Meios de comunicação!? Bolsonaro, a vacina e a máscara. Fauci e Wuhan. E outras notas breves.

Os meios de comunicação comunicam o quê? Dizem por aí que transmitem informações a respeito de fatos, fatos verídicos, sem distorcê-los, sem interpretá-los. Há quem acredite ser verdadeira tal sentença. Um truismo. Na minha outra vida, eu, um ingênuo que mal suspeitava da hombridade dos profissionais dos meios de comunicação, acreditava que era real a imagem de nobreza, confiança, dos assim chamados meios de comunicação – jornais, revistas, televisão. Sei, hoje, que eles não são nada além de meios de subversão.

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Enquanto em alguns blogs e sites nacionais, poucos, e, principalmente, nos americanos, fala-se de Anthony Fauci, da fuga, facilitada, ou não, tal questão está em aberto, do vírus chinês de um laboratório de virologia de Wuhan, a grande mídia tupiniquim dorme, num universo paralelo, em berço esplêndido. Não toma conhecimento do assunto que está agitando sites e blogs independentes. Melhor: conhecimento da questão os profissionais da mídia têm, mas eles não têm interesse em fazê-la cair na boca do povo. Que o povo nunca venha a saber de Fauci, do laboratório de virologia de Wuhan, do aumento de função do vírus, que, artificial, foi criado em laboratório, e coisa e tal.

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Há um ano, no primeiro capítulo da Epidemia – Fraudemia, digamos a verdade – do Coronavírus – Mocorongovírus, segundo o Barnabé Varejeira, meu amigo – anunciava-se: a vida voltará ao normal assim que tivermos a vacina – e as pessoas se vacinarem, é óbvio. Deixariam, então – o futuro alvissareiro prometido pelos onipresentes especialistas da Medicina e da Ciência -, de haver razão para se conservar restrições à movimentação de pessoas em locais públicos, aglomerações no interior de propriedades privadas, atividade comercial, e para a obrigatoriedade de uso de máscaras. Mas, mas… O presidente Jair Messias Bolsonaro – nas palavras de um homem de mãos calejadas, Bomnosares – o nosso querido Capitão Bonoro, resolveu – e tinha de ser ele, ó meu Deus! – dizer, em público, em ato e bom som, que as pessoas já vacinadas e as que já foram infectadas com o mocorongovírus não têm de ser obrigadas a usarem máscaras em locais públicos. E não é que os onipresentes, e também omnissapientes, especialistas, reprovaram-lhe as palavras! Ora, se as vacinas, dizem por aí, imuniza as pessoas vacinadas, que, agora, não transmitem vírus e não são mais por ele infectadas, por que têm elas de usarem na cara a máscara?!

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Com a vacinação – foi o que se disse desde que o mundo é mundo -, reduzir-se-ia os casos de infecção e morte por vírus chinês. E não mais seriam necessárias medidas restritivas ao comércio e à circulação de pessoas em locais públicos. Dá o que pensar a manutenção e, em alguns casos, a ampliação, de medidas restritivas – quarentena, lockdown, fica ao gosto do freguês – por presidentes de países cuja população está quase que em sua metade vacinada. Cito o Chile e o Uruguai, que decretaram novos lockdowns.

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O presidente da Argentina, Alberto Férnandez, decreta lockdown, após meses de lockdown, para conter o avanço da pandemia, que os lockdowns anteriores não contiveram. E na cidade brasileira de Araraquara, umas das mais severas na aplicação de restrição à livre movimentação de pessoas, não se vê os prometidos bons resultados dos lockdowns e quarentenas. Enquanto isso, no Texas, um dos estados dos Estados Unidos, toda restrição à livre circulação de pessoas foi suspensa e foi eliminada a obrigatoridade ao uso de máscara, e os casos de morte pelo vírus despencou de um dia para o outro, para surpresa de todos. E os onipresentes e omnissapientes especialistas em segurança sanitária não tomaram conhecimento de tais informações.

