Quando eu terei a minha vida de volta? – Uma fábula do tempo do coronavírus.

Capítulo 1

– Fique duas semanas na sua casa, protegido. Nela, o coronavírus nenhum mal poderá fazer a você. Não saia da sua casa. O coronavírus está la fora, na rua. Proteja-se. Fique na sua casa durante duas semanas. É a orientação de médicos e cientistas renomados. Para a sua proteção. Assim que passarem as duas semanas, você terá de volta a sua vida. Fique em casa.

– Sim, senhor.

Capítulo 2

– Senhor, já se passaram as duas semanas. Posso ter a minha vida de volta?

– Não. Não pode. Evite aglomerações e use máscara em locais públicos e nos estabelecimentos comerciais, nas igrejas, nos consultórios médicos, nos escritórios de advocacia; enfim, em todo lugar.

– Mas, senhor… Por quê?

– Médicos e cientistas renomados, após novos estudos, descobriram que evitar aglomerações e usar de máscara são essenciais para o combate ao coronavírus.

– Mas, senhor, durante quanto tempo deverei usar máscara e evitar aglomerações?

– Seis meses.

– E depois de seis meses terei a minha vida de volta?

– Sim. Evite aglomerações e use máscara. E em seis meses você terá de volta a sua vida. Use máscara. Evite aglomerações.

– Sim, senhor.

Capítulo 3

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Você terá de se vacinar.

– Vacinar-me!? Mas o senhor me disse que…

– Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus é mutante e provoca ondas epidêmicas, uma, duas, várias, e que o único meio de vencê-lo é vacinando-se, para se adquirir imunidade.

– Entendi, senhor. E a máscara!? Posso descartá-la!?

– Não. Use-a. Para a sua proteção. Durante os novos estudos, médicos e cientistas renomados descobriram que o uso contínuo e ininterrupto de máscara reforça a proteção e a imunidade. Continue a usá-la.

– E aglomerações…

– Evite-as. Evite-as.

– Senhor, eu poderei, após vacinar-me, dispensar a máscara?

– Sim. Vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 4

– Senhor, eu me vacinei. O senhor me dá a minha vida de volta?

– Não posso. Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus ainda não foi embora.

– Não foi!?

– Não.

– Mas… Senhor, eu quero comemorar o aniversário de meu filho mais novo. Ele faz seis anos, na próxima semana. Minha esposa e eu queremos lhe dar uma festinha… convidar os amigos…

– Não pode. Aglomeração de pessoas favorece o coronavírus, que se transmite, rapidamente, entre as crianças.

– Entendo, senhor, entendo.

– Ótimo.

– Mas… Mas, senhor, agora que estou vacinado, e imunizado contra o coronavírus, não preciso usar máscara…

– Precisa, sim. Precisa.

– Preciso!? Mas… Senhor…

– Médicos e cientistas renomados descobriram, após novos estudos, que o uso de máscara é indispensável. O coronavírus está mais forte do que nunca. Use máscara.

– Durante quantos dias?

– Dias, não. Meses. Durante seis meses. Use máscara.

– Sim, senhor.

Capítulo 5

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Ainda não.

– Não!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus voltou com força total. Irá matar milhões de pessoas, se nos descuidarmos, se afrouxarmos as medidas de segurança.

– E o que tenho de fazer, senhor?

– Vacinar-se.

– Vacinar-me!? Mas, senhor, eu já me vacinei.

– Você precisa de mais uma dose. A segunda.

– Mais uma dose!?

– Sim. Médicos e cientistas renomados dizem que é necessário fortalecer o sistema imunológico. O coronavírus sofreu mutação, e está muito forte. Vacine-se. Vacine-se com uma outra dose, a segunda.

– Sim, senhor.

Capítulo 6

– Senhor, eu me vacinei duas vezes. Duas doses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus é resiliente, muito resiliente. Não morreu.

– E o que eu tenho de fazer, senhor?

– Ficar em casa, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e usar máscara. E vacinar-se.

– Vacinar-me!?

– Sim. É preciso vacinar-se. Você tem de tomar a terceira dose da vacina, para reforçar o seu sistema imunológico.

