Michelle Bolsonaro, a beleza, e as pessoas mal-amadas.

É bela, charmosa, elegante, a senhora primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, esposa do nosso querido presidente Jair Messias Bolsonaro, um ser híbrido o nosso ilustre Capitão Bonoro, misto de ogro dos bem chucros e civilizado estadista.

Em viagem à Inglaterra, para a cerimônia de sepultamento da falecida Rainha Elizabeth, querida de todos, o casal Bolsonaro, o presidente Jair Messias Bolsonaro, acompanhado de sua esposa, a Michelle Bolsonaro, deu um show de elegância – e mais do que o presidente, de todos chamou a atenção a primeira-dama brasileira, cujo look fê-la, na opinião de não poucas pessoas de bom gosto, tão charmosa, tão elegante, tão linda, quanto a lindíssima, uma bonequinha de luxo, Audrey Hepbrun, e a igualmente charmosa e elegante Jacqueline Kennedy Onassis. Todos lhe admiramos o bom gosto, o charme, a beleza, e nos encantamos. Todos, os sensatos, homens e mulheres, de bom-gosto, de bem com a vida. Todavia, há em nosso mundo os imundos, os tipos desavergonhados, de mal com a vida, gente que vê beleza na feiúra, gente que a beleza ofende, gente que tem no grotesco, no arabesco, no hediondo, no horrível, no depravado beleza, gente que tem na desarmonia harmoniosa, gente, enfim, de uma doentia mentalidade, mentalidade deturpada. E estes tipos, que louvam barangas de sovaco peludo, que amam tribufus que impudicamente exibem-se em público o sangue menstrual a escorrer-lhes pelas pernas peludas, estes tipos, enfim, ofenderam-se com a beleza, o charme, a elegância de Michelle Bolsonaro.

Imaginemos o mundo, os horrendos espécimes humanos, aqueles tipos que estão a torcer o nariz para a primeira-dama brasileira, a imporem-se a todos os homo sapiens!

Vida longa à Michelle Bolsonaro.

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Lula, fada madrinha dos ricos

Diz a lenda que o Lula é o pai dos pobres, além de o dono do Brasil, o homem sem pecados, herói nacional que luta contra o grande capital neoliberal do mercado financeiro, e dos banqueiros, que lucram bilhões com capital improdutivo e especulativo.
Se é verdade, ou não, o que a lenda ensina, eu não sei; sei, no entanto, que, ao fim do governo dos petistas, souberam os brasileiros que haviam no Brasil cem milhões dos descendentes de Cacambo e Lindóia que não usufruíam dos benefícios de um salutar sistema de saneamento básico, e, também, que os bancos nacionais, que são poucos, colheram durante a era lulista lucro bilionário, enquanto os pobres cidadãos da Terra de Santa Cruz viviam à míngua.
Anteontem, 15 de Janeiro, li notícia de estarrecer… Mentira. Não é de estarrecer. O que a notícia traz não me surpreendeu: Os banqueiros nacionais estão a favor do filho do Brasil, do mais ilustre deles, o Luís Inácio, a Idéia, que, para muitos, é o dono do Brasil, cujas obras, em especial a de transposição de águas do Velho Chico, o Bolsonaro ousou concluir. Compreensível. E tem mais: Os banqueiros odeiam o presidente Jair Messias Bolsonaro. Ora, também é compreensível, afinal ele reduziu os juros do cheque especial, e consideravelmente, tirando dos banqueiros uma formidável fonte de lucro fácil; e implementou o PIX, que afetou, consideravelmente, o setor bancário e o de operadoras de cartão de crédito, assim das mãos dos banqueiros tirando outra fonte de lucro fácil; e criou o Fintech, favorecendo os cidadãos pobres, que, até então à margem do sistema bancário nacional, agora contam com acesso fácil aos serviços financeiros. O presidente Jair Messias Bolsonaro está, juntamente com o seu Posto Ipiranga, a pôr um fim ao oligopólio dos cinco, ou seis, grandes bancos brasileiros, favorecendo, assim, os cidadãos mais pobres das camadas sociais brasileiras mais baixas. E não falei das revogações, assinadas pelo nosso querido Capitão, de milhares de regulamentos que só serviam para infernizar os brasileiros.
Que se conceda ao senhor Luís Inácio o título de fada madrinha dos ricos.

Cuscuz Clã, e Impotência é Morte. Vivendo e aprendendo.

Dá-nos a vida lições edificantes, o tempo todo, desde que estejamos abertos aos ensinamentos que ela tem a nos dar. E sempre que quer nos ilustrar, ensinar-nos valiosas, inestimáveis lições, ela escolhe, dentre os bilhões de seres humanos que habitam a Terra, aqueles que são os mais bem capacitados para no-las ensinar. E hoje, após o espetacular 7 de Setembro deste histórico ano de 2.022, festa cívica que contou com a participação de dezenas de milhões de brasileiros de todos os universos, a vida, por intermédio de duas pessoas extraordinárias, uma jornalista, a outra um político dos mais conhecidos dos brasileiros, ensinou-nos que está na Bandeira Nacional escrito “Independência ou Morte” e que há, no Brasil, um grupo racista chamado Cuscuz Clã, ou Cuscuz Clan, ou Kuskus Klan (desconheço a ortografia correta). O primeiro ensinamento deu-nos a vida pela boca da jornalista em alusão, jornalista que, dizem as más-línguas, quis, ao falar, após a inestimável lição, Impotência é Morte, fazer graça e pisar no presidente Jair Messias Bolsonaro: quis ela, com um trocadilho, Impotência é Morte, que remete a “imbrochável”, ou “imbroxável”, do folclórico e proverbial presidente brasileiro, homem de irrivalizado talento poético nativo que tem apenas um êmulo, Gonçalves Dias, e que com o dom poético que herdou, no berço, dos aedos, dos bardos e dos menestréis, já nos presenteou com imagens poéticas a evocarem jacarés e casamentos e ovos queimados na frigideira, o presidente reprovar, mas em vez de dizer que foram as históricas palavras “Independência ou Morte” saídas da imperial boca do donjuanesco Dom Pedro I, o Rei Cavaleiro de um livro de Pedro Calmon, disse que elas estão impressas na Bandeira Nacional. Ignoremos as más-línguas, e aprendamos a lição que a vida, por meio da premiada jornalista, nos deu.

A segunda lição, que a nós seres ignorantes deu-nos a vida, por via daquele político que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro, faz evocar uns tipos muitos desprezíveis, os racistas, supremacistas brancos da Cuscuz Clã, que ora invadem a terra do povo gentil, miscigenado, povo de caboclos, cafuzos, mamelucos, sertanejos, mulatos, morenos, caipiras, gaúchos, barés, capixabas, e outros tipos humanos que por estas terras em que se plantando tudo dá encontram-se aos punhados.

Oxalá dê-nos a vida outras lições que nos elevem às culminâncias da cultura universal!

Os bolsonaristas, usurpadores dos símbolos nacionais.

Dizem os anti-bolsonaristas, que, antes do advento do Capitão Bonoro na alta política brasileira, eram unicamente esquerdistas, muitos deles petistas, outros tucanófilos, e não raros eram os pisólistas, e alguns de outros tipos facilmente encontráveis na fauna política tupiniquim, que o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus fiéis súditos, os bem-humorados e amáveis bolsominios, estão a usurpar, ou já o fizeram, os símbolos nacionais e as cores da Bandeira Nacional. Ora, sabe todo cidadão nascido em terras pedrocabralinas que a Bandeira do Brasil, criação de Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares, e suas cores, em especial a verde e a amarela, sempre estiveram à disposição dos brasileiros, e de todos os brasileiros, ressalte-se este detalhe, dos brasileiros de todos os sexos, de todas as camadas sociais, de todas as profissões, de todos os credos, de todos os carnavais, de todos os amantes tupis do ludopédio, o mais popular esporte universal, que fez a fama dos talentosos Pelé e Garrincha. Ninguém, e nenhuma lei, neste país uma vez que seja tenha proibido os brasileiros de em público desfraldarem a Bandeira Nacional, e tampouco entoar o Hino Nacional Brasileiro, cuja letra é de Joaquim Osório Duque-Estrada e cuja música é de Francisco Manuel da Silva. Agora, o presidente, e antes do presidente o homem, Jair Messias Bolsonaro, que muito bem quer o Brasil, que é o seu berço, assume, publicamente, uma postura corajosa, destemida, mesmo, de amor pelo seu país, a exibir deste dois de seus símbolos maiores, e os anti-bolsonaristas, a cuspirem perdigotos de enxofre saído da cloaca do inferno, estão a manifestar, não apreço e amor, como assim querem, em vão, dar a entender, pelo Brasil, mas ódio pelo presidente brasileiro e os apoiadores deste. Ora, sabe-se que, nas últimas décadas, na data em que se comemora o 7 de Setembro, a Independência do Brasil, uma data cívica nacional, os esquerdistas, que jamais amaram o Brasil, esgoelavam o Grito dos Excluídos, sempre a condenarem a pátria pelas mazelas cujas origens encontram-se nas políticas nefastas de revolucionários de todos os naipes, e não no Império, na biografia de Dom Pedro I, e menos ainda em Pedro Álvares Cabral. Que a verdade seja dita: os esquerdistas – que hoje em dia também atendem pelo apelido anti-bolsonaristas – têm olhos exclusicamente para a ideologia e odeiam de morte o Brasil e seu povo.

A Bandeira do Brasil e o Hino Nacional Brasileiro sempre estiveram à disposição das gentes que hoje acusam o presidente Jair Messias Bolsonaro e seus leais bolsominions de os tê-los usurpados. Que elas os usassem, se respeitosamente, com liberdade; todavia, jamais o fizeram. As cores da Bandeira Nacional sempre as envergonharam; preferiram – e ainda preferem – vergar o vermelho, rubro de sangue de milhões de humanos que encontraram a morte nas gulags siberianas e de milhares de humanos atingidos, na nuca, ao paredón, por balas que as cuspiram fuzis empunhados por revolucionários e de milhões de outros, em dezenas de países, desde há cem anos, do que o verde e o amarelo da Bandeira Nacional. Em manifestações esquerdistas, vê-se oceano de bandeiras com logotipos de partidos políticos, sindicatos e organizações não-governamentais, onipresentes – e os símbolos nacionais estão ausentes, sempre. Amassem o Brasil, respeitassem os símbolos brasileiros, e em particular a Bandeira Nacional, reprovariam, e com seriedade e firmeza, a cantora que, em outras terras ocidentais, ao norte do Equador,pisoteou, desrespeitosa, e indecentemente, a Bandeira Nacional. Ouviu-se, no entanto, da boca dos anti-bolsonaristas, o silêncio sepulcral. Compreensível. Eles não quiseram que os confundissem com os bolsonaristas.

“Mas” e “apesar de”, o Bolsonaro, e a má-fé e a má-vontade dos anti-bolsonaristas.

Já é o caso de internação compulsória em casa de Orates, ou, dizendo em vernáculo camoniano, em casa de gente doida de pedra, maluca, biruta, lelé, dodói da cabeça.
Sempre que estão numa situação que não lhes é do agrado, conhecedores de ótimas notícias, sendo obrigados a, infelizmente, dá-las, na inexistência de péssimas notícias, aos brasileiros deste e de outros quadrantes do universo, os anti-bolsonaristas inserem uma conjuncão adversativa, o já proverbial e folclórico Mas, personagem que adquire ares de entidade mágica onipresente na milenar cultura brasílica. E por que o Mas, e não o Porém, o Todavia, e outras figurinhas de igual quilate? Talvez seja restrito o vocabulário dos autores das peças que se convencionou chamar jornalísticas – e talvez eles também não sejam íntimos do Pai dos Burros, de um Dicionário de Sinônimos e de outros monstros mitológicos, lendários em terras tupiniquins. De tanto empregarem o Mas, que este se cansou de fazer papel de bobo. Chega! Basta! Esbravejou o dito cujo, que se recusou a exibir a sua beleza ao mundo e deixar-se usar por azêmolas acéfalas. Ia o jornalista a escrever o título de uma peça jornalística, assim a iniciando: “A economia brasileira cresceu três por cento em relação ao ano anterior (…)”. E detinha-se o profissional das notícias, e após alguns segundos a pensar com os seus botões, prosseguia, recorrendo ao amigo fiel de toda obra: (…), mas ainda não atingiu o patamar de 2.002.”. E tal se viu vezes incontáveis nestes anos de governo Jair Messias Bolsonaro. Já está o senhor Mas desgastado; é ele, hoje, alvo de piada; o povo brasileiro está, ao reconhecê-lo, onde quer que ele esteja, a apontá-lo, e a rir-se dele, a bandeiras despregadas. A reputação do hoje mais popular membro da família Conjunção Adversativa não foi enodoada por ele, mas pelas pessoas que dele fazem mal uso. Agora, parece, e tudo dá a entender, cientes de que Mas não é mais útil, os anti-bolsonaristas foram buscar à família Locução Prepositiva um aliado, e aliciaram o Apesar De, que lhes serve para os mesmos fins, e em algumas peças jornalísticas já se lê: Apesar de seu bom desempenho, o setor de construção civil ainda está abaixo do desempenho de 2.014.
Quem me chamou a atenção para este fenômeno sui generis, um misto de jabuticaba e pororoca brasileiras, foi João Luiz Mauad.
Nota de rodapé: não reproduzi, nesta pequena obra-prima, menhum título de nenhuma reportagem; limitei-me a expor o fenômeno – ou femônemo, assim se diz por aí.

Fique em casa; o Bolsonaro e o Guedes nós os culparemos depois.

No longínquo ano de 2.020, de triste, e constrangedora, memória, não poucas pessoas, facilmente sugestionáveis, de cabeça baixa, os joelhos dobrados, a suplicar aos órgãos competentes – competentes em sua iniquidade – ordens desarrazoadas que as escravizassem, esmagadas, trituradas em seu ser, no âmago de sua alma, pela mídia televisiva e internética, estribilhou, doentia, e histericamente, o poema, saído de uma cabeça doentiamente má, “Fique em casa; a economia a gente vê depois.”, certas de que “Fique em casa” era sinônimo de paralisação das atividades econômicas, e “a economia a gente vê depois” de crise econômica, e não podem, hoje, tergiversar: sabiam o que pediam, e o que desejavam, dispostos a, para pouparem vidas, que a vacina iria salvar, enfrentar, depois, depois de ficarem, a economia, que se depararia com dificuldades sem conta, que foram previstas quando a história do ano de 2.020 se principiava. Que a economia brasileira sofreu um golpe, e tombou, é fato; e é fato, também, que as previsões, feitas por especialistas, que reproduzem o que as pesquisas indicam, e seguem a ciência, previsões que, tão agourentas, anteviram desastre econômico sem igual na história do Brasil, não se concretizaram, para o bem do Brasil, para a alegria – e alegria agridoce – dos brasileiros, e para tristeza dos que encontraram no episódio codiviano uma oportunidade imperdível de fazer em terras brasileiras o inferno. Organismos internacionais anteviram um tombo de 9% do PIB nacional; e o que se viu foi um de 4%. Tal cenário, não tão ruim quanto o previsto, provocou, ainda assim, imensos males aos brasileiros, que, aos milhões, após perderem o emprego, sob sol e chuva, enfrentaram, humilhados, durante horas a fio, o desgaste, emocional e físico, em filas quilométricas de bancos oficiais, para retirarem, uns, o auxílio governamental, outros as economias acumuladas durante os anos de trabalho. A taxa de desemprego da população economicamente ativa foi à estratosfera, milhões de brasileiros a amargarem vida de desocupados e a viverem de pouco, mas indispensável, dinheiro, durante meses, até atravessarem os dias de vacas-magras, que ninguém sabia quantos seriam, pois eram muitos, uma legião, os políticos dispostos a prolongarem o sofrimento do povo para, ao final da história, amealharem os seus dividendos políticos -tudo indica que eles, e não todos eles, deram com os burros n’água. E tal estado, de, para muitos, desesperança, estendeu-se por meses, que vieram a completar um ano, e prosseguiu além. E não demorou, arrefecendo-se a epidemia – e não estou convencido de que enfrentamos uma epidemia causada por um vírus -, a brotar, de todos os cantos, vozes, saídas das profundezas da Terra, a bradarem, veborrágicas, contra o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, que, amalgamados, constituem um monstro mitológico, lendário, o Bolsoguedes, para alguns espécime terrivelmente devastadora, para outros um ser benfazejo, as críticas mais acerbas, as acusações mais humilhantes, deles fazendo os únicos responsáveis pela crise econômica que o Brasil então enfrentava, o desemprego em níveis insustentáveis, os juros altos, o dragão da inflação, insaciável glutão, a devorar pessoas, e a queimar-lhes o pouco do dinheiro que elas conservavam em mãos, e a moeda corrente nacional, o Real, a adquirir ares de substância tóxica. Esqueceram-se, e, parece-me, convenientemente, que já era esperada a crise econômica, crise, esta, o “depois” do poema que recitavam, todo santo dia, no café-da-manhã, no almoço, no café-da-tarde, na janta, e ao acordar e ao dormir, enfim, em todas as horas do dia, “depois” que, sabiam, seria – e agora era – a consequência inevitável do “fique”. Falhou-lhes a memória, aqui.

E dá-lhe “Bozo genocida!”, “Guedes incompetente!”, “Bozo destrói economia do Brasil!”, “Guedes vagabundo!” “A economia brasileira está um desastre!” Desandava a economia brasileira. Profetizava-se a bancarrota do Brasil. E não acabou-se a história. Transcorreram-se os meses. O Real, outrora tóxico, valorizou-se, o PIB enriqueceu-se, o mercado de trabalho tangencia a situação de pleno emprego, o dragão da inflação está domado, os juros sob controle. E os Fique em Casa, diante do cenário que não lhes corresponde ao que previram, e, não erro em dizer, desejavam, estão, agora, a, em vez de reconhecer os méritos do Bolsoguedes, a comparar o desempenho econômico do Brasil com os de países que se saíram melhor da crise que a todos os países abateu, para desmerecer o trabalho, e trabalho de peso, valioso, do presidente e seu Posto Ipiranga.

