Orquestra Maluca (You’re Darn Tootin’ – 1928) – com O Gordo e o Magro

Em quinze minutos, Ollie (Oliver Hardy) e Stan (Stan Laurel) são capazes de empreender uma série de disparates de deixar de queixo caído o Barão de Münchausen e boquiaberta a Mula-Sem-Cabeça. De estontear todo e qualquer filho de Deus. Num concerto, fora de compasso, a os dois personagens que formam a dupla mais atrapalhada do oeste enervam o maestro, que, furibundo, fisionomia carregada, aborda-os, e chama-lhes a atenção, repreende-os com severidade. E de que adianta reprová-los? Ambos os da dupla mais divertida do cinema não se emendam, seguem com as suas ações amalucadas, e causam confusões do balacobaco. Expulsos da orquestra, desempregados, e despejados do hotel, sem um tostão no bolso, vão ter à rua, onde, no exercício da arte musical, exibem talento invejável, não para a música, mas para a confusão, a ponto de envolverem multidão de homens numa divertida troca de socos e caneladas de constranger Homero, que em seus épicos jamais narrou cenas de luta que contasse com ações tão heróicas e másculas e viris. É Orquestra Maluca um filme divertido.

Silêncio, hospital! (County, hospital – 1932) – com O Gordo e o Magro

Neste filme da dupla mais atrapalhada do universo, um hospital é o cenário animado, e divertidamente animado, por Stan Laurel e Oliver Hardy. Stan visita seu amigo Oliver, que está acamado, e tem a perna direita engessada, num quarto, quarto que ele compartilha com outro paciente, um homem histriônico, expansivo, de gargalhada fácil. Ollie não transparece ânimo à chegada do seu amigo de aventuras, que lhe leva de presente ovos cozidos e nozes; transparece contrariedade, já antevendo dores de cabeça. Stan põe-se a degustar os ovos cozidos. E não demora muito tempo, emborca uma jarra, despejando água no leito em que está Ollie deitado. E logo sucedem-se cenas tipicamente burlescas, Stan a socorrer um médico que ele mesmo pusera em apuros e a oferecer ajuda a Ollie. Dividida a sua atenção entre os dois outros personagens, enrosca-se em suas trapalhadas. A cena encerra-se com o desmantelamento da cama em que estava Ollie deitado e a entrada, no quarto, de enfermeiros. E Stan incorre em outras hilárias insanidades, até que, enfim, retiram-se do hospital os dois toleirões, Stan sob efeito de sonífero. E entram em um carro. E põe-se Stan ao volante. Se Stan em seu estado natural de consciência comete os atos mais absurdamente atrapalhados que se possa imaginar, que tolices ele irá cometer, ao volante de um carro, sob efeito de sonífero?

O Valente Treme-Treme (The Paleface – 1948) – com Bob Hope e Jane Russell.

Foi no Velho Oeste. Libertam Calamity Jane (Jane Russell), bandoleira temida, da prisão, e negociam-lhe o perdão pelos crimes se ela investigasse um caso escabroso, que envolvia venda de armas para os índios. Após a persuadirem da vantagem que ela obteria com a proposta, ela decide cumprir a incumbência da qual a haviam encarregado. No meio do caminho, conhece Peter Potter (Bob Hope), o dentista alcunhado Indolor, homem falastrão, medroso e trambiqueiro, que troca os pés pelas mãos com a sem-cerimônia de um sujeito alienado, um rematado tolo. A inusitada união entre a temida bandoleira e o pusilânime dentista oferece cenas de humor cativante, engraçadíssimas, disparatadas, de fazer dobrar de rir quem se dedica a assistir a esta comédia irresistível.

Patrulheiros em Alerta (The Midnight Patrol – 1933) – com O Gordo e o Magro

A piada está no título. Alertas os dois patrulheiros mais bobos, tolos, patetas de que se tem notícia? Está aí a piada. E ao saber do título, esboça-se um sorriso no rosto de quem o lê, e já se anteve a sucessão de disparates que Stan Laurel e Oliver Hardy irão empreender com as suas proverbiais sabedoria e perspicácia, tão admiráveis, e invejáveis, que causam em todos espanto.
Estão os dois patrulheiros no interior de uma viatura policial, quando ouvem um comunicado, via telefone, da polícia: ladrões roubam o estepe da viatura policial. Ao ouvir tais palavras, quem assiste ao filme recusa-se a acreditar que os dois patrulheiros não haviam presenciado a ação dos criminosos. Resolvida – e do modo que o foi – o caso, recebem os patrulheiros outro comunicado da delegacia de polícia: em andamento uma invasão à certa residência. Conquanto atilados patrulheiros, Stan e Laurel esquecem-se do endereço em que um criminoso estava a cometer o crime. E Stan dirige-se a uma loja onde se depara com um arrombador de cofres, e com ele dedica alguns minutos de sua suspicaz atenção, mantêm com ele um diálogo, apropriado, pode-se dizer, considerando-se as circunstâncias, e, um telefone à mão, disca para a delegacia de polícia, e solicita ao seu interlocutor do outro lado da linha o endereço em que um criminoso perpetrava um crime. E anota os dados que ele lhe dá em uma folha de papel. E ele surpreendentemente atrapalha-se e perde as informações anotadas. E Oliver tem de realizar ligação telefônica à delegacia. E agora, de posse do endereço da residência que um criminoso escolhera para roubar, rumam os dois patrulheiros, de viatura policial, ao local do crime. Lá chegando, deparam-se com o criminoso com a mão na massa. As cenas que se seguem no interior da residência, até a captura do meliante e a condução dele à delegacia de polícia revelam a vocação de ambos os patruleiros para o correto exercício de homens da lei.

