Palavras de fina sabedoria do Zeca Quinha

Se fossem formigas, os elefantes não seriam serpentes.
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Abacateiros dão abacates porque os crocodilos não são legumes.
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Era uma vez um peixe…
Esqueci o resto da história.
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Se na Terra existisse uma substância que derretesse, em um segundo, um bloco de ouro de uma tonelada, ela existiria.
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No deserto do Saara há trilhões e trilhões e trilhões de partículas de areia, e nenhuma delas é maior do que a Terra.
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Um mais dois são três e dois mais um são três porque três é um algarismo.

Novas Palavras de Sabedoria Do Zeca Quinha – publicadas no Zeca Quinha Nius

O homem prevenido vale por dois, se os dois homens estiverem desprevenidos.

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O pior cego não é aquele que não quer ver, mas aquele que vê, pois se o pior cego fosse o melhor cego ele não veria nada.

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É sensata toda pessoa que não é atingida, no café-da-manhã, por um meteoro.

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Os dinossauros foram extintos porque eles não compreendiam a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein.

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Para se viver bem é aconselhável que se viva bem.

O Processo Legal – escrito por Zeca Quinha – publicado no Zeca Quinha Nius

Na noite de ontem, às duas horas da madrugada, os menores T.N.C.B.C. e P.Q.P.C.M., impelidos por um desejo de corrigir as injustiças sociais das quais foram vítimas, cientes de que a sociedade brasileira infligiu-lhes, nos dezesseis anos de vida que eles mal viveram nas comunidades periféricas das caóticas metrópoles urbanas em cujas ruas e avenidas trafegam automóveis, símbolos capitalistas do consumismo ocidental e da irresponsabilidade ecológica, agentes poluidores e causadores do efeito estufa e do aquecimento global, fenômeno, este, cataclísmico, que culminará na aniquilação da vida na Terra, decidiram transpor o muro da discórdia, da opressão, da segregação social, étnica e racial que os mantêm afastados dos bens de consumo com os quais sempre sonharam, mas dos quais a sociedade brasileira sempre os manteve afastados, da rua passando para o interior de uma propriedade, que é um roubo imposto, pela classe privilegiada, à classe desprivilegiada. E no interior da propriedade da casta opressora, avançaram os menores, empunhando revólveres, andando, nas pontas dos pés, tranquilamente. De repente, atacaram-los dois cães imensos, ferozes, ensandecidos, descontrolados, com fúria nos olhos, e ódio mortal nos latidos, que ecoaram como explosões de artefatos bélicos, assustando-os; e os menores T.N.C.B.C. e P.Q.P.C.M, aterrorizados, surpreendidos pelo avanço injustificável dos cães – instruídos, estes, pelos seus donos a atacarem qualquer cidadão que adentrasse a casa, na calada da noite, para reivindicar compensações pelas injustiças que a sociedade brasileira lhes inflige -, apavoraram-se, perderam o auto-controle e, com os nervos à flor da pele, à aproximação das duas alimárias demoníacas que babavam de ódio, apertaram, involuntariamente, o gatilho dos revólveres que empunhavam com mãos trêmulas de menores desnutridos das comunidades periféricas das raças injustiçadas, e dispararam projéteis; para tristeza deles, um dos projéteis que P.Q.P.C.M. disparou atingiu T.N.C.B.C. no ombro direito. E os cães, movidos pelo ódio insano aos membros das classes sociais inferiores, sem que nenhum projétil os houvesse atingido, seguiram de encontro aos menores, cujo córtex pré-frontal ainda não está inteiramente desenvolvido, e os atacaram, e os morderam, ferindo-os. Os dois cães eram enormes; pesavam, um, setenta e sete quilos, o outro, setenta quilos; e os dois menores pesavam, T.N.C.B.C., cinquenta e quatro quilos, e P.Q.P.C.M., cinquenta e um quilos. E os cães, ferozes, usaram de força desproporcional contra os menores. Impeliam os cães a vontade de matar; agiam, na alma dos menores, o desejo de corrigir injustiças sociais. Em sua fúria homicida, os cães dariam cabo da vida dos menores se o proprietário da casa, Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira e seus dois filhos, Paulo Roberto de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira e Roberto Paulo de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira, não os contivessem.
Encaminhados à delegacia, o delegado abriu inquérito para apurar o caso. Um representante da Defesa dos Menores processou Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira por incitamento ao ódio canino e posse de dois instrumentos, os cães, letais, que poderiam vir a provocar, se Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira os conservasse em sua posse, a morte de algum cidadão reivindicador de compensações legítimas. O imbróglio estender-se-ia, indefinidamente, se um representante da Instituição da Paz, informado do caso, não interviesse e não chamasse Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira, que perdia as estribeiras, à razão. Sentaram-se à mesa o delegado, o representante da Defesa dos Menores, o representante da Instituição da Paz e Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira. E após quatro horas de negociações exaustivas e desgastantes, ficou estabelecido, em consenso, para se evitar a aplicação de mais uma injustiça contra os menores P.Q.P.C.M. e T.N.C.B.C. e a prisão de Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira, o sacrifício dos dois cães, que, ferozes, assustadores, intimidadores, impedem menores de idade de exercerem o direito à reivindicação de compensações aos sofrimentos que a sociedade brasileira lhes inflige, e a aquisição, por Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira, de um cão de pequeno porte, inofensivo e pacato. E todos os envolvidos no caso ficaram satisfeitos com o resultado.À porta da delegacia, o representante da Instituição da Paz declarou aos jornalistas:- Evitamos conflitos desnecessários. Explicamos ao senhor Benedito Carlos de Oliveira Souza Figueira Nogueira Macieira a importância da solução pacífica do caso. E todos saímos ganhando. Logramos sucesso. A sociedade só tem a alegrar-se.

Biobibliografia de Rui Barbosa – escrito por Zeca Quinha – publicado no Zeca Quinha Nius

Rui Barbosa nasceu, viveu, e morreu.

Nota de rodapé: Após ler dezenas de livros de Rui Barbosa e de biógrafos dele e documentos antigos e entrevistar inúmeros historiadores, conclui que a biografia dele, do mesmo modo que a de todas as pessoas, resume-se ao nascimento, à morte e às ações que ele praticou entre o nascimento e a morte. Após ler estas devidas explicações, o leitor concluirá que eu da vida e da obra de Rui Barbosa escrevi os únicos dados relevantes.
Outra nota de rodapé: Caso o leitor queira ler dados irrelevantes da vida e da obra de Rui Barbosa, que procure uma biografia dele, uma daquelas bem extensas, repleta de fotos e informações detalhadas.