– Mas, ficar em casa…

– Fique em casa, para evitar aglomerações.

– E a máscara…

– Use máscara.

– Mas, e a minha vida!?

– Você a terá de volta se ficar em casa, usar máscara, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e vacinar-se.

– E em quanto tempo terei a minha vida de volta?

– Seis meses. Fique em casa, evite aglomerações, mantenha o distanciamento social, use máscara, e vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 7

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?!

– Não posso.

– Não pode!? Não!? Mas o senhor…

– Não podemos relaxar as medidas de combate ao coronavírus.

– Mas já se passaram os seis meses.

– Eu sei. Mas cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus se fortaleceu. Agora, ele consegue entrar nas casas das pessoas.

– Mas, então… Então, senhor… Então, de que adianta eu me trancar em minha casa, se o coronavírus está lá dentro?!

– O coronavírus que está fora da sua casa é mais forte.

– Mas…

– Não seja um negacionista. Respeite a ciência.

– Mas…

– Agora terei de instalar câmaras dentro da sua casa.

– Câmaras dentro da minha casa!? Mas…

– O que você teme?

– Eu!?

– Sim. Você. O que você teme? Você maltrata seus filhos?

– Não.

– Você espanca sua esposa?

– Não.

– Você pratica, dentro da sua casa, alguma atividade criminosa?

– Não.

– Quem não deve, não teme.

– Mas, senhor minha esposa, meus filhos e eu temos a liberdade…

– Vocês não têm o direito de serem individualistas egoístas num momento em que toda a sociedade sofre por causa de um vírus mortal, para cujo combate se fazem necessárias políticas de interesse coletivo, que se sobrepõem aos, e anulam os, desejos egoístas dos indivíduos. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi.

– Todos, para o bem-comum, temos de fazer a nossa parte; todos temos de sacrificar um pouco da nossa liberdade, para o bem de todos.

– Entendi.

– Instalarei câmaras de vigilância em todos os cômodos da sua casa, onde você, sua esposa e seus filhos terão de respeitar o isolamento social e evitar aglomerações. Dois de vocês não poderão se conservar, ao mesmo tempo, no mesmo cômodo. Terão de estabelecer regras de conduta, para não se cruzarem nos corredores de sua casa. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi, sim, senhor. Mas, senhor, as câmaras não ficarão na minha casa para sempre, ficarão?

– Não. Ficarão, lá, apenas durante seis meses, até o coronavírus se enfraquecer; para ele se enfraquecer, basta vocês respeitarem o isolamento social dentro da sua casa e evitar aglomerações. Respeite tais medidas, que em seis meses você terá a sua vida de volta.

– Sim, senhor.

Capítulo 8

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?

– Não posso.

– Por quê, senhor!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus se fortalece, dia após dia, porque há muitos seres humanos no planeta Terra, cujos recursos naturais estáo saturados, e que se enfraquece, debilita-se. E os humanos consomem muitos produtos naturais.

– Mas os recursos naturais não se renovam, senhor?!

– Não seja um negacionista fanático, intolerante, radical!

– Mas, senhor, o que tiramos da terra à terra restituímos.

– Você é um negacionista intransigente. Terá de ser reeducado. Você, e sua esposa e seus filhos. Vocês terão de assistir aos programas e documentários educativos oficiais cujo teor considera as descobertas científicas de médicos e cientistas renomados, e não de charlatães obscurantistas, religiosos medievalistas fanáticos, inquisitoriais. E tiraremos de você, de sua esposa e de seus filhos acesso a meios de comunicação e livros que não reproduzem a política oficial elaborada, nas organizações internacionais, por médicos e cientistas renomados. Você, sua esposa e seus filhos permanecerão recolhidos à sua casa durante seis meses. E as câmaras serão de imprescindível utilidade para educar vocês, impedir que vocês incorram em algum desatino, que possa jogar por terra todo o nosso esforço e recursos que empregamos no combate ao coronavírus. Você entende a importância de persistirmos em nossa política de contenção do coronavírus?

– Sim, senhor. Entendo…

Capítulo 9

– Senhor, já se passaram os seis meses. O senhor me devolve…

– Não posso.

– Não!?