Bolsonaro, a moeda corrente, e o dinheiro vivo. Campanha difamatória.

E vamos nós de novo! Um repeteco de há não sei quantos anos. Canta a musa, e musa helênica, de tempos imemoriais, que o mundo não dá voltas: capota. E capota que é uma beleza. E o Brasil da força de tal movimento revolucionário não escapa.

Está a imprensa, e após o fiasco, com direito à paradinha, diante das câmaras, do principal rival do presidente brasileiro, a noticiar uma história do cão: o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – que, além de milicianos constituem um clã, dizem por aí – compraram, e com dinheiro vivo, com dinheiro em espécie – de qual espécie ainda não se sabe -, segundos algumas versões, cinquenta e sete imóveis, e de acordo com outras,cento e dois, e conforme uma terceira, cinquenta e um. Noticia-se tal, e dissemina-se, os quatro ventos a espalhar, em insinuações maldosas, que a família – ou clã – lavou dinheiro – e provavelmente muito bem lavado – numa lavanderia miliciana. Haja paciência! Foram dezenas de imóveis, talvez uma centena, envolvendo, e em dinheiro vivo, vejam vocês! milhões e milhões da moeda corrente nacional, o Real. Epa! Pausa, para reflexão! Parem a Terra, que eu quero descer! Moeda corrente é o mesmo que dinheiro vivo, vivinho-da-silva?! Real é a moeda corrente no Brasil, país onde não é corrente o iene, nem o renminbi, nem o tugrik, nem o metical, nem o kwanza, nem o kina, nem o dracma. Moeda corrente não é o mesmo que dinheiro vivo, ou dinheiro em espécie. Mas, todavia, no entanto, porém, os detratores do presidente Jair Messias Bolsonaro desconhecem as distinções entre os dois conceitos de moedas. Coitadinhos! Eles são ignorantes. Não usam de má-fé – e quem pensa o contrário é genocida e misógino – para vilipendiar o presidente do Brasil. Longe disso! São almas imaculadas, tadinhos.

Poderíamos exortar aqueles que estão – e devemos presumir que involuntária, e inocentemente – a difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua família – ou familícia (lembrei-me, agora, desta), segundo seus oponentes – a verificarem quem são os personagens elencados na categoria Família Bolsonaro, a identidade deles e se de fato aos Bolsonaros pertencem,ou se são apenas uns agregados; e durante quantos anos Jair Messias Bolsonaro e os de seu sangue transacionaram os imóveis – sejam eles algumas dezenas ou uma centena -; e se as compras são compatíveis com a renda do Bolsonaro sênior e seus herdeiros; e qual é o conceito de moeda corrente nacional e o de dinheiro vivo; e se o clã – fica elegante assim, não fica? -, se o clã Bolsonaro ainda está de posse de todos os imóveis que afirmam ser dele.

Não sei se penso certo, se errado, se certo e errado, se nem certo nem errado, mas acredito que, durante quarenta anos de atividade parlamentar, o cidadão brasileiro que atende pelo nome Jair Messias Bolsonaro tenha amealhado uma fortuna razoável – e parece-me que é ele um homem de hábitos frugais, parcimonioso. E é provável que os filhos dele, o Zero-Um, o Zero-Dois e o Zero-Três, adultos e bem situados, também tenham renda condizente com o patrimônio registrado. Para sanar quaisquer dúvidas que porventura escoiceia os miolos dos detratores da Família Bolsonaro, à disposição o Leão da Receita.

Má-vontade anti-bolsonarista

É tanta a má-vontade dos anti-bolsonaristas em reconhecer os méritos do presidente Jair Messias Bolsonaro que me pergunto se é o caso clínico, patológico.
Dentre eles, há os que dizem que o presidente Jair Messias Bolsonaro nada fez que beneficia o brasileiro pobre, o pobre povo brasileiro. Em que mundo vivem tais pessoas? Em qual dimensão? Não ouviram elas falar do Auxílio Emergencial, do Pronampe; e da apreensão de drogas e de bens de traficantes; da redução dos casos de assassinatos (que no governo Bolsonaro caíram da casa dos 60.000 ao ano para a dos 40.000 – número ainda elevado, é verdade, para um país de duzentos milhões de habitantes); e do Titula Brasil, programa de reforma agrária que já entregou a quase quatro centenas de milhares de famílias brasileiras o título definitivo de posse de terra na qual elas vivem há décadas, em alguns casos há duas, três gerações? E não ouviram os anti-bolsonaristas falar do trabalho, louvável, admirável, de Sérgio Camargo à frente da Palmares, e do de André Porciuncula na Secretaria da Cultura, e do de Carlos Nadalin na Secretaria de Alfabetização, e do de Rafael Nogueira à frente da Biblioteca Nacional; e do trabalho que se desenvolve na Ceagesp, e na Caixa Econômica Federal, e na Petrobras, e em muitas estatais, ora lucrativas? (Quanto ao Sérgio Camargo, ele chegou a propor a mudança do nome da Palmares. Que nome seria apropriado: Princesa Isabel, ou André Rebouças?).
E o que falar do trabalho da ministra Damares Alves à frente do Ministério da Família e da Mulher e do da ministra Teresa Cristina à frente do Ministério da Agricultura? E quantos elogios merece o ministro Paulo Guedes, o nosso Posto Ipiranga?
Em um dos momentos mais sensíveis da história brasileira – e da história universal -, quando, em nome do combate a um vírus, políticos e metacapitalistas decidiram agir para levar à bancarrota economias nacionais, o governo Jair Messias Bolsonaro, após um tombo em 2.020, ergueu-se, recompôs-se, revigorou-se, encorpou-se, e empurra o Brasil para um futuro alvissareiro, digam o que quiserem os anti-bolsonaristas, que estão, também eles, mesmo que não dêem o braço a torcer, a usufruir do sucesso do governo do homem, o Jair Messias Bolsonaro, que eles tanto odeiam.
Diante do cenário favorável e da perspectiva de significativas melhoras econômicas e sociais nos meses e anos vindouros, os anti-bolsonaristas, ao darem boas notícias, pronunciam, indefectivemente, a conjunção adversativa “mas”, que lhes serve como uma luva para todo discurso. Torcem o nariz para o sucesso do governo Jair Messias Bolsonaro, e, pior, enraivecem-se sempre que têm notícia, que não pode desmentir porque verdadeira, dos bons ares que o governo do Capitão está a mover.
Contra o presidente, além dos traidores, hoje personagens folclóricos que o povo despreza, lutaram presidentes dos poderes legislativos e ministros da alta corte do judiciário e profissionais da mídia, pessoas que agem tais quais sapadores.  E segue adiante Jair Messias Bolsonaro.
É óbvio que nem tudo são flores no governo Jair Messias Bolsonaro. Pesando-se, no entanto, em duas balanças, em uma as políticas boas do governo Bolsonaro, em outra as ruins, chega-se à conclusão de que aquela pesa mais, muito mais, do que esta, principalmente se se contextualizar as políticas do governo federal na realidade vigente, e não em um mundo abstrato, ideal.
E os anti-bolsonaristas não se vexam de cuspir, virulentos, na cara do presidente Jair Messias Bolsonaro: “Nazista! Fascista! Genocida! Matou  seiscentos mil brasileiros!” A ladainha de sempre.

Líderes da CPI Covid

Os três líderes da CPI do Covid-19 deram com os burros n’água. Não emplacaram a narrativa que dá o presidente Jair Messias Bolsonaro o responsável principal, e único, pela morte de mais de seiscentos mil brasileiros pelo Covid. Levaram o caso às cortes internacionais, e deram com o nariz na porta. Acreditaram os três nobres senhores que as suas demandas as cortes internacionais as acolheriam. E um dos três aristocratas tupiniquins quis porque quis outra CPI do Covid. E houve políticos que desejaram outra CPI das Fake News. Destas duas séries televisivas da política brasileira, ambas na primeira temporada, os inimigos do presidente Jair Messias Bolsonaro não conseguiram jogá-lo às cordas, fazê-lo beijar a lona, arremessá-lo no cadafalso; querem eles, agora, uma segunda temporada, e nesta fuzilá-lo ao paredón. Fracassarão, é certo.
Ninguém há de negar: quem acompanha as aventuras da política brasileira não morre de tédio; nelas há de tudo, e mais um pouco: drama, tragédia, humor, e mistério, e suspense, e crimes, muitos crimes. O escritor mais privilegiado pelas musas jamais conceberia tramas que sejam mais intrigantes e emocionantes do que as da política brasileira. Enquanto os políticos se esfalfam, os brasileiros, de boas, emocionam-se com as reviravoltas, algumas rocambolescas, do folhetim político nacional.
Pede-se que as novas temporadas da política nacional não caiam num ramerrão debilitante – o que, parece, está para acontecer dada a falta de imaginação dos inimigos de Jair Messias Bolsonaro, o que os faz previsíveis.

O Agro é fascista.

Que de fascista quem segue a agenda política mais nefasta, e demoníaca, diabólica, jamais concebida pela inteligência humana concebeu xinga, ofende, humilha, difama quem não a subscreve é de domínio público. E agora sabemos que há um candidato à presidência do Brasil que entende ser de fascista todo um grupo social que trabalha dia e noite, faça chuva ou faça sol, para alimentar duzentos milhões de brasileiros e mais não se sabe quantas outras centenas de milhões de pessoas neste e em outros planetas – e admira-me saber que tal criatura,asquerosa, de timbre de voz roufenho, criatura que deseja vir a vergar, no dia primeiro de janeiro de 2.023, a faixa presidencial, conta com a admiração idolátrica de milhões de brasileiros. Bem escreveram a respeito do sórdido personagem Paulo Cursino e Maurício Mülhmann Erthal – e dele em outras ocasiões ouvi e li comentários percucientes de Percival Puggina, sempre elegante e firme em suas palavras.

São fascistas as pessoas que produzem alimentos, segundo o candidato que, conforme o seu vice, quer voltar à cena do crime – e pergunto-me o que fez aquele que tem a nobre alcunha de Picolé associar-se com aquele seu arqui-inimigo de quem ele falava tão mal e que dele ouvia palavras depreciadoras.

Apóiam o ex-presidente, hoje candidato à presidência, pessoas que têm alma igualmente pútrida à dele.

Não conheço, dentre os apoiadores do principal rival de Jair Messias Bolsonaro, quem não seja dono de uma alma carcomida, e não esteja de mal com a vida, e que não odeie tudo o que é bonito, belo, harmonioso; e que não tenha mal-gosto em praticamente tudo que diz admirar; e que não tenha ódio assasassino pelo que, entende, lhe impede a felicidade, lhe impede a realização de seus sonhos, que são para todas as outras pessoas pesadelos; e que não quer ver a caveira de toda pessoa que não o idolatra, diante de si não se curva, de cabeça baixa, humilhando-se, para dele receber cusparada na cara. Não conheço, e não uso força de expressão, dentre os que louvam, amam de paixão, aquele que melhor reflete, interpreta, o sentimento de esperança do povo brasileiro e que representa a própria democracia, aquele que é de todas as almas a mais honesta do Brasil, um que tenha amor à vida – em tais pessoas só vejo ódio, desamor, senso depravado de justiça.

É o Agro – segundo aquele que para muitos é o dono do Brasil e cujas obras deste país seu atual presidente não poderia concluir -, uma parcela representativa da população brasileira, fascista; carrega, portanto, toda uma cultura das mais horrendas que já se conheceu, e tem a sua figura igualada à de personagens que estão entre as mais desprezíveis que a História registra.

Qual, pergunto, grupo social será taxado de fascista nos próximos dias? O dos fãs de Guerra nas Estrelas? o dos torcedores do Corinthians? Eu já ouvi falar que é fascista quem passeia de moto, quem bebe leite, quem ajeita a lapela, quem monta à cavalo. Agora, ouço dizer que é fascista quem produz alimento, e o faz independentemente dos movimentos revolucionários. Amanhã ouviremos, e que ninguém se assuste, que é fascista quem penteia o cabelo a partir da direita, quem bebe água em caneca de plástico, quem coça o nariz com a ponta do mindinho, quem usa chinelo-de-dedo com tiras azuis e sola branca, quem dorme de bruços, quem ensaboa-se com sabonete de flores de laranjeira, quem usa óculos de aros verdes. Asneira? Não. Afinal, àqueles que vivem de rotular de fascista toda pessoa que não lhes subscreve as idéias é fascista toda pessoa que eles assim definem. E que ninguém ouse dizer o contrário.

Bolsonaro, a inflação e a deflação. E os antibolsonaristas.

Cena 1: passado – a inflação está corroendo o poder de compra dos brasileiros.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!
Cena 2: presente – a deflação forçará, por tempo indefinido, os brasileiros a adiarem as compras, o que provocará uma depressão econômica.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!
Cena 3: futuro – a estabilidade dos índices de preços ao consumidor representa falta de dinamismo da economia brasileira.
Comentário do esquerdista: Bozonaro e Guedes, fascistas e nazistas! Querem matar todo mundo de fome! Genocidas!

Anti-bolsonaristas, tarados pelo Bolsonaro.

É impressionante, embora não me impressione, a tara dos anti-bolsonaristas por Jair Messias Bolsonaro, homem ao qual eles atribuem todos os crimes cometidos na Via-Láctea e, não sei se procede a informação, que um passarinho me contou, na galáxia de Andrômeda, e não havendo crime ao qual apontá-lo como o seu autor, o condenam por algum ato, que, segundo eles, é reprovável, mais do que reprovável, indecente, mais do que indecente, imoral, mais do que imoral, criminoso, e pedem-lhe a prisão perpétua, e a sua posterior morte, se possível ao paredón, por um fuzil empunhado por um novo homem, o revolucionário comunista.
Um dos desarrazoados que eles, verborrágicos, os olhos negros de ódio, a fisionomia carcomida pelo instinto assassino, num galimatias de imprimir em rosto de defunto ar de surpresa, refere-se ao respeito do presidente brasileiro pelos símbolos nacionais, dentre eles, principalmente, a Bandeira Nacional, e pelas datas cívicas, em especial o 7 de Setembro. O presidente Jair Messias Bolsonaro sempre deu provas, e provas sinceras, de seu amor pelo Brasil, e sempre demonstrou o devido, e merecido, respeito pelos símbolos pátrios mais caros aos brasileiros, símbolos os quais os esquerdistas e outros que se lhes assemelham sempre vilipendiaram, sempre desprezaram, símbolos pelos quais eles sempre mostraram ódio, e desamor, símbolos os quais sempre rasgaram, publicamente, enraivecidos, símbolos nos quais sempre cuspiram, sempre defecaram, símbolos que, agora dizem os anti-bolsonaristas, como que indignados, o presidente Jair Messias Bolsonaro usurpou – assim eles dizem -, convertendo-os em símbolos do bolsonarismo, que é, para eles, um movimento fascista, nazista, machista, racista, negacionista, terraplanista, genocida, e etecétera e tal, e agora estão eles a declamarem às musas poemas heróico-patrióticos convocando o povo, o verdadeiro povo brasileiro, e não o que o Bolsonaro cooptou, para resgatar o valor, valor inestimável, dos símbolos nacionais, tão conspurcados pelos bolsonaristas e por seu líder, o tal de Bozonazi, no jargão antibolsonarista. E qual foi a demonstração que os anti-bolsonaristas deram, ultimamente, de amor pela Bandeira Nacional? Num país distante, ao norte do Brasil, uma certa senhora, cantora, desconhecida de trezentos milhões de brasileiros, pisoteia a Bandeira, orgulhosa de seu ato, e os antibolsonaristas não a reprovam. É com atos de tal grosseria e desrespeito que os antibolsonaristas pretendem resgatar os símbolos nacionais.

Não há justiça no Brasil – um exemplo da mentalidade anti-bolsonarista.

Que no Brasil a justiça tarda e falha é do conhecimento de todos. E não é raro os brasileiros ouvirmos histórias, e das mais bizarras, umas, grotescas e arabescas, saídas da cabeça de um Edgar Allan Poe, outras, obras de um Franz Kafka. E quando a justiça, mesmo tardando, não falha, os brasileiros, ao tomarmos conhecimento de tal feito, inusitado, coçamos a cabeça, desconfiados, a nos perguntarmos onde está a armadilha.
Há um elemento interessante na relação de certas pessoas com a Justiça, ou o que elas entendem por Justiça: o desejo pessoal. Não sei se me faço compreender. Usarei outras palavras para explicar o que pretendo dizer: há pessoas para as quais só há Justiça se o veredicto do juiz corresponder ao que elas desejam, ao que elas querem. Neste ano, dois casos são, para mim, emblemas da presunção, arrogância, estupidez, de certas gentes que entenderam equivocadas, melhor, criminosas, a ação de juízes, que não lhes atenderam à vontade, a de anti-bolsonaristas radicais, gentes que, por si mesmas, já haviam posto o presidente Jair Messias Bolsonaro no banco dos réus, e o condenado ao cano de um fuzil – o fuzilador a obrigá-lo a ficar de frente para um paredón, e, ao premir o gatilho, tal qual Che Guevara, um dos carniceiros de Sierra Maestra, bostejar, com o seu olhar vulturino, e seu espírito assassino: “Viva la revolución. Hay que endurecerse pero sin perder la ternura.” -, e que, vindo a saber do veredicto, enraivecidas, descarregaram todo o ódio que as alimenta, esbravejaram, e xingaram os juízes e o réu com os mais carinhosos e simpáticos apodos. Não posso deixar de dizer que no auto dos processos o nome do presidente não estava presente, o que é compreensível, afinal ele não era uma personagem envolvida nos dois casos, mas, entretanto, todavia, porém, no entanto, os seus detratores, que o apontaram como um dos envolvidos, ferindo-o, verborrágicos e boquirrotos, com o dedo acusador, queriam porque queriam que ele fosse condenado à prisão. Na cabeça de tal gente, Jair Messias Bolsonaro já estava condenado – e toda decisão judicial que não chegasse a tal termo estava corrompida em todo o seu processo. Não estou, aqui, a me referir a políticos, artistas, jornalistas, figurinhas carimbadas da vida pública, cujas faces estampam famosos programas de emissoras de televisão, e capas de revistas, e a primeira página de jornais e sites de notícias. Estou a falar de pessoas com as quais nos esbarramos no dia-a-dia.
São os casos aos quais até o momento fiz alusão o da morte, por um bolsonarista, de um lulista, e o das mortes de dois aventureiros que se embrenharam na floresta amazônica (eles se tinham na conta de desbravadores da estirpe dos Bandeirantes?). Em nenhum dos casos, tinha o presidente do Brasil participação – não era ele o protagonista, nem um coadjuvante, nem sequer um figurante, daqueles que nem fala possui e resumindo a sua participação na história a andar, ao fundo, misturado com dezenas de outros figurantes, que, iguais a ele, estão irreconhecíveis. Os auto-intitulados juízes não apreciaram o epílogo da história. Queriam, e querem, que o presidente Jair Messias Bolsonaro seja sumariamente condenado, senão à morte, à prisão perpétua numa fétida enxovia, vivendo de comer de suas fezes e beber de sua urina. Segundo os anti-bolsonaristas este é o destino que está reservado ao objeto do ódio deles. Para eles, há Justiça apenas quando a vontade deles é atendida. Não há, no mundo, almas tão justas.

