Da terra do Tio Sam, novidades. Hepatite. Doutor Estranho. E outras notas breves, e brevíssimas.

O que se passa na terra do Tio Sam? De lá recebemos notícias agourentas. Uma: Hilary Clinton responde a processos que a implicam em um esquema daqueles – daqueles, entendem, daqueles bem sinistros. Agora, vem de lá 2.000 mulas, que participaram de fraude nas eleições de 2.020, o que pode complicar a vida já deveras complicada de Joe Biden, um tipo caricato, político veterano de uma biografia da qual qualquer outra pessoa – pessoa que não tenha nenhuma espécie de afinidade com tal criatura – se envergonharia, e que, é visível, ‘tá mais perdido do que bêbado no Saara, e, pior! não ‘tá batendo bem dos pinos – e até fantasmas (ou amigos imaginários) ele está a saudar após encerrar seus discursos homéricos.
E mais uma bizarrice, esta de inspiração orwelliana, chega-nos da outrora terra da liberdade – melhor, ainda é os Estados Unidos a terra da liberdade (não serei pessimista, de espírito apocalíptico) -, e diz respeito à criação, pelo Joe Biden, de um Conselho de Governça da Desinformação, imediatamente após o anúncio de sua criação apelidado Ministério da Verdade.
Para encerrar esta nota breve, uma nota ainda mais breve: O governo Biden ‘tá de olho no descaso – assim diz a mídia militante – do governo Bolsonaro na Amazônia. Vem por aí chumbo grosso da terra dos ianques!
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Primeira nota brevíssima: Multiplicam-se, nos Estados Unidos e na Europa, os casos de hepatite em crianças.
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Segunda nota brevíssima: teme o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, a invasão, pela China, das Ilhas Salomão. Para tranquilizar a todos, afirma-se que é a notícia da invasão um boato. Vá saber! Em tempos tão agourentos…
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Terceira nota brevíssima: Em um curto texto, em sua página na rede social Facebook, Ricardo Santi chama na chincha os da direita floquinhos-de-neve, que vivem se cuspir seus perdigotos histéricos contra o ministro André Mendonça.
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Quarta nota brevíssima: Paulo Cursino publicou comentários seus ao filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ótimo texto; de quem entende de cinema.
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Li, não me lembro onde, há poucos dias, uma tese, que me fez pensar, mas não sei se a respeito dela pensei bem, de um estudioso de geopolítica: metacapitalistas ocidentais, os mal-falados globalistas, apóiam Rússia e China numa guerra global contra os Estados Unidos, com o objetivo de pôr a terra de Washington e Lincoln de joelhos diante do mundo; e para tanto, destronar o Dólar é essencial; e a guerra que ora se desenrola na terra de Gogol é apenas um jogo-de-cena para dar poder aos inimigos do Ocidente, em particular dos Estados Unidos da América, país que os globalitas odeiam. E a China, país que os metacapitalistas tiraram na miséria, é apenas um laboratório social onde se experimenta técnicas de controle social draconiano, que pretendem os donos do poder, num futuro não muito distante, implementar em todo o mundo, assim realizando o sonho, que tão apaixonadamente acalentam, de erigir um governo global totalitário. É a China a gestante, a mãe-de-aluguel – não sei se digo bem com tal imagem – de um embrião, que em seu útero, a crescer livremente, dará forma a um monstro devorador de carne e alma humanas, pantagruélico, insaciável.
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Quinta, e última, nota brevíssima: Jonas Fagá Jr. afirma que foi a epidemia do Covid e é a guerra na Ucrânia artimanhas que aqueles que controlam os bancos centrais executaram para ocultar de todos os prejuízos que eles causaram às nações.

Esquerdistas: réprobos. Esquerdistas não tomam Semancol. Trump, e Brandon. Notas breves.

Esquerdistas: réprobos.

