Fique em casa, se puder.

E não é que já começaram a reescrever a história? Lembro-me que jornalistas (não sei se é correto chamá-los jornalistas), artistas (artistas?), homens da Lei (que lei?), e esportistas, e intelectuais (considero inapropriado defini-los assim), e políticos, desde Março do longínquo ano de 2.020, de triste memória, exortaram, com ares autoritários, e alguns ameaçaram com multa e prisão, os brasileiros a se trancafiarem em casa, a se isolarem, repetindo, ad nauseam (gostou do latim, querido leitor?), o hipnotizando, aterrorizantemente mesmerizante, estribilho “Fique em Casa.”, do qual milhões de brasileiros não conseguiram, depois de por ele capturados, se livrar. Durante vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, que se estenderem por meses sem fim, a sentença a proferiram homens e mulheres dedicados, sabemos, ao bem-estar da humanidade, em programas de auditório, de culinária, de arte, esportivos, durante a transmissão de jogos, nos intervalos e durante programas infantis, enfim, concentraram-se os profissionais da mídia (e muitos da internet) a proferir a sentença, que se assemelhava a um mandamento divino, “Fique em Casa.”. Agora, cientes de que a política “Fique em Casa; a economia a gente vê depois.” causou um estrago danado na economia de países inteiros, já estão os seus defensores a reescreverem a história. E tão cedo. Mal acabou – se é que acabou – tal capítulo da história, e já estão a dizer que não disseram o que todos sabemos que disseram. 

O presidente Jair Messias Bolsonaro comparece a um estúdio de um outrora popular telejorna da outrora mais poderosa emissora de televisão do Brasil, e, diante da crítica que ele faz à política do “Fique em Casa”, a entrevistadora (se é que se pode dizer assim), sem-cerimonisamente afirma que disseram, não “Fique em casa”, mas “Fique em casa, se puder.”. Quem se lembra de, em algum momento ouvir os defensores do “Fique em “Casa” dizerem “Fique em Casa, se puder.”? Dizem que brasileiro tem memória fraca. Se é verdade, não sei. Eu só sei que eu, um brasileiro, devo ter, e tenho certamente, memória fraquíssima, pois não me lembro de, em algum momento desde o ano de 2.020, ouvir alguém, menos ainda um funcionário da tal emissora de televisão, pedir, solicíta, e gentilmente, aos brasileiros “Fique em casa, se puder.”. E tem mais. Tem mais?! Tem. Contou-me um passarinho que já se apresentou, em um desses portais de notícias da internet, uma personalidade que eu nunca tinha visto mais gorda, que afirmou que no Brasil jamais se decretou lockdown e quarentena. Pôxa vida! Essa doeu. Devemos os brasileiros darmos mãos à palmatória, e reconhecermos que não nos lembramos, e jamais entendemos, o que se passou em nosso querido país nos últimos dois anos.

Compreendo a atitude daquelas pessoas que estão, agora, a desconversar, a reescrever a história. Compreendo. Elas defenderam uma política que, sabiam, iria causar uma crise econômica, viram a crise econômica se avizinhando, viram que o povo entendeu a causa da crise (a política do Fique em Casa), tentaram, em vão, jogar a batata quente no colo do presidente Jair Messias Bolsonaro, história, esta, que não colou, história que os brasileiros não a compramos. Diante de tal cenário, sobrou aos defensores do “Fique em Casa” uma alternativa, a única: negar que algum dia defenderam a política do “Fique em casa.”

Por que linhas acima afirmei que os defensores do “Fique em Casa” sabiam que tal política resultaria, infalivelmente, em uma crise econômica? Ora, a resposta encontra-se na sentença “Fique em casa; a economia a gente vê depois.” Aí está uma relação de causa e efeito. “Fique em casa” é sinônimo de “paralisação das atividades econômicas” e “a economia a gente vê depois” de “crise econômica”. Portanto, toda pessoa que defendeu tal política sabia que o “Fique em casa” (paralisação das atividades econômicas) seria a causa de um efeito “a economia a gente vê depois” (crise econômica), o que de fato se deu, em parte. Por que “em parte”, e não em seu todo? Por que o presidente Jair Messias Bolsonaro e sua equipe ministerial não ficaram morcegando durante estes dois anos; trabalharam, e com inteligência. E os brasileiros temos de lhes dar crédito: eles fizeram do Brasil um dos países que melhor se reergueram do tombo de 2.020. A economia brasileira atinge níveis de quase pleno emprego, o câmbio está razoavelmente bem, a taxa de juros baixas, a inflação controlada, enfim, todos os índices econômicos são positivos, e o futuro próximo alvissareiro.

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Não há justiça no Brasil – um exemplo da mentalidade anti-bolsonarista.

Que no Brasil a justiça tarda e falha é do conhecimento de todos. E não é raro os brasileiros ouvirmos histórias, e das mais bizarras, umas, grotescas e arabescas, saídas da cabeça de um Edgar Allan Poe, outras, obras de um Franz Kafka. E quando a justiça, mesmo tardando, não falha, os brasileiros, ao tomarmos conhecimento de tal feito, inusitado, coçamos a cabeça, desconfiados, a nos perguntarmos onde está a armadilha.
Há um elemento interessante na relação de certas pessoas com a Justiça, ou o que elas entendem por Justiça: o desejo pessoal. Não sei se me faço compreender. Usarei outras palavras para explicar o que pretendo dizer: há pessoas para as quais só há Justiça se o veredicto do juiz corresponder ao que elas desejam, ao que elas querem. Neste ano, dois casos são, para mim, emblemas da presunção, arrogância, estupidez, de certas gentes que entenderam equivocadas, melhor, criminosas, a ação de juízes, que não lhes atenderam à vontade, a de anti-bolsonaristas radicais, gentes que, por si mesmas, já haviam posto o presidente Jair Messias Bolsonaro no banco dos réus, e o condenado ao cano de um fuzil – o fuzilador a obrigá-lo a ficar de frente para um paredón, e, ao premir o gatilho, tal qual Che Guevara, um dos carniceiros de Sierra Maestra, bostejar, com o seu olhar vulturino, e seu espírito assassino: “Viva la revolución. Hay que endurecerse pero sin perder la ternura.” -, e que, vindo a saber do veredicto, enraivecidas, descarregaram todo o ódio que as alimenta, esbravejaram, e xingaram os juízes e o réu com os mais carinhosos e simpáticos apodos. Não posso deixar de dizer que no auto dos processos o nome do presidente não estava presente, o que é compreensível, afinal ele não era uma personagem envolvida nos dois casos, mas, entretanto, todavia, porém, no entanto, os seus detratores, que o apontaram como um dos envolvidos, ferindo-o, verborrágicos e boquirrotos, com o dedo acusador, queriam porque queriam que ele fosse condenado à prisão. Na cabeça de tal gente, Jair Messias Bolsonaro já estava condenado – e toda decisão judicial que não chegasse a tal termo estava corrompida em todo o seu processo. Não estou, aqui, a me referir a políticos, artistas, jornalistas, figurinhas carimbadas da vida pública, cujas faces estampam famosos programas de emissoras de televisão, e capas de revistas, e a primeira página de jornais e sites de notícias. Estou a falar de pessoas com as quais nos esbarramos no dia-a-dia.
São os casos aos quais até o momento fiz alusão o da morte, por um bolsonarista, de um lulista, e o das mortes de dois aventureiros que se embrenharam na floresta amazônica (eles se tinham na conta de desbravadores da estirpe dos Bandeirantes?). Em nenhum dos casos, tinha o presidente do Brasil participação – não era ele o protagonista, nem um coadjuvante, nem sequer um figurante, daqueles que nem fala possui e resumindo a sua participação na história a andar, ao fundo, misturado com dezenas de outros figurantes, que, iguais a ele, estão irreconhecíveis. Os auto-intitulados juízes não apreciaram o epílogo da história. Queriam, e querem, que o presidente Jair Messias Bolsonaro seja sumariamente condenado, senão à morte, à prisão perpétua numa fétida enxovia, vivendo de comer de suas fezes e beber de sua urina. Segundo os anti-bolsonaristas este é o destino que está reservado ao objeto do ódio deles. Para eles, há Justiça apenas quando a vontade deles é atendida. Não há, no mundo, almas tão justas.

Vacinados e não-vacinados. E esquema vacinal completo.

No parágrafo abaixo deste, entre as aspas, um trecho de uma publicação da Prefeitura do Município de Pindamonhangaba, na página desta no Facebook, publicação na qual se dá notícias concernentes aos casos de infecções e mortes por covid-19, em Pindamonhangaba, no período que se iniciou no dia 21 de Julho e se encerrou no dia 27 do mesmo mês, seguido de comentários meus, que publiquei na caixa de comentários da mesma publicação.
“Vale destacar que 100% dos óbitos ou não foram vacinados ou não completaram esquema vacinal.” Nesta frase, põe-se juntas as pessoas que não se vacinaram e as que, mesmo vacinadas, não o estavam com todas as doses que se convenciou considerar obrigatórias para se respeitar o esquema vacinal completo. Mas quantas doses são exigidas, hoje, para se completar o esquema vacinal? Quatro? E assim que lançaram no mercado a quinta dose, as pessoas vacinadas, então, com quatro doses estarão incluídas no grupo das pessoas que não estão com o esquema vacinal completo? E quando lançarem a sexta dose? Não sei se entendi a questão. Corrijam-me, por gentileza, se eu estiver errado: ao se aglomerar as pessoas não-vacinadas e as que não completaram o esquema vacinal no mesmo grupo, está-se a se considerar as que não completaram o esquema vacinal pessoas não-vacinadas. Seria o correto a prefeitura separar em grupos distintos as pessoas não-vacinadas das pessoas vacinadas com uma dose, e das vacinadas com duas doses, e das vacinadas com três doses.

É sensato proibir o ensino do comunismo?

Em primeiro lugar, deve-se definir comunismo, e a definição tem de vir sem dubiedades, e jamais permitir objeções, pois em não havendo consenso acerca do que o comunismo é eterniza-se as controvérsias em torno do seu estatuto, o que impede a concretização de políticas de proibição, se assim se deseja, de seu ensino, afinal, vai-se proibir não se sabe o quê. Além disso, se se proíbe o ensino do comunismo, há de se proibir o ensino das idéias dos intelectuais cujos nomes estão umbilicalmente presos ao movimento comunista, e apagar tais nomes dos livros de história? Que não se faça a apologia do comunismo, concordo; e que não se reverencie os seus líderes intelectuais e políticos, também concordo. Que se apresente o comunismo e correntes de pensamento que se lhe opõem, é o correto. Que se apresente o comunismo em confronto com pensamentos adversários, e muitos que sequer lhe tomam conhecimento, e se permita que cada pessoa pense a respeito das idéias políticas, e se decida, em respeito à sua consciência, se vai em favor desta ou daquela, comunista, ou não, ou se se isenta de tecer comentários a respeito, porque se reconhece ignorante do assunto, ou, se indiferente ao, e desinteressado do, assunto, que fique à margem do embate político público.
Para se ensinar o comunismo, se faz indispensável a quem está no papel de quem ensina saber o que o comunismo é, e conhecer os pensamentos políticos que se lhe opõem, e ter boa bagagem literária, intelectual, e conhecimento da história da civilização e da das idêias políticas, e, principalmente, ser dono de mente aberta, não um espírito sectário, e demonstrar disposição para se manter equidistante das ideologias para fazer o confronto correto entre elas. Mas quantos professores têm consciência de suas responsabilidades, e o temperamento que se pede para exercer com propriedade o magistério?
Os intelectuais não se entendem. Cada qual defende – com unhas e dentes, não poucos – a idéia que faz do comunismo. Para uns, é o comunismo um sistema econômico; para outros, uma ideologia (ideologia, para uns, materialista, para outros, de inspiração satanista); para outros, é um movimento político cujos adeptos visam a conquista do poder absoluto, que pode ser obtido por todo e quaisquer meios, pois o fim justifica os meios; e para outros, é uma cultura, que abrange todos os aspectos da sociedade e do comportamento humano; para outros, é uma religião política, civil, que prescinde da idéia de transcendência. O que é o comunismo, afinal? Não se sabendo o que ele é, e menos ainda como ele se manifesta, como se pode proibir que os professores o ensinem? E como podem os professores ensiná-lo?
Recebe o comunismo inúmeros, infinitos nomes. Os comunistas ressignificam as palavras, e fazem uso da retórica para vender gato por lebre. O comunismo atende pelo nome de social-democracia, socialismo cristão, democracia, liberalismo, neoliberalismo, capitalismo, maradonismo, fã-clube de Guerra nas Estrelas; enfim, qualquer nome que sirva para apresentá-lo com uma figura carismática, adorável, amável, ao povo (ou grupo, ou classe) que se deseja manipular e usar como bucha-de-canhão. Além do mais, muitos comunistas não se dizem comunistas; muitos dentre eles se dizem democratas, cristãos, defensores da liberdade. Há quantos comunistas dentro da Igreja, a pregar o Evangelho, deturpando-o, e corroendo-a, e destruindo-a, e, ludibriando os simplórios fiéis, cooptando-os para um movimento revolucionário que tem em seu fim a eliminação de tudo o que eles amam?
É o comunismo proteiforme, ser mimético; assume infinitas formas, inclusive as dos seus inimigos; e por estes se fazendo passar, enganam, e destróem, até o mais perspicaz dos homens.
*
Proibir-se a apologia do comunismo, sim. Do mesmo modo que se deve proibir a do nazismo e a do fascismo, e a de qualquer outra ideologia. Deve-se proibir a apologia de todo sistema de pensamento, ideologia, socialismo, comunismo, nazismo, capitalismo, liberalismo. E não se faz aceitável que, nas salas-de-aula, professores ensinem seus alunos a idolatrar personagens caros aos revolucionários comunistas, e a se prosternar diante de símbolos de movimentos políticos, seja a suástica, seja a foice-e-o-martelo.
Professores têm de expor, com imparcialidade, as idéias fundamentais, elementares, das principais correntes de pensamento político-ideológico, e a história delas, o que só podem fazer se dotados de boa formação intelectual; infelizmente, muitos deles, desconhecendo-as, se de boa vontade, e bem intencionados, resumem seu papel na sala-de-aula a repetir lugares-comuns, platitudes, nem sempre com a postura apropriada. Se diz o professor “No socialismo, um órgão central, o Estado, planeja e controla as atividades econômicas, e no capitalismo são as atividades econômicas livres de planejamento e controle centrais.”, ele não faz juízo de valor. Mas se ele diz “O socialismo produz justiça social e igualdade entre homens e mulheres, e o capitalismo, injustiça social e desigualdade.”, ele faz, sem o saber – se bem-intencionado, mas destituído da formação intelectual que lhe permitiria fazer uma exposição correta -, juízo de valor entre os dois, vou assim dizer, sistemas, favorável ao primeiro, certo de que apresentou-os com imparcialidade; mas, se mal-intencionado, ciente de que tomou posição favorável ao primeiro, jamais adota a postura de quem se dispõe a ouvir voz destoante, e nunca apresenta exemplos das obras meritórias dos socialistas, e se diz imparcial porque falou dos dois sistemas, e não apenas de um, o socialismo.
*
É o comunismo movimento revolucionário. E o anticomunismo, cujos agentes, usando dos artifícios dos comunistas, e alegando combater o comunismo, manipulam as massas, para cooptá-las, alimenta o movimento revolucionário, pois equivalem-se a mentalidade revolucionária dos comunistas e a dos anti-comunistas.
Retroalimenta-se o movimento comunista durante o embate entre comunistas e anti-comunistas, estes a usarem dos expedientes políticos daqueles.
Os conservadores revolucionários, seres que se reproduziram exponencialmente, no Brasil, nos quatro lustros que abrem o século XXI, adotam políticas contraproducentes, pois, de mentalidade revolucionária, estão a alimentar o monstro contra o qual dizem lutar. Usam das armas, reprováveis, muitas delas criminosas, que os comunistas usam, para manipular, e não instruir, o povo, as massas, as classes, as minorias.
Comunistas e anti-comunistas participam de um aparelho de moto-contínuo.

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. Nova Linguagem

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito.
Estamos cientes da dominação da linguagem padrão, que é burguesa, nas escolas brasileiras, linguagem que está a corroer o pensamento dos brasileiros. A Língua Portuguesa, [patrimônio que nos legou Portugal, a pátria-mãe] [maravilha, flor do Lácio], como sabemos, é um instrumento de lobotomização, que perpetua, no pensamento dos brasileiros, a mentalidade dos portugueses, do império [que erigiu um país imenso] colonizador, que assolou a África, escravizou os negros, e enviou-os, com navios negreiros fétidos, para o Brasil, sua colônia, explorada, maltratada e seviciada. Para a felicidade da Nação, [Princesa Isabel, Joaquim Nabuco, e outros artífices da liberdade] Zumbi dos Palmares, [escravocrata crudelíssimo, que, herdeiro legítimo da cultura ditatorial de governantes das nações africanas, erigiu, no coração das matas brasileiras, um quilombo, e dominou, com mãos de ferro, os quilombolas, seus súditos, seus escravos, transplantando, para o Brasil, a crudelíssima cultura dos reis africanos], o verdadeiro libertador dos negros, que, subjugados pelos portugueses, comiam o pão que o diabo amassou, nobre, de caráter ilibado, inspirado por ideais humanitários, conquistou a alforria do seu povo sofrido.Em substituição ao idioma do império opressor, substituiremos o idioma português padrão, instrumento que Portugal até hoje maneja para nos oprimir, submete-nos à cultura européia, que nos sufoca, nos vergasta, nos escraviza, pela Língua Brasileira, falada pelos brasileiros.

Defendemos, com [unhas e dentes, a ferro e a fogo] a foice e o martelo, o estabelecimento da linguagem brasileira, da gema do povo, como padrão oficial da Língua Brasileira, escrita e falada, com raízes na autêntica, pura, cultura popular brasileira, isenta de influências externas, e não a importada de adventícios escravizadores e colonizadores. Anacolutos e metáforas futebolísticas serão obrigatórias nos textos oficiais e nos manuais de redação.

O Partido conduz o povo brasileiro [à guerra civil, e à miséria, e à podridão moral e ética] ao paraíso comunista. Mao Dzedong, é bom que se diga, não é mau; é revolucionário [humanicida] humanitário. E Deng Xiao Ping – é inadmissível o trocadilho Deng e dengue; todos os trocadilhos desrespeitosos e desabonadores envolvendo os nomes dos excelsos e lídimos revolucionários serão proibidos -, que defendia a idéia, como ele expressou não raras vezes, que ensina que o gato tem de caçar os ratos, fosse qual fosse a cor deles, e matá-los, esqueceu-se, involuntariamente – conquanto sábio, equivocando-se, tomou uma decisão contraproducente -, que os inimigos da revolução comunista poderiam empregar – e empregariam – contra os gatos os cachorros.

Estabelecemos, também, a obrigatoriedade da apresentação, diária, dos [tediosos, insossos, e injustificadamente extensos, intermináveis] magistrais e animadores discursos do comandante Fidel e de Hugo Chaves aos alunos brasileiros.

Nas escolas, substituiremos as ciências química, física e biológica, criadas pelos burgueses, por similares inspiradas nas [asneiras marxistas] verdades reveladas por Karl Marx. E à astronomia incorporaremos a estética comunista, e não a [religião] inspirada nas superstições cristãs [concebida por homens da Igreja, que enriqueceram, enormemente, tal ciência, sendo a contribuição deles inestimável]. E a engenharia, e a medicina, e a advocacia, e a arquitetura, a pintura, enfim, todas as ciências, todas as artes, terão de, obrigatoriamente, abandonarem a estética burguesa, e adotarem a comunista. E serão alterados o mapa astral, o mapa estelar e o calendário, três obras, sabemos, criadas pela classe média capitalista ocidental.

No calendário atual, os doze meses, todos concebidos em homenagem a doze imperadores romanos, aludem aos doze apóstolos. No calendário comunista que iremos criar haverá treze meses, que receberão nomes [de genocidas, anti-cristãos, assassinos, psicopatas] dos heróis do movimento comunista internacional: Marx, Engels, Proudhon, Mao, Lênin, Stalin, Pol Pot, Che Guevara, Prestes, Sartre, Trotsky, Gorki e Castro.Aboliremos a cor branca, que é a fusão de todas as cores, e o prisma, e a teoria de Isaac Newton, pois estes três elementos, a cor, o objeto e a teoria newtoniana, pertencem à ideologia [democrática] capitalista opressora.

Estabeleceremos o vermelho como a cor oficial do Brasil – e a camisa da seleção brasileira de futebol será vermelha.

Aboliremos o samba, pois a maledicência e a malemolência ferem os nossos brios [patrióticos] marciais e revolucionários.

O ano estelar se iniciará no dia correspondente ao do nascimento de Karl Marx, e se encerrará no correspondente ao da morte dele. E o ano 1 da era marxista coincidirá com o do nascimento de Karl Marx.

Interpretaremos todos os eventos sob a ótica marxista, e desconsideraremos todas as interpretações que contestam o movimento. E todos os eventos têm de se conjugarem com a proposta do Partido; os que não possuem vínculo com o Partido estarão irrevogavelmente errados.

A propriedade é um roubo, excetuando a dos líderes revolucionários que servem à causa do Partido.

Estabeleceremos apenas um tipo sanguíneo, o R C M (Revolucionário comunista marxista), pois as distinções de tipos sanguíneos são idéias burguesas, capitalistas.

Avante camaradas!De Leninevitch Stalininski

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. China

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito.
Antes de tratar da China, um prefácio, no qual comento as perniciosas transformações pela quais passam o mundo capitalista sórdido, crudelíssimo, [o enriquecimento] de eliminação de pessoas [elevadas] reduzidas à miséria mais abjeta. O progresso tecnológico redunda, com a mecanização e robotização, não apenas das indústrias, mas, e principalmente, das famílias burguesas [livrando-as de tarefas árduas, rotineiras, estafantes, concedendo-lhes tempo para se dedicarem á tarefas mais criativas] e, consequentemente, expande o lucro, produto da exploração da mão-de-obra operária, enriquecendo os capitalistas, e empobrecendo o trabalhador, demitidos, estes, porque dispensáveis, como peças substituíveis.

A mecanização e a robotização, dizem os sórdidos capitalistas, melhoram o ambiente de trabalho e elevam o padrão de vida do trabalhador. Tal discurso, peça de propaganda para ludibriar os trabalhadores, que eles exploram desde a Revolução Industrial. A mecanização e a robotização do projeto capitalista burguês [que eleva o padrão de vida das pessoas, que não se ocupam mais de tarefas árduas, que lhe ocupam tempo que elas poderiam dedicar a tarefas que lhes oferecem bem-estar e lhes permitissem o aprimoramento dos seus talentos, da sua criatividade, da sua inteligência, propiciando o desenvolvimento da civilização, o enriquecimento da humanidade, criando novas indústrias, novas tecnologias, como ocorre desde os primórdios da civilização] revelam a face sórdida dos capitalistas, que coincide com a que Karl Marx descreveu, fielmente, [na bíblia comunista] no Capital, fonte de sabedoria proletária, e o projeto, desumano, de eliminação de trabalhadores, as vítimas preferenciais dos capitalistas.

Encerrado, aqui, uma síntese do objetivo dos capitalistas com a ininterrupta mecanização e robotização das fábricas e da sociedade [que redundou no enriquecimento geral e no progresso da civilização], passo, agora, a considerar os efeitos deletérios do setor de serviços na vida dos trabalhadores operários.

Com a redução da mão-de-obra operária, que se deu com a mecanização e a robotização das fábricas, os capitalistas, ávidos pelo lucro, criaram o setor de serviços, e neste setor os trabalhadores não são proletários autênticos; são trabalhadores cooptados pela burguesia. Não trabalham; exercem função servil aos capitalistas, ao atendê-los nas suas fantasias consumistas; e não percebem que [não trabalham em ofícios insalubres e não exaurem as forças em tarefas desumanas] são por eles explorados, alienados, tratados como seres servis, sem [alma, inteligência] consciência proletária, a qual eles lhes extraem, ao oferecerem-lhes mordomias pequeno-burguesas, desvirilizando-os, emasculando-os. E decorre de tal política [mercantil – o bem-estar da população das nações ocidentais capitalistas e o das nações orientais sob intensa influência ocidental] o hedonismo, o narcisismo dos frequentadores – trabalhadores operários (mesmo que eles não sejam operários, mas prestadores de serviços) e estudantes -, vadios e desocupados todos eles, dos shopping-centers e dos cinemas-pipoca, que lhes oferece, unicamente, produtos para consumo e entretenimento, desviando-lhes a atenção para atividades irrelevantes, dispensáveis, que lhes devastam [o espírito] a inteligência trabalhadora. E no bojo de tal política [libertária, humanista, de constante e ininterrupto progresso e melhoria do padrão de vida], que exalta os prazeres, o consumismo, a crueza de caráter, a insensibilidade, a insensatez, a inconseqüência, a irresponsabilidade, o descompromisso, há a [liberdade] libertinagem sexual. Os burgueses capitalistas ocidentais ludibriam os trabalhadores ao lhes fornecerem argumentos capciosos, que os persuadem, ludibriando-os, a abandonarem o trabalho árduo de constituição da sociedade proletária, de concretização do comunismo, do socialismo, e a ocuparem tempo e a consumirem energia a gozarem prazeres, dentro eles os de consumirem adornos pequeno-burgueses, os quais eles podem adquirir devido o aumento do salário mínimo, que lhes aumenta o poder de consumo e os afastam dos movimentos proletários.

Todos os pontos tratados acima, mecanização e robotização das fábricas e da sociedade, o setor de serviços, o salário mínimo, participam do projeto capitalista burguês ocidental de demolição da liberdade socialista. E a China, antes tão sábia, caiu na armadilha que lhes prepararam. A China, até há vinte e tantos anos tão zelosa na manutenção do ideal [humanicida e liberticida] humanitário e libertário, como o registram os livros de história (e um dos emblemáticos episódios que registram tal zelo [genocida] social-comunista libertário é o [da matança] da contenção da ação dos contra-revolucionários ocidentalizados na Praça da Paz Celestial), abandonou [a sua cultura milenar, budista e taoísta, fontes de sabedoria] a sua política humanitária de inspiração comunista. Prestou-nos desserviço ao baratear o preço dos produtos no mercado internacional, principalmente os produtos eletrônicos. Favorece o capital, o governo e a indústria estadunidense, ao abandonar práticas econômicas socialista. E os Estados Unidos transferem o trabalho braçal então executado pelos estadunidenses aos chineses e concentram-se no desenvolvimento de projetos de novas tecnologias cuja margem de lucro é maior do que a do trabalho braçal, e investem o lucro no desenvolvimento de tecnologia burguesa mais sofisticada, superior à chinesa. A China deu um tiro no próprio pé. A burguesia cresce na China. A classe média chinesa é composta de 300 milhões de pessoas, e muitas delas estudaram em universidades estadunidenses e aprenderam sutilezas ideológicas do neoliberalismo estadunidense, e estão a coonestar projetos criminosos de dominação do capital, enfraquecendo, portanto, o trabalhador (operário e agricultor) chinês, e enriquecendo e aumentando o poder de consumo da classe média burguesa chinesa, favorecendo esta, em prejuízo daquele, que [sofre nos campos e nas regiões mais pobres] atualmente, usufrui de [baixo] elevado padrão de vida, [inferior] superior ao dos países capitalistas ocidentais.

Não incorreremos no mesmo erro no qual incorreu o governo chinês [que permitiu que o povo chinês se enriquecesse ao adotar práticas econômicas capitalistas, se convertessem em consumidores consumistas e abandonassem o chão das fábricas e trabalhos degradantes, e estudassem em universidades estadunidenses, aprendendo, nelas, conceitos de ideais liberais, e de respeito às liberdades dos indivíduos]. Não admitiremos que multinacionais estadunidenses instalem-se no Brasil, [e assim gerem empregos no Brasil, enriquecendo os brasileiros], enfraquecendo o movimento proletário e fortalecendo a burguesia capitalista esnobe, favorecendo o consumismo desenfreado e o conseqüente endividamento do povo brasileiro trabalhador. Para a nossa sorte, o povo brasileiro, jovem, não tem o orgulho dos provectos e insensatos chineses, que, rivais do Grande Império Capitalista do Norte, produziram dois efeitos contrários aos propósitos do partido: Aumentaram a burguesia chinesa; e liberaram os estadunidenses de trabalhos braçais, concedendo-lhes tempo livre para se concentrarem em projetos de desenvolvimento tecnológico, que lhes aumentam, formidavelmente, a renda e o poder.

Avante, camaradas!

De Leninevitch Stalininski

Macron, Shinzo Abe, Elon Musk, Bolsonaro. Disney. E outras notas breves.

Dizem por aí que está o Emmanuel Macron em maus lençóis devido ao seu envolvimento, que não está bem explicado, com uma empresa de aplicativo de condução de passageiros – não sei se é assim que se diz -, o UBER. E em maus lençóis também estariam, e por outras razões, o Justin Trudeau e o primeiro-ministro da Itália. Ouvi dizer, também, que o primeiro-ministro da Itália estava para renunciar, ou renunciou, não sei, ao seu cargo, mas o presidente recusou atender-lhe ao pedido.
*
Assassinaram o ex-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aliado do Donald Trump, crítico feroz da China e apoiador de Taiwan. É tal crime um dos mais importantes, senão o mais importante, deste ano de 2.022. Infelizmente, à tragédia a mídia em peso dedicou, se muito, uma nota de rodapé, e bem discreta, tímida e envergonhadamente. Compreensível, afinal não é ele um pascácio da patota esquerdizóide que está a pôr a civilização de pernas para o ar.
*
É Elon Musk um guardião da liberdade, inimigo visceral daqueles metacapitalistas ocidentais que mandam e desmandam em todo o mundo, ou é ele um salafrário de marca maior fazendo-se de paladino da liberdade, sendo, na verdade, um amigo, ou apenas um aliado, ou então um humilde serviçal, daqueles metacapitalistas que, dizem os admiradores do homem mais rico do mundo, ele jurou combater?
*
No governo Bolsonaro reduziu-se, consideravelmente, e admiravelmente, os índices de homicídios, e os espíritos-de-porco declaram de viva voz, desavergonhadamente, que o Brasil nunca viu tanta violência quanto à que se existe após o nosso querido Capitão Bonoro envergar a faixa presidencial.
*
Contou-me um passarinho que a Disney, outrora (ou ainda é?) a mais amada, a mais querida, a mais admirada empresa de animação do mundo, está indo de mal a pior porque as pessoas que decidem o teor de suas obras cinematográficas encamparam, doentiamente apaixonados, ou apaixonadamente doentios, em sua integridade, o teor do manual politicamente correto, das políticas identitárias, a ponto de não medir as consequências de suas decisões.
*
… e no Sri Lanka o povo se revolta. E não foi por falta de a aviso. Assim que o governo daquele pequeno país asiático implementou insanas políticas ditas ambientalistas, observadores perspicazes previram elevação da inflação de preços de gêneros alimentícios e destes a escassez, e revoltas populares, e crise energética.
*
Emmanuel Macron, em tom que não deve ter agradado aos franceses, anuncia o racionamento de fornecimento público de energia, política que é consequência direta do corte abrupto de fornecimento de energia produzida pelos russos ao país de Asterix.
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Noticia-se a melhora de índices econômicos brasileiros: aumento do emprego da população economicamente ativa, controle da inflação de preços, Real valorizado frente ao Dólar, previsão de crescimento do PIB na ordem dos dois por cento neste ano de 2.022. E reconhecem os anti-bolsonaristas o sucesso do governo Bolsonaro na área econômica? Não. Eles declaram, enojados, mal-humorados, que o Brasil não melhorou; que foi o mundo que piorou. Primeiro, tal afirmação é uma inverdade. Segundo, dando-se mão à palmatória, e reconhecendo-se a validade da afirmação dos anti-bolsonaristas, obrigamo-nos a reconhecer que é o governo Bolsonaro competente, afinal, comparando-se o desempenho econômico brasileiro nestes tempos de caos que políticos e empresários produziram em nome de combate a um vírus que veio sabe-se lá de onde com o das outras nações, sobressai-se, com honras, o Brasil.

Escrever bem. Tensão nos Balcãs. 2.000 Mules. Guerra na Ucrânia. Notas breves.

No texto, publicado, no Facebook, “Como Escrever com Clareza.”, na página “Língua e Tradição”, Lara Brenner fala da importância do ato de escrever, mas não escrever sem um propósito definido, e, sim, tendo em mente um tema importante, que toca fundo no espírito de quem se põe a escrever, a ponderar as argumentações apresentadas, com sinceridade e coragem autênticas, e pensamentos ordenados numa sequência lógica, buscando-se o conhecimento de si, enfrentando os seus demônios – e para tanto tem de se conhecer as regras básicas da gramática, para que se possa expor os pensamentos com segurança, o que se alcança, com certo esforço e dificuldade, é verdade, se, e apenas se, se é franco para consigo mesmo quem se dedica a escrever. E menciona um estudioso, James Pennebacker, que, nos anos 1990, persuadiu doentes a participar de um teste de escrita, que se conhece pelo nome de psiconeuroimunologia, importante remédio anímico, e obteve resultados satisfatórios. Ao ler tal texto, evoquei a figura de Olavo de Carvalho, escritor, filósofo e professor de extraordinária formação literária, que exortava alunos seus e seus leitores, e seus admiradores, enfim, qualquer pessoa a, de tempo em tempos, escrever um necrológio, cada um o seu, a refletir sobre sua vida, um exercício poderoso para o autoconhecimento, uma atividade salutar. E lembrei-me de Rodrigo Gurgel, professor, escritor e crítico literário fora-de-série, que não se nega a, e tampouco se cansa de, falar da importância de se escrever diários e memórias.