Uma Hora da Madrugada (One A. M. – 1916) – de Charles Chaplin

Após uma carraspana homérica – presume-se, dado o estado de embriaguez do herói da comédia -, Charles Chaplin, pra lá de Bagdá, está num táxi daqueles bem antigos. Que seja antigo o táxi não surpreende, afinal é o filme do ano de 1916. Quer o ébrio retirar-se do veículo. Mas há jeito!? O carro não quer que de si saia seu passageiro. Talvez tal pensamento tenha preenchido a cabeça de Chaplin durante o seu embate com o monstro de metal, que o havia devorado. Depois de umas atrapalhadas bem divertidas, engraçadas, que me arrancaram boas gargalhadas, livra-se o herói do seu inimigo, que não desejava deixá-lo sair de suas entranhas, e encaminha-se à sua residência. Para adentrar-lhe os domínios de nada adiantaria ele ditar “Abra-te, sésamo!”, em alto e bom som, embora estivesse, pra lá de Bagdá, em terras de Ali Babá; precisava de uma chave parar abrir-lhe a porta. Encontrou-a após superar alguns percalços – intransponíveis, dir-se-ia. E dentro da sua casa, passeou de tapetes, que não eram voadores, enfrentou dois felinos ferozes, divertiu-se com uma peralta mesa giratória, exibiu a sua destreza de alpinista, encarou um urso, foi atacado por um relógio, e entrou, finalmente, no quarto, para uma boa noite de sono. Mas a cama não se dispunha a acolhê-lo aos seus braços, tão ébrio ele estava que poderia ser expulso de sua casa e por ela mesma. Enfim, ao fim da sua longa e acidentada jornada, encontrou o herói o repouso tão acalentado.
Nos vinte e poucos minutos deste antigo filme, de mais de um século, assistindo-o, de tanto rir fica-se com dor de barriga e chora-se.

Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail – 1975) – direção: Terry Gilliam e Terry Jones

A cavalgarem cavalos imaginários, que trotavam ao som de batidas de duas metades de casca de côco, Rei Arthur (Graham Chapman), secundado pelo seu servo Patsy (Terry Gilliam), chega ao castelo cujo dono é sabe-se lá quem. E numa retórica sofística elevada à enésima potência o rei bretão e um guardião do castelo palestram, o guardião no topo do muro, o rei, do lado de fora do castelo, ambos a exibirem oratória de grande fôlego, acerca de cavalos, côcos e andorinhas migratórias. E não demora muito, o rei de Camelot depara-se com camponeses mal-ajambrados, um deles a exercitar seu conhecimento político anacrônico, de luta de classes e sindicalismo e cooperativismo anárquico, ou coisa que o valha, e o faz com tal segurança, que se revela digno ancestral dos revolucionários que puseram a civilização, a partir do século XIX, de pernas para o ar – ele teria registrado seu nome na história das revoluções se algum historiador houvesse se dignado a registrar-lhe os pensamentos e se ele contasse com um razoavelmente bem aquinhoado padrinho que lhe patrocinasse as aventuras intelectuais.

