O desabafo do presidente Jair Messias Bolsonaro

No pronunciamento que fez, dia 2/8/2021, no Ministério da Cidadania, o presidente Jair Messias Bolsonaro, em tom de desabafo – palavras dele -, falou do uso, nas administrações anteriores ao seu governo, dos recursos do BNDES na compra de jatinhos particulares, e com subsídios camaradas; do empréstimo, por via legal – para espanto do presidente, ele confessa -, de dinheiro brasileiro para nações socialistas, que não irão saldar a dívida contraída com o Brasil – e dá-se como perdidos bilhões de Reais -; das assinaturas de Medidas Provisórias que sustentam políticas de remessa de dinheiro para o exterior; da Argentina, e do Foro de São Paulo, que muita gente acredita que não existe; da fuga, para o Brasil, da Venezuela e da Argentina, da elite destes dois países; de mulheres venezuelanas, que, emigrando, da Venezuela, para o Brasil, no Brasil prostituem-se para que possam ter o que comer; da taxação de grandes fortunas – e cita a França, que aumentou impostos sobre a renda dos mais ricos, e muitos dentre estes registraram residência fiscal na Rússia, escapando, assim, ao fisco francês; de eleições – que, é o seu desejo, têm de ser limpas; do avanço do socialismo na América do Sul – e reforçou o alerta feito em outras ocasiões ao declarar que pode o Brasil ser a bola da vez; do voto impresso, e de um ministro do TSE, ministro que insiste em rejeitar tal proposta; do Exército, que abre poços artesianos na região Nordeste; da Copa América – e da campanha contrária à da sua realização no Brasil (foi a Copa América pela imprensa nacional anunciada com o apelido Copa da Morte, para confrontar o presidente Jair Messias Bolsonaro e manter o estado de pânico alimentado pelas políticas de emergência sanitária que governadores e prefeitos decretaram, sob o beneplácito de organizações internacionais, para, supostamente, enfrentar um vírus – que, já se disse, e já se sabe, provoca uma gripe, cuja taxa de letalidade equivale-se ao da gripe comum -, políticas que se desdobraram em ações de cerceamento da liberdade dos indivíduos e a suspensão de seus direitos básicos, e que são o embrião, se bem nutridas, de um estado totalitário global sob administração de organizações internacionais, que estão sob comando de metacapitalistas e governos); e da Pfizer, que, em 2.020, ao governo brasileiro apresentara contrato que estipulava que ela nenhuma responsabilidade assumiria pelos efeitos colaterais que porventura fossem causados pelas vacinas que traziam rótulos com o seu logotipo.
O presidente Jair Messias Bolsonaro reiterou palavras que pronunciara em inúmeras outras ocasiões. Ao falar da Venezuela e da Argentina, chamou a atenção dos brasileiros para as ameaças que pairam sobre o Brasil. Os últimos eventos políticos, econômicos e sociais, sucedidos numa sequência estonteante, provam que está o presidente Jair Messias Bolsonaro coberto de razão. Infelizmente, suas palavras encontram milhões de pares de ouvidos indiferentes, e muitos hostis, que as rejeitam, terminantemente.

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Limites da liberdade. Populismo. O mundo piorou. Notas breves.

Quais são os limites da liberdade? Há limites para o exercício da liberdade, de ação, de expressão? Se há, quem tem autoridade para determinar quais são? Tal questão atormenta os homens desde que o mundo é mundo. Se não há limites para a ação humana, se toda ação é admitida, um ato apenas, nem moral, nem imoral, tampouco amoral, e assim sendo deve ser aceito porque um homem o executa no seu exercício da liberdade, então assassinatos, estupros e roubos devem ser admitidos, e quem os comete dispensado de punições. Não há, no entanto, viva alma, se saudável, se lúcida, que admita correta tal idéia, e não pessa por limites à liberdade à ação humana – tal gente entende que assassinatos, roubos e estupros são crimes, e quem as comete deve ser punida com rigor. No entanto, há não poucas pessoas que, relativizando o valor de tais atos, coonesta-os, e emprestam-lhes ingredientes que retiraram de mentalidade política subversiva: o roubo pode não ser roubo, mas desapropriação de propriedade particular obtida por meios injustos, capitalistas, seu detentor a usufruir de privilégios fora do alcance de muitas pessoas, as que a sociedade oprime, e o assassinato, que, a depender do contexto, é dado como um ato aceitável por este ou aquele povo cuja cultura é milenar, de povos nativos, deve ser aceito como prática cultural respeitável e o assassino merecer respeito e compreensão – um bom exemplo é o assassinato, por algumas tribos indígenas, de crianças.
As ofensas que grupos revolucionários, que, supostamente, existem para acabar com preconceitos e defender minorias, grupos que lutam contra a Igreja, opressora, a família, opressora, o homem (principalmente se branco e heterossexual), opressor, o grande capital, enfim, grupos que lutam contra todos os opressores reais e imaginários, disparam contra a Igreja Católica, e os atos de violência, tais como invasão a igrejas e gestos obscenos na presença de crianças, e na do Papa, são, segundo os que os executam e seus apoiadores, atos de liberdade, liberdade de expressão, que, entendem, não possui limites; todavia, basta que aqueles que os esquerdistas têm na conta de inimigos expressem suas opiniões críticas aos ídolos esquerdistas e às políticas que estes defendem que os esquerdistas agitam a bandeira da liberdade e os acusam de propagadores de discurso de ódio e de disseminadores de fake news e sobre eles, esgoelando-se insanamente, descarregam impropérios impublicáveis e pedem aos poderes legais que os punam, se não com a prisão, e tampouco com a morte (o que desejam), com a proibição de se expressarem livremente, alegando que eles não sabem respeitar a democracia, a liberdade, a justiça, sendo imprescindível, portanto, que alguém, com o rigor da lei, lhes ensine bons modos.
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O tema de um texto, curto, de Fabio Blanco, é o populismo. Conta o autor, como que numa página de um seu diário, a sua ida, depois de meses, à feira livre de sua cidade, e relata ele seu encanto com a turbamulta reinante, para, depois, tecer reflexões acerca da romantização que ele faz da algaravia dos feirantes e do público. Ora, ele não vive de trabalhos na feira, não é dela que ele tira seu sustento financeiro; suas atividades são outras, de professor; ao ver a agitação das pessoas ele a interpreta sob a ótica de um intelectual, e acaba por emprestar ao ambiente, dir-se-ia caótico, de uma feira livre aspectos que ela não possui, embelezando-a. E é esse o pensamento, diz, que muitos intelectuais fazem da pobreza, dos pobres: romantiza-os. Dizem muitos amar os pobres e ver beleza na pobreza, mas eles na pobreza não vivem e não pretendem viver nas mesmas condições que os pobres vivem. É o populismo elitista, de gente que vê, ou finge ver, paz e beleza, maravilhas de um mundo perfeito, idílico, onde elas inexistem. E quantos são os políticos que se apresentam dedicados aos pobres e trabalham, não para extinguir a pobreza, mas para perpetuá-la? São muitos os demagogos; e é a pobreza o capital político deles.
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Lembro-me que há um bom tempo, em tempos não muito distante, afirmaram jornalistas anti-bolsonaristas que a economia brasileira, no governo Jair Messias Bolsonaro, despiorou. Ora, os sinais, claros, da recuperação econômica do Brasil, não podiam ser eclipsados por notícias apocalípticas, comuns hoje em dia; a economia brasileira ia bem, obrigado!, e não podendo negar o sucesso – mesmo que relativo – em tal departamento, jornalistas esforçaram-se para dar a entender que a coisa não é bem assim, que a recuperação econômica brasileira não ia bem, como se pensa, e que temos de nos preocupar, e decidiram que não diriam que a economia brasileira melhorou – como diria qualquer pessoa, menos os jornalistas anti-bolsonaristas – mas, sim, que ela despiorou. E numa era posterior, o Real valorizando-se frente ao Dólar, o que, para muitos, representa confiança do investidor nacional e internacional no Brasil, que se torna um porto seguro para investimentos, dizem jornalistas que, insinuando que vai mal a economia brasileira, o Dólar, no Brasil mais do que em qualquer outro país, se desvalorizou, e consideravelmente. Ora, até um dia antes de tal fenômeno econômico – o da valorização do Real -, o Real a desvalorizar-se frente ao Dólar, a olhos vistos, dizia-se que a desvalorização do Real era um sintoma da economia brasileira fragilizada, a ir de mal a pior, concluindo-se, então, que melhor para o Brasil seria a valorização da moeda nacional; e agora que esta valoriza-se, indica manchetes de alguns jornais que é o Dólar que se desvaloriza, o que vem em prejuízo à economia brasileira, conclui-se. E há poucos dias, sinais alvissareiros da economia brasileira a animar o espíritos de todos, jornais ensinam que a economia brasileira não melhorou, mas, sim, a economia mundial piorou, concluindo-se, portanto, que não temos os brasileiros o que comemorar, o governo Jair Messias Bolsonaro do que se vangloriar, afinal vai o Brasil de mal a pior. Ora, mesmo que se dê mãos à palmatória, e aceite-se que a economia brasileira não melhorou, e, sim, que ela, na comparação com a economia mundial, que piorou, sai-se bem, conclui toda pessoa decente que merece o governo Jair Messias Bolsonaro elogios, afinal ele impediu que a economia brasileira piorasse tanto quanto as economias das outras nações.