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Está a aumentar, li em algum lugar, as tensões nos Balcãs. As Forças Armadas sérvias estão a realizar exercícios militares.

Não foi há muito tempo que o povo daquela região, um caldeirão étnico e cultural, viveu um mortícinio durante conflitos sangrentos insuflados, li, por nações ocidentais, Estados Unidos em particular. E esfacelou-se a Iugoslávia. Desentranhou-se. E as nações que de tal esfacelamento resultaram estão sempre na iminência de se auto-destruírem. Para irem às vias de fato, basta uma fagulha; e qualquer coisa, um piscar de olhos mal interpretado, pode vir a detonar novo conflito sangrento entre os povos balcânicos.

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O documentário 2.000 Mules, de Dinesh D’Souza, que não assisti, mas do qual já li comentários, está a dar o que falar, e a pôr em pé os cabelos de muita gente, até os de carecas, e a roubar o sono de gente que, conquanto diabólica, até outro dia, enquanto dormia, sonhava com os anjos. Dá notícia o documentário – foi o que eu li – da ocorrência de fraudes nas eleições americanas de 2.020. Exibe os “mulas” do Partido Democrata a executarem atos indignos de pessoas que respeitam as regras democráticas.

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Ao contrário do que muitos comentadores, estudiosos e especialistas afirmaram, na antevéspera, na véspera, e durante os preparativos militares, da eclosão da guerra que ora varre a Ucrânia, Vladimir Putin, assim pensam alguns observadores, jamais pretendeu tomar de assalto a Ucrânia, e conquistar Kiev em no máximo uma semana, e tampouco reconstruir, nos anos subsequentes, a União Soviética. Todos os blogueiros, jornalistas e youtubers e similares que defenderam tal tese limitaram-se a ecoar a narrativa da imprensa ocidental, que está nas mãos de multibilionários ocidentais, os mesmos que têm na Rússia, e não em Vladimir Putin, independentemente de quem ocupa a cadeira principal do Kremlin, um inimigo a ser abatido; e foi com a unanimidade midiática que Volodymyr Zelensky se converteu em um herói da estirpe de Winston Churchill, mas que, já se percebe, não passa de um capacho dos globalistas ocidentais, dos metacapitalistas, que ambicionam pôr todas as nações sob o garrote de um Estado Global, e que não medem esforços para atingir os seus objetivos.

Pretende Vladimir Putin, dizem alguns comentadores, unicamente, avançar, aos poucos, lenta, e constantemente, e inexoravelmente, para dentro do território ucraniano, a partir do leste, fronteira da mãe da Rússia com a Mãe Rússia, e com seus meios ir eliminando, durante o avanço, os militares ucranianos, os mercenários estrangeiros e os neonazistas – que, parece, não são personagens fictícios de uma trama russa diabólica, conspiracionista, mas pessoas de carne e osso que há um bom tempo estão a aterrorizar os ucranianos, principalmente os do leste, em Donbass e Donetsk -, deixando, assim, segura, a retaguarda, evitando, consequentemente, surpresas desagradáveis – se dominasse toda a Ucrânia antes de eliminar a resistência militar ucraniana e os combatentes estrangeiros, o exército russo enfrentaria, posteriormente, dificuldades insuperáveis para conservar o controle do território ucraniano, e manter a ordem social, e teria problemas maiores, infinitamente maiores, do que o que enfrentou ao pôr os pés na Ucrânia. Os que declararam que a OTAN armou uma arapuca para Vladimir Putin, e ele nela caiu como um patinho, equivocaram-se, presume-se, redondamente, pois partiram do princípio que era intenção dele conquistar a Ucrânia da noite para o dia, começar a guerra na segunda-feira à noite e dá-la, vitorioso, por encerrada, na terça-feira de manhã. Se não foi essa a intenção primordial de Vladimir Putin, por que, então, o exército russo avançou, pelo norte, território ucraniano adentro, contra Kiev? Entendem alguns estudiosos de estratégia militar que os militares russos que participaram de tal manobra, seguindo à risca um plano desenhado no Kremlin, tinham a função de obrigar as Forças Armadas ucranianas a manter em Kiev batalhões ucranianos, que, para bloquear o avanço russo, não poderiam auxiliar os batalhões ucranianos que combatiam no leste – e estes não recebendo reforços, as duas posições militares ucranianas, a do leste e a de Kiev, ficaram em desvantagem frente ao exército russo.

Após os mais de dois meses de conflito, a Rússia segue, lenta, e gradativamente, o seu avanço por terras ucranianas, com segurança, e destrói aeroportos e ferrovias, impedindo que o carregamento de armas enviadas por Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e alguns poucos outros países chegue às tropas ucranianas.

E é resultado visível, e preocupante, e direto, do conflito, a elevação dos preços das commodities russas, gás, petróleo, matérias-primas e produtos alimentícios, pelos quais agora a Europa paga mais caro do que pagava há poucos meses. E é preocupante a redução da produção de alimentos da safra ucraniana; e já se avizinha crise de abastecimento de produtos alimentícios nos países mais pobres – escassez e encarecimento de alimentos.

E para encerrar esta nota breve, notas brevíssimas: Militares ucranianos, em Azovstal, usam a população de escudo humano; a Ucrânia perde, todo santo dia, uns quinhentos soldados; mães e esposas de ucranianos revoltam-se contra o governo ucraniano, que está a recrutar seus filhos e maridos, e a enviá-los para a frente de batalha, para a morte certa, pois eles, antes, não recebem apropriados treinamento e armamentos – são apenas buchas-de-canhão, homens descartáveis; as sanções que alguns países europeus impuseram à Rússia afetam mais eles mesmos do que a Rússia; mercenários estrangeiros, que acreditaram que teriam vida fácil na Ucrânia, e que passeariam por lá, regressam, com o rabo entre as pernas, aos seus países de origem.

Muitas das informações que registrei, nesta nota breve, eu as tirei de textos de Kleber Sernik, e de outras fontes.

Para me informar acerca do que se passa na Ucrânia, não necessariamente em terras ucranianas, mas ao conflito que envolve Rússia e OTAN, que tem na Ucrânia seu principal, em termos bélicos, campo de batalha, leio textos do já citado Kleber Sernik, e de Kassandra Marr, Karina Michelin, Naomi Yamaguchi, Maurício Alves, e outros.

Admirável mundo novo. Rússia x OTAN. E outras notas breves.

Durante os anos de epidemia, além de crescerem exponencialmente as transações financeiras e comerciais via meios digitais, o que para muitos é contraproducente, elevaram-se as vozes favoráveis ao famigerado passaporte vacinal, o que se configura para não poucas pessoas um instrumento de vigilância, de controle populacional, um exercício, em estágio embrionário, de monitoramento de pessoas, exercício que irá integrar as estruturas constritoras de um estado global autoritário, o que, é questão de tempo, será erguido, doa a quem doer. E a facilidade com que centenas de milhões de pessoas, flageladas pelo terror midiático, que promoveu histeria coletiva, submeteram-se aos mandos e desmandos de políticos secundados por renomados médicos e cientistas alçados, da noite para o dia, à condição de heróis, é, inequivocamente, um sinal agourento para os autênticos defensores da liberdade, e alvissareiro para os propugnadores do estado autoritário tecnocrata transhumanista, sob cujo jugo todo indivíduo despersonalizado, roubada de si a consciência individual, viverá, pusilanimemente, respondendo a estímulos pavlovianos. É esta uma visão fatalista, determinista, da história da espécie humana. Está o ser humano fadado a perder a sua essência humana, os dons que o fazem humano, ou é tal futurismo abstração fantasiosa, quimérica, que vai às raias do absurdo, do surrealista, fruto de cérebros imaginosos?

As transações financeiras por meios digitais acenderam o sinal de alerta na cabeça de muita gente, que prevê, e para um tempo não muito distante, a extinção do dinheiro em papel, o que será uma catástrofe, pois todas as informações referentes às finanças de todos os cidadãos da aldeia global estarão armazenadas em supercomputadores dotados de inteligência artificial, propriedades de gente extraordinariamente ricas, que, na comparação com o Tio Patinhas, o muquirana mais amado da história, dono de quaquilhões que transbordam de sua caixa forte, alvo preferencial dos Irmãos Metralha, são faraós, e tão podres de ricos, que governam, por meio de chefes-de-estado, seus testas-de-ferro, o destino de nações e povos. E se um cidadão cair em desgraça ao contrariar os interesses de algum potentado, o dinheiro, em meios virtuais, desaparece, como se nunca tivesse existido, num estalar de dedos, num piscar de olhos, num passe de mágica. Seria o fim da liberdade. Todo o cidadão estaria à mercê de tiranos. E qual é a outra alternativa? Virar as costas para o futuro que se esboça, hoje? Ou dar-se um jeito de se adaptar ao meio que está a se criar, sem por ele se deixar subjugar, oprimir, massacrar? Ou erigir outra civilização que dispensa os recursos tecnológicos do admirável mundo novo no qual muita gente sonha viver. Quem nunca sonhou com as comodidades que a civilização da era dos Jetsons oferece? E quantos são os que preferem viver na era dos Flinstones?

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Aumenta a Gazprom, empresa petrolífera russa, consideravelmente, desde o início da conflagração que varre o território ucraniano, a venda de gás à China, que está a substituir os europeus na condição de clientes dos russos, o que, para muitos, irá pôr a Rússia na dependência da China, desta vindo a se tornar um mero satélite. E há uns meses, e antes do início do conflito russo-ucraniano, alguns estudiosos ocidentais alertaram para a política temerária do ocidente, a de ameaçar a onça com vara curta, e encurralá-la, melhor, ameaçar o urso russo, pois o obrigaria a jogar-se no colo dos chineses, ou, o que era mais provável, Moscou estreitar laços estratégicos com Pequim, constituindo um bloco anti-ocidental poderoso – e parece que é este o cenário que está se desenhando.

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O governo da Bulgária, e o da Hungria, e o da Eslováquia, e o da República Tcheca – quatro países que, além de dependerem do gás russo, estão no caminho pelo qual o gás russo é transportado, da Rússia, para a Europa ocidental, estão em uma posição desconfortável. São tais países a chave para expôr a maracutaia européia, inconfessada, que a mídia esforça-se por ocultar. Noticia-se que a Europa não abre mão da política de sanções contra o gás e o petróleo russos e que os governos dos quatro países citados acima são refratários, os desavergonhados, à política de sanções, porque tais países dependem do gás russo. Mas a verdade, a verdade verdadeira, ensina que tal narrativa é jogo-de-cena, e que a Europa dispensou da aplicação de sanções ao gás russo os governos da Bulgária, da Hungria, da Eslováquia e da República Tcheca, para que ela possa destes países comprá-lo – para todos os efeitos, compra a Europa dos quatro países, não o gás russo, mas, respectivamente, o gás búlgaro, o gás húngaro, o gás eslovaco e o gás tcheko. Meninos espertinhos os europeus ocidentais, ninguém há de negar. Conquistar a fama de heróis a lutarem contra o poderoso urso russo, ao mesmo tempo que se conservam aquecidos com o gás russo. Há um porém, todavia: agora, pagam os europeus uma nota preta pelo gás que antes compravam por uma pechincha. Não são tão espertinhos os espertalhões.

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Grupos pró-Rússia, que têm, na mãe Rússia, a salvação da civilização humana, e no Ocidente, resumindo-o aos Estados Unidos da América, o demônio a ser vencido, e em Israel uma terra amaldiçoada, e seu governo maldito, e seu povo desprezível, estão a ver com bons olhos o estreitamento dos laços diplomáticos e estratégicos do governo da Rússia com os da Síria e do Irã, e o apoio dos russos ao Hezbollah e à resistência palestina, sabidamente governos e grupos que almejam concretizar o sonho, há muito acalentado, de varrer Israel do mapa. E elogiaram tais russófilos a ida de uma delegação do Hamas a Moscou e a recepção amigável, para uns calorosas, que o representante especial do presidente russo para o Oriente Médio e África, Mikhail Bogdanov, dipensou-lhe. E justificaram a ação do governo russo: o governo israelense oferece apoio militar a grupos ucranianos nazistas que se batem com a Rússia, então, não há razão para se reprovar o governo russo, que acolhe em seu seio os inimigos de Israel. E há poucos dias causou desconforto em autoridades israelenses uma declaração de Sergey Lavrov, a de que era Adolf Hitler judeu.

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Denunciam grupos pró-russos atrocidades cometidas pelo exército ucraniano, na aldeia de Terny, no distrito de Limansky, em Donetsk. Procedem as denúncias? Sabe quem lá está.

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Estão a bombardear, com drones, território da Transnístria. Dizem, uns, que são os russos que o bombardeiam; outros, os ucranianos. Quem diz a verdade? O que deseja quem ataca o território oeste da Ucrânia, na fronteira com a Moldávia (ou é território leste da Moldávia a Transnístria, na fronteira com a Ucrânia? Tão confusas estão as coisas por aquelas bandas que já não se sabe qual território pertence a qual país). A quem interessa a escalada do conflito? Aos russos, aos ucranianos, aos alemães, aos ingleses, aos americanos, aos gregos, aos troianos?

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Ataca um vilarejo armênio o exército do Azerbaijão.

Há ouro no subsolo da região fronteiriça entre Azerbaijão e Armênia – ouro em boa quantidade, presumo, quantidade imensurável de ouro, toneladas e mais toneladas, o que valeria uma guerra entre as duas nações que querem assumir total controle sobre a região. Entre as duas nações, ou entre as pessoas que pretendem retirar de sob a terra o diamante dourado, um russo, que tem o direito de explorar a região do lado armênio da fronteira, e um iraniano, que da fronteira explora o lado azerbaijão – e os governos dos dois países limitam-se a satisfazer-lhes os desejos.

As guerras acompanham os humanos desde Caim e Abel, e suas causas são as mais variadas, e vão desde a inveja entre irmãos até as ambição e ganância desmedidas de homens e mulheres de todas as raças, credos e ideologias. O ouro é só um dos objetos que faz com que os homens, de tanto cobiçá-lo, matem-se.

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A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Ibama executaram, no estado do Pará, a bem-sucedida Operação Madeira do Norte II, contra desmatamento ilegal, e prenderam, em flagrante, uma pessoa envolvida no esquema, e apreenderam boa quantidade de madeira da floresta extraída ilegalmente.

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. Escritores geniais

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito.
Os nossos literatos, produzidos pela nossa ideologia, encantam multidões em todo o mundo. Representam a [fraqueza] [debilidade] força do nosso pensamento: Gabriel Garcia Marques e José Saramago são, respectivamente, o maior escritor das Américas e o maior escritor da península ibérica. José Saramago, Nobel de Literatura (o maior erro da sua vida foi aceitar a premiação concedida pela burguesa Academia Sueca; fiel ao ideal comunista foi Sartre, que a rejeitou) escreveu livros de altíssima qualidade, muito bem acolhidos, inclusive, pelos burgueses capitalistas europeus. Perdoamos-lhe o deslize: o de aceitar o dinheiro oferecido pela Academia Sueca, [excelente], que [promove] embora favoreça literatura [de elevado valor] burguesa, obrigou-se a reconhecer o talento ímpar do escritor lusitano que melhor traduziu a [horrenda] [nobreza] superioridade moral da ideologia socialista [malsã] promotora de [injustiças e miséria e morticínio] justiça social. Perspicaz, ele demoliu a pontuação, invenção burguesa, e criou um novo estilo literário irrivalizado. Outro deslize que ele cometeu: o qual também lhe perdoamos, foi o do anúncio de criticas ao [ditador] comandante Fidel, que [havia mandado matar três jornalistas], em defesa do ideal social-comunista, e para impedir uma contra-revolução tardia, na manutenção [do sistema totalitário que ele, secundado por Che Guevara, um covarde e traidor, que mereceu morrer nas selvas bolivianas, instituiu, em Cuba, oprimindo três gerações de cubanos] da integridade de Cuba, foi forçado a desfechar um golpe certeiro em profissionais da mídia burguesa, que almejavam a sua queda e a implantação do capitalismo na mais importante ilha caribenha. Entendemos que, Saramago, provecto – infelizmente, ele não é dotado de fibra equivalente à do [inescrupuloso] comandante Fidel -, fraquejou, como se sucede com os valetudinários, ao perder, momentaneamente, a têmpora e a sanidade. Insanidade passageira superada, recuperada a lucidez, ele escreveu Caim, um produto legítimo da [idiotice intelectualóide de escritores engajados] ideologia revolucionária.

Avante, camaradas!

De Leninevitch Stalininski

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. [Deseducação] Educação

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito. 
A educação é imprescindível ao sucesso do estabelecimento [do governo autoritário] da libertação do povo. Os pensamentos de todas as pessoas têm de convergir para o bem comum [que será alcançado com a tomada de poder pelos comunistas do mundo unidos], desejo de todas as pessoas que desejam a paz universal.A união faz a força, e a força, o poder, e o poder, o poder.

Nossa doutrina educativa pedagógica freiriana dos [chorões reivindicadores espasmodicamente convulsionados] oprimidos enervam os burgueses capitalistas das democracias liberais ocidentais. Elevará as crianças [vocábulo que temos de, obrigatoriamente, eliminar dos dicionários, pois remete às eras tétricas antediluvianas (antemarxinianas, antestalinianas e antimaoeanas)], que, hoje, nos países burgueses capitalistas ocidentais, espojam-se no monturo [moral] ideológico judaico-cristão, greco-romano, a mente entorpecida com ópio popular oferecido nos templos católicos (católicos bons são os insignes Frei Beto e Leonardo Boff, e os integrantes da CNBB), [à condição de insensíveis e desumanas máquinas de matar] ao paraíso socialista [comunista liberticida] libertário humanista (eis um pleonasmo, patente, o qual eu poderia evitar; no entanto, decidi salientar, no meu amor pelo socialismo democrático – pleonasmo que eu também poderia evitar, mas não o evitei para salientar o meu amor pelo marxismo) e as conscientizará do férreo poder da esquerda mundial e da capacidade singular de os vermelhos fazerem deste mundo [um inferno] um lugar [pior] melhor para se viver. Outro mundo é possível, sabem todos os comunistas genuínos [e neste outro mundo os comunistas exterminaremos todas as pessoas que não são obedientes ao Partido]. Nos países comunistas há democracia até demais, sabem os comunistas autênticos. Camaradas do mundo, nunca antes na história do mundo, houve um [Apedeuta] Grande Líder tão maravilhoso, ciente do [mal] bom anúncio de seu nascimento. Três [profetas] revolucionários, Stalin, Lênin e Trotski, testemunharam o seu nascimento, alvissareiro. Ele, [o Apedeuta], o Grande Líder, o Ungido, prestidigitador justo, de porte [hercúleo] marxista, dotado, o demiurgo do sertão, de talentos comunistas irrivalizados, erigirá, na Terra [o inferno dos Gulag, o paraíso], a civilização socialista [humanicida] humanitária. No transcurso de dez anos, avançamos em nosso [avanço] projeto para o estabelecimento do [nosso projeto democrático] governo mundial, com o apoio da F.A.R.C. [e do P.C.C.], sob a égide da O.N.U. e das O.N.G.S., às expensas do erário público, do tesouro nacional, e da capitação de recursos por meio da [extorsão] cobrança do Imposto de Renda, manancial da qual extraímos recursos [extorquidos dos] oferecidos por [cambada de otários] benévolos e gentis cidadãos das [repúblicas democráticas] nações socialistas e comunistas cientes de que, para a ereção do outro mundo possível é imprescindível a convergência à causa comum, a instalação do Governo Comunista Mundial, da energia de todos os [otários e imbecis] cidadãos exemplares e da dedicação à causa [totalitária] democrática socialista e a conjugação dos verbos aprender e ensinar (gramática, atividade dos burgueses desocupados insensíveis, é [imprescindível à educação], prescindível [para a idiotização] à ereção de uma sociedade [injusta e desigual] justa e igualitária).Neste artigo, e nos que se seguirão a este, apresento as minhas contribuições para a [miséria e o sofrimento] felicidade dos humanos de todo o mundo, que se dará com a indispensável contribuição dos [bichotários, ambientários, ecologistários] ecologistas [humanicidas] humanitários do G.R.E.E.N.P.E.A.C.E.. A minha [valiosa] humilde contribuição é apenas uma pá de areia para a construção do edifício do Comunismo Mundial.

Não posso sonegar a informação: Contribuíram para o meu trabalho as teses concebidas pelo vigoroso intelecto de Marilena Chauí, intelectual da intelligentsia [tupinambá] tupiniquim, mulher [feminina] feminista, dotada de simpatia natural e [feiúra repulsiva] encantos inúmeros, e Emir Sáder, autor da melhor biografia jamais escrita do Getulho, dentre outros renomados [intelequituais] intelectuais da intelligentisia [da pátria] do comunismo [brazileiro] brasileiro. Essas [cabecinhas de ostra] cabeças pensantes representam o que há de [pior] melhor na [baixíssima] elevadíssima cultura comunista [mundial] do globo terrestre, cuja configuração esférica impediu que a [fantasmagórica] crise econômica burguesa e capitalista originada nos Estados Unidos da América do Norte atravessasse o oceano Atlântico e desembocasse na Pátria [Odiada] Amada, como tsunamis. Era apenas marolinha, a crise econômica. Os estadunidenses brancos, loiros e de olhos azuis, sórdidos capitalistas inescrupulosos [enriqueceram] devastaram dezenas de países para acumularem a fortuna do universo, quiçá a da galáxia, a de Cuba, a da Coréia do Norte e a do Irã. Estadunidenses invejosos! Não pretendo me estender em demasia neste artigo. Não discorrerei com argumentos minuciosos. Serei sucinto, pois nós comunistas [, que desprezamos a cultura ocidental] não temos tempo a perder com a leitura de textos extensos, que nos provocam azia. Deixemos os intransigentes burgueses capitalistas ocidentais da ultradireita, moralistas folclóricos, com os livros, recheados de inutilidades, escritos por pessoas que fracassaram na vida e refugiaram-se na leitura das obras de escritores e políticos desocupados, burgueses insensíveis, sujeitos insignificantes de mente carcomida. Que se extraviem, os malditos burgueses capitalistas da ultradireita extrema.

Vamos ao tema que me pôs a caneta entre os indicador e o polegar da mão direita: Inculcar nas crianças a hostilidade às práticas capitalistas burguesas de [de construção de nações ricas e prósperas, que oferecem ao povo bens que os países socialistas não podem ofertar-lhe] devastação do meio ambiente e do avanço da humanidade insensível à Mãe Gaia. [Ave, James Lovelock!] James Lovelock! Traidor! Herege! Ao evocar tal nome, sinto borborigmos no estômago. Vide o Japão. Insensível ao curso da natureza, estorvou – ecologicamente criminoso – o avanço das águas do oceano sobre as ilhas japonesas, obliterando, assim, as mudanças da evolução da Mãe Gaia. Com as tecnologias de que dispõe, a Nação do Sol Nascente (e do Sol Poente), impede a Mãe Gaia de empreender, no seu [santificado] natural corpo celeste, a salvação da vida. Para o [inferno] Gulag os japoneses, criaturas ignóbeis, reincidentes na agressão à Mãe Gaia. Louvemos os haitianos e os filipinos, que jamais impuseram empecilhos à ação [divina] natural, revolucionária, da Mãe Gaia rumo à perfeição.

Avante, camaradas!

De Leninevitch Stalininski

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. [Morte] Ato de Liberdade pós-Natal

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito.
Há políticas prementes a se estabelecer, [se necessário enviando os recalcitrantes aos campos de concentração], para construir, na Terra, [o céu, o paraíso], a utopia socialista, e oferecer ao povo, que [será esmagado pela] usufruirá da igualdade [perante o partido] de condições, de todos os bens [criados pelo livre-mercado] construídos pelos operários. Inúmeros são os pontos da nossa política liberticida] libertária. Destacaremos, hoje, um deles, que é imprescindível à [demolição da civilização cristã] ereção [do paraíso] da utopia socialista sonhada pelo insigne Karl Marx: o [da Morte] do Ato de Liberdade pós-Natal. Qual a razão de nos dedicarmos à esta [matança sangrenta] política humanitária? Para compreendermos a [sem-razão] razão da atenção que dedicamos ao tema, recuaremos, no tempo, para apresentar a origem da história da civilização ocidental, [a única civilização que ofereceu aos homens a liberdade], que oprime os homens e as mulheres, distinguindo-se da [terrível civilização opressora] humanitária e libertária civilização islâmica. Os livros de História Universal ensina-nos que nasceu, há mais de dois mil anos, em uma região sáfara, um menino, que veio a receber o nome de [Nosso Senhor] Jesus Cristo, cujo nascimento anunciou-o a estrela de Belém, e três [feiticeiros] magos o presentearam com mirra, incenso e ouro. E [Nosso Senhor] Jesus Cristo, já adulto, perambulou por uma vasta região, e disseminou as suas [palavras de sabedoria] sandices, tomadas pelos seus seguidores como palavras de sabedoria, as quais os evangelistas trataram de disseminar por todo o planeta, [libertando] corrompendo os homens e as mulheres [educando-os para o amor a si mesmo e o amor ao próximo, libertando-os, portanto, de pensamentos que lhes esmagavam coração e mente]. O ponto culminante da civilização ocidental foi a Revolução Industrial, [que enriqueceu a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, duas nações cristãs que elevaram o padrão de vida dos seus respectivos povos], que debilitou, e desvirilizou, e emasculou, e entibiou homens e mulheres.

Apresentado este resumo da história [da bem-sucedida e vitoriosa civilização ocidental] do cristianismo, e da sua [bondade inerente] sordidez, bem sucinto, como se lê, compreendemos a origem do pensamento [libertário] liberticida inculcado nos povos [livres] escravizados do ocidente.

Com a política [da Morte] do Ato de Liberdade pós-Natal, [mataremos milhões de infantes] salvaremos milhões de mulheres, [amadas] oprimidas pelos homens, [que as amas e as adoram], que as detestam, e as acorrentam os verdugos, e as vergastam [no ambiente do lar] nas casas, que são senzalas, cárceres, enxovias, ergástulos moralmente fétidos. A política [da Morte] do Ato de Liberdade pós-Natal poderá ser executada em qualquer época do ano, não obrigatoriamente após à [belíssima, encantadora] sórdida comemoração natalina burguesa-capitalista do nascimento de [Nosso Senhor Jesus Cristo] um judeuzinho ranhento em um monturo, nascimento testemunhado por três [reis] vagabundos errantes que atendiam, um, pelo nome de Gaspar, outro, pelo de Belchior, e outro, pelo de Baltazar. Poderá ser executada, também, antes do Natal, ou antes, ou depois, de qualquer outra efeméride [religiosa] burguesa da ultradireita radical, conservadora, fundamentalista e fascista cuja mentalidade está impregnada de valores inquisitoriais da era das [luzes] trevas medievais (tais como a Páscoa – os coelhos capitalistas burgueses põem ovos de chocolate -, a quarta-feira de cinzas, o dia da Independência – que, na verdade, é o dia da dependência aos Estados Unidos – e o dia da Proclamação da República, que foi financiado pela CIA). E, saliente-se, não é imprescindível a sua execução na véspera ou no dia subseqüente às efemérides; pode-se executá-la, na antevéspera, ou três dias, ou quatro dias, ou qualquer dia antes ou depois delas.

Em que consiste [a Morte] o Ato de Liberdade pós-Natal? [A morte] O Ato de Liberdade pós-Natal é um dos pontos principais do projeto [liberticida e genocida] socialista de [corrosão da sociedade cristã] libertação das mentes [dos indivíduos] do povo, subjugado pelo capitalismo, que [gerou riqueza e garantiu as liberdade dos indivíduos] aumentou a desigualdade de renda e matou milhões de pessoas de fome e [liberta] oprime povos em todo o mundo. E [oprime] defende as mulheres, libertando-as das correntes conservadoras de fundo cristão fundamentalista – perdoem-me o pleonasmo. Sabemos que desde o nascimento, na manjedoura, de [Nosso Senhor Jesus Cristo] um judeu ranhento, que, diuturnamente, sujava os cueiros, as mulheres são [respeitadas] oprimidas e [bem-tratadas] mal-tratadas. Inspirados pelas idéias [benéficas] maléficas daquele ilustre personagem, teólogos, filósofos e políticos elaboraram doutrina que [eleva] rebaixa a condição da mulher a objeto dos prazeres luxuriosos dos homens, que passam a ser os seus proprietários. E o enlace matrimonial é a corrente que [liberta] oprime as mulheres. E o corpo das mulheres tornou-se, então, propriedade do homem, que dele pode usar o abusar quando bem entender. E os homens deles usam e abusam quando bem entendem. A mulher, defendemos, [proprietária de seu corpo], tem um corpo, que não é propriedade sua, pois a propriedade como idéia é um [valor que muitos benefícios] ideal corrosivo de [alma] inteligência dos humanos; o corpo da mulher é um bem comum, [para uso e abuso de todos os socialistas – tal ideal é desejado pelos revolucionários que almejam a aniquilação da civilização judaico-cristã, e o corpo da mulher é um instrumento de corrosão], e a mulher não pode usá-lo como bem entender, como o defendem os incautos, pois, sendo bem comum, tem de ser usado com vista à criação da sociedade [libertária genocida] igualitária socialista. [Considerando essa propriedade exclusiva] Tendo em vista o seu uso comum, e não compartilhável com um homem apenas, a mulher pode alterá-lo, seguindo, sempre, o ideal socialista que [a oprime e a despreza] visa a sua libertação do jugo masculino. De seu corpo a mulher pode fazer-se e desfazer-se como bem entender; ela nada deve aos homens, nem satisfações, nem explicações. Ciente desta condição, a mulher, portanto, pode em seu corpo inserir o que desejar, e dele retirar o que lhe desagradar, o que a incomodar. E o ideal socialista, ao contrário da civilização judaico-cristã, concede-lhe esse direito. Milhões de mulheres submetem-se a cirurgias plásticas para alterar aspectos, que as desagradam, de seu corpo, e o direito de fazê-lo é inalienável. Todavia, os cristãos fundamentalistas, os conservadores antiquados – perdoem-me o pleonasmo – não desejam conceder-lhes o direito de [matar crianças em seu estágio intra-uterino] se livrarem de corpos estranhos que lhes adentram, em muitos casos sem o consentimento delas, em outros sem elas os desejarem, os corpos, e se lhes alojam no útero. E as mulheres, então, são obrigadas a carregarem [uma criança] um corpo estranho, uma coisa, com elas durante nove longos e desgastantes meses, podendo vir a falecerem para conservá-lo dentro delas. [Matar as crianças embrionárias] Libertar as mulheres deste fardo é a proposta [de Morte] do Ato de Liberdade pós-Natal. [A Morte] O Ato de Liberdade pós-Natal é [liberticida e infanticida] libertário e humanitário. Todas as mulheres, grávidas ou não, providas de senso-comum socialista, comunista, progressista, stalinisticamente e maoisticamente corretos, têm de apoiar tal política, [ou o Partido as fuzilará ao paredón, sem perder a ternura, ou as enviará para o Gulag], se assim o desejarem; e as recalcitrantes serão persuadidas a apoiarem-na ao compreenderem as razões para a sua implementação.[No seu avanço gradativo de imposição dos ideais socialistas liberticidas, com a ocupação gramsciana dos espaços nas universidades, na mídia, no cinema, na literatura, remunerando, regiamente, blogueiros, o Partido, elimina toda força de resistência ao seu projeto de poder absoluto; no entanto, ainda não obteve a censura da mídia e a centralização da polícia sob comando do executivo federal. Estamos a dois passos de estabelecermos o inferno socialista na Terra. Oprimindo] Libertando as mulheres de fardos que lhes exaurem as forças, concedemos-lhes o usufruto de seu corpo, para o seu benefício e bem-estar. [A morte] O Ato de Liberdade pós-Natal é uma das medidas do programa de adoção dos ideais socialistas, [que dizimaram cem milhões de almas humanas], que libertaram milhões de seres humanos do jugo capitalista ocidental de inspiração judaico-cristã.

Avante, camaradas!

De Leninevitch Stalininski

Biden. Vacinas. Caminhoneiros. Moro. Príncipe. Carvajal. Notas breves.

