Admirável mundo novo. Rússia x OTAN. E outras notas breves.

Durante os anos de epidemia, além de crescerem exponencialmente as transações financeiras e comerciais via meios digitais, o que para muitos é contraproducente, elevaram-se as vozes favoráveis ao famigerado passaporte vacinal, o que se configura para não poucas pessoas um instrumento de vigilância, de controle populacional, um exercício, em estágio embrionário, de monitoramento de pessoas, exercício que irá integrar as estruturas constritoras de um estado global autoritário, o que, é questão de tempo, será erguido, doa a quem doer. E a facilidade com que centenas de milhões de pessoas, flageladas pelo terror midiático, que promoveu histeria coletiva, submeteram-se aos mandos e desmandos de políticos secundados por renomados médicos e cientistas alçados, da noite para o dia, à condição de heróis, é, inequivocamente, um sinal agourento para os autênticos defensores da liberdade, e alvissareiro para os propugnadores do estado autoritário tecnocrata transhumanista, sob cujo jugo todo indivíduo despersonalizado, roubada de si a consciência individual, viverá, pusilanimemente, respondendo a estímulos pavlovianos. É esta uma visão fatalista, determinista, da história da espécie humana. Está o ser humano fadado a perder a sua essência humana, os dons que o fazem humano, ou é tal futurismo abstração fantasiosa, quimérica, que vai às raias do absurdo, do surrealista, fruto de cérebros imaginosos?

As transações financeiras por meios digitais acenderam o sinal de alerta na cabeça de muita gente, que prevê, e para um tempo não muito distante, a extinção do dinheiro em papel, o que será uma catástrofe, pois todas as informações referentes às finanças de todos os cidadãos da aldeia global estarão armazenadas em supercomputadores dotados de inteligência artificial, propriedades de gente extraordinariamente ricas, que, na comparação com o Tio Patinhas, o muquirana mais amado da história, dono de quaquilhões que transbordam de sua caixa forte, alvo preferencial dos Irmãos Metralha, são faraós, e tão podres de ricos, que governam, por meio de chefes-de-estado, seus testas-de-ferro, o destino de nações e povos. E se um cidadão cair em desgraça ao contrariar os interesses de algum potentado, o dinheiro, em meios virtuais, desaparece, como se nunca tivesse existido, num estalar de dedos, num piscar de olhos, num passe de mágica. Seria o fim da liberdade. Todo o cidadão estaria à mercê de tiranos. E qual é a outra alternativa? Virar as costas para o futuro que se esboça, hoje? Ou dar-se um jeito de se adaptar ao meio que está a se criar, sem por ele se deixar subjugar, oprimir, massacrar? Ou erigir outra civilização que dispensa os recursos tecnológicos do admirável mundo novo no qual muita gente sonha viver. Quem nunca sonhou com as comodidades que a civilização da era dos Jetsons oferece? E quantos são os que preferem viver na era dos Flinstones?

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Aumenta a Gazprom, empresa petrolífera russa, consideravelmente, desde o início da conflagração que varre o território ucraniano, a venda de gás à China, que está a substituir os europeus na condição de clientes dos russos, o que, para muitos, irá pôr a Rússia na dependência da China, desta vindo a se tornar um mero satélite. E há uns meses, e antes do início do conflito russo-ucraniano, alguns estudiosos ocidentais alertaram para a política temerária do ocidente, a de ameaçar a onça com vara curta, e encurralá-la, melhor, ameaçar o urso russo, pois o obrigaria a jogar-se no colo dos chineses, ou, o que era mais provável, Moscou estreitar laços estratégicos com Pequim, constituindo um bloco anti-ocidental poderoso – e parece que é este o cenário que está se desenhando.

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O governo da Bulgária, e o da Hungria, e o da Eslováquia, e o da República Tcheca – quatro países que, além de dependerem do gás russo, estão no caminho pelo qual o gás russo é transportado, da Rússia, para a Europa ocidental, estão em uma posição desconfortável. São tais países a chave para expôr a maracutaia européia, inconfessada, que a mídia esforça-se por ocultar. Noticia-se que a Europa não abre mão da política de sanções contra o gás e o petróleo russos e que os governos dos quatro países citados acima são refratários, os desavergonhados, à política de sanções, porque tais países dependem do gás russo. Mas a verdade, a verdade verdadeira, ensina que tal narrativa é jogo-de-cena, e que a Europa dispensou da aplicação de sanções ao gás russo os governos da Bulgária, da Hungria, da Eslováquia e da República Tcheca, para que ela possa destes países comprá-lo – para todos os efeitos, compra a Europa dos quatro países, não o gás russo, mas, respectivamente, o gás búlgaro, o gás húngaro, o gás eslovaco e o gás tcheko. Meninos espertinhos os europeus ocidentais, ninguém há de negar. Conquistar a fama de heróis a lutarem contra o poderoso urso russo, ao mesmo tempo que se conservam aquecidos com o gás russo. Há um porém, todavia: agora, pagam os europeus uma nota preta pelo gás que antes compravam por uma pechincha. Não são tão espertinhos os espertalhões.

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Grupos pró-Rússia, que têm, na mãe Rússia, a salvação da civilização humana, e no Ocidente, resumindo-o aos Estados Unidos da América, o demônio a ser vencido, e em Israel uma terra amaldiçoada, e seu governo maldito, e seu povo desprezível, estão a ver com bons olhos o estreitamento dos laços diplomáticos e estratégicos do governo da Rússia com os da Síria e do Irã, e o apoio dos russos ao Hezbollah e à resistência palestina, sabidamente governos e grupos que almejam concretizar o sonho, há muito acalentado, de varrer Israel do mapa. E elogiaram tais russófilos a ida de uma delegação do Hamas a Moscou e a recepção amigável, para uns calorosas, que o representante especial do presidente russo para o Oriente Médio e África, Mikhail Bogdanov, dipensou-lhe. E justificaram a ação do governo russo: o governo israelense oferece apoio militar a grupos ucranianos nazistas que se batem com a Rússia, então, não há razão para se reprovar o governo russo, que acolhe em seu seio os inimigos de Israel. E há poucos dias causou desconforto em autoridades israelenses uma declaração de Sergey Lavrov, a de que era Adolf Hitler judeu.

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Denunciam grupos pró-russos atrocidades cometidas pelo exército ucraniano, na aldeia de Terny, no distrito de Limansky, em Donetsk. Procedem as denúncias? Sabe quem lá está.

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Estão a bombardear, com drones, território da Transnístria. Dizem, uns, que são os russos que o bombardeiam; outros, os ucranianos. Quem diz a verdade? O que deseja quem ataca o território oeste da Ucrânia, na fronteira com a Moldávia (ou é território leste da Moldávia a Transnístria, na fronteira com a Ucrânia? Tão confusas estão as coisas por aquelas bandas que já não se sabe qual território pertence a qual país). A quem interessa a escalada do conflito? Aos russos, aos ucranianos, aos alemães, aos ingleses, aos americanos, aos gregos, aos troianos?

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Ataca um vilarejo armênio o exército do Azerbaijão.

Há ouro no subsolo da região fronteiriça entre Azerbaijão e Armênia – ouro em boa quantidade, presumo, quantidade imensurável de ouro, toneladas e mais toneladas, o que valeria uma guerra entre as duas nações que querem assumir total controle sobre a região. Entre as duas nações, ou entre as pessoas que pretendem retirar de sob a terra o diamante dourado, um russo, que tem o direito de explorar a região do lado armênio da fronteira, e um iraniano, que da fronteira explora o lado azerbaijão – e os governos dos dois países limitam-se a satisfazer-lhes os desejos.

As guerras acompanham os humanos desde Caim e Abel, e suas causas são as mais variadas, e vão desde a inveja entre irmãos até as ambição e ganância desmedidas de homens e mulheres de todas as raças, credos e ideologias. O ouro é só um dos objetos que faz com que os homens, de tanto cobiçá-lo, matem-se.

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A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Ibama executaram, no estado do Pará, a bem-sucedida Operação Madeira do Norte II, contra desmatamento ilegal, e prenderam, em flagrante, uma pessoa envolvida no esquema, e apreenderam boa quantidade de madeira da floresta extraída ilegalmente.

Da terra do Tio Sam, novidades. Hepatite. Doutor Estranho. E outras notas breves, e brevíssimas.