– Não. O coronavírus é resiliente. E resistente. E mais resistente do que se pensava. Cientistas e médicos renomados descobriram que, agora, devido o adoecimento da Terra, causado pelos seres humanos, que são numerosos, o coronavírus fortaleceu-se. Compreenda: Enfraquece-se a Terra; fortalece-se o coronavírus. Há uma relação direta entre o fortalecimento do coronavírus e o enfraquecimento da Terra. Não podemos descuidar. E os cientistas e médicos renomados propõem a redução da população humana; assim, havendo menos seres humanos, a Terra recupera sua energia, e fortalece-se, e o coronavírus enfraquece-se, consequentemente. Todos temos de fazer a sua parte de sacrifício, participar do esforço de eliminar o coronavírus, e para tanto é indispensável que a Terra se fortaleça.

– E o que devo fazer, senhor?

– Após seis meses educado pelos nossos programas educativos, você está apto a, compreendendo a periclitante situação atual, praticar atos que condizem com a de homens abnegados, responsáveis, que têm compromisso com o bem-comum, homens que, honrados, põem a saúde da coletividade acima de seus interesses mesquinhos. Você terá de suprimir à vida sua esposa e seus filhos, para libertá-los do terror em que o mundo se converterá caso a Terra se enfraqueça, e, consequentemente, o coronavírus se fortaleça. O governo mundial oferecerá a vocês todos os instrumentos mecânicos, e legais e morais para você executar a inadiável tarefa. Você entende a importância de seu gesto, não entende?

– Sim, senhor, entendo.

– Então, não permita que sua esposa e seus filhos vivam num mundo assustadoramente devastado pelo coronavírus. Dê a eles uma digna morte.

– Sim, senhor.

Capítulo 10

– Senhor, minha esposa e meus filhos estão num outro estado existencial. Libertei-lhes os espíritos da prisão carnal. Salvei-os. O senhor me dá minha vida de volta??

– Não posso. Cientistas e médicos renomados descobriram que a Terra ainda está fraca, e o coronavírus, forte. Não podemos afrouxar as medidas de contenção do coronavírus.

– E o que devo fazer, senhor? Diga-me. O que devo fazer para ter a minha vida de volta?

– Mate-se.

– Sim, senhor.

… e todos viveram felizes para sempre.

Fim.

Vacina? Não vacina? Tem efeitos colaterais? Não tem efeitos colaterais?

Quem foi o tolo que disse que a vacina contra o Covid-19 causa efeitos colaterais? Quem?! Tomei a vacina há uma semana, e sinto-me otimamente bem. Ontem, por exemplo, ouvi a Dilma Roussef falar do álcool-em-gel, e entendi o que ela disse. ‘ta’í a prova de que a vacina não me afetou, não prejudicou meu cérebro.
É ou não é para se comemorar!?

Epidemia. Fraudemia. 1984. Admirável Mundo Novo.

Desde o início do capítulo A Epidemia do Covid-19 muitos estudiosos alertaram: tal história é um experimento social. No transcurso dos últimos duzentos e quarenta dias, inúmeros eventos reforçaram, nas pessoas menos sugestionáveis, que não estão sob a influência dos meios de comunicação – ou, se estão, resistiram, e bravamente, à agressão midiática -, a percepção e a convicção de que a epidemia, ou pandemia, foi uma fraude – que já recebeu o título jocoso de Fraudemia – arquitetada para destronar Jair Messias Bolsonaro da cadeira de presidente do Brasil e impedir a reeleição, nos Estados Unidos da América, de Donald Trump, e, com a queda destes dois colossos, aguerridos combatentes da soberania de suas respectivas nações, obter a submissão de todos os povos ao poder totalitário global, de matriz anti-cristã, sustentado pela fortuna faraônica de capitalistas multibilionários (metacapitalistas, no neologismo cunhado por Olavo de Carvalho – isto é, ricaços que, tão podres de rico, não querendo mais respeitar as regras do livre mercado, o que lhes põe em risco a fortuna nababesca tão arduamente amealhada, associam-se com os Estados nacionais e organizações mundiais tendo em mente a implementação de um arcabouço legal que elimina a concorrência indesejada) e conservado pelo exército chinês – com, a depender de quem seja o presidente dos Estados Unidos pelos próximos quatro anos, a participação das forças armadas americanas. Para muita gente, e gente de primorosa formação intelectual e de moral ilibada, não restam dúvidas de que enfrentamos um dos maiores blefes, se não o maior, da história da civilização – e seus promotores almejam remover do coração dos homens os valores que, bem e mal, sustentam a civilização, e neles inserir outros, que irão desumanizá-lo.