Presidente Bolsonaro e o 7 de Setembro de 2.021.

As manifestações democráticas, e populares, de milhões de pessoas pedindo liberdade, justiça, paz, e as ações do presidente Jair Messias Bolsonaro surpreenderam gregos e troianos. Não há, em todo o universo, excetuados o presidente do Brasil e um seu reduzido círculo de aliados, quem saiba o que de fato se deu nos meses que antecederam o já histórico 7 de Setembro de 2.021 e nos dias que logo se lhe seguiram. São incontáveis as teorias que intelectuais, de direita e de esquerda, conservadores e revolucionários, bolsonaristas e anti-bolsonaristas, apresentaram, todos, ouso dizer, certos cada qual de que a que apresenta, sendo a correta, explica o que ocorreu antes, durante e depois da efeméride. Sabe-se que as manifestações do presidente e de seus apoiadores não corresponderam às narrativas que acerca delas aos quatro ventos os anti-bolsonaristas espalharam; não representaram um movimento de golpe às instituições democráticas capitaneado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja personalidade é hostil ao autoritarismo de qualquer espécie, como ele deixou claro em não poucas declarações e em atos inúmeros – o que se viu foi, única e exclusivamente, a exibição de irrivalizado apoio popular ao presidente, que, conquanto a mídia diga o contrário, conserva a sua popularidade intacta e é o político mais influente do Brasil. Muitos formadores de opinião, que, pelo visto, de ninguém forma a opinião, insistiram, todavia, em emprestar-lhes – e insistem em tão reprovável postura, suas interpretações sob influência de idéias que dão o presidente brasileiro um personagem vilanesco, crudelíssimo – ingredientes que elas não possuem, a má-fé, que lhes recheia o espírito, a movê-los, pois eles, embora observem os fatos, e, pode-se supor, os compreendam, bostejam, desavergonhadamente, mal-intencionados, para explicá-los, narrativas mentirosas, que apontam o presidente como um ditador iníquo, um político inescrupuloso, sem jamais ilustrá-las com dados que as corroborem, e as repetem, durante trinta horas por dia, dez dias por semana. Não se vexam os detratores do presidente em mentir descaradamente, mesmo que, e principalmente se, flagrados em pecado. E não foram as manifestações impopulares, a contarem com a participação de, se muito, meia dúzia de gatos pingados – é esta a história que a imprensa insiste em, negando a realidade, e desejando impôr suas narrativas, propagar, o que, aliás, ela faz, despudoradamente, sempre que os bolsonaristas – bolsominions, para os íntimos – se manifestam, e em número imensurável, em apoio ao presidente, cobrindo avenidas inteiras, num espetáculo de espontaneidade inegável, trajados com os indefectíveis verde e amarelo, numa ordem admirável, que jamais desanda em grosserias, ataques aos policiais, quebradeira generalizada de patrimônio público e particular, ações gêmeas dos atos violentos dos anti-bolsonaristas sempre que estes saem à rua, aos punhados. E a imprensa insiste em rotular anti-democráticas e golpistas, de robôs fascistas e nazistas, as manifestações ordeiras e pacíficas dos bolsonaristas, e democráticas, espontâneas, de um povo que pede por liberdade, as barbaridades orquestradas pelos anti-bolsonaristas.

Do ano de 2.021, o ato político emblemático é o da Carta à Nação. Há quem jure, e de pés juntos, que redigiu-a o ex-presidente Michel Temer. É tal carta sua obra-prima. E há quem diga que a escreveram quatro mãos, as do presidente Jair Messias Bolsonaro e as do já mencionado ex-presidente. E chegou-me ao conhecimento que há quem pense que a redigiram as mãos do ex-presidente e as de Alexandre de Moraes, ministro do STF. E para alguns sagazes espécimes do espírito humano, redigiram-la os três protagonistas, acima citados, de nossa aventura, não após o 7 de Setembro, mas antes do primeiro ato deste capítulo da história brasileira ser executado. Não sei quem a redigiu. Conta-se acerca da confeção dela estas quatro versões – e talvez algumas outras, que a imaginação fértil de alguém tenha concebido e não me vieram ao conhecimento.

E acerca de qual foi o papel que cada um dos principais personagens da trama, que se começou a dedenhar meses antes, representou podemos aventar hipóteses. Envolvem-nos conjecturas: o presidente Jair Messias Bolsonaro, após intensificar, no dia 7 de Setembro, ao ministro Alexandre de Moraes as críticas, se viu numa arapuca, e, sem meios de cumprir as ameaças, recorreu ao ex-presidente Michel Temer, suplicando-lhe, humilde, e constrangedoramente, socorro, de cabeça baixa, prosternando-se diante dele, e com zumbais grotescas revelou-se-lhe submisso; o ministro Alexandre de Moraes, vendo-se em maus lençóis, e certo de que o presidente cumpriria as ameaças, que tinham destinatário certo, trêmulo, e apavorado, ao passar as noites anteriores em claro, solicitou ao ex-presidente cujo nome encontra-se, neste artigo, duas vezes, linhas acima, intervenção, um diálogo com o presidente, este, enfurecido, com a faca e o queijo na mão, pronto para cortar o queijo, e entregar a cabeça do ministro, numa bandeja, ao povo brasileiro, ou a este entregá-lo de corpo inteiro, e que o povo lhe concedesse o destino que entendesse lhe fosse merecido, que seria, provavelmente, o escalpelamento, seguido da imolação, em praça pública, numa exibição de selvageria e barbarismo inéditos nos anais da história da civilização; eram muitos os ministros do STF, e senadores e deputados federais, e governadores, e inúmeros outros personagens da política nacional, todos preocupados com o recrudescimento das tensões entre o presidente e, do STF, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, principalmente agora que o presidente deu ao mundo uma demonstração de assustadora força popular, obrigando-os a reconhecê-lo o personagem mais poderoso da trama, e a brandirem a bandeira branca, ostensivamente, para que ninguém a ignorasse, e a pedirem por um diálogo com o presidente, e o ex-presidente Michel Temer eles o nomearam o interlocutor entre eles e o presidente; os políticos jogaram a toalha, derrotados, humilhados, ao reconhecerem, rendidos à verdade, que sagrou-se vitorioso do embate o presidente, que lhes exigiu a rendição unilateral, incondicional; todos os personagens envolvidos na trama se viram num ponto de inflexão: ou todos recuavam, cada qual de sua posição, ou o conflito será inevitável, e em tal momento estavam, todos, em pé de igualdade, e se fossem para o confronto este seria duradouro e sangrento, e seu fim apenas Deus conhecia, mas nenhum deles quis arcar com as consequências do recrudescimento das agressões mútuas, abrir a caixa de Pandora, e decidiram resolver o imbróglio confabulando amigavel, e diplomaticamente, até chegarem a um denominador comum; o presidente acovardou-se, recuou, de golpista, bruto, acanalhado, de espírito ditatorial, converteu-se em arregão, frouxo, covarde, afinal, tinha, em suas mãos, o poder de decidir sobre a vida e a morte de seus inimigos, mas, não querendo usá-lo, contemporizou; o ministro Alexandre de Moraes e o presidente, aliados, simularam hostilidade recíproca, o ministro a representar o papel de inimigo dos brasileiros, para estimular os bolsonaristas e outros brasileiros, todos indignados com a postura do ministro, a irem em favor do presidente, fortalecendo-o, para que ele simulasse a postura de quem pretendia romper de vez a corda, e assim obter concessões de seus inimigos sem que necessitasse ir às últimas consequências, o que faria, se o desejasse, agora com amplo e irrestrito apoio popular; o presidente pretendia, dentro das quatro linhas da constituição, destituir ministros do STF e punir senadores, deputados e governadores, mas recuou, no último instante, porque não contava com apoio dos militares; o presidente blefou, orquestrou seus movimentos desde o início, em acordo com uma ou duas pessoas. São muitas as hipóteses que dão as razões que levaram o presidente à publicação da Carta à Nação. Qual explica o que de fato se deu? Acredito que, além do presidente, apenas um (talvez dois) personagem conheça a história.