O que se passa na terra do Tio Sam? De lá recebemos notícias agourentas. Uma: Hilary Clinton responde a processos que a implicam em um esquema daqueles – daqueles, entendem, daqueles bem sinistros. Agora, vem de lá 2.000 mulas, que participaram de fraude nas eleições de 2.020, o que pode complicar a vida já deveras complicada de Joe Biden, um tipo caricato, político veterano de uma biografia da qual qualquer outra pessoa – pessoa que não tenha nenhuma espécie de afinidade com tal criatura – se envergonharia, e que, é visível, ‘tá mais perdido do que bêbado no Saara, e, pior! não ‘tá batendo bem dos pinos – e até fantasmas (ou amigos imaginários) ele está a saudar após encerrar seus discursos homéricos.
E mais uma bizarrice, esta de inspiração orwelliana, chega-nos da outrora terra da liberdade – melhor, ainda é os Estados Unidos a terra da liberdade (não serei pessimista, de espírito apocalíptico) -, e diz respeito à criação, pelo Joe Biden, de um Conselho de Governça da Desinformação, imediatamente após o anúncio de sua criação apelidado Ministério da Verdade.
Para encerrar esta nota breve, uma nota ainda mais breve: O governo Biden ‘tá de olho no descaso – assim diz a mídia militante – do governo Bolsonaro na Amazônia. Vem por aí chumbo grosso da terra dos ianques!
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Primeira nota brevíssima: Multiplicam-se, nos Estados Unidos e na Europa, os casos de hepatite em crianças.
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Segunda nota brevíssima: teme o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, a invasão, pela China, das Ilhas Salomão. Para tranquilizar a todos, afirma-se que é a notícia da invasão um boato. Vá saber! Em tempos tão agourentos…
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Terceira nota brevíssima: Em um curto texto, em sua página na rede social Facebook, Ricardo Santi chama na chincha os da direita floquinhos-de-neve, que vivem se cuspir seus perdigotos histéricos contra o ministro André Mendonça.
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Quarta nota brevíssima: Paulo Cursino publicou comentários seus ao filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ótimo texto; de quem entende de cinema.
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Li, não me lembro onde, há poucos dias, uma tese, que me fez pensar, mas não sei se a respeito dela pensei bem, de um estudioso de geopolítica: metacapitalistas ocidentais, os mal-falados globalistas, apóiam Rússia e China numa guerra global contra os Estados Unidos, com o objetivo de pôr a terra de Washington e Lincoln de joelhos diante do mundo; e para tanto, destronar o Dólar é essencial; e a guerra que ora se desenrola na terra de Gogol é apenas um jogo-de-cena para dar poder aos inimigos do Ocidente, em particular dos Estados Unidos da América, país que os globalitas odeiam. E a China, país que os metacapitalistas tiraram na miséria, é apenas um laboratório social onde se experimenta técnicas de controle social draconiano, que pretendem os donos do poder, num futuro não muito distante, implementar em todo o mundo, assim realizando o sonho, que tão apaixonadamente acalentam, de erigir um governo global totalitário. É a China a gestante, a mãe-de-aluguel – não sei se digo bem com tal imagem – de um embrião, que em seu útero, a crescer livremente, dará forma a um monstro devorador de carne e alma humanas, pantagruélico, insaciável.
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Quinta, e última, nota brevíssima: Jonas Fagá Jr. afirma que foi a epidemia do Covid e é a guerra na Ucrânia artimanhas que aqueles que controlam os bancos centrais executaram para ocultar de todos os prejuízos que eles causaram às nações.

Rodrigo Gurgel e três escritores brasileiros fundamentais. Lula, e a aula magna. Bandidos, e bandidos. Rússia x OTAN. Digitalização do mundo. Notas breves.

Diz, em um vídeo de, aproximadamente, uma hora e meia de duração, o professor e escritor e crítico literário Rodrigo Gurgel, respeitável, e de excelente e admirável cultura literária, que são três os escritores fundamentais da literatura brasileira, e deles ele apresenta breve biografia e acerca das obras deles dá comentários percucientes, com simplicidade, e autoridade: Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis e Graciliano Ramos. Fala, com propriedade, de Memórias de Um Sargento de Milícias, obra do primeiro, e de sua importância na formação literária de Machado de Assis, e do apoio que este recebeu de Manuel Antonio de Almeida, que foi, dir-se-ia, seu patrinho no mundo das letras. Além de outras observações que ele fez dos três mestres da literatura nacional, esta é a que mais me chamou a atenção.
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Uma notícia do balacobaco: Lula, ex-presidente e candidato a presidente – e não presidente como a ele não poucos intelectuais e jornalistas se referem -, apresentou, na Unicamp, à convite de entidades estudantis, e de servidores da universidade, e de associações de alunos e professores, e de sindicatos, uma aula magna; e seus fãs, os universitários, aplaudiram-lo efusivamente, apaixonadamente. O que ele ensinou aos que o ouviram, não sei o que foi, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe; sei, apenas, que, em ambientes universitários, políticos e intelectuais e artistas renomados, sendo de esquerda, socialistas, progressistas, politicamente corretos, desarmamentistas, seguidores da ciência, da turma dos antifas e dos vidas negras importam, sempre são bem acolhidos, com amor e carinho incomuns; já aos dissidentes, os que não comungam as mesmas ideologias, os universitários dedicam ódio visceral, e atiram-lhes pedras e facas, impelidas por ofensas impublicáveis, numa exibição, e há quem pense diferente, de tolerância e respeito invejáveis, afinal são justiceiros sociais a lutarem pela ereção de um mundo melhor, sem desigualdade de renda, sem preconceitos. Tal episódio fez-me evocar o tratamento nobre que universitários dedicaram, em uma universidade, se não me falha a memória, de Pernambuco, àqueles que iriam exibir o, e assistir ao, filme O Jardim das Aflições, que fala do pensamento e da obra de Olavo de Carvalho. De fato, são as universidades guardiãs do conhecimento e o paraíso da inteligência, ambientes onde os sábios sentem-se bem.
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É ou não é o mundo dos justiceiros sociais uma coisa de louco?! Parece mentira, mas não é: em algum canto deste imenso Brasil, em um dos estados do Sul, me parece, um distinto personagem, ao vislumbrar um sinal dos deuses, a mente iluminada, pensou uma idéia brilhante, que ele deu um jeito de apresentar com a seriedade que lhe faz a susbtância: em um tiroteiro entre bandido e policial, o bandido, ao manusear a arma-de-fogo, e disparar a esmo, sem mirar o policial, e vir a alvejá-lo e matá-lo, não será tratado, pelos órgãos competentes, cuja competência é proverbial, como um assassino, pois não será o seu ato, que resultou na morte do policial, considerado um homicídio, pois ele, ao não mirá-lo, não tinha o fim de matá-lo; pretende o bandido, em tal caso, apenas resistir à ação do policial, cuja morte é um acidente de percurso, um efeito colateral da ação de resistência do bandido, eterna vítima da sociedade cristã e patriarcal.
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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, informa que sanções européias ao petróleo russo redundará em prejuízo para a Hungria, que não tem meios de aguentar o impacto que tal medida trará a sociedade húngara. Mas a OTAN parece disposta a insistir em suspender compra de petróleo russo, e a arrastar a Hungria para o conflito. E não é de hoje que a Europa ocidental, corroída pelo anti-cristianismo, bate na Hungria, que estima uma política mais tradicional, voltada para o cristianismo.
E outra notícia importante: a Polônia, a Hungria e a Romênia estão a reivindicar pedaços do leste da Ucrânia, onde entrariam, li, com o escudo de uma força de paz da OTAN. Há quem diga que se isto se der, a coisa degringola de vez.
Se as duas notícias acima são de estarrecer, o que dizer das que dão a conhecer que os serviços de inteligência dos Estados Unidos da América auxiliaram as forças militares ucranianas a caçar, e matar, generais russos, e a atacar, e afundar, o Moskva, navio russo, um símbolo do poderio naval dos bárbaros das estepes?!
E daquelas regiões belicosas e de seus arredores, chega-nos duas notícias: a OTAN pensa em enviar à Ucrânia obuzeiros Panzerhaubitze 2000, de fabricação alemã; e, na Espanha, é preso o blogueiro Anatoly Shariy, crítico de Volodomyr Zelensky, acusado sei lá eu de quê.
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Durante a epidemia do novo coronavírus, houve avalancagem extraordinária das transações comerciais intermediadas por criptomoedas, e de serviços digitais, e de relações de compra-e-venda por meio de aplicativos, assim avançando a economia mundial em um projeto que visa a sua total digitalização, todas as transações realizadas via serviços digitais, com a consequente supressão da moeda em papel, o que atende aos objetivos da ONU 2.030. Para muitos, o mundo que se avizinha é deveras preocupante, assustador: um Estado global totalitário a gozar de poder absoluto jamais imaginado por faraós e reis e imperadores e líderes ditadores do tempo dos nossos tataravós.

