismo, bate na Hungria, que estima uma política mais tradicional, voltada para o cristianismo.
E outra notícia importante: a Polônia, a Hungria e a Romênia estão a reivindicar pedaços do leste da Ucrânia, onde entrariam, li, com o escudo de uma força de paz da OTAN. Há quem diga que se isto se der, a coisa degringola de vez.
Se as duas notícias acima são de estarrecer, o que dizer das que dão a conhecer que os serviços de inteligência dos Estados Unidos da América auxiliaram as forças militares ucranianas a caçar, e matar, generais russos, e a atacar, e afundar, o Moskva, navio russo, um símbolo do poderio naval dos bárbaros das estepes?!
E daquelas regiões belicosas e de seus arredores, chega-nos duas notícias: a OTAN pensa em enviar à Ucrânia obuzeiros Panzerhaubitze 2000, de fabricação alemã; e, na Espanha, é preso o blogueiro Anatoly Shariy, crítico de Volodomyr Zelensky, acusado sei lá eu de quê.
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Durante a epidemia do novo coronavírus, houve avalancagem extraordinária das transações comerciais intermediadas por criptomoedas, e de serviços digitais, e de relações de compra-e-venda por meio de aplicativos, assim avançando a economia mundial em um projeto que visa a sua total digitalização, todas as transações realizadas via serviços digitais, com a consequente supressão da moeda em papel, o que atende aos objetivos da ONU 2.030. Para muitos, o mundo que se avizinha é deveras preocupante, assustador: um Estado global totalitário a gozar de poder absoluto jamais imaginado por faraós e reis e imperadores e líderes ditadores do tempo dos nossos tataravós.

Bolsonaro e cultura. Lula. Agronegócio. Ameaças ao Brasil. Guerra das moedas. Russofobia. Mercenários. Mídia. Esportes. Notas breves.

Li, hoje, notícia alvissareira: o presidente Jair Messias Bolsonaro vetou a lei Aldir Blanc, que distribuiria, se sancionada pela caneta presidencial, uma nota preta, não aos artistas populares, que passam maus bocados, e não têm meios de vender o seu peixe, mas aos que, além de nadarem em dinheiro, se arvoram credores dos brasileiros. Há semanas, rejeitou-se a lei – ou um projeto de lei, não sei – intitulada Paulo Gustavo, que tinha fim semelhante e que encontrou o mesmo fim da que o presidente vetou há pouco. E alguns antibolsonaristas declaram, verborrágicos e atrabiliários, que é o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, hostil à cultura, ele a destruir a cultura brasilera. Pensa tal gente que é cultura a obra artística de artistas famosos, e unicamente a obra deles – e não sei se acerto ao falar “a obra artística de artistas famosos”. A cultura de um povo o povo a faz, e não um grupo de gente privilegiada com bons laços políticos e empresarias e midiáticos.

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E Lula ora diz algo que vai de encontro ao que ele disse há anos e ora ao encontro do que há anos ele disse. Tem multípla personalidade, o homem, ou ele se dobra e se desdobra, em vão, para agradar às múltiplas facções de seus apoiadores, e aliados, e eleitores, e fãs, aqui em terra em que se platando tudo dá e no exterior. É Lula extraordinariamente maleável, flexível, a contorcer-se para adotar a figura de todos os que lhe querem bem, assim criando com todos eles afinidades e identidade.

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Não entendi até hoje, e jamais entenderei, a sem-razão da razão irracional daqueles que agridem o agronegócio brasileiro, e pedem-lhe a extinção – para o bem-estar da floresta amazônica, da biodiversidade, e do planeta Terra, e da Via-Láctea. De onde vêm a carne, e os ovos, e as frutas e legumes, e outros produtos comestíveis que tais pessoas enviam, todo santo dia, para o bucho? Será que elas acreditam que o leite de vaca brota, espontaneamente, dentro das caixinhas e dos pacotes de plástico, e os grãos de arroz e de feijão nascem, assim, num “Faça-se o feijão! Faça-se o arroz!”, dentro de pacotes, nas gôndolas dos supermercados? Presumo que haja (e haja o que hajar – alguém já disse – escrevo o pensamento que me resvala a cabeça) pessoas – e muitas delas pecuaristas e agricultores americanos e franceses – que entendem ameaçador aos seus negócios o robustecimento da indústria agropecuária brasileira, e, por esta razão, e por nenhuma outra, financiam campanhas em desfavor do agronegócio brasileiro. Entendo. Mas aqueles brasileiros que, ensandecidos, descabelam-se, sinceros em suas catilinárias contra quem produz o alimentos que eles comem, não contam com a minha compreensão.