Após a publicação da Carta à Nação, testemunhou-se atos inusitados de agentes públicos, jornalistas, opositores do presidente, apoiadores dele, e supostos apoiadores dele, dentre estes os conservadores revolucionários (que são, na opinião deles mesmos, os mais esclarecidos e ilustrados e intelectualizados homens do universo – e que ninguém ouse emulá-los!), intelectuais que lhe descarregam, sem critério algum, críticas construtivas, pessoas que ambicionam governar o Brasil, mas sem o ônus da responsabilidade que o cargo de presidente cobra, e têm o desplante de sugerirem ao presidente a nomeação deste e daquele personagem para este e aquele cargo da burocracia federal, e atrabiliários, esbravejam, exibindo caras e bocas grotescas, e rodam a baiana, sempre que ele não lhes atende as sugestões, que soam como mandamentos divinos, e tampouco as demandas deles, muitas delas pessoais. Li, de um dos conservadores revolucionários – e não vejo razão para citar-lhe, aqui, o nome, pois entendo que é importante o tipo, e não o indíviduo -, um texto, curto, e risível, que dele exibe orgulhoso desdém pelos bolsonaristas e pelo presidente. Declara o distinto intelectual que são otárias as pessoas que foram às manifestações do dia 7 de Setembro; e em outro texto seu, recria a cena da Independência ou Morte, às margens do Ipiranga, imortalizada na famosa pintura de Pedro Américo, o presidente Jair Messias Bolsonaro fazendo a vez de Dom Pedro I e encerrando sua participação em tal episódio curvando-se, desavergonhada e covardemente, aos lusitanos. Além destes dois textos, li um terceiro, de outro conservador revolucionário – cujo nome dispenso-me de registrar, pelas razões expostas acima – que, aludindo a Winston Churchill, apequena o presidente brasileiro, que, tal qual Nevil Chamberlain, de constrangedora biografia, preferindo à guerra a vergonha, teria a guerra e a vergonha. O que se percebe em tais textos é o uso, por seus autores, de um verniz de erudição; comparam personagens de momentos históricos distintos, mirando um objetivo: difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro. Desconsideraram os contextos, caso os conheçam, para emprestar um ar de seriedade às críticas que teceram ao presidente brasileiro, e de autoridade, autoridade de pessoas cultas, superiores porque capazes de evocar personagens e eventos históricos – críticas que, desataviadas de seus paramentos retóricos, revelam-se tão rasas e boçais quanto as que fazem ao presidente os inimigos dele -, e deles transparecem, não frustração e desilução, que pretendem exibir, porque suas sábias exortações não foram contempladas com a atenção presidencial, mas a raiva, que não conseguem conter sempre que contrariados em seus desejos. Entendo que tais conservadores revolucionários – e os conservadores revolucionários são uma legião – querem que o presidente realize o sonho deles, o de pôr abaixo o estamento burocrático, e que ele assuma – só, nu, e com a mão no bolso – as consequências de seu ato intemerato, supostamente heróico, e, ansioso, tenso, amedrontado, viva à espera da reação dos oponentes dele – não são intelectuais abnegados, que se limitam a observar e analisar os eventos; fosse assim, eles não esbravejariam tanto, com tanta raiva, que se esforçam, em vão, para conter, sempre que o presidente assume uma postura que não corresponde à que eles consideram a correta e toma uma decisão que não está em acordo com as diretrizes do manual deles. A postura deles, cômica. Eles se fazem de aliados e apoiadores do presidente, mas estão sempre constrangendo-o com  críticas construtivas, que não têm efeito prático, e teorias que a realidade da política brasileira do dia-a-dia rejeita.

E o que dizer dos inimigos do presidente? Até a véspera da publicação da Carta à Nação, eles declaravam aos quatro ventos que era ele um ditador, um golpista, que iria, agora, com a sua exibição de força popular (o que contrastava com a narrativa midiática que indicava que fôra pouca, minúscula, ou nenhuma, a adesão popular às manifestações, e, portanto, ao presidente, e com a que, há meses imprensa, institutos de pesquisa e políticos de oposição publicavam, a de que ele perdia apoio popular e aumentava-lhe a rejeição), exibindo suas garras anti-democráticas, autoritárias, golpistas, ditatoriais, totalitárias, encerrar, em definitivo, as atividades do STF, do Senado e da Câmara dos Deputados, e assumir plenos poderes, a sustentar-lhe a autoridade absoluta as Forças Armadas. A imprensa nacional e a internacional já tinham prontos os discursos de condenação às ações disruptivas do ditador brasileiro, para os inimigos dele um ser híbrido de Hitler e Mussolini, pior que ambos. A campanha difamatória estava pronta. Aguardavam os inimigos do presidente, ansiosos, a lamber os beiços de prazer, a prelibar a conquista, o presidente decidir pela prisão de algum ministro do STF, ou de algum governador; ele, todavia, se lhes opôs às expectativas, silenciando-os. Diante da inesperada, imprevisível decisão presidencial, restou-lhes alcunhá-lo covarde, frouxo, arregão, e difamá-lo. Era-lhes visível a frustração. Agora, não tinham eles o crime, o de atentado à Democracia, a imputar ao presidente Jair Messias Bolsonaro. E encerrou-se o capítulo 7 de Setembro de 2.021, cujo ato derradeiro foi o da Carta à Nação. E dá-se continuidade à história, agora em um novo capítulo.

Qual foi o ato inicial do capítulo que se encerrou com a publicação da Carta à Nação? Não sei. Em retrospectiva, observo os atos que recheiam tal capítulo, e vou retrocedendo até os estertores do mês de março do seminal ano de 2.021, ano emocionante, repleto de reviravoltas, fenômenos fantásticos, ano de vibrar de entusiasmo o coração dos homens, e vejo um ato: o da substituição, pelo presidente, do comando das três Forças Armadas. E, após retirar duas folhas do calendário, no mês de maio, dia 7, vejo o passeio, de moto, do presidente, este a levar a tiracolo o ministro da Infra-estrutura, Tarcísio Gomes de Freitas (Tarcisão do Asfalto, para os íntimos; Thorcísio, para os fãs de histórias em quadrinhos), na ponte de Abunã, sobre o Rio Madeira, fronteira do estado do Acre com o de Rondônia. Após estes dois atos, nota-se uma alteração na postura do presidente. Dias depois, a inspirá-los o que se viu sobre o Rio Madeira, apoiadores e admiradores do presidente o convidaram para um passeio de moto pelas largas e extensas avenidas de Brasília – e ele não se fez de rogado. Esta é a narrativa oficial. Pergunto-me, no entanto, se os apoiadores do presidente haviam, de antemão, confabulado, amistosamente, com membros da equipe presidencial a respeito do passeio em Brasília e dos outros que se lhe seguiriam, e antes, mesmo, do ato que o presidente e seu popular ministro protagonizaram na ponte que conecta o Acre à Rondônia (e não é tolice pensar que muitos motoqueiros pertencem à equipe do presidente). Emprestaram aos passeios de moto, fenômenos de popularidade, cores de ações espontâneas, a trama assumindo ares de iniciativa popular, e não de uma orquestração minuciosa de uma atividade política de grande envergadura, que ia em favor do presidente, sem que o indigitassem o seu patrocinador. Apenas os personagens que participaram da confecção da trama podem, dela, dar testemunhos fidedignos. Que tenham sido os passeios de moto ação política orquestrada pela equipe do presidente; que tenham sido atos de iniciativa popular de apoiadores e admiradores dele, o resultado o conhecemos, ou acreditamos conhecê-lo. 