Bolsonaro é culpado – um exemplo da mentalidade antibolsonarista

Rodolfo, meu grande amigo, eu não entendo, juro – juro, com uma das mãos às costas, fazendo figas -, o que há na cabeça dos mais fervorosos críticos de Jair Messias Bolsonaro, o presidente e o homem. Parece que estão eles doentiamente apaixonados pelo nosso querido Mito, também alcunhado Capitão Bonoro, e por alguns chamado Bomnosares, mas, inscientes do que lhes vai no espírito, vituperam catilinárias verborrágicas, a revelarem a alma demencial que lhes inspira todas as atitudes, contra o homem que miram, para alvejá-lo roubando-lhe, se não a vida, o amor à vida.
Erro em chamar tais criaturas de críticos do presidente Bolsonaro, pois críticos dele eles não são. Atribuem, sempre com as suas proverbiais presunção e estupidez neles já identificadas, apanágios de seres desprezíveis, ao presidente todos os males do mundo, e o condenam, a ferverem de ódio, ao fogo do inferno, sem sequer lhe oferecerem, o que para eles é inadmissível, o direito de falar uma palavra que seja em sua defesa. Estamos em um tribunal, e neste são os antibolsonaristas o acusador, o advogado de acusação, o juiz, o promotor, o procurador, as testemunhas, o júri, e, no banco dos réus, sentado, algemado, amordaçado, Jair Messias Bolsonaro, que antes mesmo de passar pelo enquadramento da porta principal do tribunal ouvira o veredicto: culpado. Kafkaniano, o processo.
É esta a mentalidade dos antibolsonaristas: Bolsonaro é culpado porque é culpado; se ele é culpado; se sabemos que ele é culpado; então, ele não tem o direito de dizer que ele não é culpado.
Chama-me a atenção – e o que me chama a atenção não me surpreende – o senso de justiça dos antibolsonarista: Bolsonaro e todos os seus aliados são culpados de todos os crimes que lhes imputam; os inimigos dele jamais cometem crimes. Para os que odeiam Jair Messias Bolsonaro – e estou a falar de não poucas pessoas de meu convívio – há, assim eu interpreto o pensamento deles, no Brasil, duas Constituições Federais, dois Códigos Civis, dois Códigos Penais, dois Direitos Criminais, dois, enfim, sistemas jurídicos, um, que existe para julgar, exclusivamente, Jair Messias Bolsonaro e seus aliados, e a condená-los, infalivelmente, o outro a julgar os inimigos dele, e a inocentá-los, invariavelmente.

 Há não muito dias, ouvi um antibolsonarista, professor de filosofia, a declamar, com o fervor dos fanáticos, um poema antibolsonarista cujos versos defendiam uma tese extraordinariamente perspicaz – na opinião dele: o Bozonazi (é assim que ele se refere ao presidente) e seus filhos são criminosos, milicianos, porque a imprensa publica muitas reportagens que tratam dos crimes que eles cometeram. Perguntei ao distinto herdeiro de Sócrates, Platão e Aristóteles se a imprensa é tribunal. Ele me fitou com cenho franzindo, ar de poucos amigos. E permanecemos ambos os dois em silêncio por um curto momento. E seguiu-se um diálogo, que nas linhas abaixo eu reproduzirei o mais fielmente possível:
– A imprensa é tribunal? Tem a imprensa poderes legais?
– Bozominion – falou-me, agressivo, quase aos berros, a ponto de se atirar sobre mim, e esganar-me -, você é gado do Mitonazi. A imprensa pública fatos, apenas fatos. E não foi só um jornal, uma televisão, uma revista, um site, que publicou reportagens que falam dos crimes da Família Bozofascista Miliciana Genocida Negacionista. Foram vários.
– Mas – falei, medindo as palavras -, a imprensa já publicou, e não há muito tempo, acerca do seu político de estimação, o (e citei-lhe o nome) muitas reportagens a respeito dos crimes dele.
– E ele respondeu aos processos, e provou-se inocente.
– Eu sei. Mas a imprensa publicou as reportagens. Com as publicações, provou que ele era culpado? Não. Os casos foram aos tribunais, que o inocentaram. Se ele pôde contratar advogados, e defender-se, nos tribunais, de todas as acusações que lhe fizeram, o Bolsonaro também pode. Até prova em contrário, o presidente é inocente. Eu não sou jurista, mas sei que ao acusador, e não ao acusado, cabe o ônus da prova, que deve ser apresentada, nos tribunais, diante do juiz, dos advogados, do promotor, do júri. Toda pessoa tem direito à legítima, ampla, defesa. Segundo a justiça, o que vale para o Chico vale para o Francisco. E não se tira de um peso duas medidas. O Bolsonaro….
– O Bozonazi é miliciano genocida. Matou mais de seiscentas mil pessoas de covid. O governo dele é o mais corrupto da história do Brasil.
– Mas ele tem direito a…
– Fascistas têm direitos, gado!? Fascista nem gente é!
E tratei de encerrar a conversa, que só me traria mais aborrecimentos do que os que até então eu já tivera.
‘Ta’í, meu amigo, um exemplo da mentalidade antibolsonarista.

Ministro Tarcísio e a jornalista. Colégio católico processado. Rússia x OTAN. Notas breves.

Uma jornalista – não lhe sei o nome, e não quero sabê-lo, e tenho raiva de quem o sabe – perguntou para Tarcísio Gomes de Freitas, homem que, na condição de ministro da infraestrutura do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, ergueu obras que muitos benefícios estão a oferecer aos brasileiros, o que um policial tem de fazer em um tiroteiro, num embate contra criminosos, se tem o policial de atirar para matar o criminoso, e ele lhe respondeu que tem o policial de atirar para se defender, se defender do criminoso; e aqui Tarcísio Gomes de Freitas inteligentemente inverteu os papéis, para contrariedade da jornalista, e dos bandidólatras anti-polícia, que esperavam que ele – e eu não fui a única pessoa a aventar tal hipótese – dissesse que tem o policial de atirar para matar o bandido. A pergunta, claro, foi capciosa; feita para gerar manchetes bombásticas, e rotular Tarcísio Gomes de Freitas um homem truculento, incivil, que quer resolver tudo à bala – para repetir um slogan, usado em campanha de 2018, por um dos oponentes de Jair Messias Bolsonaro -, um homem de mentalidade assassina, e genocida, que se eleito governador do Estado de São Paulo, irá implementar uma política má-vista pelos que se dizem defensores da justiça social, política que redundará no aumento exponencial da letalidade da polícia estadual, a converter o Estado de São Paulo num território sem lei, tal qual o Velho Oeste americano tão popularizado pelas películas de Hollywood, e serão seus heróis brasileríssimos êmulos de John Wayne e Clint Eastwood.
Saiu-se bem o capitão Tarcísio Gomes de Freitas, para frustração daqueles que lhe querem mal.
Não houvesse tanta militância bandidólatra na mídia, na intelectualidade, e entre artistas e políticos e homens-da-lei, o popular Tarcísio do Asfalto não precisaria usar de uma sutileza retórica para expressar o seu pensamento. Mas sabe ele com que tipo de gente está tratando.

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Organizações representativas dos LGBT (e não sei quantas outras iniciais, todas em maiúsculas), informa Ludmila Lins Grilo, processaram um colégio confessional católico, que, ao contrário de muitos colégios católicos que se prosternaram, pusilanimemente, diante dos bezerros de ouro politicamente corretos, defende os valores cristãos e reprova a agenda identitária das chamadas minorias.

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Notícias da Guerra Rússia x OTAN.
Pensei em escrever “Notícias da Guerra entre Rússia e Ucrânia.”, e recuei em meu intento: elevei a caneta esferográfica logo ao escrever “Guerra”, e reconsiderei o que eu pensava, e substitui Ucrânia por OTAN. Presumo que toda pessoa que se informa a respeito do conflito que ocorre em terras ucranianas já entendeu que é o território ucraniano o campo de batalha, e os beligerantes agrupados em dois exércitos hostis, o russo e o, direi, ocidental (ou, melhor, otaniano), sendo os ucranianos nada mais do que buchas de canhão, e que quem dá as cartas nas estepes eslavas é um ex-agente da KGB que atende pelo nome de batismo Vladimir Putin, e no lado ocidental alguém, que os pobres homens comuns que habitam a face da Terra jamais viram mais gordo, e não o atual ocupante da Casa Branca, criatura que mais parece um espantalho morto-vivo do que o presidente dos Estados Unidos da América.
E hoje li uma notícia interessante a respeito do que se passa em território dos compatrícios de Gogol. A OTAN enviou para a Ucrânia, para renovar o estoque de munições das tropas ucranianas, munições suficientes para uma semana, e elas desapareceram em um dia, viraram pó, literalmente, escafederam-se para não terem de enfrentar os chechenos, os terríveis chechenos. Suspeita-se que dispararam os ucranianos a esmo, aterrorizados frente ao inimigo mais poderoso, e inabalável, ou desviaram os projéteis para o mercado negro os espertalhões, ou os russos as tomaram para si ao sobrepujarem as tropas ucranianas e assumirem o controle das regiões onde elas se encontravam. Não se sabe qual é a explicação correta para o caso, às mãos de quem as munições foram parar; sabe-se apenas que desperdiçaram-se as munições.
E dois brasileiros já fizeram história na Ucrânia, dois heróis tupiniquins, homens de bravura indômita invejável, e das façanhas que eles realizaram, de seus feitos heróicos, os brasileiros nos orgulhamos. Um deles é um deputado estadual paulista, que à Ucrânia foi, num esforço de guerra louvável, produzir artefatos bélicos primitivos – mas estranha é a sua decisão de regressar à sua pátria amada, tão querida, poucos dias após a sua ida em auxílio aos ucranianos às voltas com o gigante russo. Que ele permanecesse por lá, nas terras ucranianas, pois os ucranianos pedem, ainda hoje, por apoio de humanistas abnegados, gente aguerrida, e destemida, e brava, muito brava, da estirpe do nobre deputado paulista que carrega nas suas veias o sangue dos bandeirantes. Outro brasileiro que tem seu nome inscrito nos anais da guerra é um praticante de paintball, homem que, disposto a ajudar o lado certo do combate, homem de coragem templária inexcedível, logo que ouviu o zunido de projéteis aos ouvidos, tratou de arrumar as trouxas, e passar sebo nas canelas, e, às pernas que te quero-as! disparar como um condenado, mais branco do que burro quando foge, às terras que Pedro Álvarez Cabral conquistou para a coroa lusitana há um pouco mais cinco centúrias e que tem entre seus mais famosos filhos Pelé e Garrincha.
E é da Ucrânia que nos chega, acredita-se, quatro notícias que dá a entender que é Kiev, não uma terra sob tensão, com mísseis escarrados para todos os lados, de todos os lados, mas um parque de diversões: toda pessoa ilustre vai à Ucrânia a passeio: ora é um ator e diretor de cinema que diz ter o fim de registrar cenas de guerra para a produção de um documentário; ora a primeira-dama de uma das nações envolvidas no conflito, mulher que atravessou o Atlântico para se deixar filmar, e aparecer bem na foto; ora é uma atriz, que foi ver não se sabe o que, mas para lá ela foi, e recebeu a atenção de quem manuseava os holofotes; ora um cantor, que usava óculos, para cantar, nos subterrâneos do metrô, algumas criações artísticas não sei se dele, ou de outro músico, ou cantor, ou letrista, sei lá. Que farra! Parece que a guerra não é assim tão belicosa; não tem o tom fúnebre que a mídia dá a entender que tem. E uma pulga atrás da minha orelha, a casquinar, pergunta-me, a ladina, se todos os personagens ocidentais, famosíssimos todos eles, que visitam Kiev foram a Kiev, ou à outra localidade ucraniana, ou para outro país, ou para um estúdio de cinema, e lá permaneceram, que seja por algumas horas, e de lá transmitiram as imagens, que correram mundo, da visita deles a Kiev, os nomes deles a estamparem o título de incontáveis reportagens.

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A Alemanha envia para a Ucrânia armas autopropulsionadas, de fabricação, umas, alemãs, outras, americanas. Para a Ucrânia, a OTAN envia sucata; bons – ou maus, exemplos são os javelins, que se popularizaram nestes dias, a imprensa a louvá-los. E à Ucrânia também envia a OTAN armamento pesado, o obuseiro M-777, que exigirá manutenção constante e dos seus operadores conhecimento especializado, e o seu uso pelos ucranianos lhes redundará em dificuldades, e eles serão vítimas da ignorância no manuseio de tais equipamentos, autênticos presentes de grego.

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O presidente americano Joe Biden reativou uma política americana dos tempos da Segunda Guerra Mundial, a do Lend-Lease, para facilitar a venda de maquinário bélico à Ucrânia, política que o Tio Sam implementou, na última grande guerra, para vender armas aos aliados e à União Soviética.

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Li reportagem que vende a seguinte informação: Não interessa ao Vladimir Putin uma guerra rápida; para ele é vantajosa uma guerra de longa duração. Para ele, e apenas para ele? E para as indústrias bélicas americana e européia não é vantajosa a guerra duradoura, e o envolvimento, nela, e indefinidamente, de inúmeras nações, melhor, de todas as nações? A guerra é um grande negócio.

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Diz-se por aí que há, na Ucrânia, biolaboratórios, financiados pelos países membros da OTAN, a produzirem armas que afetam pessoas de certas etnia. Serão usadas, algum dia? Ou já estão em pleno uso, mas ninguém avisou os bípedes implumes filhos-de-Deus, ou esqueceram, os desmemoriados patrocinadores de tais pesquisas, de avisá-los. E um passarinho espalhou pelo mundo uma notícia do grotesco e do arabesco: a Rússia encontrou, em território ucraniano, tais laboratórios, o que pôs os líderes ocidentais, isto é, os dos países membros da OTAN, de cabelos em pé, a ponto de se descabelarem; e até Vladimir Putin tratou do assunto, é o que dizem reportagens, em público. Se procede tal notícia, o Vladimir Putin pôs os líderes do Ocidente contra a parede, sob ameaça de trazer a público fotos, documentos e vídeos de tais laboratórios, e chantageou-os, e eles, temendo a exposição pública, cederam-lhe à chantagem e fizeram alguns favores?! Não há mal em se fazer tal pergunta.

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Na Alemanha, há inflação de preços de alimentos, dos quais, de alguns, já atinge a casa dos dois dígitos, o que preocupa autoridades, que estão a vislumbrar nuvens escuras a acumularem-se no horizonte, agourentas, ameaçadoras, e aproximarem-se rapidamente. É a inflação consequência da política do, como se diz em terras de José de Alencar, tranca-rua, e das sanções econômicas que os principais países europeus estão a impôr à Rússia, sanções que, declaram alguns estudiosos, estão a afetar negativamente mais a economia dos país que impõem as sanções do que a do país alvo delas.

Cartórios no Brasil. A imprensa ataca Bolsonaro. Adélio Bispo. Notas breves.

O Governo Federal publicou a Medida Provisória dos Serviços Públicos, para modernização dos cartórios brasileiros. Já não era sem tempo! Por que os cartórios insistem em usar tecnologia do tempo da pedra polida, pior! do tempo da pedra lascada, mais pior ainda! do tempo de antes de o homem aprender a usar a pedra em seu benefício, e não adotam as tecnologias modernas que estão à mão de todos? E por que aceitam pagamentos em, como se diz, dinheiro em espécie, em dinheiro vivo, em cascalho, em din-din, e não em cartão de crédito, via aplicativos, e PIX?

Há um mês, a pedido de uma de minhas tias, e as minhas tias são muitas, mais de uma dezena, fui ao cartório solicitar a impressão de uma segunda via do seu atestado de nascimento. Paguei pela folha de papel, uma folha só, míseros R$ 80,00. Que papel caro! Foi uns centavos menos, na verdade, o que faz uma grande diferença. Entreguei, em dinheiro vivo, ao funcionário do cartório, três notas, uma de R$ 50,00, uma de R$ 20,00 e uma de R$ 10,00, e ele me entregou algumas moedas, o troco. Que rapaz generoso! Quero dizer: O cartório, generoso, restituiu-me uma parcela do dinheiro que eu lhe entregara. E há duas semanas, pediu-me uma amiga que ao cartório eu fosse solicitar uma impressão de segunda via do atestado de óbito da mãe dela, e não me fiz de rogado; fui, e paguei, pelo documento solicitado, míseros R$ 40,00. Na verdade, não entreguei, à moça que me atendera, R$ 40,00, assim, redondos, perfeitamente redondos, não. Paguei-lhe, em dinheiro vivo, duas notas de R$ 20,00. E ela restituiu-me três moedas – uma delas a brilhar de tão nova! – que, somadas, não chegavam a R$ 1,00. É banhado a ouro o documento!