Não Se Pode Desprezar o Que Não Merece Desprezo – escrito por Zeca Quinha – publicado no Zeca Quinha Nius

Tendo-se em vista as recentes manifestações de parlamentares conservadores contra os gastos públicos – e os parlamentares conservadores destilam veneno letal à democracia e ao estado democrático de direito -, os intelectuais das universidades brasileiras acharam por bem apresentarem um abaixo-assinado clamando pela valorização do corpo burocrático do funcionalismo público, há séculos explorados por capitalistas, como nos ensinam os intelectuais Karl Marx e Friedrich Engels, e os estudiosos da Escola de Frankfurt, incluídos os professores universitários, todos eles estarrecidos com a desfaçatez e sem-cerimônia com que os parlamentares conservadores, insensíveis ao bem-estar dos cidadãos brasileiros, desprezíveis todos eles, defenderam, de viva voz, sem recear represálias, práticas que não são onerosas aos cofres públicos. Os intelectuais, audazes, com o abaixo-assinado, arrostaram os defensores de maléficos valores que conduziriam, se adotados, o Brasil à bancarrota, como os seus congêneres estadunidenses e israelenses à bancarrota conduziram os seus respectivos países. Não entendem – melhor, não querem entender – os parlamentares conservadores – a serviço, todos eles, não desconhecemos, de agências de espionagens estadunidenses -, cujos ideais são inspirados nas teorias da conspiração de um injustamente renomado astrólogo embusteiro, que, após fugir do Brasil, instalou-se na nação que representa todos os valores que denigrem a humanidade, que as idéias que apresentaram reduzirão o desperdício de dinheiro público, redundando, portanto, em políticas que produzirão sofrimento e miséria. Eles almejam o pior para o Brasil, pois para eles o pior (pior para os brasileiros, obviamente) é o melhor (melhor para os parlamentares conservadores, não nos esqueçamos). Os intelectuais brasileiros explicitam, no abaixo-assinado, o descontentamento da categoria no que concerne à proposta dos parlamentares conservadores, todos anti-patriotas, que declararam que os funcionários públicos gozam de privilégios, que, salientaram, oneram os cofres públicos. Ora, sabemos que os funcionários públicos têm privilégios porque os merecem; são bem-remunerados porque o governo brasileiro, nas três esferas do poder, a municipal, a estadual e a federal, os remunera bem; do contrário, bem não os remunerariam, e eles de privilégios não gozariam. A obviedade do raciocínio é patente. E apenas indivíduos que odeiam a liberdade e a democracia simulam ignorância a respeito da estrutura do poder governamental. E temos de destacar um ponto, e, além de destacá-lo, sublinhá-lo e salientá-lo: sendo o povo incapaz de administrar a própria riqueza, os funcionários públicos têm de administrá-la. Salta aos olhos tal obviedade! Negam-se a vê-la aqueles que lucram com a eliminação, ou, como dizem, a redução do funcionalismo público, que, ninguém o ignora, conserva milhões de pessoas empregadas e bem-remuneradas.Que a voz dos sábios intelectuais brasileiros prevaleça; que a proposta dos parlamentares conservadores, nefasta para o Brasil, seja arquivada; que os defensores da política apresentada pelos parlamentares conservadores caíam no ostracismo; que a categoria do funcionalismo público atente para as ameaças que a cercam; que a imprensa abandone a letargia em que se encontra; que os artistas manifestem-se e impeçam que a censura retome o seu poder; que o povo brasileiro arregace as mangas e quebre a espinha dorsal dos autointitulados defensores do Brasil, que são – sabemos, nós, os esclarecidos – da Pátria inimigos. Que a Pátria Maior não se curve diante deles.

Palavras De Sabedoria Do Zeca Quinha – publicadas no Zeca Quinha Nius

Na sua luta contra os egípcios, Moisés não usou uma metralhadora porque James Cook ainda não havia chegado na Austrália.

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Se os mudos não falam, os cegos não veem e os surdos não ouvem, não há razão para a existência das tartarugas.

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O Sol ilumina porque ilumina; se não iluminasse não iluminaria.

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A tampa tampa, a roda roda, a bóia bóia, a pinga pinga, mas a pia não pia.

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A corda não acorda, a palha de aço não é palhaço, a palha assada não é palhaçada, e as formigas vivem nos formigueiros.

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Se os leões fossem peixes não seriam leões.

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O homem sábio é sábio porque é sábio e não porque é sábio.

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O nível de inteligência de um homem é diretamente proporcional ao tamanho do chapéu que ele usou três dias antes.

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Deve-se usar cadarços sempre que os cadarços devam ser usados.

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A melhor esposa do mundo é aquela que é casada com o seu marido.

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Os pais nascem antes dos filhos e depois dos avós porque os avós nascem antes dos pais e depois dos bisavós.

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É lei da natureza a natureza da lei.

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Além de cabelos os humanos têm unhas porque se tivessem cabelos e não tivessem unhas não teriam unhas mas teriam cabelos.

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Os castelos foram construídos pelos construtores de castelos.

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O maior prédio do mundo foi construído pelas pessoas que construíram o maior prédio do mundo.

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Há certas coisas que todo mundo sabe. Por exemplo: Escrever por exemplo sempre que se dá um exemplo que seja um exemplo.

Resenha do livro A Teoria dos Pensamentos Randômicos, de José Carlos da Silva Quinha – por Joaquim Beltrano da Silva Fulano Cicrano de Souza – publicada no Zeca Quinha Nius.

O Zeca Quinha Nius, o maior e melhor, mais famoso e mais popular, hebdomadário digital do orbe terrestre – astro celeste que orbita o Sol, estrela que, além de iluminá-lo, ilumina outros oito planetas, e separa da noite o dia, – tem o prazer de publicar, hoje, especialmente hoje, e não ontem, e nem amanhã, uma resenha de um livro, A Teoria dos Pensamentos Randômicos, de autoria de José Carlos da Silva Quinha, para os íntimos Zeca Quinha, nosso querido e amado, primeiro e único fundador do Zeca Quinha Nius, e seu editor-chefe e chefe do seu editor.