Seguiu-se ao passeio de moto na ponte de Abunã o pelas avenidas do Distrito Federal, o na cidade do Rio de Janeiro, e outros, em outras capitais estaduais, e, enfim, o na cidade de São Paulo, o que mais contou com participantes. E os meios de comunicação – na verdade, de subversão – a declararem que foram os passeios de moto fracassos retumbantes e a apontarem, com o apoio de institutos de pesquisas, que perdia o presidente apoio popular e a alcunharem os bolsonaristas com os epitetos mais depreciativos que a maledicência humana jamais concebeu. Sucedendo-se os passeios de moto, o presidente intensifica as críticas, não ao STF, mas a dois de seus ministros neles concentrando-as, e sempre com mais vigor, criando, deles, no imaginário popular, a figura de criaturas repulsivas, e assim voltando para eles a atenção do povo, anula o discurso midiático, que lhe faz a caveira; e quanto mais ele eleva o tom de voz, quanto mais ele aumenta o engajamento popular nas manifestações a seu favor, mais a imprensa vende a idéia, que pouca gente compra, que ensina que é ele e os bolsonaristas anti-democráticos, e que está ele, com apoio deles, irrestrito, a preparar um golpe militar. O recrudescimento das tensões, os beligerantes a sinalizarem que não recuariam nem sequer um passo, a mídia o interpretava como ato de agressão exclusivo do presidente, ele, unicamente ele, a desrespeitar as instituições democráticas com o objetivo de provocar uma ruptura institucional, que faria da terra inferno.

E chegamos ao fatídico dia 7 de Setembro de 2.021. Na antevéspera, o presidente Jair Messias Bolsonaro visita o estado de Pernambuco, berço do seu principal rival nas eleições de 2.022, e multidão em festa acolhe-o de braços abertos, alvoroçada, entusiasmada. Na véspera publica-se uma carta, assinada por mais de uma centena de sumidades, intelectuais, ex-presidentes, ex-primeiro-ministros, todos de esquerda, a alertar o mundo para a corrosão da democracia brasileira, para as ameaças anti-democráticas que o presidente brasileiro representava às liberdades, e manifestantes, à noite, em Brasília, removem das avenidas as barricadas que impediam veículos de se aproximarem da Esplanada dos Ministérios e da dos Três Poderes – o trovejante soar das buzinas de caminhões e carros, ensurdecedor, petrificou os inimigos do presidente, que previram que ele executaria uma ação de força, e com amplo e irrestrito apoio popular, a escudarem-lo as Forças Armadas e a Polícia Militar. O presidente iria, enfim, converter-se no ditador que seus inimigos tanto temiam. Foi esta a conclusão à qual chegaram antes de os relógios baterem as vinte e quatro horas do dia 6 de Setembro. E no dia 7 de Setembro, discursa o presidente duas vezes, primeiro, em Brasília, diante de multidão de apoiadores, e, segundo, em São Paulo, cidade, na Avenida Paulista, para multidão maior do que aquela que o ouvira em Brasília. O sucesso de seus discursos, retumbante, inegável. E concentra o presidente as críticas, nestas duas ocasiões, a um ministro do STF, Alexandre de Moraes. Encerrado o dia 7 de Setembro, ao alvorecer do dia 8, amigos e inimigos do presidente aguardaram, ansiosos, impacientes, dele, o anúncio de medidas de força – os amigos as desejavam porque as entendiam justas e corretas, os inimigos as repudiavam, mas queriam que ele as tomasse para alcunhá-lo ditador e mover contra ele as engrenagens de organizações políticas e midiáticas mundiais. E o presidente publica a Carta à Nação. E a história assume contornos inesperados. O que se viu foi o espanto inicial de todos os brasileiros e a multiplicação milagrosa de explicações de infinitas tendências, das mais inusitadas origens, uma cornucópia de comentários, que revelavam, não segurança, inexistente, que muitos desejavam manifestar, mas confusão.

As explicações que aventaram gregos e troianos para a redação da Carta à Nação, inúmeras; e ninguém sabe, mesmo que, de peito estufado, diga que sabe, o que fez o presidente dá-la a público em vez de executar as medidas de força que os brasileiros dele esperávamos. Muitos são os que presumem saber o que vai dentro da cabeça do presidente. Não há viva alma que lhe antevira a decisão; mente quem diz que sabia, ou intuía, que ele enviaria à nação uma carta.

Antes, alcunhavam o presidente autoritário, antidemocrático, ditador e golpista; agora, chamam-lo arregão, covarde e frouxo. Sonharia quem esperasse que os inimigos dele reconhecessem que sempre mentiram-lhe a respeito, que lhe criaram imagem que não corresponde à realidade apenas para, cuspindo na imagem que lhe criaram, atacarem-lo, sem que ele possa se defender, e destruí-lo. O presidente quebrou-lhes a espinha dorsal, no último instante.

O presidente Jair Messias Bolsonaro não atendeu os anseios dos seus inimigos declarados, e aos dos dissimulados, que lhe apertam as mãos, amicíssimos, e lhe declaram lealdade imarcescível: o de atuar com força, destituindo de seus cargos ministros do STF e governadores. A Carta à Nação, ducha de água fria sobre os inimigos do presidente, que estavam em posicão de ataque, prontos para cantar aos quatro ventos que é ele um político inescrupuloso, um ditador, um golpista, agora a ilustrar-lhes a narrativa algo de concreto (e nada me tira, nem à fórceps, da cabeça, que estavam os conservadores revolucionários prontos para cuspir na cara do presidente a responsabilidade exclusiva pelo caos que se seguiria à ação de força presidencial, e abandoná-lo às hienas, que o atacariam, de todos os lados, com tal voracidade que ao ataque ele não resistiria um dia sequer).

Não sei o que se conversa no círculo de homens de confiança do presidente. Não sei quantos são os personagens nele inscritos. São poucos, presumo. Além do presidente, o general Heleno, penso, e, talvez, mais um. A Laurinha Bolsonaro, acredito – ela não é um homem, mas é da confiança de Jair Messias Bolsonaro.

E inicia-se outro capítulo da história do Brasil.

Bolsonaro na ONU: sucesso retumbante.

