Hoje no Mundo Militar, e Cuba, África do sul, Argentina e China. Fomento à Cultura. Intermináveis quinze dias. E outras notas breves.

Em um tempo em que se tem à disposição inúmeras, infinitas, fontes de informação é incompreensível que exista milhões de pessoas que se agarram ferozmente aos tradicionais meios de comunicação, que, sabe-se, pecam pela malícia. E ai de quem ousa alertá-las para a distorção que eles promovem, suas narrativas enviesadas, manipuladoras.

Ontem, assisti a quatro vídeos no canal Hoje no Mundo Militar, no Youtube. São os vídeos: “Por que a China e a Argentina estão tão interessadas em negociar armas?”, “Por que só agora a Europa está se preocupando com o programa nuclear do Irã?”, “A África do Sul em chamas.”, e “China ameaça usar armas nucleares contra o Japão! “Se interferirem em Taiwan, atacaremos!”, China.” Todos os quatro publicados, neste ano de 2021, no mês de Julho; o primeiro e o segundo, dia 11, o terceiro, dia 14, e o quarto, dia 16.

Em todo vídeo, o narrador apresenta uma síntese da história dos países comentados, dos atritos entres eles, evocando personagens lendários e dando um apanhado geral da sucessão dos eventos, para situar, na linha da História, o mais recente, que lhe inspirou o tema do vídeo. No primeiro vídeo aqui mencionado, fala da Guerra das Malvinas, ou das Falklands, da força militar argentina, e de sua posterior debilidade, dos embargos militares à Argentina, derrotada, e humilhada, na guerra, impostos pela Inglaterra, e do atual estreitamento militar entre Argentina e China, política que está a contornar o bloqueio imposto pela Inglaterra, o que é de interesse da China, que, além de ganhar rios de dinheiro, fortalece sua presença na América do Sul e no mundo. No segundo vídeo, os governos da França, Inglaterra e Alemanha, enfim, dão o braço a torcer, e, preocupados com o andar da carruagem no Irã, reconhecem, mas dando uma de João-sem-braço, que Donald Trump e Benjamin Netanyahu estavam coberto de razão ao confrontarem o governo dos aiatolás. Relembra do acordo nuclear, assinado por Barack Hussein Obama, com o Irã, das desconfianças, melhor, certezas, de Donald Trump, que, não se dobrando à pressão internacional, retirou os Estados Unidos do acordo assinado pelo seu antecessor. E de brinde, dá informações acerca de energia de fisão nuclear e da de fusão, fala de urânio 235, plutônio 239, deutério e irídio, enriquecimento do urânio, para uso civil, e propulsão, e para uso militar na construção de bombas termo-nucleares. No terceiro vídeo, dá uma pincelada na História da África do Sul, desde seu tempo de colônia da Holanda, há quatro séculos, até os dias de hoje, passando pela guerra dos bôeres e pelo Apartheid, falando de escravidão, segregação racial, e, ao final, de Zuma, da condenação deste à prisão, o estopim da revolta popular, que culminou, em uma semana, na morte de centenas de pessoas. É a África do Sul, hoje, um barril de pólvora. E no quarto vídeo, sabemos da violência japonesa contra os chineses nos anos 1930, da batalha de Manchúria, e da de Nanquim, das atrocidades cometidas pelos nipônicos, e da morte, calcula-se, pelo Império do Sol Nascente, de quinze milhões dos descendentes dos homens que ergueram a grande muralha. E fala de Taiwan, da relação da China com a Província Rebelde, do rancor dos chineses com os japoneses, do desejo do governo de Pequim de conquistar as Ilhas Senkaku, japonesas, que dizem os chineses serem suas, mas Tóquio diz que não.