Logo no início deste capítulo cujos eventos estamos vivenciando, a duplicidade dos agentes encastelados em organizações globais e em governos nacionais, estaduais e municipais mundo afora, revelou-se em não raros momentos. Ora tais personagens declaravam que o Covid-19 provoca uma gripe comum – e para dela nos proteger, bastaria que nos alimentássemos bem, nos expuséssemos ao sol, praticássemos exercícios físicos ao ar livre; ora que ele era assustadoramente letal aos humanos; ora que ele não se transmitia de humanos para humanos; ora que ele só se encontrava em morcegos e que não havia a mais remota possibilidade de deles saltar para os humanos, e os infectar – tal possibilidade, asseguraram, estava descartada; ora que ele tem uma elevada velocidade de transmissão de humanos para humanos; ora que medidas drásticas, que consistiam na suspensão de toda a atividade econômica mundial e no confinamento de oito bilhões de seres humanos em suas casas, eram imprescindíveis para o correto combate à disseminação de criatura tão infinitesimal, mortal, capaz de dizimar cidades inteiras, nações inteiras. Poder-se-ia alegar ignorância, acerca da real natureza do Covid-19, dos cientistas, médicos e agentes políticos, econômicos e midiáticos, para explicar todas as controvérsias envolvidas neste capítulo da nossa história, toda a confusão e todos os erros que resultaram em políticas prejudiciais aos humanos e capazes de promover uma ruptura civilizacional; todavia, observando-se, atentamente, os eventos, que se sucederam, como vagalhões devastadores, contra o nosso bem-estar, e avaliando a biografia das personagens instaladas na cúpula de organizações globais e de governos e de megacorporações capitalistas, obrigamo-nos a concluir que tudo não passou de uma peta – diria a personagem mais traquinas de Monteiro Lobato – uma peta global, uma peta universal; e muita gente trabalhadora, honesta, engoliu-a, adotou-a como verdade, pois os que a contaram conseguiram atingir-lhe o ponto fraco: o medo de morrer.

Com o passar dos dias, o que era uma medida passageira, a quarentena, proposta, e implementada, apenas para, desacelerando a velocidade do contágio de pessoas pelo Covid-19 e erguer hospitais de campanha, evitar o colapso do sistema de saúde, incapaz, então, dizia-se, de acolher, de um dia para o outro, milhões de pessoas infectadas pelo Covid-19, assumiu ares de política eterna, gênese do Novo Normal, uma nova era civilizacional, que terá no confinamento residencial, no distanciamento social, no uso perpétuo da máscara e na vacinação compulsória (sob a perspectiva de se tornar um pária quem se recusar a deixar-se vacinar contra o Covid-19) a cultura vigente.

Seriam as medidas de combate ao Covid-19 eficientes? Pesquisas realizadas, nos Estados Unidos, há três, quatro meses, indicaram que 60% (sessenta por cento) dos infectados pelo Covid-19 o foram no interior de suas residências, e que mais de 90% das pessoas, assintomáticas, são imunes ao vírus e não os transmitem para outras pessoas – podem tais pessoas, portanto, tomando medidas profiláticas simples e comuns, como o hábito de lavar as mãos com água e sabão, exercer as suas tarefas sociais diárias. Sendo assim, não há motivos para tanta celeuma em torno do Covid-19 – mas as pessoas, trituradas pelas notícias, assustadoramente apocalípticas, que recolhem dos meios de comunicação, e derrotadas pelo medo, são hostis ao chamado da razão. Deve-se enfrentar, declaram não poucos médicos, o Covid-19 com os mesmos cuidados, as mesmas cautelas, as mesmas precauções, como se enfrenta qualquer vírus transmissor da gripe.