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Disseram que a vacina é um produto pronto e acabado. E eu vi, dias atrás, numa reportagem, que um grupo de mais de trezentas mulheres grávidas participam de uma pesquisa para analisar os efeitos da vacina em gestantes. Epa! Parem a Terra, que eu quero descer. A vacina ainda está em fase experimental?! Estão testando os efeitos dela em mulheres grávidas?! E eu, e só eu, estranhei o teor da reportagem?!

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Há quem proponha que o Estado deva punir com cárcere privado numa fétida enxovia todo e qualquer cidadão da selva brasílica que ousar dizer que a vacina é uma porcaria e que o tratamento precoce salva vidas. E quem propõe tal política tem em mente o bem-estar da humanidade, é claro. Pergunto-me onde fica o debate científico aberto, franco, na cabeça de tal gente.

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Médicos e cientistas. Redes sociais. Petróleo e fontes renováveis de energia. Mário Novello e Universo Inacabado. E outras notas breves.

– Você não acredita nos médicos e cientistas renomados que estudaram cinco anos em faculdades de Medicina; que dedicaram décadas à profissão médica? E os cientistas não contam com a sua confiança por quê? Eles estudaram em faculdades de boa reputação. Apreenderam inúmeros conhecimentos. E você sabe o que de ciência? Nada. Você se opõem aos médicos e aos cientistas só porque você é a favor do Tratamento Precoce e contra a vacinação e foi contrário às regras sanitárias. Você é contra a vacina? Você se formou em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp?

– Eu poderia poupar você de constrangimento, mas decidi não o fazer. Primeiro, às duas perguntas que você me fez respostas grosseiras, que você merece ouvir: Para a primeira: Você é contra ou a favor da farinha de trigo? Para a segunda: É claro que eu não me formei em Medicina e Ciência pela Universidade do WhatsApp; formei-me em tais áreas pela Universidade do Telegram. Agora, falando sério: Não há razão de ser a primeira pergunta. Ser contra ou a favor da vacina não é a questão. Deve-se perguntar por que se vacinar contra um vírus que causa gripe, se o ser humano é em sua maioria imune a ele. Quase todas as pessoas infectadas pelo vírus sentem, se muito, um desconforto. E pelo que se sabe até agora, pessoas doentes, de baixa imunidade, velhas ou não, podem adoecer e morrer, se não tratadas adequadamente logo que a doença se manifesta. Ora, o mesmo se dá com qualquer gripe. Não há, portanto, razão para tanto bafafa em torno da vacinação. E tampouco vacinação em massa, que interessa à indústria farmacêutica. E eu sou, sim, e deixo isso bem claro, defensor do Tratamento Precoce, e para todas as doenças. Por que as pessoas infectadas pelo coronavírus não podem ser medicadas logo que se apresentam os sintomas?! E querem muitos política mundial de vacinação obrigatória. Pra quê!? E a sua segunda pergunta é apenas uma demonstração de sua presunção, de sua auto-imagem supervalorizada. Você é da galerinha do Eu Sigo a Ciência, cujos associados jamais leram um texto de ciência; são tipinhos pernósticos, posudos, que adoram alcunhar Negacionista quem não tem opiniões convergentes às dos heróis midiáticos. E para concluir: Faço-me a pergunta: os médicos e os cientistas, todos eles, são honestos? Esta é a pergunta que importa.

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Toda invenção humana pode ser bem empregada, para o bem de todos, ou mal empregada; uma faca pode ser usada para cortar carne, ou para matar uma pessoa; um tijolo usa-se numa parede de uma casa, ou encaixa-se, com pancada mortal, na cabeça de algum desavisado; a energia nuclear emprega-se em quimioterapia, ou em bombas; e as unhas compridas mulheres as esmaltam, embelezando-as, agradando os olhares de homens, outras, no entanto, as usam com um único propósito: beliscar o consorte sempre que ele desvia o olhar para o saracoteio sedutor de uma jovem de belo patrimônio.