São proverbiais, sabem os leitores do nosso bem reputado hebdomadário digital, Zeca Quinha Nius, a sabedoria e a primorosa formação intelectual de José Carlos da Silva Quinha – para os íntimos, Zeca Quinha -, seu primeiro e único fundador e editor-chefe, homem que, dotado de inúmeros e incontáveis diplomas universitários, prova de sua insígne constituição mental, psicológica, literária, filosófica, histórica, geográfica, gramatical, metafísica, sociológica, etnológica, antropológica, astronômica, cosmonáutica, biológica, química, venatória, astrológica, física e astrofísica, aritmética, geométrica e algébrica, exibe, magistralmente, nos artigos de sua autoria, todos extraordinariamente excepcionais, recheados de erudição, escritos em estilo primoroso, ático e barroco, parnasiano e clássico, romântico e gótico, numa retórica soberba, de estética impecável, todos os ingredientes, formidáveis, que lhe compreendem a personalidade, de ânimo imarcescível, de espírito aguerrido, de um valente e destemido guerreiro, de um altivo lutador da liberdade de imprensa e da de opinião. As suas fama e popularidade, popularmente famosas, desobriga-nos de escrever um bosquejo histórico minucioso, contando sua vida desde o dia em que veio ao mundo no dia que ao mundo veio do ventre de sua mãe, da sua biografia, já mundialmente conhecida, e reconhecida como uma das mais meritórias da atualidade de hoje em dia, nestas palavras de introdução à resenha do seu livro A Teoria dos Pensamentos Randômicos, obra de valor incalculável, de inestimável contribuição à valiosa cultura filosófica brasileira, desta ampliando exponencialmente o valor.

Na sua primeira obra-prima – e que não será a última, desejamos – à qual se dedicou, durante vários dias consecutivos, num labor diário extraordinariamente desgastante e simultaneamente prazeroso e gratificante, José Carlos da Silva Quinha, o nosso querido e amado Zeca Quinha, primeiro e único fundador do Zeca Quinha Nius, hebdomadário digital de enorme popularidade em todo o orbe terrestre, cujos artigos são de autoria de jornalistas dotados de vários diplomas universitários, presenteia-nos um pensamento que, de tão original e sofisticado, derruba o queixo de todas as pessoas que, de olhos esgazeados durante a leitura, tem-lhe contato ao lê-la. É um exercício intelectual valiosíssimo o seu A Teoria dos Pensamentos Randômicos.

Consiste tão intelectualmente bem formulada teoria, uma obra intelectual que representa o auge do poder criativo da espécie humana, na detecção de coerência e incoerência, conexão e desconexão, de pensamentos associados e dissociados que seguem sem seguir uma trilha racional e irracional destituída de lógica intrínseca adaptada à ilogicidade extrínseca à essência da lógica em sua formulação abstrata racional em cuja cerebrina elucubração metafísica não está incluída a racionalidade de raiz dialética do transcendentalismo imanente ao pensamento-em-si-e-por-ele-mesmo, pensamento, aqui, no singular, pensamento que, em síntese resumida, sintetiza, e resume, o pensamento-em-si dos pensamentos plurais, que se encadeiam num encadeamento que se origina no primeiro pensamento que lhe dá origem e origem aos pensamentos encadeados, e encerra-se, terminante e concludentemente, no pensamento que dá fim ao raciocínio, conquanto inexista o elo dialético que os encadeiam num pensamento coeso. Assim apresentada em tão poucas palavras, a teoria que José Carlos da Silva Quinha – o primeiro e único fundador e editor-chefe do hebdomadário digital Zeca Quinha Nius, o maior e mais popular hebdomadário digital do orbe terrestre, o único orbe terrestre de todos os tempos – concebeu apresenta elementos paradoxais, que, sendo e não sendo seus, revelam-se apropriados e inapropriados ao exame detido e aprofundado da realidade que nos cerca e na qual estamos, sem de tal nos conscientizarmos, imersos – dos pés à cabeça aqueles que nela penetrou primeiro os pés, e da cabeça aos pés aqueles que nela mergulhou primeiro a cabeça. Não transparece tal aspecto da teoria à mente dos desavisados, que, desprovidos de formação intelectual requintada comum às pessoas providas de diplomas universitários, são incapazes de apreendê-lo; e se lhes aflora à cabeça o desconforto que a estranheza intrínseca à imanência ontológica da teoria lhes inspira. E nesta confusão, compreensível, mas não justificável, os de formação intelectual aquém do exigido pela Teoria dos Pensamentos Randômicos, não a compreendendo em sua inteireza, tampouco uma parcela ínfima do seu teor, concluem que José Carlos da Silva Quinha, a mente privilegiada que a concebeu, é homem de inteligência superior, um espírito irrivalizado, um gênio universal e cósmico, não porque lhe compreende o talento, o gênio, mas porque, incapaz de compreendê-lo, simula compreensão, no desejo, reprovável, de não se revelar um asnático ignorante, um azêmola intelectualmente desqualificado, um alarve despudorado, um javardo ridículo.

Para desfazer confusões voluntárias e involuntárias, ilustra o autor desta resenha ao A Teoria dos Pensamentos Randômicos, do ilustre José Carlos da Silva Quinha, Zeca Quinha para os íntimos e admiradores (e muitos de seus admiradores são seus íntimos e muitos de seus íntimos são seus admiradores), com um exemplo, esclarecedor, clarificante e ilustrativo, no parágrafo subsequente a este.

Há, numa casa, além das duas pessoas que nela residem, em um aquário (com água ou sem água, não vem ao caso), um tatu, e, no galinheiro, um pato; há, portanto, em tal casa, quatro animais, dois seres vivos humanos e dois seres vivos não-humanos. E no quintal há uma pedra. Há, na casa, portanto, desconsiderando todos os outros dados – que não são dados, e tampouco dados – que não são úteis para este exemplo, cinco objetos (quatro seres vivos: dois humanos, um tatu e um pato) e um ser, a pedra, que não é um ser vivo, mas um ser, para efeito de explicação, morto. Dadas estas informações, concluí-se: as girafas não sabem ler os livros de Shakespeare e o Taj Mahal não está dentro de um formigueiro.

Lendo-se o parágrafo anterior, que ilustra a Teoria dos Pensamentos Randômicos, ilumina-se o cérebro do leitor, que, até o momento envolvido em trevas, apreende a essência do pensamento de José Carlos da Silva Quinha, nosso querido e adorado Zeca Quinha, o primeiro e único fundador do Zeca Quinha Nius, o mais popular e respeitável hebdomadário digital do orbe terrestre, a mente privilegiada que a concebeu, ao detectar-lhe a constituição da sua lógica ilógica e a sua dialética escalafobética, diabólica de tão singular e simplesmente complexa.

Nas derradeiras palavras desta resenha, reproduzimos a frase, que está gravada no frontispício do livro A Teoria dos Pensamentos Randômicos, de autoria de José Carlos da Silva Quinha, – Zeca Quinha, para os íntimos -, frase que lhe serve de epígrafe e de cuja substância é o livro uma paráfrase: “Há angu neste caroço.”