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Não é pouca a gente que, a estudar, com seriedade, as coisas que se sucedem em nosso mundo, atenta para a ameaça que a atual política externa americana, sob o desgoverno do Biden, incomodada com a política do presidente Jair Messias Bolsonaro, representa ao Brasil. Artistas hollywoodianos, secundados por seus congêneres brasileiros, estão a falar as mais rematadas asneiras e asnices acerca do Brasil. E contam tais personalidades com o apoio de organizações internacionais e de organizações não-governamentais, e de políticos e ativistas e cantores e atores brasileiros, todos confessos adoradores de esquerdistas e ditadores, e propugnadores de políticas socialistas, politicamente corretas.

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Veio ao Brasil, dos Estados Unidos da América, nesta semana, a subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, Victoria Nuland, que, diz-se por aí, abriu, em 2.014, na Ucrânia, a caixa de Pandora, obtendo a queda do então presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, um fontoche, todos sabemos, do Vladimir Putin. E quem substituiu o presidente deposto foi um preposto, assim dizem, dos globalistas ocidentais. E vai a Ucrânia a seguir sua sina rumo ao seu destino, que ninguém lhe inveja. Pressiona a representante americana, informam algumas publicações, o governo brasileiro a assumir postura menos amigável a Moscou, e mais alinhada a Washington. Parece que o presidente Jair Messias Bolsonaro terá muita dor de cabeça pela frente. Quem é que sonha estar na pele de tal homem?!

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Li que empresas chinesas compram, da Rússia, carvão e petróleo, e pagam em Yuan, e não mais em Dólares. E que países europeus estão a comprar, via outros países – estes dispostos a apagarem ao Putin em Rublos -, da Rússia, o gas e o petróleo que, por baixo do pano, enviam aos seus clientes, que, não querendo aparecer na foto, mantêm, para o público de todo o mundo, imagem de dignos e aguerridos inimigos do vilanesco Vladimir Putin.

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Na cidade ucraniana de Mukatchevo, demoliram monumento, e arrancaram uma placa memorial, ambos em homenagem a Pushkin, mestre da literatura russa. Qual a justificativa para tal atitude? Sentimento russófobo, que exacerba-se, não apenas na Ucrânia, mas em boas quadras do mundo, insuflado pela mídia ocidental.

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Contou-me um passarinho que na Ucrânia soldados russos capturaram mercenários originários de países da OTAN. É a guerra, pergunta-se, entre Rússia e Ucrânia, ou entre países da OTAN e Rússia?

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Pessoas que há não muito tempo escreveram, em tom de alerta, artigos percucientes acerca da concentração dos meios de comunicação ocidentais num tal de Projeto Sindicato, conglomerado midiático sob controle de uma meia dúzia de nababos ocidentais, estão, agora, a comprar da mídia ocidental, acriticamente, a narrativa da guerra que ora se desenrola na terra dos cossacos.

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O senado do estado americano da Carolina do Norte aprovou um projeto de lei que não concede permissão para pessoas transgêneros – homens que se dizem mulheres – de participar de competições oficiais com mulheres.

Elon Musk. Roe vs Wade. Leonardo di Caprio. Disney. E outras notas breves.

“Elon Musk pagou 44 bi de dólares para comprar o Twitter. Com esta grana ele poderia acabar com a fome no mundo.” “E as pessoas que receberam dele tal fortuna podem com ela acabar com a fome no mundo.”

Nota de rodapé 1: com tal dinheiro mata-se a fome de um bilhão de pessoas – que, segundo organizações mundiais, passam fome -, durante uma semana, se muito. E depois?

Nota de rodapé 2: o diálogo acima não faz sentido algum; não tem né, nem cabeça; a réplica é uma provocação àqueles que estão a exprobrar Elon Musk após ele comprar o Twitter.