“Os nazistas enviavam dissidentes para campos de concentração, e dizimavam povos inteiros. Patrocinaram, os genocidas, o Holocausto.” – palavras do esquerdistinha, que ignora, ou finge ignorar, que os comunistas enviavam qualquer pessoa que não contava com a simpatia deles para gulags, campos de concentração soviéticos, e mataram, nos anos 1930, de fome, milhões de ucranianos, no já do conhecimento de qualquer pessoa minimamente informada acerca da história do século XX episódio intitulado Holodomor.


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Esquerdistas não tomam Semancol. Morgan Freeman e Denzel Washington.

Brasileiros brancos seguidores da cartilha esquerdista querem ensinar os senhores Morgan Freeman e Denzel Washington, dois atores bem-sucedidos, o primeiro, de oitenta e quatro anos, o segundo, de sessenta e sete, a serem homens negros. É para rir, ou para chorar?!


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Trump, e Biden (ou Brandon)

Nos longínquos anos do sufrágio eleitoral americano que consagrou Donald Trump (Trâmp, para os brasileiros) presidente dos Estados Unidos da América, esquerdosos e outros seres das trevas profetizaram, com a voz das fúrias: Trump vai destruir a economia americana; Trump vai destruir a América; Trump vai começar a terceira guerra mundial. Etecétecera. E etecétera. E tal. Vivem, hoje, os sobrinhos do Tio Sam, sob o governo – melhor, desgoverno – do Biden (para os brasileiros, Baiden; e para os íntimos, Brandon), que já se revelou um boneco de ventrílogo sem cabeça. E está a terra de Abraham Lincoln a ver o aumento da violência, a explosão de mortes, por opióides, de jovens, a crise, trágica, na sua fronteira com o México (antes que eu me esqueça: A terra do Cantinflas faz divisa territorial com a do Buster Keaton, e não com a do Oscarito), a inflação a subir, e rapidamente, e a economia a fazer água, e tem de enfrentar crises no Afeganistão, na Coréia do Norte, e na Ucrânia. E o que dizem os esquerdosos? Nada. Ignoram, alguns, convenientemente, o que se passa nos Estados Unidos, mesmo que saibam o que lá se passa, e outros louvam o Biden, enaltecem-lo, os baba-ovos, em panegíricos melosos, porque ele está a destruir a América. Se os esquedosos reprovavam, estupidamente, o Trump, que, segundo eles, destruiria a terra de Walt Whitman, por que estão a louvar Biden, que a está destruindo? Ora, qual a razão de ser de tal pergunta?! Os esquerdosos desejam a destruição da América; e sabiam que Donald Trump iria impedi-la de se precipitar no inferno em cujas profundezas os socialistas querem jogá-la, daí eles fingirem que alertavam o mundo para o perigo que ele, diziam, representava. E agora que Biden está a destruí-la, eles se regozijam, eufóricos.

Fraudemia, insisto. Três doses. Vacinados e não-vacinados. Argentina. Bolsonaro e Tarcísio. Notas breves.

Navegando pelos mares revoltos da internet, aportei em alguns sites e redes sociais, e neles encontrei, para a minha surpresa, perdidos, tesouros. Aqui, dois deles, ambos nos Estados Unidos, a terra do Tio Sam: 1) No governo Biden (ou Brandon) morreram, de covid, mais gente do que no governo Trump. E sabe-se que atualmente boa parte da população americana está vacinada. Na comparação entre os dois governos, sai-se mal o do mister Joe. Para evitar constrangimento ao atual ocupante da Casa Branca, decidiu-se, agora, separar os mortes pela peste viral em dois grupos, o dos que morrem de covid e o dos que morrem com o covid, incluindo nas estatísticas de mortos por covid apenas os do primeiro grupo. Ora, mas não era isso o que se pedia desde o início da fraudemia?! E por que não se usa do mesmo critério para se dimensionar os casos de mortes durante o governo Trump?!; e, 2) Em alguns estados americanos, em decorrência da rápida, assustadoramente veloz, disseminação da variante ômicron, muitos americanos infectados, oficialmente infectados, com o resultado do teste em mãos, foram obrigados a se licenciarem do trabalho por alguns dias, mas foram tantos os afastados de suas tarefas profissionais que alguns setores da economia e dos serviços públicos que entenderam as autoridades correto os infectados assintomáticos exercerem suas tarefas, pois eles, por não apresentarem sintomas, não estão doentes, estão aptos, portanto, ao trabalho, e não transmitem o vírus. Ora, mas era isso o que se diz, com todas as letras, desde o início da fraudemia. Mas, não se sabe porque cargas-d’água, insistia-se, até então, em trancar os assintomáticos em suas casas. O que mudou? A queda da popularidade do presidente Biden. A disseminação da variante ômicron foi tão rápida que põe à pique a economia americana, causando um estrago, que não é desprezível, na imagem do Brandon (ou Biden), e, por consequência, do Partido Democrata. Imagine-se o impacto de uma crise econômica nas eleições legislativas americanas deste ano!