Poder Global e Religião Universal – de Juan Claudio Sanahuja – Ecclesiae – 1ª edição – Maio de 2.012

É esquiva a linguagem que os Senhores do Universo, que ambicionam o poder absoluto, usam com o fim de ocultar, dos povos de todo o mundo, seus verdadeiros objetivos, criminosos, assassinos, que eles escondem atrás do véu das, assim dizem, boas intenções, políticas humanitárias. Tais potentados jamais são explícitos em seus propósitos, pois, se o fossem, os revelariam ao mundo, e sofreriam a rejeição imediata, contrária, hostil daqueles que eles almejam submeter aos seus desejos recrimináveis; daí empregarem artifícios semânticos para de suas vítimas escondê-los, coonestando-os, e assim persuadindo-as a abandonarem suas crenças milenares, seus valores mais estimados, seu amor pela família, sua paixão pelo chão que pisa, do qual retira o alimento que as sustenta, cooptando-as a ingressarem, sem que o percebam, no exército que irá roubar-lhes tudo o que elas têm de mais precioso, destruí-las, matá-las.

Ao ouvirem o canto das sereias politicamente corretas de indivíduos que se proclamaram Senhores do Universo, muitas pessoas, ingênuas, sugestionáveis, pelo canto politicamente correto seduzidas, entregam-lhes a própria vida. E tal canto vem protocolado por organizações globais que gozam de autoridade moral, conquistada por meio de sórdida campanha midiática mundial, que delas vendem ao mundo, que o compra sem barganhar, uma imagem falsa, mentirosa. E povos de todo o mundo, crentes que terão o paraíso que tanto desejam, viverão no inferno que os Senhores do Universo lhes reserva.

Juan Claudio Sanahuja, neste pequeno livro de duzentas páginas, bosqueja a estrutura do poder global totalitário, numa apresentação recheada de informações, indispensáveis para, se não o total entendimento da ação em curso de uma política desumana, assassina, um vislumbre de compreensão dos meios sutis que os trilionários universais, que, se achando acima do comum dos mortais, pretendem concentrar em suas mãos o poder de vida e morte sobre todas as pessoas e reservar pra eles unicamente todos os bens da Terra, empregam com destreza exemplar, obtendo resultados que lhes são favoráveis, e um dos recursos que eles, desinibidos, empregam é o da corrupção semântica; higienizam o vocabulário, adornam-lo com um requinte falso, com uma sofisticação inexistente não para esclarecer um assunto, expor a essência de suas políticas, nefastas, assassinas, mas para subverter valores, confundir as pessoas, induzi-las a irem contra os próprios princípios ao adotarem a linguagem corrompida, deturpada, como se fosse a reprodução fiel das ações promovidas pelos Senhores do Universo – e as pessoas, viciadas por um vocabulário espúrio, por uma linguagem que perdeu o seu sentido real, verdadeiro, sem perceberem a ruptura aberta entre o significado das palavras e o das ações que elas supostamente designam, compram políticas assassinas certas de que estão, na inocência de seus corações, promovendo o bem.

O autor não economiza, considerando-se as pequenas dimensões do seu livro, informações acerca do vocabulário que organizações mundiais empregam, na promoção de suas políticas desumanas, para a concretização de um projeto de poder global, que visa a imposição de um discurso único, de raiz anti-cristã, com o objetivo de submeter as pessoas a um credo universal, a uma religião biônica, mistura exótica de inúmeras religiões milenares, retiradas, delas, a essência, e delas conservadas apenas aspectos insignificantes, e incontáveis práticas místicas esotéricas. Querem estabelecer os Senhores do Universo um mundo onde estão excluídos os valores transcendentes, o amor pela família, o apego à pátria, e destruídas as soberanias nacionais, e convertidos os Estados nacionais em títeres deles, representantes, não do povo sob sua guarda, mas dos homens, os donos do mundo, que de fato governam as instituições globais; os presidentes, os primeiro-ministros, os deputados, os senadores, os governadores, criaturas sem liberdade de ação, são, neste cenário, mantidas nos altos escalões da burocracia estatal nacional com um único objetivo: o de chancelar as políticas elaboradas pelos não-eleitos da organização global, centrada na ONU; os presidentes locais, neste cenário, já real, estão convertidos apenas em carimbadores de documentos redigidos, no exterior, por homens cujos nomes são desconhecidos de todos e cujas figuras ninguém imagina quais sejam; e os povos de todo o mundo, à revelia de todo processo político, acreditam, ingênuos, que os políticos que elegeram com o voto são seus representantes, legítimos defensores de seus valores, de seus princípios, de seus desejos.

As palavras sofrem tal mutação, que seus significados originais desaparecem, e elas adquirem significados espúrios que servem de instrumentos de sustentação, em nome do bem-estar dos povos, de uma política desumana, assassina; e assim altera-se o consenso social, para tornar as pessoas refratárias aos bens espirituais, aos valores e sentimentos que as beneficiam, e dóceis aos que as prejudicam; e estão criados novos consensos, fabricados, por engenheiros sociais, em laboratórios nos quais os ratos-de-laboratório são os seres humanos. Os engenheiros sociais falam de “autonomia reprodutiva”, “direitos sexuais”, saúde psíquica da mãe”, “saúde sexual”, “livre orientação sexual”, “paternidade responsável”, “saúde sexual e reprodutiva”, para vender, como ato meritório, um direito inalienável, o do assassinato de seres humanos que, ainda no interior do ventre de suas mães, indefesos, em seu estágio embrionário uns, outros já formados, não são, na ótica dos defensores de tal política, seres humanos; são, unicamente, coisas, pedaços do corpo das mulheres que os carregam dentro de si, fetos, um amontoado de células, e não seres que, dependentes de um corpo adulto feminino, são únicos, outros corpos, de outros seres humanos. E dá-se, numa linguagem profilática, cientificista, o nome de feto ao ser humano em formação, e o de aborto à prática assassina, que o rouba à vida antes de ele vir à luz – e tal política não atende ao bem comum, como salientam os seus defensores, os seus promotores, os seus financiadores, mas aos interesses de quem almeja o controle absoluto de todos os bens que a Terra pode ofertar. A política de controle populacional, de “desenvolvimento sustentável do planeta”, no jargão politicamente correto, é um artefato bélico de destruição em massa apontado contra o homem comum. E para os donos do mundo, e seus empregados bem-remunerados, a eutanásia é “morte digna”. E as religiões milenares, “religiões dogmáticas”, “fundamentalistas” – daí proporem, sabe-se lá no uso de quais mecanismos, um sincretismo religioso, que irá criar, com a mistura de práticas da New Age (Nova Era), a maçonaria, profecias de Zoroastro, o Alcorão, Confúcio, budismo, taoísmo, xintoísmo, Bhagavad-Gita, uma “ética cósmica”, e estará criada, neste mundo de paz entre as religiões, uma “sociedade tolerante” centrada na religião universal, e deste mundo estará excluída a transcendência das religiões milenares.

Outro dado interessante, que o livro de Juan Claudio Sanahuja apresenta aos seus leitores, diz respeito às políticas ambientalistas, que, em nome da salvação do planeta, promovem o assassínio, por meio de políticas de “controle de natalidade”, “saúde reprodutiva da mulher”, de pessoas ainda no ventre de suas mães, e o estímulo ao sexo desenfreado, descompromissado, irresponsável, e a ereção de novos tipos de família. A Carta da Terra, aponta o autor, ataca, frontalmente, a religião cristã; vende uma religiosidade sem transcendência, panteísta, uma “ética universal da vida sustentável” para o “desenvolvimento sustentável”, a “sustentabilidade”; é o ecologismo, cujos agentes, partindo de uma preocupação legítima, que alerta para a saturação dos recursos naturais, propõem uma reformulação das religiões, das leis, das culturas, num movimento forçado, destruindo os humanos no processo, para a formação de um sincretismo religioso de laboratório, de uma mentalidade relativista disruptiva, com a consequente aniquilação das religiões milenares.

O livro dá preciosas informações a respeito do papel da ONU, de ongs, e de fóruns de debates e congressos financiados pelos Rockfeller, nas políticas de uma “ética universal”, uma religião universal, que cria seres dóceis, sugestionáveis, manipuláveis.

