As Aventuras de Sherlock Holmes – série de televisão – Os Seis Napoleões (The Adventures of Sherlock Holmes).

Sherlock Holmes (Jeremy Brett) e seu fiel escudeiro, o doutor John Watson (David Burke), investigam o caso de invasões de residências por um homem que furtava bustos de Napoleão Bonaparte e quebrava-os à marteladas.
No início, Pietro Venucci, atrabiliário, verborrágico, escandaloso, discute com sua irmã, Lucrezia, na presença do pai de ambos, desanca-a, ofende-a, humilha-a com insultos impublicáveis, e encara seu pai, que lhe ordena o fim das ofensas à irmã, e vai, passos firmes, até onde se encontra Beppo, o homem que a desonrara, e ameaça-o. E os dois homens lutam, com facas. Beppo esfaqueia Pietro, que sobreviveria, e foge, e adentra um depósito de estatuetas, onde há, dentre muitas, as seis que representam Napoleão Bonaparte. Policiais o capturam, e prendem-lo.
O que havia em tais estatuetas, que despertava o interesse obsessivo de quem as furtava das residências, e, à marteladas, as reduzia à pó? Intrigava o mistério Sherlock Holmes, que se dedica à investigação do caso até seu término. E ao final, dá-se a explicação da trama assim que o morador do número 221B da Baker Street tem às mãos dos seis bustos de Napoleão o único que não havia sido quebrado. O que havia nas estátuas de tão valioso?

Poirot – série de televisão – A Caixa de Chocolates – episódio 6, temporada 5 (Agatha Christie’s Poirot – The Chocolate Box – 1993)

Está Hercule Poirot (David Suchet), num restaurante, na companhia de um querido amigo, Chantalier (Jonathan Hackett), e do inspetor chefe Japp (Philip Jackson), a reconstituir, nostálgico, um antigo caso, que havia investigado, quando cruza seu caminho o conde Xavier St. Alard (Geoffrey Whitehead), seu desafeto. Hercule Poirot, após evento tão constrangedor, segue a narrar o antigo caso para o inspetor Japp e para Chantalier, e é um dos personagens de tal história Xavier St. Alard, homem sobre o qual o detetive mais famoso da Bélgica havia lançado suspeitas infundadas. Tal episódio da vida de Hercule Poirot se deu quando era ele um aspirante à oficial. Sua intuição o havia impelido a contrariar uma ordem de seu superior, e a dedicar-se a investigar a morte de Paul Deroulard (James Coombes) após testemunhar, em um tribunal, Virginie Mesnard (Anna Chancellor) levantar-se para clamar aos quatros ventos que Paul Deroulard, viúvo de sua prima Marianne Deroulard (Lucy Cohu), não havia morrido devido ao infarto que, concluíra-se, lhe ceifara a vida. E dedica-se Hercule Poirot à investigação, e com sua proverbial perspicácia de investigador, que não se revela infalível, depara-se com detalhes que lhe apontam uma explicação para o caso que não corresponde à conclusão a que chegara a polícia ao fim de suas investigações. Uma caixa de chocolates pôs-se no caminho de Hercule Poirot; e os restos de chocolate reunidos no fundo da caixa ele os levou a um amigo, para que este os examinasse à procura de veneno. Depois de se deparar com alguns contratempos, e saber que se equivocara em certas respostas que dera a algumas perguntas que havia aventado, e manter um relacionamento platônico com Virginie Mesnard, Hercule Poirot conclui as investigações, o caso da morte de Paul Deroulard esclarecendo-se, e, por consequência, o da de Marianne Deroulard. Ao fim, encerrado o relato do antigo caso, o filme prende-se ao tempo presente. E após muitos anos encontra-se Hercule Poirot com Virginie Mesnard, mulher de sorriso deslumbrante, que tanto o havia cativado.

Poirot – série de televisão – episódio 5, temporada 3 – A Tragédia na Mansão Marsdon (Agatha Christie’s Poirot – The Tragedy at Marsdon Manor – 1991).