Registradas as primeiras palavras desta minha nota breve, trato, agora, das Redes Sociais, este instrumento, esta invenção, bem explorada por uns, mal explorada por outros; aqueles que a usam sem dela extrair todo o seu potencial perdem-se em futilidades, mexericos, coisas, enfim, de nenhum valor, ou, o que é pior, de valor negativo. Acerca deles me calo. E também não falo daqueles que a usam bem. Trato do bem que elas proporcionam àqueles que bem a usam. Que toda pessoa, inclusive as mais sensatas, percam preciosos minutos em futilidades – nada que surpreenda, afinal também são eles seres de carne e osso – não é de surprender. Há pessoas que sabem melhor ocupar o tempo que usam viajando pela Redes Sociais. E tais pessoas nelas encontram muita coisa de valor publicada por muita gente de valor. Há assuntos para todos os gostos, Economia, Política, Teologia, Filosofia, Arte, História, Revistas em Quadrinhos, Ciência, todos os temas, enfim. No Facebook, por exemplo, encontram-se página de arte; em uma delas, Ars Europe, pode-se admirar pinturas de Giacomo Francesco Cipper, Rembrant, Charles Lemire (Lemire, the Elder), Neri di Bicci, Antonio del Castilho Saavedra e Charles-Antoine Coypel. Cito apenas estes seis nomes, que vi hoje – de cada um deles, uma pintura. Quem aprecia a História do Brasil, pode muito aprender com a página A Terra de Santa Cruz, na qual, hoje, vi uma pintura, Gato com Papagaio, de Nicolas-Antoine Taunay. E quem aprecia Política, Filosofia, Teologia, Educação, conta com incontáveis escritores, de altíssimo nível, todos a publicarem textos muito bem escritos. Dentre os muitos, inteligentes e cultos, que publicam seus textos no Facebook, elenco alguns: Rodrigo Micelli, Maurício Mühlmann Erthal, Victor Vonn Serran, Maurício Alves, Aldo Lebed, Kleber Sernik, Guillermo F. Piacesi Ramos, Elisa Robson, Rodrigo Gurgel, Filipe G. Martins, Wagner Malheiros, Ricardo Santi, Sidney Silveira, Fabio Blanco e Ana Caroline Campagnolo. E chamo a atenção, sem desmerecer os outros acima elencados, para os nomes de Rodrigo Gurgel, Sidney Silveira e Fabio Blanco. O primeiro, professor e crítico literário de mão cheia; os outros dois, filósofos respeitáveis.

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Há quem acredita que a civilização só escapará da ruína se se substituir a matriz energética mundial de origem fóssil, chamada energia não-renovável, pelas chamadas fontes de energia renováveis. Mas as fontes de origem não renováveis não são renováveis? Li, ontem, um artigo (Teoria do Petróleo Abiótico, de Erica Airosa Figueredo, publicado no site InfoEscola), que traz as seguintes informações: Há duas teorias científicas que tratam da origem do petróleo, a de Mikhail Lomonossov, a Teoria da Biogênese, que dá o petróleo como produto cuja origem está na matéria de animais e vegetais mortos; e a Teoria da Abiogênese, de Marcellin Berthelot e Dmitri Mendeleev, ambos a apontaram a origem inorgânica do ouro preto – isto é, é o petróleo formado de minerais. Mas é renovável, o petróleo? Diz a lenda que não. Se acabar, acabou. Lembro que li, há muito, muito tempo, reportagem que fala de um geólogo que concluiu que é o petróleo renovável; que um poço de petróleo, esgotado, deixado ao deus-dará durante umas poucas décadas, renova-se – infelizmente, não anotei, na ocasião o nome de batismo do dito geólogo, que, se não me falha a memória, é americano (e sei que não posso confiar na minha memória).

