Homem branco é racista. Homem é estuprador. Salário justo. Preso abusivo. E outras notas breves.

Diz a lenda politicamente correta, numa teoria pra lá de bizarra, que todo homem branco é, porque branco, racista. E há homens brancos que concordam com tal sandice! Que tiro no pé! Sandeus! Insano é quem concebeu tal idéia, e louco, doido varrido, o homem branco que nela vê um instrumento de justiça social, uma arma contra o racismo.
E a sandice não para por aí. Há uma outra lenda politicamente correta, tão bizarra quanto a apresentada no parágrafo anterior, que ensina que é todo homem, porque homem, estuprador. E há homens que entendem que tal idéia diminui o preconceito contra a mulher. Que tiro no pé!
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Um passarinho me contou que há intelectuais geniais, suprassumos da inteligência humana, que defendem uma idéia que, dizem, rendundará, se aplicada no mundo real, em justiça social: Para cada trabalhador um salário que lhe atenda as necessidades. Que interessante. Vejamos como tal idéia funcionaria no mundo real. Há, num banco, três caixas, um deles é jovem, solteiro, o outro é homem de hábitos simples, casado, e bem casado, com mulher pacata – e tem este casal dois filhos – e o outro, mulherengo, casado com uma virago, sustenta duas amantes, ambas muito belas, apreciadoras de luxo. Todos os três caixas empreendem tarefas equivalentes durante seis horas diárias, de segunda à sexta. O primeiro aqui apresentado, solteiro, gosta de motos. Para responder às suas necessidades, precisa, por mês, de R$ 2.000,00, e o banco lhe paga tal salário. O segundo caixa tem de sustentar esposa, e dois filhos, estes, jovens, ambos a viverem em meio à tecnologia, sempre a pedirem aos seus pais telefones celulares novos, notebooks e outras parafernálias. Para satisfazer às suas necessidades, tem o caixa um salário mensal de R$ 8.000,00. E agora o terceiro caixa. Ele tem de atender às suas necessidades, que o leitor pode imaginar quais sejam, e recebe, todo mês, R$ 50.000,00. Faz sentido tal idéia?! Há quem diga que sim!
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Tal empresa está cobrando um preço abusivo por tal produto. O que é preço abusivo? Como se faz o preço de um produto?
A empresa “A” cobra “x” pelo produto “&”, e a empresa “B” cobra, pelo mesmo produto, “x” mais “meio x”. É abusivo. Temos a planilha de custos de cada empresa? sua escritura contábil?
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Desapropria-se propriedades particulares ou de forma violenta, ou pacífica, esta via carga tributária pesadíssima e regulamentos draconianos.
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Há intelectuais de direita – que se dizem apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro – que estão a atacá-lo com suas críticas construtivas, alcunhando-o traidor de seus aliados e eleitores. Dizem que ele não faz a guerra ideológica essencial para vencer o comunismo. Pergunto-me se os comunistas podem agir se lhes tirarem os meios de ação, se lhes estrangularem os canais de financiamento. O governo Bolsonaro não está, ao combater o narcotráfico, ao construir estradas e pontes e ferrovias no Brasil, e não no exterior, ao acabar com o financiamento, sem fiscalização, de projetos culturais, ao enxugar a máquina do Estado, ao reduzir consideravelmente o gasto com propaganda, prejudicando os comunistas?

O que o trabalhador produz ao trabalhador pertence. Boa idéia.

Após encerrado o expediente, o trabalhador admira os cem produtos que ele produziu naquele mês. De peito estufato, vai até o capitalista:

– Ô, explorador, o meu salário, faz favor.

– Aqui está.

– Que!? Só!? Mil e quinhentos!? Tudo o que produzi vale quanto?

– Quarenta mil.

– Então, explorador, então! E você me paga com mil e quinhentos!? É escravidão que diz?!

– Ora, rapaz. Tenho de pagar os fornecedores de matéria-prima, o contador, a empresa de fornecimento de energia elétrica, a de fornecimento de água, os impostos que o governo me arrancam, e…

– Não me interessa. Eu, eu, eu produzi aqueles cem produtos. E eles valem quarenta mil. Quarenta mil, e não mil e quinhentos. Ouviu?! Entendeu?!

– Ora, eu sei quanto eles valem. Fiz as contas. E o seu salário está embutido no preço final. E tenho de tirar minha margem de lucro, para recuperar o capital inicial.

– Quero quarenta mil.

– Que!? Que absurdo. E eu recuperarei o que investi?!

– Não me interessa! Quero quarenta mil!