E não muitos passos depois, o rei Arthur testemunha uma sofisticada disputa filosófica envolvendo Sir Bedevere (Terry Jones) e súditos do rei, andrajosos e mal-cheirosos, e cujo tema era o estatuto ontológico de uma bela jovem, que, para os que a acusavam de bruxaria, era uma bruxa, daí desejarem eles queimá-la viva, torrá-la ao fogo de uma fogueira, mas que para Sir Bedevere, dono de inexcedível talento lógico, de embasbacar e queixocair todo bípede implume, usando de filigranas silogísticas tão sutis que escapam ao comum dos homens, talvez não fosse o que diziam os acusadores dela o que eles diziam que ela era, mas era ela um pato de madeira que flutuava à superfície das águas porque tal qual uma bruxa podia queimar se lhe ateassem fogo – se entendi corretamente o raciocínio de Sir Bedevere, que fez o papel de um Sócrates redivivo, a usar com desenvoltura invejável a maiêutica que o ilustre sábio grego criara com a sua oracular ignorância, virtude do mais sábio dos homens, segundo a pitonisa de Delfos – infelizmente, os bretões, no século do Rei Arthur, não contavam com o gênio de Platão para registrar capítulo tão emblemático da história da civilização; felizmente, todavia, contavam com o Monty Python, que, sem se fazer de rogado, se encarregou de registrá-lo, e o fez com a seriedade dos historiadores clássicos. Se não entendi a substância do embate filosófico conduzido com maestria por Sir Bedevere, e é provável que eu não a tenha entendido, Sir Bedevere, no seu confronto dialético, lógico e metafísico e silogístico com os que lhe apresentaram a suposta bruxa, fê-los concluir que ela era bruxa porque, sendo o pato de madeira, suscetível de, exposto ao fogo, queimar, flutuava tal qual as mulheres, ou, então, estou a aventar outra explicação para a cristalina exposição lógica peripatética, socrática e escolástica de Sir Bedevere, são os patos bruxas porque a mulher, de madeira, além de flutuar, queima; ou, então, a mulher, de peso equivalente ao do pato de madeira, flutua, portanto, queima tal qual uma bruxa; ou, então, a madeira, que flutua, e queima, e pode ser usada na construção de pontes, que também podem ser de pedra, tem peso correspondente ao do pato, que, sendo mulher, é uma bruxa.

O leitor, ao ler as palavras do parágrafo anterior, que antece as deste que ora lê, concluiu, eu sei, que me deparei com tão sofisticada e complexa questão filosófica que sou incapaz de reproduzi-la em sua essência.

E depois de o Rei Arthur, e Patsy, seu servo, e Sir Bedevere, e os cavaleiros, que se juntaram à trupe de Camelot não sei quando, Sir Lancelot (John Cleese), Sir Robin (Eric Idle) e Sir Galahad (Michael Palin), enfrentarem, à boca de uma caverna, um coelho demoníaco, e depararem-se com os Cavaleiros que Dizem Ni, e encontrarem o feiticeiro Tim, e construírem um Coelho de Tróia, e chegarem ao castelo Aarrgh, e confrontarem o Cavaleiro de Três Cabeças – não necessariamente nesta ordem -, e superarem outros obstáculos intransponíveis, encerra-se o filme.

“E o Cálice Sagrado?!”, pergunta-me o leitor. “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda encontraram o cobiçado Cálice Sagrado?” Que fim levou o Cálice Sagrado tão desejado pelo rei bretão e seus fiéis cavaleiros, eu sei; melhor, acredito que sei.

É Monty Python em Busca do Cálice Sagrado iconoclasta, irreverente, disparatado, anárquico. Uma aula de história da Grã-Bretanha da era o Rei Arthur, acredite o leitor.

Ah! Esquecia-me. Se as andorinhas migram, então elas são africanas, e não européias, desde que carreguem côcos.

Three Ages (1923) – de Buster Keaton

É o amor o tema das três novelas que fazem deste filme em preto e branco, e mudo, do ano de 1923, uma peça hilária, uma comédia divertidíssima, o ator e diretor Buster Keaton a protagonizar as três aventuras, uma ambientada na Idade das Pedras, uma, em algum ano do auge do Império Romano, e uma nos tempos modernos, princípio do século XX, nos Estados Unidos. Alternam-se capítulos de cada uma das três novelas, cinco de cada, cada um de poucos minutos – tem o filme um pouco mais de uma hora de duração -, cada capítulo a contar um episódio das adversidades e peripécias rocambolescas do protagonista.

