Covid, o bode expiatório.

Parece piada, mas não é uma piada. Ou é, e de mal gosto?! Penso mal, e imensamente mal, ao concluir, após ler notícias, cujos títulos, em letras garrafais, estamparam, na primeira página de sites de notícias e sob ícones de vídeos de sites de vídeos, que as autoridades de organizações mundiais de saúde contaram, entre si, nos suntuosos salões, uma piada, pra lá de hilária, e caíram na gargalhada, e decidiram dá-la a público, com ar de seriedade, a imprensa, escudada por autoridades médicas e científicas, a disseminá-la como se fosse algo respeitável, prova cabal da responsabilidade de organizações internacionais preocupadas com o bem-estar coletivo? E qual piada elas contaram? A seguinte: todas as mortes causadas por falta de atendimento médico-hospitalar, durante os dois anos de vigência de política sanitária de combate ao vírus, e por depressão, são debitadas na conta do covid. Então, ficamos assim: governadores e prefeitos decretaram: a partir de agora, e enquanto vigir o estado emergencial de saúde pública para enfrentamento ao coronavírus, os atendimentos médico-hospitalares ficarão restritos às pessoas infectadas pelo novo coronavírus – que, até onde se sabia até há poucas semanas, tinha nascido em um laboratório chinês, e agora fala-se que talvez seja sua origem ucraniana, seu berço um laboratório neste país erguido e administrado por entidades americanas. E as pessoas flageladas por outras doenças foram relegadas a segundo plano – as adoecidas pelo covid merecedoras de atendimento preferencial, em detrimento de todos os outros doentes. E não se pode ignorar que muitas pessoas afetadas por algum mal cardíaco, cientes de que necessitavam de tratamento médico, não procuraram, em decorrência do medo-pânico que a campanha midiática, que aterrorizou a todos, e poucos foram os que bravamente lhe resistiram, nos hospitais, pelos médicos, temendo vir a nos hospitais serem infectados pelo covid. E as que morreram de males cardíacos, sejam as que tiveram adiada, indefinidamente, às calendas gregas, a consulta com o cardiologista, ou a cirurgia, ou a operação, sejam as que afugentaram de seus pensamentos uma ida ao médico, temerosas de virem a morrer pelo vírus do qual fugiam como o diabo foge da cruz, agora, segundo os órgãos competentes – competentíssimos, diga-se de passagem, os mesmos que desde o início da tragédia covidiana trocaram os pés pelas mãos -, são dadas como vítimas, não de políticas equivocadas – pode-se dizer criminosas – de governadores e prefeitos, e profissionais da saúde, e burocratas de organizações globais, mas do coronavírus. É o coronavírus o bode expiatório perfeito para inocentar os verdadeiros assassinos, que – para usar uma expressão popular, de nenhuma elegância, de imagem suja – estão a tirar o seu da reta. Dizem, agora, que são os mortos, durante os dois últimos anos, por falta de atendimento médico, vítimas indiretas do covid. Pergunto-me, sem saber a resposta correta: o que consta no atestado de óbito de quem, durante a vigência do estado emergencial, não recebendo atendimento médico, morreu de ataque cardíaco? Ataque cardíaco, ou morte indireta por covid?! Inventaram uma nova doença: a morte indireta por um determinado mal. Os desavisados, ingênuos, facilmente sugestionáveis – e para concordar com sandices basta que estas estejam assinadas por cientistas e médicos renomados, e autoridades eminentes, e chanceladas por organizações mundiais – encontram sentido em tal coisa, que não tem sentido algum, mas se lhe darmos uma explicação jocosa, eliminando da narrativa o tom artificialmente sério a ela emprestada, percebe-se, facilmente, o ridículo que ela ilustra. Um pouco hiperbólico, e caricatural, feito unicamente com o propósito de destacar o ponto principal da farsa, ponto ao qual querem dar um ar de seriedade, eu o faço com um exemplo qualquer: “Jesualdo, diabético, na doçaria, come uma tonelada de doces, e levanta-se da cadeira, para se retirar do estabelecimento. Neste momento, à porta, um bandido anuncia o assalto, e, sem piscar, dispara quatro tiros contra o peito de Jesualdo, que tomba para trás, e jaz morto antes de atingir o chão. No seu atestado de óbito, registra o médico a causa da morte: morte indireta por consumo excessivo de açúcar.” Ridículo!? Sim! Ridículo! O raciocínio, a lógica, que usei neste exemplo ridículo, num tom jocoso, é o que está a se usar para se dizer que é correto imputar ao covid as mortes, durante o estado emergencial, por problemas cardíacos, e depressão, e outros.

Máscaras e medo. Medo e máscaras.

Em Março do ano de 2.020, os Seguidores da Ciência ouviram médicos e cientistas declararem, uns, que para se derrotar o covid-19 era necessário que todos os cidadãos do universo usassem na cara uma tira de pano, a máscara, escudo infalível, impermeável ao monstrinho que a todos aterrorizava então, e outros, que eram as máscaras inúteis, pois o vírus é demasiadamente pequeno, infinitesimalmente minúsculo, e fizeram dos primeiros seus heróis, e auto-intitularam-se Heróis da Pandemia, Cidadãos Responsáveis, e apodaram Negacionistas, seres desprezíveis, todas as pessoas que adotaram o discurso oposto. Que todo homem seguisse a ciência, diziam; isto é, que todos seguissem as recomendações que médicos e cientistas, os midiáticos, alçados à condição de heróis, apontassem medida sanitária indispensável para o efetivo combate ao minúsculo inimigo da humanidade: o uso de máscaras, pelos homens, e pelas mulheres também, em todos os locais, públicos e privados, abertos e fechados. E que todo Negacionista, porque irresponsáveis, egoístas e insensíveis, recusando-se a usar máscara fosse multado e preso, trancafiado na mais fétida das masmorras.
Em Março do ano de 2.022, os Seguidores da Ciência viram políticos, sob orientação de médicos e cientistas, decretarem a revogação da exigência do uso obrigatório, pelos filhos de Deus, de máscara em qualquer lugar, e médicos e cientistas ecoarem a correção de tal medida e outros a objetarem-los, insistindo que se fazia necessário o uso, e ainda por um bom tempo, de máscara, por todos, em todos os lugares, em especial nos locais fechados, e entenderam corretos e responsáveis estes últimos, e errados e insensatos os primeiros.
Nas duas ocasiões, os Seguidores da Ciência adotaram médicos e cientistas responsáveis aqueles que promoviam as medidas ditas sanitárias – para muitos, apenas políticas – que lhes alimentavam o medo. Que todos os homo sapiens vivam de máscara na cara até dia que eles, os Seguidores da Ciência, entendam ser o chegado para se abolir o uso de máscaras pelos primatas mais evoluídos da história da Terra. E quando tal dia chegará? Quando os Heróis da Pandemia, os Cidadãos Responsáveis, os Seguidores da Ciência tiverem a certeza de que tal dia chegou; isto é, no dia que eles vencerem o medo, que os debilita; em outras palavras: No dia de São Nunca.

É o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista? Copa América. E outras notas breves.