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André Porciuncula, hoje Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura, publicou, em sua página do Facebook, um trecho de sua entrevista à Camila Abdo. Corajoso, falou de cultura popular e do desvio que as políticas públicas de fomento à cultura sofreram durante os governos anteriores ao do Jair Messias Bolsonaro. E declara que inexiste uma classe artistica; que o que há é um sindicato elitista, arrogante, de retórica revolucionária, que monopolizava os recursos públicos destinados à cultura, e que toda a gritaria dela escancara-lhe a desfaçatez de quem erguia fortunas com obras grotescas, medíocres, tirando ouro de uma jazida inesgotável. Acabou a farra. Agora, segundo o secretário, os recursos serão entregues aos artistas do povo, artistas que expoem suas obras nas praças, nas rodoviárias, nos mercados.

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Os professores são prestadores de serviços; são profissionais que, sob contrato, por um determinado período de aulas são remunerados com um salário, sejam os professores da iniciativa privada, sejam os das escolas públicas. Os de Matemática ensinam Matemática; os de Língua Portuguesa, Língua Portuguesa; os de Física, Física; os de Geografia, Geografia. Infelizmente, o que se vê em muitas escolas são professores despreparados que, além de mal ensinarem o que deviam ensinar, os que sabem alguma coisa da disciplina à qual se dedicam, assumem compromissos que não são seus, como o de formar o caráter dos seus alunos, e canalizar-lhes os pensamentos, e, consequentemente, as ações, numa certa direção, nem sempre a que lhes conclui em benefícios, ganhos de qualquer natureza. Vaidosos e presunçosos, muitos exigem, além de salário maior do que o que recebem – e não fazem por merecer nem este -, um tratamento distinto, que os homens dos tempos de Homero dedicavam aos seres divinos. E nestes dias de pandemia, estão a reclamar muitos porque ocupam-se durante mais horas por dia do trabalho do que antes das novas regras e pelo mesmo salário. Supreende-me até agora não terem convocado os sindicatos da categoria para os defender da sanha de governadores e prefeitos.

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Na França e na Grécia os respectivos governos implementam políticas de carteira de vacinação de covid; obrigatoriedade de vacinação para acesso a locais e estabelecimentos públicos; enquanto muitas pessoas aceitam bovinamente tais medidas autoritárias, outras se levantam contra elas; é o que se vê na terra de Asterix e da de Aristóteles. Os levantes contra as medidas draconianas que estão a segregar os povos em dois grupos distintos, que se hostilizam, os vacinados e os não-vacinados, espalham-se pela Europa. E são as pessoas alcunhadas de irresponsáveis, de descompromissadas com a saúde coletiva, as que revoltam-se e lutam em defesa da liberdade, enquanto as acríticas, passivas, que até outro dia se intitulavam rebeldes, pessoas que não têm ligação com o chão que pisam, cosmopolitas, de espírito chão, egoistas, as que faziam a resistência contra o avanço da direita, da extrema-direita, não esboçam nem a mais débil resistência aos desmandos dos governantes.

Trazendo o tema para o Brasil: Aqui, a galerinha da resistência, que até outro dia contra o Jair Messias Bolsonaro clamavam Resistência É Sobrevivência, foi a primeira a sucumbir à tortura midiática e a se genuflexionar, reverente e covardemente, diante das autoridades governamentais, prefeitos e governadores, e ainda assim delas se assenhoreiam a audácia de se auto-intitularem heróis.

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações fala do grafeno, de sua aplicação na indústria automobilística e na construção civil. É o grafeno, na declaração de muitas pessoas da área tecnológica, o material do futuro, leve, flexível, resistente, econômico. Anuncia uma revolução em todos os campos tecnológicos. E até outro dia Jair Messias Bolsonaro os anti-bolsonaristas o ridicularizavam sem sabem porquê.

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Admirei, anteontem, na página Ars Europe, no Facebook, duas pinturas, uma de Matteo di Giovanni, outra, de Jacopo Pontormo, ambas obras-primeiras, a de Matteo a representar Madonna e Criança, e a de Jacopo, Maria Romola Salvati, esposa de Giovanni de Médici e uma criança. Acompanha as duas pinturas uma síntese da história das personagens representadas.