À conquista da mulher amada, sai o protagonista, nas três novelas, e tem ele de se defrontar com um rival, o da Idade da Pedra, mais forte do que ele, o da época de Roma, mais poderoso, e o dos tempos modernos, mais rico. Na Idade da Pedra tem o protagonista um animal de estimação, um ser pré-histórico, um dinossauro, que acredito tratar-se de um alossauro, ser antediluviano de pescoço mais comprido do que o das girafas – mas não sei se os produtores de Three Ages tinham em mente reproduzir, num boneco, tal criatura gigantesca. E fica-se sabendo que em tal era, a da pedra, da pedra lascada, e não da pedra polida, presumo, os nossos brutos, asselvajados ancestrais conheciam o golfe, praticado, então, com tacos rudimentares, clavas, e bolas de pedras. E no tempo dos Césares, faz-se uma leitura singular da corrida de bigas, o protagonista a comandar uma biga puxada por quatro cães, um gato a atiçá-los, e a improvisar, em vez de rodas acopladas à viatura, pranchas de veículos para uso em neve. E nos tempos modernos, assiste-se a um divertido jogo de futebol (para nós brasileiros, futebol americano). Buster Keaton, nas três eras, numa sucessão de absurdos de fazer todos dobraram-se de tanto rir, de tanto insistir em conquistar a mulher que ama, supera os contratempos. São suas aventuras picarescas, outras, disparatadas. Todas, rocambolescas. Dentre as mais divertidas, elenco a da corrida de bigas, a do protagonista na cova – que nesta ele caíra por artimanha de dois de seus inimigos – de um leão – um exemplar ferocíssimo, digno do título de rei dos animais -, a da batalha entre o protagonista e seu rival, na Idade da Pedra, e a do restaurante e do táxi, na idade moderna. E o filme, ao encerramento, exibe o casal, feliz, apaixonado, na Idade da Pedra, com sua penca de filhos, na Roma dos espetáculos sangrentos no Coliseu, com cinco filhos, e, na idade moderna, com… É tal cena, a derradeira do filme, sutil critica aos tempos modernos.

Conquanto recheado de disparates, é o filme veraz em sua essência: reconstitui, com a perspicácia só encontrada em historiadores da estirpe de Tucídides, as três era em seus traços únicos, a representar, à perfeição, a índole dos povos das eras revisitadas.

O leitor poderá, talvez, quem sabe? entender que meu comentário registrado no parágrafo anterior é uma ironia. Ou talvez, não. Quem sabe? De uma coisa eu sei, Buster Keaton fez em Three Ages uma leitura singular da história humana; é verossímil, cá entre nós, isto é, as coisas talvez tenham ocorrido como ele as narra.

E no início de Three Ages há, na primeira cena, prefácio para as três novelas que se irá contar, sentado, à mesa, um ancião de, brancos, cabelos, barba e bigodes, a ladeá-lo uma foice; e sobre a mesa, há uma caveira, um globo, uma ampulheta e um tinteiro com duas penas.

Além de Buster Keaton (um dos diretores do filme; o outro é Eddie Cline), participam de Three Ages os seguintes atores: Margareth Leahy, Wallace Beery, Joe Roberts, Lillian Lawrence, Blanche Payson, Horace Morgan e Leonel Belmore.

É Three Ages uma divertidíssima obra da Sétima Arte. Imperdível. 

Amor com amor se paga – de França Júnior

Nesta peça, França Júnior narra uma singela trama em que se entrecruzam dois casos de amores ilícitos, que não se consumam, conservando-se os amantes no universo platônico do encantamento pela beleza e pelo ideal de amor imaginário – no caso, uma das personagens, romanesca, tem suas idéias amorosas inspiradas nas obras de Byron e Chateaubriand. Dois casais animam a peça: o Coutinho, Eduardo e Emília; e o Carneiro, Miguel e Adelaide; e com eles contracena Vicente do Amparo, um serviçal. Em um ato, em quatorze cenas, curtas, principia-se a peça – que não se prolonga além de quinze páginas numa sala, a mesa preparada, por Vicente do Amparo, para um encontro entre Eduardo Coutinho e Adelaide Carneiro. Na sequência, na sala retirando-se Eduardo Coutinho, e nela presente apenas Vicente do Amparo, entra, esbaforido, Miguel Carneiro, fugindo à caça que lhe promovem alguns moradores da vizinhança. Aqui, narra Miguel Carneiro os contratempos que enfrentara durante os preparativos para o seu encontro com a sua amada, que, sabe-se logo depois, é Emília Coutinho. E assim que se anuncia o regresso de Eduardo Coutinho, agora acompanhado de Adelaide Carneiro, Miguel Carneiro, antecipando-se à entrada deles na sala, esconde-se embaixo da mesa, e, escondido, ouve-lhes a conversa, e reconhece a voz de sua esposa, que revela seu amor pelo marido e sua leviandade ao, deixando-se seduzir pelas idéias românticas dos livros, concordara com o encontro com Eduardo Coutinho. Maldiz, então, Miguel Carneiro, os livros românticos, que estão a virar a cabeça de sua esposa.
Abro um parêntese: É recorrente na literatura romântica a idéia do mal que a literatura faz às mulheres, principalmente às suscetíveis, de imaginação fantasiosa, que facilmente se excitam com a leitura de aventuras amorosas, encantadas pelas narrativas dos mestres do romantismo. E aqui fecho o parêntese.
E nesta peça, singela e divertida, de França Júnior, é Adelaide Carneiro a mulher que representa o tipo frágil e inocente que, deixando-se seduzir por obras românticas, espelha-se nas suas personagens, e alimenta o desejo, irrefreável, de levar à realidade façanhas dignas de dramas romanescos saídos da cabeça de escritores.