Dizem de viva voz os anti-bolsonaristas que é o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista. Pergunto-me se se sustenta tal afirmação se se considerar a política que ele está a promover e a implementar, e não a retórica saída da boca dos inimigos dele. Em nenhum momento o presidente Jair Messias Bolsonaro esboçou, mesmo pressionado a fazê-lo, um ato anti-democrático, autoritário, de inspiração nazista e fascista. Sua postura é a de um homem de espírito democrático. Com a popularidade de que goza teria ele poder de impor-se a todos, se assim o desejasse, rasgar a Constituição Federal, e estabelecer um estado de exceção; e teria, não erro em dizer nesta especulação que jamais poderá ser analisada, amplo apoio popular. Está ele a defender o direito, que ele considera inalienável, inegociável, à legítima defesa, cada cidadão a usar, se sua consciência o mandar, arma-de-fogo, a reduzir o Estado ao desregulamentar inúmeros setores da economia, a criar mecanismos de ajuda às micro e pequenas empresas, a eliminar a proibição ao ensino domiciliar, e outras medidas que convergem para uma política de maior autonomia de cada cidadão brasileiro. E nestes mais de um ano de fraudemia – para muitos, epidemia – do coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, para o Barnabé Varejeira), o povo, torturado pela mídia, incapaz de pensar acerca do que está a acontecer, o presidente Jair Messias Bolsonaro assume, contra tudo e contra todos, a postura de um chefe-de-estado comprometido com as liberdades individuais; não escreveu nem sequer um rascunho de uma política de supressão da liberdade do cidadão brasileiro em nome de uma política sanitária insana e abusiva, lesiva à vida de toda pessoa que vive em território de terras em que se plantando tudo dá. Não ameaçou com multa e prisão quem decidiu sair de sua casa, ir trabalhar para seu sustento, fazer uso de remédios e não se deixar vacinar. Fosse um homem dotado de espírito autoritário, de alma nazista e fascista, seria ele, hoje, o dono do Brasil. Mas dono do Brasil, dizem, é aquele cujas obras, inacabadas, o presidente Jair Messias Bolsonaro não pode concluir.

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Há mais de um mês ouço falar que está na iminência de quebrar no Brasil a terceira onda – provocada por uma versão indiana do vírus de Wuhan, (mocorongovírus, ensina Barnabé Varejeria) nosso velho conhecido – de infecção viral. Mas, tudo dá a entender que tal onda não se realizará; esqueceram de combinar com os indianos, ou hindus, como queiram, a importação do vírus tão malfadado, que, declaram, é 60% mais letal do que o original, saído da China, dizem. Todavia, insistem as trombetas do apocalipse a profetizar o flagelo que nos abaterá. Se é verdade, ou não, não sei; sei apenas que para se conter o avanço do chinavírus entre nós a medida mais promovida e praticada, dada como eficiente e indispensável, é a quarentena (ou lockdown, para quem ama usar palavras estrangeiras num texto em português). Se é assim, por que prefeitos e governadores, à ameaça do coronavírus (mocorongovírus, diria Barnabé Varejeira), ao invés de tomarem tal providência, estão a suspender as restrições às atividades públicas?

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Uma celeuma animou os espíritos dos brasileiros há poucas semanas. Envolvia futebol e epidemia. É sensato promover, no Brasil, a Copa América? Não iriam os casos de infecção e morte pelo tal de Covid, que está a nos atormentar há um bom par de meses, aumentar consideravelmente piorando o já estado miserável do nosso sistema de saúde e ocasionando um morticínio sem precedentes nas terras de Cacambo e Lindóia? Com a voz da certeza inspirada pelos deuses pagãos, os flageladores da humanidade cravaram: é uma rematada tolice, uma irresponsabilidade genocida um campeonato esportivo no Brasil num momento tão sensível. E choveu uma tempestade torrencial diluviana de pancadas na cabeça do presidente Jair Messias Bolsonaro. Passadas as semanas, a Copa América seguiu o seu curso normal, e não se realizou o cataclisma profetizado.

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Lembro-me que no ano passado, ali pelos meses de Outubro, Novembro, informava-se que de todas as vacinas contra o coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, no vocabulário singular do Barnabé Varejeira) era a melhor a Coronavac, que serviria, porque tinha 100% de eficiência, para imunizar as pessoas por ela vacinadas contra o vírus em sua versão original e contra os de todas as versões dele atualizadas (isto é, as variantes, as cepas). Pois bem, passaram-se os meses, e muitos milhões de pessoas tiveram em si injetada a vacina chinesa (ou vachina, sua alcunha carinhosamente concebida pelos que não vêem com bons olhos o governo comunista chinês). E os mesmos que diziam que ela era o elixir da saúde, a poção mágica contra o mal chinês, afirmaram que teriam as pessoas vacinadas (ou vachinadas) de seguir a respeitar as regras sanitárias (uso de máscaras – se possível de duas camadas, ou duas máscaras sobrepostas uma à outra -, isolamento social; enfim, todo o pacote sanitário), pois poderiam vir a serem infectadas, e, se infectadas, infectar as que não se vacinaram – o que por si só já era um contra-senso, afinal, as vacinadas estão imunizadas. E constrangidos diante dos casos, inúmeros, de pessoas que, já vacinadas há meses com as duas doses da Coronavac, foram infectadas pelo vírus saído de Wuhan, e adoeceram, vindo algumas a morrerem, declararam, tom de voz vacilante, numa postura de quem simula segurança para inibir qualquer pessoa atrevida de lhe questionar a afirmação, que nenhuma vacina – a Coronavac, portanto, incluída – é 100% eficiente e que todas elas podem provocar efeitos colaterais nas pessoas vacinadas.

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Nos idos de Abril deste ano de 2.021, informava-se que o Brasil enfrentaria um aumento expressivo de infecções e mortes por Covid, se o Governo Federal (entenda-se: o presidente Jair Messias Bolsonaro) não implementasse um lockdown nacional de um mês e vacinação em massa de toda a população antes da suspensão do lockdown. O presidente Jair Messias Bolsonaro não fez nem uma coisa e nem outra, e os casos de infecções e mortes por Covid reduziram-se expressivamente.

Os defensores da liberdade, autoritários. Os seguidores da Ciência, anticientíficos. Os sábios que nada sabem. Os idiotas úteis. Arma biológica chinesa. E outras notas breves.

Os heróicos, abnegados defensores da liberdade, lídimos guerreiros da justiça social, neste mais de um ano de fraudemia, revelaram-se tipinhos autoritários, caricaturas da caricatura de Adolf Hitler criada por Charles Chaplin. Em toda família um de seus membros, no mínimo – nas menos desgraçadas pelo vírus do autoritarismo -, revelou-se um patético ditadorzinho de calça apertada; e este era o que mais fazia discursos de amor pela Liberdade, pela Justiça, pela Democracia. Tais criaturas, que se tinham – e ainda se têm – na conta de justiceiras sociais – e justiceiras sociais elas são, mas na sua corrente acepção, a de seres que se atribuem autoridade moral e intelectual, superiores aos reles humanos, dotados do direito, portanto, de massacrar qualquer um com as suas ladainhas moralizantes -, mostraram-se em sua verdadeira mentalidade, que é autoritária, umas explicitamente, mal conseguindo conter seu ímpeto autoritário, outras, esforçando-se para conservar as aparências, emprestando certo respeito pelos próximos, mas não se contendo todo o tempo, deixando transparecer sua animosidade contra quem não lhe segue os passos e suas má-vontade e má-fé.

Nesta era de fraudemia – uma pandemia virtual, que só se viu na mídia e em discursos de médicos e cientistas renomados -, os defensores da liberdade foram os primeiros que perderam – aqueles que a tinham – a capacidade de pensar com racionalidade, ponderar as questões, e a sucumbirem ao bombardeio midiático, que anunciou o apocalipse, e a genuflexionarem-se, reverentes, acovardados e aterrorizados, diante dos micro-ditadores que impuseram as restrições mais severas, mais draconianas, às liberdades do ser humano, como a de ir e vir, a de trabalhar para seu sustento e o da sua família, a de se reunir, livremente, com seus familiares e parentes e amigos.

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Ninguém é tolo para declarar que não há um vírus a matar pessoas, e que não houve um surto epidêmico de mortes por vírus. Mas acreditar, piamente, que tudo o que se diz do vírus é verdade é ato de gente crédula, e não de gente cética, de espírito científico. Num mundo de gente de carne e osso, e não de gente idealizada a viver num mundo imaginário edênico, políticos, empresários, profissionais liberais, inclusive os da área da saúde, defendem, e muitos inescrupulosamente, seus interesses pessoais, indiferentes ao mal que podem vir a causar a outras pessoas, e alguns deles, cá entre nós, o mal aos próximos desejam.

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Nada sabem de Ciência os Seguidores da Ciência. Nada. Mas eles se têm na conta de mestres da Ciência porque curvaram-se, temerosos, à autoridade dos heróis midiáticos, médicos e cientistas renomados que os meios de comunicação (melhor: meios de subversão) elegeram sábios, seres dotados de omnissapiência, infalíveis, criaturas celestiais de poderes divinos materialistas, e do materialismo mais chão, mais cru, mais estreito.