E Juan Claudio Sanahuja fala do “Report of the Comitte of Inquiry into Human Fertilization and Embriology”; do comitê de monitoramento de “Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW, 1979); do comitê de monitoramento do “Tratado Internacional contra a Tortura”; e do “Diálogo das Civilizações”; e da Anistia Internacional; e do Clube de Roma; e do Human Rights Watch; e do World Wide Fund for Nature (WWF); e da UNESCO; e da “Cúpula Mundial de Líderes Espirituais e Religiosos para a Paz”; e da “United Religions Initiative (Iniciativa das Religiões Universais – URI); e da participação, no esforço de ereção da sociedade global, de Kofi Annan, Desmond Tutu, Fernando Henrique Cardoso, Jimmy Carter, Nelson Mandela, George Soros, Noam Chomsky, José Saramago, Gabriel Garcia Márquez, Ted Turner, Leonardo Boff, Isabel Allend, Barack Obama, Tony Blair, e outras personalidade de fama mundial.

E presenteia os seus leitores com a reprodução, em dois anexos, de textos de outros autores, o primeiro, “Obama e Blair. O messianismo reinterpretado”, conferência de Michel Schooyans, proferida, em 2.009, no dia 1 de março, na Cidade do Vaticano; e o segundo, “A Terra e seu caráter Sagrado”, da Irmã Donna Geernart, SC, conferência realizada, em 2.007, no mês de Maio, em Roma, no Plenário da União Internacional de Superioras Gerais, acompanhada de comentários.

Poder Global e Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, traz inestimáveis informações acerca do movimento anti-cristão que move o mundo, faz a cabeça dos poderosos dotados de insaciável sede de poder, inimigos figadais dos seres humanos.

Conclui-se da leitura do livro que nos altos escalões das organizações globais estão seres humanos que se têm na conta de deuses, dotados de poder de vida e morte sobre todas as pessoas – eles excluem Deus da história, do universo, para se fazerem de deuses, e entre estes deuses de carne e osso persiste uma auto-imagem favorável, falsa, que muito os envaidece, a de seres superiores, inestimáveis, imprescindíveis para a ereção, na Terra, de um mundo perfeito, o “outro mundo é possível” dos discursos politicamente corretos, e o que eles criam é apenas caos, miséria, sofrimento e mortes.

Nas primeiras linhas desta resenha, falei da linguagem esquiva dos donos do poder, os Senhores do Universo; e é só alterando o significado das palavras, vendendo aos povos uma nova linguagem, um novo vocabulário, novas expressões, palavras antigas com significados deturpados, que eles conseguem subverter valores, e, com a subversão dos valores, produzir pessoas dóceis, sugestionáveis, obtendo, destas, a lealdade, e expulsar do convívio social os indomados, e indomáveis, que, firmes na defesa dos valores que herdaram de seus ancestrais, resistem à agressão psicológica, à manipulação semântica.

A linguagem é o campo de batalha dos Senhores do Universo. Deturpando-a, e impondo a linguagem deturpada aos povos de todo o mundo, eles podem coonestar suas politicas desumanas, assassinas, criminosas, e explorar os humildes, que não lhes impõem resistência, pois deles foram arrancados, por aqueles que se dizem seus libertadores, os instrumentos que lhes dariam meios de ponderar a respeito das coisas do mundo dos homens.

É Poder Global e Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, um livro de valor inestimável.