Dois Birutas na Legião Estrangeira (Beau Hunks – 1931) – com O Gordo e o Magro

Dizem os saudosistas que hoje em dia não se faz comédias como antigamente. E eles estão corretos; não há o que se lhes refutar: as comédias modernas, inclusive as animadas por atores engraçados, são apelativas; constrangem familiares tímidos, acanhados, se a família, avós, pais, filhos e netos, assistem ao filme, em casa, na sala, reunidos, num dia de confraternização. O mesmo não se pode dizer dos filmes de O Gordo e o Magro, personagens interpretados, respectivamente, por Oliver Harvey e Stan Laurel, a dupla mais atrapalhada, divertida e engraçada da história do cinema, ícones da sétima arte, figuras que só encontram rivais nos comediantes seus contemporâneos: Charles Chaplin, Harold Lloyd, Buster Keaton, e os Três Patetas, Moe, Curly e Larry.

Neste Dois Birutas na Legião Estrangeira, Ollie e Stan, sob a direção de James W. Horne, seguindo roteiro de H. M. Walker, por vias não muito nobres, vão ter a um posto da Legião Estrangeira. Moveu-os ao alistamento uma desilusão amorosa de Ollie, cuja amada, Jeannie-Weenie (Jean Harlow), mulher que viajou pelo mundo inteiro e era amada por todos, via telegrama, informou-o o rompimento do noivado. Ollie, desgostoso, desiludido, decidido a afagar as suas mágoas, a dedicar-se a tarefas que lhe ocupem os pensamentos, desviando-os da mulher que lhe destroçara o coração, arrasta consigo Stan ao posto da Legião Estrangeira, e alistam-se. E não tardam as atrapalhadas da dupla mais divertida do cinema. E tão logo veio a descobrir, no alojamento dos legionários, que a sua querida Jeannie-Weenie não era a santa, meiga e correta, imaculada mulher que ele, em sua ilusão de homem doentiamente apaixonado, acreditava ser, ciente, agora, de que ela era amada por todos, sofre Ollie segunda desilusão; e na companhia de seu companheiro de todas as horas, dirige-se à sala do comandante e pede-lhe o desligamento, dele, Ollie, e de Stan, da Legião Estrangeira. E do comandante os dois atrapalhados legionários ouvem uma resposta que não os agradou, que os descontentou: Ollie e Stan seguiriam alistados na Legião Estrangeira. E na sala do comandante viram Ollie e Stan, à parede, uma foto de Jeannie-Weenie, igual à que ela enviara a Ollie. E seguem-se cenas hilárias, encantadoramente engraçadas, de fazer dobrar-se de rir a estátua de Moisés esculpida por Michelângelo.

Anunciado o cerco, por muçulmanos, do Forte Árido, ruma os legionários, pelo deserto, chamados a cumprir o dever de irem em socorro a outros legionários, e no deserto Ollie e Stan exibem toda a sua extraordinária falta de destreza no manejo de equipamentos úteis ao avanço dos legionários pelo deserto violento, rigoroso. Durante uma tempestade de areia, enceguecidos, perdem Ollie e Stan a trilha, desgarram-se da companhia de legionários, e andam em círculos; mesmo assim, saem do lugar, sabe-se lá por quais meios, e alcançam o Forte Árido, um feito inusitado, inédito, inexplicável, fantástico, fabuloso, extraordinariamente absurdo. E no Forte Árido sucedem-se as atrapalhadas dos dois novos recrutas. E invadem os muçulmanos o Forte Árido. E dá-se o conflito entre os legionários e os invasores. E o desenlace da picaresca aventura é surpreendentemente cômico, graciosamente engraçado, irresistivelmente divertido.

Neste filme de um pouco menos de quarenta minutos, Oliver Hardy e Stan Laurel oferecem momentos de humor irresistível, cenas impagáveis de tão disparatadas.

E pensar que a divertida aventura começou com uma desilusão amorosa!

Don’t be foolish – (1922) – de Billy West

As comédias antigas, do tempo do cinema em preto e branco, e mudo, têm um toque de humor – humor pastelão – irrivalizado. São simples, ingênuas, tragicômicas. Contêm sucessão de cenas hilárias gostosamente absurdas. De um nonsense disparatado. E este Don’t be Foolish, de Billy West, um filme de quase um século de vida, é um belo exemplar de uma época em que os cineastas que se dedicavam a contar estórias engraçadas revelavam talento e amor à vida (amor à vida, sim, pois o humor que faz rir, gargalhar livremente, nasce do prazer de viver e de fazer viver), que os intitulados comediantes de hoje em dia não herdaram.