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Aqueles que nestes meses do que se convencionou intitular Pandemia do Coronavírus atribuíram-se dons superiores – e, aqui, falo de pessoas comuns, e não de políticos e cientistas renomados e de presidentes e diretores de organizações mundiais – revelaram-se providos da mais reles paixão pelo mandonismo, de desprezo pela verdade, pelo estudo, de uma arrogância que não encontrou limites, donos de uma auto-imagem doentiamente insensata que lhe satisfaz o ego inflado, inchado. Tais pessoas, acriticamente, acolheram todo o discurso midiático acerca do vírus que tanto nos atormenta. Nada questionaram. E se dizem racionais, pensadores independentes, que ninguém pode manipular. Foram facilmente sugestionados a acolher como verdades, truismos, todo e qualquer discurso que por mais ridículo, esdrúxulo, patético fosse – e talvez por tal razão perderam a razão, aqueles que a possuíam, perdidos num torvelinho de ordens que se anulavam, de narrativas que se contradiziam, desarrazoados insanos de enlouquecer todo e qualquer filho de Deus. E dizem, de peito inflado, pomposos: “Eu sigo a ciência.” e condenam os que eles chamam de negacionistas ao ostracismo. Para eles estes são párias e merecem viver à margem da sociedade porque não acreditam nos médicos e cientistas renomados. Eu ia escrever que os Seguidores da Ciência endeusam os cientistas, mas corrigi-me a tempo. Eles não sabem diferenciar dos cientistas os charlatães, afinal não sabem o que a Ciência é, e não sabendo o que ela é não podem saber quem de fato faz ciência e quem diz fazer ciência mas está apenas a falar em nome dela e não a praticando.

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Os carinhas se dizem anticapitalistas, defensores da justiça social, pedem o fim da desigualdade de renda, e apóiam medidas restritivas ao comércio, que favorecem, ainda não entenderam os pascácios, as grandes empresas, que têm poder econômico para sustentar prejuízos durantes anos. E as empresas que faliram durante a fraudemia foram as pequenas e as médias. Assim, as grandes empresas conquistaram mercados, monopolizaram muitos deles, sem precisarem provar que são os mais competentes. Ora, no ano passado reportagens indicaram que os homens mais ricos do mundo, bilionários, enriqueceram-se, enquanto os mais pobres empobreceram. E sabem disso os anticapitalistas defensores do fim da desigualdade de renda. Mas tais néscios não atinam com a relação entre medidas restritiva ao comércio e o empobrecimento dos mais pobres e o enriquecimento dos mais ricos. São, ou não são, úteis aos metacapitalistas os idiotas que dizem combater o Grande Capital?!

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De algumas semanas para cá, pululam na mídia americana notícias que informam que é o coronavírus uma arma biológica desenvolvida pela China. Se é, não sei. Parece-me muito grosseira a história que narram. Dar à China, exclusivemente à China, a culpa pelo flagelo que oito bilhões de humanos enfrentam é, assim vejo, um atentado contra a inteligência humana. Penso que há muita gente poderosa, no Ocidente, esquivando-se de suas responsabilidades, melhor, irresponsabilidades, pelo que promoveram neste ano e meio de recrudescimento de políticas autoritárias subjacentes e justapostas às políticas ditas sanitárias que em nada melhorou a situação. Não tenho, é óbvio, e eu nem precisaria tocar neste ponto, conhecimento do que se passa nos suntuosos escritórios de chefes de Estado, de diretores de organizações mundiais, de presidentes das farmacêuticas e das Big Techs, e das mansões dos patriarcas das famílias dinásticas que mandam e desmandam em nosso mundo; mas nada me impede de imaginar que no Ocidente há muita gente poderosa com insônia temendo ver seu busto exposto em praça pública, cuspida e coberta de sujidades. Apontam o dedo acusador para o Partido Comunista Chinês, o bode expiatório, pessoas que até ontem foram, dele, seus mais fiéis aliados. É o Partido Comunista Chinês o boi de piranha. Muita gente poderosa que compartilha com os comunistas chineses de sua visão de mundo materialista, anti-religiosa, e que ambiciona criar um governo totalitário global seguem na promoção de suas políticas anti-humanas enquanto o mundo concentra seus olhos na China.

Eu disse, linhas acima, que entendo grosseira a narrativa que dá a China protagonista – antagonista do Ocidente – de uma história de ingredientes bélicos a preparar-se para a Terceira Guerra Mundial, que seria uma guerra biológica, e não química, como a primeira, e tampouco atômica, como a segunda. E seria o coronavírus a arma que ela empregaria contra o Ocidente. A intenção da China, dizem, era lançar nos países ocidentais o vírus para colapsar-lhes o sistema de saúde. Ora, parece-me muito grosseira tal artimanha, pois os países ocidentais rastreariam a origem do vírus até a sua origem – como dizem estar fazendo neste momento com o chinavírus, que se originou num laboratório de virologia de Wuhan – e contra-atacariam com um vírus de equivalente poder, ou superior. Penso que a guerra que se faz hoje é mais sutil, e os povos ocidentais têm em seus próprios governos seus inimigos, e também nas organizações mundiais que sustentam com impostos escorchantes. O vírus é a arma biológica que o governo chinês pretendia lançar contra os países ocidentais, ou os governos dos países ocidentais declaram que é o vírus chinês uma arma biológica chinesa contra a qual eles têm o antídoto, este a verdadeira arma biológica? Não podemos ignorar que os governos ocidentais oprimem seus povos, e muitos deles – aqui no Brasil, prefeitos e governadores, e vereadores e deputados, estaduais e federais, e senadores, e juízes – comem nas palmas das mãos, dos comunistas chineses, uns, dos metacapitalistas ocidentais, outros, metacapitalistas ocidentais e comunistas chineses, cada um ao seu modo, a arquitetarem um edifício totalitário global.

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No ano passado, Sérgio Moro, na condição de herói nacional, de patrimônio brasileiro, homem de quem todo brasileiro se orgulhava, revelou-se um vilão, o Marreco de Maringá – assim o indigitavam alguns daqueles que não o viam com bons olhos -, derrubando o queixo de muitos milhões de brasileiros. Lembro-me que tão logo ele se revelara em sua inteireza, para desilusão e tristeza de muitos, profissionais da área jurídica cerraram fileiras ao seu lado, enalteceram-lhe a biografia, da qual o então Ministro da Justiça era cioso, e pediram, melhor, exigiram, uns, o impeachment do presidente Jair Messias Bolsonaro, e outros, o caluniaram com nomes que simulavam educação e vocabulário aparentemente sofisticado. Não hesitaram em condenar o presidente Jair Messias Bolsonaro. Para homens das Leis, representantes da Justiça, eles se revelaram desprovidos de senso de Justiça, afinal, tinham ouvido até então uma lado da história, a contada por um dos seus, o acusador Sérgio Moro, e ignoraram o acusado, o presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja voz não tinham ouvido e não pretendiam ouvir, e a rejeitaram antes mesmo de ouvi-las. E a ouviram, e no mesmo dia em que ouviram a de Sérgio Moro, e a rejeitaram. E anteviram a revelação aos olhos de todos da má conduta que ao presidente Jair Messias Bolsonaro o Sérgio Moro imputara. E até hoje, decorridos quatorze meses daquele fatídico dia, nada de o Sérgio Moro revelar os podres que ele atribuíra ao presisente Jair Messias Bolsonaro. E muitos profissionais de justiça ainda têm Sérgio Moro na conta de herói e rejeitam, terminamtemente, de antemão, toda réplica, com intransigência. Mas nada se provou contra o presidente Jair Messias Bolsonaro nestes meses todos. Mas Sérgio Moro revelou-se um homem inculto, imerecedor de confiança, homem que, nos meses que se seguiram, aproximou-se dos tipos mais desprezíveis da política brasileira. E penso na conduta dos profissionais da classe jurídica que ainda o enaltecem. Conduta corporativista, entendo eu, e de auto-proteção. Tais personagens têm auto-imagem favorável, entendem-se membros de uma casta social superior, culta e sofisticada, seres divinos. Mas eles sabem que a imagem pública deles é uma farsa, maquiagem apenas, à qual se agarram com unhas e dentes, cientes de que não são os seres superiores que dizem ser; daí um dos seus, Sérgio Moro, revela-se, e por seus recursos intelectuais superiores aos dos seres humanos, um tipo incomum em sua ignorância, incultura e ausência de valores elevados, e eles correm, constrangidos, não erro em dizer que aterrorizados, para blindá-lo, pois se ele se revela um tipo abaixo da média do comum dos homens, reles, eles se sentem atingidos, expostos em sua verdadeira estatura, membros de uma classe que vive de aparências.