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No dia 16/07/2021, Sidney Silveira publicou percuciente comentário, sob o título “Intragável para Otimistas Obcecados”, acerca da obra “Comentário a Tessalonicenses”, de Santo Tomás. O texto atrai a atenção, desperta o interesse e causa espanto.

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E a Secretaria de Comunicação do Governo Federal informa que o governo, na Operação Samaúma, apreendeu setecentos metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente das florestas brasileiras. E dá notícias de crimes ambientais em unidades federais de conservação ambiental, e do trabalho das Forças Armadas. Ao contrário do que dizem os anti-bolsonaristas, está o governo Bolsonaro empreendendo uma guerra contra os crimes ambientais.

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No seu site, Perspectivas, O. Braga publicou, recentemente, três artigos interessantes, “A necessidade que os meRdia merdosos têm de provar o contra-factual.”, “O romantismo que os meRdia apregoam e propagandeiam.”, e, “Não vale a pena gastar cera com tão ruim (e maoísta) defunto.” No primeiro, ele esposa uma idéia que vai ao encontro do que penso e do que muita gente que não se deixou esmagar pela máquina de matar consciências durante estes meses de histeria coletiva. No segundo aponta associação entre Jean-Jacques Rousseau, a escola romântica e o movimento revolucionário, este flhote daquela – interessante observação, que me faz pensar. E no terceiro, fala da ereção, na União Européia, de um Totalitarismo de Veludo.

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Dias atrás tomei conhecimento de um site, do qual li, ontem, 17/07/2021, cinco artigos. É o Diário de Um Linguista, de Aldo Bizzocchi. Os artigos que li são: “A Morte da Cultura.”, de 16/07/2021, “Léxico, a Alma da Língua.”, de 27/02/2019, “Língua Oral ou Língua Escrita: Qual é a Melhor?”, de 11/05/2020, “A Norma Culta do Futuro.”, de 30/03/2021, e, “Português Brasileiro Atual: Um Língua Indigente?”, de 07/05/2018.Tece em seus artigos Aldo Bizzocchi comentários sensatos, que ecoa nos ouvidos de toda pessoa dedicada aos estudos, pessoas que sabem do inestimável valor da Língua Portuguesa, mesmo não a podendo mensurar. Compara o uso da língua pelos brasileiros de há cinquenta, sessenta anos, com o que fazem dela os brasileiros dos primórdios do século XXI. E não há o que negar: está correto o autor ao afirmar que os brasileiros de hoje em dia fazem mal uso da mais rica herança que recebemos os brasileiros dos portugueses. Há um empobrecimento, em todos os sentidos, do uso que damos à riqueza dos lusitanos. O autor não diz, e eu me pergunto se o desprezo com que tratamos a Língua Portuguesa não é fruto do movimento modernista, de 22, que não zelava pela cultura portuguesa ao atender ao seu nativismo sentimental, romântico, idealizado.

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Alguns escritores que acompanho na rede social Facebook: Marcelo Rocha Monteiro, Estêvão Caparari, Paulo Diniz, Marcelo Ferreira Caixeta, Jacson Alves Osen, Kaique Alexandre, Wilson Oliveira, Jairo José da Silva, Lukas Hawks, André Porciuncula e Ramon Cardoso.

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A pessoa que acredita que a vacina a protege contra o Covid, e, vacinada, protegida, portanto, acredita que tem de seguir todas as regras sanitárias que se exige das não-vacinadas, porque, embora vacinada, protegida, portanto, está desprotegida, não me parece ser o que ela acredita ser: uma pessoa sensata. Sou um homem educado.*Indique a alternativa correta:Na frase “Quinze dias para achatar a curva”, “quinze dias” corresponde a:

a) Ninguém sabe;

b) Quantos dias os políticos quiserem;

c) Ninguém se lembra como tal história começou;

d) Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe;

e) Os alienígenas construíram as pirâmides do Egito; e,

f) Todas as alternativas anteriores e todas as outras que se possa imaginar, menos a que indica que “quinze dias” corresponde a quinze dias.

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