A aventura do protagonista tem seu início, numa praça, ele sentado num banco, a descascar bananas e a arremessar as cascas – sem o saber – na cara de policiais. Chamado por eles à razão, ele corre, e eles o perseguem. E ele os despista; todavia, pouco depois, encontra-se com eles, e a perseguição prossegue. E depara-se com uma mulher cujo rosto foi esculpido por um amante do grotesco, do horripilante. E escapa-lhe das garras. E os policiais o perseguem, e o capturam, e ele lhes escapa. E o capturam uma vez mais, e ele lhes escapa segunda vez. E prossegue a perseguição. E ele chega, por vias acidentais, ao apartamento da mulher de cujas garras escapara, e dela foge à abordagem. E sucedem-se cenas divertidíssimas, até que, enfim, o caso se resolve.

Sei que esta resenha nada conta do filme. Mas dele nada há para se contar além do que contei. E tenho de escrever, para encerrar: Só quem está de mal com a vida não se diverte ao assistir Don’t be Foolish.

As Vespas – de Aristófanes

Conta o comediógrafo eventos que se sucedem na casa de Filoclêon, confinado este à sua casa por seu filho, Bdeliclêon e os escravos Xantias e Sosias. No princípio, está Bdeliclêon, no terraço, mergulhado no sono, e, à frente da porta, guardando-a para impedir que por ela saísse Filoclêon, os dois escravos, um a dormir, o outro entre a vigília e o sono, e assim que o que estava a dormir desperta, entabulam ambos um diálogo, e narram cada qual o seu sonho, vindo a receber o de Xantias interpretações contrastantes. Logo, Filoclêon trata de tentar a fuga, já ciente o leitor de que o filho dele conserva-o na casa, suprimindo-lhe a liberdade, que ele tanto estima, para poupá-lo de chafurdar-se no vício que tanto lhe reprova, o de frequentar, com assiduidade, o tribunal, servindo de juiz nos julgamentos, para receber os três óbolos de pagamento pelo trabalho prestado à cidade, e, infalivelmente, condenar o réu, atendendo, assim, um vaticínio que lhe fizera o deus de Delfos: Filoclêon morreria se um acusado lhe escapasse das mãos, absolvido. Tinha Filoclêon, portanto, de ir ao tribunal, depositar, na urna, seu voto, pela condenação de Dracontidas, que viria a ser absolvido do crime que lhe imputavam. Usa de uma artimanha para escapar ao confinamento ao qual o filho o obrigara: enveredou pelos canos e calhas. Impedem-lo de empreender a fuga. Persiste Filoclêon: Entra no forno da chaminé. Num diálogo hilário com seu filho, que lhe pergunta quem ele é, diz ser fumaça de lenha de figueira. Bdeliclêon não se deixa ludibriar por artimanha tão absurda. Persiste Filoclêon, que urdiu outro estratagema: Diz que irá vender jumentos. E esconde-se sob o jumento. E aqui se dá a paródia à Odisséia. Indagado quem é, responde ser Ninguém, tal qual Ulisses responde ao Ciclope, no épico Odisséia, de Homero, vate helênico cuja existência é controversa.