Os homens – e as mulheres também, óbvio – que, trabalhando para a Justiça com seriedade e sinceridade e humildade, talentosos e inteligentes, donos de integridade moral, não mediram palavras nas críticas ao Sérgio Moro, diga-se de passagem; os que eu vi a brindá-lo foram os pernósticos, os presunçosos, os que se arvoram, porque ostentam um título, seres superiores.

Meu irmão morreu – Uma história do tempo do coronavírus

Encontraram-se, às onze horas da manhã de hoje, nas proximidades da igreja Nossa Senhora de Fátima, no entroncamento das avenidas José Bonifácio e Joaquim Nabuco, na calçada à frente de uma loja de cosméticos, João Carlos e Roberto Carlos, colegas de trabalho que há alguns dias não se viam. João Carlos gozava, havia dez dias, de férias. Retirara-se havia um minuto da igreja Nossa Senhora de Fátima, e caminhava, lentamente, cabisbaixo. Roberto Carlos saíra do escritório minutos antes, e rumava para um restaurante, distante uns cem metros de onde ele e João Carlos encontravam-se. Saudaram-se. E Roberto Carlos não precisou de mais de um segundo para notar a tristeza estampada nos olhos do seu colega.

– O que se passa contigo, João?! – perguntou-lhe. – As férias não te fazem bem?! Por que a cara tristonha?! O que houve?! Que bicho te mordeu, homem?!
João Carlos não lhe respondeu de imediato; tremeram-lhe os lábios. Fitou Roberto Carlos, que estava ciente de que dele não ouviria boa notícia. E respondeu-lhe:

– Saímos da igreja há pouco meus pais, minha irmã e eu. Eles foram para a casa deles. Eu lhes disse que eu iria caminhar um pouco. Assistimos à missa de sétimo dia da morte de meu irmão.

– Meu Deus! – exclamou Roberto Carlos, sinceramente condoído. – Aceite meus pêsames, João. Seu irmão é mais uma vítima do covid, este maldito vírus.

– Covid!? Não. Meu irmão não morreu de covid.

– Não!? De que mais ele poderia morrer?! – perguntou Roberto Carlos, visivelmente surpreso. As suas palavras incomodaram João Carlos, que tratou de lhe responder.

– Ele não morreu de covid. Ele foi assassinado. Dois ladrões invadiram-lhe a casa. Renderam-lo. Amarraram-lo. Espancaram-lo. Cortaram-lhe, à faca, as mãos e os pés, e a língua, e as orelhas; e esmigalharam-lhe, à marreta, os joelhos, e a cabeça. Mataram-lo.

– Assassinado!? Ele foi assassinado!? Ufa! Que alívio! Alegro-me saber que ele não morreu de covid.

Quando eu terei a minha vida de volta? – Uma fábula do tempo do coronavírus.

Capítulo 1

– Fique duas semanas na sua casa, protegido. Nela, o coronavírus nenhum mal poderá fazer a você. Não saia da sua casa. O coronavírus está la fora, na rua. Proteja-se. Fique na sua casa durante duas semanas. É a orientação de médicos e cientistas renomados. Para a sua proteção. Assim que passarem as duas semanas, você terá de volta a sua vida. Fique em casa.

– Sim, senhor.

Capítulo 2

– Senhor, já se passaram as duas semanas. Posso ter a minha vida de volta?

– Não. Não pode. Evite aglomerações e use máscara em locais públicos e nos estabelecimentos comerciais, nas igrejas, nos consultórios médicos, nos escritórios de advocacia; enfim, em todo lugar.

– Mas, senhor… Por quê?

– Médicos e cientistas renomados, após novos estudos, descobriram que evitar aglomerações e usar de máscara são essenciais para o combate ao coronavírus.

– Mas, senhor, durante quanto tempo deverei usar máscara e evitar aglomerações?

– Seis meses.

– E depois de seis meses terei a minha vida de volta?

– Sim. Evite aglomerações e use máscara. E em seis meses você terá de volta a sua vida. Use máscara. Evite aglomerações.

– Sim, senhor.

Capítulo 3

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Você terá de se vacinar.

– Vacinar-me!? Mas o senhor me disse que…

– Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus é mutante e provoca ondas epidêmicas, uma, duas, várias, e que o único meio de vencê-lo é vacinando-se, para se adquirir imunidade.

– Entendi, senhor. E a máscara!? Posso descartá-la!?

– Não. Use-a. Para a sua proteção. Durante os novos estudos, médicos e cientistas renomados descobriram que o uso contínuo e ininterrupto de máscara reforça a proteção e a imunidade. Continue a usá-la.

– E aglomerações…

– Evite-as. Evite-as.

– Senhor, eu poderei, após vacinar-me, dispensar a máscara?

– Sim. Vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 4

– Senhor, eu me vacinei. O senhor me dá a minha vida de volta?

– Não posso. Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus ainda não foi embora.

– Não foi!?

– Não.

– Mas… Senhor, eu quero comemorar o aniversário de meu filho mais novo. Ele faz seis anos, na próxima semana. Minha esposa e eu queremos lhe dar uma festinha… convidar os amigos…

– Não pode. Aglomeração de pessoas favorece o coronavírus, que se transmite, rapidamente, entre as crianças.

– Entendo, senhor, entendo.

– Ótimo.

– Mas… Mas, senhor, agora que estou vacinado, e imunizado contra o coronavírus, não preciso usar máscara…

– Precisa, sim. Precisa.

– Preciso!? Mas… Senhor…

– Médicos e cientistas renomados descobriram, após novos estudos, que o uso de máscara é indispensável. O coronavírus está mais forte do que nunca. Use máscara.

– Durante quantos dias?

– Dias, não. Meses. Durante seis meses. Use máscara.

– Sim, senhor.

Capítulo 5

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Ainda não.

– Não!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus voltou com força total. Irá matar milhões de pessoas, se nos descuidarmos, se afrouxarmos as medidas de segurança.

– E o que tenho de fazer, senhor?

– Vacinar-se.

– Vacinar-me!? Mas, senhor, eu já me vacinei.

– Você precisa de mais uma dose. A segunda.

– Mais uma dose!?

– Sim. Médicos e cientistas renomados dizem que é necessário fortalecer o sistema imunológico. O coronavírus sofreu mutação, e está muito forte. Vacine-se. Vacine-se com uma outra dose, a segunda.

– Sim, senhor.

Capítulo 6

– Senhor, eu me vacinei duas vezes. Duas doses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus é resiliente, muito resiliente. Não morreu.

– E o que eu tenho de fazer, senhor?

– Ficar em casa, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e usar máscara. E vacinar-se.

– Vacinar-me!?

– Sim. É preciso vacinar-se. Você tem de tomar a terceira dose da vacina, para reforçar o seu sistema imunológico.

– Mas, ficar em casa…

– Fique em casa, para evitar aglomerações.

– E a máscara…

– Use máscara.

– Mas, e a minha vida!?

– Você a terá de volta se ficar em casa, usar máscara, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e vacinar-se.

– E em quanto tempo terei a minha vida de volta?

– Seis meses. Fique em casa, evite aglomerações, mantenha o distanciamento social, use máscara, e vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 7

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?!

– Não posso.

– Não pode!? Não!? Mas o senhor…

– Não podemos relaxar as medidas de combate ao coronavírus.