Para encerrar, dois adendos: 1) Diz-se que a Energia Eólica, a Energia Elétrica, e outras energias ditas renováveis, alternativas, são energias limpas. Limpas, por quê?! Na cadeia de produção de todas elas não há sujeira?; e, 2) Li (o meu hábito de quase nunca anotar o que leio constrange-me não poucas vezes a escrever que “li, não sei onde, um texto, não sei de quem, que…”) que os Senhores do Universo planejam substituir, até 2.030 (ONU 2030), a matriz energética convencional – entenda-se, baseada no petróleo – pela elétrica e outras ditas alternativas, mas como o custo destas é alto comparado com o do petróleo, estão a dar um jeito de torná-las aceitáveis, comparadas ao seu concorrente, e para tanto forçam a subida do preço do petróleo mediante explosões de gasodutos em países árabes e a redução da produção de petróleo e gás natural em solo americano – assim, com a redução da oferta, e o consequente aumento do consumo, aumenta-se o preço.

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Mário Novello, cosmólogo brasileiro, impar entre os seus pares, no artigo O Universo Solidário, do dia 12/04/2018, publicado no seu site, fala, rapidamente – o artigo é curto – de Albert Einstein e de Alexandre Friedman; e do microcosmo e do macrocosmo, e das partículas elementares dos corpos e os aspectos topológicos do universo – estes e aquelas em perfeita união, sendo que aquelas não funcionam bem sem estes e tampouco estes sem aquelas – que está em expansão, pois é dinâmico.E no texto Sobre o Infinito (trecho do livro O Universo Inacabado), publicado, dia 25/05/2021, no site Cosmos & Contexto, fala o extraordinário cosmólogo brasileiro, evocando o mito de Sisifo, de Giordano Bruno, Georg Cantor; e da finitude humana e da infinitude de Deus; e de múltiplos, distintos, número ilimitado, infinitos universos infinitos. Pôxa vida! Se já é impossível se conceber em imaginação um, um só, só um, universo infinito, o que pensar de se imaginar infinitos universos infinitos!?

E mais um pouco de Mário Novello. No vídeo, de uns dez minutos, publicado, dia 06/04/2021, no Youtube, no canal History of Science, Universo Inacabado, Mário Novello, em bom português, simples, acessível ao leigo, fala de Gödel, Sakarov; de matéria e anti-matéria – e porque (Graças a Deus) é o nosso universo composto, em sua maior parte (ou ele disse em sua totalidade? – este detalhe é relevante), de matéria; e da força gravitacional, e do mundo quântico; e da luz, que se curva à força gravitacional. Afirma ele que é o universo inacabado; que o Big Bang é um fenômeno que não indica a origem do universo, mas uma passagem de uma fase do universo em colapso para uma do universo em expansão – o universo, portanto, passa por ciclos, indefinidamente, de contração e expansão, com uma explosão universal de entremeio entre estas duas fases. O universo não é estacionário; está em constante formação; é inacabado, conclui o cientista brasileiro.

Ao ouvir Mário Novello dizer que o Big Bang não está na origem do universo, mas é apenas uma singularidade, que aponta o fim de uma era e o começo de outra, eu abri – em imaginação, claro – um largo sorriso de uma orelha à outra. Ora, eu sempre me perguntava o que, ó raios! explodiu no Big Bang. Se houve uma grande explosão, alguma coisa explodiu. Mas o quê!? Li que foi um tal de Ovo Cósmico. Mas quem botou tal ovo!? Não sou cientista. Não sou cosmólogo. Sou apenas um sujeito curioso que lê de tudo um pouco, de algumas coisas mais do que de outras. Mas que o tal de Big Bang sempre me cheirou a disparate, cheirou. Nunca fez sentido para a minha cabeça, que não é a de um cientista, repito.

E para encerrar: Usei de um pouco de liberdade literária na redação desta nota breve. Se incorri em algum pecado, perdoem-me.


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No Youtube, há ótimos canais que tratam de literatura. Dois: O de Rodrigo Gurgel; e, o de Tatiana Feltrin. Ambos os dois estudiosos comentam livros, resenham-los, com muita agudeza de inteligência. Aprende-se muito com eles. As aulas – não há exagero em dizer que se trata de aulas – são inestimáveis.