A Luta Entre Dois Lutadores Que Ao Final Da Luta Do Octógono Saíram Com Dores – escrito por Alessandro Cassarrato – publicado no Zeca Quinha Nius

Ontem, à noite, na cidade de Pindamonhangaba do Sul, após o filme O Hómi de Aço, lutaram Bartolomeo Esmagamiolo, natural de Pindamonhangaba do Sudeste, e Francenildo Quebraperna, natural de Pindamonhangaba do Noroeste, os dois melhores lutadores que lutam acertando-se um no outro socos e pontapés com as mãos e com os pés. Uma multidão de pessoas compareceu ao estádio para assistir à luta, que foi um espetáculo para ninguém botar defeito. No início, encararam-se Esmagamiolo e Quebraperna, ambos os dois carrancudos como touros enfezados, feios como o diabo, o capeta e o satanás. Os olhos deles chispavam fogo, como o fogo das labaredas do inferno. Era de arrepiar o cangote, inclusive o do mais bravo dos homens. Assim que o árbitro, um sujeito grandalhão, maior do que os dois lutadores que lutariam, deu o sinal para o início da luta, Esmagamiolo e Quebraperna deram início ao espancamento mútuo e recíproco. Não havia mulher no estádio que não apreciasse o esmurramento, e os acotovelamentos, e as pontapeadas, e as bordoadas que os lutadores acertaram-se durante vinte minutos. E digo, com as minhas palavras: as mulheres apreciaram a luta, que foi boa pra caramba. Mas não é das mulheres que eu vou escrever; é da luta entre Esmagamiolo e Quebraperna. Uma luta para entrar para a história e para dela jamais sair. Logo no início da luta, Esmagamiolo acertou um soco nas fuças de Quebraperna, arrancando-lhe um litro de sangue, que dele espirrou igual cachoeira. Foi um espetáculo dantesco, de mesmerizar o mais desatento dos torcedores. Quebraperna, no entanto, não deixou por menos. Espirrado de si o sangue, tratou, e logo, antes de Esmagamiolo acertar-lhe outra bordoada, de pular, e pulou, acertando-lhe, com as solas dos pés, na cara, os pés, quebrando-lhe o nariz avantajado, desavantajando-o. E os torcedores foram ao delírio. Espirra-se sangue daqui; espirra-se sangue dali. E todo o octógono manchou-se de sangue, Esmagamiolo e Quebraperna, a esmagarem-se o miolo e a quebrarem-se as pernas. Ao final da luta, Quebraperna esmagou o miolo de Esmagamiolo, e Esmagamiolo quebrou a perna de Quebraperna. E os dois lutadores, ensanguentados, quase nenhum pingo de sangue restando-lhes no corpo, foram, de maca, carregados para o hospital, distante cinco quilômetros do estádio. E o árbitro, todo ensanguentado, não com o próprio sangue, mas com o sangue de Esmagamiolo e o de Quebraperna, disse que, por pontos, Quebraperna ganhou a luta, uma luta que entrará para a história e dela não sairá jamais. Daqui trinta dias, Bartolomeo Esmagamiolo enfrentará, na cidade de Pindamonhangaba do Nordeste, o invicto Joaquim Rachacabeça, e Francenildo Quebraperna, na cidade de Pindamonhangaba do Centro-Oeste, Robson Esmigalhacostela. Serão duas lutas para entrar para a história e dela não saírem jamais. É ver para crer.

Minoria Injustiçada – escrito por Zeca Quinha – publicado no Zeca Quinha Nius

A maior injustiça que se pode cometer contra as minorias é a resultante de incorreções comportamentais derivadas de preconceitos milenares, que, há milhares de anos, brotaram, nas regiões áridas além do Canal de Suez, às margens de um rio supostamente sagrado – sagrado, sabemos, para os povos rudes que nele banham-se. E uma injustiça, que a nós legaram as religiões milenares, que estão na origem dos males civilizacionais (são forças disruptivas), e a enaltecem a burguesia capitalista ultradireitista, que, desumana, explora os recursos naturais dos países ainda não corroídos, mas em vias de sê-lo, pelos valores que de há muito deviam ter desaparecido, e cujas influências são nefastas para o nosso ambiente cultural, é a que concerne às piadas. Em um país como o Brasil, cuja origem perde-se no tempo – os historiadores recusam-se a admitir que povos oriundos de regiões distantes habitavam, há milhares de anos, estas plagas, e dão como início da história do Brasil o dia em que nestas terras aportaram embarcações de sórdidos, crudelíssimos, insensíveis e desumanos povos conquistadores -, as injustiças permeiam todas as camadas sociais, mas são mais comuns na classe média, corroída pelos valores milenares originários de povo rude, discriminador, que se auto-intitula o único povo filho do ser divino, povo ímpar, escolhido, pelo homem celestial, para prevalecer, na Terra, sobre todos os outros povos.A classe média burguesa ultradireitista, neocapitalista fanática e neoliberal fundamentalista detesta e despreza a cultura autêntica do povo das comunidades, em especial as que brotam, livres, do chão dos morros das cidades litorâneas e das cidades das regiões ásperas, que a elite burguesa abandonou, e que recebem, do generoso governo brasileiro, vultosos recursos de programas sociais igualitaristas, que reduzem a desigualdade de renda e as injustiças sociais. A classe média, burguesa e neoliberal, em políticas de higienização social, construiu muralhas entre as classes sociais, conservando-se nas regiões ricas e prósperas, e mantendo o povo – que é a classe que produz a riqueza, com o apoio do governo brasileiro, e engrandece o País – nas regiões miseráveis, carentes de recursos. E de muralhas a classe média burguesa entende; ela construiu uma muralha para separar os burgueses dos Estados Unidos dos miseráveis da América Latina – que oxalá! venha a se converter na Pátria Maior; e outra ela a construiu para isolar, nas áreas ricas e prósperas, os israelenses, e, nas áreas miseráveis, os palestinos (e os israelenses, sabem as pessoas bem informadas, surrupiaram, dos palestinos, as terras onde hoje é o Estado de Israel). E os burgueses da classe média, além de construírem muralhas de pedras, tijolos, cimento e concreto, construíram outras muralhas, as muralhas culturais, segregacionistas, criando, assim, duas classes sociais, a privilegiada – a dos burgueses, que têm acesso a todas as riquezas, a todos os recursos, a todos os benefícios, a todos os privilégios, a todas as facilidades – e a dos desassistidos, dos miseráveis – que é isolada em bolsões de miséria, desprezada, tratada como lixo, e que, quando ousa entrar em shopping centers, templos consumistas dos burgueses, deles é enxotada como se cão fosse. E tais muralhas não são concretas; são ideológicas. E compõem-na o preconceito lingüístico, o preconceito musical, o preconceito cinematográfico, o preconceito que se vê em muitas formas de expressão artística e cultural. Não há área da arte em que os burgueses não tenham inserido os seus preconceitos ideológicos, que são onipresentes, e estão infiltrados em todos os campos da sociedade, em todas as manifestações populares, e, pode-se ver, mas raras pessoas atentam para a questão, nas piadas, as mais comuns e espontâneas formas culturais que o povo concebeu e aprimorou com a sua inteligência natural isenta dos vícios exclusivos da burguesia, mas que vem, no entanto, para surpresa geral, desde a década de oitenta do século vinte, sofrendo nefasta influência do humor preconceituoso da classe média burguesa – e nós, homens e mulheres do povo a odiamos. A infiltração dos valores burgueses nas piadas descaracterizou as mais singelas manifestações culturais populares, eliminando, delas, o que as engrandeciam, reduzindo-as a categorias culturais irrelevantes desprovidas de todo senso estético, artístico e cultural, e delas eliminando a criatividade intrínseca.Até há pouco tempo, as piadas refletiam a aguda penetração psicológica do povo brasileiro; agora, resumem-se à exibição de sentimentos rasteiros de repulsa às minorias, e uma das minorias mais agredidas, pelos burgueses capitalistas, em tom de piada – e muita gente, devido a isso, não detecta a sua sordidez -, é a da população negra brasileira, que não é mais protagonista de histórias que enaltecem o bom humor da sua classe. Contam-se, atualmente, piadas cujas protagonistas são loiras, e loiras unicamente; as piadas apresentam-las nas situações mais engraçadas e divertidas, emprestando-lhes os piadistas ares de pessoas bem-humoradas, cativantes e boas companhias. Ora, as mulheres negras, que são duplamente discriminadas pela sociedade burguesa, estão, nas piadas, extintas; elas adquirem, assim, a identidade de pessoas ranzinzas, desgraciosas, sem espírito esportivo – como se diz em linguagem popular. Há, no Brasil, “Piada de Loira”. Todos os brasileiros conhecemos inúmeras delas, e há, até, inclusive nas pequenas cidades brasileiras, campeonatos de “Piada de Loira”, mas não há, em todo o território brasileiro, campeonato de “Piada de Negra”. Há décadas não se ouve, no Brasil, uma piada cuja protagonista é a mulher negra, cuja ausência nas piadas de loira é a prova cabal da decadência da sociedade brasileira. Para evitar a queda do País no fundo do poço – um poço que, parece, não tem fundo –, e impedir que a injustiça social se perpetue no Brasil, é producente criar-se mecanismos que eliminem as fontes das desigualdades de classes, e as sociais, e as raciais. E uma das medidas a se implementar, e que contará, é certo, com a chancela dos movimentos sociais, das organizações não-governamentais e das organizações globais de defesa dos direitos humanos, é a do estabelecimento de cotas para mulheres negras nas piadas de loiras, pois as loiras, hoje, são hegemônicas neste gênero de manifestação cultural – e tal situação não pode perpetuar-se.Cabe aos dirigentes do Brasil, aos congressistas, ao Judiciário, aos advogados e aos líderes religiosos abraçarem esta causa, para a redução, ou eliminação – e a eliminação é o nosso objetivo –, da injustiça centenária que infelicita milhões de brasileiros.Oxalá a Razão ilumine os nossos dirigentes.