Ontem, dia 21 de Setembro de 2021, o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, no discurso de abertura da reunião anual da Organização das Nações Unidas, apresentou, assenhoreado pela ambição, nobre e humana, de um aguerrido, destemido, voluntarioso e abnegado combatente da Democracia, da Liberdade e da Justiça, em um pouco mais de dez minutos, numa oratória límpida, num estilo primoroso, com a dicção dos mestres helênicos da arte do bem falar, numa retórica vazada nos moldes clássicos do exercício correto e justo da exposição das idéias, as suas políticas, que se coadunam com as dos vanguardistas do espírito humano; e encerrado o seu discurso, ovacionaram-lo e o aplaudiram, estrondosamente, em pé, os chefes-de-estado presentes no prédio da Organização das Nações Unidas, todos eles, enquanto ele discursava, a ouvirem-lo, atentamente, embevecidos, alumbrados com a ínsigne postura do líder nato da nação mais rica e próspera da América do Sul; e os efusivos aplausos os congêneres do representante brasileiro os estenderam até se cansarem, durante quarenta e quatro minutos. Nas horas que se seguiram e no dia de hoje, jornais de todo o mundo e sites e emissoras de televisão estamparam a venerável figura do presidente da República Federativa do Brasil, acompanhada do discurso magistral que saira da boca dele, um estadista, o personagem de maior importância de toda a história da nação que se formou a partir da amálgama, em seus primórdios, de lusitanos, africanos e nativos ameríndios pré-colombianos, com a contribuição posterior de ingredientes étnicos e culturais de outros povos. Estas palavras, poucas, estão aqui inscritas para enaltecer o valoroso presidente do Brasil, um herói de escala universal. Não nos estenderemos, neste artigo, os louvores ao senhor Jair Messias Bolsonaro, coquanto ele mereça todos os concebíveis, e, esculpida em bronze, uma estátua titânica de sua portentosa, apolínea e hercúlea figura. Aqui encerrado o parágrafo que dá aos nossos leitores a conhecer a participação do lídimo e legítimo representante do povo brasileiro na reunião anual da Organização das Nações Unidas neste 2021, reproduzimos, no parágrafo subsequente, dele, o eloquente discurso, discurso, este, uma obra-prima da retórica política que merece atentas e reverentes leituras e releituras. Eis o discurso do ilustríssimo presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro:

Amigues, hoje, eu, o presidente do Brasil, estou, aqui, para anunciar a todes as políticas politicamente corretas, comunistas, socialistas, de ideologia de gênero, marxistas e leninistas, que estou, eu, Jair Messias Bolsonaro, proponente da extinção das soberanias nacionais, a voz do Estado brasileiro, eu, Jair Messias Bolsonaro, o Estado, eu, Jair Messias Bolsonaro, a Opinião Pública Brasileira, obediente ao Governo Mundial, a implementar, em todo o território brasileiro, punindo todo cidadão brasileiro recalcitrante com o fuzilamento, as políticas que irão fazer do Brasil um paraíso socialista tecnocrata transhumano e cientificista. Fuzilei, fuzilo e fuzilarei ao paredão todo indivíduo hostil, de mentalidade fascista e nazista, de temperamento genocida, capitalista, ocidental, supremacista branco e cristão fundamentalista e intolerante. A religião é o ópio do povo. Deus é um personagem do tempo do nunca, do arco-da-velha, das histórias da carochinha de nossos avós brutos e asselvajados, adorado pelos energúmenos medievalistas, preconceituosos e fanáticos crentes que estão sempre a sobraçar o livro, que eles têm na conta de sagrado, recheado de baboseiras folclóricas, lendárias, de um povo rude, bárbaro, inculto e ignaro. A família, esta instituição opressora, burguesa, capitalista, favorece o exercício autoritário, ditatorial, totalitário do patriarcado sexista e machista, e dela tira seu poder máximo o homem cristão, ocidental, branco, loiro e de olhos azuis. A religião é o ópio do povo. O Grande Satã tem de ser aniquilado. Todo o poder aos proletários! Abaixo a burguesia! Eu odeio a classe média! Há lógica no assalto. Proletários de todo o mundo, uni-vos! Vivas à revolução! Para salvarmos a Terra urge extirpar-lhe o tumor cancerígeno maligno que muito mal lhe faze: a espécie humana. Vivas à Mãe Gaia! O Estado sou eu! A opinião pública sou eu! Iniciemos o processo de renovação da natureza removendo do útero das fêmeas da espécie humana o amontoado de células, coisa inerte e sem vida, bizarra e anômala, que, no interior dele, os homens inserem numa quantidade que elas ignoram. Todo o poder às mulheres empoderadas! Às pessoas sem vagina, dotadas de masculinidade tóxica, o paredão, destino reservado a todos os seres que não sabem qual é o seu papel na história, papel que o partido lhes reserva. Salvemos as baleias! Salvemos os pandas! Salvemos as tartarugas marinhas! Regulamentemos a mídia e a internet para que elas não disseminem dos conservadores fascistas e nazistas e genocidas fakes news e discursos de ódio. Exterminemos o gabinete do ódio conservador! Todo poder aos soviétes e aos chins! Fidel Castro e Che Guevara, olhai por nós! Marx e Engels, orai por nós! Lênin e Stalin, olhai por nós! Mao e Pol Pot, orai por nós! Não há dois sexos. Há setecentos e noventa e quatro gêneros, ensinam-nos os heróis do movimento. Abaixo a ditadura dos capitalistas opressores! Que os filhos libertem-se dos grilhões com que seus pais lhes manietam os movimentos! Fim aos tabus! Enalteçamos o amor intergeracional! Louvemos os novos tipos de família! Abaixo a família tradicional, arcaica, opressora, liberticida, pecadora! Vivas ao amor com os animais, com as plantas, com os objetos, com os cadáveres! Que aos inúteis à paz socialista seja oferecida a morte digna via injeção letal, ou por envenenamento, ou enforcamento, ou fuzilamento. Enviemos os inimigos da paz universal aos campos de reeducação, instrução e treinamento. Que as crianças não vivam na companhia de seus pais, seres opressores, que as maltratam durante sessões diárias de tortura psicológica de inspiração cristã! Que nenhuma pessoa tenha direito à legítima defesa! Que a educação e a segurança fiquem a cargo do Estado, exclusicamente do Estado. Fiquemos em casa; a economia veremos depois. Que ninguém se retire, à rua, de sua casa, até segunda ordem. Prisão aos refratários aos decretos estatais. Internacionalizemos a Amazônia, e o Pantanal, e o Mangue, e a Chapada Diamantina, e os Lençóis Maranhenses, e Fernando de Noronha, e a ilha de Marajó, e Parintins, e o Recôncavo Bahiano. O homem branco é racista; é racista de espírito; é mal; é iníquo. Amigues, sei que estas minhas palavras, poucas, ecoam no espírito de todes vocês. Unidos, iluminaremos, guiados por cientistas renomados, a mente dos humanos; e aos que optarem por permanecerem à escuridão oferecemos um paredão e um cárcere e lhes daremos o direito de escolher o que entenderem que lhes seja a melhor das duas opções, que lhes deixaremos à disposição. Tenhamos um bom dia, amigues. Fidel Castro e Che Guevara, olhai por nós! Marx e Engels, orai por nós! Lênin e Stalin, olhai por nós! Mao e Pol Pot, orai por nós!

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Nota de rodapé: Inútil é dizer, digo, todavia: o discurso aqui apresentado é uma peça de ficção; e o Jair Messias Bolsonaro que o proferiu não existe – se existisse, cá entre nós, amá-lo-iam e o idolatrá-lo-iam onze de cada dez de seus inimigos.

Esquerdismo, ideologia das trevas. Presidente Bolsonaro, Arte Sacra e Belas Artes. Tunísia. E outras notas breves.

O esquerdismo é deplorável. Ideologia de criaturas do pântano, diz Marco Frenette, que, em uma de suas publicações recentes, afirma que os esquerdistas não estudam – nem política, nem história, nem psicologia, nem filosofia, enfim, nenhum assunto, completo; eles lêem livros que lhes fortalecem as crenças esquerdistas, a sociopatia, livros que lhes dão instrumentos para se desconectarem da realidade, para viverem, digo, na segunda realidade, fictícia, fantasiosa, realidade paralela, cujo ecossistema social, político, idealizado, é inteiramente comunista. São desonestos; e robustecem suas crenças mesmerizados com as palavras – ressignificadas pelos intelectuais que alimentam a fantasia criminosa esquerdista – que lhes ecoam na mente doentia, ou em processo gradativo de adoecimento. E Marco Frenette também atenta para o uso, pelos conservadores, em suas manifestações, do vocabulário esquerdista, sem perceberem que estão a fazer o jogo do inimigo.