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E eu não poderia deixar de falar do presidente Jair Messias Bolsonaro, que uma vez mais vai ao hospital para tratamento. Ele, e desde as eleições, fala de nióbio e de grafeno, dois produtos que poderão – e irão – revolucionar a indústria mundial. E sempre foi o presidente brasileiro alvo de chacota. Os anti-bolsonaristas, que são contra, mas não sabem dizer porque, tudo o que ele defende, o apelidaram com as alcunhas mais torpes que se possa imaginar. E não é que ele está antenado nos rumos que a sociedade toma? que nióbio e grafeno são produtos revolucionários na sociedade tecnológica atual?!

Transhumanismo. Paulo Freire. Interface homem-máquina. Neurolink e Musk e Nicolelis. Bill Gates. Vacina e Novo Normal. Comprovação científica. E outras breves notas.

Está em discussão nos Estados Unidos a permissão do uso de fetos abortados em experiências genéticas que visam a criação de seres híbridos, mistos de humanos e animais. Há quem defenda tal prática científica, nos Estados Unidos e noutros países ocidentais, para que na área da Ciência Biológica o Ocidente não seja ultrapassado pela China. E onde fica a ética científica? Em defesa de uma vantagem competitiva entre as nações admite-se que os homens de jaleco branco brinquem de Deus? Se na China admite-se tal prática, e, segundo consta, no país dos mestres do kung-fu não há empecilhos para tais experimentos, deve o Ocidente trilhar o mesmo caminho, ou pressionar o governo da China a criar normas para abandoná-lo? E cá entre nós, não creio que no Ocidente não existe laboratórios científicos clandestinos onde cientistas se divertem misturando os genes de humanos com o de macacos e com os de outros animais.

Nas minhas primeiras palavras desta nota breve eu disse “fetos abortados”. Não são tais palavras as apropriadas para se identificar a ação empreendida na supressão à vida de seres humanos em seu estado intra-uterino. O correto seria “crianças assassinadas” ou “seres humanos assassinados”.

Uma série de televisão, que está para estrear, ou já estreou, não sei, Sweet Thoot, exibe criaturas híbridas fofinhas, crianças com focinho de porco e crianças com orelhas de alce. E as pessoas inocentes as acham uma gracinha. Não percebem que os financiadores do transhumanismo as preparam para acolher experiências científicas antiéticas e ver com naturalidade as anomalias que delas irão brotar.

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Dias atrás, neste mesmo canal e neste mesmo horário, escrevi que do pouco que eu conheço das idéias de Paulo Freire, o ato de ensinar e a escola não tinham razão de ser, de existir. Se o professor não pode transmitir aos alunos conhecimentos – transmitir conhecimentos é ato opressor -, não podem ter autoridade, que é opressora, e se não há conhecimentos superiores e conhecimentos inferiores, mas conhecimentos diferentes (sem escala de valores, portanto) – e assim, conclui-se, igualam-se os dos professores e os dos alunos – não há razão para se conservar a dispendiosa estrutura moderna de ensino. E dois dias atrás anotei algumas palavras-chave para registrar um pensamento que me coçou a cabeça. E agora eu o dou ao papel. É este: Se a transmissão, pelos professores, aos alunos, de conhecimentos é ação opressora; se a autoridade do professor é opressora; e se não há escala de valores entre os conhecimentos, e, portanto, não são superiores, em comparação com os dos alunos, os dos professores, então, ampliando o alcance do raciocínio, Paulo Freire revela-se incoerente ao transmitir os seus conhecimentos de pedagogia (muita gente diz que não há pedagogia no pensamento dele – deixo, aqui, esta questão de lado), por meio de seus livros – assim ele oprime quem o lê – e os professores paulofreireanos erram triplamente, deixando-se por ele oprimir, ao reverenciá-lo, reconhecendo-o uma autoridade, recolhendo, dele, os conhecimentos que ele lhes transmite e tratando-o como um ser dotado de conhecimentos superiores.