Nota de rodapé 3: distribua-se tal fortuna, ou o dobro, ou o quintuplo, ou mais, pelos povos famintos de todo o mundo, que a fome não irá diminuir, pois muitos políticos, ditadores, irão amealhar a grana, e abandonar o povo ao deus-dará, ou irão subjugá-lo retirando-lhe os meios de subsistência – o que, aliás, muitos já fazem. A crítica ao Elon Musk é só perfumaria de gente que se diz preocupada com os destinos da humanidade.

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Nos Estados Unidos, a Suprema Corte revogou a lei Roe vs Wade, que permite o aborto, eufemismo para assassinato de crianças. Agora, a decisão acerca do tema cabe a cada estado americano. E o governo do estado de Oklahoma, Kevin Stitt, decidiu banir tal prática assassina de suas praias. E os abortistas esperneiam, ensandecidos.

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O Leonardo di Caprio quer salvar o Brasil. Que menino bonzinho. Ele é o filhinho bonitinho do papai e da mamãe, mas levou umas palmadas, e bem dadas, do Capitão Bonoro, nosso querido presidente.

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Contou-me um passarinho que russos e ucranianos estão se estranhando na Moldávia, e que o Rublo valorizou-se, e que as sanções à Rússia impostas por alguns países europeus e pelos Estados Unidos estão a prejudicar mais a economia européia do que a russa, e que a União Européia não que pretende mais comprar petróleo russo, uma idéia de jerico rejeitada pelos governos da Hungria, da Eslovaquia, da Bulgária e da Czekia, e que países europeus seguem a comprar gás e petróleo russos por intermédio de outros países, que aos russos pagam em Rublos, e que o lockdown decretado, em Shangai, pelo governo chinês, sob a justificativa de impedir a disseminação do mocorongovírus, visa, na verdade, quebrar a cadeia de suprimentos mundiais, o que, parece, está ocorrendo.

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O governador da Flória, Ron DeSantis revogou as proteções especiais à Disneylândia. Desconheço a história. Li aqui e ali que a Disney gozava de certas autonomias administrativas no governo da vasta área que ocupa, e agora não a possui mais. O DeSantis, aliado de Donald Trump, é uma pedra no sapato de progressistas, esquerdistas, e companhia limitada.

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Leio textos de pessoas, que, independentes e corajosas, ousam expor idéias não contempladas pela grande mídia, pessoas que fazem das coisas do mundo, da política, da cultura, leitura que parece coisa do balacobaco, terraplanista negacionista, e coisa e tal, mas que nada mais é do que uma visão distinta do que a permitida pelos poderosos de plantão. Dentre tais pessoas estão Maurício Alves, Kleber Sernik, Jonas Fagá Jr., Kassandra Marr, Neto Curvina, Maurício Erthal, Naomi Yamaguchi. Não repetem lugares-comuns, narrativas convencionais, platitudes insossas.

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É Lula, nas palavras de um seu fã de carteirinha, a esperança do povo brasileiro. E a esperança do povo brasileiro, Lula, representa a própria democracia. Mas ele, Lula, a esperança de um povo sofrido, não atraiu, no dia 1 de Maio, o povo brasileiro, que nele deposita infinita esperança. Estou surpreso!

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Anti-capitalistas pedem o fim do livre-mercado, a extinção das empresas, pois os empresários, gananciosos, só pensam no lucro e em explorar os trabalhadores, e exigem que o Estado tudo controle, certos de que criarão, na Terra, o paraíso. E quando alguém lembra-os que Fidel e Che, em Cuba, e Chavez e Maduro, na Venezuela, empreenderam a política anti-capitalista, produzindo os mais valiosos produtos socialistas, miséria, fome, desigualdade, opressão, mortes, esgoelam-se e cospem-lhe na cara. E enaltecem as figuras de Fidel e Che, e a de Chavez e Maduro . Quem entende?! 

O sistema de saúde colapsou.