Dizem por aí que é o Joe Biden, homem que supostamente senta-se na cadeira presidencial americana, um morto-vivo, mais morto do que vivo, um zumbi, e dos mais lerdos que existem. Se é verdade, não sei; sei apenas que ele não tem paciência com jornalistas que lhe falam de inflação. Ah! se fosse o Trump a responder a um jornalista com a educação do Biden! O mundo viria abaixo. E Trump ficaria com as orelhas vermelhas de tanto que ouviria chamarem-lo fascista, nazista, racista, genocida, e o escambau. Os burros estão num mato sem cachorro, sem saber o que fazer com o Brandon e com a vice dele, a tal de Kamala, que, não sendo morta-viva, parece que viva não está, e nem morta – e ninguém sabe qual é o estado existencial de tal criatura.
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Se pessoas vacinadas com quinhentas doses da substância, que muita gente não sabe para o que serve, tais quais as que não se vacinaram, podem ser infectadas pelo vírus e infectar com ele outras pessoas, por que cargas-d’água se insiste em exigir de todos o tal de passaporte sanitário?
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E seguem os caminhoneiros canadenses a enfrentar Justin Trudeau, que removeu, diante de todos, a máscara de defensor da Democracia, da Liberdade e da Justiça, e revelou-se por inteiro, com a sua verdadeira face. E a ação deles está a inspirar colegas de estradas americanos, australianos, franceses e espanhóis a levantarem-se contra os tiranetes, que se multiplicaram assustadoramente de 2.020 para cá.
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A campanha do Sérgio Moro, indicam as notícias que li, está fazendo água. E está o até há um pouco menos de dois anos herói nacional enredado numa trama diabólica tão sutil e complexa que nem Ariadne consegue desenredá-la. Chama-me a atenção um detalhe: todas as decisões do Sérgio Moro que envolvem o Lula estão sendo anuladas e ele, Sergio Moro, não se pronuncia a respeito, não defende seu valioso e inestimável trabalho.
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O príncipe Andrew, herdeiro do trono inglês, homem quem tem em suas veias o sangue da rainha Elizabeth, assinou um acordo milionário, que lhe livra a cara num caso que envolve, contou-me um passarinho, o nome do falecido Epstein – que morreu em circuntâncias tão misteriosas, que nem Sherlock Holmes e Hercule Poirot e Auguste Dupin, unidos, chegariam ao seu assassino, que talvez tenha sido ele mesmo.
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Desde o ano passado, no mês de Outubro, ou Novembro, ouço falar de Hugo Carvajal, el Polo, que, preso na Espanha, contou aos juízes daquele país histórias escabrosas envolvendo políticos latino-americanos. E não foi da imprensa brasileira que ouvi tal notícia. A imprensa nacional nem sequer lhe menciona o nome, afinal, ele citou o nome de um ilustre personagem brasileiro que ela sonha ver, a partir do dia 1 de Janeiro de 2.023, ostentando a faixa presidencial.

Pensamento Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos. Lei da Palmada

Nota: Os trechos entre colchetes estão rasurados no manuscrito.
Em defesa da Lei da Palmada, a minha contribuição:

Agredir crianças é um atentado contra a humanidade. Nas burguesias capitalistas ocidentais e nas neoliberais e [humanitárias] desumanas sociedades judaicas e cristãs, o pai [no uso de sua legítima autoridade natural], defensor intransigente do pátrio poder, e a mãe, defensora histérica do mátrio poder, não admitem, que o Estado lhes [usurpem a autoridade natural] [oprimam] eduquem os filhos, usando, para tanto, de [técnicas abusivas] métodos pedagógicos de vanguarda, [convertendo-os em agentes revolucionários fiéis ao Partido e voltando-os contra seus pais], aprimorando-lhes os talentos. Os [espiões cubanos] agentes especiais [infiltrados] que trabalham no ocidente registraram cenas grotescas das torpezas das famílias pequeno-burguesas e das pequenas famílias burguesas capitalistas ocidentais, de pais e mães a agredirem crianças indefesas com bastões de baseball, cabos de vassoura, cabos de rodo, chinelos, mangueiras, e, pasmem, camaradas, com as palmas das mãos, a lhes ferirem as nádegas [angelicais] infantis. [Estamos cientes de que casos de violência familiar corresponde à ínfima parcela das famílias ocidentais; todavia, destacamos os casos existentes, e, com apoio da grande imprensa, que é-nos aliada, damo-los como retrato fidedigno da cultura pequeno-burguesa capitalista ocidental de inspiração cristã]. No nosso país, que, almejamos, se converterá [num paraíso] numa civilização comunista socialista [humanicida] humanitária, educaremos as crianças, sem agredi-las, [usando-as] como instrumento da destruição da sociedade burguesa. Explico-me: Assim que um pai burguês (ou mãe burguesa) empunhar um cabo de vassoura (instrumento bélico encontrado em todos os lares burgueses), acionaremos os nossos agentes (O.N.G.S., C.N.B.B., O.N.U., G.R.E.E.N.P.E.A.C.E., etc.), que pressionarão o Estado para adicionar, nas leis do desarmamento, a obrigatoriedade do direito de entregar tais apetrechos bélicos às autoridades. Não podemos, no laborioso trabalho de ereção do edifício comunista, admitir a posse, pelos cidadãos burgueses, de armas tão letais. Letais, sim! O pai (ou a mãe), punhos cerrados, fúria nos olhos, desfere, com o cabo de vassoura, no lombo, na cabeça, do pequenino e indefeso filho (ou filha) pancadas violentíssimas. A agressão é desmesuradamente violenta e injustificada. Na técnica comunista-socialista de educação, por mim concebido com a minha legítima cabeça [de mentalidade totalitária] [opressora] stalinista e maoísta, conjugo a educação das crianças com a demolição da sociedade pequeno burguesa, abrindo espaço para o avanço da civilização comunista [genocida] por nós sonhada desde Karl Marx. Acompanhem a lógica de tal método pedagógico [nefasto, desumano] inspirado pelos luminares do socialismo e do comunismo: O meu inédito, singular (inusitado, diriam os burgueses capitalistas ocidentais, indivíduos desprovidos de lógica progressista) método, pode ser resumido em poucas palavras, pois, como todo aplicado estudioso do socialismo científico e das obras de Noam Chomsky e Paulo Freire, conheço o significado exato das palavras. (Sabemos que, na semântica esquiva dos burgueses capitalista, guerra é guerra, paz é paz, escravidão é escravidão, liberdade é liberdade. Nada mais falso. Nosso mentor, Orwel, com o seu diptíco, construiu a verdadeira obra comunista [totalitária e liberticida] libertária e coletiva de respeito aos humanos). No seu desejo, vão, os burgueses, para desmerecer nosso [liberticida] trabalho humanista, aventam as críticas mais [sensatas] absurdas. Não nos surpreendem, pois, não ignoramos, é o desejo deles, inconfessado, exibir elegância intelectual e erudição filosófica e política, unicamente. Os intelectuais comunistas [alimentam o desejo de exterminar todos os dissidentes] [de eliminar todos os que não se lhes são servis], dotado de senso crítico irrivalizado e os burgueses, destituídos de cultura revolucionária marxista, jamais apreenderão tal pendor analítico, detectam, e avaliam, o pensamento ignóbil subjacente à elegância do linguajar burguês capitalista, ocidental, judaico-cristão, escancarando, deles, a iniqüidade inata.

Provido, portanto, de pendores socialistas, escrevo, sem mais tardar, convicto da veracidade da ideologia [liberticida] libertária marxista.

Um pai (ou mãe) utiliza um instrumento, o cabo de vassoura, para punir o filho transgressor.

Destaque-se: o agressor: o pai; o instrumento de agressão: o cabo de vassoura; a vítima: o filho.

O meu método, simples na aplicação, mas complexo na sua elaboração, e rico no seu teor filosófico socialista e progressista, que raros indivíduos, privilegiados (os formados nas escolas marxistas de pensamento) apreenderão em sua totalidade, consiste em: O pai (educador) agarrar o filho, ou pela cabeça, ou pelos pés, caso ele transgrida as leis socialistas, demonstrando voluntariamente – e sempre é voluntária – e conscientemente – e sempre é consciente – desprezo pela verdade socialista universal, e o brandir como um cabo de vassoura, contra um burguês capitalista. Assim, para citar um ditado popular, ele mata duas cobras com uma cajadada. O raciocínio: A criança transgressora, brandida como um bastão, é o instrumento de educação de um burguês capitalista ferrenho e intransigente defensor da cultura capitalista opressora; o pai é o agente da educação do oprimido: a criança, influenciada pelas propagandas de empresas de bolachas e desenhos animados; o burguês é o educando insurgente hostil ao socialismo [liberticida] libertário e refratário à [mentira] verdade do realismo marxista científico de inspiração [humanicida] humanitária. Não é difícil perceber: na [educação] opressão capitalista burguesa, o pai é um [educador] agressor, o cabo de vassoura, o instrumento da opressão, e o filho, a vítima indefesa, que nasceu pura, livre de pensamentos pequeno-burgueses, capitalistas, ocidentais e judaico-cristãos, os quais ele introjetou durante a convivência com indivíduos conservadores ultra-direitistas, num ambiente poluído por ideologia [humanitária] humanicida, [libertária] liberticida, de [livre-comércio] servilidade ao capitalismo, [liberdade] de opressão religiosa, [liberdade] de censura de imprensa. No meu método pedagógico, o pai é o educador; a criança, simultaneamente instrumento de educação de si mesma e de um terceiro envolvido no processo; e o burguês capitalista, o educando. Aqui está, em rápidas pinceladas, o sistema educacional de promoção do progresso socialista para a ereção de sociedade [totalitária] libertária.

Um adendo: A Lei da Palmada e a Lei Nacional-Socialista de [Opressão] Direitos [Desumanos] Humanos são imprescindíveis à ereção, na Terra, da [opressão] libertação dos povos.

Encerro, aqui, esta missiva cujo teor surpreenderá até mesmo o mais aplicado estudioso da ideologia comunista. Um abraço, em apoio à ereção da construção do edifício [liberticida] libertário em prol da [desumanidade] humanidade dos humanos, que merecem a [prisão] liberdade num Gulag progressista de inspiração soviética e stalinista.

Avante, camaradas!De Leninevitch Stalininski.

Esquerdistas: réprobos. Esquerdistas não tomam Semancol. Trump, e Brandon. Notas breves.

Esquerdistas: réprobos.

“Os nazistas enviavam dissidentes para campos de concentração, e dizimavam povos inteiros. Patrocinaram, os genocidas, o Holocausto.” – palavras do esquerdistinha, que ignora, ou finge ignorar, que os comunistas enviavam qualquer pessoa que não contava com a simpatia deles para gulags, campos de concentração soviéticos, e mataram, nos anos 1930, de fome, milhões de ucranianos, no já do conhecimento de qualquer pessoa minimamente informada acerca da história do século XX episódio intitulado Holodomor.


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Esquerdistas não tomam Semancol. Morgan Freeman e Denzel Washington.

Brasileiros brancos seguidores da cartilha esquerdista querem ensinar os senhores Morgan Freeman e Denzel Washington, dois atores bem-sucedidos, o primeiro, de oitenta e quatro anos, o segundo, de sessenta e sete, a serem homens negros. É para rir, ou para chorar?!


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Trump, e Biden (ou Brandon)

Nos longínquos anos do sufrágio eleitoral americano que consagrou Donald Trump (Trâmp, para os brasileiros) presidente dos Estados Unidos da América, esquerdosos e outros seres das trevas profetizaram, com a voz das fúrias: Trump vai destruir a economia americana; Trump vai destruir a América; Trump vai começar a terceira guerra mundial. Etecétecera. E etecétera. E tal. Vivem, hoje, os sobrinhos do Tio Sam, sob o governo – melhor, desgoverno – do Biden (para os brasileiros, Baiden; e para os íntimos, Brandon), que já se revelou um boneco de ventrílogo sem cabeça. E está a terra de Abraham Lincoln a ver o aumento da violência, a explosão de mortes, por opióides, de jovens, a crise, trágica, na sua fronteira com o México (antes que eu me esqueça: A terra do Cantinflas faz divisa territorial com a do Buster Keaton, e não com a do Oscarito), a inflação a subir, e rapidamente, e a economia a fazer água, e tem de enfrentar crises no Afeganistão, na Coréia do Norte, e na Ucrânia. E o que dizem os esquerdosos? Nada. Ignoram, alguns, convenientemente, o que se passa nos Estados Unidos, mesmo que saibam o que lá se passa, e outros louvam o Biden, enaltecem-lo, os baba-ovos, em panegíricos melosos, porque ele está a destruir a América. Se os esquedosos reprovavam, estupidamente, o Trump, que, segundo eles, destruiria a terra de Walt Whitman, por que estão a louvar Biden, que a está destruindo? Ora, qual a razão de ser de tal pergunta?! Os esquerdosos desejam a destruição da América; e sabiam que Donald Trump iria impedi-la de se precipitar no inferno em cujas profundezas os socialistas querem jogá-la, daí eles fingirem que alertavam o mundo para o perigo que ele, diziam, representava. E agora que Biden está a destruí-la, eles se regozijam, eufóricos.

Acabou a mamata. A velha e a nova política. Comparações históricas. E outras notas breves.

 

Anti-bolsonaristas dão notícia – não vem ao caso, aqui, se procedem, ou não – de que membros do Governo Federal fizeram uso particular de recursos públicos e destacam, indignados: “Acabou a mamata?”, querendo com tal interrogação dizer que o presidente Jair Messias Bolsonaro conserva os vícios, já lendários, folclóricos, de uma cultura milenar, dos homens públicos brasileiros. Ora, tais pessoas, tão indignadas com o descaso com o dinheiro público pelo atual chefe da nação, ao perguntarem se a mamata acabou, indicando com tal pergunta que é o uso do dinheiro público destinado para uso particular hábito antigo no Brasil, reconhecem que tal prática já existia antes de Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência. Pergunto-me, então, porque não se indignavam com tal cultura política nacional dos antecessores do presidente e com a de outros políticos e porque elogiam muitos deles.

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Não há velha política, tampouco nova política. Há política. Mas para se diferenciarem da política, a velha, associada à corrupção, insistem alguns políticos em dizem que fazem uma política nova, que da velha se distingue. Aí eu leio e escuto gente declarando que o presidente Jair Messias Bolsonaro faz a nova política e é tal qual os políticos da velha política e defendendo políticos da velha política, sem perceber que estão defendendo a velha política.

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Após o dia 7 de Setembro de 2.021, alguns intelectuais da direita conservadora revolucionária que ambiciona pôr no chão o tal estamento burocrático, desiludidos, frustrados, ao verem que o presidente Jair Messias Bolsonaro não lhes realizou o sonho tão acalentado, numa postura à criatura de cabelos multicoloridos imitadora de foca, comparam-lo com Dom Pedro I e Winston Churchill e, usando de imaginação pobre, reescrevem a história, emprestando-lhe um ar ficcional, destes dois nobres personagens da História, substituindo-os, em momentos emblemáticos da História Universal, o primeiro, no Grito da Independência, o segundo, na ação contra Hitler, por Jair Messias Bolsonaro, este a prosternar-se, pusilânime, às margens do Ipiranga, diante da Coroa Portuguesa, e, de cabeça abaixada, acovardado, a exercer no cenário mundial, uma política de apaziguamento com o Terceiro Reich. Tais intelectuais usam de uma demão de cultura para ocultar do público a mentalidade mesquinha e a má-vontade que os movem.

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Há anti-petistas… corrijo-me: havia anti-petistas… Melhor: certas pessoas, que se diziam anti-petistas, por conveniência, ou por sentimento sincero, afirmavam, antes de Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência do Brasil, no dia 1 de Janeiro de 2019, que o PT havia destruído a Educação no Brasil; que o PT havia feito da Cultura brasileira uma imundície; que os petistas eram corruptos, os seres mais corruptos da face da Terra; que os petistas eram vagabundos; que o PT estava destruíndo o Brasil; que o PT, enfim, era o que havia de pior no universo. Mas bastou Jair Messias Bolsonaro assumir a presidência, que no dia 2 de Janeiro de 2019, limparam a imagem do PT, agora modelo de partido democrático, que sabe dialogar com os seus antigos – agora ex – oponentes na arena política, o PSDB, e que foi o presidente Jair Messias Bolsonaro quem destruiu a Educação e a Cultura brasileiras; e que é ele o homem mais corrupto do universo, e coisa e tal.

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Recordo-me do dia em que o presidente Jair Messias Bolsonaro deu a público, em uma de suas contas de redes social, um vídeo que exibia dois marmanjos a performancizarem, é assim que dizem?, uma obra artística, o tal Golden Shower, que consiste em um dos marmanjos a mijar na cabeça do outro. De início os críticos do presidente descarregaram contra ele uma catadupa de impropérios, alcunhando-o estúpido e grosseiro por exibir coisa tão degradante, tão repulsiva, tão imoral, mas tão logo elevaram-se as vozes dos, como se diz?, vanguardistas, especialistas em arte moderna, passaram a condená-lo por exibir uma obra de arte indicando-a como se uma imundície fosse e o alcunharam estúpido e grosseiro porque ele nada entende de arte. Além dos anti-bolsonaristas que ocupam cadeiras nas empresas de comunicação fazerem papel tão vergonhoso; além da manifestação pública de estudiosos que entendem ser arte um… um… não sei o que; além da ousadia desavergonhada de pessoas que se exibem desinibidamente, a expôr, em locais públicos de grande aglomeração de pessoas, as suas, assim dizia-se em tempos imemoriais, vergonhas, houve aqueles, anti-bolsonaristas, que declaram, indignados, que o presidente Jair Messias Bolsonaro havia incorrido num ato, ao exibir o vídeo, inconsequente, irresponsável, que prejudicava a imagem do Brasil no exterior, mas nenhuma censura fizeram às pessoas que promoveram espetáculo tão grotesco, e não se perguntaram há quantos anos tal coisa se exibe no Brasil e por que as autoridades públicas jamais se manifestaram publicamente a respeito.

Além das palavras que vão expostas no primeiro parágrafo, tenho de registrar: se se considera arte o Golden Shower, então o Golden Shower, uma arte, pode ser ensinada, nas escolas, pelos professores de arte, nas aulas de arte; e se um pai de um aluno, ao saber que seu filho está exposto a tal arte, ir tirar satisfações com o professor, ele, o pai, será escrachado, ridicularizado, apodado ignorante e estúpido e condenado à prisão perpétua.

O presidente Jair Messias Bolsonaro, com a exibição de tal vídeo, fez um imenso bem aos brasileiros: expõe a podridão da intelectualidade e dos profissionais da imprensa, e da classe artística, e de uma parcela da sociedade brasileira, corrompida pela intelectualidade e pela imprensa.

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Os isentões são de uma parcialidade explícita, embora digam o contrário. Nas críticas ao presidente Jair Messias Bolsonaro eles as dedicam a ele, exclusivamente a ele, e nas críticas ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (ou ao PT) nelas incluem o presidente Jair Messias Bolsonaro e, salientam, dizem não serem a favor nem de um nem do outro.

Para melhor atendê-lo – parte 6 de 6

Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota

O Governo Federal estatizou a economia nacional, eliminou a propriedade privada, e assumiu as responsabilidades inerentes aos afazeres familiares das famílias brasileiras. São justificadas todas essas medidas. Os nossos inimigos burgueses capitalistas ocidentais e os brasileiros por eles cooptados com a promessa de riqueza imediata, fazendo deles, pobres honrados, marajás gananciosos e inescrupulosos, raça que, acreditava-se, estava extinta do Brasil há décadas, intensificaram, nas últimas semanas, os bombardeios ao território nacional, com o objetivo de esfacelá-lo, e o de desvirilizar o heróico, nobre, aguerrido povo brasileiro, que bravamente defende a sua pátria amada, idolatrada, Salve! Salve!, obrigando o Governo Federal a tomar as medidas apropriadas para a conservação da paz e da ordem, e para a manutenção da integridade do Brasil.

O Governo Federal, ao estatizar a economia nacional, nacionalizar as empresas estrangeiras e eliminar a propriedade privada, libera, para o esforço de guerra, as forças do povo brasileiro, que agora não desperdiça nenhum segundo de suas vidas com preocupações mundanas de inspiração burguesa capitalista disseminadas pelos sórdidos estadunidenses. Os brasileiros, antes dessas medidas, preocupavam-se com a manutenção do emprego (em muitos casos, submissos à exploração promovida pela classe empresarial, executavam trabalhos degradantes e eram porcamente remunerados), e os desempregados perdiam muitas horas de suas vidas à procura de empregos, não logravam encontrar uma ocupação que lhes remunerassem, com justeza, as energias aplicadas em tarefas extenuantes, e debilitavam-se, deprimidos com os seus sucessivos fracassos. Além do mais, os trabalhadores, em sua ânsia de acumular fortunas hollywoodianas, faraônicas, cesarianas e elizabetanas, comparavam os salários mensais uns com os dos outros, e os pobremente remunerados, ao notarem as injustiças das quais eram as vítimas eternas, ou caíam na devassidão, ou na criminalidade, sendo, portanto, duplamente injustiçados pela sociedade, que sempre os viu como criminosos, e os agentes policiais (representantes da força opressora dos burgueses capitalistas, financiados com dinheiro público), de atalaia, prontos, sempre, para atacá-los, capturá-los, e trancafiá-los em soturnos cárceres, ou matá-los em processos sumários de justiçamento, os aterrorizavam. Agora, não. O Governo Federal criou a economia do pleno emprego, e equalizou os salários, que estão sob a sua administração. Os funcionários do Governo Federal são preparados para geri-los apropriadamente, livrando, assim, os brasileiros de preocupações concernentes à administração do orçamento familiar. O Governo Federal incumbiu-se destas responsabilidades, livrando os brasileiros de preocupações inerentes à sua vida e à vida de sua família, preocupações estas que lhes corroíam a mente, debilitavam o corpo, e eram fontes de discussões e desentendimentos entre familiares.

O Governo Federal, ao se incumbir da tarefa de educar as crianças e os jovens, o brilhante futuro do Brasil varonil, gigante pela própria natureza, elimina mais uma fonte de preocupações dos brasileiros. O Governo Federal, com a criação do Ministério da Educação Fundamental e Elementar e Avançada para Constante e Ininterrupto Aprimoramento da Consciência Política Nacional, oferece aos brasileiros os instrumentos que lhes permitem viver vida nobre, rica, com o emprego, correto, dos seus talentos e do seu vigor físico e intelectual. Os brasileiros não perderão tempo em busca de conhecimento. O Governo Federal sabe quais conhecimentos são imprescindíveis para a vida saudável, proveitosa e produtiva; e são esses conhecimentos que os brasileiros buscam, mas, despreparados, e sob ação das suas veleidades e idiossincrasias individualistas insufladas pelo capitalismo hediondo e sórdido, não sabem quais são, pois estão desprovidos dos instrumentos intelectuais que lhes propiciem os meios para corretamente avaliarem o que lhes é apresentado, permitindo-os fazer distinções entre coisas diferentes, identificar o que lhes é benéfico e o que lhes é maléfico, e lhes dê sabedoria para decidirem pelo que lhes é benéfico.

O Governo Federal sabe o que o povo brasileiro precisa saber, e é esse saber que aos brasileiros será transferido nos estabelecimentos educacionais nacionais.

O Governo Federal, justaposto a essa medida, publicará os livros que contém a sabedoria governamental e os livros com os conhecimentos adequados à formação moral e intelectual do povo brasileiro. Ao proibir a publicação de livros que não tragam as idéias que defende e, especialmente, a de livros de autores que contestam a sua infalível sabedoria, elimina a angústia sintomática na qual os brasileiros precipitar-se-iam se imergissem em elucubrações metafísicas de cunho religioso, desgastando-se física e mentalmente, o que redundaria em insegurança e confusão mental, que os impediria de concentrarem os seus esforços nos trabalhos indicados pelo Governo Federal. A angústia decorrente da colisão de idéias contrastantes exauriria a força intelectual, vigorosa, incomparável, única, do povo brasileiro. A angústia é desvirilizante, emasculadora. A leitura de livros cujo teor contraria os mais caros fundamentos da sabedoria intrínseca ao Governo Federal, além de improdutiva e desvisgoradora, exigiria, para o seu exercício, isolamento e desgaste intelectual. O vigor intelectual é recurso de uso imprescindível, pelo Governo Federal, para implementação de políticas que assegurem a conservação da paz e da ordem. O Governo Federal impedirá que o povo brasileiro caia neste poço sem fundo. Os brasileiros que se perderem nesta tarefa angustiante, isolados do mundo, num esforço infrutífero, que será baldado, de encontrarem soluções para os problemas que afligem o Brasil, além de imergirem na depressão crônica, que os arremessará num redemoinho de ilusões, alucinações e fantasmagorias extemporâneas, que lhes assaltarão a mente, lhes assacarão a sanidade mental, serão vistos, pelos brasileiros fiéis e leais ao Governo Federal (cuja sabedoria por eles é reconhecida), como indivíduos presunçosos e soberbos, pois estabelecerão uma distinção entre eles e os brasileiros leais, humildes, que acolhem, em atitude patriótica sincera e invejável, as ordens emitidas pelo Governo Federal, em sua incontestável sabedoria, deles se afastando e cavando entre eles (o povo fiel ao Governo Federal) e os indivíduos individualistas (os leitores de livros não-autorizados pelo Governo Federal) um fosso intransponível, rompendo, portanto, consequentemente, o vínculo moral, cultural, social e intelectual que os unia, provocando, nos brasileiros autênticos, reações hostis, de confronto, que culminarão na morte, indesejada, de autênticos brasileiros patriotas; além disso, os brasileiros que se recusam a acolher as ordens emitidas pelo Governo Federal influenciam brasileiros patriotas incautos, que, seduzidos por argumentos serpenteantes, envolventes, distanciar-se-ão de ações comunitárias, e romperão o vínculo com o Brasil, sua pátria, gigante por natureza, terra em que se plantando tudo dá, e debelarão os esforços do Governo Federal para a conservação da paz e da ordem e da manutenção da integridade da Nação. Dilaceram o coração generoso do Presidente da República todas as notícias de abandono, por um brasileiro, de valores patrióticos elementares decretados pelo Governo Federal. A ausência de sentimentos afins e propósitos comuns entre os brasileiros que não se associam para o trabalho de conservação da paz e da ordem entristece o Presidente da República, que, a curtos intervalos, se vê às voltas com pensamentos depressivos – mas não esmorece; reanima-se, revigora-se, restabelece o seu amor pela vida e pela Pátria, recompõe-se, e realimenta-se, conservando, e acumulando, forças para o exercício das suas tarefas patrióticas, para o contínuo esforço de conservação da paz e da ordem, e para a manutenção da integridade do território nacional.

O Governo Federal, ao se incumbir dos afazeres das famílias brasileiras, libertou os brasileiros patriotas das atribuições onerosas criadas, artificialmente, pelos burgueses capitalistas ocidentais herdeiros da cultura judeu israelita.

Os brasileiros patriotas se concentrarão no inadiável e imprescindível trabalho de manutenção da integridade do Brasil e na construção dos alicerces do Brasil do futuro, gigante pela própria natureza.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional.

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Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota.

O Governo Federal decreta a proibição de cultos religiosos, a disseminação das religiões, fontes de lendas anticientíficas, mitos inverossímeis, superstições ridículas, e o ensino e a disseminação da cultura dos silvícolas nativos, que, reconhece o Governo Federal, é o canto das sereias recitado pelos inimigos estrangeiros para seduzir os brasileiros para as causas defendidas pelas Pequenas Tabas e pela Grande Taba, que gozam do apoio incondicional de organizações globais. Está expressamente proibido o uso de vocábulos silvícolas nativos; os nomes das localidades para cuja inspiração se serviu da cultura e do idioma dos silvícolas nativos serão substituídos por nomes dos heróis patriotas que sacrificaram a vida para a conservação da paz e da ordem no território nacional. O Governo Federal eliminou todos os centros de resistência antipatriótica em território nacional, e encarcerou os descendentes dos burgueses capitalistas europeus ocidentais, os dos sórdidos estadunidenses imperialistas e colonizadores e os dos europeus miscigenados nos quais predominou o sangue corrompido dos europeus, fazendo, deles, trânsfugas sórdidos e traiçoeiros. Centenas de milhares de burgueses capitalistas ocidentais escaparam, clandestinamente, do território nacional. Felizmente, o Governo Federal avistou-os nas balsas precárias, com as quais eles – estúpidos antipatriotas – pretendiam empreender a travessia do oceano Atlântico, e aportarem nas terras macabras dos sórdidos estadunidenses colonizadores e imperialistas, e alvejou-os. As balsas emborcaram. Os tripulantes, estúpidos, não sabiam que embarcações tão rústicas não superam nem mesmo marolinhas inofensivas. O Governo Federal, ao eliminá-los, para melhor atender aos brasileiros e conservar a paz e a ordem, impediu-os de disseminar, no exterior, mentiras difamatórias sobre o Governo Federal, o Brasil e o seu humilde e nobre povo, e atrair a atenção da mídia internacional, que está nas mãos de burgueses capitalistas ocidentais, israelitas judeus genocidas e sórdidos estadunidenses imperialistas e colonizadores, oferecendo-lhes pretexto para defenderem, nas organizações globais, políticas hostis ao Brasil e capitalizarem campanhas bélicas contra o território nacional.

As Pequenas Tabas e a Grande Taba intensificaram os ataques ao território nacional. Devastaram cidades inteiras. Espalharam o pânico e o terror. Ceifaram a vida de um milhão de brasileiros patriotas que lutaram bravamente pela integridade do território nacional, e os seus nomes ficam gravados nos livros de História do Brasil. Para desgosto do Governo Federal, com apoio irrestrito do governo russo, do governo chinês, do governo iraniano, do governo libio e do governo egípcio, outrora nossos aliados incondicionais, e de governos de inúmeras nações africanas, os revoltosos antipatriotas, traiçoeiros, voltam-se contra os seus descendentes que vivem neste lado do oceano Atlântico, e agridem o Brasil, com o desejo de suprimi-lo do mapa. A ingratidão das Pequenas Tabas e da Grande Taba não deixa de nos surpreender, e de nos boquiabrir, e de derrubar os nossos queixos de incredulidade. Vivemos tempos apocalípticos. Milhões de cidadãos brasileiros morreram, sob ininterruptos bombardeios desfechados pelos burgueses capitalistas ocidentais e fundamentalistas cristãos. Revidamos, energicamente, aos ataques. Logramos vitórias importantíssimas. Todavia, não ganhamos a guerra, que se estenderá, prevê o visionário Governo Federal, por décadas, talvez séculos, talvez milênios, e repetirá, aqui, neste continente, mas com os papéis invertidos, o conflito entre israelenses e palestinos, que se perpetuará até o fim dos tempos.

Em decorrência da elevação das mortes imprevistas e inevitáveis, o Governo Federal, para impedir o escoamento de vida de soldados e a redução das forças militares federais, estabelece, para todo o povo brasileiro, os ‘modos de morrer’ e as ‘janelas de morte’.

A você fica proibido morrer nos campos de batalhas.

A você ficam reservados três modos de morrer:

1, Esfaqueamento pela cônjuge, que, num ímpeto de fúria ciumenta, atinge seu coração, transpassando-o (ela não poderá esfaquear você por outro motivo; se transgredir essa lei, o Governo Federal a enviará a um campo de concentração, e a submeterá, durante dez anos, a trabalhos pesados e a outros afazeres patrióticos);

2, Acidente de carro, na Via Dutra, no período da manhã, na pista sentido Rio de Janeiro-São-Paulo, numa colisão frontal com um ônibus no qual terá de, além do motorista, haver, no seu interior, trinta e cinco pessoas, sendo dezesseis mulheres e dezenove homens. Dentre as mulheres, duas terão de ser crianças recém-nascidas, uma de idade de sete anos, e três jovens com idade entre quatorze e dezessete anos; dentre os homens, quatro terão de ser brancos, loiros e de olhos azuis de qualquer idade. Na colisão, além de você, terão de morrer os quatro homens brancos, loiros e de olhos azuis. Não se admitirá a morte de nenhum outro passageiro, tampouco a do motorista – do ônibus eles terão de se retirar incólumes, lúcidos e sem arranhões; e,

3, Enforcamento involuntário, ao caminhar por uma favela paulista (permite-se a opção de este evento trágico ocorrer numa comunidade carioca fluminense), nos ‘gatos’, que se proliferaram, nos doze meses anteriores à esta data, à revelia do Governo Federal.

As ‘janelas de morte’ selecionadas para você são:

1, do dia 7 ao dia 14 de janeiro, das 9:00 às 12:00;

2, do dia 16 de fevereiro ao dia 4 de março, das 12:30 às 14:15;

3, do dia 15 ao dia 19 de julho, das 7:00 às 7:30;

4, do dia 30 de outubro ao dia 2 de novembro, das 23:00 às 23:30; e,

5, do dia 6 ao dia 10 de dezembro, das 16:00 às 18:00.

Fica a seu critério a escolha da opção que melhor for conveniente a você e atender aos seus desejos.

Antes de encerrar, o Banco informa: caso você não respeite as ‘janelas de morte’ e os ‘modos de morrer’, e morra em dias e horários e de modo não contemplados na política de salvaguarda à vida, que visa o impedimento da redução drástica da população nacional – o Governo Federal não pode produzir patriotas na medida em que eles são necessários, embora o deseje, para fazer frente aos seus numerosos inimigos -, os seus familiares, nas próximas quatro gerações, ficarão impedidas de possuírem nomes próprios.

O Banco informa, também: o Governo Federal, para a implementação das ‘janelas de morte’ e dos ‘modos de morrer’, medidas que revelam a sua prudência visionária e a sua sensatez heróica, recebeu a chancela de Organizações Globais, que acolhem, em seu generoso e nutriz seio, as nações que, em equivalentes situações nas quais o Brasil se encontra, atuam em benefício de seus povos, nobres e aguerridos, vinculados aos interesses universais de conservação da paz e da ordem.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional.