Em duas outras de suas publicações, fala, em uma delas, de uma curiosidade: um episódio cômico envolvendo Lênin, que, em viagem a Paris, teve, roubada, a sua bicicleta; e deplorou o defensor da extinção da propriedade privada a supressão da sua valiosa propriedade, que lhe foi subtraída sem a correspondente indenização; e, na outra, que os revolucionários desejam reescrever a História, e esfaquearam Jair Messias Bolsonaro e atearam fogo numa estátua de Borba Gato em ações orquestradas que participam de um movimento que é, talvez, o prefácio de um capítulo tenebroso da história brasileira -, porque ainda não têm meios para caçar e matar os conservadores, ou, é melhor dizer, os bolsonaristas e os cristãos.

E ainda acerca de esquerdismo, comento um texto de Jairo José da Silva, “Tipologia do Esquerdismo”, que ele publicou em sua página no Facebook. É interessante e ilustrativo. Elenca os cinco tipos de esquerdistas: o débil; o intelectualmente deficiente; o impotente; o hipócrita; e, o inexistente. Começo pelo último, que, segundo o autor – e toda pessoa sensata há de concordar com ele -, não existe, e de fato não existe, pois não são os esquerdistas os santos da lenda do movimento revolucionário, pois eles jamais repartem a renda. Agora, o primeiro tipo: é o homem despersonalizado, gregário. E o segundo: é o sujeito que não sabe ler a realidade fora da dicotomia explorador-explorado: para ele, todas as relações humanas seguem as regras da luta de classes: o pai explora o filho, o patrão o empregado, o homem a mulher, e assim impreterivelmente. E o terceiro: é o fracassado. E o quarto: é o pequeno-burguês, sujeito bem-sucedido, que vive da exploração de atividades capitalistas, e que tece loas às bondades socialistas, e adora os heróis comunistas, e deplora as atividades capitalistas, assim se apresentando como um homem sensível e humano, mas sem jamais abrir mão de seus bens, de seu conforto.

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O presidente Jair Messias Bolsonaro para a Lei Rouanet assinou decreto que ajudam pequenos artistas, o homem comum – diz André Porciuncula -, ao reduzir a burocracia. E dá atenção à Arte Sacra e às Belas Artes. O Brasil está a se livrar, aos poucos, de uma política cultural que privilegiava espetáculos grotescos, imundos, de homens a urinarem, em praça pública, na cabeça de outros homens, e de crianças a tocarem, em museus, homens nus, e de homens e mulheres, em círculo, de quatro, a se enfiarem uns nos fiofós dos outros o nariz. Que se persista na política iniciada pelo governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, para que o Brasil possa se ver livre dos demônios que corromperam gerações inteiras de brasileiros fazendo do Brasil uma miniatura do inferno.

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Aldo Lebed dá notícia da destituição e da cassação, na Tunísia, pelo presidente tunisiano, respectivamente, do primeiro-ministro e da imunidade dos parlamentares. E o presidente da Tunísia também acionou o exército contra o parlamento e pôs o país sob Lei Marcial. Segundo o autor, tais ações do presidente tunisiano vão contra a elite globalista da Nova Ordem Mundial, a Irmandade Muçulmana e o Califa Erdogan, e contra, também, Barack Hussein Obama.

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Em entrevista a Rodrigo Constantino,  André Porciuncula afirma, citando Eric Voegelin, que a guerra em que estamos envolvidos é a de sempre, a eterna, a na qual os humanos se batem, desde que o mundo é mundo; antagonizam os humanos que crêem numa ordem transcendente e os que negam aos humanos a transcendência; entre os que querem viver e deixar viver e os que alimentam um eternamente insatisfeito apetite pelo poder.

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Felipe Fiamenghi está na lista dos que criticam, duramente, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro. Em sua publicação de 27/07/2021, além de manifestar o seu descontentamento com o ex-ministro, revela ressalvas suas aos intelectuais, pessoas (e aqui ele está, presumo, aludindo a Olavo de Carvalho e aos olavistas, que adoram tecer ao presidente Jair Messias Bolsonaro críticas construtivas, que infalivelmente o constrangem) que de teorias políticas entendem, mas da política do dia-a-dia não sabem nem uma vírgula.

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Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, elenca as idéias defendidas pelo movimento negro, idéias que correspondem em tipo e grau às da esquerda: desencarceramento de criminosos, liberação das drogas e vitimização dos bandidos. E para ele, os negros militantes idolatram criminosos, estes seus heróis e mártires.

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Na entrevista que concedeu à Rádio Cidade Luis Eduardo Magalhães, da Bahia, o presidente Jair Messias Bolsonaro fala de sua saúde; de Adélio Bispo e de sua filiação ao Psol; e da economia brasileira; da pandemia, das decisões de governadores e prefeitos, chanceladas pelo STF; dos efeitos deletérios de lockdowns e quarentenas e toques de recolher decretados por governadores e prefeitos; e lembra do alerta que desde sempre fizera: de cuidar da saúde e da economia; e trata dos programas federais de apoio aos micros e pequenos empresários, o Pronampe; e do Auxílio Emergencial, que atendeu a mais de sessenta milhões de brasileiros sendo que quase quarenta milhões deles são trabalhadores informais – e do consequente endividamento do governo federal; e relembra da política do “Fique Em Casa que a Economia a Gente Vê Depois” e dos males que dela resultou, quase vindo a levar o Brasil à bancarrota; e dos estímulos do Governo Federal aos homens do campo, que do presidente recebeu elogios sinceros; e das demarcações de terras indígenas e quilombolas, políticas que, outrora, sendo uma farra, com demarcações indiscriminadas, redundava em insegurança para os proprietários de terras; e da posse de armas-de-fogo; e das multa aplicadas pelo IBAMA; e da Reforma Administrativa; e de outros assuntos da alçada do Governo Federal. Em poucos minutos, o presidente Jair Messias Bolsonaro oferece aos ouvintes da Rádio Cidade Luís Eduardo Magalhães uma amostra do hercúleo trabalho do Governo Federal.

É o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista? Copa América. E outras notas breves.

Dizem de viva voz os anti-bolsonaristas que é o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista. Pergunto-me se se sustenta tal afirmação se se considerar a política que ele está a promover e a implementar, e não a retórica saída da boca dos inimigos dele. Em nenhum momento o presidente Jair Messias Bolsonaro esboçou, mesmo pressionado a fazê-lo, um ato anti-democrático, autoritário, de inspiração nazista e fascista. Sua postura é a de um homem de espírito democrático. Com a popularidade de que goza teria ele poder de impor-se a todos, se assim o desejasse, rasgar a Constituição Federal, e estabelecer um estado de exceção; e teria, não erro em dizer nesta especulação que jamais poderá ser analisada, amplo apoio popular. Está ele a defender o direito, que ele considera inalienável, inegociável, à legítima defesa, cada cidadão a usar, se sua consciência o mandar, arma-de-fogo, a reduzir o Estado ao desregulamentar inúmeros setores da economia, a criar mecanismos de ajuda às micro e pequenas empresas, a eliminar a proibição ao ensino domiciliar, e outras medidas que convergem para uma política de maior autonomia de cada cidadão brasileiro. E nestes mais de um ano de fraudemia – para muitos, epidemia – do coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, para o Barnabé Varejeira), o povo, torturado pela mídia, incapaz de pensar acerca do que está a acontecer, o presidente Jair Messias Bolsonaro assume, contra tudo e contra todos, a postura de um chefe-de-estado comprometido com as liberdades individuais; não escreveu nem sequer um rascunho de uma política de supressão da liberdade do cidadão brasileiro em nome de uma política sanitária insana e abusiva, lesiva à vida de toda pessoa que vive em território de terras em que se plantando tudo dá. Não ameaçou com multa e prisão quem decidiu sair de sua casa, ir trabalhar para seu sustento, fazer uso de remédios e não se deixar vacinar. Fosse um homem dotado de espírito autoritário, de alma nazista e fascista, seria ele, hoje, o dono do Brasil. Mas dono do Brasil, dizem, é aquele cujas obras, inacabadas, o presidente Jair Messias Bolsonaro não pode concluir.