Introdução à Nova Ordem Mundial – Alexandre Costa

I
É este um livro que oferece aos leitores informações que lhes permitem conceber as dimensões da arquitetura do poder mundial. Claro que – e nenhum leitor será tolo para conclui o contrário -, em suas poucas palavras, não descreve, e tampouco tem o autor a pretensão de o fazer, toda a estrutura do poder que nos oprime ao mesmo tempo que nos seduz ao ofertar-nos produtos e serviços que atende aos nossos sonhos, aos nossos mais baixos instintos. À leitura dos três primeiros capítulos, empreendida, hoje, 16 de agosto de 2019, interrompida na sessão que trata, em poucas palavras, da família Rothschild, à esta dedicando uma página, dá o autor uma amostra, ao mencionar, numa visão geral, a ação dos Rothschild na guerra entre a Inglaterra e a França, esta nação então sob o comando de Napoleão Bonaparte. Além destas informações, há outras, que ajudam a quebrar falsas idéias e destruir pensamentos ingênuos acerca da política mundial.
Nas primeiras páginas de sua obra, trata o autor dos três esquemas globalistas, idéia muito cara ao filósofo Olavo de Carvalho (citado pelo autor): o esquema islâmico, do Califado Universal – esta denominação não empregada pelo autor, mas é de uso corrente por Olavo de Carvalho -; o russo-chinês (eurasianismo); e o globalista financeiro, ocidental, idealizado pelo Consórcio, segundo o já mencionado Olavo de Carvalho, cujos estudos são de valor inestimável e cujo nome é onipresente nos trabalhos de estudiosos respeitáveis, comprometidos com a verdade, dedicados à ciência, e não nos dos cujo único bem é a má-fé, fruto da má-vontade, inspirada, esta, pela inveja, rancor e ressentimento que deles alimentam o ódio o qual eles, em vão, esforçam-se para ocultar sob uma camada (película translúcida facilmente rasgável que eles acreditam um bloco de concreto a conservar ocultas de todos suas almas carcomidas) de simulação de amor pelo conhecimento, pela ciência e pela verdade e de falsa preocupação com o destino da humanidade.
A Nova Ordem Mundial – segundo Alexandre Costa um sonho concebido deste tempos imemoriais, que remontam os primórdios da civilização – está em vias de ser concretizado. Com o bombardeio de informações desencontradas, estímulos à conduta desregrada, descompromissada, por meio da ONU, visam os financiadores da NOM a aniquilação da civilização ocidental, seu inimigo visceral; para tanto, almejam suprimir da História todos os traços do cristianismo e a demolição dos edifícios das soberanias nacionais. E é a mensagem de Jesus Cristo o principal alvo dos idealizadores da Nova Ordem Mundial, pois tem ela poder para sustentar a civilização em que vivemos. O poder disruptivo da NOM manifesta-se em todo lugar, em todos os países. Para se substituir a civilização atual, erguida sobre três alicerces – cristianismo, a filosofia grega e o direito romano (dos quais nascem a alta cultura, produto da mente de indivíduos de talentos singulares, excepcionais dedicados ao misticismo, à arte (literatura, pintura, escultura, música, teatro, arquitetura e cinema – se faz, obrigatoriamente, a necessidade de eliminar os valores que a sustentam, ou gradativamente, ou com a promoção de uma ruptura violenta, por meio de guerras, se necessário, o que fariam os potentados sem pestanejar, sem nenhum peso na consciência, financiando conflitos que venham a ceifar a vida de milhões, de dezenas, de centenas de milhões, talvez de bilhões, de seres humanos – apenas números nas estatísticas de organizações mundiais que os globalistas financistas, banqueiros internacionais. A guerra que os idealizadores da NOM financiam é contra, acima de tudo, o cristianismo, o Corpo Místico Cristão, que tem de se ver contra três frentes de combate, os quais, embora antagônicos nos pontos essenciais, de longo prazo, são aliados de ocasião nas questões imediatas, prontos para se entredevorarem assim que pisotearem o cadáver putrefato do inimigo comum, a Civilização Ocidental. Muito sangue irá correr pelos rios do mundo antes de se tornar realidadr o tão sonhado admirável mundo novo dos Rothschild, Rockefeller e outros apaniguados auto-intitulados donos do mundo. Se eles serão engolidos pelo leviatã global que estão a alimentar é outra história.
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Adendo 1: hoje, 29 de setembro de 2019, ao digitar o texto acima, deparei-me com uma incorreção. Afirmei que o nome de Olavo de Carvalho é onipresente no trabalho de estudiosos sérios e não nos dos inescrupulosos. Reconsidero: o nome Olavo de Carvalho está onipresente, também, nos trabalhos destes últimos, irrelevantes, de nenhum valor literário e filosófico, pois tais criaturais, não tendo nenhum apreço pelo estudo sério, impelidas pela inveja e ódio que as consomem, ao se referirem ao mais influente intelectual brasileiro vivo, cospem as suas diatribes diabólicas, expondo-se, inteiramente, com as suas mendacidade moral e miséria intelectual, tendo em mente um, e apenas um objetivo: ferir a reputação de um homem que lhes é superior em todos os aspectos, infinitamente superior (e que todos compreendam esta hipérbole).
Adendo 2: as primeiras páginas deste livro de Alexandre Costa e outros textos inspiraram-me um pensamento: os liberais, que se declaram autênticos defensores da liberdade, atuam contra o Estado, encontrando nesta instituição o opressor encarnado – o que, entendo, é uma rematada tolice, pois o Estado, tão amaldiçoado por eles, pode ser, também, a depender de quem ocupa os postos chaves de sua burocracia, o libertador. Mas o ponto que quero mostrar, aqui, é outro: os liberais têm no Estado, e só no Estado, o agente de opressão; e não entendem, ou não querem entender, que as empresas podem – e são – tão ou mais opressivas que o Estado; além disso, em defesa de seus interesses – muitos deles escusos – financiam Estados autoritários, ditatoriais, totalitários. Conhecem os liberais este traço da realidade?
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II
Dando sequência à leitura, hoje, segunda-feira, dezenove de agosto de 2019, do livro de Alexandre Costa, Introdução à Nova Ordem Mundial, e interrompendo-a na página 49, encerrando, portanto, o capítulo 4, Os Círculos do Poder, obtive conhecimento de um conjunto considerável de informações acerca de famílias dinásticas, poderosíssimas, cuja fortuna e poder são inimagináveis, e, também, de sociedades iniciáticas, sociedades secretas e personalidades que influenciaram o destino da humanidade, alterando o curso da História (aqui, emprego, unicamente, uma figura de linguagem, afinal a História não segue dois, ou mais, cursos, mas apenas um, o dos eventos ocorridos). Mesmo sendo o livro de Alexandre Costa uma introdução ao tema da NOM, o leitor, dedicado à leitura, se de imaginação fértil, e dotado de um pouco de perspicácia – estes dois talentos associados a um conhecimento prévio, mesmo que precário, do assunto – pode conceber a imensidão (não em sua amplitude, e certo de que muitos dados estão além de seu entendimento e de sua capacidade de imaginação, lhe são desconhecidos), do poder concentrado nas mãos de algumas dezenas de famílias dinásticas, pode satisfazer-se com a ampliação de sua visão, ciente de que pouco, quase nada, consegue ver, e o que vê, desconfia, talvez não seja real. Numa condição paradoxal, sabendo mais, está certo de que sabe menos do que sabia antes da leitura do livro, pois, sabe, agora, que, em relação ao que acredita que existe para se conhecer, sabe pouco, quase nada, pois o conhecimento adquirido com a leitura dos primeiros capítulos do livro de Alexandre Costa ampliou-lhe a consciência do que há para se conhecer.
Algumas informações fornecidas pelo autor não me era desconhecida. Cito uma delas, e nela me prendo: a maçonaria promoveu a Independência do Brasil, informação, esta, da qual eu, há uns vinte dias, tomara conhecimento durante a leitura de Bonifácio, livro de Otávio Tarquínio de Sousa, historiador brasileiro de primeira ordem. Os nomes de personagens de sociedades secretas e ocultistas, tais como os de Helene Blavatsky e Aleister Crowley, já eram do meu conhecimento; do mesmo modo o eram, já, os nomes de George Bernard Shaw e Herbert George Wells e os Webb, todos integrantes das hostes da Fabian Society; e o de George Soros, patrocinador da Open Society. Os nomes de inúmeras fundações mencionadas, no livro, nas poucas páginas que li, hoje, também não eram do meu desconhecimento. E alguns dados surpreenderam-me: os relacionados aos Illuminati da Baviera (criados pelo ex-jesuíta Adam Weishaupt, financiados por Amschel Mayer Rothschild, até caírem na clandestinidade) que participaram da Revolução Francesa, para aniquilar os nobres franceses, e do Iluminismo, para dar cabo da Igreja Católica;
E povos de todo o mundo têm de se haver com criaturas obscuras que manipulam os fios que controlam os agentes da História, criaturas que, não poucas, não é errado dizer, emergirem das profundezas do inferno. E Anton Lavey, discípulo de Aleister Crowley, e fundador, nos EUA, da Igreja do Diabo, não me deixa mentir.
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Adendo: escrevo, hoje, 1 de outubro de 2019: muitas das informações fornecidas pelo autor parecem saídos de um roteiro de filme de espionagem moderno, de uma história de teoria da conspiração. Temos de entender que soam-nos absurdas porque somos manipulados pelos meios de comunicação e pelo sistema educacional, instituições que – sabe quem, experiente, acredita em Papai Noel e Coelinho da Páscoa, mas não em lendas modernas concebidas por engenheiros sociais, sociólogos, psicólogos, historiadores, filósofos (melhor intelectuais, muitos deles desonestos, muitos insanos, dementes), cientistas e profissionais de outras áreas do conhecimento, todos a se arvorarem sábios infalíveis, muitos ignorando sua condição servil, de soldado de um exército que anuncia o apocalipse – sonegam ao mundo as informações que lhes poderiam permitir conceber a História humana com aspectos que mais a aproximam da realidade doa fatos
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III