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Multiplicam-se os casos isolados de pessoas que, vacinadas com três doses da poção da imortalidade, foram infectadas pelo coronavírus, e os dos que sofrem de efeitos colaterais por ela provocados, e os de mortes.

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Até há não muito tempo eram consideradas pessoas não-vacinadas aquelas que não haviam tomado nenhuma dose da poção milagrosa; agora, todas as que não tomaram, em alguns países, a dose de reforço, e, em outros, a quarta dose. Não está longe o dia em que serão tidas como não-vacinadas as pessoas que tiveram injetadas no corpo 2.789 doses, e não 2.790. Alteram ao bel-prazer o estatuto ontológico dos não-vacinados os especialistas e cientistas e médicos renomados – conforme o que as pesquisas indicam, é óbvio.

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No ano passado, para estabelecer a quarentena, classificaram as atividades econômicas em essenciais e não-essenciais, e os sábios políticos consideraram de bom tom proibir o exercício das não-essenciais. Hoje, classificam as pessoas, segregando-as, em dois grupos, o dos vacinados e o dos não-vacinados. Faltam quantos dias para os políticos proibirem a existência dos não-vacinados?! Parece-me que, se não houver uma força em sentido contrário, poucos, afinal alguns países já construíram o que se chama eufemisticamente de campo de reeducação, ou campo de quarentena. E não posso deixar de evocar Djokovik. Ou Dkojovic?! Ou Dvokojik? Pausa, para uma pesquisa rápida em site de busca: É Novak Djokovic. Tenista sérvio, atualmente o melhor do mundo. Ele está comendo, na Austrália, o pão que o diabo amassou. Pegaram-lo pra Cristo. E o espantoso é que muita gente está a catarrar-lhe na cara.

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Não saiu da memória dos homens a política, elogiada por onze de cada dez brasileiros anti-bolsonaristas, de lockdown implementada, na Argentina, por Alberto Fernandez. Dizia-se, então, que eram os argentinos sortudos por contarem com um presidente que zela pela saúde deles, e azarados eram os brasileiros, caídos nas mãos do tal de Bozo. Trancorridos dois anos, a Argentina colheu, em 2.020, inflação anual de 35%, e, em 2.021, de 50%. E não surpreende ninguém os antibolsonaristas silenciam a respeito. Ah! Eu disse que não saiu na memória dos homens aqueles dias; corrijo-me, sair, saiu, e convenientemente, da dos antibolsobaristas.

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O presidente Jair Messias Bolsonaro tem um nome para o estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, atual ministro da infra-estrutura, o Thórcísio, o Tarcisão do Asfalto. Todo e qualquer apoiador do presidente, todo e qualquer homem público, que, dizendo-se inimigo das esquerdas, insistir outro nome para os paulistas está a trabalhar para o inimigo.

Declínio dos Estados Unidos e ascensão da China. Ex-bolsonaristas anti-bolsonaristas. Borba Gato e os revolucionários. Transhumanismo. E outras notas breves.