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As Forças Armadas das mais poderosas nações já empregam em seus soldados exoesqueletos e outros equipamentos – e medicamentos – que lhes ampliam os sentidos. O homem, hoje, pode ter em seu corpo inseridos inúmeros mecanismos, alguns que lhe prolongam a vida, corações artificiais, marca-passos. Há equipamentos que beneficiam enormemente os sequelados em acidentes e os nascidos com deficiência de movimentos devido à má constituição de ossos e músculos. Mas o sonho do Homem de querer emular Deus o levará à ruína.

Umas das propostas que ao meu ver é absurda, grotescamente desumana, uma ameaça à condição humana do ser humano é a do Neurolink, de Elon Musk, o herói dos geeks e dos nerds. Não é novidade. Está esposada, por Miguel Nicolelis, em Muito Além do Nosso Eu, livro que li há um bom tempo e que me causou imenso desconforto. Propõe ele a conexão do cérebro de todos os seres humanos com um computador global. Assim, acredita, chegaremos ao paraíso, pois toda pessoa saberá dos pensamentos de toda pessoa. Ninguém irá mentir, tampouco enganar alguém. Lindo, não?! E quem irá controlar o computador global? Os tiranos agradecem.

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Jayson Rosa, do canal Casando o Verbo, nos seus vídeos fala de inúmeros assuntos relacionados à manipulação do pensamento por meio de filmes, de transhumanismo. Não compartilha da idolatria de muitos pelo Elon Musk, o homem – dizem – mais rico do mundo.

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Falando em Elon Musk: Dias atrás, ele declarou, em alto e bom som, que a sua empresa Tesla não iria mais negociar com o Bitcoin, a criptomoeda mais famosa do universo. E o valor do Bitcoin despencou, no precipípio, no mesmo dia; agora, para a minha supresa, li uma notícia de estarrecer, de derrubar o queixo do mais impassível dos homens: Elon Musk declarou aos quatro ventos que a Tesla poderá negociar com o Bitcoin. E o valor do Bitcoin escalou o Everest. Não posso terminar esta nota breve sem uma pergunta: Nas mãos de quem estão os Bitcoins?

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E o Bill Gates, que até há não muito tempo era o homem mais rico do mundo, posto que ele perdeu para o Elon Musk, fez mais uma das suas. Oficialmente, Gates e Musk são os homems mais ricos do mundo, mas há quem diga que eles são os pobretões do panteão dos miliardários. Deixemos tal questão de lado, e tratemos da última do Bill Gates. Ele quer porque quer salvar a Terra do aquecimento global; para tanto, pensou numa idéia brilhante: pulverizar poeira, partículas aerossolizadas, na estratosfera terrestre, assim criando uma camada protetora, que restituirá ao espaço sideral os raios de luz disparados pelo Sol, nosso querido Sol. Seriam borrifos de carbonato de cálcio, atóxico. É um projeto que participa de uma ambição universal de geoengenharia, cujos proponentes miram o objetivo de alterar a estrutura física da Terra, mas não querem atingi-lo com coisinhas pequenas, não, como a construção de uma represa, e a da Muralha da China, e a da Pirâmide de Quéops, e a do Canal de Suez, e a do Maracanã. Querem chegar a ele com coisinhas imensas, de escala universal. Há quem veja com bons olhos tal idéia. Para mim, que não sou cientista nem nada, parece-me uma rematada sandice. E uma idéia de jerico a do Bill Gates. E pergunto-me se há algum parentesco entre Bill Gates e Mini-Me.