O sistema de saúde colapsou. Ora, mas é claro que o sistema de saúde colapsou. O carinha abre, no dedo, com uma faca de cortar pão, um corte pequeno, de não mais de meio centímetro de extensão, superficial, do qual escapa meia gota de sangue, que logo se enrijece, e não uma cachoeira rubra, e, em vez de ou simplesmente ignorar o ferimento, de tão insignificante, ou chupar o dedo machucado até cessar de sair fora o sangue, ou, então, cobri-lo com um curativo apropriado, ou no dedo enrolar uma tira de pano, corre, célere, aos berros, ao pronto-socorro, a suplicar, esgoelando-se, por um atendimento urgente. E a carinha cutuca o dedo com uma agulha, sente a picada, vê o ponto, minúsculo, quase invisível aos olhos humanos, onde enfiara, inadvertidamente, a ponta da agulha, avermelhado-se, solta um berro de abalar os alicerces da Pirâmide de Quéops, e dispara a correr, aos gritos, ao pronto-socorro, o dedo atingido pela agulha destacado dos outros dedos, e lá chegando exige atendimento imediato. Tendo de atender tais carinhas, não há sistema de saúde que aguente.

Há quem, com a garganta arranhada, faz uso, para eliminar os arranhões da garganta, de um pouco de leite quente com sal, ou com açúcar; e há quem, gripado, resfriado, bebe, todo santo dia, café com limão, e engole uma colherada de mel; e há quem, flagelado por pedras que lhe pesam nos rins, bebe chá de quebra-pedra, ou de caninha-do-brejo, e elimina-as, aos jatos – com certa dor, é verdade, mas as expulsa de si; e há quem faz uso de chá de erva-cidreira para aumentar a pressão; e de chá de folha de goiabeira, e de chá de boldo, e de ora-pro-nobis, e de folhas de loro, cada qual para atender a um chamado do corpo afetado por algum mal. Claro que não se aconselha a sair a consumir qualquer coisa, de qualquer modo, em qualquer quantidade quando adoentado, mas há certos males que se pode remediar com um chazinho da vovó, um chá qualquer, que a vovó tão bem conhece e do qual já fez uso trilhões de vezes e com bons resultados, e com o uso de plantas, e com produtos provenientes de animais, picumã, por exemplo, para cicatrização de machucados.
Recorrer ao pronto-socorro por causa de qualquer machucado, ou dor, muitas destas passageiras, que nascem de um tropicão, é demais! Deve-se recorrer ao pronto-socorro apenas em último caso, quando se tem o pescoço cortado de fora a fora, ou a cabeça rachada ao meio, por um machado, um machado bem afiado.

Limites da liberdade. Populismo. O mundo piorou. Notas breves.