Em sua página no Facebook, Maurício Alves sugere um interessante exercício de imaginação. Observador perspicaz, projeta luz sobre o que se conta acerca do caos que nos aflige. Penetrante em suas análises, apresenta, de um ponto de vista inusitado – dir-se-ia uma teoria da conspiração (às idéias dele talvez assim se refiram pessoas que nada sabendo do assunto e nada desejando saber declaram que de tudo estão inteirados, tecem a respeito comentários infundados, pior, escabujando de ódio ou simulando tranquilidade de espírito, limitam-se a ofendê-lo).

Não é Maurício Alves um replicador de informações, tampouco um disseminador de análises ideologicamente enviesadas. Diz ele que o flagelo que nos atormenta é obra de homens que almejam a derrocada dos Estados Unidos da América e a ascensão da China à superpotência mundial; dentre tais homens, além, é óbvio, dos membros do Partido Comunista Chinês, estão bilionários ocidentais e políticos do Partido Democrata americano. É o objetivo dos inimigos da América, e, por extensão, do mundo livre, demolir as instituições americanas, que são a salvaguarda do poder do Dólar como a moeda do comércio internacional, moeda cujo lastro é a confiança que o mundo deposita nas instituições democráticas criadas pelo Tio Sam. Compra-se Dólar porque confia-se que o Tio Sam honra os seus compromissos.

As restrições ao comércio, a fraude eleitoral nas eleições americanas de 2020, as políticas sanitárias iníquas, e as políticas de passaporte sanitário e a consequente obrigatoriedade da vacinação contra o Covid-19 concorrem para o mesmo objetivo: enfraquecer os Estados Unidos da América.

E estão com pressa os inimigos dos Estados Unidos, afinal, poderá em 2022 Donald Trump obter a maioria nas duas casas legislativas; e a auditoria das eleições americanas, de 2020, no Arizona e em outros estados americanos tem para revelar segredos que muitos não desejam que venham a público, o mesmo se pode dizer da investigação da origem do coronavírus, investigação que revelará o papel de Anthony Fauci e outros ilustres personagens na condução da pandemia.

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Ricardo Santi e Guillermo F. Piacesi Ramos atentam para o erro que não poucos bolsonaristas cometem ao respeitarem as opiniões de youtubers que nada entendem de política e que atuam sempre em defesa de seus interesses pecuniários – nem sempre com a verdade, a justiça, lançando mão de expedientes reprováveis com o objetivo de ampliar seu público, ter seus vídeos popularizados – em vez de confiar no presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja experiência política não é desprezível, e além disso, tem ele informações que lhe dão uma idéia melhor da situação, informações que nenhum outro brasileiro, por mais perspicaz que seja, pode imaginar quais sejam.

Quem também repreende tais bolsonaristas é Fernando Vaismann, que trata como ingênuos, imaturos, quem pede por intervenção militar, a aplicação do artigo 142 da Constituição Federal, e suplica ao Exército a prisão de vândalos e personagens folclóricos da política brasileira.

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E pela segunda vez trato de comentários de Maurício Alves aqui nesta edição das minhas Notas Breves. Em uma de suas publicações feicebuquianas (ou facebookianas?), ele, ao falar do ato vandálico contra a estátua do bandeirante Borba Gato, prevê a ocorrência possível de conflitos em futuro próximo, o que justificaria, pelo STF, um golpe branco, e assim estaria alijado o presidente Jair Messias Bolsonaro da cadeira de presidente do Brasil. Não é o único brasileiro que chama a atenção para o recrudescimento dos atritos entre os apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro e os inimigos dele; estão os nervos à flor da pele, e basta um estopim para que a dinamite social exploda, o que obrigará as Forças Armadas a agirem no intuíto de restabelecer a lei e a ordem. Está por um fio, prevê-se, o conflito. Fernando Vaismann (o Bituka du Bronx) é um dos que alertam para o perigo da ocorrência de convulsão social no Brasil. E os sinais que evidenciam a sua iminente eclosão estão diante dos olhos de todos, mas apenas os treinados podem vê-los.

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O transhumanismo, pensa Neto Curvina, hoje, 25/07/2021, no Facebook, acompanhado da Agenda 2030 (da ONU) e do Great Reset (Grande Reinício), está no âmago de política satânica que redundará na ruína do Homem.