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Até outro dia dizia-se que teríamos restituída a nossa vida de antes da pandemia (melhor: fraudemia) assim que nos vacinássemos. E era a vacina o elixir da saúde, o escudo protetor, infalível instrumento de defesa, contra o chinavírus. Agora, vacinada, a pessoa – dizem os onipresentes especialistas, que até ontem prometiam o paraíso àqueles que se vacinassem – tem de usar a malfadada máscara, manter o distanciamento social, evitar aglomerações, porque não é 100% segura a vacina. E só agora descobriram isso!? E quando teremos uma vacina 100% segura? Nunca, pois o vírus está em constante e ininterrupta mudança. Teremos, então, de esconder, e para sempre, atrás de uma máscara, a nossa cara e não mais nos reunirmos com familiares, parentes e amigos; teremos, enfim, segundo médicos e cientistas renomados, heróis dos coronalovers e vacinalovers, de rejeitarmos a nossa vida social, de nos negarmos a viver, ao atendermos as exortações dos veneráveis especialistas, benfeitores da humanidade.

E as máscaras são 100% eficientes. As de pano? Já se sabe que são inúteis.

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Não se admite o uso, pelos que adoecem de gripe causada pelo vírus chinês, de remédios que, dizem, não têm comprovação científica. Pergunto-me se posso processar minha avó paterna – já falecida, e que Deus a tenha – que, aos meus oito, nove anos, não me lembro, eu atormentado por febre, que de jeito nenhum queria me deixar, submeteu-me, na casa dela, a um suadô, que consistiu no seguinte: bebi um copo de água com alho e deitei-me, no sofá da sala, sobre e sob camadas e mais camadas de cobertores, à noite, e dormi, e acordei, na manhã do dia seguinte, tinindo de bom, suado, minhas vestes encharcadas, fedendo a alho. Sarei.

Minha avó se perguntava se tal tratamento, o suadô, tem comprovação científica?! Minha avó merece responder postumamente a um processo?

E quantas pessoas já fizeram uso de babosa sobre machucados para inibir o aparecimento de cicatrizes? Alguém se pergunta se há comprovação científica do uso benéfico de babosa em tais casos? E para o uso de caninha do brejo para tirar pedras dos rins alguém pergunta se há comprovação científica? E para o emprego de picumã para estancar sangue de machucados? Alguém pergunta se há comprovação científica? E para drenar o pus de um machucado provocado por unha encravada, como se deu comigo há mais de trinta anos, usa-se compressa com água quente. E quem é que pergunta se tal prática tem comprovação científica? Ora, as pessoas, no seu dia-a-dia, usam o que funciona, o que traz bons resultados, independentemente de haver ou não comprovação científica. E digo mais: as pessoas ignoram, em muitos casos, solenemente, e desdenhosamente, conselhos médicos, e se tratam por si mesmas, com os meios que lhes estão mais às mãos. E muitas pessoas nem sequer tomam ciência de médicos e cientistas, e tampouco desejam saber o que eles pensam, e não são poucas as que os desprezam.

Toda essa história de se obter uma comprovação científica do uso deste e daquele medicamento e deste e daquele tratamento é política de desprezo pela sabedoria popular, pelos conhecimentos milenares adquiridos e acumulados pelos nossos avós, bisavós e mais antigos ancestrais. Os profissionais da ciência moderna se arvoram os proprietários exclusivos do conhecimento sobre a vida e a morte. E porque digo “proprietários exclusivos”? Porque excluíram Deus da história.

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Li por aí que há uma tal de Teoria Racial Crítica, que, em resumo, determina que é o homem branco por natureza racista. Que seja tal idéia uma rematada idiotice só os tolos não sabem. Mas o mais surpreendente desta história é que homens brancos na tal teoria citada linha acima vêem um instrumento de combate ao racismo. Tolos! Estão atirando no próprio pé. Estão ao carrasco entregando o machado e oferecendo o pescoço. Se todo homem branco é em sua essência racista, então eles também o são. São assustadoras as imbecilidade e estupidez de tal gente.