Chamado à vila de Marsden por um dono de um hotel, Samuel Naughton (Desmond Barret), que lhe solicita ajuda na investigação de um caso policial, caso inusitado e intrigante, Hercule Poirot (David Suchet) – a acompanhá-lo o capitão Arthur Hastings (Hugh Fraser) -, ao receber das mãos dele papéis com o relato do caso, com todas as minúcias, e inteirado de sua natureza, contrariado, e visivelmente irritado, rejeita a proposta, mas, instado por Samuel Naughton, dedica-se a investigá-lo, e em pouco tempo, com pouca, ou nenhuma, dificuldade, resolve-o. E fala de sua descoberta a Samuel Naughton. E diz-lhe quem é o autor do crime. E chega aos ouvidos do êmulo de Sherlock Holmes notícia da morte de Jonathan Maltravers (Ian McCulloch). E dedica-se o investigador a estudá-la. Visitara, pouco antes, uma casa de bonecos de cera, onde, ao encerramento do filme, já concluída a investigação, dá-se uma cena de humor divertidíssima, que só não é mais divertida do que a história – esta, impagável – que Samuel Naughton protagoniza. No princípio da investigação do caso da morte de Jonathan Maltravers, contam-lhe a triste história da morte trágica de uma mulher, que havia saltado, para a morte, do alto de uma árvore, e cujo fantasma aterrorizava Miss Robinson (Anita Carey). Movido por sua inigualável perspicácia, não acolhe de imediato a conclusão dada ao caso. Intrigado, e a secundá-lo o capitão Arthur Hastings e o inspetor-chefe Japp (Philip Jackson), investiga-o até chegar à resposta certa. E a verdadeira causa da morte de Jonathan Maltravers vem à tona.
A trama é simples; mais do que ela, e a recriação do ambiente da época em que se dá a história, o que mais me agradou foi o cômico Samuel Naughton, personagem divertidíssimo.

Poirot – série de televisão – episódio 1, temporada 1 – A Aventura da Cozinheira de Clapham (Agatha Christie’s Poirot – The Adventure of the Clapham Cook – 1989)

Recorre ao detetive Hercule Poirot (David Suchet) a senhora Todd (Katy Murphy), preocupada com o desaparecimento de Eliza Dunn (Freda Dowie), sua cozinheira, e solicita-lhe que investigue o caso. De início, o famoso investigador belga recusa-se a empreender tal aventura, que, segundo ele, está muito aquém de seus talentos inigualáveis. Diante da persistente senhora Todd, um tanto quanto constrangido, e despeitado, a secundá-lo Arthur Hastings (Hugh Fraser), Poirot decide atender-lhe o pedido, e não demora para ir até a residência dela, e executar um exame minucioso do local. E dá tratos à bola. Logo vem a saber, usando de um artifício sutil, onde encontrava-se Eliza Dunn, vai até ela, e com ela mantêm uma palestra esclarecedora, vindo a saber, então, da existência do personagem chave do caso, certo de que ele, além de ludibriá-la com uma história sedutora, preparava viagem para a Bolívia. O caso que Hercule Poirot Investiga cruza-se, por obra do destino, com o qual o inspetor chefe Japp (Philip Jackson) ocupava-se. Estranham-se os dois investigadores. E não demora para que eles se entendam. E resolvem-se os dois casos. E é na iminência do encerramento da trama, que Poirot, intrigado, diante de uma surpresa que o incomoda, a suspeitar que se enganara, relembra um detalhe, que quase lhe escapara, e que lhe coça o cérebro, e que lhe permite chegar à solução para o caso que investigava.
O criminoso iria para a Bolívia, ou para outro país da América do Sul?

Uma sombra na janela (L’ombre chinoise) – de Georges Simenon

Uma sombra na janela atende às exigências de todo apreciador da literatura policial.

Nas suas primeiras linhas, o leitor se vê na cena do crime, que se sucedeu, em um escritório de um laboratório, onde se fabrica soros do Dr. Revière (e onde fôra encontrado o cadáver do Sr. Raymond Couchet), do Place des Vosges, nº 61, à noite fria de um dia 30, e tem diante de si o comissário Maigret, que, momentos antes, recebera, da Sra. Bourcier, porteira do Place des Vosges, telefonema misterioso.