Seguindo, hoje, 20 de agosto de 2019, na leitura do livro de Alexandre Costa até a página 62, encerrando o capítulo 5, que amplia o tema e dá a conhecer, agora entrando no mérito do projeto de poder dos idealizadores da Nova Ordem Mundial (financistas, multibilionários europeus e americanos, banqueiros miliardários, detentores de riqueza jamais vista, integrantes de dinastias centenárias) para cuja implantação urdem eles as tramas mais sórdidas, numa artimanha sofisticadíssima, cujos pormenores não podem sequer ser vislumbrados pelo comum dos mortais; e é o objetivo dos idealizadores da NOM a eliminação dos valores cristãos do coração dos homens e a criação de um novo senso comum que está em consonância, não com os valores dos seus patrocinadores, mas com os interesses deles, individuos que, numa busca doentia pelo poder absoluto, dispõem-se, literalmente, a vender a alma ao Diabo. Para tanto, empregando os meios mais sórdidos, manipulando consciências, deturpando valores, subvertendo-os, fazendo dos vícios virtudes e das virtudes vícios, criam, na ignorância das pessoas que eles subjugam, um novo consenso social cuja substância consiste na valorização dos sete pecados capitais, dados como virtudes, assim corroendo as almas dos homens e, consequentemente, rasgando o tecido social. Empregam os mais sofisticados meios tecnológicos que a inteligência humana já concebeu (informática, mídia, cinema, e outros meios de entretenimento), para conduzir os povos de todo o mundo ao abatedouro. Fica em aberto, pois o futuro a Deus pertence, se serão bem-sucedidos em sua laboriosa tarefa de, tudo pervertendo, criar o caos, e erigirem uma civilização aferrada ao materialismo mais chão, destituída de qualquer resquício da civilização de matriz cristã, tutelada por uma burocracia tecnocrática global, totalitária, o Leviatã planetário.
Em um trecho afirma o autor que é factível a eclosão de uma guerra, que redundará na destruição de Israel, evento culminante de um projeto que se arrasta desde a fundação do estado judeu, e que será o pontapé inicial de uma guerra de alcance global sobre cujas ruínas se erguerão as tétricas edificações da Nova Ordem Mundial. O futuro não é alvissareiro, se se concretizar o sonho dos idealizadores da NOM, criaturas que, não é exagero dizer, emergindo das profundezas do inferno, estão a perturbar o sono dos justos.
Todas as ideologias coletivistas (comunismo, socialismo, nazismo e fascismo), irmãs, vieram à luz de uma criatura escatológica, para nutrir os homens de escuridão: o movimento revolucionário, de fundo totalitário, de matriz anti-cristã. O futuro que os donos das maiores riquezas já acumuladas nos reservam é um inferno. Eu diria um inferno dantesco, mas presumo que seja pior.
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IV
Ainda no dia 20 de agosto, decidi, após escrever os comentários acima, ler a página 63 e o trecho inicial da 64, encerrando a leitura ao término da sessão “FED”, do capítulo 6, “Tentáculos”. Nesta sessão, tive contato com informações, inéditas para mim, que me obrigaram a eliminar a confusão que eu fazia acerca da real natureza do Federal Reserve e da sua criação, o que me permite formular um pensamento, se não exato, mais próximo da realidade no que se refere ao poder dos banqueiros no destino de povos e nações. As famílias dinásticas, não há dúvidas, detêm poder imensurável, jamais sonhado pelos antigos imperadores e pelos faraós; aliás, talvez eles tenham sonhado com tal poder; todavia, para a consecução de um projeto que lhes permitisse obtê-lo eles não possuíam os recursos necessários. Os metacapitalistas – uso, aqui, um termo caro a Olavo de Carvalho – almejam a predominância global, o domínio de todas as nações, de todos os povos, o controle da mente de todas as pessoas. É impressionante, em todos os aspectos imagináveis, a malícia diabólica dos nababos internacionais.
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Adendo: escrevo, hoje, 4 de outubro de 2019: nenhuma pessoa que se dedica ao estudo da política mundial e nenhuma pessoa que, não sendo estudiosa do assunto, curiosa, lê livros e artigos de estudiosos, para conhecer, uma parcela que seja, das coisas do mundo, ignora a complexidade das regras do jogo que se joga na política mundial, mesmo desconhecendo-as quase que completamente. O que afirmo não é absurdo; pode ser paradoxal, mas absurdo não é. Em sua ignorância, e ciente dela, desejando entender as engrenagens que movem os mecanismos da política mundial, certo de que só poderá, por mais que se debruce sobre os livros que tratam do tema, conhecer uma ínfima parcela dos dados que há para se conhecer, alcançará, não o entendimento de todos os elementos neles envolvidos, mas a certeza, que só o bom senso permite possuir, de que, sendo um ignorante, é capaz de, em imaginação, com os dados que lhe chegam ao conhecimento, conceber uma idéia, sem saber se ela está correta, que lhe oferece um ponto a partir do qual pode pôr-se a pensar, com segurança, e titubeando, acerca do assunto, a política mundial, que lhe desperta o interesse.
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V
Foram tantas as informações que colhi, hoje, dia 21 de agosto de 2019, da leitura que empreendi de poucas páginas do capítulo 6, Tentáculos, encerrando-o, que fui obrigado a interromper a leitura e registrar estes comentários para mastigá-las, digeri-las, associando-as com outras informações do meu conhecimento as quais tirei de outros livros, de artigos, e de vídeos; dentre os artigos, muitos – publicados no site Mídia Sem Máscara – de autoria de Olavo de Carvalho, filósofo. E associando-as, posso conceber, em imaginação, uma imagem do panorama, que em escorço se me revela aos olhos, melhor, à mente. As informações que tirei das poucas páginas que li na última hora obrigam-me a concluir que vivemos na ignorância abissal acerca das mãos (de cuja existência sequer suspeitamos) que manuseiam os cordões que nos movem, manipulando-nos ao seu bel-prazer. Somos apenas bonecos manipuláveis. E só resta àqueles que, de espírito indomável, estudam, com afinco, a questão, alertar o povo dos perigos que o assaltam sem que ele saiba. Infelizmente, tais pessoas recebem, não raro, a ingratidão, o desprezo, o desdém, e ouvem comentários desabonadores, não raros ofensivos, e risos de mofa, de tolos soberbos que, envaidecidos por auto-imagem irrealisticamente favorável, que lhes afaga o ego e abafa-lhes a vocação, em todos inata, para o auto-conhecimento.
Conhece-se, à leitura das páginas aqui comentadas, as entidades – ONU, CFR (Council Foreign Relations), Comissão Trilateral, Diálogo Interamericano, Foro de São Paulo, Clube Bilderberg, Bohemian Club – e alguns de seus principais integrantes, políticos eminentes, e magnatas, sendo um deles o onipresente David Rockefeller, e as agências de inteligência, e órgãos científicos, cujos recursos incalculáveis recebem uso que o discurso oficial não contempla. Tais entidades, muitas delas financiadas por magnatas, associadas com a imprensa, as universidades, os serviços de inteligência – e até a NASA – são agentes de transformação social, cujo objetivo prioritário é a criação de um novo imaginário, um senso comum de inspiração anti-cristã, anti-religiosa. Patrocinam movimentos sociais progressistas, políticas de ações afirmativas, e de controle populacional, e de aborto. E participam muitos de seus integrantes de sociedades iniciáticas, secretas.
Estendi-me, neste comentário, além do que eu pretendia; não reclamo, pois, ao expor, nestas poucas linhas, os pensamentos que a leitura inspirou-me, consegui, assim acredito, organizá-los, além de amadurecer a consciência que eu tenho do assunto Nova Ordem Mundial, certo de que acerca dele quase nada sei (para não ir ao extremo de dizer que nada sei).
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Adendo: hoje, dia 10 de outubro de 2019, escrevo: no Brasil, a pessoa atenta, mesmo a que não se dedica ao labor intectual e não está antenada – para usar uma expressão popular moderna – nas questões políticas, já detectou a promiscuidade entre bancos, empresas, governos, organizações não-governamentais, meios de comunicação, instituições culturais, escolas, entidades de classe (OAB, UNE, sindicatos), organizações de direitos humanos, movimentos sociais, ONU, setores da Igreja Católica, e da Protestante; sabe que, por algum meio, tais entidades retroalimentam-se, pois identificou uma identidade em comum entre todas elas: o pensamento anti-cristão, que se ramifica em inúmeras políticas, aparentemente dissociadas umas das outras, muitas delas antagônicas (antagônicas, sim, mas atendendo aos interesses de seus financiadores, que são aliados).
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VI
Ontem, 21 de agosto de 2019, após redigir o texto acima, dediquei alguns minutos à leitura da sessão “Os influenciadores”, do capítulo 7, “Personagens”. E fui logo levado a informações acerca de grosseiros erros conceituais, involuntários, de três filósofos modernos, Ockam, Descartes e Kant, e de Hegel, o deste proposital, que promoveram as misérias, unidas a outros fatores, intelectual e moral que hoje em dia nos idiotiza, nos estupidifica, convertendo-nos em criaturas desprovidas de vontade própria, destituídas de personalidade, de integridade, de espírito, de alma, do seu ser.
Hoje, dia 22, dediquei uma hora e meia à leitura do restante do capítulo 7 e das primeiras páginas do capítulo 8, “Estratégias, táticas e métodos”, encerrando-a ao fim da página 95. São de tal monta as informações fornecidas pelo autor, que eu, contrariado, tive de abandonar o meu desejo de seguir com a leitura até o encerramento do capítulo 8, e concentrar-me na redação desta nota, auxiliando-me as anotações que fiz durante a leitura, anotações que me permitem relembrar algumas informações, as que, entendendo-as como relevantes, eu selecionara para não me sentir obrigado a copiar todo o livro. No capítulo 7, toma-se conhecimento do valor, para a ereção dos edifícios da Nova Ordem Mundial, cujos alicerces e estrutura já estão erguidas, de idéias de personagens, além das quatro que mencionei linhas acima já conhecidas de toda pessoa minimamente informada: Marx, Lênin, Gramsci, Lukács, Adorno, Marcuse, Horkheimer, Foucault, Derrida, Paulo Freire, Dewey, Mesmer, Kardec, Crooker, Pavlov, Albert Pike.