Na sequência, anunciam-se os velhos juízes, as vespas, que recorrem a Filoclêon para eles irem ao tribunal assistir ao julgamento de Laques, e depositarem, na urna, um voto, de condenação. À frente da casa de Filoclêon pronunciam-se os juízes, que à ela não têm acesso, e clamam pela presença de Filoclêon. Bdeliclêon intervêm, e segue uma briga – homérica, digo, com um sorriso a enfeitar-me o rosto – entre Bdeliclêon e escravos contra os juízes. Para dar fim à contenda, propõem um debate entre Filoclêon e Bdeliclêon, aquele argumentando em defesa de seu trabalho, nobre, essencial para a conservação da ordem, este, em oposição ao trabalho de juiz, que são, entendia, escravos dos homens que de fato detinham em suas mãos o poder. Ficou acertado que se Bdeliclêon os persuadisse de que eram os juízes escravos, insignificantes, os juízes reconhecer-lhe-iam a vitória e abandonariam o projeto de conduzir Filoclêon ao tribunal. Contrastam as duas teses, a do pai e a de seu filho. Filoclêon, orgulhoso de suas incumbências, enaltece sua profissão, e é nítida a sua soberba, e o tom despeitado que emprega em sua exposição. É clara a sua arrogância; e o seu apreço pela profissão de juiz resume-se ao que dele auferia: prestígio, poder; nenhuma palavra ele pronuncia em favor da dignidade do cargo que ocupa; seu amor ao seu trabalho resume-se às exterioridades, ao título e à riqueza, ao poder adquirido, à proteção e aos favores que recebia dos soberanos, e à sua reputação, que se equivalia à dos deuses do Olimpo. Opõe-se-lhe à tese Bdeliclêon a sua: O juiz é apenas escravo, e é mal remunerado, recebendo mísera parcela dos impostos que os poderosos extorquiam ao povo, e ele, Filoclêon, limitava-se a obedecer quem lhe pagava o salário, isto é, as pessoas que dele exigiam o voto de condenação aos acusados, voto que ele jamais lhes recusava; era, portanto, Filoclêon, um serviçal, um insignificante serviçal, uma peça de um maquinismo cujas dimensões ele desconhecia. Ao encerramento da exposição de Bdeliclêon, reconhece-lhe o coro a vitória. Ainda assim, deseja Filoclêon ir ao tribunal; agora, seu filho reconhecendo-lhe o desejo indomável, propõe-lhe, no que ele concorda, simular, na casa dele, um julgamento. Providencia Bdeliclêon as urnas, as plaquetas, e ramos de incenso e de mirto para a invocação dos deuses, para que Filoclêon seja clemente com os acusados, e não com os acusadores. E dois homens pronunciam-se, ambos fantasiados de cachorros; destes, um é acusado de roubar queijo da Sicília. E a pena seria a de submetê-lo a uma coleira bem apertada. E teria Filoclêon de proferir a sentença, ou de condenação, ou de absolvição, após ouvir os argumentos de defesa e os de acusação. A cena que se desenrola é de humor impagável. E é sucedida por outra cena de equivalente teor cômico, agora Filoclêon, embriagado, exibindo um espetáculo de indecência e insolência de ruborizar Calígula, a vilipendiar e a maltratar os convivas. Livre de um vício, cai Filoclêon em outro vício, apesar das sábias exortações de seu filho.

Encerra-se o leitor a leitura desta antiga comédia grega certo de que Aristófanes não reconhecia virtudes nos juízes, que para ele eram apenas criaturas tolas a serviço de homens poderosos, e acreditava na imutabilidade dos tipos humanos, sendo os propensos aos vícios insensíveis aos apelos da razão e da sabedoria.

Limpa chaminés (Dirty Work, 1933) – um filme de O Gordo e o Magro

Neste curta-metragem, de um pouco menos de vinte minutos, dirigido por Lloyd French, e com roteiro de H. M. Walker, a dupla mais engraçada, atrapalhada e divertida do cinema universal, depara-se, ao entrar num casarão, com o doutor Travão (Lucien Littlefield), cientista, proprietário do casarão, e com Jequié (Samuel Adams), o mordomo. As figuras destes dois coadjuvantes contrastam-se: cada uma segue a do figurino pitoresco estereotipado: a do doutor Travão, a do cientista louco; a de Jequié, a do mordomo esnobe, pernóstico. A do doutor Travão é encantadoramente hilária (e a voz do dublador cai-lhe bem): mirrado, careca no topo da cabeça, e de trejeitos que lembram a de um doido-varrido.

As cenas alternam-se: no laboratório, o doutor Travão está ocupado com as suas experiências, que o levam a criar a fórmula do elixir da juventude, à qual ele se dedicava havia vinte anos; e na sala da lareira, Ollie (Oliver Hardy – o Gordo) e Stan (Stan Laurel – o Magro). E Jequié transita entre as duas cenas. Na execução do trabalho de limpeza da chaminé, Ollie e Stan organizam-se – ao modo deles, obviamente; e Ollie sobe ao telhado, e vai até a boca da chaminé; e Stan permanece, no interior da casa, na sala da lareira. E a confusão, tão disparatada, tão aguardada por quem assiste ao filme na expectativa de ver cenas hilárias, dá-se num ritmo, tão alucinante! que faz o expectador perder o fôlego, e chorar, de tanto rir. As cenas, impagáveis. E é Stan, o Magro, o atrapalhado da dupla, e é Ollie quem recebe tijolos na cabeça e quase tem a cabeça arrancada por tiro de espingarda.

Em certo momento da aventura rocambolesca dos dois atrapalhados e desastrados limpadores de chaminés, está Ollie, no telhado, à boca da chaminé, e Stan, no piso, no interior da casa, à lareira. Stan, a escova enfiada na lareira, e na escova conectada um cabo, e neste cabo outro cabo, e um cabo neste – mas a escova não chega até Ollie, à boca da chaminé, no teto -, para encompridar um pouco mais o cabo conecta, na extremidade que tem consigo uma espingarda. O absurdo da cena é tal que é impossível quem assiste ao filme não antever o desastre que irá se suceder. Um pouco antes do desenrolar desta cena, Ollie, puxando pelo cabo, erguera, pela chaminé, Stan, e, em seguida, soltara-o, e ele despencara, pelo interior da chaminé, até a lareira.