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Novíssima Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Global.

O Governo Federal, eterno mantenedor da paz e da ordem, generoso protetor e benfeitor do povo brasileiro e o seu legítimo representante, no desejo, sincero, de eliminar as injustiças e as desigualdades sociais, e distribuir para os cidadãos brasileiros a inexaurível riqueza produzida pelos brasileiros, une-se, no seu esforço de manter a paz e a ordem e responder por todas as suas atribuições constitucionais às quais assumiu como legítimo representante do povo brasileiro, à outras nações, e delega, para benefício e bem-estar do povo brasileiro, o governo do Brasil à Organização Global das Nações, única detentora do poderio político, tecnológico e militar capaz de enfrentar os inimigos do Brasil, que são, sabemos, e ninguém o ignora, os burgueses capitalistas ocidentais, que imergiram os Estados Unidos e Israel em hostis políticas isolacionistas e de confronto com as nações que, no desejo de concretizar o sonho universal de paz mundial, conceberam e idealizaram a arquitetura política global.

A Organização Global das Nações, para a conservação da paz e da ordem mundiais, concentrará todas as forças mundiais, eliminando as divergências e peculiaridades nacionais, fontes de conflitos, sofrimento e dor.

As nações mundiais transferirão os seus poderes legislativo, executivo e judiciário para a Organização Global das Nações, e adotarão a Constituição Global, aplicando, assim, as suas forças no exercício de políticas das leis globais que todos os cidadãos do globo respeitarão. E a paz mundial será alcançada. O Brasil, nesta nova era que se inicia, dedicará toda a sua energia, sob os auspícios da Organização Global das Nações, na política de solidificação do edifício global, com a peculiar gentileza e cordialidade do povo brasileiro.

A Organização Global das Nações, no uso das suas prerrogativas, representante legítimo dos cidadãos globais, criteriosa avaliadora da cultura global, estabelece, para benefício da humanidade, um padrão de cultura, em todo o globo, moderno, objetivo, realista, ao eliminar as peculiaridades culturais dos povos, as quais, desde o surgimento das civilizações embrionárias há milhares de anos antes do advento da Organização Global das Nações, produziram miséria, injustiças e desentendimentos entre os povos, que, aferrados, cada um, à sua cultura, ao seu idioma, às suas religiões, hostilizavam a cultura alheia e queriam impor aos outros povos a sua cultura – e foram as culturas tradicionais que submeteram os povos a certos parâmetros de comportamento que, ao colidirem com os de outros povos, também ciumentamente aferrados aos seus valores, produziram guerras, mortandades, genocídios, a aniquilação de povos inteiros e de civilizações. Agora, eliminadas as identidades locais, elimina-se todas as motivações que levaram as nações às guerras, a despeito da recusa dos burgueses capitalistas estadunidenses e dos israelitas judeus sionistas de integrarem a Organização Global das Nações, que, mesmo com os ataques ininterruptos dos Estados Unidos e de Israel – estas duas nações burguesas capitalistas ocidentais materialistas que de todos os expedientes criminosos lançam mão para enfraquecê-la -, fortaleceu-se, robusteceu-se, encorpou-se. Essas duas nações prestaram serviços inestimáveis à humanidade ao não se integrarem à Organização Global das Nações. Estados Unidos e Israel, orgulhosos de sua cultura materialista destituída dos mais caros valores humanos e de respeito à natureza, intoxicados pelo materialismo ocidental e pelo capitalismo burguês, isolados, não cooptarão as nações mais frágeis. Se integrassem a Organização Global das Nações, Estados Unidos e Israel ensinariam aos representantes das nações mais fracas os corrosivos valores estadunidenses e israelitas judeus sionistas, e comprar-lhes-iam a consciência com dólares imundos e promessas fantasiosas inconcretizáveis, e corromperiam os representantes legítimos das nações que acolheram as exortações da Organização Global das Nações, e transferiram-lhe a direção de seus povos, para benefício deles, concentrando, na Organização Global das Nações, os mais bem formados intelectuais do mundo, estudiosos natos e humanistas dedicados à paz mundial, no trabalho de implementação das políticas concebidas pela Organização Global das Nações e na ereção da civilização sonhada pelos humanos há milhares de anos, sonho que os cristãos e os judeus burgueses capitalistas ocidentais impediram de se concretizar. Os camaradas cidadãos globais dedicam-se à ereção deste novo mundo, pacífico, amistoso e harmonioso. Sacrificam os seus lazeres para a realização de um sonho universal.

Com a implementação das políticas globais, serão eliminadas todas as forças que impedem a paz mundial e a harmonia entre os povos. Todos os humanos falarão o mesmo idioma, e não se perderão em cultos supersticiosos a entes imateriais, que são as causas de todas as guerras que já assolaram a humanidade. As crenças religiosas serão apagadas da memória humana. Os humanos pensarão, com o uso da razão, as coisas do mundo. E estarão eliminadas todas as causas de conflitos entre os povos, todos, agora, irmanados num único propósito: A conservação da paz e da ordem mundiais.

De

Camarada Cidadão Missivista Oficial do Sistema Financeiro Global.

*

Novíssima Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Global.

O Banco comunicou a você, camarada cidadão global, na carta de [data], as ‘janelas de morte’ e ‘os modos de morrer’.

Você não correspondeu ao que de você, que o Banco acreditava tratar-se de um camarada cidadão global confiável, o Banco esperava. Informaram ao Banco que você, ontem, transgrediu as leis globais de governança implementadas pelo Governo Federal. Você, enquanto pilotava uma moto, atingiu, com o pescoço, uma linha revestida de cerol que um garoto imberbe de quatorze anos empunhava enquanto empinava uma pipa quadriculada verde e azul; você, em sua imprudência insana, não se deteve, a linha distendeu-se e, pressionada contra seu pescoço – enquanto você avançava, em fuga doentia e injustificada, para distanciar-se dos agentes de segurança da Organização Global das Nações que iam no seu encalço -, cortou-lho, separou sua cabeça de seu corpo, e a cabeça, envolta pelo capacete, que a protegia, quicou, pelo asfalto da avenida, por mais de vinte metros, e seu corpo, sem a cabeça, sobre a moto, prosseguiu em sua insana fuga por cento e quarenta metros, atravessou o semáforo vermelho, e colidiu com um veículo oficial da Organização Global das Nações, que, na perpendicular, executava manobra para virar à direita, e seu corpo, assim que a moto perdeu o equilíbrio, em decorrência da colisão com o veículo oficial, caiu, e arrastou-se por quinze metros, manchando o asfalto de sangue.

O Banco informa: de você será subtraída, como punição, a sua Carteira de Habilitação de Motorista; e seus descendentes pagarão todas as despesas referentes à perseguição, limpeza do asfalto e conserto do carro oficial, e a Organização Global das Nações os processará, criminal e penalmente, devido ao seu ato inconsequente, que induziu um inocente jovem imberbe de quatorze anos a perpetrar, involuntariamente, um homicídio. A Organização Global das Nações pretendia punir o jovem, mas, como ele impediu a fuga de um transgressor, que conserva, clandestinamente, a propriedade ilegal de um veículo automotor movido por combustível de origem fóssil antediluviano, não o punirá; o condecorará com a Ordem do Mérito da Cidadania Global.

Esta é a derradeira missiva que o Banco envia para você.

De

Camarada Cidadão Missivista Oficial do Sistema Financeiro Global

Para melhor atendê-lo – parte 5 de 6

Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota.

O Banco, para melhor atendê-lo, foi transferido paras as mãos do Governo Federal, que, agora, passa a geri-lo, concentrando todos os recursos na tarefa de contenção dos movimentos hostis à política de igualdade social e à política de extinção da desigualdade social. Agora, isento da necessidade de atentar para a concorrência, das preocupações decorrentes da criação de produtos que visavam, única e exclusivamente, a obtenção de lucro, e dos gastos com propagandas mentirosas para ocultar as injustiças perpetradas pelos lucros provenientes de atividades ilícitas, o Banco, sob administração do Governo Federal, concentrará a sua atenção e os seus recursos em atividades benéficas ao povo brasileiro, e produzirá riqueza em todo o território nacional.

Para melhor atendê-lo, o Banco manterá as regras vigentes antes da sua transferência ao Governo Federal.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional

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Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota.

O Governo Federal, para manter a paz e a ordem, e para melhor atendê-lo, nacionalizou e estatizou todos os bancos localizados em território nacional.

O Governo Federal, para impedir o alastramento da violência perpetrada, em ondas de violência que causam pânico no cordial e gentil povo brasileiro, decidiu, por decreto, assumir o controle de todas as emissoras de televisão e de rádio, de todos os jornais e revistas, e o do sinal dos provedores da internet. Com tal medida, implementada com rigor e convicção, o Governo Federal eliminará a resistência de agentes clandestinos antipatrióticos, que se fortaleciam, às expensas do povo brasileiro, à revelia do Governo Federal. A mídia golpista, traiçoeira, antipatriótica, pretendia eliminar o democraticamente eleito Presidente da República, com suporte estrangeiro, em especial de estadunidenses e de israelitas judeus, que, por não se contentarem, os primeiros, com o Rio Missouri e o Rio Mississipi, e os segundos, com o rio Jordão, estendem os seus tentáculos gadanhudos ao Brasil, para se apossarem do rio Amazonas, com ajuda dos seus cúmplices brasileiros cooptados por míseros dólares com estampa da efígie do famigerado tio Sam.

Para conter o ímpeto beligerante dos astutos inimigos do povo brasileiro – nazistas de bigodinho pernóstico idêntico ao do mentor deles, Hitler -, o Governo Federal tomou a única decisão cabível ao momento: Criou as Nações Indígenas Independentes nos territórios das reservas florestais, em sua maioria nos estados da região norte. As Nações Indígenas Independentes, governadas por brasileiros nativos silvícolas, os verdadeiros donos destas terras milenares, relacionam-se, amistosamente, com o povo brasileiro, sob os auspícios, aplausos e ovações de organizações globais, todas admiradas com a generosidade do Governo Federal.

O Governo Federal decidiu, movido por nobres sentimentos, entregar aos povos nativos silvícolas, de vínculos estreitos com a mãe terra, quatro milhões de quilômetros quadrados do território nacional, para conservar o controle, no Brasil, da paz e da ordem. Ao transferir a incumbência da administração de tal território aos silvícolas nativos, dotados de sabedoria milenar nativa, o Governo Federal concentra a sua atenção no Brasil grande, gigante pela própria natureza; com menos território para administrar, o Governo Federal economizará grandes somas de recursos, e melhorará o aprovisionamento das três forças militares que conservam, no Brasil, a paz e a ordem. Os olhos do Presidente da República inundaram-se de lágrimas ao assinar os documentos de transferência de metade do Brasil aos nossos irmãos nativos silvícolas, que imensurável contribuição deram à ereção do Brasil varonil, gigante pela própria natureza. Foi como se cortasse a própria carne. Tal cessão, voluntária e generosa, é imprescindível para a manutenção da paz e da ordem.

As Nações Indígenas Independentes, presididas por nativos silvícolas herdeiros de cultura milenar, sob a égide e o abrigo das organizações globais, viverão em relações amistosas com o Brasil, sabe o visionário Governo Federal.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional.

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Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota.

Nunca, antes, em sua história, o Brasil sofreu golpes tão profundos, tão traiçoeiros, que ferissem tanto os brasileiros. O Governo Federal, que, num gesto de amor pelos brasileiros descendentes dos milenares povos nativos silvícolas deste continente, herdeiros de cultura milenar invejável, que erigiram civilizações singulares, irreproduzíveis pela civilização industrial e tecnológica, e que foram aniquilados pelos gananciosos e sórdidos burgueses capitalistas ocidentais, fascistas e hitleristas insensíveis, que devastaram o planeta, exaurindo-o, a ponto de destruí-lo (vide o aquecimento global, que recrudesce, ininterruptamente), por amor humanitário inspirado por elevados ideais de igualdade e justiça social, revogou leis e idéias nefastas – legadas ao Brasil pela monarquia brasileira, de triste memória, e pelo império português ibérico -, que agrilhoavam os legítimos donos destas terras e os encarceravam ao passado cavernoso, que se eternizava, e livrou-os da injustiça e da miséria ao entregar-lhes, num gesto de sacrifício voluntário, generosidade ímpar, metade do território nacional, recebe, como gesto de gratidão – é uma ironia -, um golpe traiçoeiro: Os nativos silvícolas associaram-se aos estadunidenses imperialistas colonizadores e aos burgueses capitalistas europeus ocidentais, e agrediram o Brasil, na diplomacia, e com ações bélicas. Nunca se viu, na história da civilização, golpe tão rasteiro, tão traiçoeiro, tão desumano, de um povo contra os seus benfeitores.

O Governo Federal entregou, generosamente, a metade do território nacional aos silvícolas nativos, como medida de compensação por todo o sofrimento deles, sofrimento decorrente de quinhentos anos de exploração desumana perpetrada pelos burgueses capitalistas europeus e seus descendentes que colonizaram e exploraram este continente, e de crimes perpetrados pelos descendentes de silvícolas nativos por cujas veias e artérias fluem sangue mesclado, inextricavelmente, no mesmo plasma, de povos silvícolas nativos, de povos negros africanos de ébano e de europeus de cultura israelita e judaica, nos quais o sangue corrompido dos bárbaros europeus preponderou e anulou as virtudes benéficas do sangue silvícola nativo e, principalmente, as do dos nativos da África e seus descendentes puros agrilhoados pelos escravocratas com o apoio dos sórdidos burgueses capitalistas europeus ocidentais e, principalmente, dos ibéricos. Felizmente, em milhões de indivíduos brasileiros miscigenados o sangue dos europeus ocidentais de cultura israelita e judaica foi absorvido e nulificado pelo nobre sangue de povos silvícolas nativos que viviam em comunhão amistosa com a natureza. Infelizmente, tal vínculo de nativos silvícolas com a natureza foi rompido em muitos indivíduos ao corroerem-se o sangue silvícola e o africano com o sangue dos europeus burgueses capitalistas ocidentais de cultura judaica e israelita. Os silvícolas nativos autênticos e os seus descendentes cujo sangue eliminou o sangue pernicioso dos burgueses capitalistas europeus contribuíram, com sangue, suor e lágrimas, para a construção e a consolidação da Pátria Brasileira.

Os silvícolas nativos, donos de um país imenso de quatro milhões de quilômetros quadrados, extensos rios volumosos, a maior bacia hidrográfica do mundo, receberam, do generoso Governo Federal, as suas terras milenares, com as suas riquezas naturais e minerais intactas, terras estas que os sórdidos burgueses capitalistas europeus haviam conquistado, na ponta das baionetas, no fio das espadas e no chumbo fundido das bombas lançadas de canhões, dos povos silvícolas nativos, quebrando, deles, o elo que os unia, num vínculo estreito, com a natureza. E os silvícolas nativos, para alegria de todo o mundo, criaram uma grande nação, as Nações Indígenas Independentes, gigante, como o Brasil, pela própria natureza. Para surpresa do Governo Federal, os silvícolas nativos mudaram o nome de sua nação para Nação Tribal Silvícola, e estabeleceram política externa inamistosa nas relações com o Brasil. Os povos silvícolas, além de não agradecerem ao povo brasileiro e ao Governo Federal, seu legítimo representante, pela generosidade concedida, agrediram o Brasil. E, para maior surpresa e espanto do Governo Federal, a Nação Tribal Silvícola fragmentou-se em dezenas de nações indígenas, que se engalfinham, para desgosto do Governo Federal, em batalhas sangrentas, e governos capitalistas burgueses ocidentais fornecem armas aos beligerantes, em alianças de ocasião, auferindo lucros imensuráveis, e os povos silvícolas nativos, em troca das armas, dão-lhes pedras raras e concessão para a exploração de pedras preciosas e de petróleo. Os burgueses capitalistas europeus, astutos como as raposas, traiçoeiros como os lobos, venenosos como as serpentes, foram, em pouco tempo, bem sucedidos na sua política de corrosão dos valores mais caros aos silvícolas nativos deste continente. Corrompidos, estes abraçam os valores que os precipitam na corrupção moral irreversível, na qual afundarão, inteiramente, até a aniquilação da civilização silvícola nativa, da qual não haverá vestígios.

O mais alarmante, abismável: a Grande Taba, nação silvícola nativa que se criou, devido à fragmentação da Nação Tribal Silvícola, no meio do território nacional, incrustada no coração do Brasil, deu início a bombardeios das regiões circunvizinhas, exigindo, do Governo Federal, a cessão de um território que lhes permita possuir uma saída para o oceano Atlântico. Repete-se, aqui, neste continente, a história milenar protagonizada por israelenses e palestinos, mas com inversão de papéis. No Oriente Médio, os reivindicadores palestinos são, há milênios, vítimas impotentes e frágeis da política genocida dos israelenses. Aqui, dá-se o oposto: os reivindicadores – os silvícolas nativos da Grande Taba – são os agressores; e os brasileiros, generosos e gentis, são os agredidos. Imperdoável, tal ato de ingratidão. O Governo Federal, com os seus aliados incondicionais, defenderá o povo brasileiro, pois é o legítimo representante das suas aspirações, sonhos e desejos.

O Brasil do futuro, gigante pela própria natureza, tem, hoje, a metade do território e o dobro do vigor.

É lamentável!, É lastimável!, que os nativos silvícolas, beneficiados pelo Governo Federal, sejam tão ingratos! O Governo Federal não se curvará. Defenderá o povo brasileiro, povo generoso e gentil. Na arena diplomática, defenderá os interesses do povo brasileiro contra o desejo dos nativos silvícolas de anexarem o território brasileiro à sua jovem nação. Os descendentes dos africanos de nacionalidade brasileira defendem, bravamente, o território nacional, no desejo de conservar a integridade territorial do Brasil, por amor à terra da qual extraem os seus víveres, a sua energia, a sua força, o seu vigor e a beleza pétrea dos seus músculos rígidos que sustentam a incomparável perfeição de seu porte físico. Os brasileiros descendentes de europeus são antipatriotas, pois servem aos burgueses capitalistas europeus ocidentais, aos burgueses capitalistas internacionais, aos imperialistas estadunidenses gananciosos, sórdidos, beligerantes cruéis e colonizadores genocidas, e aos israelitas judeus corruptores dos povos leais à mãe-natureza. O Governo Federal, visionário, prevê o recrudescimento dos conflitos entre os brasileiros descendentes de africanos –, que nutrem amor incondicional pelo Brasil, lutam pela conservação do território nacional, sacrificam a vida em defesa da pátria, rejeitam, altivos, a exortação de emigrarem para a África (sacrificam-se pela conservação da paz e da ordem, no Brasil, ao invés de usufruírem de vida prazerosa e cômoda nos pacíficos e prósperos países africanos) – e os brasileiros descendentes de europeus – que insistem em se conservar nestas terras porque sabem que, se emigrarem para a Europa, sofrerão nos decadentes países europeus; daí rejeitarem, assustados, amedrontados, acovardados, a ordem de regressarem ao continente de seus crudelíssimos e sanguinários ancestrais, que, na Casa Grande, seviciavam, com requintes de sadismo, os habitantes das senzalas.

O Banco, sob administração do Governo Federal, exige dos correntistas:

1, o comprovante de renda;

2, os documentos do seu patrimônio; e,

3, as notas fiscais de compra de produtos e as de prestações de serviços.

Os comprovantes, os documentos e as notas fiscais originais têm de ser apresentados ao Banco acompanhados de cinco vias autenticadas, que serão protocoladas.

O Governo Federal, em sua infalibilidade, não previu o ato traiçoeiro dos silvícolas nativos, e tampouco o do governo da China e o do governo da Rússia, outrora aliados do Governo Federal; servis, curvaram-se, reverentes, aos burgueses capitalistas ocidentais, aos israelitas judeus genocidas e mentirosos compulsivos, que disseminaram a mais vasta rede de corrupção moral da história da civilização, e aos sórdidos estadunidenses imperialistas e colonizadores.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional

*

Nova Brasília, [data]

Ao

Camarada Cidadão Patriota.

O Governo Federal, devido à importação clandestina de armamentos de alto calibre e de grande poder de fogo, decretou, ontem, o bloqueio das importações e das exportações. Empresários brasileiros antipatriotas gananciosos, conluiados com burgueses capitalistas ocidentais inescrupulosos, estadunidenses imperialistas e israelitas judeus genocidas, enviavam, ao exterior, em troca de armamentos, víveres e matérias-primas a preço de banana, e os estrangeiros auferiam lucros exorbitantes à custa do sangue do povo brasileiro, que morre aos milhões nos conflitos fraternais viscerais. Os armamentos eram entregues aos silvícolas nativos da Grande Taba, nação silvícola incrustada no território nacional, com o propósito de eviscerá-lo. Com a eliminação do comércio exterior, o Governo Federal conservará a paz e a ordem no Brasil, gigante pela própria natureza, cujo povo é gentil e não desiste nunca.

O Governo Federal, para o seu conhecimento, estatiza a economia e eleva a alíquota do imposto de renda para 90% para as pessoas que ganham acima de R$ 10.000,00 anuais. A renda auferida com o recolhimento do imposto de renda será distribuída aos brasileiros com renda mensal inferior a R$ 50,00, medida indispensável para a eliminação da desigualdade e injustiça sociais.

O Governo Federal, por intermédio do Banco, para melhor atendê-lo, administra, a partir de hoje, o seu dinheiro, liberando-o para o trabalho, inadiável, de atuar, em benefício do Brasil, nos campos de batalha, em território nacional, para a manutenção da paz e da ordem. O Governo Federal concentra todos os esforços e todos os recursos na manutenção da paz e da ordem, e não perderá o controle da situação. Administrando o seu dinheiro, o Governo Federal assumirá a tarefa de comprar para você todos os provimentos de sua necessidade, impedindo, assim, com tão sábia medida, que você desperdice o seu dinheiro, que, na verdade, é patrimônio do Governo Federal, que o imprime e o põe em circulação, com inutilidades burguesas capitalistas.

O Governo Federal tomou estas medidas para salvaguardar a paz e a ordem no Brasil, gigante por natureza, em decorrência da transferência de recursos para o esforço de guerra contra as dezenas de nações de silvícolas nativos que, sob influência da Grande Taba, esta nação traiçoeira e ingrata incrustada no território nacional, laceram, com facadas certeiras, o coração do Brasil, que se esvai em sangue e em espasmos de dor e angústia, unidas aos brasileiros brancos, loiros e de olhos glaucos descendentes de europeus de cultura israelita judaica.

Aflorados os instintos animalescos, insanos e brutais da sordidez burguesa capitalista ocidental européia latentes no âmago da integridade dos puros descendentes dos europeus e dos não-puros (descendentes de europeus miscigenados ou com silvícolas nativos, ou com negros africanos, ou com amarelos asiáticos, ou com árabes, nos quais prevaleceu o sangue corrompido dos europeus, que anulou a bondade e a nobreza ingênita dos outros povos), os antipatriotas brasileiros transferiram recursos incalculáveis aos inimigos do Brasil, para o aprovisionamento das suas tropas.

O Governo Federal detectou os baluartes dos antipatriotas, no território de São Paulo, e não se surpreendeu. São Paulo sempre foi fonte de ambigüidade política. Os paulistas sempre foram ladinos e traiçoeiros. Dissimulam a sua ganância em votos de amor pelo Brasil; a despeito dos votos enfáticos de amor pelo Brasil, atuam, nos bastidores, em favor dos burgueses capitalistas ocidentais, dos europeus colonizadores fascistas e hitleristas, dos israelitas judeus genocidas e mentirosos compulsivos, e, principalmente, dos estadunidenses capitalistas colonizadores e imperialistas desumanos. Os paulistas arquitetam, mais uma vez, um golpe contra o Governo Federal. Repetem, hoje, a política antipatriótica de 1932. Não triunfarão, do mesmo modo que não triunfaram naquele fatídico e malfadado ano. A sua política malsucedida, infelizmente, não serve de exortação aos novos antipatriotas.

Devido às despesas inerentes a tão vasto esforço, o Banco, agente do Governo Federal, digno e legítimo representante do povo brasileiro, debitará, automaticamente, de cada conta corrente, R$ 100,00, todo início de mês, para o esforço de guerra contra os inúmeros e incansáveis inimigos externos, cuja força humana e recursos naturais, materiais e bélicos, prevê o visionário Governo Federal, não irá se exaurir num futuro próximo, e a guerra, portanto, se perpetuará até as calendas gregas. O Governo Federal, para a conservação da paz e da ordem, e para melhor atender os trabalhadores nacionais e as suas famílias, concentra todos os recursos disponíveis no esforço de guerra contra os seus inimigos viscerais, os traiçoeiros e ingratos silvícolas nativos.

De

Camarada Cidadão Patriota Missivista Oficial do Sistema Financeiro Nacional.

Para melhor atendê-lo – parte 4 de 6

Brasília, [data]

Ao

Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Nesta carta, o Banco apresenta uma síntese esclarecedora do estado de coisas que, cotidianamente, os trabalhadores nacionais e as suas famílias têm de enfrentar em decorrência das violentas manifestações orquestradas por agentes estrangeiros beligerantes e gananciosos, que almejam a aniquilação do Governo Federal, no seu afã de conservar a desigualdade de renda e as injustiças sociais que há quinhentos anos assolam o Brasil e a América Latina, cujas veias estão abertas e cujo sangue é sugado por Nosferatu capitalistas e outras alimárias quiméricas inumanas e desumanas. O ambiente político atual degenera-se em anarquia institucionalizada. O Governo Federal, que nos três anos anteriores à esta data implementou medidas de segurança para melhor atender os trabalhadores nacionais e as suas famílias, e influencia, favoravelmente, com o seu exemplo moral, governos europeus, latino-americanos, asiáticos e africanos, depara-se com o seu mais astuto, ardiloso, traiçoeiro inimigo: brasileiros apátridas servis aos burgueses capitalistas estadunidenses. O Governo Federal exibe, com a grandiosidade das obras que brotaram destas plagas férteis e abundantes, onde o sol nasce para todos, e todas as raças se irmanam, fraternas, num vínculo universal com a mãe natureza e a Mama África, que, do outro lado do Atlântico, despejou, na terra brasilis, raças fortes e vigorosas, que viviam, num elo estreito, com a natureza, a singularidade inimitável da cultura nacional, única no mundo, invejável e admirável, e a dissemina pelo orbe terrestre, abrasileirando todas as nações decentes, fazendo do mundo um Brasil onde em se plantando tudo dá, e dá, como no Brasil, gigante por natureza, jabuticaba e pororoca, e o mundo, ao assimilar peculiaridades brasileiras, se miscigena, se cordializa, se gentiliza, arrastando, atrás do porta-estandarte e do porta-bandeiras, alegria, felicidade, amor à vida, simplicidade e amor grupal, como o mundo jamais presenciou e jamais imaginou. O Brasil é fonte de inspiração para o mundo. As políticas implementadas pelo Governo Federal seriam o pontapé inicial das transformações que conduziriam o mundo à paz universal; todavia, foram, para desgosto do Governo Federal e dos que seguiam os seus passos e alimentavam sentimentos afins, abortados pelos seus inimigos ferrenhos, audaciosos, sagazes e traiçoeiros. O sucesso do Brasil revelaria para o mundo o insucesso do modelo vigente, inspirado nos códigos capitalistas burgueses, cujo desmoronamento não ficaria oculto aos olhos dos menos informados, se as políticas implementadas pelo Governo Federal prosseguissem, e outras nações as copiassem. Os estadunidenses, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, teceram, com os seus tentáculos tenazes, na frente do Brasil, as redes, e travaram o seu avanço. As medidas de segurança implementadas pelo Governo Federal, como se diz no linguajar do nosso humilde e sofrido povo, choveram no molhado. O Governo Federal colheu insucessos devido à agressiva hostilidade canina dos burgueses capitalistas estadunidenses e seus cúmplices, os brasileiros apátridas que compõem a classe média nacional indiferente ao destino do Brasil, mas não abandonará o gentil, nobre e amável povo brasileiro. Batalhará na sua luta pela manutenção da paz e da ordem. Malgrados os seus ingentes esforços, o Governo Federal não perde o ânimo. Prossegue na sua guerra interminável, que se arrasta há quinhentos anos, contra os colonizadores imperialistas estrangeiros.

Para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco, sob os auspícios do Governo Federal, que não perdeu o foco, conquanto os inimigos do Brasil sejam inúmeros, nem todos eles identificáveis – eles, traiçoeiros, ladinos, atacam o Brasil, de todas as direções, pelos flancos e pela retaguarda -, restringirá, a partir de [data], o acesso dos correntistas às operações bancárias aos caixas localizados no interior das agências bancárias; os terminais eletrônicos ou estão inoperantes, ou desativados, devido às ações criminosas, em centenas de cidades, perpetradas por anarquistas que espalham o caos pelo Brasil. Tal medida, para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, é inadiável, e o Banco a implementa a tempo de evitar prejuízos maiores do que o que auferiu de dois meses para cá.

O Governo Federal, para evitar a quebradeira do sistema financeiro, em atendimento à solicitação do Banco, concedeu ao Banco autorização para cobrar, todo mês, dos seus correntistas, para melhor atendê-los, R$ 50,00, que serão debitados, todo dia primeiro, automaticamente, das contas correntes.

O Governo Federal também autorizou o Banco a encerrar as atividades das agências bancárias situadas nas cidades com população inferior a cem mil habitantes e nas que não possuem delegacias de polícias, e nas que a delegacia de polícia foi desativada, e os policiais, aposentados compulsoriamente; com tal medida o Governo Federal concentra o combate à violência nas capitais e nas grandes cidades.

Em decorrência da elevação do custo de manutenção do aparato policial nas cidades com menos de cem mil habitantes, que se deu devido ao avanço da criminalidade, o Governo Federal, sabiamente, nelas encerrou as atividades policiais, para não onerar ainda mais os cofres públicos. É uma medida provisória, que será revogada assim que o Governo Federal achar por bem, no seu esforço de conservar a paz e a ordem, que estão ameaçadas por terroristas estrangeiros acumpliciados com brasileiros apátridas. A concentração da polícia nas capitais e nas grandes cidades, ao contrário do que divulga a mídia dessensibilizadora, felizmente rara no Brasil, como em toda a superfície do orbe terrestre, não é um gesto ostensivo de abandono dos rincões do Brasil varonil, do campo e das pequenas cidades aos criminosos; é uma medida de contenção dos gastos, para impedir a precipitação do Brasil na anarquia. O Governo Federal tem as rédeas nas mãos. O Governo Federal está com a faca e o queijo nas mãos, e está cortando o queijo. O sucesso das políticas implementadas pelo Governo Federal não é incontestável porque brasileiros apátridas, cooptados pelos estrangeiros, desferem, no Brasil, pelas costas, traiçoeiramente, facadas letais, e transpassam os seus órgãos vitais.

O Governo Federal não recua sequer um passo, e decreta, por medida provisória, leis que conservam, para contrariedade dos inimigos do Brasil, a paz e a ordem em todas as cidades, a despeito do avanço da criminalidade.

O Governo Federal, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, também autorizou o Banco a exigir dos correntistas, para melhor atendê-los, a apresentação, à porta de quaisquer agências bancárias, além dos documentos originais e das três cópias autenticadas do RG, do CPF, do Título de Eleitor, do Certificado de Reservista, da Carteira de Habilitação de Motorista e da Certidão de Nascimento, a Ficha Criminal, a original e três cópias autenticadas.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

O Banco, para melhor atendê-lo, sob os auspícios do Governo Federal, compreensivo e responsável, restringirá, a partir de [data], o seu acesso às instalações da agência bancária situada nesta cidade e a quatro outras agências bancárias (A, B, C, D), das 12:00 às 15:00, como medida de segurança, para melhor atendê-lo. Providência esta, Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, tomada para melhor atendê-lo, para a preservação do seu bem-estar e da sua paz de espírito. Tal providência, provisória, será suspensa assim que o Governo Federal, com o seu gigantesco esforço para a manutenção da paz e da ordem, eliminar os agentes mercenários que impedem a convivência pacífica entre os brasileiros e almejam, com um golpe de estado, destituir da Presidência da República o presidente democraticamente eleito, e implantar, no Brasil, um estado de exceção, de cunho militar, ecoando vozes conservadoras nostálgicas dos anos de chumbo. Para o seu conhecimento, a política de agressão ao estado de direito e ao governo democraticamente eleito pelo povo brasileiro tem o apoio da mídia golpista financiada pelos dólares envenenados dos capitalistas burgueses estadunidenses. O Governo Federal, até o presente momento, impediu o avanço dos revoltosos antipatriotas, que desejam eliminar a paz do Brasil e aniquilar a harmonia da convivência entre as raças. Agentes estrangeiros brancos, loiros e de olhos azuis incutiram idéias antidemocráticas na mente de brasileiros gentis e cordiais. Alguns dentre eles, em sinal de desprezo pelo Governo Federal, que atua, com prudência, desde o início da atual crise, decorrente da ação deletéria de burgueses capitalistas inescrupulosos e conservadores fundamentalistas antediluvianos, na contenção do avanço dos vândalos, exibem, abertamente, o rosto, na internet, e conclamam o povo à luta, não contra os inimigos do Brasil, mas contra o Governo Federal.