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Há mais de um mês ouço falar que está na iminência de quebrar no Brasil a terceira onda – provocada por uma versão indiana do vírus de Wuhan, (mocorongovírus, ensina Barnabé Varejeria) nosso velho conhecido – de infecção viral. Mas, tudo dá a entender que tal onda não se realizará; esqueceram de combinar com os indianos, ou hindus, como queiram, a importação do vírus tão malfadado, que, declaram, é 60% mais letal do que o original, saído da China, dizem. Todavia, insistem as trombetas do apocalipse a profetizar o flagelo que nos abaterá. Se é verdade, ou não, não sei; sei apenas que para se conter o avanço do chinavírus entre nós a medida mais promovida e praticada, dada como eficiente e indispensável, é a quarentena (ou lockdown, para quem ama usar palavras estrangeiras num texto em português). Se é assim, por que prefeitos e governadores, à ameaça do coronavírus (mocorongovírus, diria Barnabé Varejeira), ao invés de tomarem tal providência, estão a suspender as restrições às atividades públicas?

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Uma celeuma animou os espíritos dos brasileiros há poucas semanas. Envolvia futebol e epidemia. É sensato promover, no Brasil, a Copa América? Não iriam os casos de infecção e morte pelo tal de Covid, que está a nos atormentar há um bom par de meses, aumentar consideravelmente piorando o já estado miserável do nosso sistema de saúde e ocasionando um morticínio sem precedentes nas terras de Cacambo e Lindóia? Com a voz da certeza inspirada pelos deuses pagãos, os flageladores da humanidade cravaram: é uma rematada tolice, uma irresponsabilidade genocida um campeonato esportivo no Brasil num momento tão sensível. E choveu uma tempestade torrencial diluviana de pancadas na cabeça do presidente Jair Messias Bolsonaro. Passadas as semanas, a Copa América seguiu o seu curso normal, e não se realizou o cataclisma profetizado.

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Lembro-me que no ano passado, ali pelos meses de Outubro, Novembro, informava-se que de todas as vacinas contra o coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, no vocabulário singular do Barnabé Varejeira) era a melhor a Coronavac, que serviria, porque tinha 100% de eficiência, para imunizar as pessoas por ela vacinadas contra o vírus em sua versão original e contra os de todas as versões dele atualizadas (isto é, as variantes, as cepas). Pois bem, passaram-se os meses, e muitos milhões de pessoas tiveram em si injetada a vacina chinesa (ou vachina, sua alcunha carinhosamente concebida pelos que não vêem com bons olhos o governo comunista chinês). E os mesmos que diziam que ela era o elixir da saúde, a poção mágica contra o mal chinês, afirmaram que teriam as pessoas vacinadas (ou vachinadas) de seguir a respeitar as regras sanitárias (uso de máscaras – se possível de duas camadas, ou duas máscaras sobrepostas uma à outra -, isolamento social; enfim, todo o pacote sanitário), pois poderiam vir a serem infectadas, e, se infectadas, infectar as que não se vacinaram – o que por si só já era um contra-senso, afinal, as vacinadas estão imunizadas. E constrangidos diante dos casos, inúmeros, de pessoas que, já vacinadas há meses com as duas doses da Coronavac, foram infectadas pelo vírus saído de Wuhan, e adoeceram, vindo algumas a morrerem, declararam, tom de voz vacilante, numa postura de quem simula segurança para inibir qualquer pessoa atrevida de lhe questionar a afirmação, que nenhuma vacina – a Coronavac, portanto, incluída – é 100% eficiente e que todas elas podem provocar efeitos colaterais nas pessoas vacinadas.

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Nos idos de Abril deste ano de 2.021, informava-se que o Brasil enfrentaria um aumento expressivo de infecções e mortes por Covid, se o Governo Federal (entenda-se: o presidente Jair Messias Bolsonaro) não implementasse um lockdown nacional de um mês e vacinação em massa de toda a população antes da suspensão do lockdown. O presidente Jair Messias Bolsonaro não fez nem uma coisa e nem outra, e os casos de infecções e mortes por Covid reduziram-se expressivamente.

Médicos e cientistas. Redes sociais. Petróleo e fontes renováveis de energia. Mário Novello e Universo Inacabado. E outras notas breves.

– Você não acredita nos médicos e cientistas renomados que estudaram cinco anos em faculdades de Medicina; que dedicaram décadas à profissão médica? E os cientistas não contam com a sua confiança por quê? Eles estudaram em faculdades de boa reputação. Apreenderam inúmeros conhecimentos. E você sabe o que de ciência? Nada. Você se opõem aos médicos e aos cientistas só porque você é a favor do Tratamento Precoce e contra a vacinação e foi contrário às regras sanitárias. Você é contra a vacina? Você se formou em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp?

– Eu poderia poupar você de constrangimento, mas decidi não o fazer. Primeiro, às duas perguntas que você me fez respostas grosseiras, que você merece ouvir: Para a primeira: Você é contra ou a favor da farinha de trigo? Para a segunda: É claro que eu não me formei em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp; formei-me em tais áreas pela Universidade do Telegram. Agora, falando sério: Não há razão de ser a primeira pergunta. Ser contra ou a favor da vacina não é a questão. Deve-se perguntar por que se vacinar contra um vírus que causa gripe, se o ser humano é em sua maioria imune a ele. Quase todas as pessoas infectadas pelo vírus sentem, se muito, um desconforto. E pelo que se sabe até agora, pessoas doentes, de baixa imunidade, velhas ou não, podem adoecer e morrer, se não tratadas adequadamente logo que a doença se manifesta. Ora, o mesmo se dá com qualquer gripe. Não há, portanto, razão para tanto bafafa em torno da vacinação. E tampouco vacinação em massa, que interessa à indústria farmacêutica. E eu sou, sim, e deixo isso bem claro, defensor do Tratamento Precoce, e para todas as doenças. Por que as pessoas infectadas pelo coronavírus não podem ser medicadas logo que se apresentam os sintomas?! E querem muitos política mundial de vacinação obrigatória. Pra quê!? E a sua segunda pergunta é apenas uma demonstração de sua presunção, de sua auto-imagem supervalorizada. Você é da galerinha do Eu Sigo a Ciência, cujos associados jamais leram um texto de ciência; são tipinhos pernósticos, posudos, que adoram alcunhar Negacionista quem não tem opiniões convergentes às dos heróis midiáticos. E para concluir: Faço-me a pergunta: os médicos e os cientistas, todos eles, são honestos? Esta é a pergunta que importa.

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Toda invenção humana pode ser bem empregada, para o bem de todos, ou mal empregada; uma faca pode ser usada para cortar carne, ou para matar uma pessoa; um tijolo usa-se numa parede de uma casa, ou encaixa-se, com pancada mortal, na cabeça de algum desavisado; a energia nuclear emprega-se em quimioterapia, ou em bombas; e as unhas compridas mulheres as esmaltam, embelezando-as, agradando os olhares de homens, outras, no entanto, as usam com um único propósito: beliscar o consorte sempre que ele desvia o olhar para o saracoteio sedutor de uma jovem de belo patrimônio.