Nota de rodapé: Este artigo foi escrito em algum dia do passado, de um passado que passou há uns dias, mais concretamente há anos, como pode concluir toda pessoa que chegar a essa conclusão. 

Uma ponte que cai – escrito por Joaquim Beltrano da Silva Fulano Cicrano de Souza – publicado no Zeca Quinha Nius

Muitos fatos aconteceram, neste país, nos dias em que eles aconteceram. Diante da quantidade imensurável de fatos que se sucederam em nosso querido país, tivemos de laboriar, diuturnamente, em três turnos, desde a manhã até a noite, para redigirmos um artigo no qual expressássemos, apenas, e unicamente, o que é do interesse dos brasileiros interessados nos acontecimentos que acontecem, sem que muitos brasileiros saibam que eles aconteceram, e deles tomam conhecimento com a leitura do Zeca Quinha Nius, cientes do valor do nosso trabalho. Nós do Zeca Quinha Nius, corresponderemos ao que de nós os leitores esperam, e corresponder-nos-emos uns com os outros, e com os leitores do nosso hebdomadário digital, correspondendo-nos por meio de correspondências, que nos permitirão corresponder-nos com os leitores que vivem no Brasil, e em outro país, e que apreciam este hebdomadário digital que lhes chega às mãos. Ofereceremos relatos de fatos importantes selecionados por jornalistas profissionais, todos com diploma universitário. Nos relatos, que são significativos e relevantes, que publicamos, neste hebdomadário digital, são revelados aspectos intrínsecos a este pais, às suas peculiaridades, que lhe dão a aparência única entre todos os países existentes no orbe terrestre e em outros orbes, desde os mais próximos deste orbe, que tanto maltratamos, aos mais distantes, muito mais distantes, orbes que nossos olhos não podem ver, e tampouco podem vê-los os mais potentes telescópios construídos pelos seres humanos, que promovem o aquecimento global e consomem os recursos naturais deste orbe generoso, que no-los fornece generosa e amavelmente sem pedir-nos em troca nada além de respeito; os seres humanos, no entanto, ingratos, retribuem-lhe com desprezo, ódio, desdém e maus-tratos. Encerro este prólogo, e relato, de todos os eventos sucedidos, que se sucederam, neste pais, que tanto amamos, os mais relevantes e significativos.Foi há três dias, na cidade de Pindamonhangaba do Oeste, localizada em um local desconhecido do Brasil, que se sucedeu o fato que lá se sucedeu e em nenhum outro lugar. Não eram seis horas da manhã quando Marcolino Joaquim e Manuel Mocorongo ao caminharem por cima da ponte ouviram um estalo; e ao primeiro estalo, seguiu-se outro estalo; e cinco segundos depois de ouvirem este segundo estalo, mais intenso do que o primeiro, os senhores Marcolino e Mocorongo ouviram outro estalo, que foi o terceiro estalo que ouviram; estalo, este, que foi seguido por um outro estalo, que foi o quarto estalo, que, por sua vez, precedeu o quinto estalo, que antecedeu o sexto estalo. Perceberam Joaquim e Manuel que o estalo que sucedia ao estalo que o antecedia era sempre mais forte e que de estalo em estalo, mais fortes eram os estalos. Marcolino e Mocorongo, ouvindo-os, concluíram que a ponte iria ruir. Dito e feito. A ponte ruiu, carregando para baixo os azarados, infortunados, senhores Joaquim e Manuel, que caíram no rio, afundaram-se, e morreram afogados. Os dois cadáveres, mortos e sem vida, os encontraram três pescadores, João das Bananeiras de Ponta-Cabeça, Pedro Peito de Pombo e Bartolomeu do Pó Líquido. Das águas do rio, eles retiraram os defuntos cadavéricos, e os carregaram ao necrotério municipal, na ocasião cheio de cadáveres, todos mortos, eviscerados alguns, sem cabeça outros. E identificados os donos dos cadáveres mortos, que eram os próprios defuntos, a identidade de Marcolino Joaquim e Manuel Mocorongo se fizeram conhecer. E souberam todos os que tomaram conhecimento do caso que um deles era lavrador e o outro lenhador. Naquele mesmo dia, especialistas em construção foram convocados à pequena cidade de Pindamonhangaba do Oeste, pacata e acolhedora, para encontrar as causas do desabamento da ponte. Mal eles começaram o estudo, o prefeito pronunciou-se: “A ponte desabou por uma razão óbvia, que esta à vista de todos; e todos podemos ver, não com os olhos da cara, mas com os olhos da razão: a força da gravidade atraiu a ponte para baixo, pois ela, a força da gravidade, atrai para o centro da Terra tudo o que há, e a ponte é uma ponte que há; aliás, ela é uma ponte que havia; agora, no entanto, no leito do rio ela de nada nos serve; então, por que nos preocupar com ela, por que gastarmos tempo e dinheiro público com ela? Ela ruiu porque tinha de ruir. Foi uma fatalidade. Se a força da gravidade, em vez de atrair para o centro da Terra tudo o que há (e a ponte que havia e agora não há mais, não sendo, portanto, agora, mais uma ponte, continua a ser puxada, pela força da gravidade, para o centro da Terra), repelisse tudo o que há, afastando do seu centro tudo o que há, a ponte não ruiria. E digo mais: a culpa, meus senhores e minhas senhoras pindaoestianas, é dos britânicos. Foram aqueles malditos saxões que inventaram a tal da força da gravidade. E agora que todas as pontes estão a ruir e a desabar, e ruidosamente, temos de exigir da Inglaterra e daquela rainha, aquela baranga colonialista, aquela mocréia imperialista, ressarcimento pelo prejuízo que tivemos.” Encerrada a explicação, aplaudiram-lo, calorosamente, os técnicos em engenharia, que no dia seguinte regressaram às suas cidades. E o caso encerrou-se. E Pindamonhangaba do Oeste retomou a sua rotina rotineira.