O Governo Federal, para orientar o povo brasileiro, gentil, cordial e varonil, condoreiro e mestiço, sábio por natureza, povo que não desiste nunca, herdeiro da bravura dos nativos selvagens e dos negros africanos de ébano de músculos pétreos, e mantê-lo informado das ações governamentais, para a conservação da paz e da ordem, que está em vias de serem corroídas por agentes oxidantes ativados por apátridas traiçoeiros e venais acumpliciados a estrangeiros moralmente insanos e exploradores inescrupulosos, no exercício de sua obrigação moral, contratou, a peso de ouro (o que demonstra a importância que o Governo Federal dá à questão da segurança do povo brasileiro, uma das suas principais prioridades), artistas, cineastas, intelectuais, escritores, pensadores, atores e esportistas; eles gravarão mensagens de esperança e paz, as quais, a partir do dia 7 (sete) do mês corrente, todas as emissoras de televisão e emissoras de rádio veicularão. Assista às mensagens dos seus ídolos prediletos, dos atores que você admira, ouça, atentamente, as palavras sapienciais dos pensadores mais sábios do Brasil, e deixe-as inspirar a você pensamentos nobres, patrióticos, e as virtudes da paciência, da contenção, da tolerância, da compreensão, da ponderação e da reflexão, e impedir que se aflorem ao seu espírito sentimentos de ódio, raiva, egoísmo, ganância, intolerância, intransigência, atiçados peos discursos virulentos dos burgueses capitalistas inescrupulosos e animalescos, que insuflam o ego, estufando-o, com idéias nefastas, que corroem o espírito do cordial e pacífico povo brasileiro.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Para que você saiba da importância dada à segurança do povo brasileiro, a despeito de toda gritaria malsã dos golpistas, o Governo Federal elevou a alíquota de importação de armas, estatizou as empresas de segurança privada, e contratou homens de confiança, experientes, treinados pelo Governo Federal, para administrá-las, para evitar o recrudescimento da desigualdade social e da injustiça social. De modo arrogante e soberbo, os pançudos, nababescos, pingues burgueses capitalistas inescrupulosos, sórdidos agentes fascistas e hitleristas, que copiam as ações do crudelíssimo Hitler, o asqueroso bigodudo grotesco, bizarro e animalesco, rejeitam a política do Governo Federal, armazenam armas de alto calibre, e contratam seguranças particulares, a preço de ouro, e as empresas particulares capitalistas auferem, insensíveis, indiferentes ao esforço hercúleo e ao sacrifício heróico do Governo Federal, que labora na conservação da paz e da ordem, lucros que extorquem dos pobres e gentis trabalhadores nacionais, os quais o Governo Federal protege com amor e dedicação.

É inadmissível a postura de descaso e de indiferença dos burgueses capitalistas desumanos e repulsivos.

As empresas de segurança particular estatizadas, administradas, agora, por profissionais da confiança do Governo Federal, pessoas de bem, comprometidas com a paz e a ordem, vinculadas ao Governo Federal, o único e exclusivo detentor, por direito constitucional, de salvaguardas do bem-estar e da paz dos brasileiros, e do dever moral de governar o Brasil, pelo povo, para o povo, com o povo, mirando, sem perder o foco, a paz, a ordem, a liberdade, a fraternidade e a igualdade, atuam, para a manutenção da paz e da ordem, para benefício da sociedade, e não de aristocratas elitistas da burguesia capitalista, que vivem ilhados nas suas mansões hollywoodianas de marajás alheados do mundo.

O Governo Federal, o único detentor do direito natural de exercer os serviços imprescindíveis de segurança do povo brasileiro, não permitirá que sórdidos e egoístas agentes burgueses capitalistas inescrupulosos atuem em benefício próprio e em defesa dos seus interesses.

O Governo Federal elevou a alíquota do imposto de renda dos milionários para setenta por cento (70%) da renda. Com esta medida, impedirá que os milionários desperdicem dinheiro com inutilidades luxuosas e produtos supérfluos requintados de ostentação burguesa capitalista, cuja cultura está devastando a Terra, tão castigada, tão maltratada, tão seviciada. O dinheiro auferido com a cobrança da nova alíquota, fortuna incalculável – que estava nas mãos de pessoas desvinculadas da realidade nacional, pessoas que viviam com os pés na lua e a cabeça nas nuvens e desperdiçavam recursos essenciais para a melhoria do padrão de vida do povo brasileiro -, será investido nos bem-sucedidos programas sociais e na política de segurança pública nacional, para a redução do fosso que separa os ricos dos pobres. O Governo Federal construirá projetos grandiosos – como o Brasil, gigantes pela própria natureza –, que alavancarão a economia brasileira, que assumirá a dianteira do desenvolvimento mundial.

O Governo Federal, noutra decisão humanitária inédita, para estabelecer a igualdade entre os ricos e os pobres, decretou o congelamento dos preços dos alimentos, e nacionalizou a indústria farmacêutica e as farmácias, que, agora, são patrimônios do povo brasileiro, e não de burgueses capitalistas estrangeiros e brasileiros servis aos seus mentores estadunidenses. Com tal medida, o Governo Federal evitou a especulação financeira com os alimentos e os remédios, artigos de primeira necessidade do povo brasileiro.

Os burgueses capitalistas fascistas de inspiração nazista especulavam com a vida de milhões de brasileiros! Queriam fazer dos brasileiros, vigorosos e saudáveis, seres acéfalos descerebrados e alimárias famélicas esquizóides deformadas! Você, certamente, viu, em todas as cidades do Brasil varonil e gentil, muitos mendigos famintos, esfarrapados e imundos. São, todos eles, produtos da indústria burguesa capitalista desumana, que produz injustiça social às mancheias e miseráveis mendazes aos cachos.

O Governo Federal investirá na melhoria do sistema de segurança pública a fortuna que os milionários burgueses capitalistas inescrupulosos investiam, inutilmente, no consumo, para satisfação de sua vaidade egocêntrica, de produtos inúteis, e em fábricas que produziam artigos de luxo supérfluo enquanto milhões de brasileiros passam fome, e conterá o avanço dos inimigos da pátria, dentro e fora do Brasil. Tal fortuna, indispensável para o bem-estar dos brasileiros, os milionários burgueses capitalistas empregavam na compra de inutilidades luxuosas! Ao nacionalizar as farmácias e a indústria farmacêutica, o Governo Federal eliminou tudo o que desviava a atenção de milhares de trabalhadores nacionais, funcionários públicos patriotas, que, antes, no mercado de livre concorrência vigente, tinham de fiscalizar os agentes burgueses capitalistas predadores para impedi-los de auferir lucros extorsivos com a venda de remédios adulterados, maus tratos ao povo brasileiro, e a exploração de trabalhadores sem carteira assinada (política esta inerente às injustas leis de mercado que exauriam a energia do povo brasileiro, povo que os burgueses capitalistas alcunham, desrespeitosamente, de consumidores, eliminando a sua condição humana), que trabalhavam, unicamente, em benefício dos burgueses capitalistas inescrupulosos.

O Banco, para melhor atendê-lo, estabelece taxa de R$ 20,00 (vinte reais) para cada saque que você efetuar da conta e da caderneta de poupança, independentemente do valor debitado, e restringe, com autorização do Governo Federal, para melhor atendê-lo, o seu atendimento às segundas-feiras das 14:00 às 15:00, com agendamento.

O Banco mantêm as exigências anteriores quanto à documentação a apresentar, à porta da agência bancária, aos policiais que fazem a sua segurança e a de todos os trabalhadores que contrataram os serviços do Banco, e os débitos automáticos, mensais, na sua conta, consagrados anteriormente pelo Governo Federal.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Cidadão Camarada.

Para melhor atendê-lo, cidadão camarada, o Banco, com o apoio irrestrito do generoso Governo Federal, sob o abrigo do qual milhões de brasileiros encontram amor fraternal e proteção paternal e maternal, institui novas regras para o atendimento aos correntistas:

1, agendamento para atendimento de, no mínimo, setenta e duas horas de antecedência;

2, concessão de atendimento, para a sua segurança, e para melhor atendê-lo, cidadão camarada, à agência B, das 13:00 às 14:00, às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras; e,

3, apresentação, à porta da agência, dos seus documentos e de quatro cópias autenticadas, que serão impressas no Cartório de Registro Civil, sob o olhar atento de um representante do Governo Federal, preparado para atendê-lo, com agendamento de, no mínimo, quarenta e oito horas de antecedência, agendamento que deverá ser feito, no Cartório, e registrado no Livro de Registros; para este serviço, imprescindível, cidadão camarada, à sua segurança, você pagará módicos R$ 5,00

Os documentos exigidos são os que você está consciente de ter de apresentar.

Tais expedientes, cidadão camarada, foram implementados para a sua segurança, e para o Banco melhor atendê-lo.

À porta da agência, sob o olhar escrutinador de um representante do Governo Federal, as quatro cópias autenticadas serão, por um funcionário do Banco indicado pelo Governo Federal, avaliadas, comparadas com os documentos originais, protocoladas, e arquivadas, uma, no Banco, uma, na Receita Federal, uma, na Polícia Federal, e uma será devolvida para você, e você deverá conservá-la consigo até segunda ordem.

Após a apresentação dos documentos, você, cidadão camarada, digitará:

1, a senha;

2, a senha de segurança;

3, a senha de conta;

4, a senha geral;

5, a senha de cidadão camarada.

As senhas serão fornecidas, em folha anexa (a senha anterior foi cancelada), pelo Governo Federal. E digitará, também:

6, a data do seu nascimento;

7, o número do seu RG;

8, o número do seu Título de Eleitor;

9, o número do seu CPF;

10, a data da emissão do seu RG;

11, a data da emissão do seu Título de Eleitor;

12, a data de expedição do seu CPF;

13, a data de registro da sua Certidão de Nascimento;

14, o número do seu Certificado de Reservista;

15, o número da sua Carteira de Habilitação de Motorista;

16, a data da emissão do seu Certificado de Reservista;

17, a data da emissão da sua Carteira de Habilitação de Motorista; e,

18, o número do chassi do seu carro.

Com a digitação destes dados, no instante da efetivação de operações bancárias de quaisquer espécies, o atendimento a você, cidadão camarada, será mais seguro, para a sua segurança.

O Banco salienta:

O Banco cobrará, para cada operação bancária que você, cidadão camarada, efetuar, módicos R$ 80,00, que serão debitados, automaticamente, da sua conta corrente.

O Governo Federal, para evitar pânico e manter a paz e a ordem, autorizou o Banco a rejeitar toda solicitação, pelos correntistas, de cancelamento dos contratos, e o autorizou a alterar os procedimentos de atendimento, sempre e quando considerar necessário, para melhor atender os correntistas, e a elevar as tarifas e as taxas para investimento, como o Banco faz há meses, na segurança bancária, para evitar violações de contas correntes e cadernetas de poupanças, invasões às agências bancárias, e para a contratação de profissionais de segurança fortemente armados, todos treinados pelo Governo Federal, e de especialistas em informática. Como você percebeu, cidadão camarada, reduziu-se, consideravelmente, nos dois meses anteriores à esta data, as violações de contas correntes e de cadernetas de poupança, as clonagens de cartões e os assaltos às agências bancárias e aos carros fortes. As medidas implementadas pelo Governo Federal e pelos Bancos, restritivas, impediram o avanço de agentes insuflados pelos burgueses capitalistas estrangeiros inescrupulosos e os seus cúmplices nacionais antipatriotas.

Todas essas medidas são necessárias à sua segurança, cidadão camarada, pois o Governo Federal identificou agentes burgueses capitalistas astutos nas agências bancárias, e inteirou o Banco, que assumiu as suas responsabilidades na manutenção da paz e da ordem, e demitiu vinte por cento dos seus funcionários, e contratou especialistas indicados pelo Governo Federal.

De

Representante Governamental do Sistema Financeiro Nacional

Para melhor atendê-lo – parte 3 de 6

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Por meio desta, o Banco vos informa:

Em decorrência da elevação dos casos de clonagens de cartões, violações de contas correntes e cadernetas de poupança, seqüestros relâmpagos e seqüestros, o Banco solicitou ao Governo Federal autorização para intensificar o rigor do sistema de segurança bancária, para melhor atender os seus correntistas. Tendo em vista o atraso, compreensível e admissível, da implantação do novo sistema de segurança bancária nacional, é imprescindível a captação de recursos além dos originalmente considerados. Lançando mão de expedientes legais, para melhor atender aos seus correntistas, o Banco, autorizado pelo Governo Federal, irá solicitar-lhes, a partir de [data], a apresentação dos originais do RG e do CPF aos quais anexarão as respectivas cópias autenticadas (duas), no momento da efetivação de operações bancárias de quaisquer espécies, no terminal eletrônico, no caixa e em quaisquer estabelecimentos comerciais autorizados. As duas cópias autenticadas serão protocoladas, na boca do caixa, pelo caixa, e, no terminal eletrônico, por um funcionário que ficará à disposição dos correntistas, e, nos estabelecimentos comerciais autorizados, milhares deles em todo o território nacional, por um funcionário indicado pelo estabelecimento, contratado, exclusivamente, para exercer esta imprescindível tarefa, uma das que compõem o conjunto de medidas que visam a melhoria do atendimento aos correntistas.

Os empresários, o Banco vos informa, esbravejaram e hostilizaram o Governo Federal, exibindo a ganância, a insensibilidade, a irresponsabilidade social e o descompromisso com o bem-estar e a segurança do povo brasileiro que os inspiram. O Governo Federal, no seu esforço de melhorar a vida do povo brasileiro, dissuadiu os empresários relutantes de rejeitarem as medidas que propõem o melhor atendimento dos bancos aos correntistas ao oferecer-lhes empréstimos para os investimentos na instalação do novo sistema de segurança bancária, inviolável, de tecnologia exclusivamente nacional, desenvolvida por brasileiros treinados pelo Governo Federal. Diante da generosa oferta do Governo Federal, os empresários relutantes abandonaram a intransigência injustificada e abraçaram a causa defendida por bancos, cartórios e representantes das leis, todos eles patriotas compromissados com o bem-estar dos brasileiros.

Damos um passo para a frente. Avançamos para o futuro antevisto pelo Governo Federal, visionário e profético.

O funcionário que vos atender, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, no momento da efetivação de quaisquer operações bancárias, protocolará as duas cópias autenticadas do RG e as duas cópias autenticadas do CPF (as cópias do RG e as do CPF deverão vir em folhas separadas), conservará uma com o Banco, e a outra ele vos entregará, cópia esta que o senhor deverás conservar convosco pelo período de cinco anos, para a vossa segurança.

Sabemos que o Brasil é, com freqüência preocupante, acossado por tragédias naturais imprevisíveis e, não é incomum, alvejado por raios, os quais têm alto poder de destruição e danificam, em muitos casos irreversivelmente, a estrutura energética nacional, desde as hidrelétricas, passando pelas redes de distribuição de energia, até o seu destino, a casa dos brasileiros, causando, sabemos, transtornos para os trabalhadores nacionais e as suas famílias; os estragos, em muitos casos, são tão numerosos e tão vastos, que o Governo Federal, mesmo com o emprego da sua gigantesca estrutura, do tamanho do Brasil, gigante por natureza, não corrige, em tempo hábil, para evitar transtornos e dissabores aos brasileiros, os danos, ou, então, ao consertar uma parte do que foi danificado, uma catástrofe natural avassaladora, ou uma sequência demolidora de raios nos dias tempestuosos – que tem recrudescido, em decorrência do aquecimento global, fenômeno cataclísmico minuciosamente documentado que culminará na destruição da Terra, se as medidas inadiáveis para evitar o apocalipse não forem implementadas por todas as nações do globo, sob ditames de leis internacionais e a égide de órgãos de abrangência global às quais todas as nações devem respeito, principalmente o Brasil, que é o detentor da maior rede de produção de energia limpa (as hidrelétricas) e da maior floresta tropical do planeta (o pulmão vital da mãe Gaia, a nossa mãe) -, ou uma saraivada de ventos devastadores, anula os esforços empreendidos pelo Governo Federal ao danificar o que foi recuperado, impedindo que se recupere o que foi danificado, danificando-o ainda mais. As conseqüências são conhecidas. O Brasil passou por contratempos similares, nos anos recentes, e outros contratempos não estão fora de cogitação. Devido à tais problemas, se faz necessária, por precaução, a conservação de cópias autenticadas protocoladas de todas as operações bancárias que o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, vier a efetivar, para a vossa segurança e para que melhor o Banco possa atendê-lo.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, assististe aos noticiários deste mês (se não assististe, o Governo Federal vos indica os noticiários A, B, C, respectivamente, das emissoras de televisão, D, E, F, e as revistas G, H, e os programas jornalísticos F, I, respectivamente, das rádios J, Y, e os sites W, Z, X, todos fontes confiáveis de informações selecionadas pelo Governo Federal, para que o senhor não despendas tempo precioso de vossa vida à procura de fontes de notícia, e possas aproveitá-la de forma produtiva, trabalhando e estudando, para fazer do Brasil, o país do futuro, gigante pela própria natureza, um país grande, e tornar o futuro presente, para gáudio dos brasileiros e inveja dos estrangeiros), e tomastes conhecimento das tragédias que se abateram sobre o Brasil, provocando devastações. O Governo Federal, com a presteza que lhe é peculiar, mensurou o custo da recuperação de toda a malha energética danificada e o da recuperação do sistema nacional de segurança bancária. Não é do agrado do Governo Federal ter de solicitar aos trabalhadores nacionais a adição de R$ 10,00 à contribuição mensal que generosamente investem, no projeto do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional, para a conservação da paz e da ordem, mas, em decorrência da elevação do custo, decorrente de catástrofes naturais, imprevisíveis e indomáveis, do projeto de segurança bancária – projeto inédito no mundo, de causar inveja aos estrangeiros -, se viu na obrigação de lhos solicitar, e avisa que os debitará, mensalmente, das contas correntes, no primeiro dia útil do mês.

Certo da vossa compreensão e colaboração, o Banco despede-se.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Nos quinze dias anteriores à esta carta, como é do teu conhecimento, sucederam-se sublevações populares, em inúmeras cidades nacionais, sendo as mais preocupantes, e as para as quais o Governo Federal tem dado mais atenção, as que se sucederam no Estado de São Paulo, e, principalmente, na cidade de São Paulo.

Como é do teu conhecimento, os paulistas, desde o fatídico ano de 1932, o da malfadada história antipatriota então promovida contra o Governo Federal de turno – que, altivo, batalhou, heroicamente, com os brasileiros patriotas sob o seu comando, pela conservação da integridade do território nacional, a partir do palácio Guanabara -, promovem política de secessão. O governante daquela era áurea, por amor ao Brasil, preferiu a morte ao destino entristecedor dos anos subseqüentes. Até hoje a figura deste grande líder da nação brasileira, que, como a nação, gigante por natureza, foi, por natureza, um gigante, é vilipendiada pelos paulistas, que, com a sua desprezível arrogância capitalista de inspiração estadunidense e a sua apologética bandeirante dos desbravadores que devastaram a Mata Atlântica e patrocinaram, com dinheiro estrangeiro, a aniquilação dos povos nativos, os únicos e verdadeiros donos destas terras, lutam pela implementação, em todo o território nacional, da cultura paulista da irreflexão, da dessensibilização capitalista, com a conseqüente eliminação das culturas regionais, agressão esta que se sucede há quinhentos anos e à qual os políticos nordestinos – pejorativamente alcunhados coronéis – resistiram bravamente, em benefício dos brasileiros herdeiros das ancestrais culturas nativas pré-colombianas e pré-cabralinas, dois substantivos inapropriados, pois com eles não se considera a diversidade cultural dos povos nativos, que é rica, imensurável, incomparável – infelizmente a sua maior parte foi destruída por espanhóis, portugueses, britânicos, holandeses e franceses, povos sórdidos que, após devastarem a Europa, devastaram a Ásia, a África e o continente o qual, numa demonstração de profundo desprezo pelos donos destas terras, destruíram, eliminando a harmonia existente entre eles e a natureza abundante, generosa, mantenedora da vida. Muitos povos – irmanados com a natureza, que lhes legou a sabedoria, pura, intocada pela civilização, sabedoria, tão excelsa, milenar, embebida na pureza natural, que os homens civilizados estão impossibilitados de conceber – foram dizimados pelos embrutecidos, cruéis e sórdidos europeus, que, incapazes de apreenderem o real valor da sabedoria natural, que lhes exige intelecto do qual são desprovidos, enraivecidos, invejando os povos nativos, os exterminaram. Sobreviveram unicamente os povos que se refugiaram no coração da floresta e conservaram, bravamente, opondo-se à política européia de extermínio dos povos nativos silvícolas, a cultura milenar nativa.

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, esta introdução é imprescindível para a correta compreensão dos eventos que se sucedem, à revelia do Governo Federal, no Brasil, com mais intensidade no Estado de São Paulo, que concentra a maior parte do movimento orquestrado por partidos conservadores fundamentalistas, fervorosos, arbitrários e intransigentes defensores da cultura capitalista de cunho genocida de inspiração européia que muitos males e sofrimentos produziu em todo o orbe terrestre. São estes os agentes da destruição que pululam Brasil adentro, mancomunados com agentes estrangeiros infiltrados no Brasil, e manipulam os brasileiros, induzindo-os a atacarem o Governo Federal. Não procede o teor da notícia, saiba, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, disseminada pela mídia nacional, que, sabemos, está nas mãos de conservadores fundamentalistas, como tu tão bem sabes, de que agentes comunistas, financiados pelo Governo Federal, infiltraram-se nas revoltas mais agressivas, e vociferaram, belicistas, palavras de ordem, exibiram desprezo pela autoridade governamental e brandiram bandeiras conservadoras com o propósito de imputar aos conservadores crimes perpetrados pelo Governo Federal. Tal é a estratégia política dos conservadores fundamentalistas, inimigos do Governo Federal, que está atento para a ação dos inimigos do Brasil. No seu esforço de preservar os programas sociais, conservar a paz e a ordem, conter a violência conservadora, o Governo Federal, a contragosto, despende somas incalculáveis – que não estavam consideradas no orçamento nacional -, com o propósito de impedir o recrudescimento da violência e a elevação da força dos revoltosos, e transfere, para enfrentar a onda de violência perpetrada pelos conservadores fundamentalistas, recursos destinados à criação do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional à política de segurança pública e à ampliação e aperfeiçoamento do sistema de segurança nacional, objetivando a manutenção do aparato policial, para fazer frente ao trabalho, incontornável e inadiável, de matar, no nascedouro, o movimento radical hostil à justiça social e ao bem-estar dos nordestinos, povos que os conservadores fundamentalistas tanto desprezam. O Governo Federal contratará trabalhadores nacionais capacitados e convocará um exército de agentes civis, todos eles treinados pelo Governo Federal, para quebrar a espinha dorsal dos inimigos do Brasil e cortar o mal pela raiz, como salientou, enfático, o Excelentíssimo Presidente da República. O Governo Federal, visionário, ao acolher o resultado dos estudos de especialistas gabaritados e com experiência comprovada pelo rigoroso, justo e infalível processo de avaliação criado por especialistas de renome nacional contratados pelo Governo Federal, decidiu solicitar a elevação da contribuição mensal dos brasileiros para o esforço de manutenção da paz e da ordem. R$ 50,00 serão, automaticamente, debitados da conta corrente de cada trabalhador brasileiro, todo mês, no dia cinco. O Governo Federal prescindiu da consulta aos trabalhadores brasileiros devido à urgência do estado de coisas. O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, responsável cidadão brasileiro, reconheces a urgência da medida, e, como patriota exemplar, acolhes, consciente, a ordem presidencial, numa postura digna, correta e corajosa, em respeito às medidas que salvaguardam a paz nacional. Infelizmente, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, milhões de brasileiros desprovidos de consciência e responsabilidade patrióticas equivalente à tua, rejeitaram, terminantemente, a solicitação do Governo Federal à contribuição provisória compulsória de recursos, e hostilizam os trabalhadores nacionais investidos em causa tão justa e finalidade tão nobre. Eles não sabem os males que a rejeição deles à política do Governo Federal produzirão no Brasil.

Com autorização do Governo Federal, tendo em vista os prejuízos decorrentes da destruição de agências bancárias pelos revoltosos conservadores, do avanço da violência contra os seguranças contratados pelo Banco, da violação das contas correntes e da invasão dos computadores do Banco por hackers e assaltantes virtuais, o Banco, autorizado pelo Governo Federal, debitará, para melhor atendê-lo, da tua conta corrente, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, a taxa mensal de R$ 35,00, para investimento no Sistema de Segurança Bancária.

O Banco despede-se, sob votos de felicidade e gratidão.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

As recentes medidas adotadas pelo Governo Federal e pelo Banco, como o Banco te informou, a despeito do seu inegável sucesso, não coibiram, todavia, a ação dos mais exaltados burgueses inescrupulosos, sórdidos agentes do imperialismo ianque, sobrinhos do famigerado tio Sam, que, com a sua insanidade esquizofrênica, implementaram na nação estadunidense a secessão, cortando o país ao meio.

O Governo Federal, carente de recursos, e preocupado com o bem-estar do povo brasileiro, povo gentil, cordial, o melhor povo que já surgiu na face externa do orbe terrestre, decidiu não acolher em seu seio generoso e benevolente, a despeito da insistência de organizações internacionais, que desejam ver o nobre povo brasileiro famélico, desvigorado, emasculado, arrastando-se, débil, pelo chão, espojando-se nos lixões produzidos pela burguesia capitalista, as exortações dos capitalistas estrangeiros, as quais, se acolhidas, encareceriam, enormemente, a vida do gentil povo brasileiro, o povo mais trabalhador de que se tem notícia, pois teria de, obrigatoriamente, realocar recursos destinados aos projetos sociais, ambientais, educacionais e culturais para projetos de contenção dos meliantes, e elevar as alíquotas de impostos, que já são elevadíssimas (a elevação das alíquotas de impostos enfraqueceria as indústrias nacionais e diminuiria o poder de compra dos trabalhadores nacionais e de suas famílias). O Governo Federal não hesitou: rejeitou, altivo, nobre, como é de seu feitio, esta proposta nefasta para a pátria, e decidiu implementar medidas que não prejudicam os brasileiros e inspiram-lhes ações favoráveis à participação espontânea no esforço hercúleo de conservação da paz e da ordem neste país tropical, belo por natureza, em que todas as raças se irmanam, amistosamente, neste Éden paradisíaco, e não repetem o ódio visceral fraternal de Caim e Abel, pois, aqui, no Brasil, a natureza é farta, e nutre, com o seu úbere apojado de proteínas e vitaminas, os descendentes de povos oriundos de todos os continentes.

O Banco te informa, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas: o Governo Federal, para obter os recursos imprescindíveis para conservar a paz e a ordem e impedir a repetição do episódio lamentável – que os brasileiros da gema, honestos, decentes e trabalhadores, têm, obrigatoriamente, de deplorar -, que se sucedeu, anteontem [data], no estado de São Paulo, cuja população, descendente de bandeirantes asquerosos, herdeiros de imundos desbravadores genocidas, repete, em pleno século XXI, a malfadada e antipatriótica política de 1932, aumentará a quantidade de dinheiro à disposição do gentil povo brasileiro. As impressoras do Governo Federal estão a todo vapor. O Governo Federal produz riqueza como nunca se produziu na história da civilização.

Para encerrar:

O Governo Federal autorizou o Banco a, para melhor atendê-lo, solicitar-te, encarecidamente, que, para melhor atendê-lo, salientamos, toda vez que tu efetuares uma operação bancária, em quaisquer terminais eletrônicos e caixas em quaisquer agências bancárias, ou nas lojas credenciadas e nas casas lotéricas, além de digitares os dados os quais o senhor estás habituado a fornecer (listamo-los: 1, a senha; 2, o número do teu CPF; 3, o número correspondente ao mês do teu nascimento; 4, o ano do teu nascimento; 5, o número do teu RG; 6, o número do teu Título de Eleitor; 7, o número do teu Certificado de Reservista; 8, o número da tua Carteira de Habilitação de Motorista) e apresentar os documentos originais (Certidão de Nascimento, RG, CPF, Título de Eleitor, Certificado de Reservista e Carteira de Habilitação de Motorista), apresentará três cópias autenticadas de cada documento (RG, CPF, Título de Eleitor, Certificado de Reservista e Carteira de Habilitação de Motorista), que serão protocoladas, e uma cópia o Banco recolherá e arquivará, e uma cópia o Banco enviará ao Governo Federal, e uma cópia o Banco te devolverá, e tu a arquivarás, e conservarás contigo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, para a tua segurança, por um período de cinco anos. Caso o senhor não sejas detentor do Certificado de Reservista e da Carteira de Habilitação, o Banco solicita-te providenciar declaração, de próprio punho, na presença de oficial de justiça, autenticada e com reconhecimento de firma; caso o senhor já tenhas tomado tal providência, conforme solicitado na carta de [data], e redigido, de próprio punho, tal declaração, desconsidere-a, pois o Banco, autorizado pelo Governo Federal, para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, invalidou-a, e a destruirá; a destruição da declaração será executada no Fórum Municipal (para a sua destruição, o senhor terá de pagar módicos R$ 5,00), evitando, assim, que o senhor, nesta vida atribulada, esqueças de tomar tal providência, e o documento, caindo em mãos erradas, que são numerosas nos dias atuais, seja utilizado para realização de crimes contra a tua pessoa. Para a tua segurança, para o Banco melhor atendê-lo, o senhor terá de redigir nova declaração, de próprio punho, autenticá-la, no Cartório de Registro Civil, na presença de um Oficial de Justiça, e terá de apresentá-la, sempre que desejar entrar em uma agência bancária, ao segurança, que te dará acesso aos domínios da agência.

O Banco despede-se de ti, sob votos de felicidade e alegria.

De

Gerente Personalizado

Para melhor atendê-lo – parte 2 de 6

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Senhor, o Banco vos informa:

Na reunião, em [data], da qual participaram economistas e matemáticos do Governo Federal, após ponderados estudos, revisão de cálculos do investimento para a substituição do sistema de segurança bancária atual para o moderno, desenvolvido por técnicos nacionais altamente capacitados, ficou decidido, para atender às novas exigências de segurança bancária para melhor atender os correntistas:

1, elevação de 20% (vinte por cento) dos custos do investimento.

O Governo Federal tomou medidas apropriadas para proteger os correntistas brasileiros da sanha hedionda dos gananciosos exploradores internacionais, que impingem aos brasileiros custos onerosos associados a serviços de qualidade duvidosa e de má qualidade, certos de concentrarem, nas suas mãos, os recursos naturais, dádivas que os brasileiros herdamos da mãe natureza, generosa e benevolente, benquista por todos. O novo sistema de segurança bancária foi desenvolvido por especialistas nacionais, preparados, em instituições nacionais, por especialistas nacionais, para não assimilarem idéias estrangeiras. Com tal medida, o Governo Federal salvaguarda a riqueza cultural nacional, para cuja dilapidação especuladores estrangeiros trabalham, com o objetivo, sórdido, de dissolver o elo que conserva o Brasil uno e indivisível. Se os estrangeiros triunfarem em sua política colonizadora, transferirão, para paraísos fiscais, as riquezas nacionais, que pertencem, por natureza e destino, ao povo brasileiro. Para impedir que isso se dê, o Governo Federal decidiu:

1, elevar a alíquota de importação de máquinas estrangeiras;

Objetivo: impedir a devastação do parque industrial nacional e a apropriação indevida de capital nacional por estrangeiros.

2, investir na capacitação de profissionais nacionais;

Objetivo: impedir o domínio do mercado nacional por profissionais estrangeiros, que, se dominá-lo, chantagearão o Brasil, e exigirão, extorquindo o Brasil, remuneração excessiva.

3, proibir a contratação de profissionais estrangeiros por empresas nacionais; e,

4, controlar a imigração, que, sabemos, é parte do projeto de dominação estrangeira.

Objetivo: Promover justiça social. Se, no Brasil, maior for o número de trabalhadores estrangeiros, menor será o de trabalhadores brasileiros. As conseqüências são óbvias: O empobrecimento do povo brasileiro; o aumento da desigualdade de renda; e a concentração da riqueza nas mãos dos estrangeiros, que são enviados para o Brasil para eliminar a concorrência nacional, pois, sabem os estrangeiros, os brasileiros são bem treinados, talentosos, produtivos, dotados de peculiaridades únicas, invejadas pelos estrangeiros, que sabem que os brasileiros lhes representam ameaças incontornáveis.

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, vós aprendeste, com a vossa vasta experiência, quais são os perigos que pairam sobre as nossas cabeças e os que nos rondam, ameaçadoramente. Os estrangeiros, vós sabeis, sitiam-nos, e estão na iminência de desfechar um ataque devastador contra o Brasil. Com as medidas acima elencadas, o Governo Federal visa a defesa da riqueza nacional. O Governo Federal, nosso mantenedor e benfeitor, vos põem a par, como a milhões de brasileiros cientes de suas responsabilidades e atribuições de patriotas, das ameaças à segurança nacional.

Certo de que o senhor compreendeste as motivações do Governo Federal na implementação das medidas, justas, favoráveis ao bem-estar dos brasileiros, o Banco passa à parte subseqüente da carta, longa, e para cuja leitura o senhor despenderás, no entanto, poucos minutos do vosso precioso tempo de brasileiro trabalhador.