– E viverei de quê?! Diga-me.

– Você está me explorando. Se eu produzi aqueles produtos, eles são meus, e não seus.

– Para produzi-los, você usou as minhas máquinas, o meu estabelecimento, a energia que eu pago.

– Deixe de conversa fiada, explorador. O que produzi é meu.

– É justo que você receba os quarenta mil pelo que você produziu, se você produziu o que produziu com as matérias-primas que eu comprei?!

– É. É claro que é. O que eu produzo é meu. Se o que produzi vale quarenta mil, e não mil e quinhentos, então você me deve quarenta mil.

– O que você produziu é seu?

– É.

– Você produziu aqueles cem produtos?

– Produzi.

– Então leve-os para a sua casa.

– O quê!? Que absurdo!

– São seus aqueles cem produtos, não são?

– Sim. São meus. Eu os produzi, são meus, portanto.

– Trate, portanto, de retirá-los do meu depósito.

– Quê!? Como farei isso!? Não tenho como tirá-los daqui.

– Problema seu. O depósito é meu. E eu não quero os seus produtos aqui.

– Mas eu não tenho como tirá-los…

– Se quiser, mantenho-os aqui, mas você terá de me pagar aluguéis mensais.

– Aluguéis?? Mas não tenho dinheiro.

– Não é problema meu. Pague-me aluguel, ou tire-os daqui.

– Mas… Mas o que farei com eles?! Eles não me servem de nada.

– Venda-os.

– Que. Vendê-los?! Mas eu não sei vender produtos; sei apenas produzi-los.

– Contrate um vendedor.

– Quê!? Contratar um vendedor!?

– Sim. E pense: O produto é de quem produz, ou de quem o vende?

– Mas… Mas… E o meu salário!?

– Já está pago.

– Tá pago?? Como assim?!

– Os produtos são seus; você os produziu. Não devo mais nenhum tostão a você.

– Mas.. e se eu não os conseguir vender?!

– Nada posso fazer. É assunto seu, e não meu.

– Mas eles não têm valor, para mim, se guardados em minha casa. E se ninguêm comprá-los?!

– Não quero saber. Não me intrometo em assunto que não me diz respeito.

– Mas… Se ninguém comprá-los, eles não têm valor, pois ficarão encalhados na minha casa.

– Não quero saber.

– Se eu não vender nenhum deles, eu não terei os meus quarenta mil.

– Por gentileza, retire do meu depósito os seus produtos.

– Espere um pouco, senhor.

– Diga, e logo. Tenho de ir-me. Espera-me a minha esposa.

– Tenho uma proposta para fazer ao senhor.

– Sou todo ouvidos.

– Compre-me os meus cem produtos.

– Mil e duzentos. É pegar ou largar.

– O quê!? Mas… Mas… Mas…

– Retirei-os daqui. Já. Imediatamente. Ou pague-me aluguel. Diária: cinquenta.

– Mas… Mas… Mas…

– Retire-se. E carregue com você os seus produtos.

– Mas… Mas… Mas… Tudo bem… Aceito… Aceito os…

– Mil e duzentos. Aqui estão.

– Obrigado.

– Disponha.

Qual é o valor da nota de R$ 200,00? Ou: Não brinque com o seu chefe.

– Chefe, eu tenho uma proposta para o senhor.
– Por favor, diga-me qual é. Quero ouvi-la.
– É a respeito do meu pagamento.
– Fique à vontade.
– Eu não quero, chefe, que o senhor aumente o meu salário.
– O quê!? Você enlouqueceu?! Não entendi. Explique-se.
– O senhor soube que o Bolsonaro criou a nota de R$ 200,00, não soube?
– Ouvi falar.
– Então, chefe… Todo mês o senhor me paga o salário com doze notas de R$ 100,00, certo?
– Certo.
– Eu estava pensando, chefe, com os meus botões… Eu ia pedir ao senhor um aumento de salário, mas não quero que o senhor o aumente, não.
– Você enlouqueceu?!
– Deixe-me explicar. Todo mês o senhor me paga o salário com doze notas de R$ 100,00. E eu não quero receber mais do que recebo todo mês, as doze notas que o senhor me dá. Mas, chefe, assim que o Bolsonaro soltar as notas de R$ 200,00, o senhor poderá me pagar, todo mês, o meu salário com doze, e só doze, notas, mas das de R$ 200,00, e não com as de R$ 100,00 costumeiras?
– Estou pensando em reestruturar a empresa, e reduzir custos com a folha de pagamentos…
– Foi só uma brincadeira, chefe. Já ‘tou indo trabalhar.

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