Ocupo-me, agora, com os eventos que se sucederam no Brasil. Obrigo-me a concluir que os brasileiros somos vítimas de agentes públicos e privados descompromissados com o nosso bem-estar, personagens que envidam todos os esforços para de nós subtrair os mais valiosos bens, e não me refiro aos materiais, embora estes eles também estejam a nos surrupiar; querem nos reduzir a bonecos acéfalos, manipuláveis, incapazes de lhes esboçar resistência aos planos maléficos que ambicionam concretizar. Negaram aos brasileiros já infectados pelo Covid-19 tratamento precoce com remédios já há décadas do conhecimento público – e muitos médicos, movidos pelas mais variadas (e reprováveis) razões, acataram, servilmente, as ordens de governadores e prefeitos, e nas receitas aviadas não incluem tais remédios, pois eles provocam efeitos colaterais em quem os toma, podendo, inclusive, ocasionarem-lhes a morte. E em nenhum momento apresentaram casos de pessoas falecidas em decorrência da ingestão de tais remédios, casos documentados, na literatura médica, antes da apresentação do coquetel de remédios como um recurso de tratamento dos infectados. Prometeram a suspensão das medidas restritivas assim que estivesse à disposição de todos a vacina milagrosa, que salvaria a humanidade. Neste estágio da história, já haviam esquecido que o Covid-19 se disseminaria, naturalmente, de pessoa para pessoa, até atingir a tal da imunidade de rebanho, e da importância, para a saúde de todos, dos indispensáveis exercícios físicos ao ar livre, banho de sol e boa alimentação; teriam, agora, as pessoas de se conservarem, recolhidas às suas casas, até o advento da vacina milagrosa. E o que era uma política – a quarentena – passageira converteu-se numa política perpétua. E veio a máscara, onipresente. E as ameaças às pessoas que se recusassem a estampá-la na face, em ambiente público e no interior de estabelecimentos comerciais e órgãos públicos. E amedrontadas as pessoas acolheram tal política, servilmente. E a quarentena recebeu um nome pomposo: Lockdown. E sucedem-se as ameaças de multa e prisão àqueles que resistem às ordens dos agentes públicos. E a própria sociedade, aterrorizada, torturada, martiriza os indivíduos que ousam erguer a cabeça e encarar o monstro que a todos pretende devorar. E anunciam uma segunda onda, que aqui, nestas plagas encontradas por Pedro Álvares Cabral, chegará da Europa, da decadente Europa discritianizada. E as pessoas, assustadas, atendendo ao apelo do medo que as consome, resignam-se: submeter-se-ão à rodada, agora não de uma inofensiva quarentena, mas de um nocivo lockdown, que será implementado, dizem, não porque governantes inescrupulosos, autoritários, que estão apenas agindo em defesa dos seus vis interesses pessoais, mas porque há muita gente irresponsável que não obedece às orientações de autoridades constituídas e de renomados médicos e cientistas.

Esquecia-me: as pessoas que não acolheram os apelos da galerinha do Fique Em Casa foram, por membros de tal galerinha, vilipendiadas, crucificadas em praça pública, cuspidas, achincalhadas, alcunhadas irresponsáveis; ora, as pessoas que, sem um centavo no bolso para comprar o arroz e o feijão de cada dia, saíram de suas casas, todo santo dia, com medo de, se infectadas pelo Covid-19, partirem desta para a melhor, para plantar, cultivar, colher, beneficiar, empacotar, transportar o arroz e o feijão que a galerinha do Fique Em Casa comeu todo dia, receberam, de tal galerinha, o desprezo, o desdém, a ingratidão, e dela ouviram xingamentos impublicáveis, ofensas irreproduzíveis. A galerinha do Fique Em Casa lhes devota ódio insano, assassino.