– Mas já se passaram os seis meses.

– Eu sei. Mas cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus se fortaleceu. Agora, ele consegue entrar nas casas das pessoas.

– Mas, então… Então, senhor… Então, de que adianta eu me trancar em minha casa, se o coronavírus está lá dentro?!

– O coronavírus que está fora da sua casa é mais forte.

– Mas…

– Não seja um negacionista. Respeite a ciência.

– Mas…

– Agora terei de instalar câmaras dentro da sua casa.

– Câmaras dentro da minha casa!? Mas…

– O que você teme?

– Eu!?

– Sim. Você. O que você teme? Você maltrata seus filhos?

– Não.

– Você espanca sua esposa?

– Não.

– Você pratica, dentro da sua casa, alguma atividade criminosa?

– Não.

– Quem não deve, não teme.

– Mas, senhor minha esposa, meus filhos e eu temos a liberdade…

– Vocês não têm o direito de serem individualistas egoístas num momento em que toda a sociedade sofre por causa de um vírus mortal, para cujo combate se fazem necessárias políticas de interesse coletivo, que se sobrepõem aos, e anulam os, desejos egoístas dos indivíduos. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi.

– Todos, para o bem-comum, temos de fazer a nossa parte; todos temos de sacrificar um pouco da nossa liberdade, para o bem de todos.

– Entendi.

– Instalarei câmaras de vigilância em todos os cômodos da sua casa, onde você, sua esposa e seus filhos terão de respeitar o isolamento social e evitar aglomerações. Dois de vocês não poderão se conservar, ao mesmo tempo, no mesmo cômodo. Terão de estabelecer regras de conduta, para não se cruzarem nos corredores de sua casa. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi, sim, senhor. Mas, senhor, as câmaras não ficarão na minha casa para sempre, ficarão?

– Não. Ficarão, lá, apenas durante seis meses, até o coronavírus se enfraquecer; para ele se enfraquecer, basta vocês respeitarem o isolamento social dentro da sua casa e evitar aglomerações. Respeite tais medidas, que em seis meses você terá a sua vida de volta.

– Sim, senhor.

Capítulo 8

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?

– Não posso.

– Por quê, senhor!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus se fortalece, dia após dia, porque há muitos seres humanos no planeta Terra, cujos recursos naturais estáo saturados, e que se enfraquece, debilita-se. E os humanos consomem muitos produtos naturais.

– Mas os recursos naturais não se renovam, senhor?!

– Não seja um negacionista fanático, intolerante, radical!

– Mas, senhor, o que tiramos da terra à terra restituímos.

– Você é um negacionista intransigente. Terá de ser reeducado. Você, e sua esposa e seus filhos. Vocês terão de assistir aos programas e documentários educativos oficiais cujo teor considera as descobertas científicas de médicos e cientistas renomados, e não de charlatães obscurantistas, religiosos medievalistas fanáticos, inquisitoriais. E tiraremos de você, de sua esposa e de seus filhos acesso a meios de comunicação e livros que não reproduzem a política oficial elaborada, nas organizações internacionais, por médicos e cientistas renomados. Você, sua esposa e seus filhos permanecerão recolhidos à sua casa durante seis meses. E as câmaras serão de imprescindível utilidade para educar vocês, impedir que vocês incorram em algum desatino, que possa jogar por terra todo o nosso esforço e recursos que empregamos no combate ao coronavírus. Você entende a importância de persistirmos em nossa política de contenção do coronavírus?

– Sim, senhor. Entendo…

Capítulo 9

– Senhor, já se passaram os seis meses. O senhor me devolve…

– Não posso.

– Não!?

– Não. O coronavírus é resiliente. E resistente. E mais resistente do que se pensava. Cientistas e médicos renomados descobriram que, agora, devido o adoecimento da Terra, causado pelos seres humanos, que são numerosos, o coronavírus fortaleceu-se. Compreenda: Enfraquece-se a Terra; fortalece-se o coronavírus. Há uma relação direta entre o fortalecimento do coronavírus e o enfraquecimento da Terra. Não podemos descuidar. E os cientistas e médicos renomados propõem a redução da população humana; assim, havendo menos seres humanos, a Terra recupera sua energia, e fortalece-se, e o coronavírus enfraquece-se, consequentemente. Todos temos de fazer a sua parte de sacrifício, participar do esforço de eliminar o coronavírus, e para tanto é indispensável que a Terra se fortaleça.

– E o que devo fazer, senhor?

– Após seis meses educado pelos nossos programas educativos, você está apto a, compreendendo a periclitante situação atual, praticar atos que condizem com a de homens abnegados, responsáveis, que têm compromisso com o bem-comum, homens que, honrados, põem a saúde da coletividade acima de seus interesses mesquinhos. Você terá de suprimir à vida sua esposa e seus filhos, para libertá-los do terror em que o mundo se converterá caso a Terra se enfraqueça, e, consequentemente, o coronavírus se fortaleça. O governo mundial oferecerá a vocês todos os instrumentos mecânicos, e legais e morais para você executar a inadiável tarefa. Você entende a importância de seu gesto, não entende?

– Sim, senhor, entendo.

– Então, não permita que sua esposa e seus filhos vivam num mundo assustadoramente devastado pelo coronavírus. Dê a eles uma digna morte.

– Sim, senhor.

Capítulo 10

– Senhor, minha esposa e meus filhos estão num outro estado existencial. Libertei-lhes os espíritos da prisão carnal. Salvei-os. O senhor me dá minha vida de volta??

– Não posso. Cientistas e médicos renomados descobriram que a Terra ainda está fraca, e o coronavírus, forte. Não podemos afrouxar as medidas de contenção do coronavírus.

– E o que devo fazer, senhor? Diga-me. O que devo fazer para ter a minha vida de volta?

– Mate-se.

– Sim, senhor.

… e todos viveram felizes para sempre.

Fim.

Epidemia. Fraudemia. 1984. Admirável Mundo Novo.

Desde o início do capítulo A Epidemia do Covid-19 muitos estudiosos alertaram: tal história é um experimento social. No transcurso dos últimos duzentos e quarenta dias, inúmeros eventos reforçaram, nas pessoas menos sugestionáveis, que não estão sob a influência dos meios de comunicação – ou, se estão, resistiram, e bravamente, à agressão midiática -, a percepção e a convicção de que a epidemia, ou pandemia, foi uma fraude – que já recebeu o título jocoso de Fraudemia – arquitetada para destronar Jair Messias Bolsonaro da cadeira de presidente do Brasil e impedir a reeleição, nos Estados Unidos da América, de Donald Trump, e, com a queda destes dois colossos, aguerridos combatentes da soberania de suas respectivas nações, obter a submissão de todos os povos ao poder totalitário global, de matriz anti-cristã, sustentado pela fortuna faraônica de capitalistas multibilionários (metacapitalistas, no neologismo cunhado por Olavo de Carvalho – isto é, ricaços que, tão podres de rico, não querendo mais respeitar as regras do livre mercado, o que lhes põe em risco a fortuna nababesca tão arduamente amealhada, associam-se com os Estados nacionais e organizações mundiais tendo em mente a implementação de um arcabouço legal que elimina a concorrência indesejada) e conservado pelo exército chinês – com, a depender de quem seja o presidente dos Estados Unidos pelos próximos quatro anos, a participação das forças armadas americanas. Para muita gente, e gente de primorosa formação intelectual e de moral ilibada, não restam dúvidas de que enfrentamos um dos maiores blefes, se não o maior, da história da civilização – e seus promotores almejam remover do coração dos homens os valores que, bem e mal, sustentam a civilização, e neles inserir outros, que irão desumanizá-lo.