Até aqui falei dos preços das segundas vias impressas dos documentos, uma de um atestado de nascimento, uma de um atestado de óbito, e nenhuma palavra eu proferi acerca do tempo que eu gastei, no cartório, na fila de espera, em cinco ocasiões: na primeira, para solicitar o atestado de nascimento de uma de minhas tias, uns quarenta minutos; na segunda, uma semana depois, para retirar o documento que eu solicitara uma semana antes, uns trinta minutos; na terceira, dias depois, para solicitar o atestado de óbito da mãe, falecida não muito tempo antes, de uma de minhas amigas, que, encarecidamente, me pedira lhe fizesse tal favor, uns trinta minutos – e do cartório retirei-me antes de fazer a solicitação, pois vi que havia a atender aos pacientes visitantes uma, e apenas uma, funcionária, e testemunhei a lentidão enervante de cada atendimento, e calculei no relógio… (reflexão sem pé, nem cabeça: no relógio, a calcular o tempo? ora, calcula-se usando-se calculadora; mas, não se usa calculadora para se calcular o tempo; usa-se relógio), e ao calcular o tempo, melhor, ao medir o tempo enquanto verificava que cada um dos que, precedendo-me na fila, já haviam sido atendidos pela funcionária, usaram oito minutos para empreender a aventura emocionante de ser contemplado pela atenção da dedicada funcionária do cartório, e vendo, na fila, à minha frente, oito pessoas, decidi retirar-me do cartório, para ir ao banco e à lotérica, compromissos, estes, inadiáveis; na quarta, no dia subsequente, para fazer a solicitação que eu não fizera no dia anterior, não gastei, para a minha felicidade, cinco minutos; e, na quinta, e última, uma semana depois, para buscar o documento que eu solicitara, uns trinta minutos.

Cá entre nós, os cartórios são locais onde os homens – e as mulheres também – podem empreender as mais inusitadas e emocionantes e fascinantes aventuras, inesquecíveis, similares às de Odisseu, heróicas, e com dose cavalar de ingredientes kafkianos.

Se há tecnologias que podem vir a favorecer os brasileiros, por que os cartórios não as usam? Eu sei porquê. Sei qual é a razão de ser da obsolescência dos cartórios: os que os mantêm regozijam-se ao verem que os que os visitam encontram, nos domínios cartorianos, emoções fortes, e estão sempre com o coração a pinotear, e a inteligência a cambalhotear, todos a viverem com a adrenalina ativada ao extremo.

Que se grave, à entrada dos cartórios, em letras poéticas: “Deixai, ó vos que entrais, toda a esperança.”

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Para surpresa de todos, ou de ninguém, sei lá eu, os meios de comunicação, melhor, de subversão, redobram os ataques ao presidente Jair Messias Bolsonaro. Executam os profissionais da imprensa o que tinha ares de coisa impossível.

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Li que aventa-se a hipótese de se pôr na rua, e antes do pleito eleitoral desde ano de 2.022, leve, livre e solto, o Adélio Bispo, o esfaqueador do então candidato a presidente do Brasil, em 2.018, Jair Messias Bolsonaro. É um acinte; provocação de gente de espírito-de-porco. O Adélio Bispo está trancado a sete chaves, e é dado como louco; e agora estão a dá-lo como um homem que pode regressar ao convívio social. Se procede tal notícia, que se conclua que os inimigos do presidente Jair Messias Bolsonaro não encontram limites em suas ações funestas.

Limites da liberdade. Populismo. O mundo piorou. Notas breves.

Quais são os limites da liberdade? Há limites para o exercício da liberdade, de ação, de expressão? Se há, quem tem autoridade para determinar quais são? Tal questão atormenta os homens desde que o mundo é mundo. Se não há limites para a ação humana, se toda ação é admitida, um ato apenas, nem moral, nem imoral, tampouco amoral, e assim sendo deve ser aceito porque um homem o executa no seu exercício da liberdade, então assassinatos, estupros e roubos devem ser admitidos, e quem os comete dispensado de punições. Não há, no entanto, viva alma, se saudável, se lúcida, que admita correta tal idéia, e não pessa por limites à liberdade à ação humana – tal gente entende que assassinatos, roubos e estupros são crimes, e quem as comete deve ser punida com rigor. No entanto, há não poucas pessoas que, relativizando o valor de tais atos, coonesta-os, e emprestam-lhes ingredientes que retiraram de mentalidade política subversiva: o roubo pode não ser roubo, mas desapropriação de propriedade particular obtida por meios injustos, capitalistas, seu detentor a usufruir de privilégios fora do alcance de muitas pessoas, as que a sociedade oprime, e o assassinato, que, a depender do contexto, é dado como um ato aceitável por este ou aquele povo cuja cultura é milenar, de povos nativos, deve ser aceito como prática cultural respeitável e o assassino merecer respeito e compreensão – um bom exemplo é o assassinato, por algumas tribos indígenas, de crianças.
As ofensas que grupos revolucionários, que, supostamente, existem para acabar com preconceitos e defender minorias, grupos que lutam contra a Igreja, opressora, a família, opressora, o homem (principalmente se branco e heterossexual), opressor, o grande capital, enfim, grupos que lutam contra todos os opressores reais e imaginários, disparam contra a Igreja Católica, e os atos de violência, tais como invasão a igrejas e gestos obscenos na presença de crianças, e na do Papa, são, segundo os que os executam e seus apoiadores, atos de liberdade, liberdade de expressão, que, entendem, não possui limites; todavia, basta que aqueles que os esquerdistas têm na conta de inimigos expressem suas opiniões críticas aos ídolos esquerdistas e às políticas que estes defendem que os esquerdistas agitam a bandeira da liberdade e os acusam de propagadores de discurso de ódio e de disseminadores de fake news e sobre eles, esgoelando-se insanamente, descarregam impropérios impublicáveis e pedem aos poderes legais que os punam, se não com a prisão, e tampouco com a morte (o que desejam), com a proibição de se expressarem livremente, alegando que eles não sabem respeitar a democracia, a liberdade, a justiça, sendo imprescindível, portanto, que alguém, com o rigor da lei, lhes ensine bons modos.
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O tema de um texto, curto, de Fabio Blanco, é o populismo. Conta o autor, como que numa página de um seu diário, a sua ida, depois de meses, à feira livre de sua cidade, e relata ele seu encanto com a turbamulta reinante, para, depois, tecer reflexões acerca da romantização que ele faz da algaravia dos feirantes e do público. Ora, ele não vive de trabalhos na feira, não é dela que ele tira seu sustento financeiro; suas atividades são outras, de professor; ao ver a agitação das pessoas ele a interpreta sob a ótica de um intelectual, e acaba por emprestar ao ambiente, dir-se-ia caótico, de uma feira livre aspectos que ela não possui, embelezando-a. E é esse o pensamento, diz, que muitos intelectuais fazem da pobreza, dos pobres: romantiza-os. Dizem muitos amar os pobres e ver beleza na pobreza, mas eles na pobreza não vivem e não pretendem viver nas mesmas condições que os pobres vivem. É o populismo elitista, de gente que vê, ou finge ver, paz e beleza, maravilhas de um mundo perfeito, idílico, onde elas inexistem. E quantos são os políticos que se apresentam dedicados aos pobres e trabalham, não para extinguir a pobreza, mas para perpetuá-la? São muitos os demagogos; e é a pobreza o capital político deles.
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Lembro-me que há um bom tempo, em tempos não muito distante, afirmaram jornalistas anti-bolsonaristas que a economia brasileira, no governo Jair Messias Bolsonaro, despiorou. Ora, os sinais, claros, da recuperação econômica do Brasil, não podiam ser eclipsados por notícias apocalípticas, comuns hoje em dia; a economia brasileira ia bem, obrigado!, e não podendo negar o sucesso – mesmo que relativo – em tal departamento, jornalistas esforçaram-se para dar a entender que a coisa não é bem assim, que a recuperação econômica brasileira não ia bem, como se pensa, e que temos de nos preocupar, e decidiram que não diriam que a economia brasileira melhorou – como diria qualquer pessoa, menos os jornalistas anti-bolsonaristas – mas, sim, que ela despiorou. E numa era posterior, o Real valorizando-se frente ao Dólar, o que, para muitos, representa confiança do investidor nacional e internacional no Brasil, que se torna um porto seguro para investimentos, dizem jornalistas que, insinuando que vai mal a economia brasileira, o Dólar, no Brasil mais do que em qualquer outro país, se desvalorizou, e consideravelmente. Ora, até um dia antes de tal fenômeno econômico – o da valorização do Real -, o Real a desvalorizar-se frente ao Dólar, a olhos vistos, dizia-se que a desvalorização do Real era um sintoma da economia brasileira fragilizada, a ir de mal a pior, concluindo-se, então, que melhor para o Brasil seria a valorização da moeda nacional; e agora que esta valoriza-se, indica manchetes de alguns jornais que é o Dólar que se desvaloriza, o que vem em prejuízo à economia brasileira, conclui-se. E há poucos dias, sinais alvissareiros da economia brasileira a animar o espíritos de todos, jornais ensinam que a economia brasileira não melhorou, mas, sim, a economia mundial piorou, concluindo-se, portanto, que não temos os brasileiros o que comemorar, o governo Jair Messias Bolsonaro do que se vangloriar, afinal vai o Brasil de mal a pior. Ora, mesmo que se dê mãos à palmatória, e aceite-se que a economia brasileira não melhorou, e, sim, que ela, na comparação com a economia mundial, que piorou, sai-se bem, conclui toda pessoa decente que merece o governo Jair Messias Bolsonaro elogios, afinal ele impediu que a economia brasileira piorasse tanto quanto as economias das outras nações.

Presidente Bolsonaro e o 7 de Setembro de 2.021.

As manifestações democráticas, e populares, de milhões de pessoas pedindo liberdade, justiça, paz, e as ações do presidente Jair Messias Bolsonaro surpreenderam gregos e troianos. Não há, em todo o universo, excetuados o presidente do Brasil e um seu reduzido círculo de aliados, quem saiba o que de fato se deu nos meses que antecederam o já histórico 7 de Setembro de 2.021 e nos dias que logo se lhe seguiram. São incontáveis as teorias que intelectuais, de direita e de esquerda, conservadores e revolucionários, bolsonaristas e anti-bolsonaristas, apresentaram, todos, ouso dizer, certos cada qual de que a que apresenta, sendo a correta, explica o que ocorreu antes, durante e depois da efeméride. Sabe-se que as manifestações do presidente e de seus apoiadores não corresponderam às narrativas que acerca delas aos quatro ventos os anti-bolsonaristas espalharam; não representaram um movimento de golpe às instituições democráticas capitaneado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja personalidade é hostil ao autoritarismo de qualquer espécie, como ele deixou claro em não poucas declarações e em atos inúmeros – o que se viu foi, única e exclusivamente, a exibição de irrivalizado apoio popular ao presidente, que, conquanto a mídia diga o contrário, conserva a sua popularidade intacta e é o político mais influente do Brasil. Muitos formadores de opinião, que, pelo visto, de ninguém forma a opinião, insistiram, todavia, em emprestar-lhes – e insistem em tão reprovável postura, suas interpretações sob influência de idéias que dão o presidente brasileiro um personagem vilanesco, crudelíssimo – ingredientes que elas não possuem, a má-fé, que lhes recheia o espírito, a movê-los, pois eles, embora observem os fatos, e, pode-se supor, os compreendam, bostejam, desavergonhadamente, mal-intencionados, para explicá-los, narrativas mentirosas, que apontam o presidente como um ditador iníquo, um político inescrupuloso, sem jamais ilustrá-las com dados que as corroborem, e as repetem, durante trinta horas por dia, dez dias por semana. Não se vexam os detratores do presidente em mentir descaradamente, mesmo que, e principalmente se, flagrados em pecado. E não foram as manifestações impopulares, a contarem com a participação de, se muito, meia dúzia de gatos pingados – é esta a história que a imprensa insiste em, negando a realidade, e desejando impôr suas narrativas, propagar, o que, aliás, ela faz, despudoradamente, sempre que os bolsonaristas – bolsominions, para os íntimos – se manifestam, e em número imensurável, em apoio ao presidente, cobrindo avenidas inteiras, num espetáculo de espontaneidade inegável, trajados com os indefectíveis verde e amarelo, numa ordem admirável, que jamais desanda em grosserias, ataques aos policiais, quebradeira generalizada de patrimônio público e particular, ações gêmeas dos atos violentos dos anti-bolsonaristas sempre que estes saem à rua, aos punhados. E a imprensa insiste em rotular anti-democráticas e golpistas, de robôs fascistas e nazistas, as manifestações ordeiras e pacíficas dos bolsonaristas, e democráticas, espontâneas, de um povo que pede por liberdade, as barbaridades orquestradas pelos anti-bolsonaristas.

Do ano de 2.021, o ato político emblemático é o da Carta à Nação. Há quem jure, e de pés juntos, que redigiu-a o ex-presidente Michel Temer. É tal carta sua obra-prima. E há quem diga que a escreveram quatro mãos, as do presidente Jair Messias Bolsonaro e as do já mencionado ex-presidente. E chegou-me ao conhecimento que há quem pense que a redigiram as mãos do ex-presidente e as de Alexandre de Moraes, ministro do STF. E para alguns sagazes espécimes do espírito humano, redigiram-la os três protagonistas, acima citados, de nossa aventura, não após o 7 de Setembro, mas antes do primeiro ato deste capítulo da história brasileira ser executado. Não sei quem a redigiu. Conta-se acerca da confeção dela estas quatro versões – e talvez algumas outras, que a imaginação fértil de alguém tenha concebido e não me vieram ao conhecimento.

E acerca de qual foi o papel que cada um dos principais personagens da trama, que se começou a dedenhar meses antes, representou podemos aventar hipóteses. Envolvem-nos conjecturas: o presidente Jair Messias Bolsonaro, após intensificar, no dia 7 de Setembro, ao ministro Alexandre de Moraes as críticas, se viu numa arapuca, e, sem meios de cumprir as ameaças, recorreu ao ex-presidente Michel Temer, suplicando-lhe, humilde, e constrangedoramente, socorro, de cabeça baixa, prosternando-se diante dele, e com zumbais grotescas revelou-se-lhe submisso; o ministro Alexandre de Moraes, vendo-se em maus lençóis, e certo de que o presidente cumpriria as ameaças, que tinham destinatário certo, trêmulo, e apavorado, ao passar as noites anteriores em claro, solicitou ao ex-presidente cujo nome encontra-se, neste artigo, duas vezes, linhas acima, intervenção, um diálogo com o presidente, este, enfurecido, com a faca e o queijo na mão, pronto para cortar o queijo, e entregar a cabeça do ministro, numa bandeja, ao povo brasileiro, ou a este entregá-lo de corpo inteiro, e que o povo lhe concedesse o destino que entendesse lhe fosse merecido, que seria, provavelmente, o escalpelamento, seguido da imolação, em praça pública, numa exibição de selvageria e barbarismo inéditos nos anais da história da civilização; eram muitos os ministros do STF, e senadores e deputados federais, e governadores, e inúmeros outros personagens da política nacional, todos preocupados com o recrudescimento das tensões entre o presidente e, do STF, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, principalmente agora que o presidente deu ao mundo uma demonstração de assustadora força popular, obrigando-os a reconhecê-lo o personagem mais poderoso da trama, e a brandirem a bandeira branca, ostensivamente, para que ninguém a ignorasse, e a pedirem por um diálogo com o presidente, e o ex-presidente Michel Temer eles o nomearam o interlocutor entre eles e o presidente; os políticos jogaram a toalha, derrotados, humilhados, ao reconhecerem, rendidos à verdade, que sagrou-se vitorioso do embate o presidente, que lhes exigiu a rendição unilateral, incondicional; todos os personagens envolvidos na trama se viram num ponto de inflexão: ou todos recuavam, cada qual de sua posição, ou o conflito será inevitável, e em tal momento estavam, todos, em pé de igualdade, e se fossem para o confronto este seria duradouro e sangrento, e seu fim apenas Deus conhecia, mas nenhum deles quis arcar com as consequências do recrudescimento das agressões mútuas, abrir a caixa de Pandora, e decidiram resolver o imbróglio confabulando amigavel, e diplomaticamente, até chegarem a um denominador comum; o presidente acovardou-se, recuou, de golpista, bruto, acanalhado, de espírito ditatorial, converteu-se em arregão, frouxo, covarde, afinal, tinha, em suas mãos, o poder de decidir sobre a vida e a morte de seus inimigos, mas, não querendo usá-lo, contemporizou; o ministro Alexandre de Moraes e o presidente, aliados, simularam hostilidade recíproca, o ministro a representar o papel de inimigo dos brasileiros, para estimular os bolsonaristas e outros brasileiros, todos indignados com a postura do ministro, a irem em favor do presidente, fortalecendo-o, para que ele simulasse a postura de quem pretendia romper de vez a corda, e assim obter concessões de seus inimigos sem que necessitasse ir às últimas consequências, o que faria, se o desejasse, agora com amplo e irrestrito apoio popular; o presidente pretendia, dentro das quatro linhas da constituição, destituir ministros do STF e punir senadores, deputados e governadores, mas recuou, no último instante, porque não contava com apoio dos militares; o presidente blefou, orquestrou seus movimentos desde o início, em acordo com uma ou duas pessoas. São muitas as hipóteses que dão as razões que levaram o presidente à publicação da Carta à Nação. Qual explica o que de fato se deu? Acredito que, além do presidente, apenas um (talvez dois) personagem conheça a história.