Os eventos políticos que se sucederam, no Brasil, são de embasbacar todo filho de Deus. Pessoas, sozinhas, numa ampla avenida de uma capital de estado, ou na praia, ao ar livre, foram abordadas por homens truculentos, trajados com a farda da Polícia Militar – recuso-me a chamá-los de policiais -, que as agarraram, as enfiaram, à força, numa viatura policial. E prefeitos mandaram agentes públicos soldarem portas de estabelecimentos comerciais; e governadores assinaram decretos proibindo médicos de receitarem remédios para o tratamento da doença provocada pelo Covid-19, e criaram sistema de monitoramento de sinais de telefones celulares cujo único fim foi o de obter-se a localização das pessoas, para controlar-lhes os movimentos, alegando o fim de inibir, para o bem-estar de todos, aglomerações; e determinaram a obrigatoriedade de realização de testes rápidos em todas as pessoas que falecessem durante a epidemia, para identificação de Covid-19, e, se positivo o teste, declarar a causa da morte o Covid-19 (medida, esta, denunciam, que inflou o número de casos de morte por Covid-19); e proibiram autópsias de pessoas cuja morte foi imputada ao bode expiatório de hoje em dia, o Covid-19 (politicamente muito conveniente tal medida, justificada, cinicamente justificada, como necessária para se evitar a disseminação do vírus).

Abismados, apalermados, assustados, aterrorizados, assistimos a um circo de horrores. E não poucas pessoas, mesmerizadas por imagens horrendas transmitidas pelos meios de comunicação, curvaram-se, servis, aos tiranetes de plantão, e, impotentres, desfibradas, suplicaram-lhes medidas restritivas: que os tiranetes lhes impusessem um conjunto de normas que as protegessem, acreditaram, movidas pelo medo torturante, da irresponsabilidade de indivíduos descompromissados com o bem-comum, egoístas, egocêntricos, individualistas impenitentes. E assim tais pessoas, tiranizadas, curvaram-se ao garrote daqueles que os seviciavam e entregaram-lhes um pouco da liberdade da qual ainda gozavam, liberdade que não tinham conquistado com o sacrifício de seu próprio sangue, liberdade que herdaram de seus antepassados, que lutaram, bravamente, para, com o próprio sangue, conquistarem-la, liberdade que, agora, desprezada, rejeitada, jaz inerte, abandonada por pessoas intimidadas, não pelo Covid-19, mas por políticos conluiados com os meios de comunicação, esta engrenagem de tortura psicológica de cujos mecanismos poucas pessoas escapam.

E agora é outro o cenário: Estados Unidos. Os mais recentes eventos sucedidos nos Estados Unidos indicam, para quem deseja ver, que a epidemia promovida por Covid-19 foi uma farsa universal razoavelmente, e não plenamente, bem arquitetada, com o fim, e não o único fim, de impedir a reeleição de Donald Trump, homem que, altivo, encara, praticamente sozinho, os inimigos dos Estados Unidos, e enfrenta-os onde quer que eles estejam; inclusive, e principalmente, os que se encontram encastelados no coração da América. E o epônimo Donald Trump está a drenar o pântano, o Deep State, que almeja pôr na Casa Branca o tal de Joe Biden, que, em não poucas aparições públicas, revelou claros sinais de demência e sobre o qual pesam acusações de pedofilia, duas razões que podem vir a, caso ele assuma, de fato, o cargo de presidente dos Estados Unidos da América, serem aventados para alijarem-lo do Salão Oval.

As infinitas denúncias de fraude eleitoral, em sua maioria envolvendo os votos enviados pelo correio, dão razão às vozes que, há meses, anteviram o espetáculo grotesco e arabesco ao qual estamos, perplexos, incrédulos, assistindo. Daí persistirem nas políticas restritivas até o dia das eleições e bombardearem os americanos com notícias desencontradas, confundindo-os, atormentando-os, perturbando-os, assim paralisando-os. Todavia, contrariando as ambições dos cavaleiros do apocalipse e dos artífices do governo global, que almejam a queda do Tio Sam, o que lhes seriam de inestimável valor, afinal, terão, se bem sucedidos em tão diabólica empreitada, à disposição, o maior e mais poderoso aparato bélico e tecnológico, contra o qual nenhum povo, lutando pela sua liberdade e pela soberania de sua nação, poderia impor resistência, a América resiste. Temos, após todos os eventos que ora testemunhamos, de louvar o povo americano, que, apesar dos múltiplos inimigos que enfrenta, resiste, heroicamente, e ousa sair em defesa de sua nação – o mesmo deve-se dizer do povo brasileiro, que, ao seu modo meio atabalhoado, não sucumbiu ao terror proclamado pelos cavaleiros do apocalipse e pela escória da política nacional.