O Assalto Ao Banco – escrito por Denilson Pontadefaca – publicado no Zeca Quinha Nius

Às onze horas da noite de ontem, em Pindamonhangaba do Norte, cidade situada no sul do Brasil, após um telefonema anônimo à delegacia de polícia, dois policiais, Roberto Trincaosso e Alexandre Chinfrim, numa viatura policial, rumaram rumo ao local do crime em que se envolveu os bandidos e as vítimas – vítimas dos bandidos, obviamente -, crime que se sucedeu na interseção da rua Do Bode Velho com a Do Cabramacho. Lá chegando, os policiais depararam-se com uma turbamulta de arrepiar os cabelos e os pelos do corpo de todas as pessoas que a testemunhassem. Os policiais, Roberto Trincaosso e Alexandre Chinfrim foram atacados pelos moradores que não admitiam policiais no bairro mal afamado Ponto do Pontal e conhecido de todos os pindanortistas. Protegendo-se como podiam, os policiais apontaram os revólveres aos moradores e ameaçaram atirar em quem os atrapalhasse. Nem todos se acalmaram. Um rapaz pegou uma faca, e alçou vôo para cima de Alexandre Chinfrim, que reagiu e, para a sua sorte, aparou os golpes, e desarmou o elemento meliante, aquele menor de idade, que, os policiais tem de entender, é uma vítima da sociedade, e não um criminoso. Pouco depois, um homem das redondezas exclamou:
– O Pedrinho é louco pracarai!
– Vam’bora – gritou alguém, e Roberto Trincaosso correu no encalço dele, mas não o pegou.
Acalmados dos nervos, Roberto Trincaosso e Alexandre Chinfrim, certos de que os moradores do bairro não interviriam no trabalho deles, andaram até os dois cadáveres, ambos mortos e esparramados no meio da rua, um deles com a cabeça rachada no meio por um machado, o outro com dois furos de bala nos peitos. Nenhum deles respirava, verificaram os policiais.
– Eles estão mortos, policiais – disse um homem, que aparentava trinta anos. – Tão mortinhos da silva os dois.
Enquanto Roberto Trincaosso colhia o depoimento de todos os moradores, Alexandre Chinfrim avaliava os cadáveres dos mortos e os arredores à procura de sinais dos assassinos, de pista deles. Alexandre Chinfrim encontrou marca de sapato nas poças de sangue, catarro e duas bitucas de cigarro – dos bandidos, provavelmente, ou de outra pessoa, não restava dúvida a ele.
– Aí, ele deu um soco no Dóiqueédoce – disse um morador, no depoimento a Roberto Trincaosso, apontando para o cadáver com a cabeça rachada. – Aí, Dóiqueédoce empurrou ele; aí, ele gritou; aí, Dóiqueédoce gritou de volta; aí, ele deu um tapa na cara do Dóiqueédoce; aí, ele deu um pontapé na barriga do Dóiqueédoce; aí, ele disse que queria a parte do dinheiro do assalto ao banco; aí, Dóiqueédoce correu; aí, ele correu atrás do Dóiqueédoce; aí, ele, Mortadela, chegou – e apontou para o cadáver com dois buracos de tiro nos peitos -; aí, Dóiqueédoce e Mortadela correram; aí, eles gritaram; aí, ouvi dois tiros; aí, ele pegou o machado; aí, ele rachou a cabeça do Dóiqueédoce; aí, Dóiqueédoce e o Mortadela morreram; aí, eles ficaram aí onde estão até agora.
– E por que eles foram mortos? – perguntou Roberto Trincaosso.
E o homem disse, numa sentença, não necessariamente respondendo à pergunta que Roberto Trincaosso lhe fez:
– Eles estavam vivos; tinham de morrer qualquer dia, né, doutor!? Morreram hoje. E quero acrescentar, doutor: Não fui com a cara dele.
– Com a cara de quem? – perguntou, curioso, intrigado, Roberto Trincaosso.- Do homem que matou o Dóiqueédoce e o Mortadela. É muita maldade para um homem só. Ele saiu do inferno, de um inferno bem infernal.
Recolhidos os cadáveres dos mortos, que tinham nome quando estavam vivos, ao necrotério, os policiais Roberto Trincaosso e Alexandre Chinfrim procuraram o assassino pelo mal afamado bairro do Ponto do Pontal, auxiliado por outros cinco policiais. Não o encontraram. Está ele escondido num esconderijo que os policiais não conhecem.
O delegado, o senhor Celso Xerlóquerrómes, inveterado fumador de cachimbo, disse, indagado pelos jornalistas, que em breve o caso estará resolvido. 