Após a publicação da Carta à Nação, testemunhou-se atos inusitados de agentes públicos, jornalistas, opositores do presidente, apoiadores dele, e supostos apoiadores dele, dentre estes os conservadores revolucionários (que são, na opinião deles mesmos, os mais esclarecidos e ilustrados e intelectualizados homens do universo – e que ninguém ouse emulá-los!), intelectuais que lhe descarregam, sem critério algum, críticas construtivas, pessoas que ambicionam governar o Brasil, mas sem o ônus da responsabilidade que o cargo de presidente cobra, e têm o desplante de sugerirem ao presidente a nomeação deste e daquele personagem para este e aquele cargo da burocracia federal, e atrabiliários, esbravejam, exibindo caras e bocas grotescas, e rodam a baiana, sempre que ele não lhes atende as sugestões, que soam como mandamentos divinos, e tampouco as demandas deles, muitas delas pessoais. Li, de um dos conservadores revolucionários – e não vejo razão para citar-lhe, aqui, o nome, pois entendo que é importante o tipo, e não o indíviduo -, um texto, curto, e risível, que dele exibe orgulhoso desdém pelos bolsonaristas e pelo presidente. Declara o distinto intelectual que são otárias as pessoas que foram às manifestações do dia 7 de Setembro; e em outro texto seu, recria a cena da Independência ou Morte, às margens do Ipiranga, imortalizada na famosa pintura de Pedro Américo, o presidente Jair Messias Bolsonaro fazendo a vez de Dom Pedro I e encerrando sua participação em tal episódio curvando-se, desavergonhada e covardemente, aos lusitanos. Além destes dois textos, li um terceiro, de outro conservador revolucionário – cujo nome dispenso-me de registrar, pelas razões expostas acima – que, aludindo a Winston Churchill, apequena o presidente brasileiro, que, tal qual Nevil Chamberlain, de constrangedora biografia, preferindo à guerra a vergonha, teria a guerra e a vergonha. O que se percebe em tais textos é o uso, por seus autores, de um verniz de erudição; comparam personagens de momentos históricos distintos, mirando um objetivo: difamar o presidente Jair Messias Bolsonaro. Desconsideraram os contextos, caso os conheçam, para emprestar um ar de seriedade às críticas que teceram ao presidente brasileiro, e de autoridade, autoridade de pessoas cultas, superiores porque capazes de evocar personagens e eventos históricos – críticas que, desataviadas de seus paramentos retóricos, revelam-se tão rasas e boçais quanto as que fazem ao presidente os inimigos dele -, e deles transparecem, não frustração e desilução, que pretendem exibir, porque suas sábias exortações não foram contempladas com a atenção presidencial, mas a raiva, que não conseguem conter sempre que contrariados em seus desejos. Entendo que tais conservadores revolucionários – e os conservadores revolucionários são uma legião – querem que o presidente realize o sonho deles, o de pôr abaixo o estamento burocrático, e que ele assuma – só, nu, e com a mão no bolso – as consequências de seu ato intemerato, supostamente heróico, e, ansioso, tenso, amedrontado, viva à espera da reação dos oponentes dele – não são intelectuais abnegados, que se limitam a observar e analisar os eventos; fosse assim, eles não esbravejariam tanto, com tanta raiva, que se esforçam, em vão, para conter, sempre que o presidente assume uma postura que não corresponde à que eles consideram a correta e toma uma decisão que não está em acordo com as diretrizes do manual deles. A postura deles, cômica. Eles se fazem de aliados e apoiadores do presidente, mas estão sempre constrangendo-o com  críticas construtivas, que não têm efeito prático, e teorias que a realidade da política brasileira do dia-a-dia rejeita.

E o que dizer dos inimigos do presidente? Até a véspera da publicação da Carta à Nação, eles declaravam aos quatro ventos que era ele um ditador, um golpista, que iria, agora, com a sua exibição de força popular (o que contrastava com a narrativa midiática que indicava que fôra pouca, minúscula, ou nenhuma, a adesão popular às manifestações, e, portanto, ao presidente, e com a que, há meses imprensa, institutos de pesquisa e políticos de oposição publicavam, a de que ele perdia apoio popular e aumentava-lhe a rejeição), exibindo suas garras anti-democráticas, autoritárias, golpistas, ditatoriais, totalitárias, encerrar, em definitivo, as atividades do STF, do Senado e da Câmara dos Deputados, e assumir plenos poderes, a sustentar-lhe a autoridade absoluta as Forças Armadas. A imprensa nacional e a internacional já tinham prontos os discursos de condenação às ações disruptivas do ditador brasileiro, para os inimigos dele um ser híbrido de Hitler e Mussolini, pior que ambos. A campanha difamatória estava pronta. Aguardavam os inimigos do presidente, ansiosos, a lamber os beiços de prazer, a prelibar a conquista, o presidente decidir pela prisão de algum ministro do STF, ou de algum governador; ele, todavia, se lhes opôs às expectativas, silenciando-os. Diante da inesperada, imprevisível decisão presidencial, restou-lhes alcunhá-lo covarde, frouxo, arregão, e difamá-lo. Era-lhes visível a frustração. Agora, não tinham eles o crime, o de atentado à Democracia, a imputar ao presidente Jair Messias Bolsonaro. E encerrou-se o capítulo 7 de Setembro de 2.021, cujo ato derradeiro foi o da Carta à Nação. E dá-se continuidade à história, agora em um novo capítulo.

Qual foi o ato inicial do capítulo que se encerrou com a publicação da Carta à Nação? Não sei. Em retrospectiva, observo os atos que recheiam tal capítulo, e vou retrocedendo até os estertores do mês de março do seminal ano de 2.021, ano emocionante, repleto de reviravoltas, fenômenos fantásticos, ano de vibrar de entusiasmo o coração dos homens, e vejo um ato: o da substituição, pelo presidente, do comando das três Forças Armadas. E, após retirar duas folhas do calendário, no mês de maio, dia 7, vejo o passeio, de moto, do presidente, este a levar a tiracolo o ministro da Infra-estrutura, Tarcísio Gomes de Freitas (Tarcisão do Asfalto, para os íntimos; Thorcísio, para os fãs de histórias em quadrinhos), na ponte de Abunã, sobre o Rio Madeira, fronteira do estado do Acre com o de Rondônia. Após estes dois atos, nota-se uma alteração na postura do presidente. Dias depois, a inspirá-los o que se viu sobre o Rio Madeira, apoiadores e admiradores do presidente o convidaram para um passeio de moto pelas largas e extensas avenidas de Brasília – e ele não se fez de rogado. Esta é a narrativa oficial. Pergunto-me, no entanto, se os apoiadores do presidente haviam, de antemão, confabulado, amistosamente, com membros da equipe presidencial a respeito do passeio em Brasília e dos outros que se lhe seguiriam, e antes, mesmo, do ato que o presidente e seu popular ministro protagonizaram na ponte que conecta o Acre à Rondônia (e não é tolice pensar que muitos motoqueiros pertencem à equipe do presidente). Emprestaram aos passeios de moto, fenômenos de popularidade, cores de ações espontâneas, a trama assumindo ares de iniciativa popular, e não de uma orquestração minuciosa de uma atividade política de grande envergadura, que ia em favor do presidente, sem que o indigitassem o seu patrocinador. Apenas os personagens que participaram da confecção da trama podem, dela, dar testemunhos fidedignos. Que tenham sido os passeios de moto ação política orquestrada pela equipe do presidente; que tenham sido atos de iniciativa popular de apoiadores e admiradores dele, o resultado o conhecemos, ou acreditamos conhecê-lo. 

Seguiu-se ao passeio de moto na ponte de Abunã o pelas avenidas do Distrito Federal, o na cidade do Rio de Janeiro, e outros, em outras capitais estaduais, e, enfim, o na cidade de São Paulo, o que mais contou com participantes. E os meios de comunicação – na verdade, de subversão – a declararem que foram os passeios de moto fracassos retumbantes e a apontarem, com o apoio de institutos de pesquisas, que perdia o presidente apoio popular e a alcunharem os bolsonaristas com os epitetos mais depreciativos que a maledicência humana jamais concebeu. Sucedendo-se os passeios de moto, o presidente intensifica as críticas, não ao STF, mas a dois de seus ministros neles concentrando-as, e sempre com mais vigor, criando, deles, no imaginário popular, a figura de criaturas repulsivas, e assim voltando para eles a atenção do povo, anula o discurso midiático, que lhe faz a caveira; e quanto mais ele eleva o tom de voz, quanto mais ele aumenta o engajamento popular nas manifestações a seu favor, mais a imprensa vende a idéia, que pouca gente compra, que ensina que é ele e os bolsonaristas anti-democráticos, e que está ele, com apoio deles, irrestrito, a preparar um golpe militar. O recrudescimento das tensões, os beligerantes a sinalizarem que não recuariam nem sequer um passo, a mídia o interpretava como ato de agressão exclusivo do presidente, ele, unicamente ele, a desrespeitar as instituições democráticas com o objetivo de provocar uma ruptura institucional, que faria da terra inferno.

E chegamos ao fatídico dia 7 de Setembro de 2.021. Na antevéspera, o presidente Jair Messias Bolsonaro visita o estado de Pernambuco, berço do seu principal rival nas eleições de 2.022, e multidão em festa acolhe-o de braços abertos, alvoroçada, entusiasmada. Na véspera publica-se uma carta, assinada por mais de uma centena de sumidades, intelectuais, ex-presidentes, ex-primeiro-ministros, todos de esquerda, a alertar o mundo para a corrosão da democracia brasileira, para as ameaças anti-democráticas que o presidente brasileiro representava às liberdades, e manifestantes, à noite, em Brasília, removem das avenidas as barricadas que impediam veículos de se aproximarem da Esplanada dos Ministérios e da dos Três Poderes – o trovejante soar das buzinas de caminhões e carros, ensurdecedor, petrificou os inimigos do presidente, que previram que ele executaria uma ação de força, e com amplo e irrestrito apoio popular, a escudarem-lo as Forças Armadas e a Polícia Militar. O presidente iria, enfim, converter-se no ditador que seus inimigos tanto temiam. Foi esta a conclusão à qual chegaram antes de os relógios baterem as vinte e quatro horas do dia 6 de Setembro. E no dia 7 de Setembro, discursa o presidente duas vezes, primeiro, em Brasília, diante de multidão de apoiadores, e, segundo, em São Paulo, cidade, na Avenida Paulista, para multidão maior do que aquela que o ouvira em Brasília. O sucesso de seus discursos, retumbante, inegável. E concentra o presidente as críticas, nestas duas ocasiões, a um ministro do STF, Alexandre de Moraes. Encerrado o dia 7 de Setembro, ao alvorecer do dia 8, amigos e inimigos do presidente aguardaram, ansiosos, impacientes, dele, o anúncio de medidas de força – os amigos as desejavam porque as entendiam justas e corretas, os inimigos as repudiavam, mas queriam que ele as tomasse para alcunhá-lo ditador e mover contra ele as engrenagens de organizações políticas e midiáticas mundiais. E o presidente publica a Carta à Nação. E a história assume contornos inesperados. O que se viu foi o espanto inicial de todos os brasileiros e a multiplicação milagrosa de explicações de infinitas tendências, das mais inusitadas origens, uma cornucópia de comentários, que revelavam, não segurança, inexistente, que muitos desejavam manifestar, mas confusão.

As explicações que aventaram gregos e troianos para a redação da Carta à Nação, inúmeras; e ninguém sabe, mesmo que, de peito estufado, diga que sabe, o que fez o presidente dá-la a público em vez de executar as medidas de força que os brasileiros dele esperávamos. Muitos são os que presumem saber o que vai dentro da cabeça do presidente. Não há viva alma que lhe antevira a decisão; mente quem diz que sabia, ou intuía, que ele enviaria à nação uma carta.

Antes, alcunhavam o presidente autoritário, antidemocrático, ditador e golpista; agora, chamam-lo arregão, covarde e frouxo. Sonharia quem esperasse que os inimigos dele reconhecessem que sempre mentiram-lhe a respeito, que lhe criaram imagem que não corresponde à realidade apenas para, cuspindo na imagem que lhe criaram, atacarem-lo, sem que ele possa se defender, e destruí-lo. O presidente quebrou-lhes a espinha dorsal, no último instante.

O presidente Jair Messias Bolsonaro não atendeu os anseios dos seus inimigos declarados, e aos dos dissimulados, que lhe apertam as mãos, amicíssimos, e lhe declaram lealdade imarcescível: o de atuar com força, destituindo de seus cargos ministros do STF e governadores. A Carta à Nação, ducha de água fria sobre os inimigos do presidente, que estavam em posicão de ataque, prontos para cantar aos quatro ventos que é ele um político inescrupuloso, um ditador, um golpista, agora a ilustrar-lhes a narrativa algo de concreto (e nada me tira, nem à fórceps, da cabeça, que estavam os conservadores revolucionários prontos para cuspir na cara do presidente a responsabilidade exclusiva pelo caos que se seguiria à ação de força presidencial, e abandoná-lo às hienas, que o atacariam, de todos os lados, com tal voracidade que ao ataque ele não resistiria um dia sequer).

Não sei o que se conversa no círculo de homens de confiança do presidente. Não sei quantos são os personagens nele inscritos. São poucos, presumo. Além do presidente, o general Heleno, penso, e, talvez, mais um. A Laurinha Bolsonaro, acredito – ela não é um homem, mas é da confiança de Jair Messias Bolsonaro.

E inicia-se outro capítulo da história do Brasil.

Os seguidores da Ciência seguem qualquer coisa, menos a ciência. Histeria coletiva. Palavras e mais palavras. Aristófanes e os homens da lei. Notas breves.

Muitas pessoas, assim que, no distante ano de 2.020, ouviram falar sapienciais médicos e cientistas renomados, evoluíram, de homo sapiens para homo seguidoris cientificus – que me perdoe o leitor o péssimo latim, que é dos latinos, e não meu -, Seguidores da Ciência, em vernáculo. A imprensa elevou, estamos cientes, aos píncaros da notoriedade certos médicos e cientistas, uns quatro, ou cinco, e atribuiu-lhes dons supremos, infalibilidade. E de tanto ouvirem tais sumidades descarregarem, usando de um vocabulário pra lá de estrambótico, que ninguém entendeu, mas todos fingiram que entenderam – todos, aqui, são os homo sapiens que ambicionaram a evolução que viriam a sofrer -, tempestuosamente platitudes sem fim, ou coisa que o valha, os homo sapiens que passavam por um ligeiro processo evolutivo introjetaram, conscientemente, suponho, os conhecimentos superiores que delas ouviram, aprenderam a rejeitar negacionismos, dando mostras inegáveis de que estavam predestinados a superarem a sua natural condição homosapiensnica – que neologismo escalafobético – e a enfiarem o dedo acusador no nariz dos seres humanos inferiores fadados a viverem eternamente – enquanto vivos, é óbvio – sob o domínio de sua homosapiensticidade (Hoje eu ‘tô demais; é este o segundo neologismo que invento em menos de cinco minutos). Na prática, recusaram-se a dedicar um pouco, um pouco que fosse, de sua atenção às vozes dissonantes e a ponderarem a respeito das objeções que eles aventaram. Excitados pelos pronunciamentos das celestiais autoridades midiáticas, médicos e cientistas eleitos pelos donos do poder, que impuseram uma visão única do fenômeno epidêmico – real, ou não, não vem, aqui, ao caso -, arvoraram-se defensores legítimos do debate democrático, livre, franco, aberto, e declararam-se dispostos à controvérsia. Verdade seja dita, primeiro eles rotularam de nazistas, fascistas e genocidas os que não assinaram embaixo dos documentos chancelados pelos sábios de plantão e recusaram-lhes acesso aos canais de comunicação, e assim, eliminando-os do debate público, fizeram valer a verdade homoseguidoriscientificusênica (e aqui vai o meu terceiro neologismo). E clamam aos quatro ventos que venceram o debate público. Qual debate público? O que nunca existiu.

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Ainda persiste a histeria coletiva que a imprensa e a internet criaram nestes meses de domínio do protagonismo do coronavírus no cenário midiático e político global. Impressiona a facilidade com que as pessoas abandonaram – as que a possuíam – a razão para adotar, mecanicamente, o discurso predominante, que foi sendo alterado numa sucessão de narrativas sem pé nem cabeça. No início, dizia-se que era o vírus velocíssimo, a mover-se numa velocidade hipersônica, e de baixa letalidade; daí a necessidade de se impôr uma política de quinze dias de quarentena para se desacelerar a transmissão do vírus entre os humanos e dar tempo para os órgãos públicos de saúde prepararem hospitais para acolherem a enxurrada de doentes infectados pelo vírus. E depois destes quinze dias, era o que se dizia então, o vírus seguiria o seu curso natural, e as pessoas saudáveis infectar-se-iam, até se atingir a imunidade de rebanho, natural. As pessoas assumiram o compromisso de praticarem certas atividades, apropriadas, que contribuiriam para a contenção da transmissão do vírus. E fim. The end. E todos viveriam felizes para sempre. Mas de repente, mais que de repente, alterou-se a narrativa. Tinham, agora, todas as pessoas de se conservarem indefinidamente trancafiadas em suas casas até que se produzisse a vacina, pois a imunidade natural inexiste, ou é, existindo, inútil. E aceitou-se tal narrativa, o novo consenso científico entre médicos e cientistas, quatro, ou cinco, escolhidos a dedo, que apresentaram ao admirável público, tão receptivo, tão sugestionável, a boa nova. E menciono outro ingrediente da narrativa: nenhum remédio, pois remédios provocam efeitos colaterais, podia ser administrado aos humanos já infectados pelo vírus. E poucos foram os que se perguntaram quanto tempo teríamos de esperar pela vacina milagrosa, e o que aconteceria com as pessoas que subsistem de venda de balas-de-goma, paçoca, bugigangas, nas praças, e cuja renda lhes dá meios para a aquisição da refeição de um dia, apenas para a da de um dia, e se apenas os remédios indicados para uso contra o vírus ao qual se atribui todos os males que nos afligem provocam efeitos colaterais nas pessoas que deles fazem uso. O terror psicológico, de assustar. Muitas pessoas viram o vírus em todo lugar, e o viram porque não o podiam ver. A imaginação, em estado de histeria, fê-las vê-lo, e vê-lo com a figura de uma criatura monstruosa, escatológica.