No seu esforço de construção, no Brasil, de uma indústria de avançada tecnologia de sistema de segurança bancária, melhor do que a existente no exterior, para evitar a bancarrota da incipiente indústria nacional neste setor, que, embora incipiente, avoluma-se, atrai a atenção dos estrangeiros, que admiram os brios e a competência dos profissionais nacionais preparados pelo Governo Federal (daí o desejo, alimentado pelos estrangeiros, de destruírem-na), o Governo Federal estabeleceu as medidas das quais o senhor está a par, e com as quais o senhor, brasileiro patriota que sois, ciente de vossas responsabilidades, concorda. O Governo Federal, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, certo de que o senhor o apoiarás no esforço, incontornável, premente, inadiável, de implantar sistema de segurança bancária de qualidade superior aos que há no exterior, vos solicita, para proteger o Brasil, a contribuição mensal, que será debitada da vossa conta corrente, de R$ 5,00.

Para que os encargos, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, não vos sobrecarreguem, o Governo Federal, ciente do vosso sacrifício espontâneo, cancela a contribuição provisória anteriormente estabelecida, como o Banco vos informou em carta de [data], cumprindo, assim, o compromisso que com o senhor assumiu, dando provas de ser merecedor da confiança que o senhor depositaste no Banco e no Governo Federal.

O Governo Federal, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco enfatiza, numa elevada postura moral admirável, não vos pedirá que participes deste esforço com duas contribuições, a atual, de R$ 2,00, e a de R$ 5,00 estabelecida na reunião, em [data], dos economistas e matemáticos do Governo Federal e de institutos de estudos econométricos financiados pelo Governo Federal. Assim, para não sobrecarregar-vos, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Governo Federal, que bem vos quer, a partir de [data], encerrará o débito, da vossa conta corrente, da contribuição de R$ 2,00, e a partir de então debitará, de vossa conta, R$ 5,00, todo início de mês.

O Governo Federal está seguro de que o senhor participarás deste esforço, pois o senhor, sob a guarda protetora do Governo Federal, serás um dos beneficiados. Os resultados, positivos, favoráveis, serão do vosso conhecimento antes do que imaginais.

O Banco e o Governo Federal contam com a vossa colaboração.

O Banco despede-se com sinceros votos de felicidade e bem-estar.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Senhor, o Banco vos informa:

Conquanto eficientes as últimas medidas tomadas pelo Governo Federal instituídas em [data], como o Banco vos informou na carta precedente, o Banco não alcançou o seu propósito: proteger os seus correntistas, evitando-lhes dissabores. O novo sistema de segurança bancária implementado pelo Banco, sob orientações do Governo Federal, melhor do que o antecedente, mostrou-se, todavia, aquém das expectativas.

Com o aumento do número de casos de violações de contas correntes e de clonagens de cartões, o Banco solicitou ao Governo Federal permissão, para melhorar o sistema de segurança bancária, e melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, para solicitar-vos, senhor, e a todos os seus correntistas, informações que coibirão a ação dos meliantes, e a obteve. Tais informações os correntistas terão de fornecer, para que o Banco melhor possa atendê-los. O senhor, a partir de [data], além de digitardes, para a efetivação de quaisquer operações bancárias, a senha, o número do vosso CPF, o número correspondente ao mês do vosso nascimento, o ano do vosso nascimento e o número do vosso RG, digitarás, na sequência:

1, o número do vosso Título de Eleitor;

2, o número do vosso Certificado de Reservista; e,

3, o número da vossa Carteira de Habilitação de Motorista.

Se o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, não sois detentor de Certificado de Reservista e Carteira de Habilitação de Motorista, redijas uma declaração, de próprio punho, em duas vias, reconheças firma num cartório de registro civil, autentiques as vias, e envie-as ao Banco.

Com tal providência, o Banco melhor irá atendê-lo sempre que o senhor efetuares operações bancárias de quaisquer espécies, não vindo o senhor a ser, portanto, constrangido a vos retirardes do Banco sem efetuares as operações bancárias que sejam do vosso desejo. Evitai transtornos, dissabores, constrangimentos.

Procurai-me – estarei à vossa disposição, para orientar-vos, caso necessário, se for do vosso agrado.

Não tardes a tomar as providências nesta carta elencadas.

Ajudes o Banco a melhor atendê-lo.

Vós sabeis que, nos vinte meses anteriores à esta carta, atuando em parceria com o Governo Federal, o Banco concentrou os seus esforços no exaustivo trabalho de implementação do grandioso sistema de segurança bancária que vos oferece segurança e comodidade, para melhor atendê-lo, oferecendo-vos tranquilidade.

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco conta com a vossa inestimável e imprescindível contribuição.

Certo da vossa compreensão, o Banco despede-se sob votos de amizade.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Mais uma vez, para melhor atendê-lo, o Banco vos solícita, encarecidamente, a vossa contribuição, certo de que o senhor participarás do projeto do Governo Federal. Na reunião, em [data], o Governo Federal, para vosso benefício, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, deliberou, certo de vossa anuência, erigir uma organização de segurança que visa o vosso bem-estar, para melhor atendê-lo.

À guisa de esclarecimentos, o Banco vos informa:

Para a ereção da organização de segurança, imprescindível para o correto e eficiente funcionamento do sistema de segurança bancária, para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Governo Federal teria de transferir recursos de projetos sociais, educacionais, culturais e ambientais para o de segurança bancária, mas não o fará, pois os brasileiros, gentis e patriotas, o apoiarão na implementação do sistema de segurança bancária. Se o Governo Federal reduzisse os recursos destinados às áreas educacional, social, cultural e ambiental, e elevasse o de segurança bancária, prejudicaria, o senhor estás ciente, cidadão responsável que sois, milhões de brasileiros das classes sociais desprivilegiadas, que mal adquirem, todo mês, o salário adequado para a aquisição de provimentos indispensáveis para uma vida saudável.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, sois um brasileiro patriota exemplar. Não desejas, sabe o Governo Federal, ver os vossos patrícios espojando-se na imundície para obter o feijão e o arroz diários. O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, referenderás, como milhões de brasileiros patriotas conscientes de suas responsabilidades, na íntegra, a decisão do Governo Federal. O senhor apoiarás o Governo Federal nesta política, que redundará em vosso benefício, e o Banco melhor irá atendê-lo.

A criação do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional exigirá esforços inauditos do Governo Federal e dos bancos. A contratação de trabalhadores – todos de nacionalidade brasileira – é uma das medidas tomadas pelo Governo Federal. O projeto, gigantesco – como o Brasil, gigante pela própria natureza -, para sustentar o país do futuro, será concebido e desenvolvido por brasileiros treinados pelo Governo Federal, que valoriza, enormemente, como é do vosso conhecimento, o talento irrivalizado dos brasileiros. O projeto, de dimensões gigantes, é essencial para atender o gigante adormecido, que desperta, e atrai o mundo, após o sono prolongado de décadas perdidas em decorrência da entrega das riquezas pátrias para os estrangeiros, que há quinhentos anos exploram o Brasil e mantêm os brasileiros na miséria.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, contribuirás, para tão inaudito esforço, com módicos R$ 10,00 mensais, que serão, automaticamente, debitados da vossa conta corrente. Essa contribuição, que será cobrada de todo brasileiro patriota, permitirá ao Governo Federal conservar os programas sociais, educacionais, culturais e ambientais, para benefício de centenas de milhões de brasileiros, que viveriam à míngua sem o auxílio do Governo Federal.

Certo de contar com a vossa colaboração e compreensão, e certo de que o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, participarás, com o senso de dignidade patriótica que vos anima, entusiasmado, deste projeto, o Banco despede-se sob votos de felicidade e alegria.

Viva o Brasil Grande.

De

Gerente Personalizado

PS.: A contribuição de R$ 5,00 mensais estabelecida, pelo Governo Federal, em [data], será mantida. O senhor compreendes que o Governo Federal não pode prescindir deste recurso, que o senhor tão gentil e generosamente lhe entregas, para não onerar os cofres públicos e não prejudicar centenas de milhões de brasileiros explorados, há quinhentos anos, por estrangeiros gananciosos.

*

Brasília, [data]

Ao

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

O Banco, por meio desta, vos dá notícias, para vossa alegria e felicidade, concernentes ao bem-sucedido Sistema de Segurança Bancária criado pelo Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional. O trabalho vai, de vento em popa, a todo o vapor. O cronograma prossegue como o planejado. O Governo Federal contratou cinco mil trabalhadores nacionais. Todos os trabalhadores, treinados pelo Governo Federal, têm carteira assinada. Com a contratação deles, o Governo Federal melhorou os índices sociais nacionais, que agora equiparam-se aos dos países ricos.

Os empreendimentos patrocinados pelo Governo Federal exigiram recursos inimagináveis.

Um prédio gigantesco, do tamanho do Brasil, está sendo erguido, em Brasília, Capital Federal, que foi sonhada por Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente que presenteou o Brasil com a magistral obra concebida por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, gênios nacionais visionários, irrivalizados.

O Governo Federal treinou centenas de milhares de trabalhadores nacionais, que empreenderão o trabalho que obra tão vasta exige.

Todos os trabalhadores, registrados com carteira assinada, salientamos, são brasileiros, e recebem rendimentos superiores aos oferecidos pelas empresas capitalistas, e escalam as camadas sociais, e integram, agora, a classe média nacional – mas conserva a sua cultura impoluta de brasileiros patriotas -, que, antes da concepção do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional, era de acesso restrito aos privilegiados descendentes de estrangeiros, que, há quinhentos anos, usufruem das riquezas proporcionadas pela sua aliança com os capitalistas estrangeiros, os quais, agora, com a atitude altiva do Governo Federal, esbravejam tendo em mira a conservação dos privilégios dos quais gozavam com exclusividade e os quais não desejam perder. Todos os ataques que os privilegiados desfecham – em associação com os estrangeiros – contra as medidas do Governo Federal, que protege o trabalhador nacional, não surtiram o efeito por eles desejado porque se depararam com um governo altivo, poderoso, que não se curva aos exploradores estrangeiros inescrupulosos, arrogantes, soberbos, insensíveis capitalistas multibilionários, e não é servil às multinacionais e aos governos que as sustentam. O Governo Federal resistiu, heroicamente, ao assédio dos capitalistas estrangeiros, colonizadores e imperialistas gananciosos.

O Governo Federal vos informa:

Com os seus projetos grandiosos (o Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional é um deles), o Governo Federal erigirá o Brasil grande – o país do futuro, gigante pela própria natureza, terra em que se plantando tudo dá, e onde canta o sabiá -, que foi negligenciado pelos governantes brasileiros (todos eles servis aos capitalistas estrangeiros) antecessores ao Governo Federal. Os projetos nacionais, tão grandiosos, foram erguidos a partir do nada, exclusivamente com o talento nacional, que põem aos estrangeiros admirados, invejosos do vigor intelectual e físico irrivalizados do Governo Federal e do patriótico povo brasileiro.

O Governo Federal encarrega-se de tarefas de alcance inédito na história da civilização: o do pleno emprego e o da eliminação das desigualdades sociais. Em nenhum outro país e em nenhuma outra época empreenderam-se projetos tão grandiosos, nem sequer conceberam-se projetos similares.

Os dados reunidos até o presente momento apontam para o progresso irreversível dos projetos do Governo Federal e a necessidade de alocação de recursos para a execução de tão grandioso empreendimento (o Banco refere-se, aqui, ao Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional). O encerramento da construção se dará antes da data aprazada. Não é do desejo do Governo Federal o adiamento indefinido da data de encerramento das obras. Se o Governo Federal não cumprisse com a sua obrigação, concluir o projeto até a data aprazada, escancararia, aos olhos dos brasileiros, a incompetência de um governo descompromissado com o dinheiro público. Não é este o caso do Governo Federal, que nunca tolerará, como nunca admitirá, a elevação de tarifas de impostos, já demasiadamente altos, como o senhor tão bem sabes.

Comunicadas estas notícias, todas do vosso agrado, o Banco, agora, trata de questões de vosso interesse.

Faz-se urgente, como vós sabeis, para a efetiva realização do projeto do Governo Federal, alocação de recursos de montante elevado, muito além do que se previu inicialmente. O Governo Federal, como informado, nesta carta, no parágrafo anterior ao anterior, é categórico na rejeição de elevação de tarifas de impostos e, mais ainda, na da criação de tarifas de impostos, as quais, se criadas, encareceriam o padrão de vida dos trabalhadores nacionais, e, como conseqüência imediata e lógica, reduziriam o seu padrão de vida à miséria. O Governo Federal, para cumprir os contratos assinados com inúmeras empresas nacionais de capital nacional, nos meses anteriores à esta data, para fazer jus à confiança dos trabalhadores nacionais, imprimiu dinheiro para honrar com os seus compromissos, pois, para o Governo Federal, é inadmissível o descumprimento dos contratos, algo que jamais irá fazer, nem mesmo quando estiver acuado pelos megacapitalistas estrangeiros; mesmo em circunstância tão desvantajosa, o Governo Federal lutará, com todas as suas forças – e as suas forças são do tamanho do Brasil, gigante pela própria natureza -, para impedir os trabalhadores nacionais e as suas famílias de carecerem de víveres indispensáveis à vida saudável e tranquila e terem desrespeitados os seus direitos fundamentais inegociáveis. O Governo Federal defenderá os trabalhadores nacionais e as suas famílias da ganância e da frieza dos insensíveis, descompromissados e egoístas capitalistas estrangeiros e dos seus cúmplices brasileiros apátridas e antipatriotas burgueses inescrupulosos.

Para evitar estado de coisas indesejado, tanto pelo Governo Federal, quanto pelos trabalhadores nacionais, o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, com a boa vontade que vos é peculiar, a partir do próximo mês, contribuirás, para a ereção e manutenção do Instituto Nacional de Polícia Especializada em Sistema de Segurança Bancária do Sistema Bancário Nacional, mensalmente, com R$ 20,00, que serão, automaticamente, debitados da vossa conta corrente, e transferidos para as organizações contratadas pelo Governo Federal – o débito se dará no dia subseqüente ao crédito de vosso salário na vossa conta corrente. Com tal providência, o Governo Federal evitará que o saldo da vossa conta corrente fique no vermelho. O débito de R$ 20,00 após o crédito de vosso salário é uma providência de responsabilidade e justiça social implementada pelo Governo Federal, uma prova da consciência social dos governantes nacionais, que lutam, arduamente, para fazer do Brasil um país grande, uma potência mundial, que, sabe o visionário Governo Federal, desbancará, dentro de dez anos, os Estados Unidos – o império romano extemporâneo que personifica a hedionda inescrupulosidade capitalista burguesa -, o Japão – o império oriental em franca decadência – e a Europa – a vilã milenar que explorou as Américas, a África e a Ásia, promoveu a extinção de espécies da flora e da fauna, devastou continentes inteiros, dizimou povos silvícolas nativos, e produziu miséria em todo lugar, e inculcou, na mente dos inocentes nativos, que viviam sob a eterna lei da mãe Gaia, lei irrevogável (mas os europeus, arrogantes, sob a égide da sordidez capitalista, quiseram revogá-la), as idéias nefastas, religiosas e filosóficas oriundas do lamaçal judeu israelita e cristão, as quais os povos europeus, decadentes, herdaram dos antigos hebreus obscurantistas e fundamentalistas supersticiosos, e com as quais querem fazer lavagem cerebral nos brasileiros, induzindo-os a renegar a valiosa cultura que herdaram dos povos nativos da África e da América. O Brasil, sabe o Governo Federal, ao desancar os promotores de misérias e injustiças, dá início à uma nova era, sob os auspícios do Governo Federal, que, com a sua autoridade moral, irá se impor ao mundo, e todos os povos atualmente explorados pelos capitalistas estrangeiros do primeiro mundo se irmanarão, sob a liderança do Governo Federal, e rumarão, de braços dados, para o futuro, brilhante, reservado ao Brasil e aos países cujos povos são puros como o povo brasileiro.

Dito isso, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco vos informa que, para melhor atendê-lo, o senhor, a partir de [data], além de digitar, no caixa e no terminal eletrônico, no momento da efetivação de quaisquer operações bancárias, os dados os quais o senhor já estás habituado a digitar, apresentarás, no caixa de quaisquer de nossas agências, o vosso RG e o vosso CPF, e, no terminal eletrônico, exibi-los-ás para um dispositivo de vídeo instalado na sua parte superior.

Sem mais para o momento, o Banco despede-se com abraços fraternais.

De

Gerente Personalizado

PS.: O Governo Federal suspende a exigência de contribuição de R$ 5,00 e de R$ 10,00 a partir do mês subseqüente ao envio desta carta. Com tal providência, o Governo Federal demonstra respeito pelos brasileiros e reconhece o seu esforço e a sua boa-vontade.

Para melhor atendê-lo – parte 1 de 6

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Por meio desta, o Banco vos comunica da medida, estabelecida para melhor atendê-lo, que o Governo Federal tomou, na resolução [número], publicada em [data], no Diário Oficial, para impedir a supressão, que pode prejudicar-vos sobremaneira, da vossa conta corrente e da vossa caderneta de poupança, de valores consideráveis.

O cumprimento, a contento, da medida abaixo apresentada oferecer-vos-á, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, segurança e tranquilidade. Cumprindo-a, o senhor oferecerás ao Banco instrumentos para melhor atendê-lo.

O procedimento atual, que consiste na digitação da senha, para efetivação de operações bancárias, em quaisquer terminais eletrônicos localizados em território nacional e nos caixas e em terminais eletrônicos de quaisquer agências bancárias, no Brasil e no exterior, devido à ação deletéria de ladrões virtuais, não permite que o Banco vos ofereça a segurança que o senhor mereces, e o Banco deseja vos oferecer, para privar-vos de aborrecimentos e preocupações enervantes. Nos doze meses anteriores à esta carta, o Banco vos informa, para inteirar-vos do estado de coisas atual, os crimes virtuais e as violações de contas correntes e cadernetas de poupança aumentaram a níveis intoleráveis. Tais modalidades criminosas popularizaram-se e engendraram medo e insegurança. Para coibir a ação dos criminosos, o Governo Federal, além da medida que o Banco vos anuncia nesta carta, prepara outras medidas de segurança, para a melhoria do sistema bancário nacional.

Tendo em vista a segurança dos correntistas, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco, em respeito à medida do Governo Federal, e para melhor atendê-lo, a partir de [data], exigirá dos correntistas a digitação, nos caixas e nos terminais eletrônicos, para a execução de operações bancárias de quaisquer espécies:

1, dos dois últimos números do CPF.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, ao digitares, após digitares a vossa senha, os dois últimos números do vosso CPF, darás a vossa contribuição, imprescindível, para o trabalho que o Banco executa com o propósito de garantir a vossa segurança, proporcionandoao Banco os meios para melhor atendê-lo. Tal medida é imprescindível para a tarefa que o senhor confiaste ao Banco: a de guardião do patrimônio que o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, amealhaste, com o suor do vosso rosto, no transcurso dos vossos vinte e cinco anos de vida profissional com carteira assinada.

O Banco conta com a vossa compreensão, certo de que o senhor contas com o seu valioso trabalho.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Em respeito à resolução do Governo Federal, o Banco informa:

Em decorrência da elevação dos casos de violação das contas correntes e cadernetas de poupança por ladrões virtuais e do aumento preocupante dos casos de seqüestros e seqüestros relâmpagos, o Governo Federal estabelece:

Os correntistas, de posse do cartão magnético, no ato da efetivação de operações bancárias de quaisquer espécies, nas agências bancárias localizadas no território nacional e no território de quaisquer outros países, e nos terminais eletrônicos, além de digitarem a senha e os dois últimos números do CPF, digitarão, a partir de [data]:

1, o número correspondente ao mês de nascimento.

O Banco, certo de que pode contar com a vossa compreensão, para que melhor possa atendê-lo, vos deseja um ótimo dia.

Felicidades.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Por meio desta, o Banco vos comunica a norma bancária [número] estabelecida, pelo Governo Federal, com o propósito de obrigar o Banco a melhor atendê-lo, e que visa o vosso benefício, a vossa segurança, o vosso bem-estar, a vossa tranquilidade e a preservação do vosso dinheiro. O Governo Federal, tendo em vista a elevação dos casos de violência contra a integridade da pessoa humana, no Brasil, e os casos de violações das contas bancárias dos brasileiros, estabelece:

1, os bancos têm, obrigatoriamente, de exigir dos correntistas:

a, após a digitação da senha, dos dois últimos números do CPF e do número correspondente ao mês de nascimento, a digitação, nos painéis dos terminais eletrônicos e no caixa, do ano do nascimento.

O Banco conta com a vossa compreensão e a vossa colaboração, para melhor atendê-lo.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

O Banco vos envia esta carta, para vos inteirar da resolução, decidida em [data], do Governo Federal, estabelecida para o vosso bem-estar e a vossa segurança. O Banco melhor irá atendê-lo ao aprimorar o seu sistema de segurança bancária, que se aproxima da perfeição de um sistema inviolável.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, tomaste conhecimento, pelos jornais, revistas, telejornais e blogs, da elevação considerável, nos dois meses anteriores à esta carta, dos casos de violações de contas correntes e cadernetas de poupança e da multiplicação de seqüestros e seqüestros relâmpagos, que são corriqueiros. O Governo Federal, ciente desta preocupante realidade, promoveu uma reunião ministerial para debater, com representantes do sistema bancário nacional, propostas de aprimoramento do sistema de segurança bancária oferecida aos correntistas pelos bancos nacionais. O Governo Federal reconhece que revelaram-se infrutíferas as providências tomadas, nos doze meses anteriores à esta carta, para o aperfeiçoamento do sistema de segurança dos bancos nacionais. Os meliantes souberam criar expedientes, não previstos pelos especialistas nacionais em segurança bancária, para violarem contas correntes e cadernetas de poupança, e suprimirem dinheiro dos correntistas. Os esforços do Governo Federal não foram de todo baldados; todavia, contrariando a expectativa do Governo Federal, que, no seu empenho de oferecer segurança aos brasileiros, implementou normas de segurança bancária concebidas por especialistas nacionais em segurança bancária, os casos de violações de contas correntes e cadernetas de poupança e os de seqüestros e seqüestros relâmpagos aumentaram consideravelmente, como o Banco vos informou acima – e enfatiza tal informação.

Os especialistas em sistema de segurança bancária do Sistema Bancário Nacional do Governo Federal frustraram-se ao se inteirarem do resultado, indesejado, imprevisto, obtido; mas os esforços não foram de todo em vão.

Na semana anterior à esta, em [data], o Governo Federal, com o apoio incondicional dos bancos, tomou a seguinte resolução:

1, A modificação da sequência dos dados que os correntistas têm de, obrigatoriamente, informar aos bancos, ao digitar, ou nos terminais eletrônicos, ou no caixa, para a efetivação de operações bancárias de quaisquer espécies.

Para que não persista nenhuma duvida, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o Banco elenca os procedimentos para a efetivação de operações bancárias:

Até o presente momento, a digitação, na sequência:

1, da senha;

2, dos dois últimos números do CPF;

3, do número correspondente ao mês do nascimento; e,

4, do ano do nascimento.

Agora, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, segue a sequência estabelecida pelo Governo Federal para melhor atendê-lo:

A digitação:

1, do ano do nascimento;

2, do número correspondente ao mês do nascimento;

3, dos dois últimos números do CPF; e,

4, da senha.

Com tal alteração, o Governo Federal almeja coibir a ação dos meliantes.

O Banco conta com a vossa colaboração, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Para a vossa segurança, executes as digitações na sequência solicitada pelo Governo Federal, para que o Banco possa melhor atendê-lo.

O Banco despede-se com abraços fraternais.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, o senhor há de se lembrar que o Banco, na carta anterior que vos enviou, vos inteirou da resolução, tomada pelo Governo Federal, que vigorou a partir de [data]. O senhor correspondeu à expectativa do Banco, agiu com presteza e correção, digitando, conforme o solicitado, as informações, e na sequência pedida, como cidadão pacato, digno e responsável que sois.

A reputação do Banco faz jus à vossa postura.

O Banco é grato pela compreensão que o senhor tem demonstrado, desde o princípio, ao atender às medidas para melhor atendê-lo.

Vós sois um valioso cliente do Banco e prestimoso cidadão brasileiro.

Nesta carta, o Banco vos informa:

O Governo Federal, para conceder ao Banco instrumentos para melhor atendê-lo, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, pensando no vosso bem-estar e no da vossa família, estabelece novas regras para a efetivação de operações bancárias de quaisquer espécies. As medidas de segurança bancária instituídas pelo Governo Federal – das quais o senhor tomaste conhecimento, na carta de [data] que o Banco vos enviou -, para surpresa dos especialistas do Sistema Bancário Nacional do Governo Federal, não surtiram o efeito desejado: a redução da violência contra os correntistas. Os casos de seqüestros e seqüestros relâmpagos, duas modalidades criminosas que, à revelia do Governo Federal, e apesar de todos os seus esforços para coibir os criminosos à prática de nefandos atos de violência contra a integridade da pessoa humana, cresceram, no Brasil, desde a implementação das novas regras de segurança para melhoria dos serviços bancários, e são, diuturnamente, divulgados pela imprensa, e espalham-se por todo o território nacional, como tumores cancerígenos. O Governo Federal, diante da triste realidade, na reunião, em [data], com especialistas em segurança bancária, tomou, após discussão exaustiva acalorada, providências para inibir os criminosos e defender as pessoas de bem, como o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas. O Banco apoiou, incondicionalmente, o Governo Federal, em suas novas medidas de segurança, ao reconhecê-las apropriadas para melhor atendê-lo. O Governo Federal e o Banco decidiram revogar as regras, informadas ao senhor na carta anterior, para digitação, no momento da efetivação de quaisquer operações bancárias, nos caixas e nos terminais eletrônicos, como o senhor, desde então, realizaste.

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, a partir de [data], digitarás, na sequência (Elencamos os dados, para que o senhor não vos confundis ao executardes as operações bancárias; e não vos preocupais, se vos atrapalhardes: funcionários, treinados pelo Banco, estarão à vossa disposição, para melhor atendê-lo):

1, a senha;

2, os dois últimos números do vosso CPF;

3, o número correspondente ao mês do vosso nascimento; e,

4, o ano do vosso nascimento.

O Banco vos informa que, após estes dados, o senhor, para o Banco melhor atendê-lo, em respeito às novas resoluções do Governo Federal, instituídas em [data], digitarás:

1, o número do vosso RG.

Antes de encerrar esta carta, o Banco vos informa:

Com autorização do Governo Federal, o Banco debitará, da vossa conta corrente, todo mês, no dia subseqüente ao recebimento, pelo senhor, do vosso salário, para o custeio da instalação do novo sistema de segurança bancária, sofisticado e seguro, a quantia, módica, de R$ 1,00, que é uma contribuição provisória indispensável para a maturação do novo sistema, e que o senhor gentilmente ofereces ao Banco, que, com a instalação do novo sistema, melhor irá atendê-lo.

O Banco conta, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, com a vossa cooperação e compreensão.

O Banco, certo de que o senhor corresponderás às suas expectativas, ciente de tratar com um cidadão brasileiro exemplar que encarna as virtudes, louváveis, do povo desta pátria sagrada por natureza, despede-se com votos de felicidade.

De

Gerente Personalizado

*

Brasília, [data]

Ao

Excelentíssimo Senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas.

Prezado senhor,

O Banco, em respeito à resolução [número] do Governo Federal, oficializada após análise minuciosa dos dados referentes aos casos de violações de contas bancárias, clonagens de cartões de crédito e cartões de débito, substituirá, num prazo de três meses, a partir da data da promulgação da resolução, os cartões em mãos dos correntistas por cartões providos de tecnologia inovadora desenvolvida, em território nacional, por profissionais nacionais, para efetivação de quaisquer operações bancárias, nos terminais eletrônicos, nos caixas e em terminais localizados em lotéricas, supermercados, lojas, postos de combustíveis e outros estabelecimentos comerciais.

Para relembrar-vos, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, a sequência da digitação:

1, a senha;

2, os dois últimos números do vosso CPF;

3, o número correspondente ao mês do vosso nascimento;

4, o ano do vosso nascimento; e,

5, o número do vosso RG.

O Banco, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, em favor dos correntistas, estabelece uma modificação num dos dados que os correntistas têm de digitar, para que o Banco melhor possa atendê-lo, a partir de [data]:

1, como indicado no item 2, os correntistas digitam os dois últimos números do CPF; a partir de [data], terão de digitar o número do CPF.

A sequência dos cinco dados a digitar se mantêm.

Após inteirá-lo desta informação, o Banco recorda:

O senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, contribuis, provisoriamente, todo início de mês, com o módico valor de R$ 1,00 para a instalação do novo sistema de segurança bancária.

Agora, o senhor, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, para a instalação do novo sistema de segurança bancária e a substituição do cartão que está em vossas mãos pelo novo cartão de tecnologia avançada criada e desenvolvida por profissionais nacionais, os quais, enfim, são agraciados com reconhecimento e respeito pelo Governo Federal, contribuirás, todo mês, com módicos R$ 2,00. A contribuição, senhor Carlos Roberto de Souza Almeida Vargas, é provisória. O senhor contribuirás, todo mês, até a maturação do novo sistema, o que se dará dentro de seis meses, quando atingirá a obsolescência, e o Banco dele prescindirá, como os especialistas da área tecnológica prevêem.

O Banco conta com a vossa colaboração, e vos tem em alta estima, certo de que o senhor compreendes as motivações do Governo Federal, que, em seu ingente esforço, trabalha, para vos beneficiar, oferecendo ao Banco instrumentos para melhor atendê-lo, e, cidadão responsável e patriótico que sois, acatarás a resolução governamental, ciente de que se trata de medida apropriada para a melhoria do atendimento bancário aos correntistas.

Da vossa participação, redundará, para vosso benefício e o de todos os correntistas, a melhoria dos serviços que o Banco vos prestará, salvaguardando a vossa liberdade, a vossa segurança, o poder aquisitivo do vosso dinheiro e a conservação do vosso patrimônio.

O Banco despede-se, sob votos de felicidade e alegria.

Um abraço.

De

Gerente Personalizado

Café, sim; Coca-Cola, não. Foi-se o Aquecimento Global. Pelé. Dinossauros e pernilongos. E outras notas breves.

Café, sim; Coca-Cola, não.

Um historiador brasileiro de primeira grandeza chama-nos a atenção para uma atitude, inusitada de tão grosseira e estúpida, do presidente do Brasil, o senhor Jair Messias Bolsonaro: o distinto chefe-de-estado nacional recusou a oferta que lhe fizeram de beber algumas doses de café, produto genuinamente nacional, e optou por beber um refrigerante genuinamente estadunidense, a Coca-Cola. Lastimável, a conduta desdenhosa do presidente da maior nação da América do Sul. Lastimável! É mais um exemplo da mentalidade nazista, fascista, genocida, machista, racista, supremacista branco do presidente Jair Messias Bolsonaro, um homem deplorável. Impítima! Que ele seja julgado, e condenado, por crimes contra a humanidade e a Terra, no Tribunal de Haia!

*

Foi-se o aquecimento global. O monstro, agora, é outro.

Exterminaram os ambientalistas o Aquecimento Global. Ameaça-nos, agora, a Mudanças Climáticas; e para dar-lhe fim os ambientalistas querem reduzir a emissão do CO2, que lhe serve de alimento e fortalece, obrigatoriamente, o extino Aquecimento Global. Não entendi patavinas, nem bulhufas, do imbróglio. Afinal, exterminaram, ou não, o Aquecimento Global, anunciador do apocalipse?! Ou é a Mudanças Climáticas avatar feminino do Aquecimento Global?! ou o Aquecimento Global reencarnado numa entidade feminina?! Neste mundo de “cancelamentos” até os fenômenos naturais apocalípticos masculinos são assassinados para que assumam o protagonismo da história seus correspondentes femininos, sempre superiores, mais poderosos. Que mundo infernal!

*

Reza a lenda que Pelé, o nosso querido Edson Arantes do Nascimento, é canhoto. Ora, se é verdade que é ele canhoto, então o jornalista cuja reportagem, publicada ontem, li hoje, mentiu ao dá-lo como um futebolista destro no manejo da bola. Afinal, é Pelé canhoto, ou destro? Ou ambidestro?

*

… e um meteoro caiu, no México – e tenha de ser no México!? Não podia ser na Argentina?! -, em uma era em que mexicanos e brasileiros ainda não haviam erguido um muro na fronteira entre México e Brasil, e dizimou os dinossauros. Que meteoro inconsequente! Por que ele não exterminou os pernilongos? À noite, eu, deitado na cama e os menestréis de pernas longas a atanazarem-me e a atazanarem-me com as suas melodiosas canções e trovas campestres. E eu, sem pregar o olho, a atravessar, em branco, ou em claro, tanto faz, a noite. Fossem os pernilongos varridos para outro plano existencial, e não os dinossauros, hoje admiraríamos estes monstrengos a perambularem modorrentamente pela vastidão dos continentes, e poderíamos dormir tranquilos e sonhar com os anjos.