Quais são os limites da liberdade? Há limites para o exercício da liberdade, de ação, de expressão? Se há, quem tem autoridade para determinar quais são? Tal questão atormenta os homens desde que o mundo é mundo. Se não há limites para a ação humana, se toda ação é admitida, um ato apenas, nem moral, nem imoral, tampouco amoral, e assim sendo deve ser aceito porque um homem o executa no seu exercício da liberdade, então assassinatos, estupros e roubos devem ser admitidos, e quem os comete dispensado de punições. Não há, no entanto, viva alma, se saudável, se lúcida, que admita correta tal idéia, e não pessa por limites à liberdade à ação humana – tal gente entende que assassinatos, roubos e estupros são crimes, e quem as comete deve ser punida com rigor. No entanto, há não poucas pessoas que, relativizando o valor de tais atos, coonesta-os, e emprestam-lhes ingredientes que retiraram de mentalidade política subversiva: o roubo pode não ser roubo, mas desapropriação de propriedade particular obtida por meios injustos, capitalistas, seu detentor a usufruir de privilégios fora do alcance de muitas pessoas, as que a sociedade oprime, e o assassinato, que, a depender do contexto, é dado como um ato aceitável por este ou aquele povo cuja cultura é milenar, de povos nativos, deve ser aceito como prática cultural respeitável e o assassino merecer respeito e compreensão – um bom exemplo é o assassinato, por algumas tribos indígenas, de crianças.
As ofensas que grupos revolucionários, que, supostamente, existem para acabar com preconceitos e defender minorias, grupos que lutam contra a Igreja, opressora, a família, opressora, o homem (principalmente se branco e heterossexual), opressor, o grande capital, enfim, grupos que lutam contra todos os opressores reais e imaginários, disparam contra a Igreja Católica, e os atos de violência, tais como invasão a igrejas e gestos obscenos na presença de crianças, e na do Papa, são, segundo os que os executam e seus apoiadores, atos de liberdade, liberdade de expressão, que, entendem, não possui limites; todavia, basta que aqueles que os esquerdistas têm na conta de inimigos expressem suas opiniões críticas aos ídolos esquerdistas e às políticas que estes defendem que os esquerdistas agitam a bandeira da liberdade e os acusam de propagadores de discurso de ódio e de disseminadores de fake news e sobre eles, esgoelando-se insanamente, descarregam impropérios impublicáveis e pedem aos poderes legais que os punam, se não com a prisão, e tampouco com a morte (o que desejam), com a proibição de se expressarem livremente, alegando que eles não sabem respeitar a democracia, a liberdade, a justiça, sendo imprescindível, portanto, que alguém, com o rigor da lei, lhes ensine bons modos.
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O tema de um texto, curto, de Fabio Blanco, é o populismo. Conta o autor, como que numa página de um seu diário, a sua ida, depois de meses, à feira livre de sua cidade, e relata ele seu encanto com a turbamulta reinante, para, depois, tecer reflexões acerca da romantização que ele faz da algaravia dos feirantes e do público. Ora, ele não vive de trabalhos na feira, não é dela que ele tira seu sustento financeiro; suas atividades são outras, de professor; ao ver a agitação das pessoas ele a interpreta sob a ótica de um intelectual, e acaba por emprestar ao ambiente, dir-se-ia caótico, de uma feira livre aspectos que ela não possui, embelezando-a. E é esse o pensamento, diz, que muitos intelectuais fazem da pobreza, dos pobres: romantiza-os. Dizem muitos amar os pobres e ver beleza na pobreza, mas eles na pobreza não vivem e não pretendem viver nas mesmas condições que os pobres vivem. É o populismo elitista, de gente que vê, ou finge ver, paz e beleza, maravilhas de um mundo perfeito, idílico, onde elas inexistem. E quantos são os políticos que se apresentam dedicados aos pobres e trabalham, não para extinguir a pobreza, mas para perpetuá-la? São muitos os demagogos; e é a pobreza o capital político deles.
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Lembro-me que há um bom tempo, em tempos não muito distante, afirmaram jornalistas anti-bolsonaristas que a economia brasileira, no governo Jair Messias Bolsonaro, despiorou. Ora, os sinais, claros, da recuperação econômica do Brasil, não podiam ser eclipsados por notícias apocalípticas, comuns hoje em dia; a economia brasileira ia bem, obrigado!, e não podendo negar o sucesso – mesmo que relativo – em tal departamento, jornalistas esforçaram-se para dar a entender que a coisa não é bem assim, que a recuperação econômica brasileira não ia bem, como se pensa, e que temos de nos preocupar, e decidiram que não diriam que a economia brasileira melhorou – como diria qualquer pessoa, menos os jornalistas anti-bolsonaristas – mas, sim, que ela despiorou. E numa era posterior, o Real valorizando-se frente ao Dólar, o que, para muitos, representa confiança do investidor nacional e internacional no Brasil, que se torna um porto seguro para investimentos, dizem jornalistas que, insinuando que vai mal a economia brasileira, o Dólar, no Brasil mais do que em qualquer outro país, se desvalorizou, e consideravelmente. Ora, até um dia antes de tal fenômeno econômico – o da valorização do Real -, o Real a desvalorizar-se frente ao Dólar, a olhos vistos, dizia-se que a desvalorização do Real era um sintoma da economia brasileira fragilizada, a ir de mal a pior, concluindo-se, então, que melhor para o Brasil seria a valorização da moeda nacional; e agora que esta valoriza-se, indica manchetes de alguns jornais que é o Dólar que se desvaloriza, o que vem em prejuízo à economia brasileira, conclui-se. E há poucos dias, sinais alvissareiros da economia brasileira a animar o espíritos de todos, jornais ensinam que a economia brasileira não melhorou, mas, sim, a economia mundial piorou, concluindo-se, portanto, que não temos os brasileiros o que comemorar, o governo Jair Messias Bolsonaro do que se vangloriar, afinal vai o Brasil de mal a pior. Ora, mesmo que se dê mãos à palmatória, e aceite-se que a economia brasileira não melhorou, e, sim, que ela, na comparação com a economia mundial, que piorou, sai-se bem, conclui toda pessoa decente que merece o governo Jair Messias Bolsonaro elogios, afinal ele impediu que a economia brasileira piorasse tanto quanto as economias das outras nações.