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Com a ressignificação das palavras enfia-se novas idéias na cabeça de todos, idéias que não correspondem ao objetivo real dos que ressignificam as palavras e o qual o público rejeitaria se apresentado com as palavras conservados os seus significados correntes; é o objetivo alegado dos ressignificadores de palavras benéfico, sempre; e o verdadeiro, inconfessado, oculto, maléfico. Ao se dizer “controle de natalidade” e “aborto de feto” está-se a dizer, ensina o discurso oficial, que se faz urgente uma política social, pública, para se evitar o esgotamento dos recursos naturais, e, consequentemente, o colapso da civilização, e, o mais preocupante, a aniquilação dos seres vivos e a destruição da Terra; mas o que se esconde com tal palavreado do público desavisado é a política, a real, de assassinato de crianças, de dessensibilização dos humanos, de promoção da cultura da morte, do hedonismo, de uma cultura anárquica, suicida. Ao se dizer “amor intergeracional”, defende-se – é o discurso oficial – o sentimento amoroso (entenda-se, relações sexuais) entre adultos e crianças, sentimento que se deve compreender e respeitar; mas está a se promover a violência, o abuso, a exploração sexual de jovens e de crianças. São belas as palavras de tolerância, de respeito, de luta contra os preconceitos e os tabus. Vende-se gato por lebre. Em nome do combate ao machismo promove-se o ódio ao homem  – daí o discurso contra a “cultura do estupro” e a afirmação “todo homem é um estuprador em potencial” e a condenação da “masculinidade tóxica” (daí afirmarem que todo homem é violento, selvagem, incivil, uma ameaça à civilização). Na luta contra o racismo, sustenta-se o ódio mortal pelo homem branco. Em defesa das mulheres, com palavras melífluas, além de justificarem o ódio aos homens, enobrecem o mal que se faz às mulheres. Ressignificando-se as palavras são atos anti-democráticos as manifestações pacíficas de bolsonaristas; e manifestações pela democracia, livres e espontâneas, populares, revoltas e sublevações violentas que jogam policiais feridos, nos hospitais, às portas da morte, e deixam casas a arderem em chamas e, destruídos, prédios públicos e privados. E é aliança pela democracia e contra o fascismo a associação de criminosos contra o povo honesto e trabalhador.

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Aristófanes, dramaturgo que viveu, há dois mil e quatrocentos anos, na Grécia, não tinha em alta conta os homens das leis. Em As Vespas ele exibe o seu desprezo por tal gente. Sem papas na língua, ferina, corrosiva, rididulariza juízes, que atuam, segundo ele, não em benefício da Justiça, mas de si mesmos, a salvaguardarem os seus privilégios e os dos poderosos que os sustentam. E as exceções confirmam a regra. Ontem e hoje.

Acabou a mamata. A velha e a nova política. Comparações históricas. E outras notas breves.

 

Anti-bolsonaristas dão notícia – não vem ao caso, aqui, se procedem, ou não – de que membros do Governo Federal fizeram uso particular de recursos públicos e destacam, indignados: “Acabou a mamata?”, querendo com tal interrogação dizer que o presidente Jair Messias Bolsonaro conserva os vícios, já lendários, folclóricos, de uma cultura milenar, dos homens públicos brasileiros. Ora, tais pessoas, tão indignadas com o descaso com o dinheiro público pelo atual chefe da nação, ao perguntarem se a mamata acabou, indicando com tal pergunta que é o uso do dinheiro público destinado para uso particular hábito antigo no Brasil, reconhecem que tal prática já existia antes de Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência. Pergunto-me, então, porque não se indignavam com tal cultura política nacional dos antecessores do presidente e com a de outros políticos e porque elogiam muitos deles.

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Não há velha política, tampouco nova política. Há política. Mas para se diferenciarem da política, a velha, associada à corrupção, insistem alguns políticos em dizem que fazem uma política nova, que da velha se distingue. Aí eu leio e escuto gente declarando que o presidente Jair Messias Bolsonaro faz a nova política e é tal qual os políticos da velha política e defendendo políticos da velha política, sem perceber que estão defendendo a velha política.

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Após o dia 7 de Setembro de 2.021, alguns intelectuais da direita conservadora revolucionária que ambiciona pôr no chão o tal estamento burocrático, desiludidos, frustrados, ao verem que o presidente Jair Messias Bolsonaro não lhes realizou o sonho tão acalentado, numa postura à criatura de cabelos multicoloridos imitadora de foca, comparam-lo com Dom Pedro I e Winston Churchill e, usando de imaginação pobre, reescrevem a história, emprestando-lhe um ar ficcional, destes dois nobres personagens da História, substituindo-os, em momentos emblemáticos da História Universal, o primeiro, no Grito da Independência, o segundo, na ação contra Hitler, por Jair Messias Bolsonaro, este a prosternar-se, pusilânime, às margens do Ipiranga, diante da Coroa Portuguesa, e, de cabeça abaixada, acovardado, a exercer no cenário mundial, uma política de apaziguamento com o Terceiro Reich. Tais intelectuais usam de uma demão de cultura para ocultar do público a mentalidade mesquinha e a má-vontade que os movem.

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Há anti-petistas… corrijo-me: havia anti-petistas… Melhor: certas pessoas, que se diziam anti-petistas, por conveniência, ou por sentimento sincero, afirmavam, antes de Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência do Brasil, no dia 1 de Janeiro de 2019, que o PT havia destruído a Educação no Brasil; que o PT havia feito da Cultura brasileira uma imundície; que os petistas eram corruptos, os seres mais corruptos da face da Terra; que os petistas eram vagabundos; que o PT estava destruíndo o Brasil; que o PT, enfim, era o que havia de pior no universo. Mas bastou Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência, que no dia 2 de Janeiro de 2019, limparam a imagem do PT, agora modelo de partido democrático, que sabe dialogar com os seus antigos – agora ex – oponentes na arena política, o PSDB, e que foi o presidente Jair Messias Bolsonaro quem destruiu a Educação e a Cultura brasileiras; e que é ele o homem mais corrupto do universo, e coisa e tal.

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Recordo-me do dia em que o presidente Jair Messias Bolsonaro deu a público, em uma de suas contas de redes social, um vídeo que exibia dois marmanjos a performancizarem, é assim que dizem?, uma obra artística, o tal Golden Shower, que consiste em um dos marmanjos a mijar na cabeça do outro. De início os críticos do presidente descarregaram contra ele uma catadupa de impropérios, alcunhando-o estúpido e grosseiro por exibir coisa tão degradante, tão repulsiva, tão imoral, mas tão logo elevaram-se as vozes dos, como se diz?, vanguardistas, especialistas em arte moderna, passaram a condená-lo por exibir uma obra de arte indicando-a como se uma imundície fosse e o alcunharam estúpido e grosseiro porque ele nada entende de arte. Além dos anti-bolsonaristas que ocupam cadeiras nas empresas de comunicação fazerem papel tão vergonhoso; além da manifestação pública de estudiosos que entendem ser arte um… um… não sei o que; além da ousadia desavergonhada de pessoas que se exibem desinibidamente, a expôr, em locais públicos de grande aglomeração de pessoas, as suas, assim dizia-se em tempos imemoriais, vergonhas, houve aqueles, anti-bolsonaristas, que declaram, indignados, que o presidente Jair Messias Bolsonaro havia incorrido num ato, ao exibir o vídeo, inconsequente, irresponsável, que prejudicava a imagem do Brasil no exterior, mas nenhuma censura fizeram às pessoas que promoveram espetáculo tão grotesco, e não se perguntaram há quantos anos tal coisa se exibe no Brasil e por que as autoridades públicas jamais se manifestaram publicamente a respeito.

Além das palavras que vão expostas no primeiro parágrafo, tenho de registrar: se se considera arte o Golden Shower, então o Golden Shower, uma arte, pode ser ensinada, nas escolas, pelos professores de arte, nas aulas de arte; e se um pai de um aluno, ao saber que seu filho está exposto a tal arte, ir tirar satisfações com o professor, ele, o pai, será escrachado, ridicularizado, apodado ignorante e estúpido e condenado à prisão perpétua.

O presidente Jair Messias Bolsonaro, com a exibição de tal vídeo, fez um imenso bem aos brasileiros: expõe a podridão da intelectualidade e dos profissionais da imprensa, e da classe artística, e de uma parcela da sociedade brasileira, corrompida pela intelectualidade e pela imprensa.

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Os isentões são de uma parcialidade explícita, embora digam o contrário. Nas críticas ao presidente Jair Messias Bolsonaro eles as dedicam a ele, exclusivamente a ele, e nas críticas ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (ou ao PT) nelas incluem o presidente Jair Messias Bolsonaro e, salientam, dizem não serem a favor nem de um nem do outro.

Esquerdismo, ideologia das trevas. Presidente Bolsonaro, Arte Sacra e Belas Artes. Tunísia. E outras notas breves.

O esquerdismo é deplorável. Ideologia de criaturas do pântano, diz Marco Frenette, que, em uma de suas publicações recentes, afirma que os esquerdistas não estudam – nem política, nem história, nem psicologia, nem filosofia, enfim, nenhum assunto, completo; eles lêem livros que lhes fortalecem as crenças esquerdistas, a sociopatia, livros que lhes dão instrumentos para se desconectarem da realidade, para viverem, digo, na segunda realidade, fictícia, fantasiosa, realidade paralela, cujo ecossistema social, político, idealizado, é inteiramente comunista. São desonestos; e robustecem suas crenças mesmerizados com as palavras – ressignificadas pelos intelectuais que alimentam a fantasia criminosa esquerdista – que lhes ecoam na mente doentia, ou em processo gradativo de adoecimento. E Marco Frenette também atenta para o uso, pelos conservadores, em suas manifestações, do vocabulário esquerdista, sem perceberem que estão a fazer o jogo do inimigo.

Em duas outras de suas publicações, fala, em uma delas, de uma curiosidade: um episódio cômico envolvendo Lênin, que, em viagem a Paris, teve, roubada, a sua bicicleta; e deplorou o defensor da extinção da propriedade privada a supressão da sua valiosa propriedade, que lhe foi subtraída sem a correspondente indenização; e, na outra, que os revolucionários desejam reescrever a História, e esfaquearam Jair Messias Bolsonaro e atearam fogo numa estátua de Borba Gato em ações orquestradas que participam de um movimento que é, talvez, o prefácio de um capítulo tenebroso da história brasileira -, porque ainda não têm meios para caçar e matar os conservadores, ou, é melhor dizer, os bolsonaristas e os cristãos.

E ainda acerca de esquerdismo, comento um texto de Jairo José da Silva, “Tipologia do Esquerdismo”, que ele publicou em sua página no Facebook. É interessante e ilustrativo. Elenca os cinco tipos de esquerdistas: o débil; o intelectualmente deficiente; o impotente; o hipócrita; e, o inexistente. Começo pelo último, que, segundo o autor – e toda pessoa sensata há de concordar com ele -, não existe, e de fato não existe, pois não são os esquerdistas os santos da lenda do movimento revolucionário, pois eles jamais repartem a renda. Agora, o primeiro tipo: é o homem despersonalizado, gregário. E o segundo: é o sujeito que não sabe ler a realidade fora da dicotomia explorador-explorado: para ele, todas as relações humanas seguem as regras da luta de classes: o pai explora o filho, o patrão o empregado, o homem a mulher, e assim impreterivelmente. E o terceiro: é o fracassado. E o quarto: é o pequeno-burguês, sujeito bem-sucedido, que vive da exploração de atividades capitalistas, e que tece loas às bondades socialistas, e adora os heróis comunistas, e deplora as atividades capitalistas, assim se apresentando como um homem sensível e humano, mas sem jamais abrir mão de seus bens, de seu conforto.

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O presidente Jair Messias Bolsonaro para a Lei Rouanet assinou decreto que ajudam pequenos artistas, o homem comum – diz André Porciuncula -, ao reduzir a burocracia. E dá atenção à Arte Sacra e às Belas Artes. O Brasil está a se livrar, aos poucos, de uma política cultural que privilegiava espetáculos grotescos, imundos, de homens a urinarem, em praça pública, na cabeça de outros homens, e de crianças a tocarem, em museus, homens nus, e de homens e mulheres, em círculo, de quatro, a se enfiarem uns nos fiofós dos outros o nariz. Que se persista na política iniciada pelo governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, para que o Brasil possa se ver livre dos demônios que corromperam gerações inteiras de brasileiros fazendo do Brasil uma miniatura do inferno.

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Aldo Lebed dá notícia da destituição e da cassação, na Tunísia, pelo presidente tunisiano, respectivamente, do primeiro-ministro e da imunidade dos parlamentares. E o presidente da Tunísia também acionou o exército contra o parlamento e pôs o país sob Lei Marcial. Segundo o autor, tais ações do presidente tunisiano vão contra a elite globalista da Nova Ordem Mundial, a Irmandade Muçulmana e o Califa Erdogan, e contra, também, Barack Hussein Obama.

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Em entrevista a Rodrigo Constantino,  André Porciuncula afirma, citando Eric Voegelin, que a guerra em que estamos envolvidos é a de sempre, a eterna, a na qual os humanos se batem, desde que o mundo é mundo; antagonizam os humanos que crêem numa ordem transcendente e os que negam aos humanos a transcendência; entre os que querem viver e deixar viver e os que alimentam um eternamente insatisfeito apetite pelo poder.

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Felipe Fiamenghi está na lista dos que criticam, duramente, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro. Em sua publicação de 27/07/2021, além de manifestar o seu descontentamento com o ex-ministro, revela ressalvas suas aos intelectuais, pessoas (e aqui ele está, presumo, aludindo a Olavo de Carvalho e aos olavistas, que adoram tecer ao presidente Jair Messias Bolsonaro críticas construtivas, que infalivelmente o constrangem) que de teorias políticas entendem, mas da política do dia-a-dia não sabem nem uma vírgula.

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Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, elenca as idéias defendidas pelo movimento negro, idéias que correspondem em tipo e grau às da esquerda: desencarceramento de criminosos, liberação das drogas e vitimização dos bandidos. E para ele, os negros militantes idolatram criminosos, estes seus heróis e mártires.

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Na entrevista que concedeu à Rádio Cidade Luis Eduardo Magalhães, da Bahia, o presidente Jair Messias Bolsonaro fala de sua saúde; de Adélio Bispo e de sua filiação ao Psol; e da economia brasileira; da pandemia, das decisões de governadores e prefeitos, chanceladas pelo STF; dos efeitos deletérios de lockdowns e quarentenas e toques de recolher decretados por governadores e prefeitos; e lembra do alerta que desde sempre fizera: de cuidar da saúde e da economia; e trata dos programas federais de apoio aos micros e pequenos empresários, o Pronampe; e do Auxílio Emergencial, que atendeu a mais de sessenta milhões de brasileiros sendo que quase quarenta milhões deles são trabalhadores informais – e do consequente endividamento do governo federal; e relembra da política do “Fique Em Casa que a Economia a Gente Vê Depois” e dos males que dela resultou, quase vindo a levar o Brasil à bancarrota; e dos estímulos do Governo Federal aos homens do campo, que do presidente recebeu elogios sinceros; e das demarcações de terras indígenas e quilombolas, políticas que, outrora, sendo uma farra, com demarcações indiscriminadas, redundava em insegurança para os proprietários de terras; e da posse de armas-de-fogo; e das multa aplicadas pelo IBAMA; e da Reforma Administrativa; e de outros assuntos da alçada do Governo Federal. Em poucos minutos, o presidente Jair Messias Bolsonaro oferece aos ouvintes da Rádio Cidade Luís Eduardo Magalhães uma amostra do hercúleo trabalho do Governo Federal.

Declínio dos Estados Unidos e ascensão da China. Ex-bolsonaristas anti-bolsonaristas. Borba Gato e os revolucionários. Transhumanismo. E outras notas breves.

Em sua página no Facebook, Maurício Alves sugere um interessante exercício de imaginação. Observador perspicaz, projeta luz sobre o que se conta acerca do caos que nos aflige. Penetrante em suas análises, apresenta, de um ponto de vista inusitado – dir-se-ia uma teoria da conspiração (às idéias dele talvez assim se refiram pessoas que nada sabendo do assunto e nada desejando saber declaram que de tudo estão inteirados, tecem a respeito comentários infundados, pior, escabujando de ódio ou simulando tranquilidade de espírito, limitam-se a ofendê-lo).

Não é Maurício Alves um replicador de informações, tampouco um disseminador de análises ideologicamente enviesadas. Diz ele que o flagelo que nos atormenta é obra de homens que almejam a derrocada dos Estados Unidos da América e a ascensão da China à superpotência mundial; dentre tais homens, além, é óbvio, dos membros do Partido Comunista Chinês, estão bilionários ocidentais e políticos do Partido Democrata americano. É o objetivo dos inimigos da América, e, por extensão, do mundo livre, demolir as instituições americanas, que são a salvaguarda do poder do Dólar como a moeda do comércio internacional, moeda cujo lastro é a confiança que o mundo deposita nas instituições democráticas criadas pelo Tio Sam. Compra-se Dólar porque confia-se que o Tio Sam honra os seus compromissos.

As restrições ao comércio, a fraude eleitoral nas eleições americanas de 2020, as políticas sanitárias iníquas, e as políticas de passaporte sanitário e a consequente obrigatoriedade da vacinação contra o Covid-19 concorrem para o mesmo objetivo: enfraquecer os Estados Unidos da América.

E estão com pressa os inimigos dos Estados Unidos, afinal, poderá em 2022 Donald Trump obter a maioria nas duas casas legislativas; e a auditoria das eleições americanas, de 2020, no Arizona e em outros estados americanos tem para revelar segredos que muitos não desejam que venham a público, o mesmo se pode dizer da investigação da origem do coronavírus, investigação que revelará o papel de Anthony Fauci e outros ilustres personagens na condução da pandemia.

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Ricardo Santi e Guillermo F. Piacesi Ramos atentam para o erro que não poucos bolsonaristas cometem ao respeitarem as opiniões de youtubers que nada entendem de política e que atuam sempre em defesa de seus interesses pecuniários – nem sempre com a verdade, a justiça, lançando mão de expedientes reprováveis com o objetivo de ampliar seu público, ter seus vídeos popularizados – em vez de confiar no presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja experiência política não é desprezível, e além disso, tem ele informações que lhe dão uma idéia melhor da situação, informações que nenhum outro brasileiro, por mais perspicaz que seja, pode imaginar quais sejam.

