Dois artigos de Lefteris Kaliambos e um texto de Mário Novello. Notas breves.

Li, ontem, 02/08/2021, de Lefteris Kaliambos, o artigo Einstein, publicado, no Wikia.org, dia 06/01/2019. Não ouso, nesta nota breve, resumir as idéias científicas esposadas pelo autor em seu artigo, razoavelmente extenso, vazado num vocabulário científico – todavia, acessível ao leigo, que, mesmo não apreendendo a essência das questões envolvidas, segue na leitura, pois está o artigo num estilo direto, simples, sem os atavios retóricos que enfeiam textos vazios. Está o artigo no idioma inglês. Embora eu não tenha intimidade com o vocabulário científico e não tenha compreendido muitas das idéias expostas pelo autor, o que apreendi permite-me, no entanto, saber que os cientistas são falíveis, inclusive o mais popular deles, Albert Einstein. Tal infomação é de causar espanto aos,  boquiabrir e queixocair os, e arrepiar os cabelos dos crédulos, que vêem nos cientistas deuses. Lefteris Kaliambos informa que alguns de seus experimentos rejeitam a teoria da relatividade, de Einstein, pois este folclórico, icônico cientista, cuja estampa inspira a tese que ensina que são doidos varridos os cientistas, baseou-se em teses equivocadas de Maxwell, a do conceito de campo eletromagnético, e torcia o nariz para a ciência antiga, a de Isaac Newton, confirmada a veracidade desta pelo experimento de Michelson-Morley.

Além de abordar o erro de Einstein, que foi levado pelo erro de Maxwell e de alguns outros cientistas, o autor dá uma breve biografia, ilustrativa, do personagem que é o tema do seu artigo e cujo nome está no título dele, e, digo, uma aula de história da ciência; além dos cientistas mencionados linhas acima, Lefteris Kaliambos apresenta ao leitor Lorentz, Euclides, Faraday, Ampere, Coulomb, Galileo, Planck, Bohr, Schrodinger, Lavoisier, Poincaré, Ptolomeu, Huygens, Minkowski, Hubble e outros cientistas de menor fama.

Em tal artigo irá o leitor ler sobre propriedade gravitacional da luz segundo Isaac Newton, contração do comprimento do quantum, dilatação do tempo do quantum, interações eletromagnéticas e gravitacionais, massa inercial segundo a lei de Newton, lei de interação fóton-matéria, éter, ondas de luz, princípio da relatividade na lei da indução de Galileo, efeito fotoelétrico, mecânica quântica, movimento browniano, lei da conservação de massa e energia, espaço quadridimensional.

E repito palavras que escrevi no início desta nota breve: ” Não ouso, nesta nota breve, resumir as idéias científicas esposadas pelo autor em seu artigo…”, o de Lefteris Kaliambos, Einstein. E não lhe resumi as idéias; não ousei fazê-lo; limitei-me a registrar alguns nomes, e mais uma coisa e outra. E se escrevi alguma asneira, que me desculpe o leitor; não tenho conhecimento científico; sou apenas um homem curioso, que não se nega o prazer da leitura de textos cujo teor põe para funcionar o cérebro de todo filho de Deus.

*

Em Our Universe, Lefteris Kaliambos aponta as controvérsias científicas que envolvem um tema: a origem do universo e, dele, a história. É interessante ler Lefteris Kaliambos – e outros cientistas que, inteligentes, humildes e honestos, buscam compreender os seus objetos de estudos – porque além de ele apresentar o confronto entre, penso, as principais correntes de pensamento, manifesta conhecimento da história da ciência, no seu caso, da Física e da Cosmologia, e, principalmente, porque, lendo-os, entende-se que se faz ciência confrontando-se hipóteses, teorias, avaliando-as, pondo-as à luz de experimentos, análise crítica ponderada, severa, e não esculpindo-se bustos dos cientistas icônicos, dispondo-os num altar, e diante deles genuflexionando-se, todo santo dia, suplicando-lhes milagres e iluminação intelectual. É esta uma lição, e tanto, indispensável, que todo ignorante em ciências apreende lendo os artigos deste cientista grego.