Máscaras e medo. Medo e máscaras.

Em Março do ano de 2.020, os Seguidores da Ciência ouviram médicos e cientistas declararem, uns, que para se derrotar o covid-19 era necessário que todos os cidadãos do universo usassem na cara uma tira de pano, a máscara, escudo infalível, impermeável ao monstrinho que a todos aterrorizava então, e outros, que eram as máscaras inúteis, pois o vírus é demasiadamente pequeno, infinitesimalmente minúsculo, e fizeram dos primeiros seus heróis, e auto-intitularam-se Heróis da Pandemia, Cidadãos Responsáveis, e apodaram Negacionistas, seres desprezíveis, todas as pessoas que adotaram o discurso oposto. Que todo homem seguisse a ciência, diziam; isto é, que todos seguissem as recomendações que médicos e cientistas, os midiáticos, alçados à condição de heróis, apontassem medida sanitária indispensável para o efetivo combate ao minúsculo inimigo da humanidade: o uso de máscaras, pelos homens, e pelas mulheres também, em todos os locais, públicos e privados, abertos e fechados. E que todo Negacionista, porque irresponsáveis, egoístas e insensíveis, recusando-se a usar máscara fosse multado e preso, trancafiado na mais fétida das masmorras.
Em Março do ano de 2.022, os Seguidores da Ciência viram políticos, sob orientação de médicos e cientistas, decretarem a revogação da exigência do uso obrigatório, pelos filhos de Deus, de máscara em qualquer lugar, e médicos e cientistas ecoarem a correção de tal medida e outros a objetarem-los, insistindo que se fazia necessário o uso, e ainda por um bom tempo, de máscara, por todos, em todos os lugares, em especial nos locais fechados, e entenderam corretos e responsáveis estes últimos, e errados e insensatos os primeiros.
Nas duas ocasiões, os Seguidores da Ciência adotaram médicos e cientistas responsáveis aqueles que promoviam as medidas ditas sanitárias – para muitos, apenas políticas – que lhes alimentavam o medo. Que todos os homo sapiens vivam de máscara na cara até dia que eles, os Seguidores da Ciência, entendam ser o chegado para se abolir o uso de máscaras pelos primatas mais evoluídos da história da Terra. E quando tal dia chegará? Quando os Heróis da Pandemia, os Cidadãos Responsáveis, os Seguidores da Ciência tiverem a certeza de que tal dia chegou; isto é, no dia que eles vencerem o medo, que os debilita; em outras palavras: No dia de São Nunca.

A Cultura do Cancelamento

Não é a cultura do cancelamento um fenômeno moderno; é antigo, bem antigo; retrocede até o tempo dos filósofos da Grécia, há dois mil e quinhentos anos. Platão registra, na Apologia de Sócrates, os derradeiros momentos da vida do pai da filosofia ocidental; Sócrates, além de não seguir a cartilha, digo, politicamente correta daquele distante período da história da civilização, trazia à superfície, e ao conhecimento de todos, a ignorância dos sábios seus contemporâneos, pessoas que se autointitulavam senhores do universo, demiurgos contemplados, pelos deuses do Olimpo, com a omnissapiência; gente que se arvorava entidade superior, sobrenatural, de dons superiores às divinas; pessoas que, diante daquele feioso que se sentava nas escadarias dos templos e das praças da Grécia e dedicava, não apenas um dedo, mas muitos, muitos dedos, de prosa com os seus conterrâneos, expondo a incultura e a ignorância, e a pouca, ou nenhuma, inteligência dos dignatários de então, sentindo-se inferior a ele, e reconhecendo-lhe a superioridade intelectual e a moral, decidem aniquilá-lo, não por meios honestos, pelo confronto de idéias, o que eles não se atreviam a fazer, e tampouco por meios violentos, assim não se expondo ao povo como seres autoritários, mas, num simulacro de Justiça, o destino dele traçado antes do início do julgamento, condenando-o à morte. E ele, o mestre de Platão, o emblema da filosofia ocidental, Sócrates, bebeu de um copo cicuta, e partiu desta para a melhor, o mundo dos espíritos, onde até hoje ele palestra com sábios de seu porte. “Cancelaram-no” os potentados daquela época.
Os artífices de um mundo perfeito, um mundo melhor, um novo mundo, entidades celestiais, que desde que o mundo é mundo almejam fazer todos verem o que eles querem que todos vejam seja o que for o que eles querem que todos vejam e curvarem-se, reverentes, diante deles, “cancelam” todos os indivíduos que ousam, antes de tudo, respeitarem cada qual sua consciência. Querem os senhores do universo fazer com que as pessoas não percebam o mundo como ele é, mas vê-lo com a figura que eles lhe emprestam. E para impôr sua política, que, sabem, não têm nem sequer um pé na realidade, contam com milhares de militantes profissionais, muitos deles regiamente pagos, e incontáveis idiotas úteis, facilmente sugestionáveis, autômatos descerebrados, servis sem saber que o são, insanos, dispostos, porque destituídos de razão, de sentimentos humanos, a eliminarem toda e qualquer pessoa que, dizem-lhes os senhores do universo, contraria os cânones sagrados do politicamente correto, que trará à escuridão a luz – e os idiotas úteis acreditam-se donos da verdade, abnegados paladinos da Liberdade e da Justiça, denodados e aguerridos guerreiros do bem-estar social, do fim das injustiças, das censuras, e não percebem que estão a fortalecer os agentes da opressão, do fim das liberdades individuais, da extinção da Justiça e da criação de um maquinário de extermínio da vida humana. E são tão ferozes, tão bárbaros, tão insanos, tão desprezíveis tais seres saídos das trevas, os “canceladores”, que eles, sanguissedentos, arrostam, violentamente, um jogador de vôlei, um artista qualquer, um tenista, um ilustre desconhecido que se atrevem a externar, publicamente, uma opinião, que não está contemplada na agenda politicamente correta, e sonham, felizes, vê-las a expirarem nos estertores da morte.