*

Os carinhas apoiaram, incondicionalmente, a política do Fique Em Casa e afirmaram ser tal política indispensável para se combater a disseminação do coronavírus. Depois de meses, a crise econômica batendo na porta, os preços de alimentos e combustíveis a elevarem-se consideravelmente, além de não verem uma relação de causa e efeito entre a política que defenderam com unhas e dentes e a crise econômica, culpam o presidente Jair Messias Bolsonaro pela crise econômica, sendo que ele não promoveu o Fique Em Casa, e esquecem-se que as medidas de restrições às atividades econômicas foram decretadas tendo-se em mente a redução dos casos de mortes, durante a epidemia, pelo vírus. Ora, para tais pessoas foram essenciais tais medidas, e a crise destas advinda foi por elas prevista, afinal, elas esgoelavam em tom autoritário “Fique Em Casa; a economia a gente vê depois.”, cientes de que o impacto na economia da política insana (que elas consideravam sensata) que defenderam seria devastador; se não, por que o “a economia a gente vê depois.”?

Mas entendo que a percepção que os anti-bolsonaristas tem da economia nacional está distante da realidade, talvez num universo paralelo. A economia brasileira enfrenta alguns percalços, é inegável, mas não vai de mal a pior, como dizem por aí os anti-bolsonaristas, que empreendem uma aventura política de terra arrasada e querem fazer as pessoas verem o que não existe. Se a economia nacional não vai de vento em popa, e não vai – e não podemos desconsiderar as adversidades que o mundo enfrentou nestes últimos vinte e quatro meses -, também não está indo à bancarrota; acredito, mesmo, que cresce, e agora alicerçada em bases mais sólidas.

*

Intelectuais da direita conservadora querem que o presidente Jair Messias Bolsonaro jogue por terra o tal de estamento burocrático, este glutão paquidérmico, um primo distante do Gargântua, que está, há séculos, a devorar os brasileiros. De mentalidade revolucionária, românticos aguerridos, bravos e destemidos, heroicamente dispostos a sacrificarem sangue alheio, não dizem o que o presidente Jair Messias Bolsonaro teria de fazer após o desmantelamento do tal estamento burocrático, e tampouco o que os de tal estamento e seus aliados instalados aqui em terras brasileiras e os estabelecidos no exterior fariam se iriam reagir ao desmonte do edifício que lhes faz a fortuna, ou se se resignariam, prosternados, impotentes, diante do presidente Jair Messias Bolsonaro, que lhes tirara o osso da boca. Nesta hora, penso no Garrincha: “Combinaram com os russos?”

Com tais amigos, o presidente Jair Messias Bolsonaro não precisa de inimigos.

Dentre tais intelectuais, há os que declaram que de nada adianta o presidente Jair Messia Bolsonaro indicar fulano, ou beltrano, conservadores, para o STF, porque eles são produtos do estamento burocrático – ou sistema, ou mecanismo. E o que propõem tais criaturas? Que o presidente Jair Messias Bolsonaro destrua o estamento burocrático, e, depois, crie um novo STF, cujas onze cadeiras seriam ocupadas por ministros conservadores. Quanta sabedoria! E de onde sairiam tais ministros? Das escolas do novo estamento burocrático, agora conservador. E quando? Eis a questão. Quanto tempo é preciso para se erguer novo estamento burocrático, agora conservador? E até lá como fica a justiça no Brasil? Viverá os brasileiros sob um regime anárquico? Se é que se pode viver em tal regime. E os inimigos do Jair Messias Bolsonaro ficariam, de braços cruzados, a admirá-lo a reconstruir o Brasil como lhe desse na telha?

O anti-Bolsonaro, anti-Trump, anti-EUA, pró-Biden.

– O Trump, aquele gringo safado, capitalista, já se foi dos Estados Unidos. Ótimo. Agora, tem o Brasil de se livrar do Bozonazista.

– Você dizia, lembro-me muito bem, desde antes de o Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos, que ele, além de provocar a terceira guerra mundial, iria destruir a economia americana. Não me lembro se você dizia que primeiro ele destruiria a economia americana, ou daria o tiro que iria começar a terceira guerra. Não me lembro. Mas, nem uma coisa aconteceu, nem a outra. E a economia dos Estados Unidos, durante o governo dele, estava indo de vento em popa…

– De vento em popa ia a economia do Trump, bozominion?! Você é um negacionista mal informado, que vive de fake news. No ano passado, a economia americana caiu mais de quatro por cento. Informe-se.

– Nos três anos anteriores, o produto interno bruto americano cresceu consideravelmente, e o mercado de trabalho americano atingiu o pleno emprego, ou ficou a ponto de atingi-lo. A economia americana cresceu imensamente nos três primeiros anos do governo Trump. Além disso, os Estados Unidos estavam recuperando, sob a influência positiva das políticas do Trump, a pujança econômica de décadas antes.

– No ano passado, foi um fracasso a economia dos Estados Unidos. O Trump a destruiu.

– No ano passado, o mundo enfrentou uma epidemia. Não vem ao caso se foi a epidemia real, ou fabricada.

– Bozominion, você se diz patriota, mas idoltrada o gringo laranja.

– No ano passado, a economia da Argentina, de Alberto Fernández, e a do Canadá, de Justin Trudeau, e a da Alemanha, da Ângela Merkel, e a da França, de Emmanuel Macron, caíram consideravelmente.

– E o coronavírus, bozominion!? No ano passado, eles tiveram de enfrentar uma epidemia de coronavírus, esqueceu!?

– O Trump também. O coronavírus atingiu todos os países.

– Você é um falso patriota, bozominion. Elogia o Trump. Você quer entregar o Brasil para o Trump. E o seu ídolo, o Mitonazi, o falso messias, aquele nazifascista miliciano genocida da extrema-direita?! O que você tem a dizer dele?! A economia brasileira caiu um tombo de quatro por cento.

– No ano passado, sim; neste ano, não. Recupera-se a economia brasileira. E no ano passado, o Brasil, um dos países localizados no planeta Terra, também se deparou com o coronavírus…

– Não queira defender, bozominion, aquele racista hitlerista supremacista branco disseminador de fake news e discurso de ódio. Ele e o Trump são da mesma laia. Dois fascistas, dois nazistas, dois genocidas. O Trump tinha de sair, e saiu; e o Bozonazi tem de sair, e irá sair.

– Agora os Estados Unidos, sob a direção do Biden, enfrenta problemas imensos: aumento da violência, e é preocupante o aumento dos casos de homicídios; e a imigração desenfreada na fronteira dos Estados Unidos com o México, e deporta milhares de imigrantes ilegais; a crise na economia, que desanda, e os preços de alimentos e combustíveis a subirem, e muito. O Biden está destruindo os Estados Unidos.

– E tem de destruir, mesmo, a terra dos gringos, aqueles capitalistas fascistas!

– Você critica o Trump porque ele estava fazendo os Estados Unidos grande outra vez e elogia o Biden porque ele está destruindo os Estados Unidos. Você não deseja o bem aos americanos, mas mal a eles, a destruição deles.

– É claro, bozominon, é claro. Eles têm de sofrer, mesmo. Que os Estados Unidos se explodam! 

– Mas você criticava o Trump porque, você dizia, ele iria destruir a economia americana. Então, destruir a economia americana, segundo você, era algo ruim; e agora que o Biden está destruindo a economia americana você diz que destruí-la é algo bom.

– Se é ruim para os gringos é bom para o mundo.

– Mas vocé dizia que sob governo do Trump a economia americana iria de mal a pior, então…

– Você e sua lógica fascista, burguesa, de supremacista branco genocida. Você é igual o Bozo, aquele curandeiro, aquele obscurantista. Vocês se merecem. Ele é nazista e fascista.

– Por que ele é nazista?

– Porque ele bebeu leite durante uma “live”.

– Beber leite faz dele um nazista?

– Sim. É um ato simbólico! O leite é símbolo da supremacia branca. E ele bebeu leite ao vivo! Provocação! E não queira, bozominion, fingir que não entendeu o significado simbólico do ato dele.

– E o presidente Bolsonaro é fascista? Por que ele é fascista?

– Porque ele passeou de moto e montou à cavalo. Igual o Mussolini, aquele fascista. Estude simbologia política bozominion. Estude!

– Penso que para provar a sua tese, a de que é o presidente Bolsonaro nazista e fascista, você tem de dar a definição de nazismo e de fascismo, indicar os principais representes teóricos destas duas vertentes de pensamento, dar um apanhado geral das idéias deles, falar das políticas de Hitler e das de Mussolini, e elencar as do presidente Bolsonaro, e comparar as dele com as…

– Bozominion, não queira me convencer que é o Bozonazi homem respeitável. Não perca o seu tempo! Nem gente ele é! A sua lógica burguesa fascista é coisa de racistas e genocidas.

– Não entrarei no mérito das questões que você levantou; de tão complexas, elas estão além do meu entendimento. Mas você há de reconhecer que neste ano de 2021, a economia brasileira recupera-se, e no ano que vem…

– Vamos quebrar a economia brasileira, bozominion, para que o Bozofascista genocida não seja reeleito. Vamos impedi-lo de se reeleger, custe o que custar.

– Os índices de homicídios caíram, e…

– Tchau, bozominion, eu não perderei mais nem um segundo do meu tempo com você. Você não sabe argumentar.

Ativistas. Militantes. Aborto. Ex-bolsonaristas. Notas breves.

Ativistas defendem a mulher abstrata, o homem negro abstrato, a criança, abstrata, em situação de rua, o homossexual abstrato, e jamais a mulher de carne e osso, o homem negro de carne e osso, a criança, de carne e osso, em situação de rua, o homossexual de carne e osso. E são heróis. Que presunção! Ignoram a realidade que os cerca para defender, drapejando bandeiras de causas humanitárias, abstrações. Nem seus discursos são belos e harmoniosos; neles exibem-se em sua verdadeira natureza, má. E tambêm defendem a natureza abstrata, a Amazônia abstrata, em particular, mas não cuidam do jardim próximo de suas casas.

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Os militantes miitam em favor das pautas que beneficiam multibilionários e acreditam que, justiceiros sociais, lutam contra o Grande Capital, uma abstração, e o tal de Capitalismo, outra abstração.

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Um livro, A Morte da Medicina, de Hélio Angotti Neto, dá a conhecer a defesa que pessoas que em tese defendem a vida defendem a morte. É assustador o retrato que o autor apresenta.

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Havia, até há pouco tempo, falsos debates públicos, para inglês ver. Era comum, em emissoras de televisão: Apresentando-se como opositoras uma à outra, duas pessoas defendiam o aborto do feto, uma delas até o terceiro de gestação, a outra, até o nono mês; duas pessoas, num debate, a falar de drogas, ambas a defenderem a legalização, uma, da maconha, e apenas da maconha, outra, de todas as drogas. E assim eram os debates – e ainda são – na mídia convencional. Debates?! Digamos a verdade: conversa de comadres, e de comadres politicamente corretas, de mentalidade revolucionária. Atualmente, para desgosto de tais comadres, e para o gosto de comadres tradicionais, personagens públicas, encorajadas por Jair Messias Bolsonaro – um divisor de águas na política brasileira – apresentam-se para autênticos debates públicos: opõem-se, firmes, veementes, ao aborto de fetos, que eles chamam, e corretamente, de assassinato de seres humanos, e à legalização de todas as drogas. Neste novo mundo, polícia é polícia, e bandido, bandido. Aí está a razão da histeria daqueles que, até ontem contando com o monopólio do discurso, eliminavam – tinham meios para tal – todos os que se atreviam a contestar-lhes as políticas.

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Antes das eleições de 2018, Jair Messias Bolsonaro falava de nióbio e grafeno, e seus detratores dele zombaram; ridicularizaram-lo. E as palavras de tais tipos os pascácios ecoavam. E ninguém, até então, tinha ouvido falar de tais produtos. E hoje se sabe que nióbio e grafeno podem gerar riqueza, e muita, muita riqueza.

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Intelectuais que até há pouco tempo diziam-se bolsonaristas – e desconfio que eles nunca o tenham sido – voltam-se contra o presidente Jair Messias Bolsonaro e contra ele disparam críticas as mais ridículas. Estão feridos no ego, afinal o presidente não os nomeou mentores, não os consulta, não lhes estende o tapete vermelho. Dizem eles que o presidente traiu seus aliados, enganou seus eleitores, abandonou seus ideais. Conversa mole de gente ressentida. Tais intelectuais têm um projeto, o de criar um novo Brasil, um Brasil ao gosto deles, e não dos brasileiros. E não entendendo o que o presidente Jair Messias Bolsonaro faz, dizem que ele nada faz. Ora, queriam que ele lhes revelasse o que deve se conservar em segredo, à sete chaves?! Se inteligentes, assim se consideram, cabe a eles observarem as ações do presidente, e ler nas entrelinhas, e não esperar que ele lhes dê as senhas.

É o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista? Copa América. E outras notas breves.

Dizem de viva voz os anti-bolsonaristas que é o presidente Jair Messias Bolsonaro nazista e fascista. Pergunto-me se se sustenta tal afirmação se se considerar a política que ele está a promover e a implementar, e não a retórica saída da boca dos inimigos dele. Em nenhum momento o presidente Jair Messias Bolsonaro esboçou, mesmo pressionado a fazê-lo, um ato anti-democrático, autoritário, de inspiração nazista e fascista. Sua postura é a de um homem de espírito democrático. Com a popularidade de que goza teria ele poder de impor-se a todos, se assim o desejasse, rasgar a Constituição Federal, e estabelecer um estado de exceção; e teria, não erro em dizer nesta especulação que jamais poderá ser analisada, amplo apoio popular. Está ele a defender o direito, que ele considera inalienável, inegociável, à legítima defesa, cada cidadão a usar, se sua consciência o mandar, arma-de-fogo, a reduzir o Estado ao desregulamentar inúmeros setores da economia, a criar mecanismos de ajuda às micro e pequenas empresas, a eliminar a proibição ao ensino domiciliar, e outras medidas que convergem para uma política de maior autonomia de cada cidadão brasileiro. E nestes mais de um ano de fraudemia – para muitos, epidemia – do coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, para o Barnabé Varejeira), o povo, torturado pela mídia, incapaz de pensar acerca do que está a acontecer, o presidente Jair Messias Bolsonaro assume, contra tudo e contra todos, a postura de um chefe-de-estado comprometido com as liberdades individuais; não escreveu nem sequer um rascunho de uma política de supressão da liberdade do cidadão brasileiro em nome de uma política sanitária insana e abusiva, lesiva à vida de toda pessoa que vive em território de terras em que se plantando tudo dá. Não ameaçou com multa e prisão quem decidiu sair de sua casa, ir trabalhar para seu sustento, fazer uso de remédios e não se deixar vacinar. Fosse um homem dotado de espírito autoritário, de alma nazista e fascista, seria ele, hoje, o dono do Brasil. Mas dono do Brasil, dizem, é aquele cujas obras, inacabadas, o presidente Jair Messias Bolsonaro não pode concluir.

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Há mais de um mês ouço falar que está na iminência de quebrar no Brasil a terceira onda – provocada por uma versão indiana do vírus de Wuhan, (mocorongovírus, ensina Barnabé Varejeria) nosso velho conhecido – de infecção viral. Mas, tudo dá a entender que tal onda não se realizará; esqueceram de combinar com os indianos, ou hindus, como queiram, a importação do vírus tão malfadado, que, declaram, é 60% mais letal do que o original, saído da China, dizem. Todavia, insistem as trombetas do apocalipse a profetizar o flagelo que nos abaterá. Se é verdade, ou não, não sei; sei apenas que para se conter o avanço do chinavírus entre nós a medida mais promovida e praticada, dada como eficiente e indispensável, é a quarentena (ou lockdown, para quem ama usar palavras estrangeiras num texto em português). Se é assim, por que prefeitos e governadores, à ameaça do coronavírus (mocorongovírus, diria Barnabé Varejeira), ao invés de tomarem tal providência, estão a suspender as restrições às atividades públicas?

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Uma celeuma animou os espíritos dos brasileiros há poucas semanas. Envolvia futebol e epidemia. É sensato promover, no Brasil, a Copa América? Não iriam os casos de infecção e morte pelo tal de Covid, que está a nos atormentar há um bom par de meses, aumentar consideravelmente piorando o já estado miserável do nosso sistema de saúde e ocasionando um morticínio sem precedentes nas terras de Cacambo e Lindóia? Com a voz da certeza inspirada pelos deuses pagãos, os flageladores da humanidade cravaram: é uma rematada tolice, uma irresponsabilidade genocida um campeonato esportivo no Brasil num momento tão sensível. E choveu uma tempestade torrencial diluviana de pancadas na cabeça do presidente Jair Messias Bolsonaro. Passadas as semanas, a Copa América seguiu o seu curso normal, e não se realizou o cataclisma profetizado.

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Lembro-me que no ano passado, ali pelos meses de Outubro, Novembro, informava-se que de todas as vacinas contra o coronavírus (Covid, para os íntimos; mocorongovírus, no vocabulário singular do Barnabé Varejeira) era a melhor a Coronavac, que serviria, porque tinha 100% de eficiência, para imunizar as pessoas por ela vacinadas contra o vírus em sua versão original e contra os de todas as versões dele atualizadas (isto é, as variantes, as cepas). Pois bem, passaram-se os meses, e muitos milhões de pessoas tiveram em si injetada a vacina chinesa (ou vachina, sua alcunha carinhosamente concebida pelos que não vêem com bons olhos o governo comunista chinês). E os mesmos que diziam que ela era o elixir da saúde, a poção mágica contra o mal chinês, afirmaram que teriam as pessoas vacinadas (ou vachinadas) de seguir a respeitar as regras sanitárias (uso de máscaras – se possível de duas camadas, ou duas máscaras sobrepostas uma à outra -, isolamento social; enfim, todo o pacote sanitário), pois poderiam vir a serem infectadas, e, se infectadas, infectar as que não se vacinaram – o que por si só já era um contra-senso, afinal, as vacinadas estão imunizadas. E constrangidos diante dos casos, inúmeros, de pessoas que, já vacinadas há meses com as duas doses da Coronavac, foram infectadas pelo vírus saído de Wuhan, e adoeceram, vindo algumas a morrerem, declararam, tom de voz vacilante, numa postura de quem simula segurança para inibir qualquer pessoa atrevida de lhe questionar a afirmação, que nenhuma vacina – a Coronavac, portanto, incluída – é 100% eficiente e que todas elas podem provocar efeitos colaterais nas pessoas vacinadas.

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Nos idos de Abril deste ano de 2.021, informava-se que o Brasil enfrentaria um aumento expressivo de infecções e mortes por Covid, se o Governo Federal (entenda-se: o presidente Jair Messias Bolsonaro) não implementasse um lockdown nacional de um mês e vacinação em massa de toda a população antes da suspensão do lockdown. O presidente Jair Messias Bolsonaro não fez nem uma coisa e nem outra, e os casos de infecções e mortes por Covid reduziram-se expressivamente.

Transhumanismo. Paulo Freire. Interface homem-máquina. Neurolink e Musk e Nicolelis. Bill Gates. Vacina e Novo Normal. Comprovação científica. E outras breves notas.

Está em discussão nos Estados Unidos a permissão do uso de fetos abortados em experiências genéticas que visam a criação de seres híbridos, mistos de humanos e animais. Há quem defenda tal prática científica, nos Estados Unidos e noutros países ocidentais, para que na área da Ciência Biológica o Ocidente não seja ultrapassado pela China. E onde fica a ética científica? Em defesa de uma vantagem competitiva entre as nações admite-se que os homens de jaleco branco brinquem de Deus? Se na China admite-se tal prática, e, segundo consta, no país dos mestres do kung-fu não há empecilhos para tais experimentos, deve o Ocidente trilhar o mesmo caminho, ou pressionar o governo da China a criar normas para abandoná-lo? E cá entre nós, não creio que no Ocidente não existe laboratórios científicos clandestinos onde cientistas se divertem misturando os genes de humanos com o de macacos e com os de outros animais.

Nas minhas primeiras palavras desta nota breve eu disse “fetos abortados”. Não são tais palavras as apropriadas para se identificar a ação empreendida na supressão à vida de seres humanos em seu estado intra-uterino. O correto seria “crianças assassinadas” ou “seres humanos assassinados”.

Uma série de televisão, que está para estrear, ou já estreou, não sei, Sweet Thoot, exibe criaturas híbridas fofinhas, crianças com focinho de porco e crianças com orelhas de alce. E as pessoas inocentes as acham uma gracinha. Não percebem que os financiadores do transhumanismo as preparam para acolher experiências científicas antiéticas e ver com naturalidade as anomalias que delas irão brotar.

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Dias atrás, neste mesmo canal e neste mesmo horário, escrevi que do pouco que eu conheço das idéias de Paulo Freire, o ato de ensinar e a escola não tinham razão de ser, de existir. Se o professor não pode transmitir aos alunos conhecimentos – transmitir conhecimentos é ato opressor -, não podem ter autoridade, que é opressora, e se não há conhecimentos superiores e conhecimentos inferiores, mas conhecimentos diferentes (sem escala de valores, portanto) – e assim, conclui-se, igualam-se os dos professores e os dos alunos – não há razão para se conservar a dispendiosa estrutura moderna de ensino. E dois dias atrás anotei algumas palavras-chave para registrar um pensamento que me coçou a cabeça. E agora eu o dou ao papel. É este: Se a transmissão, pelos professores, aos alunos, de conhecimentos é ação opressora; se a autoridade do professor é opressora; e se não há escala de valores entre os conhecimentos, e, portanto, não são superiores, em comparação com os dos alunos, os dos professores, então, ampliando o alcance do raciocínio, Paulo Freire revela-se incoerente ao transmitir os seus conhecimentos de pedagogia (muita gente diz que não há pedagogia no pensamento dele – deixo, aqui, esta questão de lado), por meio de seus livros – assim ele oprime quem o lê – e os professores paulofreireanos erram triplamente, deixando-se por ele oprimir, ao reverenciá-lo, reconhecendo-o uma autoridade, recolhendo, dele, os conhecimentos que ele lhes transmite e tratando-o como um ser dotado de conhecimentos superiores.

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As Forças Armadas das mais poderosas nações já empregam em seus soldados exoesqueletos e outros equipamentos – e medicamentos – que lhes ampliam os sentidos. O homem, hoje, pode ter em seu corpo inseridos inúmeros mecanismos, alguns que lhe prolongam a vida, corações artificiais, marca-passos. Há equipamentos que beneficiam enormemente os sequelados em acidentes e os nascidos com deficiência de movimentos devido à má constituição de ossos e músculos. Mas o sonho do Homem de querer emular Deus o levará à ruína.

Umas das propostas que ao meu ver é absurda, grotescamente desumana, uma ameaça à condição humana do ser humano é a do Neurolink, de Elon Musk, o herói dos geeks e dos nerds. Não é novidade. Está esposada, por Miguel Nicolelis, em Muito Além do Nosso Eu, livro que li há um bom tempo e que me causou imenso desconforto. Propõe ele a conexão do cérebro de todos os seres humanos com um computador global. Assim, acredita, chegaremos ao paraíso, pois toda pessoa saberá dos pensamentos de toda pessoa. Ninguém irá mentir, tampouco enganar alguém. Lindo, não?! E quem irá controlar o computador global? Os tiranos agradecem.

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Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, nos seus vídeos fala de inúmeros assuntos relacionados à manipulação do pensamento por meio de filmes, de transhumanismo. Não compartilha da idolatria de muitos pelo Elon Musk, o homem – dizem – mais rico do mundo.

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Falando em Elon Musk: Dias atrás, ele declarou, em alto e bom som, que a sua empresa Tesla não iria mais negociar com o Bitcoin, a criptomoeda mais famosa do universo. E o valor do Bitcoin despencou, no precipípio, no mesmo dia; agora, para a minha supresa, li uma notícia de estarrecer, de derrubar o queixo do mais impassível dos homens: Elon Musk declarou aos quatro ventos que a Tesla poderá negociar com o Bitcoin. E o valor do Bitcoin escalou o Everest. Não posso terminar esta nota breve sem uma pergunta: Nas mãos de quem estão os Bitcoins?

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E o Bill Gates, que até há não muito tempo era o homem mais rico do mundo, posto que ele perdeu para o Elon Musk, fez mais uma das suas. Oficialmente, Gates e Musk são os homems mais ricos do mundo, mas há quem diga que eles são os pobretões do panteão dos miliardários. Deixemos tal questão de lado, e tratemos da última do Bill Gates. Ele quer porque quer salvar a Terra do aquecimento global; para tanto, pensou numa idéia brilhante: pulverizar poeira, partículas aerossolizadas, na estratosfera terrestre, assim criando uma camada protetora, que restituirá ao espaço sideral os raios de luz disparados pelo Sol, nosso querido Sol. Seriam borrifos de carbonato de cálcio, atóxico. É um projeto que participa de uma ambição universal de geoengenharia, cujos proponentes miram o objetivo de alterar a estrutura física da Terra, mas não querem atingi-lo com coisinhas pequenas, não, como a construção de uma represa, e a da Muralha da China, e a da Pirâmide de Quéops, e a do Canal de Suez, e a do Maracanã. Querem chegar a ele com coisinhas imensas, de escala universal. Há quem veja com bons olhos tal idéia. Para mim, que não sou cientista nem nada, parece-me uma rematada sandice. E uma idéia de jerico a do Bill Gates. E pergunto-me se há algum parentesco entre Bill Gates e Mini-Me.

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Até outro dia dizia-se que teríamos restituída a nossa vida de antes da pandemia (melhor: fraudemia) assim que nos vacinássemos. E era a vacina o elixir da saúde, o escudo protetor, infalível instrumento de defesa, contra o chinavírus. Agora, vacinada, a pessoa – dizem os onipresentes especialistas, que até ontem prometiam o paraíso àqueles que se vacinassem – tem de usar a malfadada máscara, manter o distanciamento social, evitar aglomerações, porque não é 100% segura a vacina. E só agora descobriram isso!? E quando teremos uma vacina 100% segura? Nunca, pois o vírus está em constante e ininterrupta mudança. Teremos, então, de esconder, e para sempre, atrás de uma máscara, a nossa cara e não mais nos reunirmos com familiares, parentes e amigos; teremos, enfim, segundo médicos e cientistas renomados, heróis dos coronalovers e vacinalovers, de rejeitarmos a nossa vida social, de nos negarmos a viver, ao atendermos as exortações dos veneráveis especialistas, benfeitores da humanidade.

E as máscaras são 100% eficientes. As de pano? Já se sabe que são inúteis.

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Não se admite o uso, pelos que adoecem de gripe causada pelo vírus chinês, de remédios que, dizem, não têm comprovação científica. Pergunto-me se posso processar minha avó paterna – já falecida, e que Deus a tenha – que, aos meus oito, nove anos, não me lembro, eu atormentado por febre, que de jeito nenhum queria me deixar, submeteu-me, na casa dela, a um suadô, que consistiu no seguinte: bebi um copo de água com alho e deitei-me, no sofá da sala, sobre e sob camadas e mais camadas de cobertores, à noite, e dormi, e acordei, na manhã do dia seguinte, tinindo de bom, suado, minhas vestes encharcadas, fedendo a alho. Sarei.

Minha avó se perguntava se tal tratamento, o suadô, tem comprovação científica?! Minha avó merece responder postumamente a um processo?

E quantas pessoas já fizeram uso de babosa sobre machucados para inibir o aparecimento de cicatrizes? Alguém se pergunta se há comprovação científica do uso benéfico de babosa em tais casos? E para o uso de caninha do brejo para tirar pedras dos rins alguém pergunta se há comprovação científica? E para o emprego de picumã para estancar sangue de machucados? Alguém pergunta se há comprovação científica? E para drenar o pus de um machucado provocado por unha encravada, como se deu comigo há mais de trinta anos, usa-se compressa com água quente. E quem é que pergunta se tal prática tem comprovação científica? Ora, as pessoas, no seu dia-a-dia, usam o que funciona, o que traz bons resultados, independentemente de haver ou não comprovação científica. E digo mais: as pessoas ignoram, em muitos casos, solenemente, e desdenhosamente, conselhos médicos, e se tratam por si mesmas, com os meios que lhes estão mais às mãos. E muitas pessoas nem sequer tomam ciência de médicos e cientistas, e tampouco desejam saber o que eles pensam, e não são poucas as que os desprezam.

Toda essa história de se obter uma comprovação científica do uso deste e daquele medicamento e deste e daquele tratamento é política de desprezo pela sabedoria popular, pelos conhecimentos milenares adquiridos e acumulados pelos nossos avós, bisavós e mais antigos ancestrais. Os profissionais da ciência moderna se arvoram os proprietários exclusivos do conhecimento sobre a vida e a morte. E porque digo “proprietários exclusivos”? Porque excluíram Deus da história.

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Li por aí que há uma tal de Teoria Racial Crítica, que, em resumo, determina que é o homem branco por natureza racista. Que seja tal idéia uma rematada idiotice só os tolos não sabem. Mas o mais surpreendente desta história é que homens brancos na tal teoria citada linha acima vêem um instrumento de combate ao racismo. Tolos! Estão atirando no próprio pé. Estão ao carrasco entregando o machado e oferecendo o pescoço. Se todo homem branco é em sua essência racista, então eles também o são. São assustadoras as imbecilidade e estupidez de tal gente.

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Não é difícil encontrarmos notícias que nos dão a conhecer histórias macabras de mulheres que acusam falsamente homens de as haver estuprado. Pede-se às mulheres que colham as provas para sustentar a acusação, afinal ao acusador – em tais casos, as acusadoras – cabe o ônus da prova. E aparecem defensores – falsos defensores – das mulheres que alegam que em tais casos não é obrigação da mulher colher as provas, pois tal é muito constrandor, e adicionam, então, a conclusão, que, afirmam, encerra-se em justiça para com as mulheres: a de que o homem tem de provar-se inocente. É a total inversão dos valores. Que é constrangedor para a mulher a situação em que se encontra, após seviciada, num processo, ter de provar que a acusação que faz ao homem procede, ninguêm ignora; mas alegar que por causa do constrangimento deve-se dispensar a mulher de responder ao seu compromisso é um acinte à Justiça.

Vejamos, agora, um cenário com outros personagens: um homem acusa outro homem, este homossexual, de havê-lo estuprado. A qual destes dois cabe o ônus da prova? Ao acusador, ou ao acusado? Prevalecerá, neste caso, a pressão da militância?!

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Sempre que um policial branco mata, independentemente das circunstâncias, um homem negro, nasce, por combustão espontânea (financiada e orquestrada por metacapitalistas mais rico do que o Tio Patinhas), revoltas e sublevações sociais que põem cidades inteiras de pernas para o ar. Mas quando um homem, bandido, assassino, seja ele branco, negro, marrom, amarelo ou verde, mata um policial negro, ouve-se o mais retumbante silêncio, que ecoa no labirinto de todas as pessoas em todo o mundo. E onde a revolta dos defensorea dos negros?! Não se ouve um pio a respeito, nem a metade de um pio. 

Dizem aqueles que esbravejam no primeiro caso e calam no segundo que naquele o policial é um agente do Estado, um agente que tinha o dever de agir com justiça, sem preconceitos, sem discriminar as pessoas pela cor da pele. É justo. É o correto. O Estado, neste caso, portanto, falhou ao ter em sua estrutura um racista. E no segundo caso, nada dizem porque não foi um agente do Estado que matou o policial negro. Aqui, fazem distinção entre a violência do Estado e a violência de um cidadão, e culpam o Estado, no primeiro caso, e inocentam o cidadão, este, vítima da sociedade, no segundo. Há duas observações a se fazer: As pessoas que culpam o Estado, no primeiro caso, e inocentam o cidadão, no segundo, são estatólatras, de esquerda, vêem no Estado a instituição suprema infalível; e, não entendem que no segundo caso, o do assassinato do policial negro, o Estado também falhou, pois não protegeu o policial. Nos dois casos, o Estado falhou; no primeiro, ao contratar um agente que não atendia aos requisitos essenciais para o exercício do trabalho de polícia; no segundo: ao não garantir a segurança de um de seus agentes. E é de surpreender que os sábios estatólatras seguem, diante de provas cabais dos limites do poder do Estado, a pintar o Estado como a instituição suprema, infalível. Não sabem tais seres que é o Estado uma abstração, apenas uma abstração, fruto das elucubrações de homens que, porque homens, são falíveis?!

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Os auto-intitulados defensores da liberdade de expressão não admitem que gozem da liberdade de expressar seus pensamentos – nas redes sociais, inclusive – pessoas que não subscrevem o pensamento politicamente correto, a ideologia de gênero, a política dos pronomes neutros, e outras coisinhas mais. São intolerantes os defensores da liberdade de expressão. Para ocultar de si mesmos e de outros a sua intolerância declaram-se anti-facistas e anti-nazistas, e rotulam de facistas e nazistas seus oponentes, assim demonizando-os e justificando a exclusão deles de toda discussão pública.

Isentões, isentos? Rússia x Ucrânia, prólogo da Terceira Guerra. O avatar do Daniel. Cuba, nova revolução. Haiti. E outras notas breves.