Logo no início deste capítulo cujos eventos estamos vivenciando, a duplicidade dos agentes encastelados em organizações globais e em governos nacionais, estaduais e municipais mundo afora, revelou-se em não raros momentos. Ora tais personagens declaravam que o Covid-19 provoca uma gripe comum – e para dela nos proteger, bastaria que nos alimentássemos bem, nos expuséssemos ao sol, praticássemos exercícios físicos ao ar livre; ora que ele era assustadoramente letal aos humanos; ora que ele não se transmitia de humanos para humanos; ora que ele só se encontrava em morcegos e que não havia a mais remota possibilidade de deles saltar para os humanos, e os infectar – tal possibilidade, asseguraram, estava descartada; ora que ele tem uma elevada velocidade de transmissão de humanos para humanos; ora que medidas drásticas, que consistiam na suspensão de toda a atividade econômica mundial e no confinamento de oito bilhões de seres humanos em suas casas, eram imprescindíveis para o correto combate à disseminação de criatura tão infinitesimal, mortal, capaz de dizimar cidades inteiras, nações inteiras. Poder-se-ia alegar ignorância, acerca da real natureza do Covid-19, dos cientistas, médicos e agentes políticos, econômicos e midiáticos, para explicar todas as controvérsias envolvidas neste capítulo da nossa história, toda a confusão e todos os erros que resultaram em políticas prejudiciais aos humanos e capazes de promover uma ruptura civilizacional; todavia, observando-se, atentamente, os eventos, que se sucederam, como vagalhões devastadores, contra o nosso bem-estar, e avaliando a biografia das personagens instaladas na cúpula de organizações globais e de governos e de megacorporações capitalistas, obrigamo-nos a concluir que tudo não passou de uma peta – diria a personagem mais traquinas de Monteiro Lobato – uma peta global, uma peta universal; e muita gente trabalhadora, honesta, engoliu-a, adotou-a como verdade, pois os que a contaram conseguiram atingir-lhe o ponto fraco: o medo de morrer.

Com o passar dos dias, o que era uma medida passageira, a quarentena, proposta, e implementada, apenas para, desacelerando a velocidade do contágio de pessoas pelo Covid-19 e erguer hospitais de campanha, evitar o colapso do sistema de saúde, incapaz, então, dizia-se, de acolher, de um dia para o outro, milhões de pessoas infectadas pelo Covid-19, assumiu ares de política eterna, gênese do Novo Normal, uma nova era civilizacional, que terá no confinamento residencial, no distanciamento social, no uso perpétuo da máscara e na vacinação compulsória (sob a perspectiva de se tornar um pária quem se recusar a deixar-se vacinar contra o Covid-19) a cultura vigente.

Seriam as medidas de combate ao Covid-19 eficientes? Pesquisas realizadas, nos Estados Unidos, há três, quatro meses, indicaram que 60% (sessenta por cento) dos infectados pelo Covid-19 o foram no interior de suas residências, e que mais de 90% das pessoas, assintomáticas, são imunes ao vírus e não os transmitem para outras pessoas – podem tais pessoas, portanto, tomando medidas profiláticas simples e comuns, como o hábito de lavar as mãos com água e sabão, exercer as suas tarefas sociais diárias. Sendo assim, não há motivos para tanta celeuma em torno do Covid-19 – mas as pessoas, trituradas pelas notícias, assustadoramente apocalípticas, que recolhem dos meios de comunicação, e derrotadas pelo medo, são hostis ao chamado da razão. Deve-se enfrentar, declaram não poucos médicos, o Covid-19 com os mesmos cuidados, as mesmas cautelas, as mesmas precauções, como se enfrenta qualquer vírus transmissor da gripe.

Ocupo-me, agora, com os eventos que se sucederam no Brasil. Obrigo-me a concluir que os brasileiros somos vítimas de agentes públicos e privados descompromissados com o nosso bem-estar, personagens que envidam todos os esforços para de nós subtrair os mais valiosos bens, e não me refiro aos materiais, embora estes eles também estejam a nos surrupiar; querem nos reduzir a bonecos acéfalos, manipuláveis, incapazes de lhes esboçar resistência aos planos maléficos que ambicionam concretizar. Negaram aos brasileiros já infectados pelo Covid-19 tratamento precoce com remédios já há décadas do conhecimento público – e muitos médicos, movidos pelas mais variadas (e reprováveis) razões, acataram, servilmente, as ordens de governadores e prefeitos, e nas receitas aviadas não incluem tais remédios, pois eles provocam efeitos colaterais em quem os toma, podendo, inclusive, ocasionarem-lhes a morte. E em nenhum momento apresentaram casos de pessoas falecidas em decorrência da ingestão de tais remédios, casos documentados, na literatura médica, antes da apresentação do coquetel de remédios como um recurso de tratamento dos infectados. Prometeram a suspensão das medidas restritivas assim que estivesse à disposição de todos a vacina milagrosa, que salvaria a humanidade. Neste estágio da história, já haviam esquecido que o Covid-19 se disseminaria, naturalmente, de pessoa para pessoa, até atingir a tal da imunidade de rebanho, e da importância, para a saúde de todos, dos indispensáveis exercícios físicos ao ar livre, banho de sol e boa alimentação; teriam, agora, as pessoas de se conservarem, recolhidas às suas casas, até o advento da vacina milagrosa. E o que era uma política – a quarentena – passageira converteu-se numa política perpétua. E veio a máscara, onipresente. E as ameaças às pessoas que se recusassem a estampá-la na face, em ambiente público e no interior de estabelecimentos comerciais e órgãos públicos. E amedrontadas as pessoas acolheram tal política, servilmente. E a quarentena recebeu um nome pomposo: Lockdown. E sucedem-se as ameaças de multa e prisão àqueles que resistem às ordens dos agentes públicos. E a própria sociedade, aterrorizada, torturada, martiriza os indivíduos que ousam erguer a cabeça e encarar o monstro que a todos pretende devorar. E anunciam uma segunda onda, que aqui, nestas plagas encontradas por Pedro Álvares Cabral, chegará da Europa, da decadente Europa discritianizada. E as pessoas, assustadas, atendendo ao apelo do medo que as consome, resignam-se: submeter-se-ão à rodada, agora não de uma inofensiva quarentena, mas de um nocivo lockdown, que será implementado, dizem, não porque governantes inescrupulosos, autoritários, que estão apenas agindo em defesa dos seus vis interesses pessoais, mas porque há muita gente irresponsável que não obedece às orientações de autoridades constituídas e de renomados médicos e cientistas.

Esquecia-me: as pessoas que não acolheram os apelos da galerinha do Fique Em Casa foram, por membros de tal galerinha, vilipendiadas, crucificadas em praça pública, cuspidas, achincalhadas, alcunhadas irresponsáveis; ora, as pessoas que, sem um centavo no bolso para comprar o arroz e o feijão de cada dia, saíram de suas casas, todo santo dia, com medo de, se infectadas pelo Covid-19, partirem desta para a melhor, para plantar, cultivar, colher, beneficiar, empacotar, transportar o arroz e o feijão que a galerinha do Fique Em Casa comeu todo dia, receberam, de tal galerinha, o desprezo, o desdém, a ingratidão, e dela ouviram xingamentos impublicáveis, ofensas irreproduzíveis. A galerinha do Fique Em Casa lhes devota ódio insano, assassino.

Os eventos políticos que se sucederam, no Brasil, são de embasbacar todo filho de Deus. Pessoas, sozinhas, numa ampla avenida de uma capital de estado, ou na praia, ao ar livre, foram abordadas por homens truculentos, trajados com a farda da Polícia Militar – recuso-me a chamá-los de policiais -, que as agarraram, as enfiaram, à força, numa viatura policial. E prefeitos mandaram agentes públicos soldarem portas de estabelecimentos comerciais; e governadores assinaram decretos proibindo médicos de receitarem remédios para o tratamento da doença provocada pelo Covid-19, e criaram sistema de monitoramento de sinais de telefones celulares cujo único fim foi o de obter-se a localização das pessoas, para controlar-lhes os movimentos, alegando o fim de inibir, para o bem-estar de todos, aglomerações; e determinaram a obrigatoriedade de realização de testes rápidos em todas as pessoas que falecessem durante a epidemia, para identificação de Covid-19, e, se positivo o teste, declarar a causa da morte o Covid-19 (medida, esta, denunciam, que inflou o número de casos de morte por Covid-19); e proibiram autópsias de pessoas cuja morte foi imputada ao bode expiatório de hoje em dia, o Covid-19 (politicamente muito conveniente tal medida, justificada, cinicamente justificada, como necessária para se evitar a disseminação do vírus).