O homem que valoriza os índios – entrevista publicada no Zeca Quinha Nius

Pindamonhangaba, a quinta maior metrópole do Vale do Paraíba, a quarta maior metrópole do Estado de São Paulo, a terceira maior metrópole do Brasil, a segunda maior metrópole das Américas, a maior metrópole do orbe terrestre, sendo uma metrópole, e não cinco, foi o palco de uma entrevista fértil e enriquecedora, que muitos bens imateriais, que redundarão na produção de bens materiais, fornece ao Brasil, enriquecendo o universo intelectual nacional, e, quiçá, o internacional, e, ainda mais quiçá, o interplanetário, ao se disseminar, de geração após geração, uma geração após a outra, até o final dos tempos, que se dará quando, e se, todos os tempos, os pretéritos, os presentes e os futuros, convergirem para um mesmo tempo, que será o tempo derradeiro dos tempos que, existentes até então, não mais existirão.

No desejo de não nos prolongarmos neste intróito, que, servindo de prolegômeno, introduz o leitor na leitura da entrevista que ora publicamos no Zeca Quinha Nius, o nosso renomado hebdomadário digital, cujos jornalistas, todos providos de diplomas universitários, provas da alta qualidade intelectual e mental de sua equipe, que o equipa com recursos jornalísticos de monta e imensuráveis, abreviamos o prefácio. Para não adiar o prazer da leitura, que será imensuravelmente prazerosa, encerramos, por ora, os prolegômenos, e, nesta introdução, apresentamos aos nossos leitores, inúmeros, existentes em todo o orbe terrestre, a personalidade cativante e superior, e sui generis, do doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha, estudioso, dono de muitos títulos, reconhecido internacionalmente e nacionalmente, aqui no Brasil e em outros países, como um dos melhores e mais bem preparados intelectuais modernos – e os diplomas universitários, de valor incalculável, que ele possui, e os quais ostenta com o devido e justo orgulho são as provas de sua inigualável e incomparável força e qualidade intelectuais, cognitivas e mnemônicas que não têm igual, e nenhuma que se lhe compare, em todo o orbe terretre. Sem mais delongas, oferecemos aos leitores do Zeca Quinha Nius, hebdomadário digital cujos artigos são de autoria de autores dotados de diplomas universitários e cujas entrevistas são conduzidas por seus jornalistas, os mesmos que escrevem os artigos que neste hebdomadário digital se publica, um bosquejo biográfico do valoroso, requintado, sofisticado, nobre e estimado entrevistado.

O doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha é brasileiro nato, nascido, há quarenta anos, num hospital situado no município de Pindamonhangaba do Oeste, cidade situada no noroeste do Estado de Pindamonhangaba do Norte, localizado no sul do país. É filho de pais putativos, cujas reputações são as de lendários nobiliarcas herdeiros de dinastias dinásticas oriundas de nações estrangeiras. A sua formação intelectual inicial foi primorosa. Estudou nas melhores entidades de ensino de seu tempo. Recebeu o fluxo e o refluxo do sabor adocicado do saber agridoce de seus mestres, todos estes donos de inúmeros diplomas universitários e intelectuais renomados. Na fase adulta de sua vida de sucessos, conquistou o título de Graduação, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Sul, em Astrologia Piramidal, e, dois anos depois, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Nordeste, o título de Doutor em Psicologia Quântica Aeroespacial, e o de Mestre, em Parapsicologia Antropológica Automobilística, pela Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba. Todos os seus títulos o engrandecem, e agigantam o nosso país, que, agigantado e engrandecido, assume a figura, ao ter o doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha na lista de seus heróis nacionais, de um gigante gigantesco.

É o doutorJurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha o nosso entrevistado desta edição, que ora publicamos, do nosso mundialmente famoso hebdomadário digital Zeca Quinha Nius.

O tema da entrevista é: “O índio, sua origem, sua história, sua cultura, sua religião.”

Desejamos aos nossos leitores, fiéis e assíduos leitores, uma leitura proveitosa. Fiquem, a partir de agora, com o nosso querido e renomado doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha.

– Doutor Jurandir Iracemo Lindóyo Paraguaçu da Silva Bezta Kuadradha, por que o senhor decidiu se dedicar ao estudo dos índios?

– Eu não decidi, e não me decidi, a estudar os índios; os índios, decididos a se deixarem estudar, atraíram-me a atenção, obrigando-me, logicamente, a estudá-los, e eu, então, movido por tal força, a de estudá-los, irresistível, os estudei, e, estudando-os, aprendi a valorizá-los.

– E quando e como se deu o seu primeiro contato com eles?

– Eu nunca os contatei. E jamais vi um índio; e tampouco li um livro de autoria de índios. O que sei dos índios é matéria infusa. Veio-me, naturalmente, por meios artificiais, assim que, nas aulas de Parapsicologia Antropológica Automobilística, entendi, ao absorver, sem grandes esforços, e consumindo quase nenhuma energia, a sabedoria milenar da natureza, que o conhecimento chega-nos por si só, dispensando-nos o dispêndio de tempo com leituras de livros tediosos e enervantes. O máximo que se deve fazer de esforço, para se acumular conhecimento, é ingerir algum inebriante, que nos abre a mente para as coisas essenciais da existência; um estupefaciente que alarga a consciência humana, que, amplificada, tem o poder de assumir a condução da ação de obtenção e acúmulo de conhecimento independentemente de o ser que a possua ter, ou não, consciência dos fenômenos que naturalmente lhe governam a existência.

– O que o senhor aprendeu, por este admirável e infalível processo de estudos, acerca da cosmogonia e cosmologia dos índios?