Os isentões, carinhas de ares sofisticados, de auto-imagem irrealista, egocêntrica, de isentos nada têm. Põem-se num ponto equidistante, e acima, entre os grupos que eles denominam extrema-esquerda e extrema-direita, aquele resumido no PT e este no Bolsonaro. Aqui já demonstram a falta de equivalência de valores, pois estão a comparar um partido político com um político – o correto seria comparar Bolsonaro e Lula, o que muitos passaram a fazer após a mídia lançar o Barba candidato natural à presidência do Brasil em 2.022. São, acreditam, moderados, serenos, pacíficos, de centro, mas estão a comprar uma narrativa mentirosa que dá Bolsonaro o êmulo natural, em se tratando de radicalismo na política, política revolucionária, de Lula, o reflexo, dele, mas no extremo oposto do espectro político, dando a entender que são ambos os dois figuras do mesmo álbum de fanatismo político de inspiração ideológica autoritária; comparam, e igualam – e sabe-se lá que instrumentos teóricos usam em suas análises -, um ser real, o Lula, com um ser fictício, o Bolsonaro descrito pelos seus inimigos. Mas na hora de decidirem o que fazer, que posição tomar, fincam pé ao lado dos adversários do Bolsonaro, convertem-se em máquinas esquerdistas de moer reputações de não-esquerdistas.

Dias atrás, numa ação de esquerda contra o presidente Jair Messias Bolsonaro, ação que redundou em atos violentos – mas a mídia, confiável que só ela, insiste em classificá-la manifestação pacífica de meninos -, um grupo de peéssedebistas ingênuos – ou tolos? – quis cerrar fileiras ao lado de peceólistas (partidários do P.C.O, Partido da Causa Operária), e foi por eles escorraçado. E, li, alguns partidários do N.O.V.O., em outra manifestação, não sei, no mesmo dia, ou em outro, foram agredidos por esquerdistas, que atuaram com suas urbanidade e civilidade proverbiais, e surpreenderam-se com a agressividade insana deles. Que esses carinhas sofisticados, os isentões, em 2.022 votem, em massa, no Lula, o elejam presidente, que a partir de 2.023, ou antes mesmo, saberão o que é radicalismo, extremismo, fanatismo na política. O silêncio dos isentões a respeito da agressão de peceólistas e outros esquerdistas contra peéssedebistas e novistas é ensurdecedor, e revelador do amor não declarado dos isentistões pela esquerda, conquanto dela ganhem umas belas e inesquecíveis sovas.

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Durante aqueles dias em que Vladimir Putin, o agente da KGB (hoje FSB), enviou dezenas de militares russos para a fronteira da Rússia com a Ucrânia, previu-se uma conflagração entre a terra dos tzares e a OTAN. E não foram poucos que viram em tal capítulo, dramático, que poderia culminar numa tragédia de proporções planetárias, o princípio da Terceira Guerra Mundial, que não se deu, graças a Deus – ou foi adiada. Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, assumiu uma postura de preocupação com o andar da carruagem; foi um dos que previram nos atritos entre Rússia e Ucrânia o estopim da conflagração que se expandiria até abarcar todas as nações. Maurício Alves, em publicações na rede social Facebook, assumiu uma posição contrária: viu no imbrógio eslavo-ucraniano apenas fogo de palha. O desenrolar dos eventos prova – por enquanto – que Maurício Alves estava correto em sua análise.

Jayson Rosa e Maurício Alves merecem atenção, fazem análises excelentes das questões mundiais, principalmente quando divrergem, e quando erram, pois sempre dão informações imprescindíveis para o conhecimento do que está a ocorrer no nosso planeta.

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… e o presidente Jair Messias Bolsonaro insinuou que um tal de Daniel, avatar de um líder revolucionário brasileiro treinado em Cuba, tem consigo alguns segredos acerca de ministros do STF, e coisa e tal. E o universo político nacional, embasbacado, calou-se. E a mídia, que adora atacar o presidente Jair Messias Bolsonaro sempre que ele abre a boca, desta vez emudeceu.

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Os cubanos sublevam-se contra o governo ditatorial, autoritário, totalitário, de Miguel Díaz-Canel, preposto do Raúl Castro. Kleber Sernik, na rede social Facebook, dá-nos informações do que se passa na ilha-cárcere do falecido Fidel, amigo do também falecido escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez e ídolo do igualmente falecido escritor português José Saramago. Parece que tem a mão da C.I.A. na revolta. E Bituka Du Bronx, avatar de Fernando Vaisman, vê associação do que se passa em Cuba com a morte do presidente do Haiti, e com o alusão, pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, de segredos de um tal de Daniel, e com a visita ao Brasil de um alto funcionário da C.I.A. Quem sabe o que se passa nos altos escalões dos governos e dos serviços de inteligência!?

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Não poucos brasileiros pedem por urnas eleitorais eletrônicas auditáveis e apuração pública dos votos. Não acreditam que as urnas são invioláveis, suspeitam que fraudes já ocorreram em pleitos eleitorais anteriores e prevêem que poderá vir a se dar no de 2.022. Mas há quem diga que as urnas são confiáveis; que fraudes são impossíveis; que fraudes são figuras do folclore nacional imaginados por gente de mentalidade rústica, atrasada, antediluviana, isto é, de bolsonaristas (bolsominion, para os íntimos) e do presidente Jair Messias Bolsonaro. Percebe-se nas pessoas – e trato, aqui, de cidadãos brasileiros, e não de políticos, de ministros do STF, de artistas, de intelectuais, de jonalistas – contrárias ao voto auditável, em papel, e apuração pública dos votos, uma rejeição insensata, irracional, que tangencia a má-vontade, a má-fé, não da proposta em si mesma, mas dela porque ela foi esposada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. E o que se lê e se ouve de tais pessoas é deboche, e nada mais do que deboche. Não é de hoje que percebo que muitos anti-bolsonaristas vão de encontro aos seus mais caros valores se ao encontro deles vai o presidente Jair Messias Bolsonaro. É tiro e queda. O Fulano defende “A” e se opõe a “B”; e ao ouvir o presidente falar em favor de “A” e ir contra “B”, automaticamente converte-se num defensor intransigente de “B” e declara-se hostil, e desde o berço, a “A”. Um dos argumentos – se se pode chamar tal asnice de argumento – que aventam contra a proposta do voto impresso é que tal é um retrocesso, o mesmo que tornarmos a usar mimeógrafo e máquina de datilografia. Não entendem os sandeus que se está a falar de justiça eleitoral, de lisura do pleito eleitoral. A turminha do Clube Desportivo Urna Eleitoral Eletrônica Inviolável perdeu de há muito o bom-senso. E um adendo: tal turminha é a mesma que se auto-intitula Seguidor da Ciência, rotula quem não lhe subscreve os mandamentos de Negacionista, e clama pela salvação das Girafas da Amazônia, que estão na iminência de serem varridas da face da Terra pelas mãos genocidas do presidente Jair Messias Bolsonaro.

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Li que está a ocorrer casos de pericardite em pessoas que se imunizaram – pode-se falar que foram imunizadas? – com vacinas de RNA mensageiro. E reportagens que dão notícias de pessoas que morreram em decorrência da vacina e de pessoas que estão a sofrer com os efeitos colaterais provocadas pela vacina.

São as vacinas experimentais? Ora, semanas atrás vi duas reportagens: uma dava notícia da existência de um grupo de um pouco mais de trezentas mulheres grávidas e a outra de um grupo de mais de mil jovens, ambos os grupos a participarem de testes com vacinas, para se mensurar as reações que os participantes dos testes teriam, se eles sofreriam efeitos colaterais. Ora, mas as vacinas não são produtos testados em laboratório, prontos e acabados?! Pra que os testes em humanos?! E surpreendeu-me saber que mulheres grávidas se dispuseram a participar do teste, e após notícia de que mulheres grávidas morreram em decorrência da aplicação da vacina contra o Covid.

*

Dizem os anti-bolsonaristas que é o presidente Jair Messias Bolsonaro genocida.

No livro Terras de Sangue, de Timothy Snyder, dá-se a conhecer o horror vivido pelos poloneses sob a mortífera foice-e-martelo dos comunistas soviéticos e a máquina de matar dos nazistas, comunistas e nazistas a se revezarem na matança aos poloneses. E o autor lembra que a palavra “genocídio” é um neologismo que nasce da fusão de duas palavras, uma de origem grega, outra latina, que significam, a grega, geno, raça, tribo, e a latina, cídio, matar. Foi tal palavra forjada pelo advogado polonês Raphael Lemkin. Genocídio é, respeitando-se o seu significado original, política sistemática de extermínio de um povo patrocinada pelo Estado. Alguns estudiosos entendem que houve apenas um genocídio em toda a história, a da política de extermínio, pelos nazistas, de judeus, outros incluem o Holodomor, matança de ucranianos pelos comunistas soviéticos, nos anos 1930, sob a liderança de Joseph Stalin. Milhões de ucranianos morrerem de fome. Há quem inclua, na lista dos genocídios, o extermínio dos tibetanos pelos chineses comunistas e por estes mesmos comunistas a morte de uygures. Ora, qual política de perseguição sistemática, com o consequente assassinato, a grupos étnicos e raças o presidente Jair Messias Bolsonaro promoveu? Que se saiba, ele jamais aventou uma política de tal cariz. Usa-se chamar o presidente Jair Messias Bolsonaro – e, por extensão, seus aliados e eleitores – de genocida (e de terraplanista, de negacionista, de nazista, de fascista) única e exclusivamente com a intenção de desumanizá-lo, dá-lo não como um ser humano que merece respeito, mas como uma coisa qualquer que pode ser retirada da existência, afinal não é ele – e tampouco os seus aliados e eleitores -, segundo os seus inimigos, um ser humano; e assim justificarão a morte dele e as dos que o seguem e inocentarão quem se dispuser a eliminá-los. “Genocida” é só um rótulo desumanizador.

*

Eleito presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, ainda em 2.018, antes, portanto, de assumir a presidência do Brasil, declarou, de viva voz, em alto e bom som, que exigiria dos médicos cubanos a realização do Revalida e que entregaria a cada médico cubano residente no Brasil seu salário integral. Bastou tais palavras alcançarem os ouvidos dos plenipotenciários cubanos, que estes ordenaram a ida imediata dos médicos cubanos residentes no Brasil a Cuba. E dizem, ainda hoje, que o presidente Jair Messias Bolsonaro expulsou do Brasil os médicos cubanos, acabando, assim, com o programa Mais Médicos. Pergunto-me se os tais médicos cubanos – médicos, ou agentes de infiltração comunista a treinar guerrilheiros e a doutrinar brasileiros com a ideologia comunista? – regressaram a Cuba, ou se circulam por terras brasileiras e nelas exercem a verdadeira tarefa – que não foi a medicina – para a qual foram encarregados.

Li, não me recordo onde, ontem, que há, no Brasil, células terroristas iranianas e cubanas. E que soldados russos estão, na Venezuela, na fronteira deste país com o Brasil. Acredito que não estão lá os agente do Putin a dançarem pagode cossaco e a encherem a cara de vodka.

Os defensores da liberdade, autoritários. Os seguidores da Ciência, anticientíficos. Os sábios que nada sabem. Os idiotas úteis. Arma biológica chinesa. E outras notas breves.

Os heróicos, abnegados defensores da liberdade, lídimos guerreiros da justiça social, neste mais de um ano de fraudemia, revelaram-se tipinhos autoritários, caricaturas da caricatura de Adolf Hitler criada por Charles Chaplin. Em toda família um de seus membros, no mínimo – nas menos desgraçadas pelo vírus do autoritarismo -, revelou-se um patético ditadorzinho de calça apertada; e este era o que mais fazia discursos de amor pela Liberdade, pela Justiça, pela Democracia. Tais criaturas, que se tinham – e ainda se têm – na conta de justiceiras sociais – e justiceiras sociais elas são, mas na sua corrente acepção, a de seres que se atribuem autoridade moral e intelectual, superiores aos reles humanos, dotados do direito, portanto, de massacrar qualquer um com as suas ladainhas moralizantes -, mostraram-se em sua verdadeira mentalidade, que é autoritária, umas explicitamente, mal conseguindo conter seu ímpeto autoritário, outras, esforçando-se para conservar as aparências, emprestando certo respeito pelos próximos, mas não se contendo todo o tempo, deixando transparecer sua animosidade contra quem não lhe segue os passos e suas má-vontade e má-fé.

Nesta era de fraudemia – uma pandemia virtual, que só se viu na mídia e em discursos de médicos e cientistas renomados -, os defensores da liberdade foram os primeiros que perderam – aqueles que a tinham – a capacidade de pensar com racionalidade, ponderar as questões, e a sucumbirem ao bombardeio midiático, que anunciou o apocalipse, e a genuflexionarem-se, reverentes, acovardados e aterrorizados, diante dos micro-ditadores que impuseram as restrições mais severas, mais draconianas, às liberdades do ser humano, como a de ir e vir, a de trabalhar para seu sustento e o da sua família, a de se reunir, livremente, com seus familiares e parentes e amigos.

*

Ninguém é tolo para declarar que não há um vírus a matar pessoas, e que não houve um surto epidêmico de mortes por vírus. Mas acreditar, piamente, que tudo o que se diz do vírus é verdade é ato de gente crédula, e não de gente cética, de espírito científico. Num mundo de gente de carne e osso, e não de gente idealizada a viver num mundo imaginário edênico, políticos, empresários, profissionais liberais, inclusive os da área da saúde, defendem, e muitos inescrupulosamente, seus interesses pessoais, indiferentes ao mal que podem vir a causar a outras pessoas, e alguns deles, cá entre nós, o mal aos próximos desejam.

*

Nada sabem de Ciência os Seguidores da Ciência. Nada. Mas eles se têm na conta de mestres da Ciência porque curvaram-se, temerosos, à autoridade dos heróis midiáticos, médicos e cientistas renomados que os meios de comunicação (melhor: meios de subversão) elegeram sábios, seres dotados de omnissapiência, infalíveis, criaturas celestiais de poderes divinos materialistas, e do materialismo mais chão, mais cru, mais estreito.

*

Aqueles que nestes meses do que se convencionou intitular Pandemia do Coronavírus atribuíram-se dons superiores – e, aqui, falo de pessoas comuns, e não de políticos e cientistas renomados e de presidentes e diretores de organizações mundiais – revelaram-se providos da mais reles paixão pelo mandonismo, de desprezo pela verdade, pelo estudo, de uma arrogância que não encontrou limites, donos de uma auto-imagem doentiamente insensata que lhe satisfaz o ego inflado, inchado. Tais pessoas, acriticamente, acolheram todo o discurso midiático acerca do vírus que tanto nos atormenta. Nada questionaram. E se dizem racionais, pensadores independentes, que ninguém pode manipular. Foram facilmente sugestionados a acolher como verdades, truismos, todo e qualquer discurso que por mais ridículo, esdrúxulo, patético fosse – e talvez por tal razão perderam a razão, aqueles que a possuíam, perdidos num torvelinho de ordens que se anulavam, de narrativas que se contradiziam, desarrazoados insanos de enlouquecer todo e qualquer filho de Deus. E dizem, de peito inflado, pomposos: “Eu sigo a ciência.” e condenam os que eles chamam de negacionistas ao ostracismo. Para eles estes são párias e merecem viver à margem da sociedade porque não acreditam nos médicos e cientistas renomados. Eu ia escrever que os Seguidores da Ciência endeusam os cientistas, mas corrigi-me a tempo. Eles não sabem diferenciar dos cientistas os charlatães, afinal não sabem o que a Ciência é, e não sabendo o que ela é não podem saber quem de fato faz ciência e quem diz fazer ciência mas está apenas a falar em nome dela e não a praticando.

*

Os carinhas se dizem anticapitalistas, defensores da justiça social, pedem o fim da desigualdade de renda, e apóiam medidas restritivas ao comércio, que favorecem, ainda não entenderam os pascácios, as grandes empresas, que têm poder econômico para sustentar prejuízos durantes anos. E as empresas que faliram durante a fraudemia foram as pequenas e as médias. Assim, as grandes empresas conquistaram mercados, monopolizaram muitos deles, sem precisarem provar que são os mais competentes. Ora, no ano passado reportagens indicaram que os homens mais ricos do mundo, bilionários, enriqueceram-se, enquanto os mais pobres empobreceram. E sabem disso os anticapitalistas defensores do fim da desigualdade de renda. Mas tais néscios não atinam com a relação entre medidas restritiva ao comércio e o empobrecimento dos mais pobres e o enriquecimento dos mais ricos. São, ou não são, úteis aos metacapitalistas os idiotas que dizem combater o Grande Capital?!

*

De algumas semanas para cá, pululam na mídia americana notícias que informam que é o coronavírus uma arma biológica desenvolvida pela China. Se é, não sei. Parece-me muito grosseira a história que narram. Dar à China, exclusivemente à China, a culpa pelo flagelo que oito bilhões de humanos enfrentam é, assim vejo, um atentado contra a inteligência humana. Penso que há muita gente poderosa, no Ocidente, esquivando-se de suas responsabilidades, melhor, irresponsabilidades, pelo que promoveram neste ano e meio de recrudescimento de políticas autoritárias subjacentes e justapostas às políticas ditas sanitárias que em nada melhorou a situação. Não tenho, é óbvio, e eu nem precisaria tocar neste ponto, conhecimento do que se passa nos suntuosos escritórios de chefes de Estado, de diretores de organizações mundiais, de presidentes das farmacêuticas e das Big Techs, e das mansões dos patriarcas das famílias dinásticas que mandam e desmandam em nosso mundo; mas nada me impede de imaginar que no Ocidente há muita gente poderosa com insônia temendo ver seu busto exposto em praça pública, cuspida e coberta de sujidades. Apontam o dedo acusador para o Partido Comunista Chinês, o bode expiatório, pessoas que até ontem foram, dele, seus mais fiéis aliados. É o Partido Comunista Chinês o boi de piranha. Muita gente poderosa que compartilha com os comunistas chineses de sua visão de mundo materialista, anti-religiosa, e que ambiciona criar um governo totalitário global seguem na promoção de suas políticas anti-humanas enquanto o mundo concentra seus olhos na China.

Eu disse, linhas acima, que entendo grosseira a narrativa que dá a China protagonista – antagonista do Ocidente – de uma história de ingredientes bélicos a preparar-se para a Terceira Guerra Mundial, que seria uma guerra biológica, e não química, como a primeira, e tampouco atômica, como a segunda. E seria o coronavírus a arma que ela empregaria contra o Ocidente. A intenção da China, dizem, era lançar nos países ocidentais o vírus para colapsar-lhes o sistema de saúde. Ora, parece-me muito grosseira tal artimanha, pois os países ocidentais rastreariam a origem do vírus até a sua origem – como dizem estar fazendo neste momento com o chinavírus, que se originou num laboratório de virologia de Wuhan – e contra-atacariam com um vírus de equivalente poder, ou superior. Penso que a guerra que se faz hoje é mais sutil, e os povos ocidentais têm em seus próprios governos seus inimigos, e também nas organizações mundiais que sustentam com impostos escorchantes. O vírus é a arma biológica que o governo chinês pretendia lançar contra os países ocidentais, ou os governos dos países ocidentais declaram que é o vírus chinês uma arma biológica chinesa contra a qual eles têm o antídoto, este a verdadeira arma biológica? Não podemos ignorar que os governos ocidentais oprimem seus povos, e muitos deles – aqui no Brasil, prefeitos e governadores, e vereadores e deputados, estaduais e federais, e senadores, e juízes – comem nas palmas das mãos, dos comunistas chineses, uns, dos metacapitalistas ocidentais, outros, metacapitalistas ocidentais e comunistas chineses, cada um ao seu modo, a arquitetarem um edifício totalitário global.

*

No ano passado, Sérgio Moro, na condição de herói nacional, de patrimônio brasileiro, homem de quem todo brasileiro se orgulhava, revelou-se um vilão, o Marreco de Maringá – assim o indigitavam alguns daqueles que não o viam com bons olhos -, derrubando o queixo de muitos milhões de brasileiros. Lembro-me que tão logo ele se revelara em sua inteireza, para desilusão e tristeza de muitos, profissionais da área jurídica cerraram fileiras ao seu lado, enalteceram-lhe a biografia, da qual o então Ministro da Justiça era cioso, e pediram, melhor, exigiram, uns, o impeachment do presidente Jair Messias Bolsonaro, e outros, o caluniaram com nomes que simulavam educação e vocabulário aparentemente sofisticado. Não hesitaram em condenar o presidente Jair Messias Bolsonaro. Para homens das Leis, representantes da Justiça, eles se revelaram desprovidos de senso de Justiça, afinal, tinham ouvido até então uma lado da história, a contada por um dos seus, o acusador Sérgio Moro, e ignoraram o acusado, o presidente Jair Messias Bolsonaro, cuja voz não tinham ouvido e não pretendiam ouvir, e a rejeitaram antes mesmo de ouvi-las. E a ouviram, e no mesmo dia em que ouviram a de Sérgio Moro, e a rejeitaram. E anteviram a revelação aos olhos de todos da má conduta que ao presidente Jair Messias Bolsonaro o Sérgio Moro imputara. E até hoje, decorridos quatorze meses daquele fatídico dia, nada de o Sérgio Moro revelar os podres que ele atribuíra ao presisente Jair Messias Bolsonaro. E muitos profissionais de justiça ainda têm Sérgio Moro na conta de herói e rejeitam, terminamtemente, de antemão, toda réplica, com intransigência. Mas nada se provou contra o presidente Jair Messias Bolsonaro nestes meses todos. Mas Sérgio Moro revelou-se um homem inculto, imerecedor de confiança, homem que, nos meses que se seguiram, aproximou-se dos tipos mais desprezíveis da política brasileira. E penso na conduta dos profissionais da classe jurídica que ainda o enaltecem. Conduta corporativista, entendo eu, e de auto-proteção. Tais personagens têm auto-imagem favorável, entendem-se membros de uma casta social superior, culta e sofisticada, seres divinos. Mas eles sabem que a imagem pública deles é uma farsa, maquiagem apenas, à qual se agarram com unhas e dentes, cientes de que não são os seres superiores que dizem ser; daí um dos seus, Sérgio Moro, revela-se, e por seus recursos intelectuais superiores aos dos seres humanos, um tipo incomum em sua ignorância, incultura e ausência de valores elevados, e eles correm, constrangidos, não erro em dizer que aterrorizados, para blindá-lo, pois se ele se revela um tipo abaixo da média do comum dos homens, reles, eles se sentem atingidos, expostos em sua verdadeira estatura, membros de uma classe que vive de aparências.

Os homens – e as mulheres também, óbvio – que, trabalhando para a Justiça com seriedade e sinceridade e humildade, talentosos e inteligentes, donos de integridade moral, não mediram palavras nas críticas ao Sérgio Moro, diga-se de passagem; os que eu vi a brindá-lo foram os pernósticos, os presunçosos, os que se arvoram, porque ostentam um título, seres superiores.

Quando eu terei a minha vida de volta? – Uma fábula do tempo do coronavírus.

Capítulo 1

– Fique duas semanas na sua casa, protegido. Nela, o coronavírus nenhum mal poderá fazer a você. Não saia da sua casa. O coronavírus está la fora, na rua. Proteja-se. Fique na sua casa durante duas semanas. É a orientação de médicos e cientistas renomados. Para a sua proteção. Assim que passarem as duas semanas, você terá de volta a sua vida. Fique em casa.

– Sim, senhor.

Capítulo 2

– Senhor, já se passaram as duas semanas. Posso ter a minha vida de volta?

– Não. Não pode. Evite aglomerações e use máscara em locais públicos e nos estabelecimentos comerciais, nas igrejas, nos consultórios médicos, nos escritórios de advocacia; enfim, em todo lugar.

– Mas, senhor… Por quê?

– Médicos e cientistas renomados, após novos estudos, descobriram que evitar aglomerações e usar de máscara são essenciais para o combate ao coronavírus.

– Mas, senhor, durante quanto tempo deverei usar máscara e evitar aglomerações?

– Seis meses.

– E depois de seis meses terei a minha vida de volta?

– Sim. Evite aglomerações e use máscara. E em seis meses você terá de volta a sua vida. Use máscara. Evite aglomerações.

– Sim, senhor.

Capítulo 3

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Você terá de se vacinar.

– Vacinar-me!? Mas o senhor me disse que…

– Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus é mutante e provoca ondas epidêmicas, uma, duas, várias, e que o único meio de vencê-lo é vacinando-se, para se adquirir imunidade.

– Entendi, senhor. E a máscara!? Posso descartá-la!?

– Não. Use-a. Para a sua proteção. Durante os novos estudos, médicos e cientistas renomados descobriram que o uso contínuo e ininterrupto de máscara reforça a proteção e a imunidade. Continue a usá-la.

– E aglomerações…

– Evite-as. Evite-as.

– Senhor, eu poderei, após vacinar-me, dispensar a máscara?

– Sim. Vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 4

– Senhor, eu me vacinei. O senhor me dá a minha vida de volta?

– Não posso. Cientistas e médicos renomados, após novos estudos, descobriram que o coronavírus ainda não foi embora.

– Não foi!?

– Não.

– Mas… Senhor, eu quero comemorar o aniversário de meu filho mais novo. Ele faz seis anos, na próxima semana. Minha esposa e eu queremos lhe dar uma festinha… convidar os amigos…

– Não pode. Aglomeração de pessoas favorece o coronavírus, que se transmite, rapidamente, entre as crianças.

– Entendo, senhor, entendo.

– Ótimo.

– Mas… Mas, senhor, agora que estou vacinado, e imunizado contra o coronavírus, não preciso usar máscara…

– Precisa, sim. Precisa.

– Preciso!? Mas… Senhor…

– Médicos e cientistas renomados descobriram, após novos estudos, que o uso de máscara é indispensável. O coronavírus está mais forte do que nunca. Use máscara.

– Durante quantos dias?

– Dias, não. Meses. Durante seis meses. Use máscara.

– Sim, senhor.

Capítulo 5

– Senhor, passaram-se os seis meses. Posso ter a minha vida de volta?

– Ainda não.

– Não!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus voltou com força total. Irá matar milhões de pessoas, se nos descuidarmos, se afrouxarmos as medidas de segurança.

– E o que tenho de fazer, senhor?

– Vacinar-se.

– Vacinar-me!? Mas, senhor, eu já me vacinei.

– Você precisa de mais uma dose. A segunda.

– Mais uma dose!?

– Sim. Médicos e cientistas renomados dizem que é necessário fortalecer o sistema imunológico. O coronavírus sofreu mutação, e está muito forte. Vacine-se. Vacine-se com uma outra dose, a segunda.

– Sim, senhor.

Capítulo 6

– Senhor, eu me vacinei duas vezes. Duas doses. Posso ter a minha vida de volta?

– Não.

– Não!?

– Não. Cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus é resiliente, muito resiliente. Não morreu.

– E o que eu tenho de fazer, senhor?

– Ficar em casa, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e usar máscara. E vacinar-se.

– Vacinar-me!?

– Sim. É preciso vacinar-se. Você tem de tomar a terceira dose da vacina, para reforçar o seu sistema imunológico.

– Mas, ficar em casa…

– Fique em casa, para evitar aglomerações.

– E a máscara…

– Use máscara.

– Mas, e a minha vida!?

– Você a terá de volta se ficar em casa, usar máscara, evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social, e vacinar-se.

– E em quanto tempo terei a minha vida de volta?

– Seis meses. Fique em casa, evite aglomerações, mantenha o distanciamento social, use máscara, e vacine-se.

– Sim, senhor.

Capítulo 7

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?!

– Não posso.

– Não pode!? Não!? Mas o senhor…

– Não podemos relaxar as medidas de combate ao coronavírus.

– Mas já se passaram os seis meses.

– Eu sei. Mas cientistas e médicos renomados descobriram, após novas pesquisas, que o coronavírus se fortaleceu. Agora, ele consegue entrar nas casas das pessoas.

– Mas, então… Então, senhor… Então, de que adianta eu me trancar em minha casa, se o coronavírus está lá dentro?!

– O coronavírus que está fora da sua casa é mais forte.

– Mas…

– Não seja um negacionista. Respeite a ciência.

– Mas…

– Agora terei de instalar câmaras dentro da sua casa.

– Câmaras dentro da minha casa!? Mas…

– O que você teme?

– Eu!?

– Sim. Você. O que você teme? Você maltrata seus filhos?

– Não.

– Você espanca sua esposa?

– Não.

– Você pratica, dentro da sua casa, alguma atividade criminosa?

– Não.

– Quem não deve, não teme.

– Mas, senhor minha esposa, meus filhos e eu temos a liberdade…

– Vocês não têm o direito de serem individualistas egoístas num momento em que toda a sociedade sofre por causa de um vírus mortal, para cujo combate se fazem necessárias políticas de interesse coletivo, que se sobrepõem aos, e anulam os, desejos egoístas dos indivíduos. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi.

– Todos, para o bem-comum, temos de fazer a nossa parte; todos temos de sacrificar um pouco da nossa liberdade, para o bem de todos.

– Entendi.

– Instalarei câmaras de vigilância em todos os cômodos da sua casa, onde você, sua esposa e seus filhos terão de respeitar o isolamento social e evitar aglomerações. Dois de vocês não poderão se conservar, ao mesmo tempo, no mesmo cômodo. Terão de estabelecer regras de conduta, para não se cruzarem nos corredores de sua casa. Entendeu?

– Sim, senhor. Entendi, sim, senhor. Mas, senhor, as câmaras não ficarão na minha casa para sempre, ficarão?

– Não. Ficarão, lá, apenas durante seis meses, até o coronavírus se enfraquecer; para ele se enfraquecer, basta vocês respeitarem o isolamento social dentro da sua casa e evitar aglomerações. Respeite tais medidas, que em seis meses você terá a sua vida de volta.

– Sim, senhor.

Capítulo 8

– Senhor, passaram-se os seis meses. O senhor me devolve a minha vida?

– Não posso.

– Por quê, senhor!? Por quê!?

– Cientistas e médicos renomados descobriram, após novos estudos, que o coronavírus se fortalece, dia após dia, porque há muitos seres humanos no planeta Terra, cujos recursos naturais estáo saturados, e que se enfraquece, debilita-se. E os humanos consomem muitos produtos naturais.

– Mas os recursos naturais não se renovam, senhor?!

– Não seja um negacionista fanático, intolerante, radical!

– Mas, senhor, o que tiramos da terra à terra restituímos.

– Você é um negacionista intransigente. Terá de ser reeducado. Você, e sua esposa e seus filhos. Vocês terão de assistir aos programas e documentários educativos oficiais cujo teor considera as descobertas científicas de médicos e cientistas renomados, e não de charlatães obscurantistas, religiosos medievalistas fanáticos, inquisitoriais. E tiraremos de você, de sua esposa e de seus filhos acesso a meios de comunicação e livros que não reproduzem a política oficial elaborada, nas organizações internacionais, por médicos e cientistas renomados. Você, sua esposa e seus filhos permanecerão recolhidos à sua casa durante seis meses. E as câmaras serão de imprescindível utilidade para educar vocês, impedir que vocês incorram em algum desatino, que possa jogar por terra todo o nosso esforço e recursos que empregamos no combate ao coronavírus. Você entende a importância de persistirmos em nossa política de contenção do coronavírus?

– Sim, senhor. Entendo…

Capítulo 9

– Senhor, já se passaram os seis meses. O senhor me devolve…

– Não posso.

– Não!?

– Não. O coronavírus é resiliente. E resistente. E mais resistente do que se pensava. Cientistas e médicos renomados descobriram que, agora, devido o adoecimento da Terra, causado pelos seres humanos, que são numerosos, o coronavírus fortaleceu-se. Compreenda: Enfraquece-se a Terra; fortalece-se o coronavírus. Há uma relação direta entre o fortalecimento do coronavírus e o enfraquecimento da Terra. Não podemos descuidar. E os cientistas e médicos renomados propõem a redução da população humana; assim, havendo menos seres humanos, a Terra recupera sua energia, e fortalece-se, e o coronavírus enfraquece-se, consequentemente. Todos temos de fazer a sua parte de sacrifício, participar do esforço de eliminar o coronavírus, e para tanto é indispensável que a Terra se fortaleça.

– E o que devo fazer, senhor?

– Após seis meses educado pelos nossos programas educativos, você está apto a, compreendendo a periclitante situação atual, praticar atos que condizem com a de homens abnegados, responsáveis, que têm compromisso com o bem-comum, homens que, honrados, põem a saúde da coletividade acima de seus interesses mesquinhos. Você terá de suprimir à vida sua esposa e seus filhos, para libertá-los do terror em que o mundo se converterá caso a Terra se enfraqueça, e, consequentemente, o coronavírus se fortaleça. O governo mundial oferecerá a vocês todos os instrumentos mecânicos, e legais e morais para você executar a inadiável tarefa. Você entende a importância de seu gesto, não entende?

– Sim, senhor, entendo.

– Então, não permita que sua esposa e seus filhos vivam num mundo assustadoramente devastado pelo coronavírus. Dê a eles uma digna morte.

– Sim, senhor.

Capítulo 10

– Senhor, minha esposa e meus filhos estão num outro estado existencial. Libertei-lhes os espíritos da prisão carnal. Salvei-os. O senhor me dá minha vida de volta??

– Não posso. Cientistas e médicos renomados descobriram que a Terra ainda está fraca, e o coronavírus, forte. Não podemos afrouxar as medidas de contenção do coronavírus.

– E o que devo fazer, senhor? Diga-me. O que devo fazer para ter a minha vida de volta?

– Mate-se.

– Sim, senhor.

… e todos viveram felizes para sempre.

Fim.

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