Registradas as primeiras palavras desta minha nota breve, trato, agora, das Redes Sociais, este instrumento, esta invenção, bem explorada por uns, mal explorada por outros; aqueles que a usam sem dela extrair todo o seu potencial perdem-se em futilidades, mexericos, coisas, enfim, de nenhum valor, ou, o que é pior, de valor negativo. Acerca deles me calo. E também não falo daqueles que a usam bem. Trato do bem que elas proporcionam àqueles que bem a usam. Que toda pessoa, inclusive as mais sensatas, percam preciosos minutos em futilidades – nada que surpreenda, afinal também são eles seres de carne e osso – não é de surprender. Há pessoas que sabem melhor ocupar o tempo que usam viajando pela Redes Sociais. E tais pessoas nelas encontram muita coisa de valor publicada por muita gente de valor. Há assuntos para todos os gostos, Economia, Política, Teologia, Filosofia, Arte, História, Revistas em Quadrinhos, Ciência, todos os temas, enfim. No Facebook, por exemplo, encontram-se página de arte; em uma delas, Ars Europe, pode-se admirar pinturas de Giacomo Francesco Cipper, Rembrant, Charles Lemire (Lemire, the Elder), Neri di Bicci, Antonio del Castilho Saavedra e Charles-Antoine Coypel. Cito apenas estes seis nomes, que vi hoje – de cada um deles, uma pintura. Quem aprecia a História do Brasil, pode muito aprender com a página A Terra de Santa Cruz, na qual, hoje, vi uma pintura, Gato com Papagaio, de Nicolas-Antoine Taunay. E quem aprecia Política, Filosofia, Teologia, Educação, conta com incontáveis escritores, de altíssimo nível, todos a publicarem textos muito bem escritos. Dentre os muitos, inteligentes e cultos, que publicam seus textos no Facebook, elenco alguns: Rodrigo Micelli, Maurício Mühlmann Erthal, Victor Vonn Serran, Maurício Alves, Aldo Lebed, Kleber Sernik, Guillermo F. Piacesi Ramos, Elisa Robson, Rodrigo Gurgel, Filipe G. Martins, Wagner Malheiros, Ricardo Santi, Sidney Silveira, Fabio Blanco e Ana Caroline Campagnolo. E chamo a atenção, sem desmerecer os outros acima elencados, para os nomes de Rodrigo Gurgel, Sidney Silveira e Fabio Blanco. O primeiro, professor e crítico literário de mão cheia; os outros dois, filósofos respeitáveis.

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Há quem acredita que a civilização só escapará da ruína se se substituir a matriz energética mundial de origem fóssil, chamada energia não-renovável, pelas chamadas fontes de energia renováveis. Mas as fontes de origem não renováveis não são renováveis? Li, ontem, um artigo (Teoria do Petróleo Abiótico, de Erica Airosa Figueredo, publicado no site InfoEscola), que traz as seguintes informações: Há duas teorias científicas que tratam da origem do petróleo, a de Mikhail Lomonossov, a Teoria da Biogênese, que dá o petróleo como produto cuja origem está na matéria de animais e vegetais mortos; e a Teoria da Abiogênese, de Marcellin Berthelot e Dmitri Mendeleev, ambos a apontaram a origem inorgânica do ouro preto – isto é, é o petróleo formado de minerais. Mas é renovável, o petróleo? Diz a lenda que não. Se acabar, acabou. Lembro que li, há muito, muito tempo, reportagem que fala de um geólogo que concluiu que é o petróleo renovável; que um poço de petróleo, esgotado, deixado ao deus-dará durante umas poucas décadas, renova-se – infelizmente, não anotei, na ocasião o nome de batismo do dito geólogo, que, se não me falha a memória, é americano (e sei que não posso confiar na minha memória).

Para encerrar, dois adendos: 1) Diz-se que a Energia Eólica, a Energia Elétrica, e outras energias ditas renováveis, alternativas, são energias limpas. Limpas, por quê?! Na cadeia de produção de todas elas não há sujeira?; e, 2) Li (o meu hábito de quase nunca anotar o que leio constrange-me não poucas vezes a escrever que “li, não sei onde, um texto, não sei de quem, que…”) que os Senhores do Universo planejam substituir, até 2.030 (ONU 2030), a matriz energética convencional – entenda-se, baseada no petróleo – pela elétrica e outras ditas alternativas, mas como o custo destas é alto comparado com o do petróleo, estão a dar um jeito de torná-las aceitáveis, comparadas ao seu concorrente, e para tanto forçam a subida do preço do petróleo mediante explosões de gasodutos em países árabes e a redução da produção de petróleo e gás natural em solo americano – assim, com a redução da oferta, e o consequente aumento do consumo, aumenta-se o preço.

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Mário Novello, cosmólogo brasileiro, impar entre os seus pares, no artigo O Universo Solidário, do dia 12/04/2018, publicado no seu site, fala, rapidamente – o artigo é curto – de Albert Einstein e de Alexandre Friedman; e do microcosmo e do macrocosmo, e das partículas elementares dos corpos e os aspectos topológicos do universo – estes e aquelas em perfeita união, sendo que aquelas não funcionam bem sem estes e tampouco estes sem aquelas – que está em expansão, pois é dinâmico.E no texto Sobre o Infinito (trecho do livro O Universo Inacabado), publicado, dia 25/05/2021, no site Cosmos & Contexto, fala o extraordinário cosmólogo brasileiro, evocando o mito de Sisifo, de Giordano Bruno, Georg Cantor; e da finitude humana e da infinitude de Deus; e de múltiplos, distintos, número ilimitado, infinitos universos infinitos. Pôxa vida! Se já é impossível se conceber em imaginação um, um só, só um, universo infinito, o que pensar de se imaginar infinitos universos infinitos!?

E mais um pouco de Mário Novello. No vídeo, de uns dez minutos, publicado, dia 06/04/2021, no Youtube, no canal History of Science, Universo Inacabado, Mário Novello, em bom português, simples, acessível ao leigo, fala de Gödel, Sakarov; de matéria e anti-matéria – e porque (Graças a Deus) é o nosso universo composto, em sua maior parte (ou ele disse em sua totalidade? – este detalhe é relevante), de matéria; e da força gravitacional, e do mundo quântico; e da luz, que se curva à força gravitacional. Afirma ele que é o universo inacabado; que o Big Bang é um fenômeno que não indica a origem do universo, mas uma passagem de uma fase do universo em colapso para uma do universo em expansão – o universo, portanto, passa por ciclos, indefinidamente, de contração e expansão, com uma explosão universal de entremeio entre estas duas fases. O universo não é estacionário; está em constante formação; é inacabado, conclui o cientista brasileiro.

Ao ouvir Mário Novello dizer que o Big Bang não está na origem do universo, mas é apenas uma singularidade, que aponta o fim de uma era e o começo de outra, eu abri – em imaginação, claro – um largo sorriso de uma orelha à outra. Ora, eu sempre me perguntava o que, ó raios! explodiu no Big Bang. Se houve uma grande explosão, alguma coisa explodiu. Mas o quê!? Li que foi um tal de Ovo Cósmico. Mas quem botou tal ovo!? Não sou cientista. Não sou cosmólogo. Sou apenas um sujeito curioso que lê de tudo um pouco, de algumas coisas mais do que de outras. Mas que o tal de Big Bang sempre me cheirou a disparate, cheirou. Nunca fez sentido para a minha cabeça, que não é a de um cientista, repito.

E para encerrar: Usei de um pouco de liberdade literária na redação desta nota breve. Se incorri em algum pecado, perdoem-me.


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No Youtube, há ótimos canais que tratam de literatura. Dois: O de Rodrigo Gurgel; e, o de Tatiana Feltrin. Ambos os dois estudiosos comentam livros, resenham-los, com muita agudeza de inteligência. Aprende-se muito com eles. As aulas – não há exagero em dizer que se trata de aulas – são inestimáveis.


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E eu não poderia deixar de falar do presidente Jair Messias Bolsonaro, que uma vez mais vai ao hospital para tratamento. Ele, e desde as eleições, fala de nióbio e de grafeno, dois produtos que poderão – e irão – revolucionar a indústria mundial. E sempre foi o presidente brasileiro alvo de chacota. Os anti-bolsonaristas, que são contra, mas não sabem dizer porque, tudo o que ele defende, o apelidaram com as alcunhas mais torpes que se possa imaginar. E não é que ele está antenado nos rumos que a sociedade toma? que nióbio e grafeno são produtos revolucionários na sociedade tecnológica atual?!

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O Brasil visto do exterior

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Carlos Eduardo Novaes

Crônicas e outras literatices

Coquetel Kuleshov

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Leituras do Ano

E o que elas me fazem pensar.

Leonardo Faccioni | Libertas virorum fortium pectora acuit

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Espiritualidade Ortodoxa

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Entre Dois Mundos

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Olhares do Mundo

Este blog publica reportagens produzidas por alunos de Jornalismo da Universidade Mackenzie para a disciplina "Jornalismo e a Política Internacional".

Bios Theoretikos

Rascunho de uma vida intelectual

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Prosas e Cafés

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O pensamento vivo e pulsante de Olavo Pascucci

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História e crítica cultural

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