Está claro, no livro, que o objetivo principal dos idealizadores e financiadores da NOM é construir, na Terra, o paraíso de Satã; para tanto, eles pretendem a aniquilação do Ocidente, o que só será concretizado com a sublevação das massas, que se dará, caso se dê, com a subversão dos valores, por meio do relativismo, com a ascensão de valores que se opõem aos da moral cristã, do direito romano e da filosofia grega, os três principais nutrientes da cultura ocidental, que sustentam a sociedade ocidental e boa parte da oriental. Tais revelações não surpreendem toda pessoa de bom-senso, que entende – em sua razão espontânea, diria Olavo de Carvalho, isto é, seu instinto, seu subconsciente, desprezado por muitos intelectuais, mas valorizado pelo filósofo brasileiro – que entende, sigo, que a guerra que se trava, no mundo, desde os seus primórdios, se dá, em embates ferozes, sangrentos, entre o Bem e o Mal.
É impossível, indica o autor – e ninguém sensato ousará levantar-lhe objeção -, acompanhar todas as ações das principais personagens que planejam e disseminam a obra macabra que é a criação de uma nova civilização de matriz coletivista, totalitária, sob a égide de organizações globais comandadas por seres mal intencionados. Para atingir o seu objetivo, usam tais personagens da rede se ensino, dos meios de comunicação, de fundações filantrópicas, da estrutura dos estados nacionais, para destruir a inteligência dos homens, eliminando-lhes o senso das proporções, o princípio da equivalência, a consciência da realidade, ampliando-lhes a dissonância cognitiva – das pessoas sãs, maduras, virtuosas, de nobreza de caráter, é óbvio, e não dos dementes, dos cruéis, dos insanos, dos cavaleiros do apocalipse.
As dimensões da NOM estão além do conhecimento de toda pessoa. Seus principais propugnadores atuam, diuturnamente, inspiradas suas ações em cultos luciferinos, no submundo, não é exagero dizer, do crime. Tramam planos nefastos, mirando um propósito: fazer do mundo um inferno. A teia de conexões pessoais dos financiadores da NOM é extraordinariamente complexa, inabarcável.
Para concretizar a sua utopia totalitária, uma distopia orweliana, os globalistas usam da novilíngua, destruindo, assim, ao subverter o sentido das palavras, a linguagem, e, consequentemente, a inteligência humana.
E o mais aterrador: a Igreja Católica pode, corroída, ser um dos agentes, senão o principal, da aniquilação da civilização que ela ajudou a erguer e que ainda mantêm em pé apesar de debilitada de tão agredida nos últimos séculos.
O cenário é desolador, o livro indica. A sociedade ocidental é agredida de todos os lados. Os seus inimigos estão em toda parte, infiltrados em todas as suas instituições, inclusive, e principalmente, naquelas que usufruem da confiança pública – daí serem elas as mais perigosas.
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Adendo 1: hoje, dia 12 de outubro de 2019, escrevo: em um vídeo, publicado no Youtube, Olavo de Carvalho, tendo ao seu lado Rodrigo Gurgel, professor de literatura e crítico literário, discorrendo acerca da matriz cultural do Ocidente, salientou um ponto: que há quatro séculos as três pilastras do Ocidente, a religião cristã, a filosofia grega e o direito romano, foram derrubadas pela mentalidade técnico-científica, que, oferecendo soluções para todos os problemas do homem moderno e respostas para todas as suas perguntas, assume ares de entidade transcendental onipotente e onissapiente, capaz de ofertar todos os bens de que ele não prescinde. Tal mentalidade está a escravizar o ser humano, que se apequena voluntariamente, sem o saber, atendendo às veleidades que tanto o seduzem.
Adendo 2: vê-se, hoje em dia, a corrosão de todas as instituições públicas, a Igreja Católica, inclusive. No Brasil, assistimos, incrédulos, abismados, a desfaçatez de personalidades que integram o Congresso, o Senado, o STF, a OAB, o Ministério Público, os meios de comuniicação, a rede de ensino, personagens que deveriam garantir a saúde de tais instituições, mas, corruptos, estão a corroê-las, a reduzir-lhes a já baixa, quase inexistente, credibilidade, o que poderá vir a, desacreditando-as aos olhos do povo, excitar paixões violentas, que poderão vir a culminar em subleções populares incontroláveis, redundando em caos. E chamo a atenção para o verbo auxiliar ‘poder’ que, prudentemente, insisti em inserir neste comentário.
Adendo 3: Estamos assistindo ao Sínodo para a Amazônia, evento controverso que muitas polêmicas, incontornáveis, está estimulando. Não são poucos os estudiosos, os leigos e membros da Igreja que suspeitam do Papa Francisco, que assume posição favorável à Teologia da Libertação e à polìtica ambientalista, descuidando da doutrina da Igreja e da saúde moral dos cristãos.
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VII
As questões consideradas no capítulo 8, que li, hoje, 23 de agosto – uma sexta-feira de clima instável, chuvoso no período ds manhã, carregado à tarde, em alguns momentos o céu coberto de nuvens escuras, em outros o sol anunciando uma tarde ensolarada, que em nenhum momento se fez presente – não são do meu conhecimento; acerca delas eu lera artigos, principalmente, e assistira vídeos, alguns ilustrativos, imperdíveis, ricos de conteúdo em suas óbvias limitações.
Trata o capítulo 8, em poucas palavras, como um livro de introdução se propõe a fazer, das artimanhas dos globalistas para realizar o admirável mundo novo sobre os escombros da civilização: desinformação; corrupção da linguagem e de sua importância, imprescindível, para a revolução dos costumes, a subversão dos valores; politicamente correto; vulgarização da cultura de infantilização das massas; cavalos de Tróia (ações afirmativas); Relatório Iron Mountain; Estratégia Cloward-Piven; ONU, instrumento da subversão social, destruição dos valores milenares, da alteração da cultura alimentar dos povos, e da medicina, e os seus artifícios de manipulação da população mundial, tornando-as dóceis aos interesses maléficos, demoníacos, dos globalistas; programas de eugenia e de controle populacional; False Flag; HAARP; chemtrails.
São tantas informações reunidas em tão poucas páginas, em rascunho, nas anotações que fiz às pressas, que me perco, encontrando dificuldades para redigir um texto que se conheça pela clareza na exposição do meu pensamento.
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Adendo 1: escrevo, hoje, 18 de outubro de 2019, entre 6 e 7 da manhã: a respeito da alteração dos hábitos alimentares, li, há um bom tempo, um artigo de autoria de Olavo de Cavalo e assiti a um vídeo dele; diz Olavo de Carvalho que a onda da cultura da alimentação “saudável” com a exclusão do cardápio de carnes vermelhas (de origem bovina) e a inclusão de grãos reduziu a fertilidade dos homens; recordo-me de um detalhe: Olavo de Carvalho, evocando uma visita que, nos anos 1990, fizera aos EUA, sentira-se um anão numa terra de gigantes, e que hoje em dia percebe-se uma considerável redução da estatura dos americanos.
Pode-se perceber que há, de fato, uma política mundial de alteração dos hábitos alimentares dos humanos; para tanto, basta atentar para as campanhas em favor da alimentação “saudável”, que se resume a vegetarianismo e veganismo, e a demonização, principalmente, da carne vermelha.
Adendo 2: acerca dos chemtrails, rastros químicos, no céu, produzidos por aviões, assisti, há alguns meses, no Youtube, um interessante vídeo de Débora G. Barbosa.
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VIII
Deixei para hoje, segunda-feira, 26 de agosto, a redação do texto que, no dia 23, sexta-feira última, comprometi-me a escrever.
Li, sexta-feira, o capítulo 8, a partir da sessão “Dividir para Conquistar” (página 96), que trata do estímulo que se dá, hoje em dia, à fragmentação da sociedade em pequenas agremiações, tribos urbanas. Os integrantes de cada tribo encontram razões para a criação de uma identidade comum, distinguindo-se do restante da sociedade, à cuja margem vivem, no desejo, vão, de com ela romperem todo contato, dela prescindindo.
O esforço à constituição da personalidade individual se dá em função da subserviência de toda pessoa à tribo com a qual cada uma se identifica; e é tão radical a identidade grupal, que os membros de uma tribo hostilizavam os de todas ss outras, fragmentando a sociedade, atomizando-a. À promessa de libertar as pessoas da opressão nelas exercida pela sociedade – o que se dá, mas a ela se empresta um poder avassalador inexistente – associa-se o desejo de oprimi-las por outros meios. É tal promessa uma artimanha para submetê-las a grupos – e jogando-os uns contra os outros, num conflito mútuo e interminável que produz o caos social. Em tal sociedade fragmentada, bloqueia-se de cada pessoa o processo natural de amadurecimento da personalidade; a pessoa, aqui, só existe em razão dos aspectos culturais que o grupo lhe impõe, mas que a ela não são inerentes, conquanto elas acreditem que o sejam.
No processo de engenharia social implementado pelos idealizadores da Nova Ordem Mundial, sob os auspícios de organizações globais, de mentalidade coletivista, tecnocrática, totalitária, lançam mãos os seus diabólicos orquestradores e propugnadores dos mais sórdidos meios de engenharia social e técnicas de persuasão e manipulação imagináveis. Para tanto, usam a imprensa para manipular as massas e a cultura pop para emburrecer todas pessoas que se encontram no raio de ação de sua maquinaria satânica.
Palavras de ordem sem pé nem cabeça associadas a estímulos múltiplos, contraditórios, produzem a destruição da personalidade e à submissão da pessoa à coletividade. O resultado: a insanidade coletiva.
Além de empobrecer a linguagem, destruindo-a, reduzindo-a a sons guturais de seres simiescos, antediluvianos, adultera-se o significado convencional das palavras; substitui-se as de uso comum, por outras, vazias, criadas em laboratório de engenharia social, às quais emprestam um significado qualquer, que esteja em consonância com o discurso politicamente correto; e estas tornam-se de uso comum, e o significado delas foge ao conhecimento de todos que as empregam; podem receber múltiplos significados a depender da conveniência de quem as manuseia; se com destreza e desembaraço, e com um bom punhado de maledicência, convertem-se em arma de destruição em massa da inteligência humana.