Há muito para se falar do Capítulo Epidemia do Covid-19. Não tenho a ambição de encerrar assunto tão complexo, de difícil, impossível, mensuração, num simples artigo, que já assume dimensões não antevistas originalmente, rabiscado, às pressas, em folhas de sulfite, com lápis. São muitas as informações que me vêm, caoticamente, num roldão asfixiante, à mente; e os pensamentos que tal assunto me inspira, inúmeros; para organizá-los, anoto-os em folhas à parte, e consulto as anotações, delas retirando, para a redação deste artigo, as que me servem; esforço-me para não escrever um artigo prolixo, bagunçado, direi; e sei que meu esforço não foi inteiramente vão, pois consegui, bem ou mal, emprestar certa ordem à exposição das minhas idéias.

Sei que o artigo vai extenso, mas tenho algumas coisinhas mais para dizer, sem as quais ele ficará incompleto.

Vê-se que muitas pessoas, que se curvaram, acriticamente, sem esboçar resistência, aos ditames das autoridades sanitárias, servis a políticos inescrupulosos, que se revestiram de poderes infinitos, autoritários, agora, mais assustadas do que nunca, suplicam aos governadores e prefeitos, que delas abusam da boa-vontade, segunda rodada de restrições abusivas, arbitrárias, para impedir a segunda onda de disseminação do Covid-19. Esta história de segunda onda é uma peta, diria a Emília, e tão mal contada, que faz muitas pessoas, torturadas pela engrenagem demoníaca dos meios de comunicação, nela acreditarem, piamente; e tais pessoas ouvem, uma vez mais, as vozes do apocalipse, vozes que, há meses, vaticinam, oráculos agourentos, o fim do mundo – que não veio na primeira onda, mas virá, é certo, na segunda (e caso não se dê, na terceira; ou na quarta; ou na quinta; ou na sexta; ou na sétima…). E suplicam tal política porque, alegam, convictas do que pensam, pessoas irresponsáveis não respeitam as ordens das autoridades constituídas, médicos e cientistas e políticos. E quais médicos e cientistas? Os midiáticos. Os que a imprensa elegeu autoridades infalíveis. Há um quê de religiosidade na credulidade das pessoas que se genuflexionam, reverentes, diante de tais sumidades médicas e científicas; e tais pessoas, convertidas em jihadistas, têm na conta de impenitentes hereges quem não lhes dedicam culto e não os obediecem automática, e irracionalmente. É assustador, e preocupante – para dizer o mínimo. Tais pessoas não percebem que obedecem quem os oprime, e estão a entregar o machado ao carrasco, que lhes irá cortar, sem hesitar, na primeira oportunidade, o pescoço, e se vangloriar do ato feito, e ofendem, maltratam, desprezam aqueles que, conscientes do que se passa e antevendo perigos maiores, se dispõem a lutar pelo bem comum.