A criação de seres híbridos humanos-animais e humanos-máquinas, em gradativo aprimoramento, é, diz Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, a última tentação do homem. Já em andamento o hibridismo, preparam os Senhores do Universo os povos para a aceitação do novo ser que nascerá da mistura de homens, animais e máquinas num mesmo organismo. E os monstros serão, é certo, inúmeros. Dentro de poucos anos, conviveremos com minotauros, quimeras, centauros, equidnas, esfinges e sátiros.

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Somos os humanos ratos de laboratório, segundo Welton Nehemiah, ontem, 24/07/2021, em sua página do Facebook. Para ele, os humanos desessencializados, corrompem-se em sua integridade, em seu espírito, em seu ser, em sua natureza original, a humana, para se converter em sabe-se lá o que. Em nome da saúde eterna, de uma idéia fantasiosa de saúde, estão a se curvar perante os que os oprimem. Não todos os humanos, é claro, mas aqueles, que são muitos, que acolhem, bovinamente, as ordens de seus algozes e condenam ao ostracismo e ao fogo do inferno os que se dignam a se respeitarem em sua condição humana. O pensamento de Welton Nehemiah coincide com o meu e com o de outras pessoas, que não são poucas.

E pergunto-me se se avizinha de nós o mais desumano e assassino governo da história. Há quem já o vislumbre, ao longe; e há quem afirme que estamos no, dele, átrio de entrada, ao enquadramento da porta principal; e para outros já estamos dentro dele, e ele está a nos massacrar, mas, anestesiados pelas comodidades modernas, a gozar de uma vida de entretenimento e descompromisso e de prazeres ilimitados, desenssibilizados, não nos damos conta da nossa situação deplorável.

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Davi Marciglio informa que o governo francês criou um comitê interministerial para proteger do islã em sua vertente fanática a República; para os franceses é o secularismo inegociável.

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Alfredo Vieira é um pintor brasileiro. Suas obras, de óleo sobre tela, reproduzem as coisas com realismo estonteante – diz-se escola hiper-realista. Na sua pintura “Casebre”, ele retrata uma casa antiga, rústica, em área rural, à volta chão de terra e à frente uma cerca de madeira; ao fundo, colinas cobertas de vegetação verde, rasteira, e árvores. É uma pintura que agrada aos olhos. Bucólica.

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Bill Watterson era dono de sensibilidade incomum. Nas estórias de seu mais famoso personagem, Calvin, que está sempre acompanhado de Haroldo, seu tigre de pelúcia, ele é bem-sucedido em reproduzir a alma de uma criança em toda as suas simplicidade e complexidade, traduzindo-lhe, numa associação perfeita de desenhos e textos, a casmurrice, a ingenuidade, a tristeza, a alegria, a euforia, enfim, todos os sentimentos que fazem de um ser humano ser humano.

Em uma das curtas estórias protagonizadas pelo menino Calvin, de quatro quadrinhos, vê-se, no primeiro, Calvin a tropeçar em uma pedra; no segundo, ele, enraivecido, a dar-lhe um pontapé, arremessando-a longe; no terceiro, a pedra a acertá-lo na cabeça; e, no quarto, Calvin com a cara enfiada no chão. O conto narrado nestes quatro quadrinhos é simples; os desenhos de Bill Watterson confere-lhe o tom cômico, a graça; é uma prova, e bem simples, de que o importante não é a estória que se conta, mas como se conta a estória.

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Quatro pinturas que admirei na página Ars Europe. Uma de cada um dos seguintes pintores: Jan van Balen; Titian; Gianantonio Guardy; e, Bartolomeo Veneto. A de Jan van Balen, Feast os Bacchus, um óleo sobre tela, representa uma cena, num bosque, dionisíaca. Adornam a cena cupidos. Era o pintor um colaborador de Jan Bruegel. E sua obra insere-se no período barroco. Titian, italiano, num óleo sobre tela, apresenta “Worship of Venus”, um rito romano à deusa que dá título à obra. Estão presentes na pintura crianças com asas. Em sua pintura, Gianantonio Guardy ilustra uma cena do poema de Torquato Tasso; estão representados Ermínia, Valfrino, e Tancredi, este, ferido, estirado no chão. E por último, um quadro animado por Maria, e Jesus, criança, ao Seu colo. Ao fundo, vê-se camponeses, animais e um cavaleiro montado em um cavalo; e mais ao fundo, montanhas e construções.