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Não é difícil encontrarmos notícias que nos dão a conhecer histórias macabras de mulheres que acusam falsamente homens de as haver estuprado. Pede-se às mulheres que colham as provas para sustentar a acusação, afinal ao acusador – em tais casos, as acusadoras – cabe o ônus da prova. E aparecem defensores – falsos defensores – das mulheres que alegam que em tais casos não é obrigação da mulher colher as provas, pois tal é muito constrandor, e adicionam, então, a conclusão, que, afirmam, encerra-se em justiça para com as mulheres: a de que o homem tem de provar-se inocente. É a total inversão dos valores. Que é constrangedor para a mulher a situação em que se encontra, após seviciada, num processo, ter de provar que a acusação que faz ao homem procede, ninguêm ignora; mas alegar que por causa do constrangimento deve-se dispensar a mulher de responder ao seu compromisso é um acinte à Justiça.

Vejamos, agora, um cenário com outros personagens: um homem acusa outro homem, este homossexual, de havê-lo estuprado. A qual destes dois cabe o ônus da prova? Ao acusador, ou ao acusado? Prevalecerá, neste caso, a pressão da militância?!

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Sempre que um policial branco mata, independentemente das circunstâncias, um homem negro, nasce, por combustão espontânea (financiada e orquestrada por metacapitalistas mais rico do que o Tio Patinhas), revoltas e sublevações sociais que põem cidades inteiras de pernas para o ar. Mas quando um homem, bandido, assassino, seja ele branco, negro, marrom, amarelo ou verde, mata um policial negro, ouve-se o mais retumbante silêncio, que ecoa no labirinto de todas as pessoas em todo o mundo. E onde a revolta dos defensorea dos negros?! Não se ouve um pio a respeito, nem a metade de um pio. 

Dizem aqueles que esbravejam no primeiro caso e calam no segundo que naquele o policial é um agente do Estado, um agente que tinha o dever de agir com justiça, sem preconceitos, sem discriminar as pessoas pela cor da pele. É justo. É o correto. O Estado, neste caso, portanto, falhou ao ter em sua estrutura um racista. E no segundo caso, nada dizem porque não foi um agente do Estado que matou o policial negro. Aqui, fazem distinção entre a violência do Estado e a violência de um cidadão, e culpam o Estado, no primeiro caso, e inocentam o cidadão, este, vítima da sociedade, no segundo. Há duas observações a se fazer: As pessoas que culpam o Estado, no primeiro caso, e inocentam o cidadão, no segundo, são estatólatras, de esquerda, vêem no Estado a instituição suprema infalível; e, não entendem que no segundo caso, o do assassinato do policial negro, o Estado também falhou, pois não protegeu o policial. Nos dois casos, o Estado falhou; no primeiro, ao contratar um agente que não atendia aos requisitos essenciais para o exercício do trabalho de polícia; no segundo: ao não garantir a segurança de um de seus agentes. E é de surpreender que os sábios estatólatras seguem, diante de provas cabais dos limites do poder do Estado, a pintar o Estado como a instituição suprema, infalível. Não sabem tais seres que é o Estado uma abstração, apenas uma abstração, fruto das elucubrações de homens que, porque homens, são falíveis?!

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Os auto-intitulados defensores da liberdade de expressão não admitem que gozem da liberdade de expressar seus pensamentos – nas redes sociais, inclusive – pessoas que não subscrevem o pensamento politicamente correto, a ideologia de gênero, a política dos pronomes neutros, e outras coisinhas mais. São intolerantes os defensores da liberdade de expressão. Para ocultar de si mesmos e de outros a sua intolerância declaram-se anti-facistas e anti-nazistas, e rotulam de facistas e nazistas seus oponentes, assim demonizando-os e justificando a exclusão deles de toda discussão pública.

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Reflexões desimportantes de mais um na multidão com tempo livre e sensações estranhas

Enlaces Literários

Onde um conto sempre puxa o outro!

Ventilador de Verdades

O ventilador sopra as verdades que você tem medo de sentir.

Dragão Metafísico

Depósito de palavras, pensamentos e poesias.

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