Para muitas pessoas não resta dúvida de que toda a parafernália empregada na luta contra o chinavírus atende a interesses escusos de personagens poderosas, sem rosto, personagens acomodadas nos seus castelos suntuosos, de magnífico esplendor, neles ilhadas, isoladas dos homens comuns, a estes inacessíveis. E tampouco a epidemia existe; é a epidemia uma peça política de alcance global; e as orientações para o combate ao Covir-19 são, na verdade, dispositivos de controle social. O uso de máscara, a quarentena e a vacina, medidas alegadamente tomadas para impedir a disseminação do vírus, já se revelaram inúteis, contraproducentes. E já se antevê males ainda maiores do que os que se pretendia com tais medidas evitar: O aumento considerável de mortes por fome e suicídio; a crise econômica, que produzirá caos social inédito; aumento dos casos de depressão e outros distúrbios psicológicos, e dos casos de doenças relacionadas ao sedentarismo; e o prejuízo à educação e à saúde física e mental das crianças. Hoje, para evitar a disseminação de um vírus – que já se revelou de baixíssima letalidade -, e, consequentemente, o colapso do sistema de saúde, implementaram – e com sucesso, total em alguns países, estados, cidades, e relativo em outros – políticas autoritárias, de cerceamento da liberdade dos indivíduos, sacrificados, estes, em holocausto, no altar da coletividade. E não é insensatez, tolice, prever que, num futuro não muito distante, as personagens que financiaram a epidemia do Covid-19, financiarão outra epidemia, a do Covid-30, ou a do Covid-40, certos de que muitas pessoas, hipnotizadas pelos meios de comunicação, que insistirão em disseminar idéias coletivistas, se curvarão, reverentes, e aterrorizadas, diante das sumidades científicas e médicas eleitas entidades celestiais infalíveis, omnissapientes, e acolherão ordens (dadas em tom de simples orientações), que lhes soarão aos ouvidos como de origem divina, ainda mais desumanas do que as ditas neste ano de 2.020. E dentre tais medidas, não é absurdo cogitar, estarão a supressão da propriedade privada e a da integridade do corpo humano (recursos dos quais os Senhores do Mundo abusarão ao seu bel prazer) – estará consagrada, na carta magna do império global, o sacrifício de pessoas que, além de dispenderem recursos públicos escassos, não contribuem para a produção econômica: enfermos, velhos, e crianças (as ainda em estágio intra-uterino e as recém-nascidas – já se fala em aborto pós-parto, tema, este, magistralmente tratado, por Hélio Angotti Neto, no livro A Morte da Medicina). O futuro que os Senhores do Mundo nos reservam será o inferno na Terra; e muita gente entenderá que é o inferno o paraíso. Será um mundo orwelliano, atualmente gestado, onde a semântica sofrerá uma revolução, fenômeno, este, que já presenciamos, e do qual muitas pessoas não se dá conta, tão perturbadas estão sob o bombardeio das orientações que desorientam e das ordens que lhes desordenam o espírito. Hoje, o cerceamento da liberdade é ação libertária; as políticas de confinamento, obrigatórias e prejudiciais à saúde, ações de proteção da saúde, da sociedade; encolher-se, amedrontado, dentro de uma casa, é coragem; a disposição para trabalhar, para se sustentar e a família, atitude irresponsável, de gente que só pensa em si mesma. Já se realizou a revolução semântica, que produz, e reproduz, a revolução de valores. O mundo está de cabeça para baixo, e há muita gente que, andando de quatro, acredita que conserva íntegro o ser de sua condição humana.

Em Hitler e os Alemães, Eric Voegelin diz que Dom Quixote vive numa segunda realidade, um mundo só dele, e que sua convicção torna-o tão persuasivo na defesa de seu mundo fictício, dando-o como o mundo real, a primeira realidade, que faz seu fiel escudeiro, Sancho Pança, homem realista, pragmático, oscilar entre a primeira realidade, a do nosso mundo, e a segunda realidade, a do mundo imaginário, no caso o concebido pela mente adoentada de seu senhor Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura.

Muitas pessoas honestas estão, neste momento, sob forte impacto da narrativa da Epidemia de Covid-19, oscilando entre a segunda realidade, a distopia que se criou no bojo do Covid-19, e a primeira realidade, e não poucas, de religiosidade epidérmica, de nenhuma espiritualidade, mergulharam, e de cabeça, no mundo fictício, distópico, engendrado por engenheiros sociais que estão erigindo o admirável mundo novo do livro de Aldous Huxley. Tais pessoas revelam fragilidade psicológica, espiritualidade de ocasião, materialismo raso, pragmatismo interesseiro, relativismo moral, apego ao dinheiro, acomodação ao conforto e às facilidades que a civilização oferece. São facilmente cooptadas pelas forças do mal, corruptoras, e não lhes impõe resistência. Oferecem-se de alimento ao monstro escatológico, insaciável devorador de alma humana, e acreditam que estão denodadamente lutando com ele.

Este é o cenário que se me desvela. O futuro que nos aguarda não me parece o paraíso que muita gente profetiza, paraíso que se concretizará, acredita-se, se nos submetermos às ordens dos Senhores do Mundo.

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