Quem também repreende tais bolsonaristas é Fernando Vaismann, que trata como ingênuos, imaturos, quem pede por intervenção militar, a aplicação do artigo 142 da Constituição Federal, e suplica ao Exército a prisão de vândalos e personagens folclóricos da política brasileira.

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E pela segunda vez trato de comentários de Maurício Alves aqui nesta edição das minhas Notas Breves. Em uma de suas publicações feicebuquianas (ou facebookianas?), ele, ao falar do ato vandálico contra a estátua do bandeirante Borba Gato, prevê a ocorrência possível de conflitos em futuro próximo, o que justificaria, pelo STF, um golpe branco, e assim estaria alijado o presidente Jair Messias Bolsonaro da cadeira de presidente do Brasil. Não é o único brasileiro que chama a atenção para o recrudescimento dos atritos entre os apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro e os inimigos dele; estão os nervos à flor da pele, e basta um estopim para que a dinamite social exploda, o que obrigará as Forças Armadas a agirem no intuíto de restabelecer a lei e a ordem. Está por um fio, prevê-se, o conflito. Fernando Vaismann (o Bituka du Bronx) é um dos que alertam para o perigo da ocorrência de convulsão social no Brasil. E os sinais que evidenciam a sua iminente eclosão estão diante dos olhos de todos, mas apenas os treinados podem vê-los.

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O transhumanismo, pensa Neto Curvina, hoje, 25/07/2021, no Facebook, acompanhado da Agenda 2030 (da ONU) e do Great Reset (Grande Reinício), está no âmago de política satânica que redundará na ruína do Homem.

A criação de seres híbridos humanos-animais e humanos-máquinas, em gradativo aprimoramento, é, diz Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, a última tentação do homem. Já em andamento o hibridismo, preparam os Senhores do Universo os povos para a aceitação do novo ser que nascerá da mistura de homens, animais e máquinas num mesmo organismo. E os monstros serão, é certo, inúmeros. Dentro de poucos anos, conviveremos com minotauros, quimeras, centauros, equidnas, esfinges e sátiros.

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Somos os humanos ratos de laboratório, segundo Welton Nehemiah, ontem, 24/07/2021, em sua página do Facebook. Para ele, os humanos desessencializados, corrompem-se em sua integridade, em seu espírito, em seu ser, em sua natureza original, a humana, para se converter em sabe-se lá o que. Em nome da saúde eterna, de uma idéia fantasiosa de saúde, estão a se curvar perante os que os oprimem. Não todos os humanos, é claro, mas aqueles, que são muitos, que acolhem, bovinamente, as ordens de seus algozes e condenam ao ostracismo e ao fogo do inferno os que se dignam a se respeitarem em sua condição humana. O pensamento de Welton Nehemiah coincide com o meu e com o de outras pessoas, que não são poucas.

E pergunto-me se se avizinha de nós o mais desumano e assassino governo da história. Há quem já o vislumbre, ao longe; e há quem afirme que estamos no, dele, átrio de entrada, ao enquadramento da porta principal; e para outros já estamos dentro dele, e ele está a nos massacrar, mas, anestesiados pelas comodidades modernas, a gozar de uma vida de entretenimento e descompromisso e de prazeres ilimitados, desenssibilizados, não nos damos conta da nossa situação deplorável.

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Davi Marciglio informa que o governo francês criou um comitê interministerial para proteger do islã em sua vertente fanática a República; para os franceses é o secularismo inegociável.

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Alfredo Vieira é um pintor brasileiro. Suas obras, de óleo sobre tela, reproduzem as coisas com realismo estonteante – diz-se escola hiper-realista. Na sua pintura “Casebre”, ele retrata uma casa antiga, rústica, em área rural, à volta chão de terra e à frente uma cerca de madeira; ao fundo, colinas cobertas de vegetação verde, rasteira, e árvores. É uma pintura que agrada aos olhos. Bucólica.

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Bill Watterson era dono de sensibilidade incomum. Nas estórias de seu mais famoso personagem, Calvin, que está sempre acompanhado de Haroldo, seu tigre de pelúcia, ele é bem-sucedido em reproduzir a alma de uma criança em toda as suas simplicidade e complexidade, traduzindo-lhe, numa associação perfeita de desenhos e textos, a casmurrice, a ingenuidade, a tristeza, a alegria, a euforia, enfim, todos os sentimentos que fazem de um ser humano ser humano.

Em uma das curtas estórias protagonizadas pelo menino Calvin, de quatro quadrinhos, vê-se, no primeiro, Calvin a tropeçar em uma pedra; no segundo, ele, enraivecido, a dar-lhe um pontapé, arremessando-a longe; no terceiro, a pedra a acertá-lo na cabeça; e, no quarto, Calvin com a cara enfiada no chão. O conto narrado nestes quatro quadrinhos é simples; os desenhos de Bill Watterson confere-lhe o tom cômico, a graça; é uma prova, e bem simples, de que o importante não é a estória que se conta, mas como se conta a estória.

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Quatro pinturas que admirei na página Ars Europe. Uma de cada um dos seguintes pintores: Jan van Balen; Titian; Gianantonio Guardy; e, Bartolomeo Veneto. A de Jan van Balen, Feast os Bacchus, um óleo sobre tela, representa uma cena, num bosque, dionisíaca. Adornam a cena cupidos. Era o pintor um colaborador de Jan Bruegel. E sua obra insere-se no período barroco. Titian, italiano, num óleo sobre tela, apresenta “Worship of Venus”, um rito romano à deusa que dá título à obra. Estão presentes na pintura crianças com asas. Em sua pintura, Gianantonio Guardy ilustra uma cena do poema de Torquato Tasso; estão representados Ermínia, Valfrino, e Tancredi, este, ferido, estirado no chão. E por último, um quadro animado por Maria, e Jesus, criança, ao Seu colo. Ao fundo, vê-se camponeses, animais e um cavaleiro montado em um cavalo; e mais ao fundo, montanhas e construções.

Acompanha cada uma das quatro pinturas um texto curto que dá notícia do pintor e do tema da pintura.

Embora não tenhamos acesso às pinturas originais, podemos admirar réplicas em formato digital; podem muitos alegar que a experiência de admirar réplicas de pinturas numa tela de computador não se iguala à, superior, insubstituível, de admirá-las em seu estado original; pode-se concordar com tal afirmação, mas há de se reconhecer que muitas pessoas jamais terão diante de seus olhos as pinturas originais; portanto, as réplicas, incluídas as reproduções digitais, têm o seu valor; da mesma forma as reproduções em vinil, fita-cassete e digital de espetáculos de música, e em vídeo de apresentações teatrais.

Em boca fechada não entra mosquito. Partidos de esquerda e direita não são iguais. Esquerda limpa-se em sua sujeira. E outras notas breves.

A pessoa que, desconhecendo um determinado assunto, e dotada de bom-senso, numa discussão pública mantêm-se à parte, na arquibancada, assistindo ao espetáculo que pessoas que, acredita, entendem do riscado oferecem, ciente de que talvez uma delas, ou todas elas, nada entendem do que dizem, afinal, ignorando o assunto, não pode avaliar o teor das dissertações que elas dão a conhecer. Compreende que não pode ponderar acerca do que é tratado, mas pode, se atentar para o que dizem, detectar incoerências, inconsistências, argumentos enviesados, falácias, se tem preservada a boa-vontade em apreender as coisas do mundo, e humildade para reconhecer suas limitações, e revelar-se maduro para não se precipitar e manifestar suas opiniões apenas tendo em mira o objetivo de não se passar aos olhos alheios por um tolo, um ignorante. Diziam os homens de cãs veneráveis, nossos avoengos, que a palavra vale prata, e o silêncio, ouro; em muitos momentos, sim. Não é raro uma pessoa passar por situações que só não são constrangedoras porque ela decidiu pelo silêncio ao ouvir uma tolice saída da boca de uma pessoa que se tem na conta de sábia sem o ser e dotada de conhecimentos superiores.

Todas as palavras anteriores eu as escrevi de intróito ao que direi a partir de agora. Neste ano e quatro meses de pandemia (fraudemia, para os perspicazes) oficial, políticos, chandelados por médicos e cientistas renomados (eleitos pela mídia e por quem a financia) e diretores e presidentes de organizações internacionais, e amparados pelos meios que se dizem de comunicação, autorizados por autoridades dos órgãos jurídicos estatais, decretaram medidas restritivas, ditas sanitárias, que, alegaram, visavam conter o avanço do vírus entre os humanos. Os resultados estão aos olhos de todos: fracasso retumbante e fortalecimento de políticas autoritárias em todo o mundo. No princípio, medidas como quarentena (primeiro, quinze dias; depois, mais quinze dias; e de quinze dias em quinze dias, um ano e quatro meses), isolamento das pessoas, para evitar aglomeração e o uso de máscara. Ora, dizia-se, então, que se enfrentava uma doença nova, que pedia medidas originais para se poder enfrentá-la. Mas não havia, na ocacião, nenhuma experiência que revelava a eficiência de tais medidas, excetuada uma, na China, em Wuhan, que, segundo o governo chinês, comunista, foi um sucesso incontestável. Muitos inocentes acreditam nas narrativas do governo comunista chinês, principalmente as dotadas de senso crítico. E não foi preciso muitos dias após o anúncio da existência de um protocolo médico que indicava para traramento de pessoas infectadas pelo Covid um coquetel de remédicos que contava, dentre outros, com a hydroxicloroquina, para que este remédio, e o tal tratamento, a mídia, a escorá-la médicos e cientistas renomados que ela mesma alçara à condição de heróis, o demonizasse, dando-o como coisa de gente retrógrada, antiquada, anti-científica, da Idade Média, terraplanista, e coisa e tal. E não poucas pessoas, já em estado vísivel de histeria, esposaram a posição midiática e partiram para a ofensa aberta, declarada, aos que carinhosamente alcunharam negacionistas e apresentaram-se como seguidores da ciência. Ao assumirem tal postura, a de pessoas de cérebro petrificado num estado de letargia, incapaz de acionar os neurônios, impelidas pelo medo estimulado pela tortura psicológica à qual inconscientemente se submeteram, fincaram pé numa posição sem que soubessem o que faziam, certos de que faziam o certo, ignorando a real, verdadeira, motivação daqueles que implementavam as políticas ditas sanitárias, numa postura de quem eram profundos conhecedores de ciência, de medicina, e, a presunção das presunções, autoridades morais ungidas por seres celestiais onipresentes e omnissapientes. E nada sabiam então, e nada sabem ainda hoje, de ciência, e tampouco das motivações dos políticos e dos empresários metacapitalistas que financiaram as políticas que, sob pretexto sanitário, estão a destruir empresas pequenas, produzir desemprego, rasgar o tecido social criando atritos e desconfiança entre as pessoas, principalmente entre familiares e parentes, e erguendo uma estrutura estatal tecnocrática totalitária global.

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Ouvi, certa vez, de alguém que se acredita profundo conhecedor de política, que Direita e Esquerda, sendo opostas uma à outra, são iguais. Falava, então, de PSDB e PT. Em seu argumento, inscrevia o PSDB na direita do espectro político; e o PT na Esquerda. Toda pessoa que leu algum texto de estudioso honesto de política sabe que é o partido dos tucanos de Esquerda, e não de Direita. Mas não é este o ponto desta minha nota breve. O que me chamou a atenção na ocasião foi a ausência de sentido do argumento do suposto conhecedor de política, ele a disparar disparates a esmo e deles não se dar conta. Para ele, as idéias da Direita e as da Esquerda são iguais, mas as políticas delas são opostas, às desta às daquela; e o PSDB é de Direita e o PT de Esquerda, este sendo o oposto daquele, e o ideal daquele é igual ao deste; e ele se decidia pelo PSDB porque o PT tem política diferente, embora seja a mesma. Eu só posso concluir que tal pessoa, presunçosa, usava as palavras Direita e Esquerda apenas por hábito, sem conhecer nem um mísero fato histórico, que remonta à Revolução Francesa, que lança luz, e escuridão, acerca da questão. E ela revelou, também, desconhecer as políticas dos dois partidos políticos brasileiros em análise, objetos de seu comentário disparatado. Teria ela de incluir PT e PSDB na Direita, ou na Esquerda, jamais um em cada um destes dois grupos, afinal a taxonomia política não permite que se inclua em grupos distintos partidos políticos de idéias idênticas.

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Há não muito tempo, o PSDB lançou um movimento intitulado “Esquerda Pra Valer”. Há quem não tenha entendido tal postura, afinal, desde que o mundo é mundo, o PSDB se deu aos brasileiros como partido de Direita. Se é assim, por que vinha ele, agora, se declarar de Esquerda? Estudiosos perspicazes entenderam a artimanha: Dando-se como de Esquerda, pretendia o PSDB apresentar o PT como uma falsa esquerda, uma esquerda que traiu os ideais esquerdistas, assim limpando o PSDB o nome da Esquerda, até então associado ao Mensalão, aos governos de Lula e Dilma, de triste memória. Já era, então, de domínio público, os demandos dos petistas e seus tentáculos.

Geraldo Alckmin, certa ocasião, muma entrevista à Jovem Pan, na companhia, dentre outros, de um dos mais proféticos e certeiros comentaristas de política nacional e internacional, afirmou que Lula é de Extrema-direita, e disse tal com todas as letras, e sem gaguejar. É o mesmo artifício que estão os esquerdistas a usar nestes dias, que correm, quando se revelam ao mundo as imundícies dos governos esquerdistas da Venezuela e de Cuba. Jogam a batata quente nas mãos da Direita, dos militares e dos capitalistas. Tal narrativa ecoa nos ouvidos de muita gente desavisada.

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Há poucas semanas, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva deixaram suas diferenças de lado e, pelo bem do Brasil, aliaram-se contra o presidente Jair Messias Bolsonaro. Há quem acredite que eram FHC e Lula adversários e que a aliança foi coisa séria. Mas parece que a idéia não agradou nem os gregos e nem os troianos, e foi abandonada. Presumo que ninguém quis assumir a paternidade dela.

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Intelectuais são gente como a gente, e não seres superiores como acreditam alguns. E muitos deles amam de paixão ditadores e genocidas. Heidegger flertava com Hitler, Sartre com Stálin, Gabriel García Márquez e Saramago com Fidel. Para citar apenas quatro deles.

E duas informações: Fidel Castro estudou Direito, e Che Guevara, medicina. E há quem pense que formação universitária forma o caráter.

O vírus é o que dizem que ele é? Arma biológica? Quem a produziu? Revelações. Em quem acreditar? Fundão sem fundo e o presidente Bolsonaro. Cuba. E outras notas breves.

Que o mundo dá voltas ninguém há de negar, mesmo que ninguém sinta a constante rotação, que, é a verdade, não atrai a atenção de onze em cada dez humanos. Os homens, excetuados alguns poucos cientistas e curiosos, ocupam seus dias com outros afazeres. Mas o mundo, a nossa Terra, podia dar voltas numa velocidade inferior à costumeira. Que desacelere. Os humanos não suportamos, mais, tanta revolução.

Assisti, hoje, dia vinte, ao vídeo “Reiner Fuellmich entrevista Dr. David Martin – Afinal foi uma ilusão fabricada.”, legendado, publicado, no Rumble, canal de vídeos na internet, no dia dezesseis deste mês. Tem um pouco mais de uma hora de duração. É ilustrativo. Dá-nos o que pensar. Faz-nos coçar a cabeça, até nos arrancarmos os cabelos. Não ouso, aqui, nesta nota breve, reproduzir, puxando pela memória, as informações que o entrevistado fornece, inúmeras, e tampouco empregar o vocabulário dele. Não é está a minha ambição. Quero, aqui, dar, unicamente, uma idéia, que, sei, é fraca, do teor do vídeo, e encerrar esta nota breve com um comentário pessoal.

Diz o Dr. David Martin que não é o coronavírus, o tal de SARS-CoV-2, o bode expiatório que os políticos nomeiam para nos infernizar, uma criatura nova, surgida no ano de 2.020, vinda de um laboratório, do qual escapou após driblar-lhe o sistema de segurança máxima de matar de inveja os construtores de Alcatraz. Nada disso. Já era a danada conhecida de todos, e há décadas. Documentos dão a conhecer a sequência genética do coronavírus (mocorongovírus, no vernácuo acaipirado do meu amigo Barnabé Varejeira), apresentando-o como de um ser novo. Não o é, entretanto. É ele um matusalém. Nosso velho conhecido. E estou me repetindo.

Em certo momento da entrevista, o entrevistado, bem humorado, afirma que primeiro criaram uma demanda para uma vacina, que estava patenteada antes da patente do vírus, que, sendo criatura natural, não pode ser patenteada, pois pode-se patentear apenas o que é artificial, produto da criação humana. Havia, nos longínquos anos 2000, uma vacina contra coronavírus para uso em coelho e em cães, e não em humanos. E a criação do novo (que não é novo) coronavírus, se deu nos laboratórios do NIAID (National Institute of Allergy and Infectious Diseases) e contou com a participação do mitológico Anthony Fauci.

E fala o Dr. Martin de HIV, de armas biológicas, do DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency – Programa de Pesquisas Avançadas de Defesa dos Estados Unidos), do anthrax, da Ciprofloxacina, da NIH (National Institutes of Health), das agências de saúde (ou devo dizer “de doença”?) estrangeiras na história da criação do novo (que não é novo) coronavírus.

Brinca o Dr. David Martin que criaram um tratamento médico para uma doença provocada por um vírus que não existe, vírus, este, o tal de SARS-CoV-2 (mocorongovírus, repito, no singular dicionário do Barnabé Varejeira, meu amigo), vírus, o Covid, que é um avatar, uma simulação de computador, uma espécie de personagem de videogame do time do Kratos e do Donkey Kong. Pensei em dizer do da Lara Croft ou do do Sonic. Mas a êmula de Indiana Jones é muito meiga e prodigiosa e exuberantemente voluptuosa e o rival do Ligeirinho, muito rápido, ligeiramente veloz, um rival de Usain Bolt (e o tal de coronavírus, desde sempre suspeitou Barnabé Varejeira, é um mocorongo).