E insere-se, na cena do crime, o Sr. Martin, funcionário de um cartório, servil à Sra. Martin, sua esposa; e Nine Moinard, que, deduziu o comissário Maigret ao estudar-lhe a maquiagem, o vestido, o olhar e o modo de segurar a bolsa, era mulher de teatro de Revista e amante do Sr. Raymond Couchet; o Sr. Philippe, diretor do laboratório, homem na altura dos quarenta anos, bem arrumado, barba castanha, mãos metidas em luvas de camurça pérola; e o Sr. de Saint-Marc.

Os suspeitos estão apresentados.

Quem matou o Sr. Raymond Couchet?

Algumas descrições e informações instigam o leitor, que, à leitura das primeiras páginas, não decide apontar o dedo acusador para nenhum dos suspeitos: a Sra. Bourcier, a última pessoa a ver o Sr. Raymond Couchet vivo; Nine Moinard, que, indagada pelo comissário Maigret se o Sr. Raymond Couchet tinha um testamento, diz que não sabia; o Sr. e a Sra. Martin, ambas de comportamento inusitado; o Sr. Philippe, a única pessoa que, além do Sr. Raymond Couchet, possuía a chave e a senha do cofre; e o Sr. de Saint-Marc.

O médico-legista aponta, em um relatório verbal: O Dr. Raymond Couchet morreu com uma bala no tórax e teve seccionada a aorta; e foi fulminante a morte; distava dele o assassino três metros, no momento do disparo; e a bala era de calibre 6,35 mm. E outras informações o autor fornece ao leitor: o Sr. Raymond Couchet tinha o costume de permanecer, sozinho, no escritório, após o expediente; há vinte e oito locatários no edifício; o Sr. Martin retira-se do seu apartamento, tarde da noite, e tem atitude suspeita; o Sr. Raymond Couchet lançou as pesquisas do Dr. Revière, que morrera cinco anos antes; trezentos e sessenta mil francos foram roubados do cofre do laboratório; Nine Moinard insinua que o Sr. Raymond Couchet frequentava, em Meulan, uma certa villa.

Aqui, o leitor pode suspeitar de que o criminoso é um personagem que o autor ainda não apresentou, e da esposa do Sr. Raymond Couchet, que talvez tenha descoberto que seu marido era amante de Nine Moinard. As suspeitas maiores recaem sobre Nine Moinard, Sr. Philippe e a esposa, agora viúva, do Sr. Couchet. E eram dois os criminosos, um ladrão e um assassino, presumiu o comissário Maigret.

O relato que se segue na manhã seguinte agarra o leitor, pelo pescoço, surpreendendo-o, e inserindo-o em uma trama intrincada. Em visita à Nine Moinard, o comissário Maigret vem a saber que um dos vizinhos dela, Roger Couchet, é filho do Sr. Raymond Couchet e da Sra Martin, e enteado do Sr. Martin. E no Quai dês Orfèvres, o comissário Maigret conversa com a Sra. Martin. Durante a entrevista, ela lhe diz que ela sofreu durante os três anos que viveu com o Sr. Couchet e que ele abandonou o filho e jamais lhe pagou pensão alimentícia. E apresentadas as fichas policiais dos envolvidos no caso, sabe-se que Nine Moinard fôra, certa vez, detida por prostituição (suposta); que Roger Couchet estava sob observação da Brigada de Jogo e da Brigada de Tóxicos; e que Céline, que vivia com Roger Couchet, era prostituta.

Quem matou o Sr. Raymond Couchet? E quem roubou os trezentos e sessenta mil francos?

E outras personagens são inseridas na trama. E sucedem-se eventos envolventes que enredam o leitor, forçando-o a desconfiar de todas as personagens. Enfim, aproxima-se o encerramento da aventura do comissário Maigret, que, em um ônibus, ouve de um passageiro notícias de cédulas de mil francos boiando na barragem de Bougival e descendo o rio Sena… E Maigret acha um revólver…

Encerrada a leitura do livro, reconheci que de muitos dentre os detalhes que anotei eram irrelevantes e infundadas as minhas suspeitas.

George Simenon sabe envolver o leitor, mesmerizando-o. Não lhe sonega informações.

Encerro, aqui, a resenha. Se eu lhe adicionar mais uma palavra, roubarei ao leitor o prazer de ler a trama protagonizada pelo comissário Maigret.

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