Dom Quixote. Nota breve.

Conversando com os meus botões, um deles aventou uma hipótese, que me deu o que pensar: seria Dom Quixote o crepúsculo de uma era, o da cavalaria andante, era que Miguel de Cervantes Saavedra, nostálgico, via a desaparecer da história da sua amada Espanha, e Sancho Pança, o fiel escudeiro do Cavaleiro da Triste Figura, a era, que se descortinava, materialista, interesseira, e Dulcinéia Del Toboso, a mulher que, perdida, conservava, em seu espírito, a beleza, anímica, que encanta os homens, a entidade que merece respeito, e reverência, porque é o útero em que se gera vidas, e os príncipes, que, jocosos, descompromissados, trocistas inconsequentes que em nada evocavam os nobres reis de antigamente, do mundo que ruía diante dos olhos dele, Miguel de Cervantes Saavedra, um homem, apenas um homem, que nada podia fazer para impedir o avanço impiedoso de um mundo, que o descontentava, um mundo mais poderoso que ele, e ele, impotente, ao criar tais tipos humanos, a conservar, na memória, para o seu agrado, sua querida Espanha, que desaparecia, deu à posteridade a idéia, que fazia, da transição da era áurea, que se perdia, para a da decadência, que se anunciava desavergonhadamente? E é Rocinante os alicerces da era que Cervantes sonhava preservar, mas sabia fadada ao perecimento? Não digo que Miguel de Cervantes Saavedra pensou o que vai nas linhas acima; digo que ele presenciou o que ocorria no seu tempo; e sentiu a perda do que ele estimava, do que lhe era caro, e que, impotente, ele não podia conservar; limitou-se a retratar o fenômeno cultural, civilizacional que, ignorando-o, desenrolava-se diante dos olhos dele. É Dom Quixote de La Mancha uma alegoria?

Sobe o Dólar, desce o Real. Desce o Dólar, sobe o Real.

Desvaloriza-se o Real, e valoriza-se o Dólar. E catadupas de impropérios são arremessadas sobre a cabeça do presidente Jair Messias Bolsonaro e a do ministro da Economia, Paulo Guedes. São estes dois personagens – esgoelam-se ao declarar, verborrágicos, seus mais ferozes críticos, melhor, inimigos – incompetentes, imbecis, estúpidos, gananciosos, e fascistas e nazistas, que estão a, destruindo a economia brasileira, arremessar na miséria mais abjeta milhões de brasileiros, matando-os de fome.