Enquanto tais cenas ocorrem no telhado e na sala da lareira, no laboratório o doutor Travão segue com as suas experiências: corta, em duas, com uma tesoura, uma gota; põe um pato numa banheira cheia de água; e, com um conta-gotas pinga uma gota da solução rejuvenescedora na água da banheira, e ao final desta experiência está o pato transformado num patinho. Encerradas as suas experiências, o teste com o pato provando-lhe que a fórmula rejuvenescedora estava criada, convida Ollie e Stan para assistir, no laboratório, à uma experiência; e rumam os três personagens ao laboratório; lá chegando, o cientista explica aos seus dois apalermados convidados a experiência; e na banheira cheia de água está o patinho; e o doutor Travão pinga, com o uso de um conta-gotas, na banheira, uma gota da poção rejuvenescedora, e o resultado põe embasbacados e boquiabertos, e de queixocaídos, Ollie e Stan. E na sequência, o doutor Travão sai do laboratório, para ir em busca de Jequié, para usá-lo na experiência seguinte, que desejava realizar, e no laboratório deixa Ollie e Stan, que, na ausência dele, decidem fazer uma experiência, cujo resultado é de um nonsense de arrancar gargalhadas do mais sisudo e mal-humorado dos homens.

Na versão original do filme, o doutor Travão chama-se Noodle; e o mordomo Jequié, Jessup. E com o nome do mordomo, Jequié, na versão brasileira faz-se um trocadilho com a cidade de Jequié, bahiana.

Uma curiosidade: Nos Estados Unidos, a série estrelada pro Oliver Hardy e Stan Laurel recebe o nome destes dois atores, Laurel & Hardy; e no Brasil o de O Gordo e o Magro; e em Portugal, Bucha e Estica.

Ingleses na Costa – de França Júnior

Em quinze cenas, nesta peça de um ato, França Júnior desenha a desfaçatez e o cinismo de um grupo de moços desocupados, desajustados, velhacos e caloteiros. São eles Félix, Silveira e Feliciano, estudantes, já homens feitos. Ao retratá-los, em caricaturas reveladoras, o autor dá uma pequena amostra da sociedade brasileira do século XIX, sem pretensões a psicólogo profundo; é ele, aliás, analista superficial; na criação de tipos emblemáticos, no entanto, é correto, considerando-se, é claro, os limites de uma despretensiosa comédia de costumes criada para entreter um público não muito exigente. Além de, com o seu dom de comediógrafo, revelar traços deselegantes dos estudantes, o autor reproduz um aspecto do pensamento corrente, então, o da aversão que os brasileiros (pelo menos de uma parcela deles), naquele período da história nacional, nutriam pelos ingleses, os credores do Brasil.
Toda a comédia está ambientada em um quarto de hotel – e personagens relatam cenas sucedidas em outros locais, sendo uma delas a do almoço, na casa do Barão de Inhangabaú, para o qual foi convidado Félix, um dos estudantes, sobrinho de Luís de Castro.
Os três estudantes que protagonizam esta peça, todos levianos, sem um tostão no bolso, estão diante de duas situações difíceis: não têm dinheiro para o almoço; e têm dívidas a saldar. Salva Félix da fome o convite para o almoço na casa do Barão de Inhangabaú; e Silveira e Feliciano, Lulu, amiga deles, que, na companhia de Ritinha, os visita no quarto deles. Aqui se mostra a sem-cerimônia de Félix ao ir à casa do Barão de Inhangabaú (com quem possuía divergência política), não porque se simpatizava com ele, mas para filar um almoço, e, assim, matar a fome que o atormentava, e a de Lulu e Ritinha, que se movem com desembaraço num quarto de homens.
Encaminhando-se a peça para o seu encerramento, anuncia-se Luís de Castro, tio de Félix, que, do Rio de Janeiro, rumara para São Paulo com o propósito de ditar um sermão ao seu sobrinho, mas que, surpreendido por Lulu e Ritinha, que o abordam, atenciosas e mal-intencionadas, e Silveira e Feliciano, o primeiro apanhando-o numa armadilha e chantageando-o, acaba por não empreender o seu propósito original. Outro personagem que dá o ar de sua graça nesta comédia do talentoso França Júnior é Teixeira (credor de Silveira), caolho, alvo das anedotas dos três estudantes.
Assim como em Meia Hora de Cinismo, os personagens desta peça são estudantes desocupados, caloteiros, velhacos, às voltas com dívidas. O microcosmo estudantil brasileiro da época de França Júnior era, se se dar crédito ao autor de Ingleses na Costa e Meia Hora de Cinismo, constituído de criaturas desobrigadas das responsabilidades individuais elementares. O Brasil não mudou muito nestes quase dois séculos.

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