Abismados, apalermados, assustados, aterrorizados, assistimos a um circo de horrores. E não poucas pessoas, mesmerizadas por imagens horrendas transmitidas pelos meios de comunicação, curvaram-se, servis, aos tiranetes de plantão, e, impotentres, desfibradas, suplicaram-lhes medidas restritivas: que os tiranetes lhes impusessem um conjunto de normas que as protegessem, acreditaram, movidas pelo medo torturante, da irresponsabilidade de indivíduos descompromissados com o bem-comum, egoístas, egocêntricos, individualistas impenitentes. E assim tais pessoas, tiranizadas, curvaram-se ao garrote daqueles que os seviciavam e entregaram-lhes um pouco da liberdade da qual ainda gozavam, liberdade que não tinham conquistado com o sacrifício de seu próprio sangue, liberdade que herdaram de seus antepassados, que lutaram, bravamente, para, com o próprio sangue, conquistarem-la, liberdade que, agora, desprezada, rejeitada, jaz inerte, abandonada por pessoas intimidadas, não pelo Covid-19, mas por políticos conluiados com os meios de comunicação, esta engrenagem de tortura psicológica de cujos mecanismos poucas pessoas escapam.

E agora é outro o cenário: Estados Unidos. Os mais recentes eventos sucedidos nos Estados Unidos indicam, para quem deseja ver, que a epidemia promovida por Covid-19 foi uma farsa universal razoavelmente, e não plenamente, bem arquitetada, com o fim, e não o único fim, de impedir a reeleição de Donald Trump, homem que, altivo, encara, praticamente sozinho, os inimigos dos Estados Unidos, e enfrenta-os onde quer que eles estejam; inclusive, e principalmente, os que se encontram encastelados no coração da América. E o epônimo Donald Trump está a drenar o pântano, o Deep State, que almeja pôr na Casa Branca o tal de Joe Biden, que, em não poucas aparições públicas, revelou claros sinais de demência e sobre o qual pesam acusações de pedofilia, duas razões que podem vir a, caso ele assuma, de fato, o cargo de presidente dos Estados Unidos da América, serem aventados para alijarem-lo do Salão Oval.

As infinitas denúncias de fraude eleitoral, em sua maioria envolvendo os votos enviados pelo correio, dão razão às vozes que, há meses, anteviram o espetáculo grotesco e arabesco ao qual estamos, perplexos, incrédulos, assistindo. Daí persistirem nas políticas restritivas até o dia das eleições e bombardearem os americanos com notícias desencontradas, confundindo-os, atormentando-os, perturbando-os, assim paralisando-os. Todavia, contrariando as ambições dos cavaleiros do apocalipse e dos artífices do governo global, que almejam a queda do Tio Sam, o que lhes seriam de inestimável valor, afinal, terão, se bem sucedidos em tão diabólica empreitada, à disposição, o maior e mais poderoso aparato bélico e tecnológico, contra o qual nenhum povo, lutando pela sua liberdade e pela soberania de sua nação, poderia impor resistência, a América resiste. Temos, após todos os eventos que ora testemunhamos, de louvar o povo americano, que, apesar dos múltiplos inimigos que enfrenta, resiste, heroicamente, e ousa sair em defesa de sua nação – o mesmo deve-se dizer do povo brasileiro, que, ao seu modo meio atabalhoado, não sucumbiu ao terror proclamado pelos cavaleiros do apocalipse e pela escória da política nacional.

Há muito para se falar do Capítulo Epidemia do Covid-19. Não tenho a ambição de encerrar assunto tão complexo, de difícil, impossível, mensuração, num simples artigo, que já assume dimensões não antevistas originalmente, rabiscado, às pressas, em folhas de sulfite, com lápis. São muitas as informações que me vêm, caoticamente, num roldão asfixiante, à mente; e os pensamentos que tal assunto me inspira, inúmeros; para organizá-los, anoto-os em folhas à parte, e consulto as anotações, delas retirando, para a redação deste artigo, as que me servem; esforço-me para não escrever um artigo prolixo, bagunçado, direi; e sei que meu esforço não foi inteiramente vão, pois consegui, bem ou mal, emprestar certa ordem à exposição das minhas idéias.

Sei que o artigo vai extenso, mas tenho algumas coisinhas mais para dizer, sem as quais ele ficará incompleto.

Vê-se que muitas pessoas, que se curvaram, acriticamente, sem esboçar resistência, aos ditames das autoridades sanitárias, servis a políticos inescrupulosos, que se revestiram de poderes infinitos, autoritários, agora, mais assustadas do que nunca, suplicam aos governadores e prefeitos, que delas abusam da boa-vontade, segunda rodada de restrições abusivas, arbitrárias, para impedir a segunda onda de disseminação do Covid-19. Esta história de segunda onda é uma peta, diria a Emília, e tão mal contada, que faz muitas pessoas, torturadas pela engrenagem demoníaca dos meios de comunicação, nela acreditarem, piamente; e tais pessoas ouvem, uma vez mais, as vozes do apocalipse, vozes que, há meses, vaticinam, oráculos agourentos, o fim do mundo – que não veio na primeira onda, mas virá, é certo, na segunda (e caso não se dê, na terceira; ou na quarta; ou na quinta; ou na sexta; ou na sétima…). E suplicam tal política porque, alegam, convictas do que pensam, pessoas irresponsáveis não respeitam as ordens das autoridades constituídas, médicos e cientistas e políticos. E quais médicos e cientistas? Os midiáticos. Os que a imprensa elegeu autoridades infalíveis. Há um quê de religiosidade na credulidade das pessoas que se genuflexionam, reverentes, diante de tais sumidades médicas e científicas; e tais pessoas, convertidas em jihadistas, têm na conta de impenitentes hereges quem não lhes dedicam culto e não os obediecem automática, e irracionalmente. É assustador, e preocupante – para dizer o mínimo. Tais pessoas não percebem que obedecem quem os oprime, e estão a entregar o machado ao carrasco, que lhes irá cortar, sem hesitar, na primeira oportunidade, o pescoço, e se vangloriar do ato feito, e ofendem, maltratam, desprezam aqueles que, conscientes do que se passa e antevendo perigos maiores, se dispõem a lutar pelo bem comum.