Em Our Universe, chama o autor atenção para o antagonismo entre duas teses cosmológicas, a do universo cujo princípio se deu numa singularidade, o Big Bang, e a de que é ele eterno. Tece o autor críticas a Einstein, cuja teoria de conservação de massa e energia está invalidada por experimentos, e entende que ele chegou a elaborar tal equívoco ao se basear em teorias erradas de Maxwell e desprezar a lei natural de Isaac Newton. Fala o autor de uma teoria, a do Dark Flow, apresentada por Kashlinsky, teoria que dá a conhecer que há no universo região desconhecida, região que os equipamentos criados pelo homem não podem perscrutar o que se chama de horizonte de eventos, invisível, vou assim dizer, aos humanos. E além de apontar erros de Hawking, Penrose, Fermi, Weinberg, Higgs, French, Tessman, afirma que, coincidindo com experimentos baseados na lei natural, fundamental, de conservação de massa e energia, chegou-se à conclusão de que é o cosmos infinito, e eterno, nosso universo pela Lei Natural governado. E fala da idéia de Penrose e Hawking, idéia que aponta que há singularidade em que as leis da Física não atuam; e que Hawking e Harthe, em nova teoria, afirmam que não tem o universo fronteiras; e que a teoria do universo em expansão acelerada está inspirada na idéia, errônea, de energia escura; e que Hawking aceita a hipótese de um criador para o cosmos; e da Teoria Inflacionária, e de múltiplos universos paralelos, e muitos universos, cada um, singular, com sua história; e que Einstein compreendeu mal a Lei do Princípio da Equivalência, de Isaac Newton, lei que afirma que é a força centrífuga força inercial que se opõem à força centrípeta; e que, para Newton gravidade e inércia são duas propriedades da massa. E fala de neutrinos, anti-neutrinos, deutério, quantum, força gravitacional de longo alcance, partículas subatômicas, interação fóton-fóton, partículas, anti-partículas, positron, energia eletromagnética, emaranhado quântico, formação das estrelas, mesons, quarks, gluons, bósom, e Modelo Padrão, e Constante Cosmológica, e supernova. Para os nerds fãs de Jornada nas Estrelas e, por extensão, de ficção científica, é o artigo (que está em inglês) de Lefteris Kaliambos, um tesouro inesgotável, uma jazida infinita e eterna.

Não tenho conhecimento científico que me permita avaliar o teor do artigo. Não sei o que é emaranhado quântico, desconheço a teoria do campo eletromagnético, de Maxwell, e as teorias de Newton, Einstein, Hawking, e de outros cientistas que o autor menciona, mas o essencial do artigo, eu, um homem que de ciência não conhece sequer uma vírgula, apreendi: a ciência se faz confrontando-se hipóteses, teorias, e assim será, por todo o sempre, tenha o sempre um fim, ou não.

*

É o texto “Diálogos sobre o começo do Mundo – reedição”, publicado, dia 27/07/2021, no site Cosmos & Contexto, um trecho do livro Do Big Bang ao Universo Eterno, de Mário Novello. Apresenta o autor, no texto, um diálogo entre Evgeny, Maurizio e Vitaly, nomes fictícios para três cientistas que participaram, dia 24/08/2002, de um workshop do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – CBPF. Discutem as três personagens se tem o universo um início, que se deu a partir de minúsculo ponto situado sabe-se lá onde (se nada havia, onde estava o “ponto” que explodiu? Se, não havendo universo, portanto, nada havendo, nem espaço, tampouco o tempo, o “ponto” podia estar, num tempo, em algum lugar? – pergunto-me), ou se é o universo eterno, que nunca teve um início, e jamais terá um fim. Evocam Hubble, e sua teoria do afastamento das galáxias umas das outras; e falam do espaço-tempo quadridimensional; da topologia do universo; e de Gödel; e de Lemaitre, e a idéia da singularidade da explosão de um átomo primordial; e de Lifshitz, que descobre universo na vizinhança da singularidade; de universo que passa por ciclos de expansão e contração, e de modificação de sua estrutura geométrica espacial; da lei da conservação de energia; e de Hawking, que descobriu que buracos negros podem irradiar energia; e perguntam qual é a origem do universo e se o universo, se eterno, é instável.

Entre parênteses, linhas acima, eu me pergunto onde se localizava o “ponto” que explodiu, dando origem ao universo, se, antes, não havia o universo, nem, portanto o espaço e o tempo. E pergunto: se o universo nasceu, em algum momento, em algum lugar, então o espaço e o tempo existiam antes dele vir à luz – ou não? Podem existir o tempo antes do tempo e o espaço fora do tempo? A existência do tempo e a do espaço prescindem da existência do universo? O que são o tempo e o espaço, afinal? Particularidades de algo que existe antes do universo existir? E o que é tal “algo”? Um “universo” maior do que o “nosso universo”? Então, o “nosso universo” não está na origem de tudo? A sua criação é um fenômeno que ocorreu dentro de um “corpo” infinito? Apresentando-me tais perguntas, coço-me a cabeça, certo de que os cosmólogos têm muitas teorias para a origem de “tudo”, mas nenhuma certeza do que aconteceu na origem de “tudo” (caso “tudo” tenha uma origem). Não quero ousar dizer, mas ouso: as teorias dos cosmólogos não se diferem, penso, na essência, das idéias sobre a origem (ou a eterna existência) de “tudo” exposta nos livros sagrados escritos nos primórdios da civilização. A verdade verdadeira é: a origem (ou a eterna existência) do universo é um mistério – um mistério eterno?

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