Além de não ser novo o novo coronavírus, a teoria do vazamento do vírus de um laboratório de virologia de Wuhan não passa de uma asneira.

E declara o Dr. David Martin que a vacina injeta nas pessoas estimuladores de patógenos.

Enfim, queriam porque queriam os propugnadores da vacinação universal criar um ambiente propício para criar a procura por um produto, a vacina, que não tinha uso.

A campanha de terror psicológico promovida, à perfeição (ou não, são muitos os impenitentes negacionistas – que, todavia, calculo, não sei se pessimista, constituem parcela reduzida da população mundial), pela mídia tradicional e internética, cuidou de induzir o povo à histeria e levá-lo a suplicar dos governos o elixir da imortalidade – e milhões de pessoas ainda não se deram conta de que foram levados, tais quais cãezinhos de Pavlov, a fazer o que os engenheiros sociais quiseram que fizessem – e ofereceram-se-lhes de ratinhos de laboratório.

Prometi, linhas acima, apresentar os meus comentários, que serão breves: há mais de um ano ouvi dizer à boca miúda que era o coronavírus personagem folclórico inofensivo, filho putativo de Bruce Wayne; depois, que era ele um ser mitológico apocalíptico, bíblico, no dizer de alguns, pagão, no de outros; não muito tempo depois, que era ele uma criatura usada, em experiências científicas, por cientistas chineses, que nutriam a ambição de criar um rival do Godzilla, e usá-lo para destruir os Estados Unidos; depois, veio-me ao conhecimento que era ele apenas um vírus, e nada mais, que nasceu em algum lugar, ninguém sabia onde, e espalhou-se pelo mundo; meses atrás, eu soube que ele escapara de um laboratório de Wuhan; e agora, escuto um homem dizer que é ele uma criatura, que não existe, produzida em laboratórios americanos. Qual destas histórias é verossímil? Há uma que o seja? São todas inverossímeis? Mas há verossimilhança na inverossimilhança!? Pois bem, declaro que já não sei o que pensar a respeito de uma questão que eu acreditava conhecer.

Este vídeo, que me deu o que pensar, e me fez escrever esta nota breve, me obriga a jamais me precipitar a adotar uma postura de convergência ou divergência com o que se divulga. Agora, com uma pulga atrás da orelha, pergunto-me se a narrativa do Dr. David Martin procede, ou se é desinformação, afinal, agora aponta-se o dedo aos Estados Unidos, e o dedo acusador não é de um chinês. Que Ion Mihai Pacepa me ajude a pensar.

Se eu incorri em algum despautério; se eu transmiti alguma informação errada; se eu embaralhei os dados fornecidos pelo Dr. David Martin; se eu, enfim, escrevi o que não devia escrever, desculpo-me com o leitor e peço-lhe que me compreenda.

Esta nota breve ficou breve só na minha intenção.

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O Fundão dá o que falar. Não precisaríamos nos atormentar com tal assunto se as campanhas eleitorais fossem financiadas com dinheiro de pessoas e de empresas. Que cada brasileiro, sendo este seu desejo, doe um quinhão, ou uma moeda que seja, de seu bolso ao candidato que apóia ou ao partido político ao qual é filiado – ou, se não é a ele filiado, subscreve-lhe suas políticas. Mas tirar de cada cidadão brasileiro uma porcentagem do que lhe pertence (Qual é a fonte de recursos do Fundão? Impostos, taxas e emolumentos cobrados ao cidadão pelo Estado. E quem recolhe aos cofres públicos o produto da riqueza do trabalho? O cidadão.) e entregá-la a partidos políticos, que a distribui aos políticos, é um acinte ao povo que sua em bicas todo santo dia para comer o seu prato feito e encerrar o mês sem um tostão no bolso furado. Assim todo brasileiro financia políticos que ele não tem em alta conta e que defende valores que ele não esposa. Infelizmente é neste pé que estamos.

E o famigerado Fundão, assim jocosamente designa o brasileiro a conta, estipulada pelos legisladores nacionais, que teremos de pagar, sabem pessoas de mente suspicaz, está a servir de moeda de troca, em Brasília, políticos a se oporem ao presidente Bolsonaro a chantageá-lo. Que ele ouse vetar o aumento da verba destinada às campanhas eleitorais de 2.022! Ele verá o que é bom pra tosse e com quantos paus se fazem uma canoa. Se vetar o aumento do montante de recurso destinado ao Fundão, Jair Bolsonaro, prevê Ricardo Santi, em publicação do dia vinte deste mês, para enfrentar os seus inimigos, contará apenas consigo mesmo, constituirá um exército de um homem só, um de Brancaleone, a encarar, destemido, dragões e a desferir golpes a esmo, amalucados, contra moinhos de vento.

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Ilustrado com uma foto que retrata uma praia paradisíaca, de Cuba, o texto de Lukas Hawks, de ontem, dia dezenove, fala, em poucas palavras, que o país caribenho, de principal destino turístico dos sobrinhos do Tio Sam, um paraíso na Terra, converteu-se, após a revolução comunista concretizada por Fidel e Che, num paraíso socialista, isto é, um inferno na Terra. Hoje, sob a foice e o martelo comunistas, os cubanos para fugir à opressão contra eles praticada pelo Estado comunista da ilha-cárcere, arriscam-se em balsas, enfrentam tubarões, para, rezam, pisar em terras da Flórida. O destino dos mal sucedidos, capturados pelos agentes de Cuba, é mais sofrido, dramático e trágico do que o que tem os que naufragam e, caídos nas águas caribenhas, são triturados pelos dentes afiados dos caçadores dos mares.

E em outra publicação, esta do dia quinze, tece um comentário rápido, penetrante: antes, o comércio com os americanos eram prejudiciais à Cuba, daí a necessidade de uma revolução socialista; hoje, a ausência de comércio com os americanos é prejudicial à Cuba. Coitado do Tio Sam!

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O jogo de poder dos poderosos Senhores do Universo dá um novela de suspense magistral. Maurício Alves informa que Mark Zuckerberg pode estar a fazer a caveira de Gates e Biden, pois conta com o arrimo de pessoas mais poderosas do que os três. Quem pode imaginar que possa existir gente mais poderosa do que o atual presidente dos Estados Unidos? E informa tambêm que Fauci e Gates estão em maus lençóis, torrando uma boa fortuna com advogados. Tal história está relacionada com o Instituto de Virologia de Wuhan, China, patentes do SARS-CoV-2 e algumas outras questiúnculas incontornáveis.

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Admirei duas pinturas, ambas publicadas, no Facebook, na conta do Ars Europe, uma de Giuseppe Vermiglio, esta a retratar Davi e Golias, aquele a exibir a cabeça deste, decepada, em sangue; e uma, óleo sobre tela, de Cornelius de Voss, pintor flamengo, a exibir Vênus a sair do mar, sob o olhar de Tritão e de cupidos.

A pintura de Giuseppe Vermiglio é impactante, realista, nua, crua. Ilustra, segundo o texto, curto, que acompanha a reprodução da pintura, episódio narrado no primeiro livro de Samuel.

Isentões, isentos? Rússia x Ucrânia, prólogo da Terceira Guerra. O avatar do Daniel. Cuba, nova revolução. Haiti. E outras notas breves.

Os isentões, carinhas de ares sofisticados, de auto-imagem irrealista, egocêntrica, de isentos nada têm. Põem-se num ponto equidistante, e acima, entre os grupos que eles denominam extrema-esquerda e extrema-direita, aquele resumido no PT e este no Bolsonaro. Aqui já demonstram a falta de equivalência de valores, pois estão a comparar um partido político com um político – o correto seria comparar Bolsonaro e Lula, o que muitos passaram a fazer após a mídia lançar o Barba candidato natural à presidência do Brasil em 2.022. São, acreditam, moderados, serenos, pacíficos, de centro, mas estão a comprar uma narrativa mentirosa que dá Bolsonaro o êmulo natural, em se tratando de radicalismo na política, política revolucionária, de Lula, o reflexo, dele, mas no extremo oposto do espectro político, dando a entender que são ambos os dois figuras do mesmo álbum de fanatismo político de inspiração ideológica autoritária; comparam, e igualam – e sabe-se lá que instrumentos teóricos usam em suas análises -, um ser real, o Lula, com um ser fictício, o Bolsonaro descrito pelos seus inimigos. Mas na hora de decidirem o que fazer, que posição tomar, fincam pé ao lado dos adversários do Bolsonaro, convertem-se em máquinas esquerdistas de moer reputações de não-esquerdistas.

Dias atrás, numa ação de esquerda contra o presidente Jair Messias Bolsonaro, ação que redundou em atos violentos – mas a mídia, confiável que só ela, insiste em classificá-la manifestação pacífica de meninos -, um grupo de peéssedebistas ingênuos – ou tolos? – quis cerrar fileiras ao lado de peceólistas (partidários do P.C.O, Partido da Causa Operária), e foi por eles escorraçado. E, li, alguns partidários do N.O.V.O., em outra manifestação, não sei, no mesmo dia, ou em outro, foram agredidos por esquerdistas, que atuaram com suas urbanidade e civilidade proverbiais, e surpreenderam-se com a agressividade insana deles. Que esses carinhas sofisticados, os isentões, em 2.022 votem, em massa, no Lula, o elejam presidente, que a partir de 2.023, ou antes mesmo, saberão o que é radicalismo, extremismo, fanatismo na política. O silêncio dos isentões a respeito da agressão de peceólistas e outros esquerdistas contra peéssedebistas e novistas é ensurdecedor, e revelador do amor não declarado dos isentistões pela esquerda, conquanto dela ganhem umas belas e inesquecíveis sovas.

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Durante aqueles dias em que Vladimir Putin, o agente da KGB (hoje FSB), enviou dezenas de militares russos para a fronteira da Rússia com a Ucrânia, previu-se uma conflagração entre a terra dos tzares e a OTAN. E não foram poucos que viram em tal capítulo, dramático, que poderia culminar numa tragédia de proporções planetárias, o princípio da Terceira Guerra Mundial, que não se deu, graças a Deus – ou foi adiada. Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, assumiu uma postura de preocupação com o andar da carruagem; foi um dos que previram nos atritos entre Rússia e Ucrânia o estopim da conflagração que se expandiria até abarcar todas as nações. Maurício Alves, em publicações na rede social Facebook, assumiu uma posição contrária: viu no imbrógio eslavo-ucraniano apenas fogo de palha. O desenrolar dos eventos prova – por enquanto – que Maurício Alves estava correto em sua análise.

Jayson Rosa e Maurício Alves merecem atenção, fazem análises excelentes das questões mundiais, principalmente quando divrergem, e quando erram, pois sempre dão informações imprescindíveis para o conhecimento do que está a ocorrer no nosso planeta.

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… e o presidente Jair Messias Bolsonaro insinuou que um tal de Daniel, avatar de um líder revolucionário brasileiro treinado em Cuba, tem consigo alguns segredos acerca de ministros do STF, e coisa e tal. E o universo político nacional, embasbacado, calou-se. E a mídia, que adora atacar o presidente Jair Messias Bolsonaro sempre que ele abre a boca, desta vez emudeceu.

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Os cubanos sublevam-se contra o governo ditatorial, autoritário, totalitário, de Miguel Díaz-Canel, preposto do Raúl Castro. Kleber Sernik, na rede social Facebook, dá-nos informações do que se passa na ilha-cárcere do falecido Fidel, amigo do também falecido escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez e ídolo do igualmente falecido escritor português José Saramago. Parece que tem a mão da C.I.A. na revolta. E Bituka Du Bronx, avatar de Fernando Vaisman, vê associação do que se passa em Cuba com a morte do presidente do Haiti, e com o alusão, pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, de segredos de um tal de Daniel, e com a visita ao Brasil de um alto funcionário da C.I.A. Quem sabe o que se passa nos altos escalões dos governos e dos serviços de inteligência!?

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Não poucos brasileiros pedem por urnas eleitorais eletrônicas auditáveis e apuração pública dos votos. Não acreditam que as urnas são invioláveis, suspeitam que fraudes já ocorreram em pleitos eleitorais anteriores e prevêem que poderá vir a se dar no de 2.022. Mas há quem diga que as urnas são confiáveis; que fraudes são impossíveis; que fraudes são figuras do folclore nacional imaginados por gente de mentalidade rústica, atrasada, antediluviana, isto é, de bolsonaristas (bolsominion, para os íntimos) e do presidente Jair Messias Bolsonaro. Percebe-se nas pessoas – e trato, aqui, de cidadãos brasileiros, e não de políticos, de ministros do STF, de artistas, de intelectuais, de jonalistas – contrárias ao voto auditável, em papel, e apuração pública dos votos, uma rejeição insensata, irracional, que tangencia a má-vontade, a má-fé, não da proposta em si mesma, mas dela porque ela foi esposada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. E o que se lê e se ouve de tais pessoas é deboche, e nada mais do que deboche. Não é de hoje que percebo que muitos anti-bolsonaristas vão de encontro aos seus mais caros valores se ao encontro deles vai o presidente Jair Messias Bolsonaro. É tiro e queda. O Fulano defende “A” e se opõe a “B”; e ao ouvir o presidente falar em favor de “A” e ir contra “B”, automaticamente converte-se num defensor intransigente de “B” e declara-se hostil, e desde o berço, a “A”. Um dos argumentos – se se pode chamar tal asnice de argumento – que aventam contra a proposta do voto impresso é que tal é um retrocesso, o mesmo que tornarmos a usar mimeógrafo e máquina de datilografia. Não entendem os sandeus que se está a falar de justiça eleitoral, de lisura do pleito eleitoral. A turminha do Clube Desportivo Urna Eleitoral Eletrônica Inviolável perdeu de há muito o bom-senso. E um adendo: tal turminha é a mesma que se auto-intitula Seguidor da Ciência, rotula quem não lhe subscreve os mandamentos de Negacionista, e clama pela salvação das Girafas da Amazônia, que estão na iminência de serem varridas da face da Terra pelas mãos genocidas do presidente Jair Messias Bolsonaro.

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Li que está a ocorrer casos de pericardite em pessoas que se imunizaram – pode-se falar que foram imunizadas? – com vacinas de RNA mensageiro. E reportagens que dão notícias de pessoas que morreram em decorrência da vacina e de pessoas que estão a sofrer com os efeitos colaterais provocadas pela vacina.

São as vacinas experimentais? Ora, semanas atrás vi duas reportagens: uma dava notícia da existência de um grupo de um pouco mais de trezentas mulheres grávidas e a outra de um grupo de mais de mil jovens, ambos os grupos a participarem de testes com vacinas, para se mensurar as reações que os participantes dos testes teriam, se eles sofreriam efeitos colaterais. Ora, mas as vacinas não são produtos testados em laboratório, prontos e acabados?! Pra que os testes em humanos?! E surpreendeu-me saber que mulheres grávidas se dispuseram a participar do teste, e após notícia de que mulheres grávidas morreram em decorrência da aplicação da vacina contra o Covid.

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Dizem os anti-bolsonaristas que é o presidente Jair Messias Bolsonaro genocida.

No livro Terras de Sangue, de Timothy Snyder, dá-se a conhecer o horror vivido pelos poloneses sob a mortífera foice-e-martelo dos comunistas soviéticos e a máquina de matar dos nazistas, comunistas e nazistas a se revezarem na matança aos poloneses. E o autor lembra que a palavra “genocídio” é um neologismo que nasce da fusão de duas palavras, uma de origem grega, outra latina, que significam, a grega, geno, raça, tribo, e a latina, cídio, matar. Foi tal palavra forjada pelo advogado polonês Raphael Lemkin. Genocídio é, respeitando-se o seu significado original, política sistemática de extermínio de um povo patrocinada pelo Estado. Alguns estudiosos entendem que houve apenas um genocídio em toda a história, a da política de extermínio, pelos nazistas, de judeus, outros incluem o Holodomor, matança de ucranianos pelos comunistas soviéticos, nos anos 1930, sob a liderança de Joseph Stalin. Milhões de ucranianos morrerem de fome. Há quem inclua, na lista dos genocídios, o extermínio dos tibetanos pelos chineses comunistas e por estes mesmos comunistas a morte de uygures. Ora, qual política de perseguição sistemática, com o consequente assassinato, a grupos étnicos e raças o presidente Jair Messias Bolsonaro promoveu? Que se saiba, ele jamais aventou uma política de tal cariz. Usa-se chamar o presidente Jair Messias Bolsonaro – e, por extensão, seus aliados e eleitores – de genocida (e de terraplanista, de negacionista, de nazista, de fascista) única e exclusivamente com a intenção de desumanizá-lo, dá-lo não como um ser humano que merece respeito, mas como uma coisa qualquer que pode ser retirada da existência, afinal não é ele – e tampouco os seus aliados e eleitores -, segundo os seus inimigos, um ser humano; e assim justificarão a morte dele e as dos que o seguem e inocentarão quem se dispuser a eliminá-los. “Genocida” é só um rótulo desumanizador.

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Eleito presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, ainda em 2.018, antes, portanto, de assumir a presidência do Brasil, declarou, de viva voz, em alto e bom som, que exigiria dos médicos cubanos a realização do Revalida e que entregaria a cada médico cubano residente no Brasil seu salário integral. Bastou tais palavras alcançarem os ouvidos dos plenipotenciários cubanos, que estes ordenaram a ida imediata dos médicos cubanos residentes no Brasil a Cuba. E dizem, ainda hoje, que o presidente Jair Messias Bolsonaro expulsou do Brasil os médicos cubanos, acabando, assim, com o programa Mais Médicos. Pergunto-me se os tais médicos cubanos – médicos, ou agentes de infiltração comunista a treinar guerrilheiros e a doutrinar brasileiros com a ideologia comunista? – regressaram a Cuba, ou se circulam por terras brasileiras e nelas exercem a verdadeira tarefa – que não foi a medicina – para a qual foram encarregados.

Li, não me recordo onde, ontem, que há, no Brasil, células terroristas iranianas e cubanas. E que soldados russos estão, na Venezuela, na fronteira deste país com o Brasil. Acredito que não estão lá os agente do Putin a dançarem pagode cossaco e a encherem a cara de vodka.

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