Acompanha cada uma das quatro pinturas um texto curto que dá notícia do pintor e do tema da pintura.

Embora não tenhamos acesso às pinturas originais, podemos admirar réplicas em formato digital; podem muitos alegar que a experiência de admirar réplicas de pinturas numa tela de computador não se iguala à, superior, insubstituível, de admirá-las em seu estado original; pode-se concordar com tal afirmação, mas há de se reconhecer que muitas pessoas jamais terão diante de seus olhos as pinturas originais; portanto, as réplicas, incluídas as reproduções digitais, têm o seu valor; da mesma forma as reproduções em vinil, fita-cassete e digital de espetáculos de música, e em vídeo de apresentações teatrais.

O Despioramento da Economia Brasileira. Boas notícias, infelizmente. Tio Sam Desgovernado. E outras notas breves.

No Brasil, se as coisas não vão de mal a pior, vão de pior a mal, não importa o que ocorra, se o homem público que ocupa a cadeira de presidente, na companhia de seres iníquos, de alma carcomida, não bebe champagne e não come caviar, em banquetes nababescos financiados com o dinheiro suado do povo brasileiro, em suntuosos salões aristocráticos paramentados com obras de profundo mal gosto, de dar engulhos em toda e qualquer pessoa que tenha no espírito, conservada, a consciência do que é belo, de bom-gosto. E se aquele que, no cumprimento de seu dever cívico, contra poderosas forças disruptivas, movimentos revolucionários subversivos, supera dificuldades inimagináveis e obtêm sucesso considerável na Economia do país, produzindo riqueza e gerando emprego, atende pelo nome de Jair Messias Bolsonaro, do fruto do trabalho dele e de sua equipe se diz que é algo que despiorou o que ele mesmo, o presidente indigitado, havia piorado, que era a Economia que ele herdou de seus antecessores, que, sabe toda pessoa minimamente informada, administraram com zelo admirável o rico dinheirinho do povo brasileiro.

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De boas notícias, o inferno está cheio. Por que há de dar boas notícias a mídia aos brasileiros, se é mais vantajoso aterrorizá-los com más notícias, que os deixam com os cabelos em pé, a passarem noites em branco, atormentados por insônias desvigorantes, ou, se eles caem em sono profundo, a perturbá-los com pesadelos assustadores. O PIB nacional cresceu razoavelmente bem no primeiro trimestre do corrente ano e se prevê que irá crescer em torno de quatro por cento, neste ano, em relação ao ano passado. Que triste é para os infelizes cavaleiros do apocalipse tão boa notícia.

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Está Joe Biden – Dodô Bidê, para os íntimos -, o presidente americano, a desgovernar a casa do Tio Sam, nosso querido parente do norte. Há crise na divisa territorial da grande nação com a terra dos astecas. Lá imigrantes são barrados, presos – e a vice-presidente americana, em viagem à Guatemala, solta uma pérola de fazer cair o queixo daqueles que, de tão ingênuos, acreditam que os burros azuis e vermelhos amam os sobrinhos do Tio Sam e lutam pelo bem-estar deles.

E o resultado da política de desinvestimento na polícia se faz conhecer: aumento da violência em boa parte dos EUA.

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Os carinhas dizem seguir a ciência. Alguns ignoram solenemente a existência de Didier Raoult e Luc Montagnier, dois cientistas de primeiro time que não subscrevem a ladainha reinante na imprensa de todo o mundo. Outros, conhecendo-os, e acerca deles ouvindo comentários, poucos, torcem o nariz e rejeitam terminantemente qualquer idéias saídas da boca deles. São ambos negacionistas, nas palavras dos seguidores da ciência, gente que jamais ocupou sequer um segundo de sua humilde existência ao nobre estudo da ciência.