– Para se aprender seja o que for é indispensável que a pessoa deseje aprender o que quer aprender e ame o seu objeto de aprendizado. Esta foi a primeira lição que assimilei durante os anos que me dediquei, na Universidade Federal do Município de Pindamonhangaba do Nordeste, ao estudo de Psicologia Quântica Aeroespacial. Dito isso, aprendi, ao estudar os índios, a valorizá-lo, e só após aprender a valorizá-los, eu pude apreender o valor deles, em especial o das suas cosmogonia e cosmologia, que se fundem, e se confundem, de tal maneira, e de muitos modos, que é impossível separá-las. Conquanto vão o esforço de separar da cosmogonia indígena a sua cosmologia, e desta aquela, pude, todavia, entender que, se humilde, eu entenderia o que eu poderia entender, e nada mais eu entenderia. Sem a pretensão, portanto, de querer entender o que eu sabia que eu não entenderia, executei rituais, no interior das salas-de-aulas e nos campus universitários, que me foram inspirados por entidades, que se corporificaram dentro de meu cérebro assim que ingeri a dose apropriada de estupefaciente, que me estimulou o poder mental, e grandemente, e consideravelmente, e enormemente. E vim, então, a saber que Kuala Lumpur, o deus dos deuses indígenas, tem poderes celestiais; é onipresente, omnissapiente; é o Alfa e o Ômega do Cosmos Celestial. Está num confronto eterno com Zânzibar, seu irmão siamês, o Ômega e o Alfa do Cosmos Celestial, o oposto do oposto, o negativo do positivo, o parasita do universo. Do embate sempiterno entre os dois deuses gêmeos siameses, romperam-se as portas do reino da natureza transcendente da floresta amazônica, o das profundezas das culminâncias da Epistemologia, realidade quântica da metafísica fenomenológica existencialista, onde vivem, em espírito fantasmagórico e quimérico, a Mãe Gaia e o Pai Gaio; e de tal reino emergiram à realidade Telêmaco, Poincaré e Pancha Tantra, criaturas demoníacas bestiais, que estimulam a luxúria, a comilança e o pecado da gula espiritual. Kuala Lumpur é identificado com um objeto que tem sempre às mãos e com o qual penteia os cabelos, infalivelmente, e sempre, ao amanhecer e ao entardecer, para conservar o universo em constante, uniforme e ininterrupto equilíbrio, impedindo que Zânzibar, seu irmão siamês, destrua o Cosmos Celestial: um pente cujo eixo principal, grosso, é confeccionado de talo de penas de orangotango, e cujos dentes, perpendiculares ao eixo grosso, finos, são afiadas espinhas de espinafre, uma espécie de batráquio que vive nas águas cristalinas do Rio São Francisco. Esta é a síntese da cosmogonia, que se confunde com a cosmologia, e esta com aquela, dos índios. O assunto, demasiadamente complexo, mal se pode resumir em uma entrevista.

– O senhor disse que o pente, que identifica Kuala Lumpur, o deus dos deuses indígenas, é composto de penas e espinhas. Os índios confeccionam muitos objetos com penas e espinhas. Seguem o modelo do adorno principal de Kuala Lumpur, não?

– Sim. E é interessante tal questão. Interessantíssima. Mais interessante do que as questões que lhe são menos interessantes, questões, estas, que porventura despertem nos interessados algum interesse, ou nenhum. Os índios, sob o exemplo do deus de seus deuses, usam penas, nos seus adornos, de animais de diversas espécies, penas que vão desde as de aves até as de pássaros, passando pelas de répteis, de mamíferos e de anfíbios.

– Quais tribos indígenas o senhor, em suas viagens sob influencia de estupefacientes, contatou?

– Inúmeras. Muitas. Várias. Inumeráveis. Empreendi expedições transcendentais ao âmago do núcleo da essência do espírito da alma dos índios e deles apreendi as sabedoria e sapiência milenares cujas origens se perdem na gênese criadora dos tempos. Com os índios tupinambás, itaquaquecetubas, estadunidenses, caiapós e amendoins, aprendi a valorizar a essência do essencial da existência natural panteísta sob a égide da sapiência oracular do deus Krakatoa, ser abismal e abissal, insaciável devorador de maquinismos construídos pelos seres humanos, que devastam as florestas derrubando-lhes as árvores. E com os índios tupiniquins, urucubacas, pindamonhangabas e moçambiques, aprendi a valorizar os artefatos ecologicamente sustentáveis feitos de madeira e plástico reciclados, e não de penas de urubus, canários, lhamas, abutres, equidnas, araras, flamingos e salamandras – ao não se arrancar as penas de tais animais, isto é, ao não se os depenar, evita-se que eles involuam, e, consequentemente, não se lhes promove o genocídio, impedindo-os de se transformarem em aracnídeos, répteis e anfíbios. E com os índios aimorés, anhangabaús, periquitos, araras, itamaracás, tucunarés e salamaleques, adquiri a consciência da importância dos rituais de iniciação, integração e comunicação para a constituição das constituições indígenas e a consequente formulação de leis consuetudinárias da constituição da identidade comum que aos índios propiciam a harmonia ingênita, que lhes é inata. E com os índios pangarés, cupins, cateretês e rebimbocas, aprendi um ritual que consiste em andar em círculos, bater os pés, firmemente, em terra batida, e gritar, ininterruptamente, “Hu-hu! Hu-hu! Hu-hu!”, tendo, na cabeça, cobrindo-a, uma cuia de casca de côco. Após estas minhas valiosas experências, aprendi a valorizar os índios. E de tão alto valor eu lhes concedo, que toda minha ação contempla, como fim único, o bem-estar deles, pois se assenhoreou de meu espírito o amor por eles. E sou, hoje, um diligente estudioso das coisas dos índios. Eu valorizo os índios e tudo o que eles criam. Tenho, nos meus braços, duas tatuagens, uma em cada um, no esquerdo os dízeres “Viva o índio” e no direito “Morte ao invasor!” E uso, para prender meus longos cabelos, uma tiara de penas de plástico, multicoloridas, que imitam penas de pássaros e aves nativas da Amazônia, e estou, quase que todo dia, com o tronco coberto com uma camisa em cuja estampa frontal se lê: “O índio é o verdadeiro dono destas terras sem dono.” Eu valorizo os índios, e muito. E tanto os valorizo que alterei meu nome ao adicionar-lhe três nomes de guerreiros indígenas, Iracemo, Lindóyo e Paraguaçu, cada um destes nomes pertencente a um índio nobre, valente e destemido.

– Fale-nos, para encerrarmos a entrevista, proveitosa e fértil, e muito ilustrativa, da importância dos índios para o Brasil.

– A importância dos índios para o Brasil é muito importante, daí falarmos, sempre, ao nos referirmos aos índios, da importância deles para o Brasil, e não apenas à sua formação, mas, também, e principalmente, à constituição de sua gênese e à gênese de sua constituição culturais, religiosas, intelectuais, artísticas, étnicas e científicas. A inserção dos índios no espectro mental brasileiro é de suma importância e tem de ser devidamente registrada para que não suma dos registros que não a registram. Eu valorizo os índios, e espero que todos os meus compatriotas, para o bem do Brasil, também os valorizem.

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