Vulgariza-se a cultura, debilita-se a inteligência; as letras das músicas resumem-se a onomatopéias e estímulo à sexualidade desenfreada; no cinema, enaltece-se os tipos mais execráveis e pessoas de personalidade fragmentada – e os diálogos são destituídos de coerência.
Para dominar e destruir a sociedade ocidental usam os inimigos dela Cavalos de Tróia: as ações afirmativas, políticas que sobrecarregam as instituições governamentais, saturam os serviços públicos – ensina a Estratégia Cloward-Piven, dos discípulos de Saul Alinsky, Richard Cloward e Francis Piven.
Criou-se um inimigo dos Estados Unidos, imaginário, os alienígenas, pois, entendiam os estudiosos, o Tio Sam não podia persistir na sua política externa de constantes ataques a um inimigo real, o que poderia culminar num conflito real – daí a profusão de filmes com a temática ‘invasão alienígena’: “Alien, o Oitavo Passageiro” (baseado num livro de Alan Dean Foster), de Ridley Scott; “Guerra dos Mundos”, de Spielberg; “Independence Day”, de Roland Emmerich, e muitos outros. E a natureza também foi convertida num inimigo dos homens; ela ‘quer’ nos matar porque destruímos a camada de ozônio, provocamos o fim da água potável e patrocinamos outras maldades. E a natureza, a Terra, deseja, portanto, vingança. Desta idéia brotam as políticas ecoterroristas.
E a ONU pretende, além de outras maldades, alterar a conduta humana ao modificar dos homens seus hábitos alimentares, excluindo-se da culinária certos ingredientes, proibidos pelos censores culinários, e tornando obrigatória a presença de outros. A manipulação genética dos alimentos à revelia das pessoas é fato, e as pessoas ignoram o que estão consumindo.
Outra arma disparada contra os humanos é a indústria farmacêutica.
Outros pontos interessantes do livro estão nas sessões “Truque dos Três Estágios” e “Seis passos para aprovar uma proposta absurda” e “Pressão de cima + pressão de baixo” – a segunda aqui mencionada resume um artifício já do meu conhecimento prévio, ‘a janela de Overton’.
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IX
O capítulo 9, que li, ontem, 26 de agosto, trata, como o nome indica, dos meios de controle social, meios, estes, empregados pelos que têm o objetivo de erigir o governo ditatorial totalitário global. Exequível tal governo? Improvável. As forças que atuam no universo social humano são tão vastas e a variedade de tipos humanos tão imensurável que nenhuma inteligência pode obter os meios apropriados para construí-lo. Para erigir tal governo, acreditam os seus idealizadores, basta criar um novo tipo de homem, uniforme, homogêneo, massa coletiva amorfa, e matar o proteiforme, da natureza, dotado de inúmeras potências, provido de rico repertório de talentos. Este é o tipo que eles desejam reduzir às dimensões minúsculas de uma coisa desprovida de vontade, um objeto manuseável e moldável.
Os que se arvoram donos do mundo, da vida de todos os seres, de todos os fenômenos universais, travestiram-se de deuses, acreditam-se encarnações de entidades celestiais onipotentes. Darão com os burros n’água, pois o projeto que almejam concretizar não será concretizado. Manuseiam forças que não podem controlar. Infelizmente, muitos sofrimentos eles irão produzir durante o processo de ereção da natimorta Nova Ordem Mundial.
Ao mesmo tempo que oferecem às pesssoas comodidades, via tecnologia avançada, impensável há um século, com ela lhes cerceia a liberdade; o bem que fazem não raro são involuntários; não foi considerado no plano original. Tiveram de admiti-lo a contragosto.
É o Estado um dos elementos que os que se têm na conta de donos do mundo usam para oprimir o povo. É um mal necessário o Estado, que não é a fonte do problema. É o Estado uma abstração, e nele não está o mal, que existe na mentalidade de quem financia, promove, os indivíduos que o controlam.
Os meios de controle de pessoas aprimoram-se, sofisticam-se; assumiram aspectos tão complexos, que estão além da compreensão do comum dos mortais, e, também, não é exagero, tampouco absurdo, afirmar, dos potentados que os financiam com a sua riqueza ilimitada.
A internet permitiu a liberdade das pessoas, melhor, a fuga delas à opressão que as flagelava até antes de sua popularização. O seu acolhimento pelas pessoas dos países livres propiciou uma elevação inimaginável na capacidade de disseminação de conhecimento, de meios para o compartilhamento de idéias em todos os campos do conhecimento, aproximando pessoas distantes, povos distintos; no entanto, é inegável, também amplificou os meios de ação de grupos terroristas, de seres que, vivendo à margem da sociedade, desejam destruí-la. Boas e más idéias entrechocam-se na aldeia global. Transferiram para o mundo virtual o conflito eterno entre o Bem e o Mal (e o virtual é real também, mas em outro meio).
Todas as informações que, sem o saber, os usuários da internet, ingenuamente, disponibilizam na rede global de computadores, são reunidos, em poderosíssimos supercomputadores, e a elas dá-se uso que atende aos interesses de metacapitalistas, banqueiros internacionais, políticos. Os humanos estamos catalogados nos supercomputadores de órgãos governamentais e de empresas multibilionárias.
Informações interessantes, no livro, são as referentes à criação, pelo Pentágono, da internet, cujo nome de batismo era ARPANET, acrônimo de “Advanced Research Projects Agency Network”; ao CANIVORE; ao BEAST, acrônimo de “Brussels Eletronic Accounting Surveillance Terminal”; ao JFCOM9; ao Programa MK Ultra; ao Instituto Tavistock; à Inteligência Artificial.
Pesquisadores do Programa MK Ultra e do Instituto Tavistock empreenderam experimentos, dos quais participaram psicólogos, médicos, químicos e profissionais de outras áreas, todos objetivando aprimorar técnicas da ciência da persuasão, do controle do pensamento, utilizando substâncias químicas – uma delas, a dietilamida do ácido lisérgico, LSD -, promovendo música, sexo e drogas para a juventude, idéias de Herbert Marcuse. São os pais putativos da geração Woodstock e “Sexo, drogas e rock and roll”. Um dado final, para encerrar o texto de hoje: “Programação Monarca” é técnica de controle mental capaz de substituir a personalidade de uma pessoa por outra personalidade.
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Adendo 1: hoje, 31 de outubro de 2019, escrevo: quanto às políticas de controle e fiscalização o mais controverso e assustador é o do crédito social empregado pelo governo chinês, comunista, com uso massivo de tecnologia de reconhecimento facial, e já em estágio embrionário no Brasil.
Adendo 2: livros recomendados: O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho; e, A Teoria da Dissonância Cognitiva, de Leon Festinger.
Adendo 3: vídeos recomendados, no Youtube: de Débora G. Barbosa, MĶ Ultra – O Que é e Como Funciona?; de Casando o Verbo, O Assombroso Advento da Internet Quântica; e, Vigilância em Massa nas Fronteiras.
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X (último)
No capítulo 10 – escrevo, hoje, 28 de agosto, quarta-feira, às oito da manhã -. o autor limita-se a reproduzir trechos de falas, livros e discursos de protagonistas da Nova Ordem Mundial. Presidentes dos Estados Unidos; financiadores da Nova Ordem Mundial; idealizadores do governo global, ou apenas simpatizantes do projeto; chefes de estado; e outras personagens, umas populares, outras não. Tais citações reforçam as idéias esposadas pelo autor – e ninguém irá dizer que ele é um teórico da conspiração, um sujeito com um parafuso a menos.
Nas “Notas Finais” e em “Passe Adiante”, o autor reforça uma idéia que permeia todo o livro, idéia que é o objetivo inconfessado dos idealizadores e financiadores da NOM: a aniquilação do cristianismo. Para a ereção da nova civilização – que se dará sobre os escombros da atual -, totalitária, coletivista, tecnocrática, a moral cristã tem de desaparecer, e ser substituída por uma religiosidade vazia, materialista, destituída de qualquer apreço por valores trancendentais, resumindo-se a inteligência humana à mecânica, capaz, unicamente, de oferecer respostas condicionadas a estímulos artificiais criados por engenheiros sociais com o uso de técnicas psicológicas de persuasão.
O futuro vaticinado pelo autor é nebuloso; se realizados os sonhos dos poderosos do mundo, será o mundo, num futuro próximo, convertido no reino de Lúcifer. O autor, todavia, mesmo antevendo um futuro terrível se o avanço dos projetos dos construtotes da Nova Ordem Mundial não for barrado, afirma, em tom de orientação aos seus leitores, que há um meio de evitar que tal se dê: disseminar o conhecimento, expôr a NOM, tirar as pessoas da ignorância.
Ao final, o autor premia os seus leitores com um artigo escrito a quatro mãos, “Project Syndicate: o oráculo de George Soros”, de Cristian Derosa e Alex Pereira, no qual eles tratam da concentração dos meios de comunicação nas mãos de meia dúzia de afortunados poderosos, e da homogenização da notícia e das abordagens pré-fabricadas que os fatos, selecionados à mão, recebem, para que se possa condicionar o pensamento de pessoas em todo o mundo.
E para auxiliar o leitor que se interessa pelo assunto Nova Ordem Mundial, o autor fornece uma lista de livros, documentários, entrevistas disponíveis na internet e filmes.
É o livro de Alexandre Costa uma introdução, como indica seu título, ao estudo da Nova Ordem Mundial; um guia para mentes inconformadas, e determinadas, que têm disposição, e coragem, para se debruçarem sobre livros e documentos.
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Adendo: escrevo, hoje, 8 de novembro de 2019: pensei em reescrever a resenha, sintetizando o conteúdo do livro em poucas linhas, mas decidi conservar a redação original, uma espécie de diário de leitura.

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