Quanto a ouvir idéia diferentes daquelas que defendem, os carinhas que seguem a ciência não querem nem saber. Que!? Confrontar hipóteses, eu!? Tá doido, tio. Adoto como verdadeiramente científica, ou cientificamente verdadeira, a que os heróis midiáticos, aqueles cientistas e médicos renomados alçados ao píncaro do estrelato pela imprensa, afirma ser a correta.

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É possível construir-se um muro na divisa territorial dos Estados Unidos com o México. É impossível construir-se um muro na divisa territorial do Brasil com o México, pelas razões óbvias – mas Geografia não é o forte de um certo político tupiniquim.

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Onde estão os humoristas brasileiros? De férias? São tantos os disparates da classe política, da artística, que dá para se criar um sem fim número de anedotas e piadas.

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Os remédios cujos nomes não podem ser citados, remédios que compõem um tratamento que não pode ser veiculado, estão salvando muitas vidas, vidas de pessoas que, se se deitassem em berço esplêndido à espera de cuidados de profissionais que trabalham em órgãos competentes, morreriam intubados num leito de UTI.

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Enquanto isso, na divisa entre Brasil e México, uma sublevação social na Colômbia, que, segundo consta nos livros de geografia de um certo político, faz divisa com o Canadá.

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As figurinhas carimbadas da política e do showbusiness nacional já ensinaram aos ignaros descendentes de Peri e Ceci que na Amazônia há girafas e que Brasil e México são países vizinhos. Não está longe o dia em que lhes ensinarão o Teorema de Pitágoras e a Sequência de Fibonacci. E quem criou o Teorema de Pitágoras? E a sequência de Fibonacci?

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E da Bielorússia nenhuma notícia. E nem da Ucrânia. E ninguém fala das peripécias bélicas do Putin. E o Afeganistão é um país distante, muito distante. E a China e a Austrália estão em rota de colisão. E a China e as Filipinas estão em rota de colisão. E a China e Taiwan estão em rota de colisão. E a China e os Estados Unidos estão em rota de colisão. A China, parece-me, está em rota de colisão com todos os outros países.

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As mais avançadas tecnologias que temos à nossa disposição estão obsoletas. As mais avançadas das mais avançadas são de uso exclusivo das forças armadas das nações mais poderosas do mundo e de alguns, poucos, miliardários universais de antigas dinastias.

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E já se fala em uma nova onda de infecção por coronavírus, agora de uma variante que nasceu no Vietnã. Nem bem nos livramos da hindu, e já temos que enfrentar a vietnamita. Farei algumas pesquisas, rápidas, de geopolítica. O Vietnã está confrontando a China em algum campo de interesse do governo comunista deste país?

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Pesquisas de intenções de votos, não faz muito tempo, apontavam Bolsonaro em maus lençóis. E dizia-se aos quatro ventos que ele perdia popularidade. Mas aí, o Capitão Bonoro inventou de passear de moto, em Brasília, no Rio, e em São Paulo. Assim, ele derrubou duas narrativas: a de que perde para os seus adversários num confronto eleitoral e a de que não tem popularidade, perdeu-a, é impopular. E os seus principais oponentes, em particular o Nove Dedos, também chamado de Nine Molusco, não dão a cara à rua. E não mais se publica na nossa tão confiável impressa pesquisa de intenções de voto.

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E da terra do Tio Sam, notícia do Arizona, condado de Maricopa. Dá-se os últimos retoques na auditoria dos votos das eleições americanas de 2.020. Há novidades por aí. E a mídia brasileira a ignorar o assunto, do mesmo modo que ignora Faucy, laboratório de Wuhan, fogo em embarcação iraniana, rebeldes ganhando espaço no Afeganistão…

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Todos os que andamos hoje em dia pela face da Terra temos a disposição infinitas fontes de informações. Infelizmente, muitos de nós não desgrudam os olhos da telinha da televisão, sintonizada nos canais de sempre.

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