Para muitas pessoas não resta dúvida de que toda a parafernália empregada na luta contra o chinavírus atende a interesses escusos de personagens poderosas, sem rosto, personagens acomodadas nos seus castelos suntuosos, de magnífico esplendor, neles ilhadas, isoladas dos homens comuns, a estes inacessíveis. E tampouco a epidemia existe; é a epidemia uma peça política de alcance global; e as orientações para o combate ao Covir-19 são, na verdade, dispositivos de controle social. O uso de máscara, a quarentena e a vacina, medidas alegadamente tomadas para impedir a disseminação do vírus, já se revelaram inúteis, contraproducentes. E já se antevê males ainda maiores do que os que se pretendia com tais medidas evitar: O aumento considerável de mortes por fome e suicídio; a crise econômica, que produzirá caos social inédito; aumento dos casos de depressão e outros distúrbios psicológicos, e dos casos de doenças relacionadas ao sedentarismo; e o prejuízo à educação e à saúde física e mental das crianças. Hoje, para evitar a disseminação de um vírus – que já se revelou de baixíssima letalidade -, e, consequentemente, o colapso do sistema de saúde, implementaram – e com sucesso, total em alguns países, estados, cidades, e relativo em outros – políticas autoritárias, de cerceamento da liberdade dos indivíduos, sacrificados, estes, em holocausto, no altar da coletividade. E não é insensatez, tolice, prever que, num futuro não muito distante, as personagens que financiaram a epidemia do Covid-19, financiarão outra epidemia, a do Covid-30, ou a do Covid-40, certos de que muitas pessoas, hipnotizadas pelos meios de comunicação, que insistirão em disseminar idéias coletivistas, se curvarão, reverentes, e aterrorizadas, diante das sumidades científicas e médicas eleitas entidades celestiais infalíveis, omnissapientes, e acolherão ordens (dadas em tom de simples orientações), que lhes soarão aos ouvidos como de origem divina, ainda mais desumanas do que as ditas neste ano de 2.020. E dentre tais medidas, não é absurdo cogitar, estarão a supressão da propriedade privada e a da integridade do corpo humano (recursos dos quais os Senhores do Mundo abusarão ao seu bel prazer) – estará consagrada, na carta magna do império global, o sacrifício de pessoas que, além de dispenderem recursos públicos escassos, não contribuem para a produção econômica: enfermos, velhos, e crianças (as ainda em estágio intra-uterino e as recém-nascidas – já se fala em aborto pós-parto, tema, este, magistralmente tratado, por Hélio Angotti Neto, no livro A Morte da Medicina). O futuro que os Senhores do Mundo nos reservam será o inferno na Terra; e muita gente entenderá que é o inferno o paraíso. Será um mundo orwelliano, atualmente gestado, onde a semântica sofrerá uma revolução, fenômeno, este, que já presenciamos, e do qual muitas pessoas não se dá conta, tão perturbadas estão sob o bombardeio das orientações que desorientam e das ordens que lhes desordenam o espírito. Hoje, o cerceamento da liberdade é ação libertária; as políticas de confinamento, obrigatórias e prejudiciais à saúde, ações de proteção da saúde, da sociedade; encolher-se, amedrontado, dentro de uma casa, é coragem; a disposição para trabalhar, para se sustentar e a família, atitude irresponsável, de gente que só pensa em si mesma. Já se realizou a revolução semântica, que produz, e reproduz, a revolução de valores. O mundo está de cabeça para baixo, e há muita gente que, andando de quatro, acredita que conserva íntegro o ser de sua condição humana.

Em Hitler e os Alemães, Eric Voegelin diz que Dom Quixote vive numa segunda realidade, um mundo só dele, e que sua convicção torna-o tão persuasivo na defesa de seu mundo fictício, dando-o como o mundo real, a primeira realidade, que faz seu fiel escudeiro, Sancho Pança, homem realista, pragmático, oscilar entre a primeira realidade, a do nosso mundo, e a segunda realidade, a do mundo imaginário, no caso o concebido pela mente adoentada de seu senhor Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura.

Muitas pessoas honestas estão, neste momento, sob forte impacto da narrativa da Epidemia de Covid-19, oscilando entre a segunda realidade, a distopia que se criou no bojo do Covid-19, e a primeira realidade, e não poucas, de religiosidade epidérmica, de nenhuma espiritualidade, mergulharam, e de cabeça, no mundo fictício, distópico, engendrado por engenheiros sociais que estão erigindo o admirável mundo novo do livro de Aldous Huxley. Tais pessoas revelam fragilidade psicológica, espiritualidade de ocasião, materialismo raso, pragmatismo interesseiro, relativismo moral, apego ao dinheiro, acomodação ao conforto e às facilidades que a civilização oferece. São facilmente cooptadas pelas forças do mal, corruptoras, e não lhes impõe resistência. Oferecem-se de alimento ao monstro escatológico, insaciável devorador de alma humana, e acreditam que estão denodadamente lutando com ele.

Este é o cenário que se me desvela. O futuro que nos aguarda não me parece o paraíso que muita gente profetiza, paraíso que se concretizará, acredita-se, se nos submetermos às ordens dos Senhores do Mundo.

Quarentena e Lockdown

Substituíram quarentena por Lockdown porque Quarentena lembra Curupira, Saci e Boitatá. E brasileiro não teme personagens folclóricos tupiniquins tão inofensivos, de aparência simpática e espírito amigável. Já Lockdown lembra os deuses nórdicos, dos bárbaros, asselvajados vikings. E ao pensar neles vem à mente o Ragnarok, o fim de Midgard. Agora a coisa é séria.

A quarentena não está me fazendo bem

Hoje de manhã, antes de me retirar de casa para ir ao supermercado, peguei uma caneta esferográfica azul e um pequeno pedaço de folha de papel sulfite, e neste rascunhei, às pressas, a lista de compras, de poucos itens. E assim que, trinta minutos depois, entrei no supermercado, consultei a lista: um quilo de bife de fígado; dois litros de leite; um quilo de farinha de mandioca; meia dúzia de laranjas serra-d’água; duzentos gramas de azeitonas sem caroço; e, por último, meio quilo de pó de cabeça.

Na quarentena, uma experiência interessante.

Hoje eu fiz uma experiência bem legal: Peguei cem gramas de farinha de mandioca, meio litro de gasolina, cinquenta gramas de pó de café e vinte gramas de cocô de cachorro. Misturei tudo. Enfiei a mistura numa garrafa pet. E arremessei a garrafa contra a lâmpada da cozinha. E a lâmpada: Bum!!! Explodiu. E o que eu aprendi ao realizar esta experiência?! Que o Cometa Halley é um peixe da família das maritacas. Legal, né!?
Observação do psiquiatra: A quarentena não está fazendo bem para o Sergio, não. Ele tá ficando doido. Assinado: Napoleão Bonaparte III, imperador da França.

Em tempo de Coronavírus, comprar arroz e feijão

A telefonista do Supermercado Compre Bem e Pague Também atendeu ao telefone:
– Posso ajudar?
– Sim. Meu nome é Fábio. Estou de quarentena. Não posso sair daqui de casa. Vocês entregam arroz e feijão nas residências?
– Sim, entregamos. E por que você não pode sair da sua casa?
– Porque o Coronavírus pode me matar.
– Não podemos entregar arroz e feijão para você, não.
– Não?! Mas você disse…
– Eu sei o que eu disse. Tenho boa memória. O motoboy não vai arriscar a vida dele para entregar arroz e feijão, para você, na sua cada. Entenda: A sua vida não vale mais do que a do motoboy. Quem você pensa que você é? O vírus pode matar você, e pode matar o motoboy também.
– Olha, eu…
– Não olho nada, não. Você tem alguma doença grave?
– Não.
– É idoso?
– Não.
– Então, venha buscar o arroz e o feijão.
– Mas…
– Nem mas, nem meio mas. Basta lavar bem as mãos com água e sabão…
– Água e sabão?!
– Se quiser, use soda cáustica.
– Você está sendo grosseira.
– Sempre fui. A grosseria é uma das minhas virtudes. De nascença. Eu a herdei de meu pai, que a herdou do pai dele, que a herdou… Você entendeu: a grosseria é uma virtude da minha família.
– Você está sendo desrespeitosa. Quero falar com o gerente. Chame-o.
– E o que você…
– Quero lhe fazer uma reclamação.
– Tudo bem. Vou chamá-lo. Pai, tem um homem aqui ao telefone querendo falar com o senhor.
E o Fábio desligou o telefone.
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Olhares do Mundo

Este blog publica reportagens produzidas por alunos de Jornalismo da Universidade Mackenzie para a disciplina "Jornalismo e a Política Internacional".

Bios Theoretikos

Rascunho de uma vida intelectual

O Recanto de Richard Foxe

Ciência, esoterismo, religião e história sem dogmas e sem censuras.

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Prosas e Cafés

(...) tudo bem acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar - Caio Fernando Abreu

OLAVO PASCUCCI

O pensamento vivo e pulsante de Olavo Pascucci

Clássicos Traduzidos

Em busca das melhores traduções dos clássicos da literatura

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Farofa Filosófica

Ciências Humanas em debate: conteúdo para descascar abacaxis...

Humanidade em Cena

Reflexões sobre a vida a partir do cinema e do entretenimento em geral

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Na luta contra o câncer da civilização!

História e crítica cultural

"Cada momento, vivido à vista de Deus, pode trazer uma decisão inesperada" (Dietrich Bonhoeffer)

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Reflexões desimportantes de mais um na multidão com tempo livre e sensações estranhas

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Onde um conto sempre puxa o outro!

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O ventilador sopra as verdades que você tem medo de sentir.

Dragão Metafísico

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