Valoriza-se o Real, e desvaloriza-se o Dólar. Agora, sim, ouviremos jornalistas e economistas tecendo elogiosos comentários ao presidente Jair Messias Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que… Não. Fala-se destes dois personagens públicos brasileiros cobras e lagartos; são ambos os dois imbecis, incompetentes, malvados, e insensíveis, e indiferentes ao sofrimento do povo brasileiro, que é explorado e maltratado por tipos reles e iníquos desde o Descobrimento.

Antes, o Real desvalorizado indicava economia nacional fraca, e dificuldades para importar produtos de outras nações, em especial os de alto valor agregado, e máquinas e equipamentos, que, instalados nas fábricas nacionais, aumentariam a competitividade da indústria brasileira, consequentemente reduzindo custos de produção e aumentando a oferta interna de produtos, o que impactaria favoravelmente no preço de produtos e mercadorias comercializadas no Brasil, impedindo a inflação de fazer seus estragos costumeiros. Em resumo, o Real desvalorizado prejudica o Brasil ao impedir o incremento da produção interna. E ao favorecer as exportações, o governo brasileiro favorecia os estrangeiros e prejudicava os brasileiros, pois os empresários brasileiros preferiam vender seus produtos para quem pagasse mais, os estrangeiros, e era fácil exportar – afinal a desvalorização do Real favorece as exportações -, assim provocavam a escassez de produtos no Brasil e, consequentemente, o aumento de preços, num cenário de redução da oferta e aumento da procura. E seguiam-se as querelas intermináveis, e os insultos, impublicáveis. E as denúncias desarrazoadas ao presidente Jair Messias Bolsonaro e ao ministro Paulo Guedes, e, por extensão, aos bolsonaristas, os fanáticos bolsominions, poucos, que insistem em apoiar o presidente do Brasil em sua queda rumo ao precipício.

Agora, com o Real valorizado esperava-se que apontassem a força da economia brasileira a mídia e economistas (refiro-me aos midiáticos, figurinhas carimbadas cujas estampas são diariamente exibidas nos jornais televisivos e nos canais de notícias da internet), mas o que se viu não é de surpreender ninguém; disseram, em tom de reprovação, que o Dólar, no Brasil, desvaloriza-se mais do que em qualquer outro país, indicando que tal fenômeno econômico é prejudicial ao Brasil, pois prejudica-se, assim, as exportações de produtos produzidos no Brasil e favorece-se a importação de produtos estrangeiros. Ora, mas agora é que os brasileiros se beneficiam, pois dificuldades às exportações e facilidades às importações obrigam os empresários brasileiros – porque os estrangeiros compram menos do, e vendem mais ao, Brasil, o que redundará no aumento da oferta de produtos aos brasileiros, com impacto favorável nos índices inflacionários -, queiram eles ou não, a comercializar seus produtos e mercadorias no Brasil. Mas não é este o comentário que se lê acerca da economia brasileira, em má situação, dizem, porque, agora, o Dólar está desvalorizado.

Uma observação: Têm-se notado que, mesmo com a valorização do Real, o Brasil aumentou suas exportações de alimentos, o que é compreensível, pois é o Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos e há no mundo oito bilhões de bocas para serem alimentadas.

A desvalorização e a valorização da moeda nacional não é, por si só, favorável, tampouco desfavorável, à economia brasileira; a mídia, no entanto, porém, entretanto, todavia, faz uma leitura enviesada de todas as ações do governo Jair Messias Bolsonaro, sempre a dar uma idéia de que vão as coisas de mal a pior. A realidade desmente todas as narrativas que os meios de comunicação (não sei porque se insiste em chamar de meios de comunicação empresas que estão a subverter a realidade – são meios de subversão) contam do atual governo, daí o descrédito que eles colhem junto ao povo brasileiro, que os vê com desconfiança. E não há o que negar: o Brasil, numa época em que políticos e empresários, aqui em território em que se plantando tudo dá e no exterior, usaram de artifícios criminosos para, supostamente, bloquear a disseminação de um vírus, destruir economias nacionais, destruir micros e pequenas empresas, empobrecer a todos e aumentar os opressivos mecanismos de controle social, sai-se razoavelmente bem, e progride, sua economia a crescer a olhos vistos, e milhões de brasileiros a encontrar meios de conquistar os recursos que os sustentam. E não se pode negar que o Governo Bolsonaro é o protagonista da história.

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